Somando um pouco mais de informacao:
Falha no avião da presidente
Despressurização ocorrida no voo entre Rio e Brasília, em que Dilma estava, leva piloto a voltar ao Galeão e trocar de aeronave
Adriana Caitano
O avião da presidente Dilma Rousseff passou por um problema técnico na viagem de volta da conferência ambiental Rio+20, na noite da última sexta-feira. A despressurização ocorrida na aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) não ofereceu risco de acidente, mas, segundo especialistas, não é uma falha frequente em voos domésticos.
De acordo com a assessoria da FAB, o problema ocorreu por volta de 23h, logo após o avião decolar do Rio de Janeiro. A FAB assegura que nem Dilma nem a comitiva que a acompanhava sentiram qualquer efeito do problema. Por precaução, no entanto, o piloto decidiu voltar para o aeroporto do Galeão, na capital fluminense. Dilma embarcou em uma aeronave Embraer 190 e chegou à capital federal à 1h30 de sábado. Assessores da presidente garantem que ela está bem e passará o fim de semana no Palácio da Alvorada.
A assessoria da FAB afirmou que a despressurização é um "problema comum", mas não soube informou o que a provocou nem especificar quando o Airbus, que começou a operar em 2005, passou pela última manutenção. O diretor de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Carlos Camacho, explica que a falha na pressão de uma aeronave não tem muita gravidade, porém não costuma acontecer com frequência. "Isso acontece no Brasil em média uma vez a cada 90 dias, o que, considerando a grande quantidade de voos no país, é bastante incomum", comenta.
Altitude
Segundo Camacho, a pressurização é feita no avião assim que ele começa a levantar voo. "Quando as portas estão totalmente fechadas, os compressores começam a enviar ar para dentro da aeronave e as válvulas vão controlando a quantidade e a renovação dele", detalha. Ele relata que a função desse procedimento é tornar a pressão interna mais suportável para a vida humana que a externa. "Enquanto o avião está a 11 mil metros de altitude, os passageiros ficam artificialmente num nível de 3 mil metros, em que é possível viver", diz.
O comandante explica que a despressurização pode ser causada por uma falha nas válvulas e até por portas mal fechadas, que permitem que o ar saia da cabine interna. "Isso pode acontecer de maneira lenta ou rápida e explosiva, o que exige uma descida abrupta, mas, em ambos os casos, o problema é reversível e não oferece risco aos passageiros", garante. Camacho afirma que é possível reduzir a altitude da aeronave e continuar o voo até o destino final, mas o piloto é quem decide se prefere pousar. Ainda segundo ele, não há registros no Brasil de acidentes ou mortes provocadas por falha na pressurização.
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