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A-1M: programa de modernização


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#41 jambock

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Posted 29 de August de 2012 - 03:01

Meus prezados:
Para esclarecer, serão modernizados 43 A-1, porém serão mexidas 53 células. As 10 que apresentaram problemas de corrosão e são do primeiro lote, serão desmontadas para retirada de peças. Por isso o contrato envolve 53 células com 43 modernizadas.
O desenvolvimento da aeronave AMX teve seus percalços. Um deles foi um problema estrutural.
A junção asa-fuselagem do projeto inicial não permitiria alcançar a vida útil estabelecida em contrato.
Várias modificações foram propostas, tanto um "bacalhau" para estender um pouco a vida, como um reprojeto da junção para alcançar a vida útil requerida pelos governos. As dez aeronaves que não serão modernizadas provavelmente estavam próximas ao seu limite ou iriam requerer extensos trabalhos de revitalização estrutural.
Creio que a recuperação dessas dez aeronaves iria encarecer a despesa com o total da frota e a FAB preferiiu usar os mesmos recursos para ter 43 aviões com maior capacidade operacional, caprichando na integração de armas e equipamentos aviônicos.
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#42 transvasp

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Posted 19 de December de 2012 - 14:33

A-1: FAB e Embraer assinam contrato para suporte ao projeto de modernização


Posted Image


A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer) firmaram, na quinta-feira (13/12), um contrato para Suporte Logístico Integrado ao Projeto A-1, que prevê o fornecimento de suporte de materiais e serviços para aeronaves AMX e ficará sob a gestão do Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), no Rio de Janeiro. O acordo foi assinado no Comando-Geral de Apoio, entre o Diretor do PAMA-GL, Brigadeiro do Ar Antonio Ricardo Pinheiro Vieira, e o Presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar.


“Esse acordo com a Embraer é positivo para a FAB, que ganha uma parceira sólida e confiável para atender suas necessidades, como também para a indústria nacional, que recebe mais incentivo para continuar se fortalecendo”, afirmou o Comandante-Geral de Apoio, Tenente-Brigadeiro do Ar Hélio Paes de Barros Júnior.


Posted Image


O contrato contempla suporte logístico e material com aquisição e reparo de componentes, suporte técnico continuado, monitoramento de obsolescência, manutenções programadas e não-programadas, on call support e suporte de engenharia. De acordo com o Brigadeiro Vieira, o contrato visa ao aumento da disponibilidade e quantidade de aeronaves, simultaneamente à modernização da frota.


O AMX é uma aeronave de ataque ar-superfície usado para missões de interdição, apoio aproximado e reconhecimento aéreo. Na Força Aérea Brasileira, ele é designado A-1. O Projeto A-1 prevê a revitalização e modernização de 43 caças subsônicos da FAB.


FONTE / FOTO DE BAIXO: FAB (COMGAP)



Via: Poder Aéreo - Informação e Discussão sobre Aviação Militar e Civil

#43 jambock

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Posted 10 de February de 2013 - 20:31

Meus prezados:
Apesar de um muito bom upgrade, o A-1 continuará a contar com um motor mais-ou-menos, pois o único ítem que deixou a desejar no avião foi o motor Rolls-Royce RB-168 Spey Mk.807, que produz muita fumaça e pouca potência. Várias perdas de AMX italianos aconteceram por causa de problemas com o motor.
Diz-se que num combate aéreo, o AMX só pode fazer duas curvas de alto G para escapar de um interceptador. Depois disso, o avião perde toda sua energia e torna-se um alvo fácil.

Cogitou-se remotorizar o AMX italiano com a turbina Eurojet EJ200 sem pós-queimador, para melhorar a performance ar-ar e de decolagem do avião, mas o plano não foi adiante.

Comenta-se que o motor do AMX brasileiro ficou menos fumaçento e com 5% de acréscimo em sua potência.
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#44 transvasp

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Posted 07 de March de 2013 - 11:12

Aeronave A-1 modernizada pousa pela primeira vez na Base Aérea de Santa Cruz


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A aeronave A-1M foi avaliada pelos pilotos do 1°/16° GAV na Base Aérea de Santa Cruz. (Foto: Ten. Perdoná)



Um dos protótipos da aeronave A-1 modernizada (A-1M) pousou pela primeira vez na Base Aérea de Santa Cruz (BASC) na última segunda-feira (04/03), onde fará testes no seu sistema de armamento. Os equipamentos de última geração instalados no avião devem proporcionar um ganho operacional na precisão dos sistemas de navegação, ataque e comunicação criptografada.



Posted Image

A aeronave A-1M durante testes no hangar do 1°/16° GAV em Santa Cruz. (Foto: Ten. Perdoná)



A entrega do primeiro A-1M para a Força Aérea Brasileira está prevista para abril deste ano. O Esquadrão Adelphi (1º/16º Grupo de Aviação) da BASC será o primeiro a receber a aeronave. Enquanto isso, seus militares se prepararam em cursos ministrados em São José dos Campos (SP) pela EMBRAER.

Fonte: 1°/16° GAVCA

Via: http://www.cavok.com.br/blog/?p=62909

#45 jambock

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Posted 01 de May de 2013 - 22:50

Meus prezados:
Fotos da entrega do primeiro A-1M.
O painel conta com dois displays 6 x 8 e um 4 x 5. Mesma configuração do F-5M.

http://www.cavok.com...22_007_1280.jpg
http://www.cavok.com...936938766_n.jpg
http://www.cavok.com...566154044_n.jpg
http://www.cavok.com...607120084_n.jpg
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#46 jambock

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Posted 02 de September de 2013 - 14:18

Meus prezados:

Embraer inicia entrega de caças A-1M à FAB

A Embraer fará amanhã a entrega do primeiro caça AMX modernizado para a Força Aérea Brasileira (FAB). A empresa organizou uma cerimônia fechada, que será realizada em sua fábrica de Gavião Peixoto (SP), onde estão concentrados os programas de defesa, e da qual participarão apenas militares da FAB.

O programa de modernização do caça, designado na FAB como A-1M, envolve um total de 43 aviões e está avaliado em cerca de R$ 1,3 bilhão, segundo a Aeronáutica. O AMX é a principal ferramenta de dissuasão da FAB, configurado para ataque ar-superfície e usado em missões de interdição, apoio aéreo e reconhecimento.

Com novos sistemas aviônicos (eletrônica de bordo), armamentos e sensores, o AMX estará capacitado para executar operações de combate pelos próximos 20 anos, afirma o brigadeiro José Augusto Crepaldi, presidente da Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate), órgão responsável pelos programas de aquisição e modernização de aeronaves da FAB.

O AMX também voltará a assumir papel de destaque na linha de frente da defesa das fronteiras terrestres do país e nos limites das águas juridicionais Brasileiras, onde já atuam o A-29 Super Tucano e o caça F-5 modernizado.

Em abril deste ano, a FAB recebeu a última aeronave F-5 modernizada, de um total de 46 que, assim como o AMX, receberam novos sistemas eletrônicos, um radar multímodo e capacidade de utilizar armamentos mais modernos.

A Embraer também está fazendo a modernização de um segundo lote de 11 aeronaves F-5, adquiridas da Jordânia por US$ 5 milhões. O contrato de modernização de 57 unidades do F-5, segundo a FAB, terá um custo total de R$ 820 milhões.

Segundo o presidente da Copac, os programas de modernização de aeronaves em curso têm garantido a manutenção de mão de obra com alto valor agregado e destacado nível de especialização nos quadros da Embraer. "Sem esses programas a Embraer não teria como manter esses funcionários e agregar mais conhecimento e habilidade no que se refere à integração de sistemas, hoje considerada a grande tônica no domínio do software operacional de uma aeronave."

Os novos sistemas que equiparão a frota de AMX, segundo o brigadeiro Crepaldi, são similares aos que já existem nos caças F-5 e na aeronave turboélice de treinamento Super Tucano. "A comunalidade (similaridade) entre os equipamentos das três aeronaves traz vantagens de segurança, na medida em que os pilotos podem fazer uma progressão operacional mais rápida e segura e também menores custos de treinamento e de suporte logístico", diz.

No Brasil, além da Embraer, mais duas empresas estão participando da modernização do AMX: a Mectron, com o radar ar-solo e ar-mar do avião e a AEL Sistemas, na parte de sistemas aviônicos. A última entrega de AMX está prevista para 2017.

A AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit, é uma das principais parceiras da Embraer e da FAB nos programas de modernização de aeronaves. "Graças a um programa de transferência gradual de tecnologia hoje temos capacidade de produção e manutenção no Brasil dos sistemas aviônicos fornecidos para o AMX", afirma o vice-presidente de operações da AEL, Vitor Neves.

"Além da manutenção da soberania nacional, a modernização das aeronaves AMX está contribuindo também para a absorção de novas tecnologias pela indústria nacional nas áreas de aviônica e sistema de autodefesa, integração de radar e mísseis, desenvolvimento do software embarcado, entre outras", afirma o brigadeiro da Copac.

Desde 2009 a frota de AMX da Itália, que desenvolveu o avião em conjunto com o Brasil, tem sido utilizada em missões no Afeganistão, como parte das Forças da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan). A Itália também decidiu modernizar seus AMX e estender a vida útil das aeronaves até 2020 mas, de acordo com o presidente da Copac, o programa não prevê tantos avanços quanto o brasileiro.

"A modernização do AMX italiano foi mais modesta e menos complexa em relação ao projeto brasileiro, pois eles precisavam capacitar o avião para voar num tempo de vida mais curto, até a chegada do caça americano F-35, que foi adquirido", diz.

A FAB investiu cerca de US$ 3 bilhões no desenvolvimento do AMX, na década de 80. O projeto deu à Embraer a base tecnológica necessária para o desenvolvimento da sua linha de jatos comerciais.

fonte: Valor Econômico via CECOMSAER 2 set 2013

#47 transvasp

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Posted 02 de September de 2013 - 15:54

Seja bem vindo !!



#48 transvasp

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Posted 02 de September de 2013 - 17:07


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#49 passarodeferro

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Posted 03 de September de 2013 - 20:43

Boa noite!
Aqui em portugal, o Pássaro de Ferro deu também a notícia da entrega do primeiro A-1M para a FAB.

Aceda ao link: http://www.passarode...a-recebe-o.html
Acompanhamos sempre com interesse, as notícias desse lado.
Obrigado!



#50 transvasp

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Posted 05 de September de 2013 - 14:21

http://www.tecnodefe...hp?materia=1294


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#51 BlackAce

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Posted 05 de September de 2013 - 15:28

Só esperando que ele venha fazer treinos em Maxaranguape.



#52 jambock

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Posted 05 de September de 2013 - 22:48

Meus prezados:

REAPARELHAMENTO - Troca de bolachas marcha chegada do A-1M no Esquadrão Adelphi

 

 

 
i1394101312176049.jpgA troca das bolachas do Esquadrão Adelphi (1º/16º GAV) marcou a chegada do novo avião de caça subsônico A-1 modernizado nesta terça-feira (03/09). A colocação do novo símbolo da unidade aérea foi realizada logo após o pouso na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de janeiro. A aeronave decolou às 15h da terça-feirade Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, onde foi realizado o processo de modernização. Foram apenas 45 minutos até chegar a Santar Cruz.

O primeiro voo oficial do FAB 5520M foi realizado pelo  próprio comandante do Adelphi, Tenente-Coronel Raul Carlos Câmara Borges. Na chegada, o militar enfatizou a necessidade de preparo dos pilotos e mecânicos para operar a nova aeronave, que possui sistemas embarcados de última geração.

Fonte: 1º/16º GAV
 


#53 jambock

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Posted 07 de September de 2013 - 15:10

Meus prezados:



#54 jambock

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Posted 11 de September de 2013 - 00:08

Meus prezados:

O NOVO A-1, MAIS LETAL, MAIS PRECISO, MAIS EFICIENTE…  
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Aeronave A-1M em apresentação na EMBRAER, Gavião Peixoto.
15507_resize_80_80_true_false_null.jpg15503_resize_80_80_true_false_null.jpg15513_resize_80_80_true_false_null.jpg15504_resize_80_80_true_false_null.jpg15505_resize_80_80_true_false_null.jpg15506_resize_80_80_true_false_null.jpg

O cenário na década de 80 era de mudanças profundas na sociedade brasileira e, também, de inovações na nossa indústria aeronáutica. Um dos mais audaciosos projetos da EMBRAER, o AMX ou A-1 para a Força Aérea Brasileira (FAB), decolou no dia 16 de outubro de 1985, às 15h47, e aquele pouso significou o primeiro sucesso de uma nova aeronave de ataque.

A parceria entre a EMBRAER e as empresas italianas Aermacchi e Aeritália mostrou que o modelo FAB 4200 poderia substituir os brasileiros AT-26 Xavante. Mas o projeto foi além de uma mera substituição: o A-1, o “avião computador”, trouxe novidades tecnológicas como Head Up Display (HUD), Chaff, Hands on Trottle and Sticks (HOTAS), Flare, Continuosly Computed Initial Point (CCIP), Multifunctional Display (MFD) e Radar Warning Receiver (RWR). No dia 3 de setembro, a FAB recebeu o seu primeiro avião modernizado, o que significa mais de 20 anos de ação dos aviões nos céus brasileiros. Vamos explicar mais adiante. Acompanhe.

A história do A-1 remonta o ano de 1981, quando os governos do Brasil e da Itália firmaram um acordo para a fabricação de seis protótipos, dois deles no Brasil. Quatro meses depois, as empresas assinaram o contrato de desenvolvimento. A FAB receberia o seu primeiro modelo em 17 de outubro de 1990. Foram produzidas 56 unidades que voaram pelo céus do Brasil pelos Esquadrões Adelphi, em Santa Cruz (RJ), Poker e Centauro, em Santa Maria (RS).

São 33 caças A-1A monoposto e 10 A-1B biposto, já em fase de modernização, com a primeira entrega já feita este mês e a última, em 2017, ao custo de R$ 1,3 bilhão de reais. Mantendo a tradição, o primeiro A-1M foi entregue ao Esquadrão Adelphi, assim como aconteceu em 1989. Quer saber mais?

Quais são as vantagens da modernização? A FAB terá uma aeronave de ataque que, junto ao A-29 SuperTucano, ao F-5EM e ao P-3AM, vai proteger 22 milhões de km2 de fronteiras brasileiras, podendo atingir 900km/h e carregar 3,5 toneladas de armamentos. Além de defender as fronteiras terrestres, o A-1M reforça a defesa da região do pré-sal, de acordo com reportagem A-1 Renasce.

Se engana quem pensa que o A-1 tem pouco poder de combate. Em 1994, as aeronaves participaram da primeira Operação Tigre e atuaram ao lado dos F-5E em combates simulados contra os caças F-16 da Força Aérea dos Estados Unidos. Os americanos tiveram dificuldades em enfrentar o caça brasileiro e os chamavam de “The bees”. Os A-1 também participaram da “Red Flag”, realizada no deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Os AMX italianos participaram da Operação Allied Force, na Bósnia, em 1999, e nos conflitos no Afeganistão, em 2009. Depois destas missões, atuaram na Líbia, em 2011.
 

Em entrevista ao Portal FAB, o gerente do projeto de modernização do AMX, Coronel Aviador Márcio Bonotto, da Comissão Coordenadora do Programa de Aeronave de Combate (Copac), afirmou que a modernização vai trazer mais benefícios aos pilotos, com a incorporação de “uma suíte de guerra eletrônica, com sistema de autodefesa integrado que permite o próprio avião detectar ameaças e disparar automaticamente”. A auto-defesa do A-1 é proporcionada por mísseis ar-ar, canhões integrados e sistemas de contramedidas eletrônicas.

Vamos conhecer agora o que foi modificado no A-1M modernizado?

  • Radar Warning System (RWR) – o sistema avisa quando a aeronave está na tela de um radar;
  • Chaff e Flare – “iscas” contra mísseis guiados por radar ou calor;
  • Missile Airborne Warning System (MAWS) – a aeronave conseguirá identificar e classificar os disparos tanto de aeronaves interceptadoras quanto de baterias antiaéreas por meio de infravermelho;
  • Casulo Skyshield – as estações de solo ou outras aeronaves de caça que tentarem utilizar radares para detectar os A-1M poderão ter interferências em seus sistemas;
  • Radar SCP-01 – dá a possibilidade de o A-1M efetuar missões contra alvos navais. O radar foi construído em parceria da empresa italiana Selek Galileu com a brasileira Mectron;
  • Os pilotos do A-1M poderão executar missões à noite com os óculos de visão noturna (NVG);
  • Head Up Display (HUD) – o display na altura da visão do piloto será integrado aos sistemas de navegação, ataque e gerenciamento de sensores e armas;
  • Back-up Flight Intrumentation (BFI) – em caso de falhas nos sistemas principais, o sistema de instrumentos de voo reserva pode ser usado para o retorno do caça após uma pane ou se ela for atingida pelo inimigo;
  • A cabine foi remodelada e os relógios e instrumentos analógicos foram substituídos por três telas multifuncionais; e
  • Hands on Trottle and Sticks (HOTAS) – o piloto pode controlar a aeronave com comandos nas pontas dos dedos.

Conheça o A-1

Para o Major Aviador Luis Felipe da Silveira e Eliseu, piloto de caça da FAB, uma das vantagens do A-1 é a fácil pilotagem. “Com a aviônica nova, o A-1M permite que o aviador reduza a carga de trabalho. A aeronave tem uma interface mais amigável e ajuda o piloto a focar no ataque a ser realizado”, explicou o militar. O Major Luis Felipe destacou, ainda, o sistema Missile Airborne Warning System (MAWS), que dá avisos sobre mísseis que possam ser lançados contra o avião.

Você pode perguntar ainda: quais são as características do A-1M, uma aeronave de ataque? Para o Major Luis Felipe, a aeronave funciona bem na navegação a baixa altura, atinge uma alta velocidade e tem a capacidade de sair da área de risco rapidamente. O A-1 tem um raio de alcance grande e carrega mais armamento que o A-29 Super Tucano, por exemplo, outro caça de ataque brasileiro. Nas palavras do piloto, o A-1 é “um avião estável”. Outra característica apontada é a versatilidade.

No Esquadrão Poker, em Santa Maria (RS), existe o RA-1, a versão de reconhecimento do caça. Nestas missões, a tripulação coleta dados específicos sobre forças inimigas e áreas sensíveis. O especialista faz a imagem da área (fotografia), analisa a vulnerabilidade do local e leva todo o material para que decisões estratégicas possam ser tomadas pelo comando da operação. Por exemplo, o RA-1 sobrevoa uma área militar do inimigo e, por meio do que detectou nos sensores, os especialistas analisam e indicam onde fica um paiol (reserva ou depósito de armas e munição). Esta informação é levada ao comando e pode-se tomar a decisão de atacar ou não o local.

 

Sobre aeronaves de ataque (attack aircraft) e os caças supersônicos (aircraft fighter).

Você conhece as diferenças entre o A-1M e o F-5EM? Além das siglas, em que o “A” significa, em inglês, attack e o “F”, fight, as aeronaves têm objetivos diferentes em uma guerra aérea. O A-1M é uma aeronave versátil, de bombardeio e reconhecimento, especialista em ataques a regiões estratégicas em baixa altitude. O A-1M é capaz de operar em altas velocidades subsônicas, tanto de dia quanto de noite e, se necessário, a partir de bases pouco equipadas ou com pistas danificadas. Já o F-5EM é um supersônico voltado para a defesa aérea, constituindo-se um excelente avião para combates aéreos. O “Tiger” (apelido do F-5…) dá proteção às aeronaves de ataque. As duas aeronaves, cada uma em sua importância, são essenciais para o poder aéreo nacional.

Conheça os esquadrões que operam o A-1M

  • 1° Esquadrão do 10° Grupo de Aviação (1º/10º GAv), o Esquadrão Poker, unidade de reconhecimento e ataque com aeronaves RA-1A e RA1-B;
  • 3° Esquadrão do 10° Grupo de Aviação (3º/10º GAv), o Esquadrão Centauro, com aviões de ataque A-1A e A-1B; e
  • 1° Esquadrão do 16° Grupo de Aviação (1º/16º GAv), o Esquadrão Adelphi, com aviões de ataque A-1A e A-1B.

fonte: Agência Força Aérea 09 de Setembro, 2013 - 17:40 ( Brasília )



#55 Abel_BSB

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Posted 12 de September de 2013 - 21:13

O valente A1, que já era considerado uma abelha pelos americanos, agora modernizado, virou uma jararaca com asas, ou seja, um bicho perigoso e bem letal. No envelope do A1M, eu digo que ele daria muito trabalho até para os caças de ultima geração, pois o bicho esta recheado de tecnologia, carrega muita arma moderna, voa longe e sempre tem um piloto top (não estou exagerando pois a fama dos pilotos da FAB corre o mundo).

A combinação A1M + F5M + R99 é bem perigosa. Para ficarmos bem, falta um bom avião tanque e claro um caça de ultima geração.

#56 Cadu100

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Posted 12 de September de 2013 - 21:18

O valente A1, que já era considerado uma abelha pelos americanos, agora modernizado, virou uma jararaca com asas, ou seja, um bicho perigoso e bem letal. No envelope do A1M, eu digo que ele daria muito trabalho até para os caças de ultima geração, pois o bicho esta recheado de tecnologia, carrega muita arma moderna, voa longe e sempre tem um piloto top (não estou exagerando pois a fama dos pilotos da FAB corre o mundo).

A combinação A1M + F5M + R99 é bem perigosa. Para ficarmos bem, falta um bom avião tanque e claro um caça de ultima geração.


Abel, falando no R99, vc saberia me dizer em qual outra forca aerea ele esta sendo utilizado? Se nao me engano, india e na suecia tb? Abs


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#57 Abel_BSB

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Posted 12 de September de 2013 - 21:48

Abel, falando no R99, vc saberia me dizer em qual outra forca aerea ele esta sendo utilizado? Se nao me engano, india e na suecia tb? Abs


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Cadu, além do Brasil, se nao me engano, México, Grécia e Índia (não sei se já estão operacionais) adquiriram a aeronave. A Suécia desenvolveu boa parte dos sensores e o radar da versão de vigilância (E99).

Abs
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#58 transvasp

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Posted 14 de September de 2013 - 16:59

Ficou um avião de ataque bem melhor, muito melhor. Mas assim como todo avião só de ataque, ele sempre vai precisar de escoltas e outras coberturas. Poderimos de dizer que ele não é um avião de combate aéreo, e estará sempre em desvantagem quando combater contra caças como o F-5, mirage, f-16, su-30, Mig-29, kfir-c e outros aviões locais..,

#59 jambock

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Posted 13 de October de 2013 - 04:22

Meus prezados:

 
THALES - EMBRAER SELECIONA SISTEMAS IFF Embraer seleciona sistemas IFF da Thales para atualização de aeronaves militares A-1M e E-99
16191_resize_620_380_true_false_null.jpg
 
Embraer seleciona sistemas IFF da Thales para atualização de aeronaves militares - Foto - Thales
 

São Paulo, 8 de outubro de 2013 – A Embraer celebrou com a Thales um contrato para fornecimento de modernos transponders de IFF (Identification Friend or Foe) para atualização das aeronaves de caça A1M (43 aeronaves) e de vigilância E-99 AEW (5 aeronaves), da Força Aérea Brasileira, totalizando 48 aeronaves a serem equipadas.

A Thales fornecerá transponders TSC 2030 e TSC 2050, que integram a linha BlueGate de seus produtos IFF, capazes de prover identificação digital de pistas detectadas em conjunto com o padrão MKXA da OTAN. Aeronaves equipadas com os novos sistemas IFF se tornarão completamente defendidas para interoperar com sistemas de defesa de modo a superar o risco de fogo amigo.

Este programa de atualização de IFF para a Força Aérea Brasileira mostra que as soluções IFF BlueGate da Thales são ideais para atualizar as aeronaves existentes,” afirma Jean-Michel Lagarde, CEO da Thales Communications & Security. Estamos orgulhosos por termos sido escolhidos pela Embraer e honrados pela oportunidade de fortalecer ainda mais a nossa parceria com este destacado parceiro do setor”, completa.

O transponder TSC 2030, integrado aos painéis das aeronaves, e o TSC 2050 fazem uso das mais atuais tecnologias, seguem os padrões mais avançados e as regulações definidas pela OTAN e pela Organização Internacional da Aviação Civil (OACI). Além disso, são projetados para operar tanto em modo criptográfico seguro nacional, quanto nos modos de identificação seguros utilizados pelas forças da OTAN (modos 4 e 5).

Como uma das líderes do mercado de transponders, a Thales fornece uma gama completa de soluções IFF para atender atuais e futuras necessidades das Forças Armadas. Mais de 18.000 produtos Thales IFF foram instalados até hoje em vários tipos de aeronaves, plataformas terrestres e navios de guerra em todo o mundo.

Sobre a Thales

A Thales é líder mundial em tecnologia nos mercados de Defesa, Segurança, Aeroespacial, Espacial e de Transportes. Em 2012, a empresa gerou uma receita de 14,2 bilhões de euros, com 67 mil colaboradores em 56 países. Com seus 22.500 engenheiros e pesquisadores, a Thales tem a aptidão única de projetar, desenvolver e implantar equipamentos, sistemas e serviços adaptados aos mais complexos requisitos de segurança. A Thales tem um alcance internacional excepcional, com operações em todo o mundo, trabalhando diretamente com clientes como parceiros locais.www.thalesgroup.com



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Posted 27 de December de 2013 - 07:49

Vale lembrar o 1º A-1M voou na Cruzex !!!!


Edited by jambock, 04 de October de 2014 - 16:20 .