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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Obstáculos a voos no RS. Falta de pax ou de renda

BQB Rivera-POA

Já existem 29 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 jambock

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Postado 05 de janeiro de 2012 - 21:37

Meus prezados:
A história se repete
Há um claro esforço para reativar os aeroportos do interior gaúcho, mas a expansão da aviação regional esbarra num obstáculo: a falta de passageiros. Ou falta de renda.
Tanto que a uruguaia BQB deixou de fazer a rota Rivera-Porto Alegre com seus aviões ATR por isso – o ponto de equilíbrio era 10 passageiros/vôo. A história se repete nos céus de Santana do Livramento, como registrou com alguma melancolia o jornal “A Plateia”. Varig, Rio Sul, NHT e agora a BQB. Os 50 minutos nos céus agora viram seis horas na rodovia.
fonte: Jornal do Comercio, 5 jan 2012
Trocar 50 minutos de voo por seis horas na estrada, com todo o risco possível?

#2 bearshare

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Postado 05 de janeiro de 2012 - 22:02

Caro jambock,

Eu acho (e só acho, pois não fiz pesquisas de preços...), que um dos problemas é o mesmo de sempre: o preço das passagens. Outra questão é o tradicional conflito entre a liberdade de um automóvel e as restrições de um avião, em relação a horários, número de passageiros, etc. Eu lembro que quando a BQB iniciou a rota Porto Alegre - Rivera, o preço da passagem era quase o dobro da despesa que um carro tem para fazer o mesmo trajeto. Ora, num carro podem ir até quatro pessoas confortavelmente. Além disto, o trajeto entre Porto Alegre e Rivera é muito tranquilo: um pouco de tráfego nos primeiros 100 Km e depois mais nada. Eu soube por uma pessoa de Livramento que havia muita restrição de carga nesta rota, por exemplo, era probido trazer queijos, doces de leite, etc., enfim, todas aquelas coisas boas que o gaúcho gosta de comprar na fronteira. Ora, o gaúcho gosta é de ir até a fronteira (Rivera, Rio Branco, Chuy, etc.) e encher o carro de coisas boas, não apenas de "muamba" eletrônica. Sobrou então o público corporativo, que nesta rota creio ser reduzido.

Agora, outra questão completamente diferente são os demais aeroportos do interior que tem um forte potencial para o público empresarial e de carga: Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul, Vacaria, Passo Fundo. Aí, sim, eu acho que há um bom nicho para a aviação regional, se e somente se os aeroportos forem modernizados para receber aeronaves maiores e com mais capacidade de carga. Quem conhece o interior do RS sabe que é necessário um investimento colossal para deixar as rodovias nas condições necessárias ao forte parque industrial do interior. Muito antes de as rodovias serem modernizadas, é mais fácil e mais barato modernizar alguns aeroportos regionais.

Esta é a minha humilde análise leiga...

Um abraço!

#3 richardsbfz

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Postado 16 de janeiro de 2012 - 18:36

View Postbearshare, em 05 de janeiro de 2012 - 22:02 , disse:

Caro jambock,

Eu acho (e só acho, pois não fiz pesquisas de preços...), que um dos problemas é o mesmo de sempre: o preço das passagens. Outra questão é o tradicional conflito entre a liberdade de um automóvel e as restrições de um avião, em relação a horários, número de passageiros, etc. Eu lembro que quando a BQB iniciou a rota Porto Alegre - Rivera, o preço da passagem era quase o dobro da despesa que um carro tem para fazer o mesmo trajeto. Ora, num carro podem ir até quatro pessoas confortavelmente. Além disto, o trajeto entre Porto Alegre e Rivera é muito tranquilo: um pouco de tráfego nos primeiros 100 Km e depois mais nada. Eu soube por uma pessoa de Livramento que havia muita restrição de carga nesta rota, por exemplo, era probido trazer queijos, doces de leite, etc., enfim, todas aquelas coisas boas que o gaúcho gosta de comprar na fronteira. Ora, o gaúcho gosta é de ir até a fronteira (Rivera, Rio Branco, Chuy, etc.) e encher o carro de coisas boas, não apenas de "muamba" eletrônica. Sobrou então o público corporativo, que nesta rota creio ser reduzido.

Agora, outra questão completamente diferente são os demais aeroportos do interior que tem um forte potencial para o público empresarial e de carga: Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul, Vacaria, Passo Fundo. Aí, sim, eu acho que há um bom nicho para a aviação regional, se e somente se os aeroportos forem modernizados para receber aeronaves maiores e com mais capacidade de carga. Quem conhece o interior do RS sabe que é necessário um investimento colossal para deixar as rodovias nas condições necessárias ao forte parque industrial do interior. Muito antes de as rodovias serem modernizadas, é mais fácil e mais barato modernizar alguns aeroportos regionais.

Esta é a minha humilde análise leiga...

Um abraço!

Acho que é exatamente isso! Aumentar o preço quando a data se aproxima tudo bem, mas o preço mesmo com antecedência ser exagerado é muito! Campanhias regianais abusam quando estão sozinhas na rota, além das restrições!

#4 Murundum

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Postado 16 de janeiro de 2012 - 18:51

View Postbearshare, em 05 de janeiro de 2012 - 22:02 , disse:

Caro jambock,

Eu acho (e só acho, pois não fiz pesquisas de preços...), que um dos problemas é o mesmo de sempre: o preço das passagens. Outra questão é o tradicional conflito entre a liberdade de um automóvel e as restrições de um avião, em relação a horários, número de passageiros, etc. Eu lembro que quando a BQB iniciou a rota Porto Alegre - Rivera, o preço da passagem era quase o dobro da despesa que um carro tem para fazer o mesmo trajeto. Ora, num carro podem ir até quatro pessoas confortavelmente. Além disto, o trajeto entre Porto Alegre e Rivera é muito tranquilo: um pouco de tráfego nos primeiros 100 Km e depois mais nada. Eu soube por uma pessoa de Livramento que havia muita restrição de carga nesta rota, por exemplo, era probido trazer queijos, doces de leite, etc., enfim, todas aquelas coisas boas que o gaúcho gosta de comprar na fronteira. Ora, o gaúcho gosta é de ir até a fronteira (Rivera, Rio Branco, Chuy, etc.) e encher o carro de coisas boas, não apenas de "muamba" eletrônica. Sobrou então o público corporativo, que nesta rota creio ser reduzido.

Agora, outra questão completamente diferente são os demais aeroportos do interior que tem um forte potencial para o público empresarial e de carga: Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul, Vacaria, Passo Fundo. Aí, sim, eu acho que há um bom nicho para a aviação regional, se e somente se os aeroportos forem modernizados para receber aeronaves maiores e com mais capacidade de carga. Quem conhece o interior do RS sabe que é necessário um investimento colossal para deixar as rodovias nas condições necessárias ao forte parque industrial do interior. Muito antes de as rodovias serem modernizadas, é mais fácil e mais barato modernizar alguns aeroportos regionais.

Esta é a minha humilde análise leiga...

Um abraço!


Análise perfeita.

#5 Evieiramiranda

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Postado 16 de janeiro de 2012 - 22:29

Estados de população e PIB semelhantes (os números do RS são um pouco maiores que os do PR). Gostaria de saber porque as cidades do interior do RS não possuem uma ligação aérea (com a capital e com outros Estados), como há no interior do Paraná.

No RS, apenas POA e CXJ operam voos das grandes, enquanto no PR, além de CWB, temos aeroportos razoavelmente movimentados, como LDB, MGF e IGU.

Acho que apenas Cascavel, atendida por empresas com aviões de motores (ATRs e LETs) estaria no mesmo patamar de outras grandes cidades do interior do RS, como Pelotas, Santa Maria, Rio Grande.

E só a geografia mesmo a principal explicação para essas diferenças.

Seria interesante ver algumas análises dos colegas.

Saudações.

#6 emmerich

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Postado 16 de janeiro de 2012 - 23:11

Deve ser algo semelhante , salvo as proporções no que ocorre no mercado argentino entre Rosário(1 milhões de hab.) e Buenos Aires.
Apesar de um mercado grande, a aerolineas só tem 2 voos para ROS partindo de B.A. nos E190.
A maioria prefere ir de carro para Buenos Aires ou de transporte (van, onibus) até EZE ou AEP.

#7 Cybertron

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Postado 16 de janeiro de 2012 - 23:32

View PostEvieiramiranda, em 16 de janeiro de 2012 - 22:29 , disse:

Estados de população e PIB semelhantes (os números do RS são um pouco maiores que os do PR). Gostaria de saber porque as cidades do interior do RS não possuem uma ligação aérea (com a capital e com outros Estados), como há no interior do Paraná.

No RS, apenas POA e CXJ operam voos das grandes, enquanto no PR, além de CWB, temos aeroportos razoavelmente movimentados, como LDB, MGF e IGU.

Acho que apenas Cascavel, atendida por empresas com aviões de motores (ATRs e LETs) estaria no mesmo patamar de outras grandes cidades do interior do RS, como Pelotas, Santa Maria, Rio Grande.

E só a geografia mesmo a principal explicação para essas diferenças.

Seria interesante ver algumas análises dos colegas.

Saudações.


Já em SC há FLN, XAP, JOI, NVT e CCM com ligações a outros estados. Com exceção de FLN-XAP e JOI-CCM, não há voos ligando os aeroportos entre si dentro do estado.

#8 TaZmaniA

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Postado 17 de janeiro de 2012 - 09:25

Acho que já comentamos sobre isso, na maioria dessas rotas citadas acima, a NHT opera no RS, com um avião ao meu ver não adequado, pois não carrega carga e carrega poucos PAX, aumentando muito o custo da passagem.

Porém devemos também nos perguntar até quando, pois no momento em que uma outra Cia começar a fazer alguma rota parecida com um ATR a coisa ficará feia, vejamos por exemplo, POA-URUGUAIANA, essa rota com um ATR seria feita em 1h mais ou menos, enquanto de ônibus (Planalto controladora da NHT faz em 12h) leva apenas 42 pessoas diferente do ATR que leva quase o dobro, em 1 / 12 de tempo e pela metade do preço..

A empresa está dormindo... Se não abrir o olho vai quebrar e levar a empresa de ônibus junto...

#9 dejolo

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Postado 17 de janeiro de 2012 - 10:25

MAs a questão principal é: Existe demanda para 70 pax/dia nos trechos POA/URUGUAIANA e URUGUAIANA/POA ???

É um cálculo difícil de fazer... Fora que os custos de operar ATR devem ser muito superiores aos de operar a frota da NHT.

#10 PaxPoa

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Postado 17 de janeiro de 2012 - 11:16

Não é só uma questão de preço, mas de valor.

Por exemplo, se eu tenho uma reunião em Rio Grande e puder ir e voltar de avião no mesmo dia, poderia pagar até R$ 900. Mas a maioria das rotas regionais sempre foram vôos bate-e-volta. Ou seja, tem que ficar mais um dia. Então pra mim, vale menos.

#11 asm

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Postado 17 de janeiro de 2012 - 22:01

1. A malha rodoviária do RS é boa.
2. As cidades com maior população e com maior poder aquisitivo são próximas a POA (Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo.....Novo Hamburgo, Sao Leopoldo.......), todas ficam há menos de 300 Km de POA.
3. Cidades mais distantes de POA como Livramento, Uruguaiana, Ijui, Santo Angelo, Sao Borja, Cruz Alta nao tem publico business e além disso o poder aquisitivo não é bom.
A NHT nao é amadora, eles sabem que o publico de negocios é restrito na cidades onde voa e por isso o aviao é pequeno e caro. Nao devem querer correr o risco de apostar em outro publico talvez menos rentavel.
O problema é que perdemos o voo para Punta del Este. Uma pena!

#12 asm

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Postado 17 de janeiro de 2012 - 22:04

Se a regiao da serra gaucha (Caxias, Bento, Gramado...) e se o Vale dos Sinos (Novo Hamburgo, Sao Leopoldo e vou colocar Canoas na parada) fossem localizados nas regioes de Uruguaiana, ou Santo Angelo por exemplo, teriam diversos voos diários de Boeing ou Airbus para POA e SP, por exemplo. Ocorre que são cidades muito proximas a POA.

#13 x-varigvinny

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Postado 17 de janeiro de 2012 - 23:03

View Postdejolo, em 17 de janeiro de 2012 - 10:25 , disse:

MAs a questão principal é: Existe demanda para 70 pax/dia nos trechos POA/URUGUAIANA e URUGUAIANA/POA ???

É um cálculo difícil de fazer... Fora que os custos de operar ATR devem ser muito superiores aos de operar a frota da NHT.


POA/Uruguaiana até tem uma demanda próxima a isso, mas leva-se em conta que a Planalto faz POA/URG via Santa Maria, onde eles captam muitos passageiros e uma parte desembarca. Por isso que o voo POA-URG é via RIA.

O fato é que nem todo mundo trocaria o ônibus pelo avião, como minha avó, que não tem um poder aquisitivo para voar de NHT. Uma aeronave mais adequada a essa rota não seria o ATR-72, mas talvez o ATR-42, que tem tamanho similar aos ônibus da Planalto.

#14 bearshare

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Postado 18 de janeiro de 2012 - 12:32

View Postasm, em 17 de janeiro de 2012 - 22:01 , disse:

1. A malha rodoviária do RS é boa.
2. As cidades com maior população e com maior poder aquisitivo são próximas a POA (Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Santa Maria, Pelotas, Passo Fundo.....Novo Hamburgo, Sao Leopoldo.......), todas ficam há menos de 300 Km de POA.
3. Cidades mais distantes de POA como Livramento, Uruguaiana, Ijui, Santo Angelo, Sao Borja, Cruz Alta nao tem publico business e além disso o poder aquisitivo não é bom.
A NHT nao é amadora, eles sabem que o publico de negocios é restrito na cidades onde voa e por isso o aviao é pequeno e caro. Nao devem querer correr o risco de apostar em outro publico talvez menos rentavel.
O problema é que perdemos o voo para Punta del Este. Uma pena!

Concordo com quase tudo, menos com o item 1) "a malha rodoviária do RS" é boa". Eu considero péssima a malha rodoviária do RS. Várias rodovias importantes são recapeadas todos os anos, porque depois do inverno o Estado vai lá e faz uma tapeação de remendos, que no próximo inverno ficam todos detonados. É um círculo vicioso sem fim. O Estado do RS tem de fazer investimentos de grande porte para modernizar a malha, para duplicar as principais rodoviais.

#15 asm

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Postado 18 de janeiro de 2012 - 20:36

View Postbearshare, em 18 de janeiro de 2012 - 12:32 , disse:

Concordo com quase tudo, menos com o item 1) "a malha rodoviária do RS" é boa". Eu considero péssima a malha rodoviária do RS. Várias rodovias importantes são recapeadas todos os anos, porque depois do inverno o Estado vai lá e faz uma tapeação de remendos, que no próximo inverno ficam todos detonados. É um círculo vicioso sem fim. O Estado do RS tem de fazer investimentos de grande porte para modernizar a malha, para duplicar as principais rodoviais.

Em comparação com o resto do Brasil (exceto SP) a malha é considerada boa sim. Claro que há muitas estradas com buracos mas vc nao imagina como é por esse Brasil. Vc consegue rodar para Bage, Pelotas, Uruguaiana, Santo Angelo, Ijui, Sao Borja.........cidades distantes de POA por rodovias em condicoes boas.
Eu rodo com frequencia pela regiao de Lajeado, Caxias, Bento, Passo Fundo, Santo Angelo, Ijui e Cruz Alta. Nao rodo para a fronteira mais ao sul mas sei que as estradas tem menos trafego e sao até um pouco melhores.

#16 asm

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Postado 18 de janeiro de 2012 - 20:38

Rodovias gaúchas estão em boas condições, diz estudo da CNT


De acordo com a 15ª edição da pesquisa de rodovias divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), as condições das estradas do Rio Grande do Sul foram consideradas satisfatórias, além de estarem acima da média da região Sul do País. O sistema rodoviário gaúcho totaliza 153.632km de extensão. No entanto, apenas 11.648km correspondem a rodovias federais e estaduais pavimentadas.

A extensão pesquisada no Estado, neste ano, totalizou 7.958km, ou seja, 68,3% das rodovias federais e estaduais pavimentadas. Do total analisado, 62,0% foram considerados bons, o que representa 4.938km, e 3.020km (38%) foram classificados como deficientes, dos quais apenas 790km (10,0%) foram considerados como críticos.

A pesquisa levou em conta rodovias que conectam os principais municípios entre si e com a Capital e que garantem acesso aos portos, principalmente ao Superporto do Rio Grande. O estudo apontou que em 77,3% dos trechos avaliados a pintura das faixas laterais está visível, classificado pela pesquisa como bom. A sinalização nas rodovias foi avaliada como ótima.

Em nível nacional, os números apresentados não são tão positivos. Mais da metade das rodovias brasileiras pavimentadas apresenta problemas, segundo a avaliação da CNT. Foram percorridos 92.747km de rodovias. Destes, 53.226km, o que corresponde a 57,4% do total, apresentaram algum tipo de deficiência. De acordo com a pesquisa, 24.899km estão em situação crítica, ou seja, 26,9%.

A pesquisa aponta que, em relação ao pavimento, 44.479 km (47,9%) têm problemas. Em relação à sinalização, esse número sobe para 52.738 km, ou 56,9% do total analisado. Além disso, em 88,3% dos trechos analisados predominam pistas simples de mão dupla. Em condições favoráveis, avaliado como ótima ou boa condição pelo estudo, estão 39.521 km, o que corresponde a 42,6% da extensão pesquisada.

"Se o governo não resolver os problemas das rodovias, o Brasil vai sofrer um colapso de transporte. A proposta de desenvolvimento para os próximos anos estará comprometida, caso não sejam feitos os investimentos necessários", alerta o diretor executivo da CNT, Bruno Batista. A entidade avalia que serão necessários R$ 200 bilhões em investimentos apenas em rodovias, a fim de deixá-las em boas condições. Em 2010 foram investidos apenas R$ 13 bilhões. Destes, R$ 9 bilhões tiveram como destino as rodovias federais.

Segundo Batista, o cenário piorou na comparação com a pesquisa feita em 2010. "Em relação ao passado, se verifica um decréscimo em termos de qualidade. Nossa grande preocupação é que, no ano em que o governo mais investiu em rodovias, as condições não mudaram. Isso mostra que o governo não está investindo de forma correta, e que existe um problema gerencial que precisa ser muito bem equacionado e de forma rápida", disse o pesquisador.

Sobre os grandes prejudicados frente à situação das rodovias brasileiras, Batista afirma que quem acaba pagando por isso é a indústria, que perde competitividade, e o consumidor, que acaba pagando mais caro pelos produtos. "Isso sem falar no crescente número de mortes que acontecem diariamente nas estradas", acrescentou. Outro dado apurado, em relação à pesquisa anterior, foi o aumento no número de pontos críticos, passando de 109 para 219 em 2011.

Como nos anos anteriores, a pesquisa aponta que o Sudeste do País é a região que apresenta as melhores condições de rodovias. Do total de 26.778km avaliados, 24,6% são classificados como em ótimo estado; 30,7% como bom; 28,2%, regular; 13,2%, ruim e 3,3%, péssimo.

Em seguida aparece a região Sul, com 19,7% do total de 16.199km analisados como em ótimo estado; 40,7% em bom estado; 26,3% classificados como regulares; 10,7% como ruins e 2,6% como péssimas.
Em relação à qualidade de pavimentação, os resultados do levantamento feito pela CNT mostram que 46,6% das estradas apresentam pavimento ótimo; 5,5%, pavimento bom; 33,9%, regular; 11,2%, ruim; e 2,8%, péssimo.

Nesse quesito são observados itens como se o pavimento está perfeito, com buracos e se obriga redução da velocidade. De acordo com o estudo, o pavimento das rodovias, em geral, apresenta defeitos que acabam prejudicando a atividade de transporte de cargas e de passageiros no País.

No que diz respeito às diferenças existentes na administração, a confederação aponta que, das que estão sob concessão (15.374km), 48% foram classificadas como ótimas; 38,9% como boas; 12% como regulares; 1,1% como ruins e nenhuma foi avaliada como péssima. No entanto, entre as rodovias sob gestão pública (77.373km), somente 5,6% foram avaliadas como ótimas; 28,2% como boas; 34,2% como regulares; 21,5% como ruins e 10,5% como péssimas.

Para que a pesquisa fosse feita, a CNT utilizou 17 equipes espalhadas por todo o País durante 39 dias. As rodovias pesquisadas abrangem toda a malha rodoviária federal pavimentada, os principais trechos de rodovias estaduais pavimentadas e as concedidas.

Fonte:
http://jcrs.uol.com.....php?codn=77056

#17 Murundum

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Postado 18 de janeiro de 2012 - 21:49

Se as rodovias do RS estão bem imagino o resto....mas o pior aqui não são as rodovias mas a cambada de psicopatas que se aventuram nas estradas fazendo cada loucura, todos se acham um Airton Senna...

#18 TaZmaniA

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Postado 18 de janeiro de 2012 - 22:25

Tudo bem, que sejam boas as rodovias ...

Mas e a exposição ao risco ? hj em dia quanto menos tempo na rua nesse país melhor ...

E, aquela velha máxima vale: TIME IS MONEY!

Acho que de 42 ou 72 ia bem...

#19 jambock

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Postado 19 de janeiro de 2012 - 21:35

Meus prezados:
Quando é que o Brasil vai entender que a sua produção agrícola e manufaturados deve ser transportada via ferroviária e fluvial? 300, 400 hp para transportar 20, 25 toneladas, via rodoviária, não dá!

Editado por jambock, 19 de janeiro de 2012 - 21:40 .


#20 x-varigvinny

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Postado 19 de janeiro de 2012 - 21:52

View Postjambock, em 19 de janeiro de 2012 - 21:35 , disse:

Meus prezados:
Quando é que o Brasil vai entender que a sua produção agrícola e manufaturados deve ser transportada via ferroviária e fluvial? 300, 400 hp para transportar 20, 25 toneladas, via rodoviária, não dá!


Incrível como a malha ferroviária do Rio Grande do Sul foi sucateada. Moro em uma cidade que sofreu um boom econômico trazido pela ferrovia: a cidade se desenvolveu ao redor da estação, muitos trabalhadores da VFRGS ergueram escolas, vilas e prédios pela cidade. Com o declínio da ferrovia, a cidade teve que buscar desenvolvimento no comércio. Se antes haviam oficinas para as locomotivas e vagões, uma grande estação e uma malha extensa, agora resta uma herança de uma região da cidade arcaica, ruínas e esqueletos das oficinas, uma estação de trem abandonada e de vez em quando alguns velhos trens da ALL herdados da RFFSA.





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