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[LEILÃO] Safety Cards

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Google causa turbulência no setor aéreo com busca de voos

Google

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#1 A345_Leadership

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Postado 28 de dezembro de 2011 - 13:52

DECEMBER 27, 2011, 7:02 P.M. ET
Por JACK NICAS

A mais nova iniciativa da Google Inc. no setor de viagens on-line já começou a chacoalhar o setor, o mais recente exemplo da capacidade da empresa americana de internet de estender seu poder de mercado a aspectos cada vez mais diversificados da economia.

Os concorrentes dizem que a Google está abusando do seu poder em pesquisas na internet, para ganhar influência sobre o mercado de viagens on-line, de US$ 110 bilhões de dólares.

Este mês, a empresa passou a colocar o seu serviço de busca de voos acima dos resultados gerais da busca, de forma que seus próprios resultados aparecem com destaque na tela, acima dos links dos maiores do setor, entre eles a Expedia Inc., a Orbitz Worldwide Inc. e a Priceline.com. Inc.


Imagem postada Reuters

Buscas via Google com palavras-chave tais como "NY"ou "LA" agora trazem um gráfico interativo alimentado pelo próprio site com as tarifas mais baratas entre as duas cidades. A ferramenta de voos do Google faz a conexão diretamente com os sites das companhias aéreas.

Links para os principais intermediários são puxados para baixo. Esses sites obtêm de 10% a 20% de seu tráfego através do Google, de acordo com a empresa de análise de sites Compete Inc.

A maneira como o Google faz rankings e buscas se tornou crucial para o comércio moderno, no qual o site de pesquisas se tornou uma espécie de porteiro do comércio on-line. No passado, o Google se limitava a exibir resultados de busca, mas a empresa de 13 anos de existência está cada vez mais imiscuindo seu site nesses mercados também, oferecendo desde música digital até ofertas de varejo local.

De várias formas, a empresa ainda está aprendendo como equilibrar as demandas conflitantes de ser, ao mesmo tempo, um árbitro de buscas e um concorrente de mercado.

No ano passado, a Google foi alvo de investigações antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos por seus planos de adquirir a ITA Software Inc., uma empresa de dados de voos que alimenta a nova ferramenta do Google.com e também a de alguns de seus concorrentes, entre eles a Orbitz e a Kayak Interactive Corp. Essas empresas se opuseram ao negócio da Google com a ITA.
A Google acabou fazendo uma série de concessões antes de o Departamento de Justiça dar o sinal o verde em abril, e aceitou disponibilizar os dados de viagem para os concorrentes. Embora não tenha sido exigido que a ferramenta de busca fizesse o link diretamente para os sites de viagem, a Google enfatizou que iria "construir ferramentas que levassem mais tráfego para as companhias aéreas e para os sites das agências de viagens". Os concorrentes dizem que a Google está agora violando o espírito desse acordo.

A Google admite que não cumpriu a promessa de que colocaria o link para os sites de viagens, mas alega que não teve alternativa. "As empresas aéreas nos disseram que não iriam nos passar [informações de viagem], se nós colocássemos links para as agências on-line de viagem", Jeremy Wertheimer, fundador da ITA e hoje um vice-presidente de engenharia da Google, disse no mês passado em uma conferência sobre viagens on-line.

Ele também disse que a Google quer incluir os sites de viagem e "nós vamos continuar batendo nessa porta para ver se as coisas mudam". Um porta-voz da Google se recusou a comentar.

Não há sinais de que os consumidores estejam sendo prejudicados pelas novas características do Google.
Buscas idênticas feitas no site da Google e em outros grandes sites de viagens quase sempre trazem a mesma tarifa mais baixa. O Bing, da Microsoft, que tem menos de um quarto dos usuários do Google, também coloca sua própria ferramenta de buscas de voos acima dos demais resultados de busca.

O Departamento de Justiça se recusou a comentar.

As buscas de voos feitas no Google são uma dádiva para as companhias aéreas que há muito tempo tentam reduzir o tráfego direcionado aos sites de viagens, que cobram das empresas de aviação pelas reservas. No ano passado, esses sites foram responsáveis por US$ 17,5 bilhões, ou quase um terço dos voos reservados pela internet, de acordo com a empresa de pesquisas de viagens PhoCusWright.

Para as companhias aéreas, custa mais de US$ 11 para processar uma reserva de viagem feita por uma agência pela internet, e menos de US$ 1 por reserva feita em seu próprio site, disse Henry Harteveldt, analista da Atmosphere Research.
O Google exibe links para as companhias aéreas na forma de anúncios, mas a empresa se recusou a informar quanto ganha com esse acordo.

A AMR Corp., controladora da American Airlines, exige que os sites de buscas de voos que não vendem passagens, como o Kayak, incluam somente links de reserva para a própria AA.com, evitando assim as agências de viagem on-line. "Nós e os consumidores ganhamos mais se conseguimos reduzir os nossos custos para oferecer tarifas mais baixas", disse um porta-voz da AMR.
As maiores companhias áreas do mundo por volume de tráfego, a United Continental Holdings Inc. e a Delta Air Lines Inc., se recusaram a comentar. A Airlines for America, organização setorial das companhias aéreas dos EUA, também não quis fazer comentários.

Robert Birge, diretor de marketing da Kayak, disse que, embora a Google possa não estar infringindo a lei, está quebrando a promessa de incluir os links para os sites de viagens.

"É preocupante que, durante as investigações do governo, eles tenham dito isso como um argumento central e que agora estejam simplesmente ignorando", disse ele. "Seria bom que uma empresa que se coloca como uma luz para a moralidade corporativa, de fato, cumprisse o que diz."


Imagem postada

Este ano, a Google tentou evitar que sites de "baixa qualidade" aparecessem no topo da página de resultado de buscas. Vários desses sites começaram a se queixar de que estavam sendo discriminados no Google, embora outros tenham elogiado a melhora dos resultados.

Executivos da Google há muito tempo vêm alegando que mudanças no sistema de buscas são feitas para beneficiar as pessoas que o utilizam, e não para agradar ou punir sites específicos. Em conversas com reguladores e congressistas, a Google com frequência se referiu a uma decisão da justiça federal dos EUA, em 2003, de que os resultados de busca de seu site são "opiniões"e que merecem "plena proteção constitucional".

A FTC, agência do governo americano para questões comerciais, está há seis meses investigando as práticas da Google. Este mês, líderes do sub-comitê antitruste do Senado levantaram questões sobre a capacidade da empresa de se manter como uma ferramenta de buscas neutra, ao mesmo tempo em que oferece seus próprios produtos, tais como a ferramenta de buscas de voos, "da qual a empresa recebe receitas de publicidade significativas."

Em uma resposta por escrito ao comitê no mês passado, o presidente do conselho da Google, Eric Schmidt, defendeu a oferta de produtos pela Google, alegando que o objetivo fundamental da empresa é "conectar os usuários às informações que eles buscam".

#2 Zerospace

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 10:40

O negócio é interessantíssimo. É divertidíssimo! Pena que só vale pros EUA...

#3 Grumman F-14 Tomcat

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 11:05

Executivos da Google há muito tempo vêm alegando que mudanças no sistema de buscas são feitas para beneficiar as pessoas que o utilizam, e não para agradar ou punir sites específicos ...

... Em uma resposta por escrito ao comitê no mês passado, o presidente do conselho da Google, Eric Schmidt, defendeu a oferta de produtos pela Google, alegando que o objetivo fundamental da empresa é "conectar os usuários às informações que eles buscam ...



Hã ? :uhm:

Beneficiar as pessoas ?

Ou seria beneficiar a propria empresa (Google) ?

O objetivo fundamental da empresa é "conectar os usuários às informações que eles buscam" :uhm:

Errado, seu objetivo principal e' ter lucro.

Criam-se necessidades para a sociedade e lucra-se com sua utilizacao.

Alias, esse e' o objetivo de toda empresa.

Facebook, Twitter, etc, tem o mesmo objetivo.

O resto e' o resto :thumbsdown_still:

#4 Omykron

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 11:39

eu click nos ads do google.
eu gosto do google d+.

#5 Forgiven722

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 12:13

No dia em que a ITA vender passagens diretamente pelo Matrix... sai de baixo! :D

#6 Grumman F-14 Tomcat

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 19:22

View PostOmykron, em 29 de dezembro de 2011 - 11:39 , disse:

eu click nos ads do google.
eu gosto do google d+.


Falando como usuario:

Eu utilizo direto o Google nas minhas pesquisas, nem considero utilizar Bing, Yahoo, Ask, etc
Sempre utilizo dois browsers, Firefox e Google Chrome; pessoalmente prefiro o Firefox.
Para e-mail utilizo o Gmail.
Eventualmente utilizo o Google Maps.
Idem o Google Translate.
Idem o Google Earth.

Concluindo, meu lado usuario nao odeia o Google :joinha:

Agora, falando como empresario:

Nossa empresa utiliza pesadamente varios recursos do Google,
alguns pagos, alguns free.
Alguns recursos funcionam super bem, outros nem tanto.
Utilizamos Google AdWords e Google Adsense para propaganda.

Entretanto, o que nos preocupa em relacao ao Google e' que a empresa
Google pouco a pouco vai se tornando cada vez mais poderosa,
cada vez mais acumulando condicoes de levantar ou afundar
empresas e pessoas.

Isso nao acontece somente com o Google, mas tambem com Facebook,
Twitter, Linkedin, entre outros.

A capacidade de uma empresa ou de uma pessoa nao e' mais medida
pelas suas qualidades, mas sim pela capacidade de agradar ou nao
'as empresas acima citadas.

Se a empresa esta' mal no Google, esta' morta.

Se a pessoa esta' mal no Facebook, esta' ao menos
"virtualmente" morta.

Nao acredita? Tem gente que chora se nao esta' bem no Facebook.

A sociedade passou a idolatrar essas ferramentas,
considerando-as cada vez mais como religioes,
e nao mais como tecnologia a seu servico.

Experimentem falar mal do Facebook,
para ver que vira' pedra de todos os lados.

Do nada, as empresas criam necessidades
que nem sabiamos que tinhamos.

De uma hora para outra, passamos a delas depender
mais do que ar, agua, alimento, moradia, amor, etc

E essas empresas, obviamente sabem disso
e fazem a festa, fazendo seus proprietarios, acionistas,
executivos e etceteras cada vez mais ricos.

Sera' isso saudavel para nos, enquanto seres humanos?

Concluindo, meu lado empresario nao odeia,
mas se preocupa muiiito mesmo com o Google :(

Desculpem o desabafo e facam bons voos :joinha:

#7 Nos-767

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 21:52

a mesmíssima reclamação que o Buscapé faz agora do Google Shopping..

bom, sei que o poder e o excesso de concentração do mercado não faz bem ao usuário, mas a ferramenta - o buscador - vive do negócio. Não faz caridade.

E o negócio leva em consideração aquilo que pode ser feito para potencializar lucro. Se o Google tem uma ferramenta para fazer tal função, pq ele teria "por obrigação moral" dar destaque a uma ferramenta concorrente?

Bom ou ruim, quem julga é o usuário. Windows vem com Internet Explorer e nem por isso todo mundo fica com ele...

#8 philoclimber

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Postado 29 de dezembro de 2011 - 23:46

View PostGrumman F-14 Tomcat, em 29 de dezembro de 2011 - 19:22 , disse:


Falando como usuario:

Eu utilizo direto o Google nas minhas pesquisas, nem considero utilizar Bing, Yahoo, Ask, etc
Sempre utilizo dois browsers, Firefox e Google Chrome; pessoalmente prefiro o Firefox.
Para e-mail utilizo o Gmail.
Eventualmente utilizo o Google Maps.
Idem o Google Translate.
Idem o Google Earth.

Concluindo, meu lado usuario nao odeia o Google :joinha:

Agora, falando como empresario:

Nossa empresa utiliza pesadamente varios recursos do Google,
alguns pagos, alguns free.
Alguns recursos funcionam super bem, outros nem tanto.
Utilizamos Google AdWords e Google Adsense para propaganda.

Entretanto, o que nos preocupa em relacao ao Google e' que a empresa
Google pouco a pouco vai se tornando cada vez mais poderosa,
cada vez mais acumulando condicoes de levantar ou afundar
empresas e pessoas.

Isso nao acontece somente com o Google, mas tambem com Facebook,
Twitter, Linkedin, entre outros.

A capacidade de uma empresa ou de uma pessoa nao e' mais medida
pelas suas qualidades, mas sim pela capacidade de agradar ou nao
'as empresas acima citadas.

Se a empresa esta' mal no Google, esta' morta.

Se a pessoa esta' mal no Facebook, esta' ao menos
"virtualmente" morta.

Nao acredita? Tem gente que chora se nao esta' bem no Facebook.

A sociedade passou a idolatrar essas ferramentas,
considerando-as cada vez mais como religioes,
e nao mais como tecnologia a seu servico.

Experimentem falar mal do Facebook,
para ver que vira' pedra de todos os lados.

Do nada, as empresas criam necessidades
que nem sabiamos que tinhamos.

De uma hora para outra, passamos a delas depender
mais do que ar, agua, alimento, moradia, amor, etc

E essas empresas, obviamente sabem disso
e fazem a festa, fazendo seus proprietarios, acionistas,
executivos e etceteras cada vez mais ricos.

Sera' isso saudavel para nos, enquanto seres humanos?

Concluindo, meu lado empresario nao odeia,
mas se preocupa muiiito mesmo com o Google :(

Desculpem o desabafo e facam bons voos :joinha:



muito bom um empresário falando disso...vc deve ser não apenas um ótimo patrão como tb um ser humano que não está por aí vivendo como sonâmbulo como dizia a Hannah Arendt. Vida longa a pessoas com a sua percepção! :joinha:

#9 Alex Vieira

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Postado 30 de dezembro de 2011 - 11:52

No dia que isso funcionar aqui no Brasil considere o Decolar falido.

#10 Grumman F-14 Tomcat

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Postado 30 de dezembro de 2011 - 12:09

View PostAlex Vieira, em 30 de dezembro de 2011 - 11:52 , disse:

No dia que isso funcionar aqui no Brasil considere o Decolar falido.


Certamente nao e' apenas o Decolar a se preocupar.

Acrescente Viajanet, LastMinute, Submarino Viagens, Hotel Urbano, entre outros.

#11 Aces High

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Postado 30 de dezembro de 2011 - 12:55

Acho exagero todo esse temor pela tecnologia... A Google só chegou na posição onde está hoje pois investiu pesadamente em novas idéias. Ela mesma teve que enfrentar gigantes como o Yahoo, e passou por cima. Beneficiando (sim) as pessoas com um algoritmo de indexação e busca muito mais eficiente do que a concorrência. Acho muito saudável que seja premiada com a liderança, por tudo o que fez nos últimos anos. Os outros concorrentes que devem correr atrás e criar coisas novas e interessantes, para atrair o público (como a própria Google fez no passado). É assim que funciona o progresso. Do contrário, tudo o que veremos será estagnação (vide o que ocorre no Brasil, onde se premiam dinossauros e múmias). E a inovação seria sufocada, definitivamente.

A Yahoo já foi a gigante do passado. Hoje é a Google. O Orkut já foi a rede social mais popular. Ontem era o MySpace. Hoje é o Twitter, o Facebook, etc. E assim vai: novas idéias vão surgindo e desbancando o antigo, e isso pra mim é extremamente saudável. Que a Decolar e outras levantem-se do conforto da estagnação e invistam em INOVAÇÃO. :)

#12 Aces High

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Postado 30 de dezembro de 2011 - 13:06

Quer ver uma coisa? Eu sempre achei um absurdo a Decolar não ter uma área de cadastro de usuário. Uma coisa simples, poderia até usar aquela funcionalidade de logar com o Facebook, Google ID, Open ID, etc. Assim poderia catalogar as preferências dos clientes e criar diversas funcionalidades no site, como uma página inicial personalizada (com os destinos mais comuns do usuário, por exemplo). Isso é o básico do básico. E querem disputar com a Google, ainda?

Editado por Aces High, 30 de dezembro de 2011 - 13:06 .


#13 renatorfc

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Postado 30 de dezembro de 2011 - 13:59

A questão vai além do que o Google vem disponibilizando e o que ele citam como "As empresas aéreas nos disseram que não iriam nos passar [informações de viagem], se nós colocássemos links para as agências on-line de viagem" é um fator bastante critico. Os sites 3os (como chamamos no turismo os intermediários - nota, nâo os Agentes de Viagens) também ganharam uma proporção gigantesca e começaram a prejudicar as cias (aéreas, hotéis, locadoras), e agora se vê um movimento inverso. Só é engraçado que no início muitas empresas apoiaram estes sites. Hoje ficar fora de um Decolar ou Booking.com faz uma grande diferença, mas o custo é enorme (chega a custa até 28% do valor da passagem/ diária/ pacote) e as empresas começaram a pensar como ter esse % de volta, além de ter CRMs mais eficazes.

A briga será grande, mas certamente teremos espaço para todos e novas dinâmicas para os sites de pesquisa e reservas.

Aqui no Brasil ainda demora. Nossas opções são poucas na aviação- com mais de 70% do mercado aéreo dominado por 2 cias, fica fácil fazer pesquisas - e nos demais segmentos temos as empresas que já são líderes e para brigar com elas, só com muita tecnologia, relacionamento e dinheiro.

#14 Grumman F-14 Tomcat

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Postado 31 de dezembro de 2011 - 12:36

Caros amigos,

Neste mesmo topico, em um post mais acima, fiz algumas crtiticas em relacao ao excesso de importancia que algumas pessoas dao ao Facebook, Twitter, Google e adjacentes.

Como tudo, ou quase tudo na vida, o excesso nao e' produtivo, mas sim bem ao contrario.

Aqui vai um artigo do Marcelo Rubens Paiva, do Estadao, que ilustra muito bem o que quero dizer:

---

Nas nuvens (ou ... Overdose de informação, redes sociais e afins) (ou ... Alienação da sociedade)

Marcelo Rubens Paiva - O Estado de S.Paulo

O despertador do celular dispara. Desligar e checar se há mensagens enviadas como uivos da madrugada e emudecidas pelo modo silencioso.

Nada. Ninguém barrado pela blitz Se Beber Não Dirija. Nenhum amigo carente. Nenhum caso mal resolvido decidiu rediscutir temas em aberto da relação, com a alta voltagem alcoólica interferindo no bom-senso.

Ligar o computador antes do café da manhã. Checar o feed de notícias. De repente, o mundo acabou, e estou por fora, sou um ser ainda perdido no labirinto dos meus sonhos ou no vácuo do limbo eterno.

Nada disso. Comediantes de stand-up continuam dando foras, celebridades são flagradas aos beijos no Leblon, e o ex-jogador da seleção de três Copas atrás é sondado por um time local.

Ler as notícias em quatro sites abrangentes; para se manter bem informado por posturas editoriais diferenciadas. Prestar atenção na lista de notícias mais lidas, para se certificar de que todas as informações foram obtidas.

Abrir e-mail um, o profissional. Abrir e-mail dois, o de amigos. Abrir e-mail três, o secreto. Abrir o Gmail, o gratuito. Abrir o Skype e checar mensagens ou ligações perdidas.

Permitir que o computador faça as atualizações oferecidas, enquanto toma um banho.

Aceitar as licenças dos novos softwares baixados, sem entender para que servem, confiando nas sugestões do sistema operacional. Para que o computador possa ser reiniciado, e você estar atualizado contra ameaças à privacidade.

Responder e-mails um, dois e três. Entrar no Twitter e postar a frase que bolou no banho. Entrar no Face.

Você foi cutucado por três amigos. Cutucar de volta dois. O terceiro... Faz o charme. Decide cutucá-lo mais tarde.

Checar os aniversários do dia. Parabenizar a maioria com a mesma frase da primeira felicitação, que você deixou gravada no Ctrl-C. Não se esquecer de visitar a página "Libertem Amina Abdullah", a blogueira lésbica síria. Parece que ela foi sequestrada.

Checar no Twitter os Trends Brazil, USA e Worldwide. Caramba, por que falam tanto daquela cantora viciada em heroína? Teve uma overdose, caiu do palco, agrediu um paparazzi, morreu? Checar nos Twitees Top.

Que nada, ela virá ao Brasil, e os ingressos do show estão caríssimos. Usuários sugerem boicote. Você decide não se manifestar. Mas leva a discussão para o Face sobre o show caro da cantora viciada.

Aproveita e feiça no mural a frase que bolou no chuveiro.
Percebe que há três solicitações de amizades. Você não conhece nenhum dos três. Mas há amigos em comum.

Antes de aceitar, entra nas páginas dos solicitantes, reconhece amigos e vê fotos marcadas. Continua a ter uma vaga lembrança de quem são. Gasta cinco minutos para aceitá-los, apesar de estar ciente de que seu número de amigos atinge o limite tolerável.

Mas graças às ferramentas de bloqueio que fizeram o Face superar o Orkut, caso algum deles seja do tipo viciado que posta muitas bobagens por dia, entupindo sua Página Inicial, você pode aprisioná-lo no nada.

Voltar ao Twitter e reparar que sua frase bolada debaixo do chuveiro repercute. Decide responder a dois @Mentions: um do seu melhor amigo e outro de um desconhecido que você nem sabia que te seguia.

Decide ver o Full Profile do desconhecido. Não tem ideia por que ele o segue. Vai mais fundo. Dá um face no nome do estranho. Ele está lá, lógico, como 600 milhões de seres de todas as nações, conhecidos como "usuários".

Mas o perfil dele é restrito. Hum, metido... Fica intrigado por dois minutos e, numa atitude impulsiva, decide cutucá-lo.

Voltar para os TTs da cantora viciada e descobrir no canto da tela que falam de um notório apresentador de TV no Trends Brasil. Entrou na lista e já ocupa a honrosa posição de terceiro lugar no pódio.

Imagina que o feito é responsabilidade de internautas que levam o termo laptop ao pé da letra: ficam diante da TV com o computador no colo, comentando o que veem. O que não é o seu caso. Ainda.

Entrar nos Twittes e descobrir que os usuários comentam que o apresentador engordou nas últimas semanas, e que o figurino não é o apropriado.

Você volta para os Twittes da cantora viciada, que caiu para a oitava colocação no Trends. Liga seu iTunes para ouvi-la. Mas terá de fazer um upgrade da sua atualização.

Aproveitar e sincronizar seu celular, para não perder os dados; nunca se esquece do dia em que perdeu um celular com todos os contatos, pois não praticava o ato banal de conectar seu computador ao seu celular por um cabo de dez reais.

Voltar para e-mails um, dois e três e responder as correspondências mais urgentes. Checar no antispam dos e-mails dois e três se algo importante ficou preso na quarentena.

Voltar para o Face e responder a três mensagens e dois convites de eventos. Confirmar a sua presença.

Começam a pipocar comentários no seu Mural sobre a frase bolada no chuveiro e o preço dos ingressos da cantora viciada. Você responde à maioria.

Começa a sangrenta maratona.

Entrar na Página Inicial do Face. Ler o que seus amigos compartilham. Comentar e curtir. Ver os vídeos linkados. Descobrir o endereço embeded ou URL original, para mandar para seus amigos, como se fosse uma pepita descoberta por você. E tuitar os mais relevantes e condizentes com a sua personalidade, ou melhor "perfil".

Numa outra janela, checar finalmente o Timeline do Twitter. Agências de notícia. Amigos. Celebridades. Atrizes gostosas. Jogadores de futebol. Piadistas. Frases famosas. Comentaristas. Pensamentos. Opiniões.
Risos. Confissões. Novidades. Confidências. Desabafos.

Compartilhar com seus amigos do Face o que você acha relevante no Twitter. Curtir, opinar, concordar, polemizar, zoar. Seduzir!

Cuidado! Já tem novas solicitações de amizade, cutucadas e curtidas. O dia está só começando. Ainda guardar tempo para os telejornais, para se manter bem informado.

Espere! Amina Abdulahh, a blogueira lésbica síria, entra no Trends USA. A sequestrada. Não. Como assim? Não existe blogueira síria. Como não? Repercute no mundo. Era um cara se fazendo passar por ela.

Um americano barbudo. Era mentira. Uma farsa.

Parar de digitar e olhar a tela do computador. Tudo mentira...


Fonte: http://www.estadao.c...ns,733902,0.htm





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