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Satélite Geoestacionário - Governo deve investir R$720 milhões para ter satélite em 2014


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#41 jambock

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Posted 04 de May de 2017 - 10:48

Meus prezados

Satélite para comunicações e defesa será lançado hoje

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas será lançado hoje (4), às 17h, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Este será o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar.

Adquirido pela Telebras, o equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos.

Inicialmente, o lançamento estava previsto para o dia 21 de março, mas foi adiado por causa de uma greve geral na Guiana Francesa.

O lançamento do satélite poderá ser acompanhado pelos sites: www.visionaespacial.com.br, www.arianespace.com ou www.paraweb.tv/visiona/1/.

Fonte: Sabrina Craide - site Agência Brasil 4 MAI 2017



#42 jambock

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Posted 05 de May de 2017 - 10:58

Meus prezados
Finalmente!
Lançado ao espaço satélite brasileiro que será usado para comunicações e defesa

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Foi lançado há pouco ao espaço o primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas. O lançamento, feito do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, foi acompanhado no Brasil pelo presidente Michel Temer e pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na sede do VI Comando Aéreo Regional, em Brasília.
A decolagem foi considerada perfeita pelo centro de controles da Arianespace na Guiana Francesa.
Depois do lançamento do foguete que leva o equipamento ao espaço, haverá um tempo de 28 minutos até a separação do satélite, que levará cerca de 10 dias para chegar à sua posição final.
Depois disso, serão feitos testes por 30 dias. Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro.
Além do satélite brasileiro, foi lançado para o espaço hoje um satélite da Coréia do Sul, também pela empresa lançadora de satélites Arianespace.
Satélite
Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos.
O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. O equipamento foi adquirido pela Telebras e será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.
O satélite vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka será usada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga, especialmente em áreas remotas.
Fonte: EBC via site Poder Aéreo  4 MAI 2017


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#43 jambock

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Posted 10 de May de 2017 - 09:29

Meus prezados

SGDC chega à posição definitiva até sábado (13/5)

O satélite brasileiro lançado ao espaço na semana passada deve chegar à sua posição final no próximo sábado O equipamento está na terceira volta ao redor da Terra, e terá que dar mais quatro voltas para chegar ao local correto, onde ficará nos próximos 18 anos.

“A saúde do satélite está perfeita”, disse o presidente da Telebras, Antonio Loss. Segundo Loss, até agora todas as etapas,após o lançamento, foram concluídas com sucesso, como a abertura dos painéis solares que garantirão a energia ao satélite e o envio dos primeiros sinais de telemetria.

Quando o satélite chegar a seu destino, serão iniciados os primeiros testes de transmissão, que duram 45 dias. A previsão é que no dia 1º de julho a Telebras comece a fazer os primeiros testes para medir a potência do satélite para a transmissão de dados em todas as regiões do país.

“Este é um satélite que vai levar transmissão de dados, que é uma demanda crescente. Em um país continental como o nosso, a única forma de chegar em algumas regiões remotas é com um satélite artificial.”

Parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para oferta de banda larga, especialmente em regiões remotas. Segundo Loss, a Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços nos setores de saúde e educação, e comercializar outra parte para gerar concorrência na oferta de internet. “Cada região do Brasil vai ser estimulada com a concorrência de, no mínimo quatro competidores simultaneamente”, afirmou.

Lançamento

O lançamento do foguete que levou o satélite ao espaço ocorreu no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, na última quinta-feira (4). O satélite, de 5,8 toneladas e 5 metros de altura, vai ficar posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.

O equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões.
Construção de Satélite Geoestacionário promove intercâmbio tecnológico¹

Engenheiros da Agência Espacial Brasileira (AEB) participaram da construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), o que permitiu que o País absorvesse tecnologia de ponta empregada na indústria aeroespacial. O SDGC foi lançado na quinta-feira (4).

A jornada dos engenheiros mecânicos Cristiano Queiroz, Erlam de Souza, Pedro Kaled e Ronne Toledo começou com a seleção interna feita pela AEB em 2013. Desde então, cada um deles passou pelo menos dois anos nas instalações da Thales Alenia Space, em Cannes e em Toulouse, na França.

Ronne Toledo atuou especialmente na área de sistemas térmicos do SGDC, além de ajudar no desenvolvimento dos painéis da bateria do satélite. Erlam de Souza conseguiu aumentar a vida útil do satélite em seis meses ao desenhar um formato diferente para ampliar a capacidade do tanque de combustível. Pedro Kaled, por sua vez, desenhou e qualificou os suportes de quatro antenas do equipamento, enquanto Cristiano Queiroz integrou a equipe de montagem.

"Toda foto do satélite que vejo, fico procurando para tentar ver os suportes que eu desenhei e instalei. É muito emocionante saber que uma coisa que eu fiz está no SGDC, que vai ajudar as pessoas em todo o País", disse Kaled.

"Tive esse contato direto com o satélite, foi uma experiência diferente por realmente ver e trabalhar para que ele ficasse pronto. Atuar na montagem dá uma visão diferente, de acompanhar o satélite tomando forma. Ver o resultado final, como o SGDC realmente pronto, é muito gratificante", contou Queiroz.

Para o presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, a transferência de tecnologia decorrente do SGDC fortalece o Programa Espacial Brasileiro. "Os benefícios desse intercâmbio são imediatos. Os próximos satélites que construiremos serão desenvolvidos por pessoal nosso, capacitado durante a construção do SGDC. Isso coloca o Brasil em uma boa posição", ressaltou.

O satélite

Lançado nesta quinta-feira (4) a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana, o SGDC é o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, possui uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no País, especialmente nas áreas remotas, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do satélite, de uso exclusivo das Forças Armadas.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do SGDC é de 18 anos.

Fonte: Jornal do Commercio (ES) via Sabrina Craide site Defesanet 10 MAI 2017


Edited by jambock, 10 de May de 2017 - 09:32 .


#44 jambock

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Posted 15 de May de 2017 - 11:07

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Privatização de satélite põe Kassab, Telebras e Anatel sob suspeita

No início da noite da quinta-feira 4, com atraso de 45 dias, pois também houve greve geral por lá, um foguete decolou da Guiana Francesa para pôr fim a uma lambança brasileira de quase duas décadas. Michel Temer fez questão de acompanhar o histórico acontecimento pela tevê em uma sala no Comando de Operações Aeroespaciais em Brasília, tentativa marota de apropriar-se de uma obra de Dilma Rousseff, a companheira traída da qual ele tenta se desvencilhar em um julgamento na Justiça Eleitoral.

Desde a privatização da Embratel, em 1998, as comunicações das Forças Armadas dependiam do aluguel de satélite alheio, um risco para a segurança nacional. A situação ficou ainda mais patética quando o governo decidiu, em 2008, construir um submarino nuclear para defender a costa, o mais poderoso artefato militar de dissuasão da história do País, de conclusão prevista para 2027.

Agora as Forças já têm um satélite para chamar de seu, posto em órbita pelo foguete que Temer viu decolar. Planejado desde 2012, o equipamento consegue cobrir o território nacional, a América do Sul e a Amazônia Azul, aquela faixa do Oceano Atlântico a abrigar o valioso pré-sal. Um reforço na nossa soberania.

No meio dessa história, esconde-se outra, um cambalacho sideral merecedor de uma ação popular e de um pedido de investigação levado à Procuradoria-Geral da República. Um enredo com indícios de improbidade por parte da direção da, estatal rediviva após a privatização das teles nos anos 1990. E de omissão cúmplice por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, comandado por Gilberto Kassab, um dos oito ministros investigados por corrupção na Operação Lava Jato.

Mais: há quem diga que agentes públicos se arriscam com o objetivo de favorecer a Oi, dona de 65 bilhões de reais em dívidas, internada na UTI judicial e prestes a receber do governo uma bondosa salvação.

O satélite posto em órbita desde o Centro Aeroespacial de Kourou, na Guiana Francesa, não é de uso exclusivo das Forças Armadas, mas também da Telebras. Sua construção é um projeto levado adiante pela estatal durante o governo Dilma. A empresa usaria o equipamento para massificar de internet de alta velocidade pelo Brasil, uma missão que lhe foi conferida pelo Plano Nacional de Banda Larga, de 2010, fim do governo Lula. Com o satélite, a Telebras teria condições de atender o País inteiro, mesmo naquelas regiões remotas aonde as teles privadas não querem ir, por lucrar pouco.

Para pôr o satélite no espaço, era preciso uma autorização da Anatel, e foi a Telebras quem a pediu. A agência costuma vender a concessão de licenças satelitais em leilões de maior preço, pois os “endereços” siderais aptos a acomodar um equipamento como o que acaba de ser lançado, de um tipo que fica parado em um ponto específico (geoestacionário, em linguagem técnica), são escassos, como diz uma convenção internacional de 1991.

Não houve licitação pois a estatal pediu dispensa do procedimento em 2012, o ministério das Comunicações endossou a solicitação em 2013 e a Anatel topou em 2014.

Ao pedir a dispensa, a Telebras argumentou justamente que o satélite serviria à disseminação da web rápida e teria aplicação militar estratégica, duas missões que lhe cabia executar por força de um decreto presidencial de 2010 e outro de 2012, respectivamente. A argumentação foi respaldada pelo Ofício nº 77, de agosto de 2013, enviado à Anatel pelo Ministério das Comunicações.

No Parecer nº 991, de 2013, a Procuradoria Federal atuante na agência, uma espécie de advogado público, defendeu que a Anatel poderia abrir mão da licitação, pois a política pública ancorada no satélite (comunicação militar e expansão da banda larga) “só poderá ser implementada pela Telebras”. Em suma, não tinha sentido fazer um leilão do qual só a estatal poderia participar.

Em janeiro de 2014, com o Ato nº 76, a Anatel concedeu uma licença satelital de 15 anos à Telebras, sem licitação, pelo valor de 3,954 milhões de reais, conforme proposto em um relatório do então conselheiro Rodrigo Zerbone, cujo mandato de cinco anos terminou em novembro. No início de 2017 veio a surpresa. A estatal botou na praça um esboço de edital com um plano de privatizar seu naco no satélite, 70% (os demais 30% são dos militares).

O plano, concebido pelo diretor técnico-operacional Jarbas Valente, joga por terra as premissas que, três anos antes, haviam permitido à estatal obter da Anatel uma licença a preço módico e sem concorrência.“Isso fere o ato da Anatel de outorga da licença”, diz alguém que acompanhou todo o processo de perto em 2013 e 2014.

O Parecer nº 991 da Procuradoria atuante na agência era bem claro: “A referida outorga à Telebras deve-se ater ao cumprimento” simultâneo dos objetivos do Plano Nacional de Banda Larga e de soberania militar. Apesar de ter mudado a rota no meio do caminho, a Telebras não revisou seus planos originais perante as autoridades que respaldaram a dispensa de licitação, caso do Ministério das Comunicações, e que abriram mão do leilão, caso da Anatel.

Não se trata de discussão burocrática apenas. Há grana envolvida. A Anatel cobrou 3,9 milhões da Telebras pela licença em 2014. Desde sua criação, em 1997, já realizou seis leilões de licenças do gênero. O último foi em 2015 e, na época, cada uma das quatro tinha preço mínimo de 27 milhões de reais, sete vezes mais do que o pago pela Telebras. Como cobrou pouco da estatal e agora vê a empresa prestes a privatizar o satélite, a Anatel, órgão público, perdeu dinheiro que acabará embolsado pela Telebras, companhia que tem também acionistas privados.

Não para por aí. O satélite custou 2,7 bilhões de reais. A depender do preço pago na privatização, a Telebras poderá ter prejuízo.

Ao colocar seus planos na rua no início do ano, a estatal não informou nenhuma estimativa de preço mínimo. Dentro da empresa, comenta-se que o leilão poderá arrecadar algo entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de reais. Como 30% da capacidade do satélite é dos militares e está fora da privatização, e como um dos quatro lotes privatizáveis será usado pelo comprador conforme instruções da Telebras, a estatal teria de arrecadar no mínimo 1,5 bilhão, para não tomar prejuízo.

Tem mais. Ao deixar de usar o satélite ela mesma na massificação da banda larga e optar pela privatização, a Telebras deixará caminho livre para os vencedores do leilão cobrarem o que quiserem dos usuários brasileiros. E sem ao menos estipular meta de cobertura para regiões longínquas, uma das ideias originais por trás do satélite. Não há nenhuma meta prevista no plano privatizador conhecido até agora.

Um prejuízo para os pequenos provedores de internet espalhados pelo País, os quais não terão a Telebras como opção de fornecedora de infraestrutura para fugir dos altos preços das grandes teles, aquelas que provavelmente triunfarão na privatização. "Em síntese, é uma transferência pura de patrimônio público para o setor privado”, diz um documento entregue no fim de abril à Procuradoria-Geral.

A papelada, hoje nas mãos do procurador Frederick Lustosa de Melo, pede investigação das potenciais irregularidades do plano privatizador divulgado pela Telebras. É assinada por nove parlamentares de oposição, como os deputados Carlos Zarattini, líder do PT, Margarida Salomão, uma das vice-líderes petista, e André Figueiredo, do PDT, ex-ministro das Comunicações, além de oito entidades da sociedade civil, como a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

Zarattini e Margarida também são autores de uma ação popular ajuizada na Justiça Federal de Brasília, com pedido de liminar, para brecar a privatização e investigar Kassab e o presidente da Telebras, Anrtonio Loss . O juiz do caso, Marco José Brito Ribeiro, da 13a Vara Federal, decidiu ouvir previamente alguns envolvidos antes de resolver sobre a liminar.

Por que agentes públicos do Ministério da Ciência e Tecnologia e da direção da Anatel e da Telebras estariam a se arriscar em uma história com indícios de improbidade? “O projeto do satélite foi desvirtuado para beneficiar as empresas privadas”, diz Rogério Santanna, ex-presidente da Telebras. “Cheira a favorecimento da Oi, a operadora mais carente em infraestrutura para banda larga em lugares remotos.”

Não é um palpite ao acaso. A empresa já demonstrou interesse em entrar como sócia de satélite. Foi em 2008, quando Telemar e Brasil Telecom preparavam a fusão que daria na Oi. Para conseguir aval da Anatel à fusão, a dupla apresentou documentos com uma série de compromissos. Um destes apontava “o interesse da Telemar em participar” da construção do satélite e sua intenção de propor às autoridades um acordo sobre sua responsabilidade operacional e financeira no projeto.

Naquele momento, a ideia de construir um satélite circulava no governo, acalentada na gestão Lula desde a descoberta, ainda em 2004, de que certas autoridades tinham sido espionadas pela Kroll, através de captura de e-mails privados, caso de Luiz Gushiken, ministro da Comunicação Social. Detalhe: quem havia contratado a Kroll, por encomenda do banqueiro Daniel Dantas, tinha sido a Brasil Telecom, que se fundiu com a Telemar e hoje é a Oi.

Curiosamente, foi uma outra espionagem o catalisador do projeto do satélite. No caso, uma sofrida pela então presidenta Dilma Rousseff e a Petrobras por obra da NSA, a agência de bisbilhotagem do Tio Sam.

As denúncias do ex-agente da NSA Edward Snowden vieram a público em julho de 2013, Dilma mandou acelerar o satélite, e em novembro a Telebras assinava o contrato de compra do equipamento por 1,3 bilhão de reais, metade do valor gasto efetivamente. O satélite, de 18 anos de vida útil, foi fabricado pela francesa Thales Alenia Space, com o compromisso de transferência de tecnologia ao Brasil por meio da Embraer, com quem a Telebras selou uma joint venture na empreitada, a Visiona.

Será que a Oi quer um equipamento próprio agora? A companhia já aluga satélite de terceiros e quer primeiro conhecer o edital definitivo de privatização, antes de decidir se entra no páreo. Há quem diga que sua frágil condição financeira desencoraja participação no leilão. A companhia está desde junho de 2016 em recuperação judicial, aquela situação em que um juiz supervisiona os passos de uma empresa e examina com cuidado ações imputadas contra ela, a fim reduzir danos a todos. O caso comandado pelo juiz Fernando Viana, da 7a Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, ficou bem divertido.

Viana nomeou dois administradores para ajudá-lo, a banca de advocacia do presidente da comissão de mediação da OAB, Arnoldo Wald, e a auditoria PricewaterhouseCoopers. Para mediar negociações com a Anatel de multas devidas pela Oi à agência, Wald indicou o advogado Marcus Vinicius Furtado Coelho, defensor do presidente Michel Temer na Justiça Eleitoral, mas ele não aceitou.

A Price tentou cobrar 214 milhões de reais pelo trabalho, mas Viana fixou a remuneração em um terço disso, 77 milhões. Ao preparar um inventário dos credores da Oi, a Price incluiu 2 bilhões de reais a mais do que a endividada empresa achava certo, o juiz concordou com a telefônica e afastou a auditoria do caso, pois “a relação de confiança se rompeu”, segundo escreveu em um despacho.

O juiz também foi duro com o empresário Nelson Tanure, um especialista em rolos que hoje é sócio da Oi por meio da Société Mondiale. Em agosto passado, a Société convocou uma assembleia geral de acionistas para o mês seguinte, para destituir na marra certos conselheiros que lhe desagradavam. Seis dias antes, o juiz mandou cancelar a assembleia e os acionistas sentarem para conversar.

A TIM quis reter na fonte dinheiro devido à Oi, porque esta desonrara um acordo existente entre elas, e Viana não deixou. Os Correios, dirigidos por um apadrinhado do ministro Kassab, o deputado Guilherme Campos, também quisera desfazer um acordo com a Oi, e esbarraram no juiz.

Diante disso tudo, não surpreende ter surgido no fim de abril uma notícia delicada para Fernando Viana, a de que ele é investigado juntamente com o irmão por envolvimento em fraude tributária. Uma notícia, escreveu o juiz numa carta em resposta ao jornal O Globo, “certamente para me intimidar”. “Como se sabe, trata-se de um processo que envolve interesses bilionários dos mais variados tipos de pessoas físicas e jurídicas.”

Para dar uma forcinha à Oi e não ter de fazer o que devia, ou seja, uma intervenção na empresa, o governo prepara um pacote de salvação com soluções para as dívidas fiscais da companhia. As ideias deixaram arrepiados até governistas. Parcelamento das dívidas em dez anos (o limite atual é de sete) é uma delas. Trocas de bilionárias multas da Anatel por promessas de investimento é outra.

Esse tipo de permuta, aliás, faz parte de uma lei que o governo tentou votar a toque de caixa no fim de 2016, beneficiar todas as teles, e uma liminar do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, embargou. Em vez de multas, a Anatel abriria mão de 100 bilhões de reais em bens reversíveis, aqueles que deveriam voltar ao controle do poder público após os contratos de privatização dos anos 1990 e sem os quais a telefonia ficará muda no Brasil.

“A Anatel não tem um histórico bom de cobrança de metas e investimentos”, costuma dizer o procurador Paulo José Rocha Junior, do MPF em Brasil.

Privatização do satélite, troca de multas da Anatel por investimentos, presente de 100 bilhões de reais... Os donos e executivos das teles provavelmente fazem parte daquele seleto grupo de 4% de brasileiros que aprovam o governo Temer.

Fonte: André Barrocal para revista Carta Capital via CECOMSAER 15 MAI 2017



#45 jambock

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Posted 17 de May de 2017 - 11:54

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A 36 mil quilômetros de altitude, Satélite Geoestacionário começa a ser testado

Equipamento chegou à órbita geoestacionária no sábado (13) e gateways de Brasília e do Rio de Janeiro passaram a receber dados. Processo de verificação do funcionamento dos subsistemas do SGDC deve levar cerca de 45 dias.

Começou, no último sábado (13), a calibragem dos sistemas do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas para a verificação do funcionamento das funções do equipamento. Os procedimentos são feitos a partir da órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de altitude em relação à superfície terrestre, na posição 75º oeste.

"Nessa fase, começam as verificações do funcionamento de todos os sistemas, medidas de carga útil e a constatação de que o satélite está totalmente apto para entrar em operação comercial. Estes testes vão durar cerca de 45 dias", explica o gerente de Engenharia e Operações Satelitais da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto.

Os dados emitidos e recebidos pelo SGDC passaram a ser acompanhados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília (DF), e pela Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (14). Essas duas unidades serão responsáveis por controlar o satélite após o processo de calibragem, previsto para se encerrar em meados de junho. Os testes são conduzidos pela Thales Alenia Space, empresa francesa construtora do equipamento.

"Brasília e Rio fazem parte do contexto da operação do satélite, recebem e emitem informações, mas os testes estão sendo conduzidos pela empresa que construiu o SGDC. Eles fazem toda essa checagem, e nós acompanhamos os dados por meio dos nossos gateways principais", destaca Sebastião Neto.

Segundo o diretor Técnico-Operacional da Telebras, Jarbas Valente, até o momento, todas as manobras foram realizadas com sucesso. "Isso nos dá a garantia de que obtivemos êxito nesse projeto. O próximo passo é concluir a infraestrutura terrestre necessária à prestação do serviço com qualidade."

O satélite
O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos. Foi adquirido pela Telebras e possui uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas –, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas.

Fonte: MCTIC via CECOMSAER 17 MAI 2017



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Posted 24 de June de 2017 - 00:52

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Pontos de integração

Os R$ 250 milhões não incluem, contudo, os gastos que a União terá que fazer para acessar os dados coletados pelo satélite da Telebras. Será necessária a construção de mais de mil pontos de transmissão para integrar as regiões remotas do país.

Telebras quer dinheiro

Diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente diz que o governo precisa liberar, até o fim do ano, cerca de R$ 250 milhões para que a empresa possa concluir parte da infraestrutura necessária ao uso de seu satélite recém-lançado.

Fonte: Vicente Nunes para coluna Correio Economico - Correio Braziliense via CECOMSAER 23 JUN 2017 



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Posted 03 de July de 2017 - 10:46

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Satélite opera parcialmente

Lançado em 4 de maio, o primeiro satélite brasileiro está no espaço, em testes, há dois meses, depois de investimentos de R$ 2,8 bilhões. Apesar de a consulta pública para definir os critérios de comercialização da banda Ka, de internet rápida, do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) ter sido aberta em 23 de fevereiro, o edital, anunciado quinta-feira passada, será publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU). Além da banda Ka, o SGDC oferece a banda X, de uso exclusivo militar.

Enquanto esteve em construção, o edital recebeu 250 contribuições, explica o presidente da Telebras, Antonio Loss. Segundo ele, o satélite e os equipamentos de controle custaram R$ 1,1 bilhão, mas o orçamento total do projeto, de R$ 2,8 bilhões, considerou o seguro do lançamento, as estações de controle e de acesso e as obras de infraestrutura, que atenderão os futuros satélites brasileiros no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

“O satélite foi lançado em maio e passa pela fase de testes em órbita e conectividade à rede da Telebras, como qualquer outro projeto satelital. Os 30% destinados ao uso militar, relativos a banda X, já estão sendo entregues. A parte da banda Ka, de internet, conseguiremos entregar 50% até setembro. Em 2018, todo o território nacional terá cobertura”, garante.

Conforme o Ministério da Defesa, os prazos estão dentro do esperado, “incluindo a passagem do gerenciamento e utilização dos transponders (equipamentos de recepção e retransmissão dos sinais de comunicações do satélite) para os operadores da Defesa”. A pasta explica que, com o SGDC, o Brasil passa a integrar o seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite, não tendo mais a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que gera economia aos cofres públicos.

Após a fase de testes, o satélite oferecerá imediatamente toda a capacidade da banda X. Isso porque a rede militar já se encontra em uso há vários anos, utilizando banda de outros satélites. A frequência civil só estará disponível após a conclusão de cada estação de acesso.

O presidente da Telebras destaca que há R$ 450 milhões em investimentos nas cinco estações terrestres que farão o tráfego de dados — Brasília, Rio, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). “Todos os contratos administrativos, na ordem de 18 contratos, licitados e assinados na nova gestão, já estão em execução, e os processos licitatórios restantes, de apoio aos serviços a serem prestados, na ordem de 14 processos, estão em fase final de execução. As estações de acesso do satélite estão previstas para estar disponibilizadas a partir de agosto”, assegura.

O plano de negócios do SGDC prevê que após a disponibilização dos investimentos iniciais, a Telebras possa contribuir com orçamento próprio. Isso porque vai rentabilizar o satélite, comercializando a banda Ka, com a “cessão da capacidade satelital às empresas interessadas”.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite fica a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobre todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico e tem capacidade de operação por até 18 anos. Enquanto o SGDC não opera, o Brasil utiliza satélites de empresas privadas, como StarOne, Intelsat, Eutelsat, Telesat.

Para o presidente da consultoria Interb, Cláudio Frischtak, o satélite é vital para cumprir o Plano Nacional de Banda Larga, cujo conceito é bom, mas difícil de sair do papel. Isso só pode chegar por dois caminhos: fibra ótica, que continua sendo mais barata, ou via satélite. “Tipicamente mais cara, a tecnologia funciona em áreas remotas. Nesse contexto, o governo estabeleceu metas de ampliação da banda larga, contando com o SGDC. E reviveu a Telebras com essa meta.” (SK)

Preço indefinido
O preço com que este serviço vai chegar na ponta, no entanto, ainda não é certo. O presidente da Telebras diz que a tecnologia do SGDC é de baixo custo na comparação com os demais satélites, porque a banda Ka permite antenas pequenas. Mas ainda assim a internet via satélite não terá como competir com a fornecida em rede. “Vai ficar entre os dois extremos. O grande diferencial, na verdade, é cobrir 100% do território nacional, o que trará muitos benefícios para diversas áreas”, assinala.

Fonte: JORNAL CORREIO BRAZILIENSE via CECOMSAER 3 JUL 2017



#48 jambock

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Posted 19 de August de 2017 - 12:29

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Oposição protesta contra privatização de satélite de comunicações

Partidos de oposição protestaram contra a privatização do satélite controlado pelo Estado brasileiro que entrou em órbita em maio. O satélite geoestacionário é usado para comunicações e informações militares. Dos 50 satélites que monitoram o Brasil, é o único controlado pelo governo brasileiro por meio da Telebrás. Ele começou a ser construído em 2013 e consumiu mais de R$ 2 bilhões. Alegando a falta de recursos financeiros para manter as operações do satélite, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou leilão para venda de 57% dos direitos sobre o satélite para operadoras privadas O senador Jorge Viana (PT-AC) falou sobre o assunto em Plenário e acusou o governo de estar vendendo patrimônio nacional abaixo do custo.

Fonte: Agência Senado via CECOMSAER 19 AGO 2017



#49 jambock

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Posted 22 de August de 2017 - 23:52

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Comissão de Relações Exteriores debaterá possível privatização de satélite brasileiro
Jorge Viana apresentou requerimento de informações ao governo sobre o tema

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quinta-feira (17) a realização de uma audiência pública para debater a possível privatização do satélite geoestacionário brasileiro, lançado recentemente, destinado a garantir comunicações militares e a estender por todo o país serviços de internet em banda larga.

Foram convidados o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato; o ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab; e o diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros.

O presidente da CRE, Fernando Collor (PTC-AL), chamou de “surpreendentes para todos nós” as informações, divulgadas pelo vice-presidente do colegiado, senador Jorge Viana (PT-AC), relativas ao processo de privatização do satélite geoestacionário.

— É algo preocupante, um satélite recém-lançado que nem entrou em funcionamento, e de repente já estão tratando da privatização dele? — questionou Collor, que solicitou ainda ao governo que não tome nenhum encaminhamento relacionado a este processo enquanto a CRE não debater a proposta.

Segundo Viana, a Telebras marcou para o dia 27 de setembro o leilão, quando deverão ser entregues os envelopes das empresas interessadas no negócio. O senador ainda conseguiu aprovar um pedido de informações aos ministros Raul Jungmann (Defesa) e Gilberto Kassab questionando o processo.

Interesse nacional

Viana questiona o Ministério da Defesa sobre a existência de estudos relacionados à privatização do satélite, no que se refere às comunicações sensíveis da área militar. Ele também quer saber se o próprio processo em si já não seria “intrinsecamente lesivo” ao setor de Defesa, “já gravemente lesado por cortes orçamentários”, e se é conveniente ao país abrir mão de um ativo estratégico como este.

Já para o Ministério da Ciência e Tecnologia, Viana questiona as justificativas para a privatização, se ela afetará os programas de Defesa Nacional ou políticas públicas como a expansão da banda larga, e se o próprio processo em si também não seria lesivo ao setor, “também gravemente lesado pelos cortes de orçamento”.

— Não temos nenhuma informação sobre o porquê deste processo, se vai comprometer o país. Nem a assessoria militar que atua no Congresso tem essas informações que eu estou solicitando — disse Viana, para quem um processo como este precisa necessariamente ser “transparente”.

Fonte: Senado Notícias via Ghost site Plano Brasil 22 AGO 2017



#50 PHAJET

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Posted 26 de August de 2017 - 20:06

bem, se um país como o Brasil não quer ser soberano, então pra que ter moeda própria? dolariza logo a economia e solicita pra ser um protetorado dos Estados Unidos, é mais simples, pronto, acaba logo com isso. Nós, o povo brasileiro, merecemos ter nossas reservas minerais e florestais saqueadas e servirmos de mão de obra barata para empresas norte-americanas, afinal, até a maioria dos grandes empresários não conseguem enxergar um palmo à frente.


Edited by PHAJET, 26 de August de 2017 - 20:08 .


#51 Bonotto

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Posted 26 de August de 2017 - 23:58

bem, se um país como o Brasil não quer ser soberano, então pra que ter moeda própria? dolariza logo a economia e solicita pra ser um protetorado dos Estados Unidos, é mais simples, pronto, acaba logo com isso. Nós, o povo brasileiro, merecemos ter nossas reservas minerais e florestais saqueadas e servirmos de mão de obra barata para empresas norte-americanas, afinal, até a maioria dos grandes empresários não conseguem enxergar um palmo à frente.

Quando acho que já vi tudo, sempre vem um e me surpreende.

Como sempre, seus comentários não acrescentam nada, é só critica; mas de valioso sai nada.



#52 PHAJET

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Posted 27 de August de 2017 - 18:17

Quando acho que já vi tudo, sempre vem um e me surpreende.

Como sempre, seus comentários não acrescentam nada, é só critica; mas de valioso sai nada.

 

Olha só, quem está apenas criticando é você. Eu coloquei minha opinião, agora se você não gostou, apresente a sua opinião.

Vamos lá, apresente argumentos favoráveis à privatização de um satélite estratégico para o país. Ainda mais por uma quadrilha que usurpou o poder. No texto da notícia explica porque ele é estratégico ou você não entendeu? Apresente ao menos um argumento favorável à entrega, com apenas uma canetada, de reservas minerais a mineradoras canadenses, sendo que o Canadá já havia espionado, recentemente, o Ministério de Minas e Energia. Espionagem esta muito facilitada pelo fato da infra estrutura de comunicações de órgãos públicos e Forças Armadas estar nas mãos de empresas de telecomunicações estrangeiras.

 

Aguardo seus argumentos.


Edited by PHAJET, 27 de August de 2017 - 18:18 .


#53 Landing

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Posted 28 de August de 2017 - 01:27

bem, se um país como o Brasil não quer ser soberano, então pra que ter moeda própria? dolariza logo a economia e solicita pra ser um protetorado dos Estados Unidos, é mais simples, pronto, acaba logo com isso. Nós, o povo brasileiro, merecemos ter nossas reservas minerais e florestais saqueadas e servirmos de mão de obra barata para empresas norte-americanas, afinal, até a maioria dos grandes empresários não conseguem enxergar um palmo à frente.

Chegou o Politicamente correto! Que é claro, melhor que todos nós! Inclusive em economia! Com essa sugestão fantástica, que mostra bem o desastre que vivemos hj em dia!


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#54 Bonotto

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Posted 28 de August de 2017 - 15:24

...Aguardo seus argumentos.

 

Teus argumentos são sempre o mesmo, o demônio americano. 

 

Nem vou perder tempo com você.


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#55 jambock

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Posted 15 de September de 2017 - 16:07

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Telebras muda prazo de propostas de compra de capacidade em satélite

SÃO PAULO - A Telebras informou nesta quinta-feira (14) que o recebimento dos envelopes das empresas interessadas em adquirir capacidade em banda ka no Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), agendado para o próximo dia 27, foi postergado para 17 de outubro.

Segundo comunicado da Telebras enviado ao mercado, o adiamento da sessão de entrega dos envelopes “se dá em decorrência de novas solicitações apresentadas por empresas interessadas durante a fase de esclarecimento” realizada no início do ano.

O SGDC é um artefato dedicado às comunicações do governo brasileiro e integralmente controlado pelo Brasil. O projeto, que envolve investimentos de R$ 2,1 bilhões, é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Fonte: jornal VALOR ECONÔMICO via CECOMSAER 15 SET 2017



#56 jambock

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Posted 20 de September de 2017 - 13:21

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Leilão de satélite geoestacionário brasileiro será tema de audiência

A oferta à iniciativa privada de capacidade de transmissão em banda Ka do recém-lançado satélite geoestacionário brasileiro será tema de audiência pública interativa conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e da Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), nesta quinta-feira (21).

O governo federal vai promover em outubro o leilão de parte do uso do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. O leilão estava previsto para acontecer no dia 27 de setembro, mas foi adiado para 17 de outubro para atender solicitações das empresas interessadas no negócio.

A iniciativa da audiência pública é do senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente da CRE. Ele criticou o que chamou de “mais uma tentativa de venda do patrimônio brasileiro”.

— A questão do satélite é gravíssima. Quando privatizaram a Embratel, todos os satélites brasileiros foram para as mãos dos mexicanos e aí o Brasil demorou mais de 20 anos para pôr em órbita mais um satélite, o único nacional, que vai cumprir um papel fundamental de segurança nacional, com as Forças Armadas, e uma outra parte dele para serviços públicos, como de educação, saúde, segurança. E, antes mesmo de usá-lo plenamente, o governo já quer vendê-lo — lamentou o senador, em entrevista à Rádio Senado.

Para debater o assunto foram convidados o comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro-do-ar Nivaldo Luiz Rossato; o presidente interino da Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás), Jarbas José Valente, e o diretor do Clube de Engenharia, Marcio Patusco Lana Lobo. O Clube de Engenharia e outras entidades do setor têm se mobilizado contra o leilão, o que já rendeu uma ação na Justiça e uma representação no Tribunal de Contas da União.

O satélite

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Lançado ao espaço em maio, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o satélite é fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Ministério da Defesa. O equipamento recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos.

Segundo anunciou o governo na época, o satélite tem como objetivo dar autonomia às Forças Armadas, reforçando a soberania nacional e fornecendo um canal de comunicação autônomo e totalmente operado no Brasil. O equipamento também será utilizado para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas.

A audiência está marcada para 9h, no Plenário 7 da Ala Alexandre Costa.

Fonte: Agência Senado via CECOMSAER 20 SET 2017



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Posted 22 de September de 2017 - 15:10

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Especialistas dizem que aluguel de parte de satélite brasileiro não ameaça soberania nacional
Sergio Vieira
Uma parte do satélite brasileiro que começou a operar em maio será apenas alugada por cinco anos e não privatizada. A explicação foi dada no Senado em audiência pública nas comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) por representantes da Aeronáutica e da Telebrás, que também excluíram os riscos à soberania nacional.

O senador Jorge Viana (PT–AC), autor do requerimento da audiência, quis saber se essa medida poderia prejudicar políticas públicas em escolas e hospitais, como o acesso à banda larga.
Rossato diz que aluguel do satélite brasileiro não compromete a soberania
O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Nivaldo Rossato, afirmou, em audiência pública no Senado, que o aluguel do satélite geoestacionário brasileiro (SGDC), operado pela Telebrás e pelas Forças Armadas, não compromete a soberania quanto ao controle das comunicações estratégicas do setor de defesa.
— O controle dos canais de comunicação permanece conosco, inclusive com prerrogativas de veto — afirmou Rossato.
O comandante da Aeronáutica participou de audiência conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta quinta-feira (21) sobre o aluguel por meio de leilão de 57% da capacidade do SGDC, prevista para o dia 17 de outubro, segundo cronograma do governo federal. Pelo edital, as empresas vencedoras do leilão arrematarão dois blocos da banda KA por cinco anos, podendo renová-los por mais cinco anos.
Preocupação
Este aluguel do SGDC preocupa senadores como Jorge Viana (PT-AC), Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), Hélio José (PMDB-DF) e Lasier Martins (PSD-RS), que questionaram Rossato sobre o controle das comunicações estratégicas do setor de defesa, uma das missões do primeiro satélite geoestacionário lançado pelo Brasil.
Rossato afirmou que modelo de gestão aplicado ao satélite geoestacionário indica um início de caminho para que o Brasil efetive sua soberania em setores estratégicos.
— Mas reitero que isto é apenas um começo, nós temos que ampliar a nossa capacidade. Não podemos dormir e acharmos que o SGDC seja suficiente. E outros satélites sairão mais baratos, porque toda uma infraestrutura já foi disponibilizada — explicou aos senadores.
O comandante da Aeronáutica lembrou que o projeto do SGDC nasceu em 2003 na Força Aérea, tornando-se viável nos últimos anos a partir da previsão de 70% de seu uso por parte da sociedade civil. Também foi tratado, durante a audiência, o planejamento estratégico em torno do SGDC, como parte do lançamento de cinco satélites, buscando suprir as necessidades nacionais no que se refere a comunicações estratégicas e a universalização da banda larga.
Como parte da consolidação deste processo, Rossato lamenta que o Brasil não valorize investimentos no setor espacial. Ele lembrou que o país, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados, ainda não possui satélite de órbita baixa, meteorológico ou uma constelação própria.
— A Argentina investe U$ 1,2 bilhão por ano na área espacial, enquanto nós investimos U$ 100 milhões. Ao final o SGDC atende a uma das necessidades que nós temos.Felizmente nosso centro de controle está preparado para o futuro, para quando o Brasil acordar e colocar seus satélites de órbita baixa, meteorológicos, de comunicações táticas e óticos — finalizou o comandante da Força Aérea.
Senadores divergem quanto aos efeitos de leilão do satélite brasileiro
A cessão de 57% da capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), por meio de leilão previsto para o dia 17 de outubro, foi tema de audiência conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Ciência e Tecnologia (CCT) nesta quinta-feira (21).
Lançado no dia 4 de maio, o SGDC tem como um de seus objetivos levar a internet em banda larga para diversas áreas do território brasileiro ainda carentes desta infraestrutura, como a Amazônia e o interior do Nordeste.
Mas o modelo do leilão, em que a Telebras ficará com 21% da capacidade do SGDC, deve inviabilizar a universalização e provocar um aumento das tarifas, na visão do diretor do Clube de Engenharia, Marcio Patusco.
— Não será possível realizar políticas públicas consistentes com uma capacidade de banda de 21%. Na verdade, nem que fosse utilizado 100% do SGDC seria possível cobrir nossas carências no ensino público e no atendimento dos hospitais, por exemplo — frisou o engenheiro, para quem o Brasil necessita de uma constelação de satélites para cobrir o atraso nesta área e levar a internet também para todos os lares brasileiros.
Telebras defende leilão
O presidente interino da Telebras, Jarbas Valente, retrucou o quadro pintado por Patusco, e defende que o aluguel do satélite não comprometerá a inclusão digital.
— É importante ressaltar que o processo de universalização não se restringe ao SGDC, e para que venham outros satélites é preciso que este seja viável economicamente — afirmou.
O representante da Telebras garantiu que a companhia possui um plano minucioso de levar a internet em banda larga para 40 mil povoados ainda sem acesso.
Este plano deve ser posto em prática em parceria com provedores privados, a preços acessíveis e políticas específicas direcionadas para escolas e hospitais. Valente ainda agendou uma reunião de trabalho com o senador Jorge Viana (PT-AC) e com Patusco para apresentar-lhes o plano da empresa.
A visão dos senadores
Jorge Viana afirmou estranhar a maneira "açodada e sem transparência" com que a seu ver o processo de privatização de parte do SGDC vem sendo conduzido pelo governo.
Para ele, o Brasil ainda passa uma "mensagem estranha" a partir deste leilão, pois abre mão de grande parte do controle de seu único satélite geoestacionário sem atingir compromissos previamente definidos, principalmente no que se refere às áreas sociais.O senador defende que estes objetivos não podem ser abandonados, pois foram investidos R$ 2,7 bilhões de recursos públicos neste projeto.
Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) também duvida que a cessão para a iniciativa privada irá facilitar e baratear o acesso à internet banda larga, reforçando que o processo de privatização das telecomunicações, realizado em 1998, contribuiu para a exclusão de dezenas de milhões de brasileiros do progresso no setor.
— A elite brasileira elogia demais este processo, mas acho que a realidade da maioria dos brasileiros é um pouco diferente. Somos um dos mais atrasados do mundo no que se refere à universalização. Levantamentos indicam que estamos em 73° lugar no mundo no que se refere a acesso à telefonia fixa, móvel e banda larga. Somos o 79° no que tange à velocidade da internet, e metade dos domicílios ainda não possui acesso — apontou a senadora, pondo como uma das causas para esta exclusão os altos preços cobrados pelas operadoras.
A política foi vista com cautelas pelo senador Hélio José (PMDB-DF), que também critica o modelo de privatização adotado para o sistema Eletrobras.
Já Cristovam Buarque (PPS-DF) acredita que o foco da discussão deve estar no desenho regulatório, procurando conciliar a universalização com o uso máximo da potencialidade do satélite.
O modelo de cessão adotado para o leilão foi defendido por Ana Amélia (PP-RS), para quem o aluguel deve levar a novos investimentos, mais dinamismo para este setor e,conseqüentemente, possibilitar menores custos e mais acesso ao consumidor final.
— Antes da privatização da telefonia em 1998, lá em Porto Alegre levava 5 anos pra um cidadão conseguir acesso a uma linha. Acredito sim que o modelo mais liberal adotado agora, com a participação da Telebras, fará com que o processo de inclusão digital continue — finalizou.
Jorge Viana: aluguel de satélite impedirá universalizar banda larga
O senador Jorge Viana (PT-AC) criticou nesta quinta-feira (21) a proposta do governo de alugar parte do satélite geostacionário brasileiro (SGDC).
Lançado em maio deste ano, o SGDC é o primeiro satélite 100% nacional. O governo marcou para 17 de outubro o leilão de 57% da capacidade do satélite por cinco anos, renováveis por mais cinco.
Um dos objetivos da Telebrás, com o lançamento do satélite, é massificar o acesso à banda larga, cobrindo 100% do território brasileiro. Segundo Viana, que é responsável no Senado pela análise do Programa Nacional de Banda Larga, o aluguel de parte do espaço do SGDC impedirá o cumprimento desse objetivo.
— Botando parte desse satélite na mão da iniciativa privada, não tem como esse programa ser cumprido. Mais de 2.000 municípios não têm internet de qualidade. As escolas distantes não vão ter a conexão com o mundo. Vão ser mantidas no atraso por conta de medidas como essa. O governo está alugando porque está precisando de dinheiro — disse o senador acriano.
Viana disse esperar que o Ministério Público Federal suspenda a decisão do governo. Segundo ele, não se trata de uma questão ideológica, de debate entre os que defendem um maior papel do Estado e os favoráveis às privatizações:
— Eu não caio nessas armadilhas. Não tenho nenhum problema com concessão, com privatização de setores onde o governo é incompetente. Estou falando de algo estratégico.
O tema havia sido debatido horas antes em audiência conjunta das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Ciência e Tecnologia (CCT).
Para Ana Amélia, oposição espalha mentira sobre satélite geoestacionário
A senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu nesta quinta-feira (21) a intenção do governo de leiloar parte da capacidade do satélite geostacionário lançado pelo Brasil com tecnologia 100% nacional.
Em discurso no Plenário, ela afirmou que alguns críticos da iniciativa estão repetindo uma mentira, dizendo que o equipamento será vendido a estrangeiros. Ela ressaltou que não se trata de venda ou privatização, mas de uma espécie de aluguel por cinco anos.
— Então não há razão para essa chorumela, essa lenga-lenga da oposição. O Estado brasileiro quebrou. O país quebrou. Não há dinheiro, não há capital, não há poupança para isso. E por quê? Porque houve uma gestão perdulária. Gastaram demais e mal. E aí estamos pagando esse preço — avaliou.
A senadora também reclamou daqueles que até hoje criticam a privatização do sistema de telefonia ocorrida nos anos 1990, ignorando os ganhos para a população, que já precisou de esperar por vários anos para adquirir, a um custo altíssimo, uma simples linha de telefone fixa.
— Eu não estou aqui para dizer que eu estou satisfeita com o serviço da telefonia. Como milhares de brasileiros, acho que tem muitos defeitos: cobram caro, e a prestação de serviço não é lá essas coisas. Por isso, as agências reguladoras têm papel importante. E aí o Estado é que tem que agir e interagir para que não haja prejuízo ao consumidor. O mau serviço de uma ou outra não pode anular a política geral de um país que precisa se inserir cada vez mais — afirmou.
Fonte: Agência Força Aérea via Defesanet 22 SET 2017



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Posted 24 de October de 2017 - 22:47

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Parte do projeto do SGDC, antena de Florianópolis (SC) começa a ser instalada
Começou nesta semana a montagem da antena da Estação de Acesso, também chamada gateway, de Florianópolis (SC), que faz parte da rede de estações terrestres que fazem o tráfego de dados do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, de 13 metros de diâmetro, veio da China.
“É realmente impressionante a tecnologia envolvida na fabricação e montagem dessa antena. Ao todo, são 65 toneladas de equipamentos”, explica o engenheiro Lúcio Carvalho, da Telebras.
A antena na capital catarinense se junta às que já estão instaladas em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). Nas próximas semanas, outras duas antenas de grande porte em Banda Ka vão começar a ser montadas, em Salvador (BA) e Campo Grande (MS).
O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar e será integralmente controlado pelo Brasil. Ele é fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. Adquirido pela Telebras, o artefato tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas –, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas.
Além de assegurar a independência e a soberania das comunicações de defesa, o acordo de construção do satélite envolveu largo processo de absorção e transferência de tecnologia, com o envio de 50 profissionais brasileiros para as instalações da Thales Alenia Space, em Cannes e Toulouse, na França. São especialistas oriundos de órgãos como a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além do Ministério da Defesa e das empresas Visiona e Telebras.
Esses profissionais, engenheiros e técnicos, puderam aprender a operar e controlar o equipamento em solo. Este trabalho será feito por militares a partir do VI Comar e da Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro (RJ).
Fonte: Agencia Espacial Brasileira via CECOMSAER 24 OUT 2017



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Posted 28 de October de 2017 - 13:37

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Estágio atual do SGDC

Durante o 3T17, o sistema (carga útil, plataforma e sistemas de solo) do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi testado e aprovado com sucesso.

O controle do satélite foi transferido para a Telebras e a operação assistida foi iniciada. Além disso, foi assinado o contrato de Assessoria Técnica Especializada para planejamento de voo do satélite.

A Visiona Tecnologia Espacial é a responsável pela integração do Programa SGDC o qual proverá cobertura de serviços de internet a todo o território nacional, além de fornecer um meio seguro e soberano para as comunicações estratégicas do governo brasileiro.

Fonte: Roberto Caiafa site Tecnologia e Defesa 18 OUT 2017



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Posted 10 de November de 2017 - 11:06

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Satélite: Telebras estuda alternativas e pode até descartar parceiro privado
A exploração do SGDC não está definida. Pode ser lançado outro leilão, com outras condições; a Telebras pode contratar diretamente os equipamentos e explorar a sua faixa; ou ainda pode ficar com toda a capacidade do satélite.

O presidente da Telebras, Maximiliano Martinhão, disse hoje, 9, que a empresa estuda diversas opções para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em órbita desde maio, depois da fracassada tentativa de leilão de capacidade no último dia 31. Segundo ele, uma hipótese é relançar o edital “com outras condições”. Mas também há a possibilidade de a Telebras contratar diretamente os equipamentos necessários para prestar o serviço; ou, ainda, assumir todo o projeto de expansão da banda larga sem um parceiro privado.

Pelas regras do leilão que terminou deserto, o vencedor do lote A estaria obrigado a fornecer os equipamentos para a Telebras prestar o serviço usando a capacidade a ela reservada. Com essa regra, a Telebras ficou amarrada ao parceiro privado. Como nenhuma empresa se interessou pelo leilão, hoje ela não tem como explorar nem a banda a ela reservada (caso de mantenha a decisão de vender capacidade para terceiros), porque não licitou nem equipamentos nem serviços. Daí a hipótese, levantada por Martinhão, de ela vir a contratar diretamente os serviços necessários para que possa explorar o satélite.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a falta de interessados no leilão do satélite é compreensível: “Foi a primeira etapa do processo”. Martinhão atribuiu o fato a “diversas circunstâncias econômicas”. Os dois participaram hoje, em Brasília, da comemoração dos 45 anos da Telebras.

“O Projeto Satélite está andando, a gente não parou o projeto satélite. A parte da banda X está operando, a defesa da fronteira brasileira, atividades de operações das Forças Armadas, o projeto de acesso a internet continua andando”, disse o presidente da Telebras.

Embora tenha ressaltado que a Telebras existe para servir infraestrutura de redes para operadores, e não para atender o usuário final, Martinhão disse que ela “pode atender o usuário final em áreas onde a prestação de serviço de internet seja ineficaz”. Caberá MCTIC definir os locais com deficiência de cobertura para atuação da Telebras.

Fonte: Gilson Euzébio, de Brasília para PORTAL TELESÍNTESE (SP) via CECOMSAER 10 nov 2017