Fonte: O GLOBO, ed.online
Publicada em 21/10/2011 às 23h52mSelma Schmidt (selma@oglobo.com.br)
Passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim sofrem com escadas rolantes e elevadores enguiçados e banheiros malcuidados

RIO - Em setembro de 2008, o governador Sérgio Cabral classificou o Aeroporto Internacional Tom Jobim como "pior do que uma rodoviária de quinta categoria". Três anos depois e fora do primeiro leilão de concessão do funcionamento de aeroportos - restrito a Guarulhos, Viracopos e Brasília -, marcado para 22 de dezembro pelo governo federal, o Tom Jobim continua desafinando com sérios problemas de infraestrutura. Só na área não restrita do Terminal 2, o turista encontrou na sexta-feira três dos quatro elevadores enguiçados. Num sanitário masculino do Terminal 1, um saco plástico envolvia uma torneira com defeito. A escada rolante de acesso da garagem ao desembarque do Terminal 1 também não funcionava. Do lado de fora, junto à entrada 16C, uma placa que tombara do teto e não fora retirada do chão era mais um sinal de descuido com a manutenção. Banheiros malconservados, lojas fechadas, poucas opções de alimentação nas áreas restritas e o assédio de taxistas bandalhas se somavam aos transtornos a serem enfrentados na principal porta de entrada da cidade.
- Não adianta esperar por Copa e Olimpíadas. O Tom Jobim precisa de melhorias já para atender ao aumento da demanda - disse o secretário estadual de Turismo, Ronald Ázaro, que manifestou sua preocupação com o aeroporto esta semana, durante reunião no Ministério do Turismo.
Infraero: Tom Jobim pronto em 2013
A situação dos elevadores é mais grave no Terminal 2. Os quatro panorâmicos da área não restrita pararam na quarta-feira. Na garagem do mesmo terminal, que tem dois andares, o único elevador estava sem funcionar há uma semana, segundo um segurança:
Funcionário de uma empresa de turismo, que trabalha no aeroporto desde 1990, Mauro Silva contou ter recebido relatos de que os elevadores da área de embarque (restrita a passageiros) do Terminal 2 também estavam parados, dificultando a circulação de pessoas em cadeiras de rodas.
- As esteiras rolantes para pedestres que interligam os dois terminais vivem em manutenção. Há queixas ainda da demora de as malas chegarem às esteiras de bagagens. No Terminal 1, ou faltam bebedouros ou eles têm pouca água - disse Mauro.
Ainda no Terminal 1, sete dos 16 elevadores da área não restrita estavam parados ontem. Num sanitários feminino, oito dos 16 banheiros estavam fechados.

Segundo a jornalista Sandra Silveira, nada mudou no Terminal 2 entre duas viagens que fez para a Europa, em janeiro de 2010 e deste ano:
- A única loja que vendia revistas, livros e afins no local fechou, restando um quiosque. Também só tinha uma lanchonete, que estava lotada.
O superintendente regional da Infraero (administradora do Tom Jobim), Abibe Ferreira Júnior, garantiu que o aeroporto estará totalmente reformado em 2013, antes da Copa das Confederações, aumentando a sua capacidade de 25 milhões para 44 milhões de passageiros/ano. Ele disse que estão sendo investidos R$ 650 milhões.
Segundo Abibe, inicialmente foram priorizadas obras como as de recuperação de forro e piso. No início de 2012, terão destaque intervenções hidráulicas e elétricas. Ele assegurou que todos os banheiros serão refeitos, e que o Terminal 2 (inacabado) será concluído. Acrescentou que, em novembro, começará o alargamento da pista principal, de 45 para 60 metros:
- Compramos também um equipamento, o ILS (Instrumental Landing System) categoria 3, que permitirá pousos mesmo em dias completamente nublados - afirmou.
Editado por Carlos Augusto, 22 de outubro de 2011 - 06:29 .














