E se o voo em si for em um impecável avião estalando de tão novo?? Bom!!
E se duas simpáticas e belas comissárias estiverem a tomar conta dos passageiros neste voo encantando a todos com seus sorrisos e paixão pelo que fazem?? Melhor, não??
E se... Neste avião estiver a bordo um “bando de loucos”?? Não loucos por um certo time de futebol, mas loucos por... Voar!! Muito melhor!!
Pois então, caros amigos, foi tudo isso junto que aconteceu no dia 04 de fevereiro último. Voamos em um avião perfeito, com uma tripulação perfeita, em um dia perfeito e com a galera perfeita!! Embarquem comigo então nos voos inaugurais da Azul Linhas Aéreas na rota VCP/CGH/VCP com um bando de loucos do CR a bordo!!
E, por que cargas d’água a Azul resolveu voar de Congonhas a Viracopos, dois aeroportos tão próximos e separados por tão somente vinte minutos de voo?? Bem, a resposta não sei ao certo, mas arrisco um palpite.
No primeiro trimestre de 2010, a ANAC resolveu redistribuir alguns slots ociosos em Congonhas. Azul, NHT e Webjet foram agraciadas com alguns destes slots e garantiram sua entrada no até então restrito clube das operadoras neste aeroporto que é origem e chegada das rotas mais “filé mignon” do Brasil
Para a Azul, objeto do nosso reporte hoje, só havia um probleminha. Os slots conseguidos permitiam voos apenas aos finais de semana, ou seja, ela comeria do filé mignon, mas apenas pelas pontas e um pedacinho bem pequeno, já que o público predominante em Congonhas é de passageiros corporativos que voam preferencialmente durante a semana. O principal, porém havia sido conseguido. A Azul era operadora oficial em Congonhas
Novas distribuição de slots virão e a empresa fatalmente conseguirá horários melhores, mas enquanto isso não ocorre, ela precisa operar os horários que possui sob o risco de perdê-los. Que fazer então com esses slots perdidos no fim de semana??
De início, a solução encontrada foi operar voos semanais para Porto Seguro indo e voltando aos sábados. Esses voos seriam perfeitos para a comercialização de pacotes de viagens pela operadora de turismo ligada à empresa, a Azul Viagens. O sujeito embarcava em Congonhas, ficava uma semana em Porto Seguro e retornaria no sábado seguinte, e assim foi feito
Não sei a quantas andava a ocupação deste voo para o sul da Bahia, mas o fato é que para a alegria dos entusiastas, a Azul resolveu desistir do Congonhas/Porto Seguro e dar novo uso ao slot. Solicitou na ANAC a inclusão da rota Viracopos/Congonhas/Viracopos
Um voo de Campinas para São Paulo???
Um voo de Campinas para São Paulo!!! E como a Azul transformou seu limão em uma limonada?? Simplesmente apostando nos passageiros em conexão, já que este voo possibilita uma coisa muito importante, a ligação do aeroporto de Congonhas por avião a TODA A MALHA DA AZUL via Viracopos!!
Sim senhores. Agora é possível para um passageiro da capital paulista com destino a Porto Alegre, Fortaleza ou Manaus, embarcar diretamente em Congonhas em avião da Azul e após uma conexão em Viracopos, seguir para seu destino final. Claro, há apenas um horário de voo em cada sentido aos sábados o que limita esta opção a poucos passageiros, mas com certeza foi uma maneira muito inteligente de se usar um horário praticamente morto e perdido em um sábado de tarde
Nós, os entusiastas de aviação e que somos loucos para fazer um voozinho quando possível também nos alegramos com a possibilidade de se voar Viracopos/Congonhas/Viracopos, ainda mais nos moderníssimos turboélices ATR72-600 que a Azul recém recebeu. Assim que o pedido para a operação da rota foi feito, um tópico foi criado no fórum e começamos a acompanhar todos os desdobramentos relativos a estes voos. Informalmente começamos a organizar um autêntico “Eneav alado” visando colocar o máximo de foristas a bordo dos voos inaugurais no dia 04 de fevereiro
E eis que as passagens começam a ser vendidas no site da Azul. O preço de R$29 estava realmente convidativo e pouco a pouco o pessoal ia confirmando sua presença nos voos. Eu mesmo comprei minha passagem para o trecho de Viracopos a Congonhas, mas dias depois ao perceber que a maioria do pessoal do CR que marcaria presença havia escolhido o trecho oposto, de Congonhas a Viracopos, saquei meu Monster Card e adquiri este trecho também. Por que um só voo se podemos fazer dois?? Felizmente consegui a tarifa de 29 paus para os dois trechos
Com a aproximação da data, o tópico no fórum começou a ficar engraçado, pois fomos acompanhando uma inflação dos preços das passagens para os dois voos, tanto VCP/CGH como CGH/VCP. O que era 29 passou para 59 e depois 89, 109 e 119 reais... No final, não havia mais lugares para o VCP/CGH e o preço do CGH/VCP passava dos duzentos reais!!!
O mais engraçado é que jurávamos que éramos nós do CR os responsáveis por tal inflação, mas de fato não foi para tanto e dos 70 lugares do turboélice, nós ocupamos apenas quatro no Viracopos/Congonhas e oito no Congonhas/Viracopos. De onde saiu o resto do pessoal que praticamente lotou os voos?? Conexões!!
E chegou o dia 04 de fevereiro!! Deixo o lar 11:10 da manhã, passo no mercado para comprar pilhas, já que não gostaria de ficar sem pilhas bem no meio dos voos e pego um táxi para a estação Clínicas do metrô.
O trem da linha verde do metrô paulistano me levou até a estação Paraíso onde eu havia combinado de encontrar mais dois do “bando de loucos”, o MTorres (que posta pouco e lê bastante no fórum) e o Arthur (que também lê bastante, mas não posta nada). Os dois me acompanhariam nos trechos VCP/CGH e CGH/VCP neste dia
O carro do MTorres estava parado em frente da Catedral Ortodoxa e logo me juntei a eles no interior do veículo. Antes que alguém pergunte o porquê de não termos apanhado o ônibus gratuito da Azul para Viracopos a resposta é a seguinte: Nosso voo sairia 14:00 e o ônibus que permitiria nossa chegada a VCP em um horário mais “próximo” da saída do voo chegaria a Campinas 10:30 da manhã. Três horas e meia no “divertidíssimo” terminal de Viracopos?? Nem a pau Juvenal!!!
A viagem até Campinas seguiu tranquila e o assunto não poderia ser outro que não fosse aviões. Chegamos a Viracopos 12:55. Carro estacionado em um dos bolsões da Infraero e ganhamos o terminal. O Arthur já havia feito seu check in pela internet, mas eu e o Marcelo Torres ainda não, assim que nos dirigimos a uma das máquinas de check in que estão localizadas ao lado dos balcões de Azul. Assim a máquina me recepcionou me dando a opção de usar o RG/CPF ou localizador da reserva ou número do programa de fidelidade Tudo Azul. Optei pelo localizador

Durante o processo, confirmei o assento que eu já tinha escolhido durante a compra pela internet para a etapa de Campinas a Congonhas, uma janela (é claro) localizada na sétima fileira (7A). Após finalizado o processo de check in, a máquina “cuspiu” meu cartão de embarque. Muito prático!!

Como eu tinha comprado o trecho VCP/CGH em um dia e dias depois foi que comprei o CGH/VCP, foram efetuadas duas reservas diferentes sob dois códigos localizadores também diferentes o que me obrigou a efetuar o processo de check in na máquina duas vezes (uma vez para cada trecho). No problems e logo eu tinha em mãos os cartões de embarque para as etapas do dia

Check in feito e neste momento o CR Team para o primeiro trecho do dia até Congonhas se completou com a chegada de um figura que faz tempo eu queria conhecer pessoalmente, o Mario SP
O Mario é autor de alguns dos melhores e mais divertidos FR que já vi no fórum (inclusive ele também escreveu um excelente sobre esta viagem) e sem combinar nada acabamos nos encontrando ao lado das máquinas de auto check in da Azul.
Como já dito então, nós quatro (eu, o Marcelo, o Arthur e o Mario) representaríamos este magnânimo e ilibado fórum ao qual pertencemos neste voo inaugural VCP/CGH. Em Congonhas mais quatro doidos se juntariam a nós para o voo de regresso. Antes de prosseguirmos para a sala de embarque ainda fiz um registro do setor de check in de Viracopos que a esta hora apresentava pouco movimento

Após passar os controles de segurança, ingressamos na sala de embarque e arrumamos um lugarzinho para sentar os quatro conjuntamente juntos, porém separados em um local próximo ao nosso portão de embarque que no caso seria o portão B. Estes eram os voos que estavam saindo no momento para diversos destinos espalhados pelo país refletindo o domínio absoluto da Azul no aeroporto de Campinas

Papo vai, papo vem e assim se via a sala de embarque

Após mais alguns minutos, quando são quase vinte para as duas da tarde nosso voo com destino a São Paulo é chamado. Eu de fato ainda relutava em acreditar que o avião iria realmente cheio, mas foi só a chamada ser feita que um monte de gente se levantou de suas cadeiras e tomou seu lugar na fila. Gente procedente dos mais diversos destinos operados pela Azul e que prosseguiam agora para a capital paulista além de quatro entusiastas loucos que tinham vindo de São Paulo para Campinas, voariam agora para São Paulo, regressariam voando para Campinas e depois pegariam o carro e voltariam para... São Paulo!! Vai entender né??
Last call for Azul 4187 to Congonhas!!!

Como normalmente acontece com os voos operados pelos ATR, o avião estava lá no #% do Judas e um ônibus da Infraero foi necessário para levar a renca de passageiros até o turboélice. Para o curto voo de ida e volta a São Paulo este dia estava escalado o PR-ATR, primeiro dos ATR72-600 recebidos pela Azul e que leva o interessante nome de batismo “Azul Tango Romeo”. Ainda bem que de última hora não resolveram trocar nosso 600 por um 200 (o bendito do AZR estava do lado) ou ia ter neguinho enfartando...
Aqui poderão ver uma foto do glorioso “Azul Tango Romeo”, mal tirada por este que vos escreve em uma tarde de spotting na pedreira ao lado da cabeceira 15 de Viracopos em uma tarde de novembro. O avião no dia ainda estava fazendo voos de treinamento com um comandante instrutor da ATR com forte sotaque francês (pelo que podíamos ouvir no rádio). No dia também ainda não havia rolado o lamentável incidente com um colega spotter que foi roubado no local (hoje não piso lá nem na bala!!)

Claro, fotos no embarque também são muito bem vindas!!


Eu, Marcelo, Arthur e Mario nos espalhamos então pelo avião de acordo com os assentos por nós escolhidos. Eu fiquei na fila 7, o Marcelo uma fila atrás, o Arthur um pouco mais para o fundo e o Mario que é chique foi lá para a first class do ATR na primeira fileira (se tivesse first class, aliás, os ATR nem Espaço Azul possuem). Era basicamente isto que eu via da minha janelinha

E o que falar do interior do nosso “Azul Tango Romeo”?? Apenas uma palavra: IM-PE-CÁ-VEL!! Também não era para menos já que estamos falando de uma aeronave com apenas quatro meses de uso que veio novinha em folha de fábrica para a frota da Azul, a primeira empresa aérea da América Latina e uma das primeiras do mundo a operar esta nova versão dos consagrados turboélices ATR
Novos motores PW127M, glass cockpit com cinco telas grandes de LCD, cabine redesenhada mais confortável e silenciosa. Estes são alguns dos diferenciais que os novíssimos ATR72-600 oferecem a pilotos e passageiros. Uma bela ave sem dúvida na qual convido os senhores a voar comigo a partir de agora
Cabine de passageiros

Assentos em couro cinza. Elegantes e que apesar de fininhos são confortáveis, pelo menos para voos de até uma hora e meia

Visão do assento a frente. Na parte superior há um compartimento no qual se encontrava a revista de bordo. Abaixo a mesinha de refeições e mais abaixo ainda um bolsão onde estava o safety card

Luzes de leitura, botão de chamada de comissário e saídas de ar

E o pitch entre assentos?? Selo dimensional A da Anac, ou seja, melhor que em muito “Érrrrbus” de empresa grande por aí. O reclino entre os assentos pareceu bom em se tratando de um turboélice regional

Botão para reclinar o assento




Fechamos as portas com poucos assentos disponíveis a bordo. Para tomar conta dos passageiros neste bate e volta a Congonhas estavam escaladas as comissárias Alana e Gisele, autênticas “Blue Angels” que foram um show de simpatia a viagem toda. Realmente está de parabéns o setor de RH da Azul e é impressionante como conseguem selecionar meninas tão bonitas e simpáticas para atuar como comissárias de bordo em seus voos

Se repararem na foto acima, verão uma moça em pé atrás da comissária fotografando. Não, esta não era do CR, mas sim uma jornalista da Folha de São Paulo que estava cobrindo o voo e sim, saímos no jornal!!!! CR hitting the headlines!!
Observando a foto, que saiu na segunda feira dia 06/02 no caderno Cotidiano da Folha, poderão ver o Mario SP logo na frente no lado esquerdo da foto concentrado na revista de bordo

Mais uma foto da cabine de passageiros, agora sem comissária ou fotógrafa.

Pouco antes de iniciarmos nosso pushback o comandante veio ao PA para nos dar as boas vindas a bordo, inclusive ressaltando o fato de que este era o primeiro voo de ATR da Azul para São Paulo
http://www.youtube.c...1&v=C-y6nmKc31U
Mais um pouquinho e nosso ATR começou a ser empurrado para trás a fim de que os motores pudessem ser acionados. A chefe de equipe Alana nos deu as boas vindas a bordo e seguiram-se as demonstrações de segurança. Lá na frente conduzindo a aeronave estariam o comandante Lantelme que já havia se apresentado e o primeiro oficial Brunet que foi muito simpático quando visitamos a cabine de comando na volta a Viracopos. Aqui o vídeo do speech da comissária
Os “ventiladores” hexapás do ATR começaram a girar e logo deu para perceber que o nível de ruído interno era inferior ao de seus irmãos mais velhos da série 200. Bem, isso era de se esperar não, ou alguém iria perder o emprego na ATR, hehehehe. Prosseguimos o táxi rumo à pista 33 que operava naquela tarde

Chegamos ao ponto de espera da 33 e como tráfego único fomos autorizados a ingressar na pista e iniciar nossa decolagem. Era hora de ver como voava o ATR72-200!! Logo no início do vídeo da decolagem, destaque para um curioso 767 branco que nos seguiu durante o táxi. Ao parecer estava efetuando voo da Lan Cargo
Quando eram 14:12 estávamos no ar e prosseguimos com nossa subida. O plano de voo repetitivo para este curto voo até Congonhas era o seguinte
0000060 AZU4187 AT72/M SBKP1600 N0272 130 W57 PREGO DCT STN DCT EVER DCT SBSP0019 EQPT/W
Segundo o plano, voaríamos no nível 130 na aerovia W57 até a posição PREGO, após direto até o VOR de Santana, depois direto a EVER e finalmente após EVER direto a Congonhas. Se seguimos a risca tudo isso eu realmente já não sei afinal os instrumentos estavam lá na cabine com os pilotos. Da minha humilde posição de passageiro o que eu podia ver era isto

Durante todo o voo, os avisos de apertar cintos permaneceram ligados e nossas comissárias (assim como todos nós) sentadinhas nos seus lugares. Isso se deveu a dois fatores, primeiro a própria duração do voo, apenas cerca de vinte minutos e segundo a turbulência, por vezes leve, por vezes um tanto mais animadinha que insistiu em nos acompanhar o trajeto todo

Na época do verão e sobretudo no horário que estávamos voando (início para o meio da tarde) é comum que haja este tipo de turbulência denominada turbulência convectiva ou térmica.
É aquela velha história, ar quente sobe, ar frio desce e nosso avião no meio o que com certeza deixa o voo mais interessante. O mesmo movimento de ar forma igualmente as famosas nuvens cumuliformes dentro das quais o voo também é bastante confortável...
Na maior parte do trajeto a turbulência foi mais ou menos como a que se pode observar no vídeo abaixo no qual também se pode ver a cabine de passageiros do PR-ATR em voo
A única exceção foi um momento quando já estávamos próximos a São Paulo no qual sentimos uma “inflada” da aeronave causada por uma corrente ascendente e sua característica sensação de g positivo. Como tudo o que sobe tem que descer, a sensação oposta, a de g negativo, veio logo a seguir e todos a bordo sentiram aquele frio monstro na barriga e tivemos que buscar os estômagos debaixo dos respectivos assentos. Welcome to the Blue Rollercoaster!!!
No mais o voo seguiu tranqüilo. A paisagem típica deste interior de São Paulo próximo da capital foi desfilando pela janela entre uma balançadinha e outra do “Azul Tango Romeo”

Segura que vai entrá nas nuvi...


Evidentemente não tivemos serviço de bordo nesta curta etapa, mas após o desembarque a Azul providenciou uma surpresa bastante agradável aos passageiros da qual comentarei mais tarde. Quanto ao entretenimento, ao contrário dos jatos Embraer 190 e 195 da empresa, os ATR não contam com nenhum tipo de sistema de entretenimento em vídeo, seja com ptvs ou com telas distribuídas pela cabine de passageiros
Interessante que há a opção de telinhas para os ATR mais novos como as que existem, por exemplo, nos Airbus 320 da Tam. Eu mesmo voei em um ATR72 da série 500 da BQB Líneas Aéreas equipados com estas telinhas e seria legal se os ATR da Azul pudessem também contar com tal facilidade. Fica a sugestão
Na falta de entretenimento em vídeo, fica a opção da revista de bordo da Azul que é bastante interessante para quem gosta de aviação como a gente, pois trás bastante informação sobre a empresa, seus serviços e aeronaves

No interior da revista, uma matéria justamente sobre a aeronave na qual voávamos, o ATR72-600

Na contra capa o mapa de rotas da Azul

Claro, não podia faltar o safety card. Pena que ele já estava meio judiado.

O voo passava, sem muitas novidades. Quando estávamos a 17 minutos no ar desde nossa decolagem de Campinas já sobrevoávamos Barueri na Grande Sampa. Na foto os senhores poderão ver um conjunto de edifícios sinalizando a região de Alphaville, justamente o local onde se localiza Azulville, a sede da Azul Linhas Aéreas. Bença seu Neeleman, bença seu Janot!!

Mais dois minutinhos e Sumpaulo aparecia majestosa sob as asas do nosso ATR. Na foto poderão ver (se conseguirem) a Marginal Pinheiros, o Jóquei Clube, a região da Paulista (mais ao fundo) e o Aeroporto de Congonhas (ao fundo lado direito)

E mais ou menos por aí nosso comandante Lantelme lá do cockpit nos fez um speech informando que já estávamos em procedimento de descida e sobrevoando São Paulo. Os passageiros que estivessem do lado esquerdo da aeronave, como este humilde escriba, poderiam (como já foi visto na foto anterior) avistar Congonhas. Em mais dez minutos estaríamos no solo
Fizemos uma bonita aproximação para pouso na pista 35L que nos levou a sobrevoar a Represa de Guarapiranga, uma das principais responsáveis, junto com a Represa Billings, por suprir a trocentos milhões de sedentos paulistanos na falta de Coca Cola com um líquido alternativo denominado água...


Girando base. E o voo continuava um tanto turbulento

Nas finaleiras para o pouso

E o pouso. Capricha comandante!! É o primeiro pouso de um ATR da Azul em Congonhas e o senhor não vai querer mandar aquele catrapo né??
Pousão!! Tocamos o sacrossanto solo paulistano 27 minutos após termos decolado de Viracopos.
E a comissária disse no seu speech “disponibilizaremos nossa cesta de snacks”??? Ueeeeeeeebaaaaaaaaaaa!!!!!! Estou viciando no tal do mixed nuts que eles servem a bordo, eita bagulho bom sô!!!
Mais uma vez a Azul me surpreende positivamente. Era um voo de vinte minutos, um voo no qual ninguém serve nada aos passageiros e é compreensível visto que a viagem é curta demais. Um voo no qual além da curta duração os avisos de apertar cintos permaneceram ligados o tempo todo então não haveria espaço para serviço de bordo e mesmo assim a empresa teve a gentileza de oferecer ao seu passageiro um mimo na forma de uma cesta de snacks no desembarque. Isto é “encantar” o cliente e não custa tanto assim, um pequeno gesto que faz toda a diferença
Fica a dúvida se por acaso as condições meteorológicas estivessem melhores e os cintos fossem liberados se os snacks seriam servidos em voo. Seja como for, servidos em voo ou disponibilizados no desembarque, foram uma grata surpresa para quem não esperava serviço algum neste curto Campinas/São Paulo.
Taxiamos até uma das posições remotas e ali o PR-ATR encontrou seu descanso enquanto não chegava a hora de voltar ao ninho em Viracopos. Motores apagados e assim terminava o voo inaugural VCP/CGH da Azul

Portas abertas, desembarque autorizado. Todos os passageiros mentalmente sãos deixaram a aeronave e apenas os doidões (eu, Marcelo, Arthur e Mário) permaneceram a bordo pois, como voltaríamos a Campinas na mesma aeronave, tentaríamos perguntar se precisávamos mesmo desembarcar, pegar ônibus até o setor de recolhida das bagagens, deixar o setor de recolhida das bagagens, andar até o setor de embarque, passar pela segurança da Infraero, esquecer de tirar o relógio que sempre apita no detector de metais, o detector de metais apitar, ser olhado com cara de terrorista pelo resto do pessoal da fila, tirar o relógio, voltar a passar pelo detector de metais (agora sem apitar), ir até o portão 87, ter que deixar o portão 87 e caminhar em procissão com os demais passageiros até o portão 3 devido a “reposicionamento da aeronave”, embarcar em outro ônibus, voltar ao avião e sentar nos mesmos lugares nos quais estávamos exatamente agora. E a resposta foi... Sim, vocês terão que fazer tudo isso.
Ok, ok. Tem problema não. E falando nos doidões, aqui estão três deles (eu, o Arthur e o Marcelo) após nossa chegada a Congonhas. O doidão que falta (o Mário) atuava como operador de câmera de celular para que este retrato fosse possível (ih, ficou pequenininha a foto...)

















































