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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Embraer vai remotorizar jatos e evita briga com Boeing e Airbus

Embraer E-Jets

Já existem 70 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 Renan - SAO

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Postado 11 de novembro de 2011 - 21:27

Empresa informou que decidiu concentrar seus esforços no segmento de aviação comercial, e não no desenvolvimento de avião maior


A Embraer informou que decidiu concentrar seus esforços no segmento de aviação comercial, por ora, na remotorização de seus jatos de 70 a 122 passageiros --e não no desenvolvimento de um avião de maior porte.
Assim, a fabricante brasileira evita um confronto direto com as gigantes Boeing e Airbus, com faturamento 10 vezes maior e que dominam o mercado de aeronaves de grande porte.
De acordo com a assessoria de imprensa da fabricante brasileira, o desenvolvimento de uma segunda geração da família de aeronaves E-Jets demanda aportes estimados em US$ 2 bilhões --menos que os US$ 3 bilhões para um avião totalmente novo. Não está claro quais serão as fontes de recursos que a companhia usará para os investimentos.

A Embraer já sinalizava que não iria apostar em um jato maior. Em 4 de novembro, o presidente-executivo da empresa, Frederico Curado, afirmou que via dificuldade "na equação do retorno de investimentos" em um avião maior.

A Embraer vinha postergando uma decisão sobre sua estratégia para a aviação comercial, à espera dos posicionamentos de Airbus e Boeing --que decidiram colocar novos motores em seus campeões de vendas A320 e 737, respectivamente, com promessa de economia significativa de combustível.
A canadense Bombardier, rival histórica da Embraer na aviação regional, está desenvolvendo a família CSeries, de 100 a 149 assentos, com previsão de ter as primeiras entregas no final de 2013, embora reconheça desafios para cumprir o cronograma.

No final de julho, a companhia aérea britânica Flybe --que lançou o avião Embraer 195, o maior produzido no Brasil-- informou à Reuters que tinha grande expectativa de que a fabricante brasileira decidisse equipar os jatos com um novo motor.

"A Flybe tem um grande relacionamento com a Embraer... Estamos sempre compartilhando nossas ideias com a Embraer como parte dessa parceria e olhando à frente para novas tecnologias no mercado de aviação regional para além de 2016. Temos a forte expectativa de que um novo motor faça parte disso", disse na época o vice-presidente operacional da Flybe, Andrew Strong.

Analistas que acompanham a Embraer descartavam a chance de a fabricante ir para uma disputa com Boeing e Airbus. Além do porte e da musculatura financeira das fabricantes norte-americana e europeia, ambas têm forte apoio dos governos dos Estados Unidos e da Europa, o que desequilibra as forças, segundo relatado por executivos da Embraer.

A Embraer tem conseguido manter e até elevar sua carteira de pedidos na aviação comercial, com novas encomendas em ritmo igual ou superior ao das entregas de jatos.

Em entrevista à Reuters em março, o presidente da fabricante disse ter uma visão de longevidade dos E-Jets.

"Os E-Jets são aviões que estarão no mercado durante décadas... Eu vejo nos E-Jets a história do Boeing 737, que é um produto que tem 40 anos, com três gerações", disse Curado na ocasião, ressalvando que em algum momento os aviões precisariam de uma nova versão.

A Embraer fechou encomendas firmes por mais de 1 mil unidades dos E-Jets desde o lançamento dos aviões, em agosto de 1999, tendo entregue quase 800 aeronaves desde 2004.

http://economia.ig.c...7365822588.html

#2 MSMPILOT

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Postado 11 de novembro de 2011 - 21:43

:shock: Well... Eu esperava uma postura mais agressiva da embraer, porem o "mundo da aviacao da umas revira voltas" inesperadas: quem imaginaria que os jatos regionais tipo CRJ200 e EMB 145 quase desapareceriam do cenario...

...e que os TurboHelices regressariam com tanta forca. Se a 3 anos a embraer tivesse decidido por um Turbohelice de 70 lugares, hoje soh no Brasil seriam 80 encomendas no minimo.

Talvez seja melhor mesmo segurar as pontas com os E-jets e estudar uma nova brecha no mercado... :macumba: sera o C390 o nosso vingador????

#3 Evieiramiranda

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Postado 11 de novembro de 2011 - 22:24

Olá colegas, tenho uma dúvida.

Seria possível uma remotorização e remodelação do ERJ-145, para que ele pudesse concorrer com os ATRs, utilizando, inclusive, as mesmas pistas, a custos parecidos?

#4 Leandrinho

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Postado 12 de novembro de 2011 - 03:54

Vida (muito) longa aos E-Jets! :ohyes:

#5 Sydy

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Postado 12 de novembro de 2011 - 06:57

View PostEvieiramiranda, em 11 de novembro de 2011 - 22:24 , disse:

Olá colegas, tenho uma dúvida.

Seria possível uma remotorização e remodelação do ERJ-145, para que ele pudesse concorrer com os ATRs, utilizando, inclusive, as mesmas pistas, a custos parecidos?


Primo (também sou Vieira Miranda),

Basicamente não. Os aviões tem concepção diferentes. Realmente o ideal seria sair para um projeto "clean sheet", mas, pelo que parece, a Embaer vão atacar de E-Jet mesmo.

Abraço,

Sydy

#6 Ozires

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Postado 12 de novembro de 2011 - 12:53

View PostMSMPILOT, em 11 de novembro de 2011 - 21:43 , disse:

:shock: Well... Eu esperava uma postura mais agressiva da embraer, porem o "mundo da aviacao da umas revira voltas" inesperadas: quem imaginaria que os jatos regionais tipo CRJ200 e EMB 145 quase desapareceriam do cenario...

...e que os TurboHelices regressariam com tanta forca. Se a 3 anos a embraer tivesse decidido por um Turbohelice de 70 lugares, hoje soh no Brasil seriam 80 encomendas no minimo.

Talvez seja melhor mesmo segurar as pontas com os E-jets e estudar uma nova brecha no mercado... :macumba: sera o C390 o nosso vingador????


Só que o mercado de turboélices de 70 a 90 assentos pode não ser tão grande assim... aliás não há claras indicações disso, por enquanto. Claro que é preciso lembrar que já existem dois grandes players, a ATR e a Bombardier, com ótimos produtos.

Supondo que a Embraer entrasse neste mercado, e que o produto dela fosse tão bem aceito como os demais, ela iria ter quem sabe 30% do market share... Pelo tamanho do mercado, isso pode não valer o investimento, que seria de muitas centenas de milhões de USD.

O mercado dos jatos acima de 130 assentos é enorme, mas fortemente dominado por dois enormes players, que parecem não estar nada dispostos a entregar seu filão.

Então acho que esta estratégia está corretíssima... Vamos ver como as coisas vão rolar para a Bombardier, que atualmente está numa sinuca de bico!

Sds,
Ozires

#7 jambock

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Postado 12 de novembro de 2011 - 15:55


#8 -Marcelo-

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Postado 12 de novembro de 2011 - 17:18

Uma pena. Ia ser muito legal ver um Embraer na categoria dos Wide Bodies da A e B.
Mas por outro lado, acho uma decisão acertada. Em time que se está ganhando não se mexe.
Não vale a pena dar um passo maior do que as pernas.

#9 lichmann

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Postado 12 de novembro de 2011 - 18:31

View Post-Marcelo-, em 12 de novembro de 2011 - 17:18 , disse:

Uma pena. Ia ser muito legal ver um Embraer na categoria dos Wide Bodies da A e B.
Mas por outro lado, acho uma decisão acertada. Em time que se está ganhando não se mexe.
Não vale a pena dar um passo maior do que as pernas.


Exatemente!!
Fecha que nos denominados aviões "pé de cabras" ninguém se mexeu em um novo projeto, mas sim em remotorização e melhorias.

#10 LipeGIG

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Postado 13 de novembro de 2011 - 07:53

Espero estar errado, mas acho que a Embraer esta tomando uma decisão errada.
O segmento vai ter competição maior e ao mesmo tempo representa um segmento inferior ao dos 737 e A320



#11 Ozires

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Postado 13 de novembro de 2011 - 17:49

View PostLipeGIG, em 13 de novembro de 2011 - 07:53 , disse:

Espero estar errado, mas acho que a Embraer esta tomando uma decisão errada.
O segmento vai ter competição maior e ao mesmo tempo representa um segmento inferior ao dos 737 e A320


É exatamente por este motivo é que acho que a decisão foi acertada... Os Ejet´s são líderes no seu segmento, mas estão chegando novos competidores. Então modernizar os Ejet´s para mim não é opção, mas sim algo que precisa ser feito. Antes de lutar com unhas e dentes por um novo mercado, é melhor manter o que se já tem.

O mercado acima de 150 é bem maior, mas vale lembraer que Boeing e Airbus estarão entregando quase 50 aviões-mês cada uma... possuem uma base de clientes enormes, e isso deixa pouco espaço para outros competidores.

Para mim foi uma decisão com os pés no chão.

#12 Evieiramiranda

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Postado 14 de novembro de 2011 - 00:00

View PostSydy, em 12 de novembro de 2011 - 06:57 , disse:

Primo (também sou Vieira Miranda),

Basicamente não. Os aviões tem concepção diferentes. Realmente o ideal seria sair para um projeto "clean sheet", mas, pelo que parece, a Embaer vão atacar de E-Jet mesmo.

Abraço,

Sydy


Valeu "Vieira Miranda", ou Primo.


:)

obrigado pela informação.
Abs!!

#13 Leandrinho

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Postado 14 de novembro de 2011 - 19:43

So nao entendi uma coisa...

Vao remotorizar os atuais E-Jets ou vao desenvolver novos E-Jets, igual a Boeing fez com a familia 737?
Se alguem puder me tirar essa duvida, fico grato.

Abs!

#14 Ozires

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Postado 14 de novembro de 2011 - 23:55

View PostLeandrinho, em 14 de novembro de 2011 - 19:43 , disse:

So nao entendi uma coisa...

Vao remotorizar os atuais E-Jets ou vao desenvolver novos E-Jets, igual a Boeing fez com a familia 737?
Se alguem puder me tirar essa duvida, fico grato.

Abs!


Que novos 737??? O que vc considera novo?

Sds,
Ozires

#15 Leandrinho

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Postado 15 de novembro de 2011 - 01:21

View PostOzires, em 14 de novembro de 2011 - 23:55 , disse:


Que novos 737??? O que vc considera novo?

Sds,
Ozires


Vc entendeu muito bem o que eu quis dizer.
E tb nao ajudou em nada ao nao responder minha pergunta.

Sds,
Leandro.

#16 Ozires

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Postado 15 de novembro de 2011 - 08:22

View PostLeandrinho, em 15 de novembro de 2011 - 01:21 , disse:


Vc entendeu muito bem o que eu quis dizer.
E tb nao ajudou em nada ao nao responder minha pergunta.

Sds,
Leandro.



Puxa vida... que má educação a sua... Gostaria que vc pudesse nos dizer o seu entendimento do que é "novo", para que então pudessemos aqui elaborar sobre o assunto.

Mas já que a má vontade impera... então não tem como trocar opiniões.

Mas eu entendo... a essa hora da madruga deve ter sido seu sono!!!

Sds,
Ozires

#17 Sydy

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Postado 15 de novembro de 2011 - 14:05

Leandrinho,

A Pepsi lançou uma nova Pepsi. Chama-se Pepsi Max.

Com os 737s foi a mesma coisa... Mudou o motor somente. Será que vão mexer na asa? nem a Boeing sabe direito que vai fazer.

A Embraer vai remotorizar os E-Jets pelo que parece. Acho que não serão chamados de E-Jets Max... Ainda não foram batizados e nem definidas as specs.

Vamos ver no que dará...

Abraço,

Sydy

#18 Nos-767

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Postado 15 de novembro de 2011 - 14:12

View PostLeandrinho, em 14 de novembro de 2011 - 19:43 , disse:

So nao entendi uma coisa...

Vao remotorizar os atuais E-Jets ou vao desenvolver novos E-Jets, igual a Boeing fez com a familia 737?
Se alguem puder me tirar essa duvida, fico grato.

Abs!


caro,

não há "novos" 737.. há novos motores, mais eficientes.. óbvio que rola umas "adaptações" para os NGs receberem estes motores, mas as especificações técnicas (ou seja, como a Boeing irá fazer isto) ainda são um pouco vagas...

O marketing, neste caso, andou muito antes do produto, denominando-os de 737-7, 737-8 e 737-9 (para alinhar com a família 787/Dreamliner)..

abraços.

#19 T7blue

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Postado 15 de novembro de 2011 - 21:26

View PostLipeGIG, em 13 de novembro de 2011 - 07:53 , disse:

Espero estar errado, mas acho que a Embraer esta tomando uma decisão errada.
O segmento vai ter competição maior e ao mesmo tempo representa um segmento inferior ao dos 737 e A320


Penso da mesma forma. A Embraer ou pensa pequeno ou é extremamente cautelosa.
O mercado regional tem/terá CRJ1000, CSeries, Superjet, Mitsubishi, Emb190-195, mais aquele chines que é uma xerox do B717 e talvez o Fokker100NG (um talvez bem improvavel). Já o mercado narrow-body terá a familia A320Neo, B737Max, Irkut, Comac. Sendo assim, concorrencia pesada ela encontrará em qualquer uma das duas frentes.
Penso que a EMB poderia ter largado na frente da Airbus e da Boeing e projetado um narrow com os novos motores GTF ou Leap-X, de fuselagem composta ou entao (numa alternativa menos arriscada) com as ligas de Al-Ti da Alcoa, que pormetem um peso 10% menor do que as atuais. Parece que materiais compostos nao trariam uma significativa economia de peso no setor narrow. Mas agora, ficou complicado pois Airbus e Boeing já venderam centenas de unidades dos seus modelos rejuvenecidos.
Contudo, como já comentei de outra vez que se discutiu esse assunto de um Embraer maior: já pensou se a Hyundai e a KIA tivessem tido medo da concorrencia? Nunca seriam o que são hoje.
Mesmo assim, apesar de discordar, torço muito para o sucesso da empresa pois representa milhares de empregos brasileiros.

#20 FlávioBHZ

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Postado 15 de novembro de 2011 - 22:08

View PostT7blue, em 15 de novembro de 2011 - 21:26 , disse:


Penso da mesma forma. A Embraer ou pensa pequeno ou é extremamente cautelosa.
O mercado regional tem/terá CRJ1000, CSeries, Superjet, Mitsubishi, Emb190-195, mais aquele chines que é uma xerox do B717 e talvez o Fokker100NG (um talvez bem improvavel). Já o mercado narrow-body terá a familia A320Neo, B737Max, Irkut, Comac. Sendo assim, concorrencia pesada ela encontrará em qualquer uma das duas frentes.
Penso que a EMB poderia ter largado na frente da Airbus e da Boeing e projetado um narrow com os novos motores GTF ou Leap-X, de fuselagem composta ou entao (numa alternativa menos arriscada) com as ligas de Al-Ti da Alcoa, que pormetem um peso 10% menor do que as atuais. Parece que materiais compostos nao trariam uma significativa economia de peso no setor narrow. Mas agora, ficou complicado pois Airbus e Boeing já venderam centenas de unidades dos seus modelos rejuvenecidos.
Contudo, como já comentei de outra vez que se discutiu esse assunto de um Embraer maior: já pensou se a Hyundai e a KIA tivessem tido medo da concorrencia? Nunca seriam o que são hoje.
Mesmo assim, apesar de discordar, torço muito para o sucesso da empresa pois representa milhares de empregos brasileiros.

Eu teria uma terceira opção: extremamente consciente.

Sobre a concorrência na categoria dos E-Jets, aí é justamente que está o ponto principal.

Essa é uma categoria que a fabricante brasileira já domina atualmente, porém na qual enfrentará concorrentes importantes, que no caso são, no meu modo de ver, o CSeries da Bombardier e o MRJ da Mitsubishi.

Agora veja bem, aviões precisam ser renovados, e a EMBRAER tem uma frota potencial de 1000 aviões para renovação, ou mesmo que fosse metade disso considerando que o mercado de jatos regionais possa perder fôlego com o passar do tempo, o que não me parece ser a previsão da própria EMBRAER, e ao que tudo indica é nisso que ela está pensando, significando portanto que ela tem um mercado que precisa ser observado com muito carinho e protegido frente à concorrência.

Temos que pensar que provavelmente a EMBRAER não teria como remotorizar os E-Jets e ao mesmo tempo desenvolver um novo projeto para a faixa de 150 ou mesmo de 200 assentos, ou seja, era uma coisa ou outra.

E tendo em vista a concorrência que se apresenta no setor que atualmente ela domina, escolher por um novo projeto significaria entrar em um mercado novo já dominado por duas grandes fabricantes, e diga-se de passagem as principais fabricantes mundiais já há décadas, e ao mesmo tempo abandonar o mercado que ela já tem, pois sem a remotorização os E-Jets não teriam como competir em termos de custos operacionais com o CSeries e o MRJ.

Ou seja, ela estaria com certeza absoluta trocando o certo pelo incerto, abandonando o mercado que domina e deixando-o para os concorrentes e entrando em um mercado onde ela estaria começando, onde precisaria de grandes esforços para continuar crescendo como fabricante, esforços que não trariam consigo necessariamente uma garantia absoluta ou certeira de sucesso.

Acredito que a EMBRAEr fez o lógico, que foi remotorizar os E-Jets para poder manter o controle do mercado que atualmente domina e que sustenta a fabricante para, quem sabe, futuramente e aí sim apostar em um novo projeto para enfrentar Airbus e Boeing.

Talvez o momento para entrar nesse mercado de aviões maiores seja um pouco antes, neste sentido alguns anos antes, do momento em que o 737 e o A320 forem ser substituídos por aeronaves novas, o que deve acontecer por volta de 2030.

Desenvolver um avião completamente novo antes disso pode ser um tiro pela culatra, já que segundo a própria Airbus e a Boeing o grande ganho tendo em vista a tecnologia atual está nos motores, e um avião completamente novo não traria mais do que algo em torno de 3% a 5% de economia operacional em relação às versões atuais apenas remotorizadas.

Um abraço.





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