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Satélite Geoestacionário - Governo deve investir R$720 milhões para ter satélite em 2014


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#21 jambock

jambock
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Posted 18 de March de 2016 - 19:30

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Finep aprova R$ 4 milhões para equipar satélite brasileiro
Satélite vai garantir conexão com a internet nos municípios mais distantes, além de permitir mais segurança às comunicações estratégicas do governo

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovou um repasse de R$ 4 milhões à empresa de engenharia Cenic para equipar o satélite geoestacionário brasileiro de defesa e comunicações estratégicas. Com os recursos, dois painéis estruturais serão desenvolvidos para suportar as baterias do satélite, que deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016 pela empresa Arianespace.

Além da Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas AEL Sistemas, dentre outras, também foram empresas selecionadas. O edital previa ao todo a aplicação de R$ 53 milhões em recursos não reembolsáveis.

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) brasileiro é um projeto em construção em Cannes, na França, fabricado pela Thales Alenia Space (TAS).

Supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, em parceria com a Embraer e Telebras, o equipamento pesa 5,8 toneladas e vai garantir conexão com a internet mesmo nos municípios mais distantes do País, ampliando o acesso à banda larga. Além de permitir cobrir áreas isoladas com internet, ele deve garantir mais segurança às comunicações estratégicas do governo federal, reforçando a rede terrestre de autarquia, atualmente com 28 mil quilômetros de extensão e presente em todas as regiões brasileiras.

O satélite, que custou R$ 2,2 bilhões, passará por um período de ajustes e testes e começará sua operação em definitivo no início de 2017. Ele ficará posicionado a uma distância de mais de 35 mil quilômetros da superfície da Terra.

Fonte: Portal Brasil via CECOMSAER 18 MAR 2016



#22 jambock

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Posted 24 de March de 2016 - 14:40

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Satélite vai permitir universalização da banda larga em todo o país

A presidenta Dilma Rousseff visitou hoje (23) as obras de construção do centro de controle do satélite que vai levar internet de alta velocidade a regiões longínquas do país, onde ainda não é possível chegar com cabos de fibra ótica. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado na França desde janeiro de 2014 e o lançamento deve ocorrer entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

“Ele vai ser lançado em parceria com a França e é um patamar tecnológico que temos de alcançar. Lançar o satélite, mas, em um segundo momento, sermos capazes de produzir esse satélite no Brasil”, disse Dilma. A construção do equipamento está sendo acompanhada pela Visiona, uma empresa brasileira de cooperação entra a Telebras e a Embraer.

Durante a visita às obras da antena de monitoramento do satélite, no 6º Comando Aéreo Regional em Brasília, o ministro das Comunicações, André Figueiredo, explicou que o equipamento é um grande instrumento para alcançar a universalização do acesso à internet, por meio da banda KA, dentro do novo Programa Nacional de Banda Larga.

“Queremos chegar, até o fim de 2018, com fibra ótica a 70% dos municípios brasileiros que representam 95% da população, propiciando não apenas a integração da população brasileira mas o acesso ao conhecimento”, disse Figueiredo. “No restante onde não conseguirmos chegar com fibra ótica, vamos com satélite, que vai servir como redundância para que possamos chegar em locais mais longínquos, mesmo já cobertos com fibra ótica. Por exemplo, na Região Nordeste, vamos chegar em Fernando de Noronha”, explicou.

O equipamento deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2017. Um segundo ponto de monitoramento será montado em outro centro de operações no Rio de Janeiro.

Segurança Nacional

Além de internet, o satélite tem o objetivo de trazer mais segurança às comunicações estratégicas e militares do governo brasileiro, utilizando a banda X, faixa destinada exclusivamente ao uso militar. Segundo o comandante do Centro de Operações Espaciais, coronel Hélcio Vieira Júnior, o satélite vai cobrir todo o território brasileiro, o Atlântico Sul e grande parte da área de interesse do país, do Haiti até a Antártica.

“Militarmente falando, ele vai possibilitar que façamos comando e controle de todos os tipos de ações em que as Forças Armadas estão envolvidas, desde combate a ilícitos nas fronteiras e ajuda humanitária até, se for o caso, ações realmente militares”, disse.

O projeto do satélite geoestacionário é uma parceria entre os ministérios das Comunicações e da Defesa e tem investimento de R$ 1,7 trilhão. Hoje, segundo as pastas, as comunicações militares brasileiras são feitas por meio de aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o satélite geoestacionário do Brasil entrar em operação, apenas um dos contratos será mantido, como garantia em caso de falha do novo satélite.

O satélite geoestacionário, segundo o coronel Vieira, é o primeiro do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, do Ministério da Defesa, que inclui vários grupos de satélites.

O primeiro visa a levar muitas informações a pontos distantes. Além do satélite geoestacionário, o grupo terá satélites de sensoriamento remoto que vão possibilitar o monitoramento de toda a fronteira seca e molhada e o controle do tráfego marítimo. “Além disso, estão previstos satélites de geoposicionamento, a exemplo do GPS americano, que vão permitir que o governo brasileiro tenha um referencial de tempo nacional. Vão melhorar muito nossos sistemas bancário, de transmissão de energia e de bolsa de valores, entre outros”, afirmou.

Fonte: Andreia Verdélio repórter da AGÊNCIA BRASIL via CECOMSAER 24 MAR 2016



#23 jambock

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Posted 16 de May de 2016 - 13:45

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Satélite brasileiro transmite a 80 Gbps e vai levar internet para todo o país

Internet banda larga para quem não tem acesso, principalmente para as regiões mais afastadas do Brasil. Esta é a promessa do primeiro satélite de comunicação e defesa 100% nacional. O que chama atenção neste satélite é sua alta capacidade de transmissão de dados que pode chegar a incríveis 80 gigabits por segundo. Apesar da altíssima capacidade, este satélite não vai fazer qualquer diferença para quem vive nas grandes cidades e já tem acesso.

A explicação é econômica. Neste satélite, o preço do megabyte ainda é mais caro para lugares onde já existe ou seja possível construir rotas de fibra óptica para oferecer acesso à internet. De qualquer forma, existem diversos pontos no país onde não vale a pena ou é simplesmente impossível levar fibra óptica - principalmente locais onde o número de usuários é pequeno demais. Nestes casos, o satélite é a solução.

O interessante é que, em um segundo momento, satélites com capacidade de transmissão ainda maior - podendo chegar a 300 gigabits por segundo de velocidade - aí, sim, o preço do megabyte vai ser bem inferior ao da fibra; pelo menos é o que se imagina. Com esta previsão, é possível pensar em satélites que melhorem significantemente a qualidade da internet de todo o país, inclusive nas grandes metrópoles. Se animou? Calma, esta previsão é só para daqui mais 5 ou 8 anos.

A previsão de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas é dezembro deste ano. Ele deve entrar em operação ainda no primeiro trimestre de 2017. Outra notícia boa - esta para a segurança do Brasil - é que, quando estiver em órbita, este satélite terá 30% da sua banda de uso exclusivo militar, o que vai garantir a soberania do país em transmissões de informações estratégicas.

Fonte: portal OLHAR DIGITAL via CECOMSAER 16 MAI 2016

 

 



#24 jambock

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Posted 30 de May de 2016 - 01:17

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Satélite de Defesa e Comunicações Estratégicas em fase de testes
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Contagem regressiva: Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) está em fase de testes e profissionais se preparam para controlar o equipamento que vai levar banda larga a todo o País e garantir comunicação segura ao governo brasileiro
É em Cannes, cidade ao sul da França, que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) passa, a partir do mês de abril, por testes para simular as condições encontradas no espaço.

Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite será levado para um suporte que o faz vibrar, simulando as condições de lançamento.
Já para os meses de junho e julho está prevista a campanha de testes de comunicações. Dentro de um câmara anecóica, que não reflete as ondas de rádio, serão avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais.

O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C.
Os testes fazem parte da fase final de preparação para o lançamento, previsto para o segundo semestre de 2016. O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. 
De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).
No espaço, por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.
O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.
Participação brasileira – De olho no desempenho do satélite estão brasileiros como o Tenente-Coronel Christian Taranti. Engenheiro eletrônico da Força Aérea Brasileira e doutor pela Naval Postgraduate School (EUA), o militar atua na definição dos procedimentos de controle da órbita do satélite, nos procedimentos de voo e na engenharia de sistemas do satélite.

“Minha atuação é particular, tanto no segmento de solo quanto no satélite. Isto me permite uma visão global, identificando interdependências entre o satélite, a estação de solo e os clientes, no caso militares e civis”, explica o engenheiro.
A participação dos brasileiros em todas as etapas, construção, montagem e testes, permite a cada um conhecer melhor os procedimentos e também as dificuldades práticas encontradas em cada área de atuação (térmica, mecânica e comunicações). Outros parâmetros devem ser levados em consideração e contornados para que os resultados previstos durante o projeto do satélite, possam ser validados e confirmados durante os ensaios.
São cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, que acompanham o processo, cada um dedicado a uma área específica. A presença de profissionais brasileiros, militares e civis, faz parte do processo de absorção de tecnologia.

O conhecimento detalhado vai permitir que eles identifiquem e resolvam possíveis falhas de funcionamento que possam vir a surgir durante os 15 anos de vida útil do satélite. A expertise também será útil às organizações em projetos futuros de novos satélites.
A visão geral sobre o funcionamento, desenvolvimento e fabricação do SGDC é considerada pelas organizações brasileiras como um passo importante para que o Centro de Operações Espaciais (COPE) possa, futuramente, especificar e contratar novos satélites, tanto em relação à infraestrutura de solo como a parte espacial.

“Cada um está sendo exposto não só a novas tecnologias, mas principalmente novos conceitos, novas formas de trabalhar. Diversos pontos do projeto e da operação de satélites vão sendo, aos poucos, compreendidos e desmistificados”, analisa o Tenente-Coronel.

Fonte: FAB 28 MAI 2016



#25 jambock

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Posted 11 de September de 2016 - 15:03

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Satélite que promete ampliar banda larga no país passa por testes

Com investimento de R$ 1,7 bilhão, equipamento deve viabilizar internet mais barata e garantirá segurança a comunicações do governo

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou em fase final de testes. Construído na França, o equipamento garantirá a comunicação segura ao governo e levará banda larga para todo o País. A previsão é que o satélite seja lançado em órbita no primeiro trimestre do ano que vem. As informações são do Portal Brasil.

Com investimentos de cerca de R$ 1,7 bilhão, o SGDC cobrirá todo o território nacional com uma banda larga de altíssima qualidade, com uma capacidade 60 vezes maior que a dos satélites atuais. Operado pela Telebrás, deve entregar entre 58 e 59 gigabytes por segundo. As condições dos equipamentos atuais levam o morador de localidades mais isoladas a pagar 10 a 15 vezes mais em comparação a grandes cidades.

“Esse é o primeiro satélite que vai conseguir levar uma cobertura de alta capacidade para todos os cantos do País”, afirmou Artur Coimbra, diretor de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Além de melhorar a cobertura da internet, o SGDC dará maior autonomia e segurança para as comunicações das Forças Armadas. Hoje, a comunicação de operações militares é feita em equipamentos controlados por empresas estrangeiras. Outro benefício é o ganho de capacidade e qualidade na comunicação.

“Esse satélite vai oferecer à Defesa um feixe de comunicação também móvel. Esse feixe permite uma cobertura dinâmica, contínua, para operações específicas em determinadas áreas do globo. Por exemplo, se a gente tem uma operação no sul do Oceano Atlântico, a gente consegue levar essa cobertura até lá”, disse Coimbra.

Testes

Construído em Cannes, na França, o satélite geoestacionário passou por testes iniciais para verificar a qualidade do sistema e por testes ambientais, que consistem na verificação da resistência física do equipamento no espaço. O SGDC passou também por um teste de termovácuo, para simular a temperatura e o alto nível de radiação a que será submetido.

Agora, os técnicos da empresa Thales Alenia Space verificam se o equipamento funciona corretamente após a bateria de experimentos. “Essa etapa ainda não terminou, mas tudo indica que vai ser bem sucedida”, disse Coimbra.

A projeção do governo brasileiro é que o satélite tenha vida útil de 18 anos, três a mais que o previsto. Isso porque, um técnico brasileiro que foi à França para participar de um processo de transferência de tecnologia ao Brasil, conseguiu aumentar a capacidade do tanque de combustível.

Fonte: PORTAL NOTÍCIAS AO MINUTO (Portugal) via CECOMSAER  11 SET 2016



#26 Roadster

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Posted 04 de October de 2016 - 14:13

"Aumentar a capacidade do tanque de combustível"....
Poxa, não sabia que satélites funcionavam com gasolina... kkkkk
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#27 jambock

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Posted 25 de October de 2016 - 12:53

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SGDC
Outro projeto importante para o Brasil é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), definido por Coelho como questão de soberania nacional. “Tínhamos esse sistema instalado no Brasil por meio de contratos com satélites estrangeiros. E, por meio de uma iniciativa do então Ministério das Comunicações – agora MCTIC – foi sugerida a criação de uma empresa para desenvolver o projeto de um satélite que fornecesse comunicações estratégicas e que provesse banda larga para todo o nosso território. E foi criada uma empresa integradora, a Visiona, que é a associação da Embraer com a Telebras”, contou.
Para desenvolver a indústria brasileira voltada para o setor espacial, defende o presidente, é preciso expandir a demanda do Programa Espacial Brasileiro, para dar sustentabilidade à indústria espacial. A agência investe no programa desde cedo, com crianças de 12 e 13 anos, por meio do AEB Escola, e, mais adiante, o trabalho é feito junto às universidades. Atualmente, cinco universidades federais em todo o País oferecem cursos de engenharia aeroespacial.
“A demanda que temos hoje é essencialmente do governo brasileiro. Temos que ter a capacidade de estender essa iniciativa para outros segmentos da sociedade, de tal maneira que tenhamos grandes empresas necessitando de serviços de satélites do nosso programa espacial”, disse Coelho.
Fonte:  Portal Brasil via CECOMSAER 25 OUT 2016



#28 jambock

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Posted 25 de November de 2016 - 17:25

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MD anuncia recebimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações
Audiência pública no Senado Federal possibilitou a apresentação dos projetos estratégicos aos parlamentares

Raul Jungmann reforçou que, na próxima semana, viaja junto com Comandante da Aeronáutica para a França, onde receberá o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). “Não existe soberania, não existe defesa, não existe base industrial de defesa sem investimento”, ressaltou o ministro.
Fonte: Agência Força Aérea 25 NOV 2016



#29 jambock

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Posted 28 de November de 2016 - 10:29

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Brasil recebe primeiro satélite de defesa e comunicações de uso exclusivo do país

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, embarca amanhã à França para receber o primeiro satélite de defesa e telecomunicações que será 100% operado pelo Brasil. O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) começou a ser construído em janeiro de 2014 e tem lançamento previsto para 21 de março do ano que vem na base de Kourou, na Guiana Francesa.
Ele é fruto de um convênio assinado ainda no governo Dilma Rousseff, que previu a construção pela francesa Thales sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a estatal de telecomunicações Telebras e a Embraer. O custo total do SGDC é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão relativo ao satélite em si e o restante, aos equipamentos e instalações em terra necessários para sua operação. O custo anual de manutenção gira em torno de R$ 10 milhões, e ele deve ter 18 anos de vida útil.
Em entrevista ao Valor, Jungmann explicou que o convênio assinado com os franceses prevê a transferência de tecnologia para empresas interessadas em fabricar o satélite e seus componentes no Brasil. A Telebras fará a intermediação entre as companhias e a parte francesa.
O SGDC sobrevoará o Brasil a partir de um ponto fixo no espaço. Tem um foco ampliado que abrange toda a América do Sul e o Atlântico Sul, chegando à costa ocidental da África. Sua potência será maior sobre o Brasil, onde há mais demanda por telecomunicações. Mas um foco menor e mais potente poderá ser desviado para outros locais em eventos extraordinários.
Um exemplo de aplicação, nesse sentido, são acidentes aéreos como o do voo 447 da Air France, que matou 228 pessoas em 2009. Em eventos como esse, o satélite poderá auxiliar tanto na localização de destroços como nas comunicações entre barcos e outros equipamentos de resgate e, até mesmo, da imprensa interessada em se deslocar ao local para cobrir os trabalhos.
O SGDC, disse Jungmann, é capaz de levar banda larga a locais onde hoje não há cobertura, como a floresta amazônica. "Isso vai permitir que se universalise a cobertura de comunicação através de banda larga, inclusive chegando aos lugares mais distantes do Brasil."
Além das aplicações na área da defesa, o satélite também poderá ser usado comercialmente. Será possível, por exemplo, a operadoras firmar contratos com a Telebras para ampliar o escopo de seus sinais de telefonia e internet.
Segundo o ministro, o equipamento passará por um período de testes após seu lançamento, e as operações efetivas estão previstas para ter início em junho. A partir daí, 100% das comunicações governamentais serão ser feitas por esse satélite. De e-mails do presidente da República aos telefonemas entre autoridades, tudo passará pelo satélite franco-brasileiro.
"[Isso] também significa um maior nível de segurança, uma maior velocidade, um maior fluxo de multimídia do que nós tínhamos anteriormente", afirmou.
De acordo com ele, todos os dados que passarem pelo satélite serão criptografados por uma ferramenta desenvolvida no Brasil, que "passa ater segurança, blindagem e controle 100% das comunicações em matéria de defesa".
"Só o Brasil pode decodificar isso, só o Brasil tem acesso. É a nossa criptografia, que nós desenvolvemos aqui, na Defesa", afirmou. "Isso é um enorme salto em termos de soberania, não só de comunicações. Passa a ser um controle nosso, inclusive da operação."
O SGDC operará na chamada "banda X" - faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar e que corresponde a cerca de 25% da capacidade total do equipamento. Atualmente, o Brasil aluga a banda X de dois satélites privados e manterá o contrato relativo a um deles para se resguardar em caso de falha do SGDC.
Para o ministro, ao operar o próprio satélite e se livrar da dependência de empresas privadas, o Brasil ganha em relação à sua própria segurança estratégica. Em uma situação de quebra de contrato ou de conflito armado, por exemplo, o país poderia ficar em uma situação delicada, caso a empresa decidisse desligar o equipamento ou alguma potência estrangeira a pressionasse a fazê-lo.
"Isso nos dá uma imensa segurança", disse o ministro.
Fonte: Fabio Murakawa para Valor Econômico via CECOMSAER 28 NOV 2016

Brasil recebe satélite francês e reavalia investimentos na Defesa

O ministro da Defesa, Raúl Jungmann, receberá nesta quinta-feira na França o primeiro dos três satélites de Comunicação e Defesa previstos em um acordo com a empresa Thalès, que espera lançá-lo ao espaço em 21 de março de 2017.
Mas enquanto o país atravessa sua pior recessão em mais de um século e o Congresso discute um pacote de austeridade fiscal, muitos projetos estão sendo reavaliados e ajustados às restrições orçamentárias de tempos de crise.
Jungmann deu uma entrevista à AFP na sexta-feira (25), pouco tempo antes de viajar para Cannes, onde receberá o dispositivo de quase seis toneladas e de 2,1 bilhões de reais, que logo será levado à base de Kourou, na Guiana Francesa.
AFP: A crise permite pensar que haverá novos projetos de Defesa?
Raul Jungmann: Sabemos que vamos passar a um novo regime fiscal, chamado teto de gastos (que congela os gastos públicos por 20 anos). E sabemos que vamos ter que racionalizar, cortar projetos. Alguns estão em um grau de maturação que não têm volta, como o submarino atômico, ou os quatro submarinos convencionais também desenvolvidos com a França, dos quais três já estão em construção. O satélite está concluído e, no caso dos Gripen [caças comprados da Suécia], o acordo financeiro é suficientemente elástico. Há outros que vamos ter que reavaliar.
A situação nos levou a fazer certos ajustes, que são sempre difíceis mas que são reais e, como disse ao presidente da DCNS [grupo do setor naval de Defesa francês, de propriedade do Estado e do grupo Thalès], a decisão deste governo é manter a sociedade com a França. Agora, teremos que nos adequar à nossa realidade orçamentária e ao novo regime fiscal que está sendo votado no Congresso.
AFP: Por que um programa de satélite?
Jungmann: É um projeto estratégico para a Defesa brasileira, para o governo, e representa um salto tecnológico das Comunicações. Permite a nós uma aquisição e uma transferência de tecnologia essencial para que, no futuro, possamos alcançar um padrão tecnológico que hoje não temos. Vai estar estacionado sobre o Equador, e seu primeiro foco será toda a América do Sul, incluindo o Atlântico Sul e chegando até a costa ocidental da África - o que chamamos o entorno estratégico do Brasil.
AFP: Que mudanças vai trazer?
Jungmann: Permitirá uma grande expansão da banda larga, sua universalização, o que é um enorme avanço para toda a sociedade. Vai permitir que chegue a lugares remotos, como a Amazônia, por exemplo. Significará um enorme avanço em termos de comunicação, rapidez e fluxo. Dará suporte (...) ao sistema de informações segregada e segura de toda a Defesa brasileira.
Passaremos a controlá-lo em território brasileiro (e) todas as comunicações governamentais também serão realizadas através do satélite.
AFP: Por onde passam as principais preocupações hoje?
Jungmann: Nossa principal preocupação é a segurança. Estamos passando por um momento difícil, especificamente no Rio de Janeiro, mas também em todo o Brasil, e isso tem relação com as fronteiras.
O Brasil tem a terceira maior fronteira terrestre do mundo, com 17.000 km e a Marinha é a maior do Atlântico Sul: tem 7.500 km. São um ponto crítico, porque alguns dos nossos vizinhos são grandes produtores de drogas, e o Brasil e tornou, infelizmente, sobretudo nos centros metropolitanos, um consumidor de drogas. Gerou-se um mercado integrado, tanto em drogas quanto em armas.
Fonte: AFP via CECOMSAER 28 NOV 2016



#30 jambock

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Posted 02 de December de 2016 - 09:07

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Brasil conquista satélite que vai melhorar defesa e comunicação

Governo investiu mais de R$ 2 bi em satélite. Equipamento foi construído numa parceria com empresa francesa. Foi entregue nesta quinta-feira (1º) ao Brasil, na França, um novo satélite para a defesa e a comunicação no território brasileiro.

É como quem passou a vida pagando aluguel e, agora, conseguiu a casa própria. O Brasil conquistou seu próprio satélite. O SGDC - Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - construído pela Francesa Thales Alenia Space, em parceria com o Brasil. A entrega foi nesta quinta-feira (1º), em Cannes, no sul da França.

É um gigante de quase seis toneladas, comprado pela Telebrás. O governo investiu mais de R$ 2 bilhões. O convênio com os franceses incluiu aprendizado e transferência de tecnologia. Mais de 50 especialistas brasileiros acompanharam o projeto de perto e estão prontos para operar o satélite.

O satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra. Vai cobrir todo o território nacional e o Oceano Atlântico.

“Esse satélite, que vai ser totalmente controlado pelo Brasil, por brasileiros, vai nos assegurar uma soberania, vai nos assegurar que as nossas informações militares não vão vazar. Doravante, não vamos ter vazamento nem militar da defesa, nem de presidente da república, nem do governo”, diz Raul Jungmann, ministro da Defesa

É que 30% da capacidade do satélite será destinada à banda x -, uma faixa de frequência de uso exclusivo das forças armadas. Um aliado na vigilância das fronteiras e também do espaço aéreo. Além de reforçar a segurança nacional, o satélite promete levar internet, a banda larga, a todo Brasil.

“Incluir todos os brasileiros, levando internet à escolas, hospitais, aonde for necessário, por isso, é uma enorme aquisição em termos tecnológico, defesa e também em termos de inclusão digital de todos os brasileiros e brasileiras”, explica o ministro da Defesa.

Já testado e entregue, o satélite está pronto pra entrar em órbita. Agora, vai ser preparado pra seguir viagem. Será transportado à Guiana Francesa. Se tudo sair como o previsto, será lançado no dia 21 de março do ano que vem. E deverá entrar em operação no segundo semestre.

Fonte: TV GLOBO - JORNAL NACIONAL via CECOMSAER 2 DEZ 2016



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Posted 03 de December de 2016 - 09:29

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Posted 18 de January de 2017 - 12:02

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Ministro Jungmann visita Centro de Operações Espaciais do Satélite Geoestacionário

O Brasil vai colocar em órbita, em março, um moderno satélite para permitir a melhora na fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira com 10 países sul-americanos. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o equipamento também irá por fim no apartheid da internet, assegurando o serviço de banda larga para todo território nacional.

“Esse satélite vai permitir uma grande melhoria nas condições de fiscalização das fronteiras”, informou Jungmann, que visitou nesta terça-feira à tarde, em Brasília, o Centro de Operações Espaciais, responsável por operar, da terra, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

“O satélite geoestacionário vai acabar com o apartheid digital. Todo o brasileiro, do Oiapoque ao Chuí, da Cabeça do Cachorro até Fernando de Noronha, vai dispor de banda larga”, comentou o ministro.

Ainda segundo Jungmann, o SGDC é o maior projeto de inclusão digital que o País já teve. “Além disso, o satélite, que será controlado pelos brasileiros, vai propiciar a segurança das comunicações na área de defesa e na área governamental”, acrescentou.

Ao falar com os jornalistas, durante a visita, o ministro disse que o satélite vai representar um grande salto em termos de soberania e segurança das comunicações. “O satélite representa uma aquisição de tecnologia, porque engenheiros brasileiros participaram desde o início do seu projeto.”

O lançamento do SGDC está previsto para o dia 21 de março, às 19 horas, do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa.

O ministro informou aos jornalistas que está indo nesta quarta-feira (18) para Tabatinga (AM) e, depois, para Dourados (MS), para supervisionar o trabalho de segurança e defesa das fronteiras feito pelos militares das Forças Armadas e conhecer o projeto piloto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

Satélite Geoestacionário

O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos da ordem de R$ 2,1 bilhões. O Satélite, adquirido pela Telebras, terá uma banda KA, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e uma banda X, que corresponde a 30% do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas. O Ministério da Defesa investiu cerca de R$ 500 milhões para utilização da banda X pelos próximos 18 anos, tempo de vida estimado do produto.

Com isso, o Brasil passará a fazer parte do seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite geoestacionário de comunicações, diminuindo a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que vai gerar uma economia significativa aos cofres públicos e maior segurança em suas comunicações.

O SGDC expandirá a capacidade operacional das Forças Armadas, por exemplo, em operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre, em eventuais operações de resgate em alto mar e ainda no controle do espaço aéreo.

Fonte: Alexandre Gonzaga para site do Ministério da Defesa via CECOMSAER 18 JAN 2018



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Posted 02 de February de 2017 - 11:01

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FAB cede à Telebras território para instalações de apoio ao satélite geoestacionário

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e o Presidente da Telebras, Antonio Loss, assinaram um termo de cessão de área relacionado à operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que será lançado em 21 de março. Trata-se de uma área de quase quase 70 mil m2 nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA) e Florianópolis (SC) para instalações de apoio ao satélite que, além de atender à área de defesa (banda X), também levará banda larga para todo o território brasileiro (banda Ka).

Segundo explica o vice-presidente executivo da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Coronel José Vagner Vital, são dois terrenos na capital federal, na área onde já está instalada a antena de controle do satélite e outros dois em Florianópolis e Salvador, onde serão construídos os chamados gateways, para comunicação e distribuição de sinal do satélite. “Além da Força Aérea Brasileira, Exército e Marinha também irão ceder áreas militares para o projeto, em Campo Grande (MS) e Rio de Janeiro (RJ), respectivamente”, explica.

De acordo com a FAB, a cooperação da Força Aérea com o projeto de lançar um satélite que tenha uso dual, ou seja, civil e militar, existe desde sua concepção. “Isso porque, pela Estratégia Nacional de Defesa, nós, Aeronáutica, somos os responsáveis por fomentar a área espacial brasileira”, afirma o presidente do CCISE, Major-Brigadeiro Fernando Cesar Pereira Santos.

Para o Comandante da Aeronáutica, esse satélite irá mostrar a importância da questão espacial para o Brasil. Com isso, a população conseguirá entender o que isso representa. “Precisamos mais do que antenas de solo para controlar, por exemplo os quase 17 mil quilômetros de fronteira seca. A melhor solução de que dispomos hoje são os satélites”, disse.

O SGDC está em etapa de finalização de testes em Cannes, na França, onde fica a sede da Thales Alenia Space – empresa fornecedora do equipamento. Dia 14 de fevereiro está prevista a chegada do satélite à cidade de Kourou, na Guiana Francesa, onde está o centro espacial de onde vai acontecer o lançamento, em 21 de março.

Fonte: FAB via CECOMSAER 2 FEV 2017



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Posted 03 de February de 2017 - 22:00

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Satélite brasileiro SGDC está pronto para embarcar para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa
SGDC.jpg
São Paulo, 3 de fevereiro de 2016 – O Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), construído pela Thales Alenia Space para o Brasil, está pronto para embarque para a plataforma de lançamento Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado pelo foguete Ariane 5 no próximo mês de março.
A Thales Alenia Space assinou o contrato do SGDC com a Visiona (uma joint venture entre a Embraer e a Telebrás) no fim de 2013. Esse programa desempenha papel-chave no plano de desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), ao mesmo tempo em que atende os requisitos estratégicos do Ministério da Defesa. O satélite foi projetado para satisfazer dois objetivos principais: a implementação de um sistema seguro de comunicações via satélite para as Forças Armadas e o governo brasileiro, e para o suporte à instalação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), coordenado pela Telebrás, que visa reduzir o fosso digital existente no país. O SGDC é parte integrante da estratégia brasileira de reforço da sua independência e soberania.
A AEB e a Thales Alenia Space também assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) referente a um ambicioso plano de transferência de tecnologia, concebido para dar apoio ao desenvolvimento do programa espacial brasileiro.
A parceria ganha-ganha entre a Thales Alenia Space e o Brasil já rendeu muitos frutos:
  A empresa estabeleceu uma unidade no parque tecnológico de São José dos Campos, no Brasil, para trabalhar de perto com seus clientes e parceiros.
 Cumpriu seu compromisso de transferência de competências, uma vez que mais de 30 engenheiros brasileiros foram treinados para todas as técnicas de engenharia espacial, supervisionados pela equipe do programa da Thales Alenia Space.
 Um painel de apoio com bateria de alumínio, produzido pela companhia brasileira CENIC, já foi integrado ao satélite SGDC.
 O fechamento de contratos de transferência de tecnologia com indústrias brasileiras está em andamento, a fim de permitir seu envolvimento com futuros projetos espaciais.
Fonte: E.M.Pinto para site Plano Brasil 3 FEV 2017


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Posted 08 de February de 2017 - 09:06

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Ministro visita centro de operações do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações

Localizado em Brasília, o Centro de Comando e Controle do SGDC é a principal unidade de controle das atividades do satélite, previsto para ser lançado em 21 de março. Projeto é fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa com investimentos estimados em R$ 2,1 bilhões. Objetivo é garantir a segurança das comunicações de defesa e o fornecimento de internet banda larga em todo o país. A visita está marcada para 11h no 6º Comando Aéreo Regional (Comar).

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, visita nesta quarta-feira (8), às 11h, o Centro de Comando e Controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), localizado no 6º Comando Aéreo Regional (Comar), em Brasília. O Centro é a principal unidade de controle das atividades desenvolvidas pelo equipamento, que será monitorado 24 horas por dia. A infraestrutura conta com cinco prédios, uma antena de comando e controle de 13 metros, além de estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento do equipamento.

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), com lançamento previsto para 21 de março, vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país. O projeto é fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, com investimentos estimados em R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 15 anos.

Além dessa unidade principal, há outro centro de operações no Rio de Janeiro (RJ), que serve como backup, caso haja dificuldades operacionais da unidade da capital federal. Está em fase de licitação a construção de outras três estações que serão sediadas nas cidades de Campo Grande (MT), Florianópolis (SC) e Salvador (BA).

Participam da visita, além do ministro, o secretário-executivo do MCTIC, Elton Zacarias, o secretário de Política de Informática, Maximiliano Martinhão, o secretário de Telecomunicações, André Borges, o presidente da Telebras, Antonio Loss, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Raimundo Coelho. A comitiva será recebida pelo comandante da Aeronáutica, Luiz Rossato.

Serviço

Visita ao o Centro de Comando e Controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC)

Data: 8 de fevereiro de 2017

Horário: 11h

Local: 6º Comando Aéreo Regional (Comar), SHIS - QI 05 - Área Especial 12

Cidade: Brasília - DF

Informações à imprensa

Assessoria de Comunicação do MCTIC

(61) 2033-7515

imprensa@mcti.gov.br

Fonte: portal MCTI via CECOMSAER 8 FEV 2017



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Posted 16 de February de 2017 - 08:54

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Satélite Geoestacionário – SGDC chega a Guiana Francesa

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Foram 8 horas de voo, com uma parada em Cabo Verde para abastecimento e depois o avião Russo Antonov seguiu viagem novamente. A bordo, dois Satélites: o SGDC, da Telebras e o KoreaSat 7, Satélite Coreano. Eles voaram de Nice, na França até a Guiana Francesa, de onde serão lançados dentro de alguns dias.
A uma e meia da madrugada desta terça-feira (14) descia no Aeroporto Internacional de Caiena-Rochambeau, na Guiana Francesa, o potente Antonov. Em uma operação envolvendo cerca de 50 profissionais, cuidadosamente os dois satélites foram retirados, em uma operação que levou cerca de sete horas. Primeiro foi a vez do Satélite Coreano e, após, a retirada do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – SGDC.
Uma viagem tranquila

De acordo com o engenheiro da Telebras, Sebastião Nascimento, Gerente de Engenharia e Operação de Satélites, que acompanha a chegada do SGDC, o voo foi normal, sem nenhum contratempo. “Agora vamos desembrulhar o SGDC e verificar se está tudo bem depois da viagem”, diz.
O Transporte até a base de Kourou acontece neste momento
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Já era 08h da manhã de hoje na Guiana Francesa (9h pelo horário de Brasília) quando encerrou o processo de retirada dos dois Satélites do Antonov. Neste momento, um comboio se desloca do Aeroporto de Caiena até Kourou. Um trajeto de 60 km, que vai demorar cerca de 4 horas, com batedores da Policia local. Chegando a Kourou, o SGDC vai para uma sala que fica na base de lançamento. De lá, só há mais um passo: o lançamento, em 21 de março de 2017.
Fonte: Portal Telebras via CECOMSAER 16 FEV 2017



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Posted 04 de March de 2017 - 10:13

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Satélite brasileiro entra na segunda fase de preparação para o lançamento

Nos próximos dias, equipamento será integrado ao veículo lançador no Centro Espacial de Kouru, na Guiana

A segunda fase de lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) teve início neste mês. Agora, o primeiro satélite brasileiro deve entrar em órbita no dia 21 de março.

"O procedimento ficou a cargo da Arianespace. Está correndo tudo bem", afirma o gerente de Engenharia e Operações de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanha as atividades no centro de Kouru, na Guiana.

Nos próximos dias, o SGDC passará pela fase final de preparação para o lançamento ao espaço. O equipamento será acoplado ao veículo lançador Ariane VA 236, junto com um equipamento sul-coreano que será levado no mesmo módulo.

O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento deve ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do País, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.

O SGDC vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka, que representa 70%, será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras.

Parceria

O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além da empresa Visiona.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele será operado por dois centros de controle, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também há outros cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – que serão instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).

Fonte: Portal Brasil via CECOMSAER 4 MAR 2017



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Posted 23 de March de 2017 - 10:59

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Após três tentativas frustradas, governo não sabe quando lançará satélite

Satélite geoestacionário será lançado da Guiana Francesa, mas, com greve no país, governo já adiou cerimônia por três vezes. Ministério diz que ainda não há nova previsão.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações informou nesta quarta-feira (22) que, após três tentativas frustradas, o governo brasileiro não sabe mais quando lançará o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas.

O satélite será lançado da Guiana Francesa, mas uma greve no país fez com que a cerimônia fosse adiada três vezes.

Inicialmente, o equipamento seria lançado da cidade de Kourou para o espaço nesta terça (22), mas o governo adiou para esta quarta (22) e, depois, para quinta (23).

De acordo com a imprensa da Guiana Francesa, a greve local é promovida por funcionários de uma empresa de energia elétrica e de um centro médico. Durante os protestos, foram feitas barricadas na entrada do centro espacial com carros, pneus e pedaços de madeira.

Agora, o governo brasileiro e a empresa aeroespacial Arianespace aguardam o fim dos protestos para poder definir a data do lançamento. Ao todo, o projeto custou R$ 2,1 bilhões.

O satélite brasileiro

O satélite gira na mesma velocidade da Terra e fica "estacionado" sobre um mesmo ponto do planeta. Ele é utilizado em telecomunicação, meteorologia e comunicações militares. Atualmente, o governo aluga o sinal de satélites privados.

O equipamento será o primeiro satélite brasileiro que poderá ser utilizado para fins civis e militares.

Entre os objetivos do satélite, estão:

ampliar a oferta de internet banda larga no Brasil (com foco em áreas de difícil acesso);
ajudar as Forças Armadas em operações nas fronteiras;
auxiliar ações de resgate em alto mar;
ajudar a segurança do espaço aéreo.

Construção

O satélite pesa 5,8 toneladas e tem 5 metros de altura. O equipamento vai ficar posicionado a 36 mil quilômetros da Terra e cobrirá todo o território brasileiro, além do Oceano Atlântico. A previsão de vida útil do satélite é de 18 anos.

A construção do satélite foi feita em Cannes e Toulouse, na França, pela empresa Thales Alenia Space, e durou 2 anos. O projeto foi supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial (parceria entre Embraer e Telebras).

De acordo com o Ministério da Defesa, o processo envolveu transferência de tecnologia e intercâmbio entre profissionais brasileiros dessas empresas e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: G1 via CECOMSAER 23 MAR 2017



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Posted 25 de April de 2017 - 11:13

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Satélite brasileiro será lançado da Guiana Francesa no início de maio


São Paulo, 24 - O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou nesta segunda-feira, 24, que o satélite geoestacionário de defesa e comunicação brasileiro (SGDC) será lançado no dia 3 ou 4 de maio. A operação estava programada para março, mas sofreu atraso devido a uma greve geral de trabalhadores na Guiana Francesa, de onde partirá o foguete. Com o fim da greve no país vizinho após negociações entre sindicatos e o governo francês, o lançamento do satélite brasileiro foi remarcado, explicou Kassab.

"Felizmente, está marcado para o dia 4 de maio. Acabou a greve. E pode até ser antecipado para o dia 3 de maio", disse em entrevista a jornalistas durante o Fórum Brasil Espanha.

O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Com vida útil de 18 anos, custou R$ 2,7 bilhões e ficará a 36 mil quilômetros da terra. Além de cobrir todo o País com banda de alta capacidade, vai permitir o uso militar na proteção do mar territorial, da Amazônia e de toda a faixa de fronteira com os dez países sul-americanos vizinhos do Brasil, de acordo com informações da Agência Senado.

Kassab participa nesta segunda do Forum Brasil Espanha, onde participa da assinatura da parceria que dará origem a uma empresa binacional para a construção do cabo submarino de fibra ótica ligando a América do Sul e a Europa, para acelerar o tráfego de dados de telecomunicações. A empresa joint venture será controlada pela Telebras e pela espanhola Eulalink. "O cabo vai sair de Fortaleza e melhorar sensivelmente a velocidade e a qualidade da transmissão de dados", disse o ministro.

Fonte: jornal O ESTADO DE MINAS via CECOMSAER 25 ABR 2017



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Posted 26 de April de 2017 - 11:27

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Na era das privatizações, um satélite para as operadoras

Como um satélite de 2,7 bilhões de reais para banda larga se tornou fornecimento de infraestrutura para as mesmas grandes empresas de telecomunicações lucrarem

O entreguismo que tomou conta da política nacional de telecomunicações após o impeachment de Dilma Rousseff não tem limites. Chega até o espaço.

A nova ação de Michel Temer nesta linha é privatizar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégicas (SGDC).

O projeto, que recebeu investimento de 2,7 bilhões bilhões de reais e cujo objetivo era levar banda larga às escolas, postos de saúde, hospitais, postos de fronteira etc, agora será leiloado para grandes operadoras, que não têm interesse em levar conexão a locais de baixa densidade demográfica ou baixa renda.

Mas a sociedade civil, organizada por meio da Coalizão Direitos na Rede e em diálogo com parlamentares, está decidida a paralisar o processo. Começa uma nova batalha.

A perspectiva de mudar o cenário de desigualdade – atualmente 50% dos domicílios do país estão desconectados – foi desmantelada.

No projeto original do SGDC, 70% da capacidade satelital estaria destinada à implementação de políticas públicas.

Em entrevista ao Portal TeleSíntese, o ex-presidente da empresa de capital misto e responsável pela estruturação do projeto do SGDC, Jorge Bittar, estimou em mais de 100 mil o número de escolas, das quais 50 mil rurais, que não têm acesso à internet.

“As escolas de periferia também precisam de conectividade. Onde não há links de boa qualidade, o satélite cobriria essa necessidade. Não dá para colocar link compartilhado em escola de 500 alunos. Tem que ser colocado 50MB, 100MB 150MB full. Nós tínhamos um projeto de levar conteúdos educacionais às escolas brasileiras. Eu posso afirmar, se eu fosse conectar todas as escolas rurais e as escolas das periferias brasileiras, a capacidade total do SGDC não seria suficiente”, frisou Bittar.

Mas, após as mudanças implementadas pelo novo presidente da empresa de capital misto, Jarbas Valente, 80% da capacidade satelital destinada para uso civil será privatizada em três lotes.

Para piorar, o caráter público do projeto foi totalmente descaracterizado, uma vez que o edital de venda não exige das empresas nenhuma meta de cobertura, universalização ou preço mínimo do serviço.

Não foi sequer adotada a tradicional mescla entre áreas nobres com áreas pouco rentáveis, de forma a obrigar os compradores de áreas rentáveis a levar conexão a outras, pouco atraentes economicamente, em uma tentativa de equilíbrio financeiro da proposta.

O edital exige apenas o vago “cumprir as metas do PNBL”. O Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), vale lembrar, já foi considerado um fracasso justamente porque as operadoras não cumpriram com sua parte no acordo de oferecer velocidade mínima por um preço mínimo – esconderam os pacotes, fizeram venda casada e mais todo tipo de prática condenável pelo direito do consumidor.

Repetir a dose, dessa vez sem nenhum detalhamento, é a opção de quem não faz política a sério. É um filme já visto quando o assunto é política pública de acesso à internet.

A total liberdade de atuação das empresas vencedoras do leilão é algo extremamente preocupante.

“Isso significa que eles poderão vender no atacado, no varejo, ou mesmo se concentrar apenas no setor corporativo, o mais rentável do setor. Assim, mais uma vez o caráter público e a missão social do investimento saem prejudicadas”, avalia a deputada Margarida Salomão (PT), uma das parlamentares que buscam frear os planos do novo governo.

Pelo modelo de negócio do satélite da gestão anterior, a capacidade dele seria pulverizada pelos pequenos provedores de internet que já atendem as áreas ignoradas pelas grandes corporações.

Em março, o número de conexões de banda larga fixa voltou a crescer justamente pela atuação deste grupo.

“Com avanço de 5,55% e 126,8 mil adições líquidas, os Internet Service Providers (ISPs) totalizaram 2,413 milhões de acessos fixos em março, mantendo-se como o quarto maior grupo do mercado. Nos 12 meses, o avanço foi de 18,29%”, aponta análise publicada no portal Teletime.

Concorrência e preço

O fato de a Telebras ter optado por dividir a capacidade satelital (da parcela civil) em apenas três lotes comerciais é algo importante de se analisar. Com a Oi quebrada, sobram justamente três grupos – América Movil, Vivo e TIM – com capital para adquirir um deles. Isso pode significar baixa concorrência e ofertas de baixo valor na licitação.

Também chama a atenção o fato de a Telebras fixar preço mínimo para os três lotes comerciais, que o edital chama “preço de reserva”, mas mantê-lo sob sigilo.

A sociedade não poderá apurar quanto houve de ágio no processo. Além disso, pelo modelo de edital proposto pela Telebras, é possível uma empresa comprar até dois lotes, o que permite uma concentração maior do mercado.

Reação da sociedade civil

No dia 19 de abril, a deputada federal Margarida Salomão (PT) entrou com representação no Ministério Público Federal (MPF) e no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a privatização do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Assinam a representação entidades representativas organizadas na Coalizão Direitos na Rede, entre elas, Proteste, Barão de Itararé, Internet sem Fronteiras – Brasil, Intervozes, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Instituto Beta para Internet e Democracia (Ibidem), Coletivo Digital, Actantes e Instituto Nupef.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini, os parlamentares Lindbergh Farias (PT), Fátima Bezerra (PT), Roberto Requião (PMDB), Luiza Erundina (Psol), Luciana Barbosa (PCdoB), André Figueiredo (PDT) e Alessandro Molon (Rede) também assinam o texto.

É mais uma batalha que se inicia entre o governo, que atende apenas aos interesses das companhias, e a sociedade civil, que segue na disputa das políticas públicas de telecomunicações para universalizar o acesso à web e garantir demais direitos vinculados, como a liberdade de expressão e o acesso à informação. Para que todos os brasileiros e brasileiras possam, por exemplo, ler este artigo.

Fonte: Marina Pita para Carta Capital via CECOMSAER 26 ABR 2017