Fábio Vasconcellos
RIO - Após a confirmação que o governo de Minas Gerais entregou a autoridades do setor aéreo uma proposta de Parceria Público-Privada (PPP) com a participação da Infraero para fazer a expansão do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte , o governador do Rio, Sérgio Cabral, reiterou nesta quarta-feira o interesse do estado em assumir o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Segundo ele, caso a transferência seja aceita pelo governo federal, o estado iniciaria rapidamente o processo para "promover uma parceria com o setor privado" na gestão do terminal.
Desde o governo Lula, Cabral tem defendido a privatização do Galeão como forma de melhorar a prestação de serviços e preparar o aeroporto para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Na semana passada, o governo decidiu adiar os planos de privatização do Galeão e de Confins, e levar adiante apenas a concessão de Guarulhos, Brasília e Viracopos (Campinas). A avaliação do governo é que, no Galeão, o problema não é de infraestrutura (já que tem capacidade ociosa), mas de má qualidade dos serviços, questão que poderia ser resolvida pela Infraero, que realiza obras no local.
Na avaliação do governador, a administração de aeroportos por estados e municípios é possível. Ele lembrou que esse modelo de gestão é adotado nos Estados Unidos. Em nota, Cabral ressaltou que recebeu "diversas empresas interessadas em uma possível concessão que cabe ao governo federal fazer". Embora tenha manifestado interesse em privatizar o aeroporto, o governo informou que, por enquanto, não sabe qual modelo de concessão seria adotado.
"O governador reitera a sua disposição de assumir o aeroporto e promover rapidamente uma parceria com o setor privado", diz a nota divulgada ontem pelo Palácio Guanabara.
Professor da Coppe-UFRJ e especialista empresarial no setor aéreo, Elton Fernandes acredita que há condições de o governo passar a gestão do Galeão para o Estado do Rio fazer o processo de concessão. De acordo com ele, esse modelo foi implementado em algumas cidades dos Estados Unidos, mas, lá, os gestores têm grande tradição na administração de aeroportos.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo....o-924440000.asp
RIO - Após a confirmação que o governo de Minas Gerais entregou a autoridades do setor aéreo uma proposta de Parceria Público-Privada (PPP) com a participação da Infraero para fazer a expansão do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte , o governador do Rio, Sérgio Cabral, reiterou nesta quarta-feira o interesse do estado em assumir o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Segundo ele, caso a transferência seja aceita pelo governo federal, o estado iniciaria rapidamente o processo para "promover uma parceria com o setor privado" na gestão do terminal.
Desde o governo Lula, Cabral tem defendido a privatização do Galeão como forma de melhorar a prestação de serviços e preparar o aeroporto para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Na semana passada, o governo decidiu adiar os planos de privatização do Galeão e de Confins, e levar adiante apenas a concessão de Guarulhos, Brasília e Viracopos (Campinas). A avaliação do governo é que, no Galeão, o problema não é de infraestrutura (já que tem capacidade ociosa), mas de má qualidade dos serviços, questão que poderia ser resolvida pela Infraero, que realiza obras no local.
Na avaliação do governador, a administração de aeroportos por estados e municípios é possível. Ele lembrou que esse modelo de gestão é adotado nos Estados Unidos. Em nota, Cabral ressaltou que recebeu "diversas empresas interessadas em uma possível concessão que cabe ao governo federal fazer". Embora tenha manifestado interesse em privatizar o aeroporto, o governo informou que, por enquanto, não sabe qual modelo de concessão seria adotado.
"O governador reitera a sua disposição de assumir o aeroporto e promover rapidamente uma parceria com o setor privado", diz a nota divulgada ontem pelo Palácio Guanabara.
Professor da Coppe-UFRJ e especialista empresarial no setor aéreo, Elton Fernandes acredita que há condições de o governo passar a gestão do Galeão para o Estado do Rio fazer o processo de concessão. De acordo com ele, esse modelo foi implementado em algumas cidades dos Estados Unidos, mas, lá, os gestores têm grande tradição na administração de aeroportos.
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