Peraí!!! CGH-VCP???? What the hell is it??? Sim, a ligação entre a maior metrópole do Brasil com a maior metrópole interiorana (desde quando Campinas é interior
A Azul já operava em Congonhas uma vez por semana, com os E-Jets ligando Sampa à Porto Seguro. Isso não representa nada na malha da Azul e muito menos de Congonhas, mas foi uma forma da empresa de Neeleman entrar no mais cobiçado aeroporto doméstico. Creio que a Azul viu que era mais vantagem cancelar a rota por que em nenhuma das pontas é seu hub e fica dependente do próprio público das cidades.
Então por que não ligar seu CGH ao seu hub, e de lá o pax paulistano tem opções para mais de 30 cidades servidas pela Azul, a 25 minutos de vôo, podendo reposicionar o E-Jet para outra rota e usar o ATR 72-600.
Com isso a empresa entrou com o pedido de HOTRAN para operar a rota. Com o pedido acatado ela lançou no sistema, e com preços para lá de competitivos: R$ 29,90 + taxas, mas a demanda fez com que este preço alguns dias depois chegasse aos incríveis R$ 299,00
Comprei a etapa CGH-VCP e com direito ao ônibus gratuito entre Campinas e SP, ou seja, fiz Congonhas-Barra Funda via Campinas! Se eu achava que CGH-VCP era loucura, o que dizer de alguns colegas paulistanos que fizeram VCP-CGH-VCP-SP?
Cheguei em Congonhas cedo e o aeroporto não apresentava aquele ritmo frenético de executivos durante a semana. Estava mais calmo, eram famílias indo rever parentes e pessoas indo para destinos de lazer.
Naquele dia Sampa não estava quente, estava um inferno! O calor era terrível e logo entrei na sala de embarque de CGH para aproveitar o ar-condicionado. No painel de partidas estava previsto o vôo, AD 4186 para Porto Seguro, portão 17A.
Porto Seguro? Mas peraí, não é Campinas? Eu não sei se a Infraero não atualizou ou sei lá, mas estava lá, será por que a maioria iria para BPS? De qualquer forma eu não iria reclamar nadinha de ir para BPS, só teria que arranjar uma desculpa para o chefe na segunda-feira
Enquanto isso na sala remota de CGH, saiam alguns vôos Tam e Gol rumo à Salvador, Florianópolis, Rio e Brasília. Próximo do horário do vôo – 14h58min – fora anunciado que haveria um pequeno atraso e nossa partida estava prevista para as 15h16min. Era possível ouvir uns funcionários da Azul discutindo sobre a operação, pois era a primeira vez que um ATR 72-600 da empresa pousaria no aeroporto paulistano.
Aproximadamente 14:50 era o iniciada a chamada para o embarque, com os funcionários da Azul dividindo em duas filas o embarque, de um lado os que sentavam da fileira 01 até à 09, enquanto a outra era da 10 ao 18. Eu não entendi muito, seria prático se estivesse em um finger ou em vários ônibus, mas foi apenas um ônibus que levou todo o pessoal até o avião, ou seja fizeram a triagem no balcão para depois misturar dentro do busão novamente
Dentro do ônibus vejo de longe um pequeno grupo tirando muitas fotos e um dos “meliantes” portando uma maletinha da gloriosa PanAm, isso mesmo é o nosso mestre dos FR’s FCanteras, acompanhados pelo Boeing 707, mbgmotta, Mario SP, MTorres, além do Arthur e da Raíssa. Ao meu lado no ônibus estavam três pessoas e em uma breve conversa descobri que eram da Azul e comentei que o pessoal do CR também estava no vôo.
Ao descer do ônibus me apresento aos colegas do CR que de forma eloqüente também tiravam fotos da ave. A aeronave em questão era o PR-ATR, com apenas 5 meses de vida e o primeiro ATR 72-600 da empresa, que batizou com o nome de Azul Tango Romeu.
A ave do nosso vôo:

E um bônus (eu juro que estava tirando fotos do ATR quando ela aparece)

Ao entrar no avião junto com o grupo a simpática chefe de cabine Alana nos cumprimenta e percebo a surpresa dela de ver alguns do VCP-CGH retornando para o vôo, o Canteras complementa que eu estava juntando na turma que faria esta etapa.
Já acomodado na poltrona reparo que o avião estava quase full, com apenas uma poltrona do meu lado vazia, que logo foi ocupada por um mecânico da Azultec em serviço. O POB dessa etapa era de 71 pessoas, uma a menos que a capacidade da aeronave (68 paxs + 4 tripulantes).

A equipe deste vôo era formada pelo comandante Lantelme e primeiro-oficial Brunet, na cabine de passageiros, além da Alana estava a comissária Gisele. A tripulação mostrava-se muito cordial, havia uma crianças chorando alguns assentos à minha frente e a comissária Alana consegui distrair ela oferecendo salgadinhos e biscoitos.
O speech fora feito, ressaltando que era o primeiro CGH-VCP da empresa e a tripulação chamando o avião de ATR 600, como uma forma de enfatizar que era uma aeronave mais nova que a série 200. Portas fechadas, o avião começa a fazer o pushback.

A nova torre de controle de CGH

O line-up monótono Laranja-Vermelho


Coloco aqui o trecho que o nosso amigo PP-CJC informa os dados vôo, que acompanhou e fez uma cobertura ao vivo da chegada e partida deste vôo:
PP-CJC, em 04 de fevereiro de 2012 - 14:54 , disse:
O nível autorizado na rota CGH / VCP foi o 120. Quanto o comandante solicitou o taxi, a controladora o autorizou via faixa Mike, passado alguns instantes a controlado pediu ao piloto do ATR da AZUL que aguardasse um momento no través do finger 06 a fim de possibilitar o inicio do puch-back do avião da TAM - JJ 3055 CGH / POA (PT-MZL) que decolou com o pob de 117, passados cerca + ou - dois minutos ambos foram autorizados a iniciar o taxi em direção ao ponto de espera da pista 17 direita.
E as fotos da decolagem feita pelo Dreamliner:
Dreamliner, em 04 de fevereiro de 2012 - 23:37 , disse:


Agora de dentro do avião
Sobrevoando a Guarapiranga-Billings

O avião estava em um nível de FL tão baixo que o maior entretenimento era observar a vista panorâmica que o ATR oferecia. Interessante também era o barulho dos motores do -600, bem mais silenciosos que seus irmãos mais antigos. O espaço é o mesmo do -200, porém com novos bins, iluminação e poltronas.

Pouco mais de 20 minutos de vôo era anunciado o pouso e às 15:50 estávamos em solo campineiro.
Antes de sair comentei com a Alana (que estava oferecendo salgadinhos e biscoitos) se era possível visitar a cabine de comando e ela pediu para aguardar um momento. Porém ia desistir e comentar com a aeromoça. Mas quando eu, FCanteras e o Mário SP estávamos saindo quando ela pergunta “Vocês não querem ver a cabine?”, que foi a mesma coisa que dizer se um sapo quer ir para o lago. Com a autorização do comandante, fomos para a cabine, onde estava o piloto Brunet, e uma conversa rápida ele mostrava o entusiasmo dos novos -600, como a motorização e os novos painéis, um dos principais trunfos da nova geração ATR. Como podem ver nesta foto:

Depois disso despedimos da tripulação e fomos em direção ao ônibus da Infraero, onde os passageiros estavam esperando os 3 últimos passageiros para fechar as portas e ir para o terminal de VCP.
Chegando lá pego o ticket da Azul para Barra Funda, com a seguinte conversa entre eu e o atendente da Azul:
A345_Leadership, em 06 de fevereiro de 2012 - 21:21 , disse:
- O senhor está vindo de Congonhas?
- Sim.
- E quer a senha para o ônibus de Congonhas?!
- Não!
- Quero o da Barra Funda
(breve momento de pausa do atendente)
- Okay então.
Eu acho que esta mesma conversa aconteceu com o Motta também
Com o passe em mão e parte da equipe retornando para SP de carro, despeço me dos colegas do CR e mais tarde do Motta que também pegou o ônibus porém para Congonhas. Às 17h30 o ônibus chegava na Barra Funda. Um vôo especial, onde tive o prazer de participar de um primeiro vôo, de conhecer pessoalmente vários membros, que foi devidamente “spoteado” tanto no ar quanto na terra através do PP-CJC e Dreamliner, aos quais agradeço pelas infos e fotos, respectivamente.
E isso aê, um abraço e bons vôos!













