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Aeroportos da fila única


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#1 LV-LEO

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Postado 19 de setembro de 2011 - 15:10

Aeroportos da fila única


19 de setembro de 2011 | 0h 00





Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo


Quinta-feira, pouco antes das três da tarde, Aeroporto de Foz do Iguaçu, a fila única para o embarque avança lentamente, embora o movimento fosse pequeno. Na chegada à esteira do raio X de bagagens, entende-se por que: só há um equipamento funcionando. Ao lado, porém, há uma outra esteira, parada, com um funcionário ao lado, sem fazer nada.

Estaria quebrada?

Não, responde a funcionária que está operando a primeira esteira, "aquela outra é para voos internacionais".

De fato, há voos internacionais previstos para o dia, mas não naquele momento. Por que não liberam a segunda esteira?

Ora, porque se aguarda o embarque internacional, respondem os funcionários, como se a pergunta fosse idiota.

Foz do Iguaçu é um centro turístico internacional. A sociedade local está mobilizada para colocar as cataratas entre as sete maravilhas naturais do mundo, num concurso global pela internet. É boa a chance de ganhar, mas como seguir com aquele aeroporto?

A sociedade também está empenhada nisso. Com o apoio de empresas e organizações civis, prepara-se um projeto completo para um novo aeroporto, da engenharia ao financiamento, que será oferecido à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Oferecido como? Para a Infraero fazer ou para autorizar a iniciativa privada a construí-lo?

Pois é, essa é a dificuldade, explicam executivos envolvidos na história. Eles não acreditam que a estatal tenha condições - administrativas, gerencias e financeiras - de tocar o novo projeto. A concessão (a privatização) seria a saída, mas aí enrosca. "O pessoal da Infraero não gosta quando a gente fala em concessão privada", comenta um dos promotores do projeto.
Ou seja, vai continuar com uma esteira só.

Comentei o assunto na rádio CBN e o ouvinte Ângelo Cavallante contou que, quando há voo internacional, a situação é pior ainda: "O aeroporto não tem nem ar-condicionado, apenas uns ventiladores horríveis. Estive lá há uma semana, num voo para Lima, e só tinha uma pessoa no balcão da Polícia Federal para checar os passaportes. Formou-se uma imensa fila única, que não andava, tive vergonha de ser brasileiro. Um funcionário da empresa aérea disse-me que é uma loucura trabalhar em temporada de férias e que não quer estar lá na época da Copa".

Em São José dos Campos há uma situação parecida. O aeroporto é ridículo. Empresas, sociedade e prefeitura se mobilizaram e montaram um projeto para a reforma, incluindo o dinheiro. Mas faz anos que o pessoal não consegue encaminhar o projeto com a Infraero.

O governo Dilma resolveu conceder à iniciativa privada a reforma e a administração dos aeroportos de Cumbica, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins. É uma confissão de que o governo não tem nem os recursos financeiros nem a capacidade de tocar a modernização daqueles aeroportos, essenciais não para a Copa do Mundo de 2014 ou a Olimpíada de 2016, mas para o funcionamento do País.
A ideia de privatização é antiga, mas ficou parada por restrições ideológicas. Agora saiu, por necessidade.

Mas saiu algo envergonhada. Começa que o governo vai exigir que os concessionários privados tenham a Infraero como sócia, com 49% do negócio. O pessoal do setor privado ainda está estudando, mas podemos imaginar: por que topar um sócio público que não vai entrar com dinheiro, mas com uma suposta expertise que o mercado conhece bem?

Por outro lado, a situação evidencia que há dezenas de outros aeroportos em cidades médias para os quais a Infraero não dispõe de recursos suficientes. Ora, por que não concedê-los também, sabendo-se que há interesse e recursos privados já até mobilizados, como são os casos de Foz do Iguaçu e de São José dos Campos? Já que quebraram o tabu, por que não lançam um amplo programa de privatização de aeroportos?

Resposta simples: o tabu ideológico não foi quebrado de fato.

Fontes de São José dos Campos contaram que o pessoal da Infraero alega dificuldades legais e burocráticas para fazer algum tipo de acordo que permita a utilização de dinheiro privado ou da prefeitura nas obras do aeroporto. Dizem, também, que não têm instrumentos para fazer concessões. Mas alegam isso faz muito tempo.

Tudo considerado, parece que a decisão de fazer as concessões, embora tomada pela presidente Dilma Rousseff, continua sofrendo restrições dentro do governo. E sabe-se o que acontece quando a burocracia quer segurar alguma coisa.

http://www.estadao.c...ca,774248,0.htm

#2 sky2000

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Postado 19 de setembro de 2011 - 15:24

Um economista falando, isso é muito bom.... mais pessoas precisam mostrar para a população que o estado brasileiro mal administratado nas relações de infraestrutura e com idéias Cubanas vem afundandando cada vez mais nossas infra.

Tomara que as privatizações não sejam como as concessões de estrada que o Mr. LULA fez, onde as concessionários tem o direito de cobrar pedágio, mas fazer obras que é bom ela pode deixar la pelos anos de 2018 ... 2020 esse foi o acordo nas BRs privatizadas por isso conseguiram agios de 60% no valor das concessões....... VIVA O BRASIL de hoje com padrão ALEMÃO de serviço publico da década de 30;

#3 thiago_SJK

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Postado 19 de setembro de 2011 - 17:25

Sardenberg não é economista, ao contrário do que muitos pensam.

Tem na simplicidade do seu raciocínio a qualidade que todo jornalista deve ter, para poder passar uma informação ao leitor não especializado. Mas é essa mesma simplicidade que evidencia sua limitada capacidade crítica, algo que qualquer jornalista (e ainda mais um jornalista econômico) deveria ter.

Em tempo, quero ver algum investidor privado se interessar em bancar, INTEGRALMENTE, IGU e SJK, depois de ver a montanha que a depreciação representa no custo total.





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