Superavião de Paul Allen lançará satélites no espaço
Wall Street Journal
Por ANDY PASZTOR e DIONNE SEARCEY
O cofundador da Microsoft Corp. Paul Allen anunciou que vai gastar US$ 200 milhões ou mais de sua fortuna pessoal para construir o maior avião do mundo, que servirá como plataforma móvel para lançar satélites a baixo custo, algo que ele acredita que pode transformar a indústria espacial.
Anunciado na terça-feira, o novo projeto concebido pelo famoso projetista aeroespacial Burt Rutan procura combinar motores, trens de pouso e outras peças retiradas de velhos jatos Boeing 747 com uma aeronave recém-criada por Rutan, feita de materiais compósitos e um poderoso foguete a ser construído por uma empresa de propriedade do bilionário da internet e pioneiro da exploração espacial comercial Elon Musk.
O empreendimento, batizado de Stratolaunch Systems e financiado por uma das entidades de capital fechado de Allen, procura fundir tecnologia aeronáutica com décadas de existência com projetos de ponta para foguetes propulsores, resultando em um híbrido que ofereceria o primeiro sistema de transporte espacial totalmente financiado com capital privado.

Stratolaunch Systems
A rendering of the Stratolaunch project, a massive jet that would be used for space launches. Credit: Stratolaunch Systems
O objetivo final — buscado há décadas, sem sucesso, por cientistas espaciais — é construir uma opção confiável e flexível para lançamentos a partir de uma aeronave, capaz de lançar satélites pesados como picapes em uma órbita baixa ao redor da Terra.
Allen e sua equipe esperam poder oferecem custos de lançamento bem mais baixos do que os atuais, que podem variar de US$ 30 milhões a mais de US$ 200 milhões, dependendo do peso da carga e da altura da órbita.
Allen disse que a Vulcan Inc., sua empresa de investimentos sediada em Seattle, no Estado de Washington, não estaria disposta a um compromisso financeiro tão alto "se nós não acreditassemos que teremos muitos clientes".
O conceito quase parece ficção científica. A base é uma gigantesca nave-mãe com duas estreitas fuselagens gêmeas, com seis motores 747 da Boeing Co. acoplados a uma envergadura recorde de 385 pés, ou 117 metros, mais um pequeno compartimento para um foguete aninhado em baixo. O conjunto, que deve pesar cerca de 540 toneladas, teria peso mais ou menos igual ao peso máximo de decolagem do maior superjumbo Airbus A380 totalmente carregado, mas a envergadura das asas teria quase 40 metros a mais que a do Airbus A380.

Voando a cerca de 10.000 metros de altitude, a embarcação lançaria o foguete, que então usaria um conjunto de quatro ou cinco motores para impulsionar-se até a órbita desejada.
O enorme tamanho do conjunto apresenta sérios desafios de engenharia e produção. Embora há muito tempo os cientistas estudem os princípios do lançamento de foguetes a partir do ar — Rutan se lembra que começou os trabalhos preliminares do projeto ainda em 1991 — a Stratolaunch ainda não definiu detalhes críticos do projeto.
Ao contrário dos foguetes convencionais, que partem de uma plataforma de lançamento, os sistemas de lançamento aéreo, semelhantes ao que Allen quer criar, são projetados para lançar no espaço uma grande variedade de satélites, sem as limitações de clima ou de escolha de melhores horários e locais para tentar atingir uma determinada órbita.
Assim, o lema do projeto é "qualquer órbita, a qualquer momento", e um grande argumento de venda é que a nave-mãe pode percorrer mais de 2.100 quilômetros sem reabastecer, para procurar um local adequado para lançamento.
Os custos devem ficar sob controle, em parte pela reciclagem de tecnologias aeronáuticas dos anos 1960 e em parte pela distribuição dos custos de desenvolvimento e operação dos foguetes por diversas missões comerciais, militares e civis.
Várias versões do foguete proposto, com diferentes tamanhos, já fizeram voos de teste e estão em desenvolvimento pela equipe de Musk para lançamentos governamentais e comerciais.
Se tudo correr bem, os dirigentes da Stratolaunch preveem que os voos de teste do veículo espacial híbrido poderiam começar em cinco anos, e as operações comerciais no final da década.
O objetivo final é estimular o voo espacial humano, embora os responsáveis pela empresa reconheçam que os trabalhos estão em estágio inicial.
A Scaled Composites LLC, empresa de Mojave, Califórnia, que Rutan fundou e vendeu para a Northrop Grumman Corp. anos atrás, deve construir a estrutura de compósito. Rutan se aposentou há alguns meses, mas concordou em participar do conselho da nova empresa.
Desde que deixou a Microsoft em 1983, Allen participou de vários negócios. Ele é dono de um time de futebol americano e outro de basquete. O empreendedor também perdeu US$ 8 bilhões que havia investido na Charter Communications, quando a empresa americana de cabo entrou em condordata em 2009.
Wall Street Journal
Por ANDY PASZTOR e DIONNE SEARCEY
O cofundador da Microsoft Corp. Paul Allen anunciou que vai gastar US$ 200 milhões ou mais de sua fortuna pessoal para construir o maior avião do mundo, que servirá como plataforma móvel para lançar satélites a baixo custo, algo que ele acredita que pode transformar a indústria espacial.
Anunciado na terça-feira, o novo projeto concebido pelo famoso projetista aeroespacial Burt Rutan procura combinar motores, trens de pouso e outras peças retiradas de velhos jatos Boeing 747 com uma aeronave recém-criada por Rutan, feita de materiais compósitos e um poderoso foguete a ser construído por uma empresa de propriedade do bilionário da internet e pioneiro da exploração espacial comercial Elon Musk.
O empreendimento, batizado de Stratolaunch Systems e financiado por uma das entidades de capital fechado de Allen, procura fundir tecnologia aeronáutica com décadas de existência com projetos de ponta para foguetes propulsores, resultando em um híbrido que ofereceria o primeiro sistema de transporte espacial totalmente financiado com capital privado.

Stratolaunch Systems
A rendering of the Stratolaunch project, a massive jet that would be used for space launches. Credit: Stratolaunch Systems
O objetivo final — buscado há décadas, sem sucesso, por cientistas espaciais — é construir uma opção confiável e flexível para lançamentos a partir de uma aeronave, capaz de lançar satélites pesados como picapes em uma órbita baixa ao redor da Terra.
Allen e sua equipe esperam poder oferecem custos de lançamento bem mais baixos do que os atuais, que podem variar de US$ 30 milhões a mais de US$ 200 milhões, dependendo do peso da carga e da altura da órbita.
Allen disse que a Vulcan Inc., sua empresa de investimentos sediada em Seattle, no Estado de Washington, não estaria disposta a um compromisso financeiro tão alto "se nós não acreditassemos que teremos muitos clientes".
O conceito quase parece ficção científica. A base é uma gigantesca nave-mãe com duas estreitas fuselagens gêmeas, com seis motores 747 da Boeing Co. acoplados a uma envergadura recorde de 385 pés, ou 117 metros, mais um pequeno compartimento para um foguete aninhado em baixo. O conjunto, que deve pesar cerca de 540 toneladas, teria peso mais ou menos igual ao peso máximo de decolagem do maior superjumbo Airbus A380 totalmente carregado, mas a envergadura das asas teria quase 40 metros a mais que a do Airbus A380.

Voando a cerca de 10.000 metros de altitude, a embarcação lançaria o foguete, que então usaria um conjunto de quatro ou cinco motores para impulsionar-se até a órbita desejada.
O enorme tamanho do conjunto apresenta sérios desafios de engenharia e produção. Embora há muito tempo os cientistas estudem os princípios do lançamento de foguetes a partir do ar — Rutan se lembra que começou os trabalhos preliminares do projeto ainda em 1991 — a Stratolaunch ainda não definiu detalhes críticos do projeto.
Ao contrário dos foguetes convencionais, que partem de uma plataforma de lançamento, os sistemas de lançamento aéreo, semelhantes ao que Allen quer criar, são projetados para lançar no espaço uma grande variedade de satélites, sem as limitações de clima ou de escolha de melhores horários e locais para tentar atingir uma determinada órbita.
Assim, o lema do projeto é "qualquer órbita, a qualquer momento", e um grande argumento de venda é que a nave-mãe pode percorrer mais de 2.100 quilômetros sem reabastecer, para procurar um local adequado para lançamento.
Os custos devem ficar sob controle, em parte pela reciclagem de tecnologias aeronáuticas dos anos 1960 e em parte pela distribuição dos custos de desenvolvimento e operação dos foguetes por diversas missões comerciais, militares e civis.
Várias versões do foguete proposto, com diferentes tamanhos, já fizeram voos de teste e estão em desenvolvimento pela equipe de Musk para lançamentos governamentais e comerciais.
Se tudo correr bem, os dirigentes da Stratolaunch preveem que os voos de teste do veículo espacial híbrido poderiam começar em cinco anos, e as operações comerciais no final da década.
O objetivo final é estimular o voo espacial humano, embora os responsáveis pela empresa reconheçam que os trabalhos estão em estágio inicial.
A Scaled Composites LLC, empresa de Mojave, Califórnia, que Rutan fundou e vendeu para a Northrop Grumman Corp. anos atrás, deve construir a estrutura de compósito. Rutan se aposentou há alguns meses, mas concordou em participar do conselho da nova empresa.
Desde que deixou a Microsoft em 1983, Allen participou de vários negócios. Ele é dono de um time de futebol americano e outro de basquete. O empreendedor também perdeu US$ 8 bilhões que havia investido na Charter Communications, quando a empresa americana de cabo entrou em condordata em 2009.











