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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Brasil já tem novo recorde de acidentes aéreos por ano

acidente cenipa anac relatorio acidente

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#1 A.Borges

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Postado 14 de novembro de 2011 - 08:25

Antes mesmo de contabilizar as ocorrências do último bimestre, o Brasil já registra recorde em número de acidentes aéreos em 2011. Relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), com os dados dos dez primeiros meses do ano, aponta para 128 acidentes notificados na aviação civil, número 12% maior que o então recorde de 114 registrado em 2009.

Um outro dado fornecido pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informa que a média de acidentes por quilômetro de combustível consumido cresceu 21% em 2011, em comparação a 2010.
Segundo o Cenipa, responsável pela investigação dos acidentes aéreos no país, dos 128 acidentes registrados entre janeiro e outubro,106 foram com aviões e 22, com helicópteros. Em ambos os casos o número de ocorrências já é recorde. Desde 2001, 961 acidentes aéreos foram registrados no país, com 1.056 mortos.

O Cenipa ainda informou que 25 acidentes resultaram em morte este ano, com um total de 84 óbitos. Se forem levados em conta os anos em que não houve acidentes com grandes aviões, como em 2008 e 2009, o número de mortes seria o maior dos últimos dez anos.
Em 2007, quando 199 pessoas morreram após um acidente envolvendo um avião da TAM, no aeroporto de Congonhas, foi o registrado o maior índice da história: 271 mortes. Em 2006, quando um avião da Gol caiu após choque com aeronave modelo Legacy, matando as 154 pessoas do voo 1907, foram registradas 210 mortes.

Em 2011, o acidente com maior número de mortes foi registrado no dia 13 de julho, quando uma aeronave modelo LET-410, da No Ar Linhas Aéreas, caiu em Boa Viagem, no Recife, três minutos após a decolagem e resultou na morte dos16 ocupantes. As causas do acidente ainda são investigadas.
Ainda segundo os dados do Cenipa, 30 aeronaves tiveram danos irrecuperáveis com os acidentes este ano --maior índice dos últimos três anos. Os números, porém, estão ainda distantes dos maiores já registrados, em 2001 e 2009, quando 46 aeronaves foram perdidas.

Média acima, diz Anac

Os dados da Anac também apontam para um número médio de acidentes com vítimas fatais acima da média dos últimos anos. Em nota encaminhada ao UOL Notícias, a Anac informou que utiliza metodologia diferente do Cenipa, que também aponta para um crescimento da média de acidentes em comparação aos últimos dois anos.

A Anac faz uma análise de acidentes com vítimas fatais em relação ao volume de combustível de aviação consumido.A fórmula utilizada leva em conta a quantidade de acidentes para cada 100 milhões de litros consumidos pelo setor.
“O valor atual deste índice está em torno de 0,39 e no ano passado nesta época estava em torno de 0,32”, diz a Anac, evidenciando um aumento de 21%. Os dados levam em conta apenas os acidentes registrados até agosto. Em todos os primeiros oito meses do ano, a média esteve maior que em todos os meses de 2009 e 20101. Em janeiro, por exemplo, essa média chegou a 0,84, caindo nos meses subsequentes.

Apesar do índice médio 21% maior, a Anac se mostra otimista quanto à redução dele até o fim de se 2011 e diz que “no final deste ano deveremos estar em torno de 0,33, o que é próximo da nossa media dos últimos três anos.”
A Anac informou ainda que o aumento em número de ocorrências precisa ser analisado levando em conta o crescimento da frota e os percursos percorridos. “É preciso considerar a variação do volume das mesmas [voos], ou seja, a exposição ao risco.

Um aumento na quantidade de acidentes não significa, necessariamente, uma redução no nível de segurança das operações”,diz, exemplificando: “Se o volume de operações crescer 50% enquanto o número de acidentes aumentar em 10, haverá um aumento absoluto do número de acidentes, porém uma melhoria no nível de segurança das operações.”

Em relatório detalhado de acidentes registrados até julho, a principal causa dos 89 acidentes é a perda de controle no solo (com 15 ocorrências), seguido por perda de controle em vôo (14), falhas no motor (14), colisão em obstáculos (11), pane seca (5) e problemas com o trem de pouso (4).

Fonte: UOL

#2 Road Runner

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Postado 14 de novembro de 2011 - 09:16

Isso em números isolados é alarmante...

Agora faltou dizer:
- qual foi o aumento da frota vs. acidentes?
- Número de pessoas transportadas vs. pessoas mortas em acidentes?
- Qtos desses acidentes foram fatais?


Quote


A Anac faz uma análise de acidentes com vítimas fatais em relação ao volume de combustível de aviação consumido.A fórmula utilizada leva em conta a quantidade de acidentes para cada 100 milhões de litros consumidos pelo setor.

Que referência meio estranha, já que o consumo de combustível varia muito de modelos/pesos/locais...

Eu gostaria de saber quantos incidentes há na aviação comercial em relação ao número de fones de ouvido distribuídos no embarque. Também seria legal fazer uma estatística de quantas pessoas passaram mal após alguém peidar a bordo levantando a banda direita da bunda em vez da esquerda...

Quote

no final deste ano deveremos estar em torno de 0,33, o que é próximo da nossa media dos últimos três anos.”

Isos me cheira "vamos equalizar o número na caneta"



Quote

Se o volume de operações crescer 50% enquanto o número de acidentes aumentar em 10, haverá um aumento absoluto do número de acidentes, porém uma melhoria no nível de segurança das operações.”


Por que diabos não explicam isso no começo da matéria??













Ah, seria por que o tom alarmante iria por água abaixo?

#3 dejolo

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Postado 14 de novembro de 2011 - 09:35

Se os caras "entregassem o ouro" no início da matéria, ninguém daria bola para a mesma.

#4 Sydy

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Postado 14 de novembro de 2011 - 09:52

Poxa,

Tio de um grande amigo meu faleceu no acidente com o 210, anteontem em Poconé, MT. Tristeza...

Esse ano tá difícil...

Abcs,

Sydy

#5 Clipper

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Postado 14 de novembro de 2011 - 10:04

Acredito que independente do critério bizarro adotado pelas nossas autoridades (nada de novo), acidente aéreo resume-se numa frase: um é demais.

Fly Safe ... mas que a situação passou dos limites do tolerável, isso é certo.

#6 Fernando Cima

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Postado 14 de novembro de 2011 - 12:22

Quote

Apesar do índice médio 21% maior, a Anac se mostra otimista quanto à redução dele até o fim de se 2011 e diz que “no final deste ano deveremos estar em torno de 0,33, o que é próximo da nossa media dos últimos três anos.”


21% de aumento em um índice já ponderado é extremamente alarmante. Não vejo sensacionalismo nenhum na matéria.

O que faltou foi a ANAC explicar como é que ela sabe que até o final do ano o índice vai recuar para 0,33. Vai proibir novos acidentes por decreto?

#7 CROSSCHECK

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Postado 14 de novembro de 2011 - 12:47

em 2011 ocorreu uma chuva de perigosos helicópteros Robinsons e muitos outros aviões a pistão.

Triste.

#8 RIGHT

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Postado 14 de novembro de 2011 - 15:09

Muitos acidentes provocados por fatores humanos e muitos deles por termos pilotos despreparados e voando em situações irregulares!

#9 Leirbag

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Postado 16 de novembro de 2011 - 12:36

View PostRoad Runner, em 14 de novembro de 2011 - 09:16 , disse:

Que referência meio estranha, já que o consumo de combustível varia muito de modelos/pesos/locais



Road, a vantagem de se utilizar o volume de combustível em relação ao número de acidentes é que se pode abranger todos os tipos de aeronaves, desde um ultraleve até um jato de grande porte. E como se está querendo analisar a quantidade de acidentes de todos os tipos de aviões, então o consumo de combustível serve como uma boa referência.

Analisar sobre número total de passageiros pode resultar em um número com interpretação errada, pois a maior parte dos passageiros transportados vem da aviação comercial e a maior parte dos acidentes vem da aviação executiva e geral.

Vamos usar um exemplo com essa metodologia de análise: se a média de acidentes fosse de 0,002 acidentes por passageiro (número meramente hipotético) as pessoas tenderiam a acreditar que se trata da média da aviação comercial, pois quando se fala de transporte de passageiros todo mundo pensa em TAM, GOL, Azul, Webjet, Avianca, Trip e etc. Para ficar mais realista seria preciso fazer uma análise de passageiros transportados VS. acidentes somente na aviação comercial. Aí sim o número seria mais próximo da realidade da segurança no transporte aéreo (seria bem menor do que o utilizando todos os acidentes).


Para se tratar de média de acidentes com todas as aeronaves (e não somente as de um segmento específico da aviação) vejo o volume de combustível como uma referência correta. Se aumenta o número de aeronaves e/ou voos, o volume de combustível aumenta, assim como uma maior exposição ao risco de acidente aéreo.

Editado por Leirbag, 16 de novembro de 2011 - 12:38 .


#10 Jefferson Felipe JPA

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Postado 16 de novembro de 2011 - 15:20

Imagem postada

#11 Road Runner

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Postado 16 de novembro de 2011 - 19:33

View PostLeirbag, em 16 de novembro de 2011 - 12:36 , disse:



Road, a vantagem de se utilizar o volume de combustível em relação ao número de acidentes é que se pode abranger todos os tipos de aeronaves, desde um ultraleve até um jato de grande porte. E como se está querendo analisar a quantidade de acidentes de todos os tipos de aviões, então o consumo de combustível serve como uma boa referência.

Analisar sobre número total de passageiros pode resultar em um número com interpretação errada, pois a maior parte dos passageiros transportados vem da aviação comercial e a maior parte dos acidentes vem da aviação executiva e geral.

Vamos usar um exemplo com essa metodologia de análise: se a média de acidentes fosse de 0,002 acidentes por passageiro (número meramente hipotético) as pessoas tenderiam a acreditar que se trata da média da aviação comercial, pois quando se fala de transporte de passageiros todo mundo pensa em TAM, GOL, Azul, Webjet, Avianca, Trip e etc. Para ficar mais realista seria preciso fazer uma análise de passageiros transportados VS. acidentes somente na aviação comercial. Aí sim o número seria mais próximo da realidade da segurança no transporte aéreo (seria bem menor do que o utilizando todos os acidentes).


Para se tratar de média de acidentes com todas as aeronaves (e não somente as de um segmento específico da aviação) vejo o volume de combustível como uma referência correta. Se aumenta o número de aeronaves e/ou voos, o volume de combustível aumenta, assim como uma maior exposição ao risco de acidente aéreo.


Explicou muito bem... obrigado :)
mas não me convenceu...
Nesse caso o melhor é usar a referência mundial, que também contempla todas as aeronaves (sem especificar um segmento - o que acho errado também) que é o número de acidentes por milhão de decolagem...

O ideal seria por tipo de aeronaves WB, Narrow, Geral, Geral Bi-motora, Geral Turbo-hélice, Geral Jato (na geral incluir exec para fins estatisticos).
Acho que daria um panorama mais preciso e real...

#12 Leirbag

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Postado 17 de novembro de 2011 - 10:47

View PostRoad Runner, em 16 de novembro de 2011 - 19:33 , disse:


Explicou muito bem... obrigado :)
mas não me convenceu...
Nesse caso o melhor é usar a referência mundial, que também contempla todas as aeronaves (sem especificar um segmento - o que acho errado também) que é o número de acidentes por milhão de decolagem...

O ideal seria por tipo de aeronaves WB, Narrow, Geral, Geral Bi-motora, Geral Turbo-hélice, Geral Jato (na geral incluir exec para fins estatisticos).
Acho que daria um panorama mais preciso e real...



Concordo com você que essa metodologia seria a ideal, mas aí entramos um outro problema que acontece aqui no Brasil: confiabilidade dos dados.

Com exceção dos aeroportos da Infraero, Daesp e alguns poucos públicos e privados, não há qualquer registro de decolagens, pousos, números de passageiros e etc. E mesmo nesses que há registro acontecem inúmeros erros, como vemos mensalmente nas estatísticas da Infraero (toda hora eles fazem revisões nos números, porque encontraram erros).

Juntos esses operadores devem totalizar algo em torno de 100 aeroportos. No Brasil há mais de 1000 aeroportos/aeródromos. Por mais que os 100 primeiros contabilizem a maior parte das operações, há muito voo da geral e executiva que pousa e decola nos mais variados locais e não se tem nenhum registro. Esses números são importantes para a análise.

No caso do combustível há a vantagem da confiabilidade dos dados. A ANP exige das distribuidoras (e no caso do Brasil, são somente três: BR, Shell e Air BP) relatórios mensais com volume de vendas de Avgas e Querosene de Aviação. Esses dados inclusive são abertos ao público e qualquer pode verificá-los no site da agência. E não há como se obter combustível no país a não ser através dessas empresas.

#13 Road Runner

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Postado 17 de novembro de 2011 - 12:31

View PostLeirbag, em 17 de novembro de 2011 - 10:47 , disse:

No caso do combustível há a vantagem da confiabilidade dos dados. A ANP exige das distribuidoras (e no caso do Brasil, são somente três: BR, Shell e Air BP) relatórios mensais com volume de vendas de Avgas e Querosene de Aviação. Esses dados inclusive são abertos ao público e qualquer pode verificá-los no site da agência. E não há como se obter combustível no país a não ser através dessas empresas.



Sabia dos dados imprecisos de movimentação de aeroportos mas, confesso que não conhecia essa exigência da ANP... Aí realmente dá para pegar um panorama, mas continuo achando a metodologia muito inexata... Ou pelo menos é de acordo com o tipo de combustível usado?

Eu sou péssimo com estatística, mas dá para brincar com muitos números, fazer eles ficarem bonitos ou feios a bel prazer...





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