sem palavras, sem ulteriores comentàrios da parte minha... que tristeza.....
Um "comandante" de nao imitar...
#1
Postado 23 de dezembro de 2011 - 06:22
sem palavras, sem ulteriores comentàrios da parte minha... que tristeza.....
#2
Postado 26 de dezembro de 2011 - 08:01
Arrogância, invulnerabilidade e super-hierarquização não combinam com uma cabine moderna.
Pena mesmo!
Abcs,
Sydy
#3
Postado 26 de dezembro de 2011 - 08:56
#4
Postado 27 de dezembro de 2011 - 06:14
Sydy, em 26 de dezembro de 2011 - 08:01 , disse:
Arrogância, invulnerabilidade e super-hierarquização não combinam com uma cabine moderna.
Pena mesmo!
Abcs,
Sydy
Oi Sydy ! Além do mais o F/O era ex piloto (lìder de esquadrao) de F-16 ??? mas rapaiz.... que història estranha , nao ?!
Ainda , com bem 21 vezes que o EGPWS alertou aquele... "comandante"... o cara tava louco mesmo... pra se comportar assim...
Ele começou aquele voo jà com a arrogancia e prepotencia que deixava ao outro piloto numa clara condiçao pra poder freiar tudo jà de partida...
Como jà escrito no fòrum italiano , além das vidas das pessoas que pesavam sobre os ombros dos dois , tinha também a vida do co-pila em questao... uma situaçao pela luta pela sobrevivencia que aquele "cmte". estava minando... e vai entender porque o F/O ficou paralizado como uma pedra...
#5
Postado 27 de dezembro de 2011 - 07:33
Sempre me preocupa que existam pessoas com estas caracterisitcas numa cabinve de comando.
Esse report serve pra mostrar que o mesmo ser humano, que na maioria das vezes representa a alma de aço que dá resistencia ao cabo, em algumas situações (ainda bem que raras) pode ser tornar a fibra podre onde o cabo vai ser romper.
Antonio
#6
Postado 27 de dezembro de 2011 - 08:44
Realmente arrogâncian dá nisso. O RG254 (Garcês) é excelente exemplo de arrogância e prepotência. Só vai dar porcaria.
Eu tenho um ditado: pra ser demitido, tenho que estar vivo.
Se necessário (já o foi) boto a boca no trombone, meto a mão, pé... Faço o diabo, mas complacência não!
Obviamente há modos e modos de se fazer isso. Tudo depende da ocasião. Tem vezes que vc tem todo o tempo do mundompra argumentar, contra-argumentar, conversar... Em outras, fala-se, uma, sua, na terceira mete a mão... Tudo depende.
Abcs,
Sydy
Editado por Sydy, 27 de dezembro de 2011 - 08:44 .
#7
Postado 27 de dezembro de 2011 - 08:45
http://en.wikipedia....blue_Flight_202
Como o nosso amigo Sydy disse : o f/o era un Sqn Ldr... e o cmte. tinha mais de 25 k horas de voo...
bah...
#8
Postado 29 de dezembro de 2011 - 10:52
Adicionalmente, o ex-piloto militar possuía poucas horas na aeronave e, portanto, na aviação comercial, uma condição que geralmente acaba se tornando um fator contribuinte para inibir certas iniciativas, um cenário que inclusive pode ser visto em companhias aéreas de países ocidentais, supostamente mais "normais", principalmente quando o piloto que ocupava o assento da esquerda era um comandante sênior da PIA. Assim, por mais que se tente evitar, sempre haverá um (enorme) distanciamento natural, que nesse episódio se deteriorou mais ainda quando o comandante usou naquela etapa de voo artifícios que consideravelmente acabaram afetando o desempenho do co-piloto. Quebrar determinadas barreiras requer, antes de tudo, que não haja uma cultura na empresa e, primordialmente, num país como um todo, que naturalmente estimule patamares hierárquicos, quer seja pela significativa diferença de idade, quer seja pela própria diferença imposta pela antiguidade na função.
Reagir parece uma ação natural e simples, mas na prática, nem sempre as coisas acontecem do jeito que gostaríamos ou imaginamos como sendo mais sensatas.
Abs.
#9
Postado 29 de dezembro de 2011 - 11:10
A "Leadership" nao deve ser um atributo soltanto do comandante , mas , cada membro da tripulaçao deve (ou deveria) agir em modo attivo para contribuir ao sucesso da missao : voar em plena segurança...
A propòsito desse tòpico , pròprio ontém saiu mais informaçoes a respeito desse acidente :
http://avherald.com/...2e58/0000&opt=0
E pra quem quiser dar uma olhada , achei um par de videos que concernam o CRM :
1°)
2°) http://www.crewresourcemanagement.com
Um abraço e... voamos em segurança!
#10
Postado 31 de dezembro de 2011 - 18:38
Editado por King Air Driver, 31 de dezembro de 2011 - 18:39 .
#11
Postado 31 de dezembro de 2011 - 19:33
#12
Postado 31 de dezembro de 2011 - 21:36
Sydy, em 26 de dezembro de 2011 - 08:01 , disse:
Arrogância, invulnerabilidade e super-hierarquização não combinam com uma cabine moderna.
Pena mesmo!
Abcs,
Sydy
Sydy, nao necessariamente porque o sujeito voa F16 ele e "fudencio". A aviacao militar e civil tem muitas diferencas, pois geralmente militar cumpre missao (missao dada e missao cumprida) e isso geralmente vai de encontro a Seguranca de Voo (nao quero entrar no merito, mas as cargueiras no Brasil, por exemplo, ha algum tempo atras, onde os militares eram chefes, subchefes, etc...eram conhecidas como piratas, em funcao das condicoes de operacao...ja vi cara fazendo GRU-MAO-GRU-MAO-SSA de tripulacao simples num DC8). Alem disso, voando F16, o voa-se como single pilot, e os conceitos de CRM nesse tipo de operacao quase nao sao utilizados. Enfim, so um ponto de vista...
#13
Postado 31 de dezembro de 2011 - 21:52
gearbox, em 31 de dezembro de 2011 - 21:36 , disse:
Entendo, mas o que é incrível é a forma que esse piloto se anulou... Single Pilot o conceito muda um pouco, mas ainda tem os fundamentos. SRM é uma boa ferramenta se bem empregada. Só passei a conhece-lo qdo passei a voar single.
Abraço,
Sydy
#14
Postado 31 de dezembro de 2011 - 22:50
Ja enchi a mão voando com instrutor...me sodi...sim...mas continuo vivo.
#15
Postado 01 de janeiro de 2012 - 00:28
#16
Postado 01 de janeiro de 2012 - 00:49
Quote
Em termos.
A minha origem é civil, mas entendo o seguinte: nos dias atuais, o conceito CRM é também bem disseminado na Força Aérea. Podem possuir um “SOP” peculiar, por motivos óbvios, mas isso não quer dizer que os pilotos devem se expor à riscos que fogem do controle. A respeito da admissão de um piloto militar e o seu preparo, em companhias aéreas sérias todos eles passam pelos mesmos "rituais" de um civil, antes de assumirem um posto na cabine de comando de uma aeronave comercial, e o treinamento e cheques não são diferenciados e todos, sem exceção, devem atingir os gabaritos mínimos para a aprovação e, principalmente, devem manter uma contínua qualidade operacional adequada. Decididamente, não há mais espaço para "one man show" ou qualquer tipo de muralha entre os dois assentos, na verdade, no avião inteiro.
Quanto às ocorrências citadas, (boa) parte da culpa por esses procedimentos é motivada pela ausência de fiscalização do Departamento de Aviação Civil. Um Diretor de Operações, independente de sua origem e cultura, jamais poderá agir de forma contrária aos padrões e regulamentos estabelecidos. Se isso ocorre, é por pura conivência da administração da companhia aérea e das autoridades, não porque a origem de muitos que compõem o quadro de pilotos é a formação militar, que é, sim, em parte, diferente, mas um ponto forte que eles possuem, e isso faz muita diferença e na "escola civil" muitas vezes passa "batido", é a disciplina.
Abs.
#17
Postado 01 de janeiro de 2012 - 11:56
pra voar em/com segurança, essa bendita disciplina é alguma coisa indispensàvel...
serve a pouco um piloto voado tanto mas disciplinado pouco...
#18
Postado 01 de janeiro de 2012 - 17:13
Cmte Peruquinha, em 31 de dezembro de 2011 - 19:33 , disse:
Tanto que tem o caso do 747-300 da Korean que caiu pouco antes do pouso em Guam. http://en.wikipedia...._Air_Flight_801 Os outros 2 tripulantes se mantiveram totalmente submissos a autoridade do cmte, chegaram a notar o erro na aproximação, mas mantiveram-se calados. Este acidente entrou até num estudo de caso de submissão a autoridades. Se não me engano, o nome do livro é Outliers.
Aquela coisa, não sei porque no oriente essa questão de submissão é algo tão forte e arraigado a ponto de se tornar quase cultural. Digo isso por ser descendente de japoneses e realmente isto existe.
Não é a toa que mais e mais as empresas renovam os quadros de diretores e executivos, justamente para trazer algo novo e mudar certas culturas. E justamente trazendo pessoas mais novas, que tem espírito mais questionador e arrojado, para tentar mudar o que está na corporação, às vezes por décadas. É o famoso "trazer sangue novo".
E outra lição que eu pude tirar lendo esse artigo postado aqui: 21 avisos de EGPWS. das duas, uma: ou o cara era uma anta manca e surda mesmo ou quis voar com macete. Vulgo: "Ah, conheço a região, esse avião é quem está fazendo merda". Em partes, Deus que me perdoe, mas bem feito prá esse infeliz. Pena que outras centenas de pessoas pagaram o pato.
#19
Postado 01 de janeiro de 2012 - 18:24
E para o co-piloto vale aquele ditado: "quem se abaixa muita...mostra o cofrinho!"
#20
Postado 01 de janeiro de 2012 - 21:23
Clipper, em 01 de janeiro de 2012 - 00:49 , disse:
Em termos.
A minha origem é civil, mas entendo o seguinte: nos dias atuais, o conceito CRM é também bem disseminado na Força Aérea. Podem possuir um “SOP” peculiar, por motivos óbvios, mas isso não quer dizer que os pilotos devem se expor à riscos que fogem do controle. A respeito da admissão de um piloto militar e o seu preparo, em companhias aéreas sérias todos eles passam pelos mesmos "rituais" de um civil, antes de assumirem um posto na cabine de comando de uma aeronave comercial, e o treinamento e cheques não são diferenciados e todos, sem exceção, devem atingir os gabaritos mínimos para a aprovação e, principalmente, devem manter uma contínua qualidade operacional adequada. Decididamente, não há mais espaço para "one man show" ou qualquer tipo de muralha entre os dois assentos, na verdade, no avião inteiro.
Quanto às ocorrências citadas, (boa) parte da culpa por esses procedimentos é motivada pela ausência de fiscalização do Departamento de Aviação Civil. Um Diretor de Operações, independente de sua origem e cultura, jamais poderá agir de forma contrária aos padrões e regulamentos estabelecidos. Se isso ocorre, é por pura conivência da administração da companhia aérea e das autoridades, não porque a origem de muitos que compõem o quadro de pilotos é a formação militar, que é, sim, em parte, diferente, mas um ponto forte que eles possuem, e isso faz muita diferença e na "escola civil" muitas vezes passa "batido", é a disciplina.
Abs.
Concordo com suas colocacoes, mas, particularmente, creio que os cursos de CRM sao importanteses, porem, nao querendo generalizar, muitas vezes as empresas ministram o minimo exigido pela autoridade aeronautica (pra ingles ver), e o tripulante ganha um diplominha "full CRM". Mas de fato o CRM tem muito a ver com a foramacao do individuo (educacao, valores, cultura, etc...) associado com a cultura organizacional onde ele se insere. Esse processo leva anos, anos e anos...
Abc
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