Dívida da Embraer supera a da Boeing e Airbus com maior demanda
Fabricante dos aviões executivos Legacy e dos jatos regionais E-190, a empresa está aproveitando a crescente demanda por voos de curta distância na Ásia e África
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Boris Korby e José Sergio Osse, da
Divulgação
No mês passado, a Embraer recebeu o milésimo pedido para a família E-Jets de jatos regionais, enquanto a concorrente do Canadá recebeu 654 encomendas para essa linha
Nova York e São Paulo - A Embraer SA, quarta maior fabricante mundial de aviões, está superando Boeing Co., Airbus SAS e Bombardier Inc. no mercado internacional de renda fixa, graças à maior demanda pelos jatos de consumo mais eficiente produzidos pela brasileira.
Os títulos da Embraer denominados em dólar e com vencimento em 2017 se valorizaram 8,64 por cento neste ano, comparado a ganho de 4,5 por cento dos títulos de prazo similar da Boeing, de 8,11 por cento para os da Bombardier e de 1,16 por cento para os da Airbus, denominados em euros.
A Embraer, fabricante dos aviões executivos Legacy e dos jatos regionais E-190, está aproveitando a crescente demanda por voos de curta distância na Ásia e África, à medida que a expansão econômica em países em desenvolvimento supera as taxas dos Estados Unidos e da Europa. No mês passado, durante o Salão Aeroespacial de Paris, a empresa sediada em São Jose dos Campos anunciou encomendas e pedidos firmes de companhias aéreas como a PT Sriwijaya Air da Indonésia, a Kenya Airways Ltd., a Air Astana do Cazaquistão e a GE Capital Aviation Services.
“O histórico da Embraer tem sido bastante bom, particularmente quando se compara com o desempenho da Bombardier no segmento de jatos regionais”, disse Brian Studioso, analista da área aeroespacial e de defesa da CreditSights Inc., em entrevista por telefone de Londres. “Eles estão bem posicionados competitivamente.”
O rendimento dos títulos da Embraer com vencimento em 2017 recuou 122 pontos-base, ou 1,22 ponto percentual, neste ano, chegando a 4,3 por cento. Essa é a menor taxa desde a emissão, em março de 2007, segundo dados compilados pela Bloomberg, e faz dele o quarto melhor em desempenho neste ano entre papéis em dólar de empresas brasileiras. Já o rendimento da dívida da Bombardier com vencimento em 2018 caiu 104 pontos-base, para 5,13 por cento. As notas da Embraer pagam 164 pontos-base a mais do que dívida do governo brasileiro de prazo similar, comparado a uma diferença de 202 pontos em janeiro.
Fabricante dos aviões executivos Legacy e dos jatos regionais E-190, a empresa está aproveitando a crescente demanda por voos de curta distância na Ásia e África
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No mês passado, a Embraer recebeu o milésimo pedido para a família E-Jets de jatos regionais, enquanto a concorrente do Canadá recebeu 654 encomendas para essa linha
Nova York e São Paulo - A Embraer SA, quarta maior fabricante mundial de aviões, está superando Boeing Co., Airbus SAS e Bombardier Inc. no mercado internacional de renda fixa, graças à maior demanda pelos jatos de consumo mais eficiente produzidos pela brasileira.
Os títulos da Embraer denominados em dólar e com vencimento em 2017 se valorizaram 8,64 por cento neste ano, comparado a ganho de 4,5 por cento dos títulos de prazo similar da Boeing, de 8,11 por cento para os da Bombardier e de 1,16 por cento para os da Airbus, denominados em euros.
A Embraer, fabricante dos aviões executivos Legacy e dos jatos regionais E-190, está aproveitando a crescente demanda por voos de curta distância na Ásia e África, à medida que a expansão econômica em países em desenvolvimento supera as taxas dos Estados Unidos e da Europa. No mês passado, durante o Salão Aeroespacial de Paris, a empresa sediada em São Jose dos Campos anunciou encomendas e pedidos firmes de companhias aéreas como a PT Sriwijaya Air da Indonésia, a Kenya Airways Ltd., a Air Astana do Cazaquistão e a GE Capital Aviation Services.
“O histórico da Embraer tem sido bastante bom, particularmente quando se compara com o desempenho da Bombardier no segmento de jatos regionais”, disse Brian Studioso, analista da área aeroespacial e de defesa da CreditSights Inc., em entrevista por telefone de Londres. “Eles estão bem posicionados competitivamente.”
O rendimento dos títulos da Embraer com vencimento em 2017 recuou 122 pontos-base, ou 1,22 ponto percentual, neste ano, chegando a 4,3 por cento. Essa é a menor taxa desde a emissão, em março de 2007, segundo dados compilados pela Bloomberg, e faz dele o quarto melhor em desempenho neste ano entre papéis em dólar de empresas brasileiras. Já o rendimento da dívida da Bombardier com vencimento em 2018 caiu 104 pontos-base, para 5,13 por cento. As notas da Embraer pagam 164 pontos-base a mais do que dívida do governo brasileiro de prazo similar, comparado a uma diferença de 202 pontos em janeiro.












