Omykron, em 27 de janeiro de 2012 - 20:54 , disse:
isso porque normalmente essas pessoas lidam com orea seca pela que le mas não aprende os cursos que a empresa da (principalmente cargas perigosas).
um dos meus maiores pepinos quando trabalhei no solo, com direito a supervisor meter dedo na minha cara e falar que eu seria demitido, e ter de vir o gerente explicar porque eu estava certo foi isso:
22 agentes da segurança nacional embarcando e despachando seus pentes de munição extra.
ao perceber aquele volume acima do normal, liguei para a supervisão e expliquei que aquilo extrapola a norma interna de transporte de munição a bordo (carga perigosa explosiva), e que sem autorização do COA, não seria possivel fazer o embarque dos agentes com as munições.
recebi a ordem de ignorar a regra de HAZMAT, mas liguei para o gerente e liguei para o COA da empresa (corta estoura sempre do lado fraco).
Embarque retido (por ordem do COA até uma decisão for tomada), ai o escandalo veio com esse supervisor.
Antes do escandalo chegar, já tinha feito contato com o chefe da operação, que compreendia a limitação (que já tinha ocorrido na vinda deles) e que seguiria ao menos um policial da SN em cada voo a ser acomodado.
enquanto falava com o COA veio o senhor supervisor (que meses depois foi demitido por outros assuntos internos) armando o barraco metendo dedo na minha cara no saguão. Prontamente liguei para o gerente que foi lá explicar tudo para o supervisor.
voltando ao caso, a GOL não faz o transporte de munição no porão, porém a lei permite até 2 carregadores por portador. O impasse provavelmente foi esse. Muito provavelmente o meritissimo achou estar acima da lei e carteirou de baixo para cima todo mundo no aeroporto para passar.
Quem deve informar o total de munição é o portador, que permitirá a confecção de um NOTOC para que o comandante do voo possa informar para a tripulação de cabine aonde encontra-se o passageiro armado, porque ele não pode receber bebidas alcoolicas por portar a arma.
Tal notoc deve seguir na mão de um funcionário a delegacia da PF ou autoridade competente para que eles confiram o porte de arma, a desmuniciação dela e para que tanto o notoc como o cartão de embarque sejam carimbados e o nome do mesmo constar em uma planilha de embarque de passageiros armados.
Omy, se eu te falar a quantidade de absurdos que já ouvi de funcionários de empresas aéreas viajando armado.
Já teve comandante que disse que no avião dele ninguem viajava armado, atendente que disse que o calibre não era permitido, outro que teimou que eu tinha de ter porte de arma e assim vai.
A verdade é que este trabalho não deveria ser feito pelas empresas e sim pela própria PF, mas se ela não consegue nem controlar a entra e saída de estrangeiros imagina o embarque armado.
A regra prevista no IAC 107-1005 não faz muito sentido, principalmente para Policiais, o que torna o procedimento um tanto quanto vazio.
Nunca a Polícia Federal por exemplo questionou a quantiodade de armas ou munições que eu declarei. Tenho amigos policiais que sempre falam que têm uma arma e um carregador,e sempre embarcam com 3 armas.
Leandro Renault, em 27 de janeiro de 2012 - 20:55 , disse:
Por que não negociaram do lado de fora da aeronave e deixaram a mesma partir com os demais passageiros que nada tinham a ver com o bagulho?
Provavelmente porque ele não seguiu o procedimento descrito pelo Omy acima e entrou no avião sem declarar que estava armado, neste caso o avião deve ser esvaziado e a Policia chamada, quando o armamento é declarado as normas prevêem o máximo de descrição possível, o que nem sempre é observado pelos funcionários das empresas e pelos passageiros.
Stratocruiser, em 27 de janeiro de 2012 - 21:11 , disse:
Ola Andre,
Existe exame psicologico e o mesmo reprova ate' candidatos que tenham tido desempenho brilhante nas provas. O que pode ter acontecido e' que o referido juiz considerou que nao havia proibicao clara e que ele estava com a razao e no gozo de seus direitos. Quando achamos que temos razao, achamos tambem que devemos fazer a lei valer. Isso vale para todos nos cidadaos. E alguma razao na certa o juiz tinha, senao nao teria sido necessario 1h30 de argumentacao e bastaria 5 minutos para mostrar as regras ou mesmo dete-lo se necessario.
Acho, porem, que se o juiz tinha alguma razao, certamente nao teve a razoabilidade que se espera de alguem com curso superior ocupando um cargo qualificado como o seu. Considerando que ele proprio nao era qualquer ameaca, e que haveria outras formas seguras de confiar o transporte do armamento ou municao `a tripulacao, sem atrasar o voo e sem prejudicar os demais passageiros, isso poderia ter sido feito.
E175, em 27 de janeiro de 2012 - 21:20 , disse:
Independente do mérito da questão, pra que fazer showzinho? Pra mostrar que tem poder? Eu entregaria até a arma toda pra evitar um problema. Se depois achasse que estava certo, faria uma reclamação na companhia ou na ANAC. Mas não, tem um povinho que precisa se auto afirmar com esse tipo de coisa. Deveriam ter juntado todos os passageiros num protesto daqueles que o sujeito fica bem envergonhado. Queria ver ele ter peito pra dar voz de prisão pra 100 pax.
Então E175, você provavelmente não possui e não anda armado, mas arma não é algo que as pessoas entregam para terceiros, via de regra quem anda armado é por necessidade e por isso não se desvincula de sua proteção, não se tratando de uma questão de poder.
É dificil de explicar, e com isso não quero justificar a atitude do Juiz, até mesmo porquê ele poderia ter entregue tranquilamente um dos carregadores, mas 99% das pessoas que eu conheço que andam armadas em último caso sairiam do voo mas não entregariam a arma.
Abraços!