
QF 766 ADL-SYD
B767-338ER(VH-OGT)
11NOV2011
Horários estimados: 17:45/20:10
Horários reais (solo a solo): 17:56/20:01
Duração total: 1:35
Assento: 46A
Ocupação: LOTADO
O trecho Adelaide-Sydney foi o último trecho realizado na Austrália, onde só voei Qantas. O primeiro foi Sydney-Cairns, para mergulhar na Grande Barreira de Corais (impressionante!); saindo do mar tropical, fui ao deserto, no famoso outback australiano, ver um dos ícones da Austrália, o Uluru (Ayers Rock). De lá, peguei um curto voo Ayers Rock-Alice Springs, e nessa última cidade, embarquei no trem The Ghan e cruzei o outback até chegar em Adelaide.
Adelaide é a quinta maior cidade da Austrália, e seu nome homenageia a rainha consorte do rei William IV. Capital do estado de South Australia, é considerada uma das principais capitais culturais da Austrália, sediando o Festival de Artes bianual. É uma cidade planejada: o centro é formado por ruas em forma de grade e é envolto por enormes parques (vejam a foto tirada do avião mais abaixo).
Infelizmente não tive muito tempo de ver a cidade, consegui passear só por umas 3 horas desde que desembarquei do trem, e já estava na hora de ir para o aeroporto. Não achei nada de espetacular à primeira vista, talvez seja uma dessas cidades em que é preciso de mais tempo para se conhecer...
O aeroporto de Adelaide é de tamanho médio, tendo movimentado cerca de 7 milhões de passageiros em 2010, pouco menos que Confins. Oferece voos nacionais para todas as grandes cidades da Austrália e, no setor internacional, para Cingapura, Kuala Lumpur, Hong Kong, Bali e Auckland.
O trecho que realizei é o que está em vermelho, com apenas 724 milhas. (Imagem do Airline Route Mapper)

O aeródromo conta com duas pistas que se cruzam, a 05/23, com 3100m, e a 12/30 com 1650 m. Oferece ILS na cabeceira 23, categoria I.
Cheguei ao aeroporto vindo diretamente da estação de trem, e quando cheguei no hall do aeroporto, vi que meu voo estava no horário.

Olhei para cima e vi um enorme logotipo da Qantas mas... ué, cadê os balcões de check-in?
A cena era quase igual a essa:

Olhando mais atentamente, deu para ver que os balcões de check-in tinham sido substituídos por despacho automático de bagagens.

Deu para perceber que eu mesmo faria o check-in

Aí funciona assim: vc mesmo coloca as fitas adesivas nas malas e as carrega até o local apropriado, com o código de barras virado para o leitor. Sua mala é pesada, o código de barras lido e a esteira começa a andar, e vc diz adeus à mala.
Despachadas as malas, fui visitar o centro de Adelaide (peguei o ônibus do aeroporto) e três horas depois estava de volta.
Assim como na Nova Zelândia (e como era nos EUA nos anos 90), qualquer um pode acessar a área de embarque, basta passar pelos detectores de metais. Não precisa ter cartão de embarque.
Área de embarque

Os tráfegos:






E finalmente, o avião que me levaria a Sydney!


Chegando no portão

Portão

O embarque ocorreu normalmente, e fui bem recebido pelas comissárias sorridentes
O avião lotou na classe econômica. Logo veio o speech, que informava que após um curto táxi iríamos decolar rumo sudoeste, ao sul da cidade. O tempo em Sydney estava bom, com temperatura de 21°C.

O avião tinha 13 anos de idade, mas estava limpo e tudo funcionava. Não havia telas individuais, só uma telona na primeira fileira, à moda antiga.

Chegou então a hora da demonstração dos procedimentos de segurança, e como não havia AVOD, a tarefa ficou por conta dos próprios comissários. Ao lado da minha fileira, uma aeromoça se posicionou e estava tão mal humorada que chegava a ser cômico. Enquanto esperava o início do speech da chefe dos comissários, suspirava de impaciência com os olhos para cima. Definitivamente, não era o dia dela.
Portões fechados aos 49, push-back e táxi à cabeceira 23, via taxiways L, A e B2.

Às 17:56, a tripulação informa que está pronta para decolar e recebe a autorização:
“Qantas 766, tower, good day, wind 200 degrees at 10 knots, runway 23, cleared for takeoff”.
Logo após a decolagem, uma bela vista das praias da região ao executar a saída Panki 1.


O aeroporto visto do alto

Depois, deu para ver a cidade, com o centro separado do resto da cidade por enormes parques.

O APP Adelaide nos autorizou a subir até o FL240.
Essa "linha" separa um parque nacional no estado de Victoria (em verde) do estado de South Australia. Achei interessante um parque nacional terminar de modo tão artificial. Briga entre estados, talvez?

O serviço de bordo começou e pudemos escolher entre frango e carne. Escolhi frango, que veio acompanhado de molho "kung pao". Estava gostoso. Tinha também pão, manteiga, um quadradinho de chocolate Lindt

O atendimento foi ótimo, exceto pela comissária impaciente, mas foi um caso isolado. Voei 4 vezes com a Qantas e posso dizer que essa comissária foi um caso isolado, a única que não correspondia às 4 estrelas do Skytrax.
A essa altura estávamos voando "guardados", como se diz no jargão aeronáutico, ou seja, no meio das nuvens.
Não demorou muito e iniciamos a descida. Logo veio o speech: Sydney nos aguardava com vento de nordeste e temperatura de 20°C, e fomos informados que estávamos reduzindo a velocidade a pedido do controle de aproximação e que pousaríamos em Sydney às 20h.
Mais próximos da cidade, o controlador nos autorizou a descer para 8000 pés e esperar por aproximação visual independente para a pista 34L. Ao cruzar 9000 pés, reduzimos a velocidade para 220 nós para sequenciamento, havia dois tráfegos com urgência médica que iriam pousar na pista 07.
Já na final, chamamos a torre e esta pediu para liberarmos na saída rápida e autorizou o pouso: “Wind showing 040 degrees, 12 knots, runway 34L, cleared to land”. A aproximação final ficou mais interessante com a leve turbulência que fazia os ailerons funcionarem sem parar.

Liberamos à direita, taxiamos via B, B2 até o terminal 1 doméstico, onde estacionamos no portão 2 às 20:07.

Saindo no saguão do aeroporto, não podia deixar de fotografar um bonito e antigo Avro 504K da Qantas, um dos dois aviões com os quais a empresa começou a operar em 1920.

Em resumo, a Qantas merece as 4 estrelas que tem no Skytrax, ao oferecer um serviço ótimo e consistente, certamente superior ao que se encontra nas grandes companhias das Américas e da Europa.
Espero que tenham gostado! No próximo FR, a volta ao Brasil fazendo Sydney-Auckland-Santiago e depois, SCL-GRU.














