Bem... Tirando um pouco de "ativismo" (de concorrente para concorrente, de consumidor etc. - nada contra, diga-se de passagem

), ou tática de "pimenta nos olhos dos outros é refresco", claro que a Azul querer tirar slots da JJ e G3 em CGH (duópólio), quanto um eventual início de debates e questionamentos sobre "monopólio" da Azul em VCP, não serão resolvidas "à base de Robin Hood" (tirando slots da JJ e G3 à força em CGH ou "tirando voos" da Azul em VCP), dentro de uma razoabilidade esperada, certo? Quem investiria se fosse assim? Darwinismo aeroportuário? Isso se sustenta? Vamos parar para pensar.
A redistribuição de slots em um aeroporto estrategicamente localizado e concorrido como CGH poderia ser mais frequente e, eventualmente, quem perdeu os slots, poderia ficar penalizado de participar novamente da redistribuição seguinte (não para sempre, mas ter uma penalização) - já existe isso? Outra alternativa: quem sabe um sistema híbrido, em parte os operadores atuais, se mantiverem suas operações, poderem manter slots, mas uma outra parte das operações do aeroporto (independentemente da operadora e da regularidade, e que seja um percentual de, digamos, 10% ou X%, a ser definido com algum critério que se sustente/estudo - tentando-se manter certo equilíbrio aí, entre extremos "Robin Hood" ou malefícios do "duopólio" atual), independente de quem opera, a cada X anos (3-5 anos?) ser novamente distribuído (fora redistribuir os que não são operados com mais frequência) e, eventualmente não incluindo empresas que superarem Y% do mercado local nessas redistribuições (estipular um teto, a título de valorizar competição - algo do tipo restrição do Cade)?! O que acham? Alguma coisa poderia mudar!
De qualquer forma, o capitalismo (!) ensina que ter concorrência é sempre melhor que monopólios, duopólios ou oligopólios (tem estes, também)... Mas atentemos para o
momento de
quem fala o quê! E a Azul agora fala isso... Mas... Quando ela estiver mais madura, digamos assim, e se aparecerem novas companhias mais pela frente (e se as mesmas novas se propuserem a investir em massa nas principais bases da Azul), vai ver se ela continuará a falar assim.
Já a Avianca Brasil cresce pelas bordas...

Bem... Não ficaria triste se ela conseguisse uns slots a mais em CGH!
O caso citado por colegas da NHT poderia entrar dentro dos mais "surreais", afinal, colocar um LET para CGH-CWB... Cogitou-se algum tempo atrás EM2, mas até aqui... Alguma novidade? E mesmo que opere, qual a regularidade da operação? Alguém teria números?
Sobre área de escape etc. (pelo que comentaram atrás):
De fato, há restrições à operação em CGH e a forma (reativa, poucas vezes pró-ativa e eventualmente mais com "medo da opinião pública" / eleições ou de punições judiciais) a que se move as
OTOridades no Brasil

, ainda mais após o trágico acidente da TAM em 2007 (e nem aquilo foi capaz de despertar para investimentos reais/obras, para uma ação competente e não ficar só nos discursos; ademais, não nos esqueçamos do TOP, TOP - feio aquilo!

), turva muito a discussão sobre como otimizar ou como melhorar a qualidade e a segurança do que já tem (caso de CGH). E se a gente lembra das bravatas de certo ex-ministro

, eles na época "garantiram" que fariam áreas de escape e mais mil e uma obras mirabolantes... Até aqui...
Perguntaria aos colegas:
- Quanto custaria, grosso modo, uma eventual extensão das pistas (cabeceiras 35L e 35R) rumo a SE (em sentido à Av. Eng George Corbisier)?
- Quanto custaria, grosso modo, a inserção de áreas de escape com bolsões de concreto poroso em um e/ou outro lado das pistas do aeroporto?
Estas perguntas eu faço, pois muitos falam que é inviável (não estou questionando quem fala, diga-se

; estou apenas trazendo á discussão), mas precisa apresentar números, estudos etc. Daí ter perguntado "grosso modo", para se ter uma ideia, inicial, pois nada é impossível e tudo vai depender da comparação destes custos estimados com o custo-benefício pretendido e aí se vale a pena ou não; desistir desde já parece grave, ainda mais pela questão da segurança - vejamos lá como são as cabeceiras atuais!
Claro que há as complexas questões de desníveis topográficos e das desapropriações, mas isso tudo é mais político que técnico. E deixar São Paulo sem opções (e sufocada) e pior ainda, não atentar para a melhoria de segurança em CGH (e essa tal "área de escape" de 150m que fizeram é piada - parece mais pegadinha de "advogado de porta de prisão", naqueles que pesca "não conformidades", para no caso de algum acidente acontecer de novo - tomara que jamais volte a acontecer! - , tentar-se defender juridicamente!

).
- Qual o planejamento previsto para se fazer com a atual área da VASP?
- Circulou recente pdf de apresentação da Infraero com planejamento de investimentos em vários aeroportos brasileiros. No mapa do Brasil com localização geral das obras, estava CGH, mas... Nenhum slide especificando sobre. Há previsão de fato de algum investimento? Nada será feito? Vamos deixar assim e acabou? Não dá !
- Quais outras alternativas poderiam potencializar ou otimizar o uso do aeroporto?
- Sobre slots, que sugestões poderiam ser levantadas para tentar, digamos, melhorar a situação atual (duopólio)?
De fato, Landing, VCP... Na época, disseram: "o presidente decidiu (!) que a melhor alternativa para SP é VCP"! Com este grau de "critérios"...
Editado por ab2010, 29 de agosto de 2011 - 21:04 .