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As Estepes da Mongólia


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#1 TAP151

TAP151
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Posted 23 de September de 2012 - 19:42

As Estepes da Mongólia


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A Mongólia é para a grande maioria uma incógnita vezes sem conta maior que o grande Gobi. Poucos conseguem associar este enclave no Nordeste Asiático a um dos maiores conquistadores da História da Humanidade – Gengis Khan.

Se o nome de Gengis é sobejamente conhecido, o seu país, as suas façanhas e o seu Império são realidades que, felizmente, ainda não despertaram o interesse generalizado.

A Mongólia sempre foi o império dos nómadas, dos eternos céus azuis e das estepes, um sinónimo de distância e isolamento. Inóspito poderia ser outro adjectivo que caracterizaria este país que só abriu as suas portas ao turismo na década de 90.

Aqueles que me conhecem sabem da minha constante procura do desconhecido e da minha necessidade de fugir ao conformismo, ao organizado e ao previsível. Por estas razões, dentro da minha necessidade de sair da rotina, já há muito existia um planeamento muito meticuloso sobre a certeza que um dia chegaria a minha vez de visitar a Mongólia.

Posso dizer que o pior da viagem foi mesmo chegar lá, nem mesmo o entusiasmo do desconhecido conseguiu suavizar as 32 horas de viagem necessárias para chegar a Ulaan Baatar, a capital da Mongólia moderna.

As escalas em Londres, Dubai e Seoul e as horas perdidas entre voos foram desmotivando e à chegada, com a noite já cerrada, o nível de impaciência estava a atingir níveis demasiado perigosos para a saúde de qualquer um.

Felizmente a noite foi recuperadora e a ansiedade da descoberta voltou cedo na manhã seguinte, preparando-nos para a longa expedição que nos levaria a percorrer perto de 6 mil quilómetros em três semanas.

O frio cristalino da manhã permitiu-nos, pela primeira vez, ver o azul infinito do céu. Uma constante que só foi interrompida pelas tempestades de neve que apanhamos nas Montanhas de Khangai.

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Antes da partida tivemos um briefing da viagem com o nosso jovem guia e o experiente motorista, a familiarização da viatura e compra de alguns mantimentos e combustível de segurança para as longas horas de viagem que tínhamos pela frente.

Dei por mim a comprar chocolates e rebuçados para nos fazerem companhia naqueles momentos de silêncio contemplador que sabia que iriamos ter.

O primeiro objectivo estava traçado, avançaríamos em direcção ao Norte para dormir no primeiro acampamento junto ao Mosteiro de Amarbayasgalant, na Província de Selenge.

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A construção do Mosteiro foi terminada em 1736, Amarbayasgalant é hoje um dos mais importantes centros da religião budista da Mongólia. O Budismo quase desapareceu durante as longas décadas do socialismo soviético que quase erradicou todas as manifestações religiosas deste país.

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Esta primeira etapa da viagem levou-nos pela parte mais populosa da Mongólia e por alguns dos centros urbanos mais importantes. O dia terminou com a nossa chegada ao primeiro acampamento gear.

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Junto a todos os pontos de interesse para os visitantes existem acampamentos equipados com as tradicionais tendas dos nómadas, as gear.
Os acampamentos, na sua maioria, são muito confortáveis com tendas aquecidas por salamandras. As instalações sanitárias e chuveiros são comuns garantindo, no entanto, a separação de Homens e Mulheres. Á excepção de um acampamento, houve sempre água quente. A comida foi excepcional e em cada acampamento eram preparadas as refeições que nos alimentariam durante a viagem até ao acampamento seguinte.
Sempre em direcção a Norte, viajámos pelas impressionantes paisagens da região de Uran Togoo, na província de Bulgan. Se estranhámos o isolamento do nosso segundo acampamento, rapidamente nos habituámos a isso. Quanto mais a viagem progrediu maior foi o isolamento e maior se tornou o nosso contacto com a rude beleza da Mongólia.

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Com a progressão deste report irei, juntamente com o António, mostrar-vos o fabuloso contraste da paisagem da Mongólia: os rios, os lagos, as montanhas, as florestas, as estepes e o deserto! Uma natureza impar neste nosso fabuloso mundo.

No terceiro dia de viagem estávamos já muito perto da fronteira russa, a chegada a Moren fazia-nos ansiar pelo objectivo mais a norte da nossa viagem – o Lago Huvsgul, que separa a Mongólia da Rússia e é palco das corridas de trenós no pico do Inverno, quando as temperaturas baixam até aos 45 graus negativos.

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Se já sabíamos que a viagem estava a correr bem, tivemos a confirmação quando vimos o ainda congelado Huvsgul. As palavras são insuficientes para descrever, por isso ficam as imagens.

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Após dois dias de descanso, era altura de rumar a sul através da cordilheira montanhosa de Khangai, com os seus recortes rochosos e paisagens que eram supostamente verdejantes se não fosse a fortíssima tempestade de neve que nos acompanhou até às termas de Jargalant.
Foi a parte mais difícil da nossa expedição, com muito frio e muitas dificuldades em avançar no nosso trajecto.

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Abro aqui uns parênteses para referir que na Mongólia, excepto na parte central onde estão os principais centros urbanos e onde vivem 1.5 dos 3 milhões de habitantes, não existem estradas. Toda a orientação é feita através da observação de pontos de referência que só os mais experientes condutores guias conseguem reconhecer. A orientação é difícil e há histórias de pessoas que se perdem durante dias.

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Daqui para a frente só muito raramente passámos por zonas habitadas, no entanto fomos encontrando muitas famílias de nómadas que iniciavam a sua mudança para zonas de pastoreio de Verão com os seus animais.

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Pontualmente fomos parando para interagir com estas famílias, o convite para tomar chá com leite e comer os biscoitos tradicionais era sempre o ponto alto destas paragens. O nosso agradecimento foi sempre em chocolates ou em trabalho. Quando digo trabalho refiro-me à ajuda para montar as tendas gear e arrumar os poucos pertences das famílias que acabavam de chegar aos novos locais de pastagem de Verão.

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A etapa seguinte levou-nos até ao Parque Nacional de Khorgo Terkh, uma zona vulcânica dominada pelo grande Lago Branco (Terkhiin Tsagaan) e pelo vulcão Khorgo.

As paisagens lunares são impressionantes, o céu contínua azul e luminoso.

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Depois de uma noite confortável num gear aquecido e satisfeitos pelas saborosas refeições preparadas no acampamento, estávamos preparados para as 5 horas de viagem necessárias até chegar às termas de Tsenkher.

Tsenker acabou por ser uma surpresa, por momentos pensai que tinha chegado a uma estância de ski algures na Suíça ou na Áustria. Como as temperaturas durante a noite continuavam muito baixas fomos convidados a dormir, pela primeira vez em muitos dias, dentro do edifício central do acampamento, numas fantásticas águas furtadas muito confortáveis. Soube bem voltar ao conforto de uma “verdadeira” casa, mas ao mesmo tempo senti-me como se estivesse a trair o principal objectivo da viagem.

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O adeus a Tsenker significava que em breve estaríamos a conviver intimamente com os espaços onde Gengis Khan viveu e coordenou os seus exércitos que levou o Império Mongol às portas da Europa, à Índia e à actual Península da Coreia.

A antiga capital da Mongólia, Karakorum, é o único local da Mongólia que ainda preserva a arquitectura tradicional mongol. Os templos e palácios estão soberbamente decorados.

No resto da Mongólia predomina uma arquitectura aborrecida, marcadamente socialista com os seus edifícios rectangulares e cinzentos. Os arredores de todas as cidades são dominados por grandes parques industriais e centrais eléctricas abandonadas. Tudo isto reflecte a influência soviética que de bom pouco trouxe à tradição mongol.

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A cerca de 500 quilómetros a sul de Karakorum as estepes são o prenúncio do Grande Gobi, um dos maiores e mais emblemáticos desertos do mundo.

As temperaturas rapidamente atingem os 40 graus e a paisagens adquire tonalidades ocres, a poeira passa a ser uma companhia constante.
A primeira paragem foi no Mosteiro de Ongi, local místico e marco histórico para a religião budista na Mongólia. O Mosteiro foi o maior do país até 1937, ano do grande massacre de mais de 500 monges e a sua total destruição pela KGB Mongol, influenciada pela União Soviética.
A repressão religiosa na Mongólia foi tão severa que hoje poucos sinais do culto budista restam neste vasto país. Os mongóis acabaram por se afastarem da religião para a sua própria segurança.

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O grande Gobi revela formações rochosas imponentes, como os Flaming Cliffs (Bayanzag), aqui partimos à descoberta de pegadas e ovos de dinossauros!

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Esta região remota e árida do sul do Gobi (Omnogobi Aimag) é onde se encontram os maiores tesouros a nível geológico e arqueológico do deserto. É também a região a que tem uma menor densidade populacional e é a mais quente do país.

Os finais de tarde são passados a jogar basquetebol com o guia e empregados do acampamento. Outra excelente surpresa foi o convite da Chef do acampamento para ajudar na confecção dos tradicionais dumplings de carne e vegetais que foram servidos ao jantar.

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Quando falamos em deserto, pensamos em dunas e isso ficou bem espelhado nas gigantescas dunas de Khongor! Impressionante!

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Para trás ficam as dunas e começamos a rumar a norte através da passagem de montanha de Yoliin am Gorge, local onde fizemos mais um fantástico pick-nick entre as montanhas na esperança de ver as gigantescas águias e os argali, ovelhas selvagens!

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A despedida do Gobi foi em Tsagaan Suvarga, conhecido pelo White Cliff, uma formação geológica que esteve, há milhares de anos, debaixo da água do mar. É rica em fosseis marinhos, mas o ponto alto desta zona foi a longa caminhada que nos permitiu ver dezenas de pinturas rupestres, outro ponto alto desta já longa viagem.

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Na fronteira do Gobi fica a montanha de granito, Gazariin Chuluu. Mais uma vez as palavras serão sempre insuficientes para descrever está verdadeira jóia geológica!

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O choque civilizacional estava para breve, mas antes de chegar à grande Ulaan Baatar, ficamos na Reserva Natural de Gun Galuut. Outro exemplo da beleza natural da Mongólia.

Os últimos dias foram reservados para conhecer a capital da Mongólia com os seus templos e grandes praças de traça socialista. Houve ainda tempo para conhecer alguns dos modernos restaurantes de comida internacional.

Ulaan Baatar está equipada com infra-estruturas culturais e comerciais que fazem desta cidade mais uma grande e moderna capital igual a tantas outras.

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Como conclusão, resta dizer que a Mongólia, que só recentemente se abriu ao exterior, está no meio de um severo conflito de identidade provocado pelo desrespeito dos seus vizinhos: Rússia e China.

Actualmente a China, aproveitando-se da sua província da Mongólia Interior, já se apoderou do legado de Gengis Khan, fazendo passar a ideia que o grande conquistador era, afinal, chinês.

Para além disso, os raptos de jovens na Mongólia é frequente, que depois são usadas na indústria do sexo na China ou para o tráfego de órgãos.
Embora a Mongólia seja uma democracia e tente agarrar-se à Coreia do Sul e Japão para dinamizar o seu crescimento, está ainda demasiado dependente dos poderosos vizinhos a norte e a sul. Infelizmente, não me admiraria que a Mongólia seja o próximo Tibete!

Espero que tenham viajado um pouco por este singular país que é a Mongólia.

Abraços
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#2 yaw damper

yaw damper
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Posted 23 de September de 2012 - 19:48

Prezado TAP151,

Parabéns pelo tópico. Lindíssimas imagens.
Se o parâmetro for este o espaço vai ser o top do fórum.

Abçs
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#3 alferreira

alferreira
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Posted 23 de September de 2012 - 21:18

Parabéns pelas fotos, TAP151!

Além de captar as lindíssimas paisagens, você também revelou um olhar sobre o povo do lugar. Este é um dom incrível que Deus dá a poucos!
Você é fotografo da National Geographic? Pois se não, estão tão boas ou melhores que as deles... Se puder passe detalhes do equipamento e técnicas.
Obrigado.
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#4 Fantinel

Fantinel
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Posted 23 de September de 2012 - 21:45

Impressionante a qualidade das imagens, parabéns.

#5 Luzspit

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Posted 23 de September de 2012 - 23:17

Prezado TAP151,

Parabéns pelo tópico. Lindíssimas imagens.
Se o parâmetro for este o espaço vai ser o top do fórum.

Abçs


Realmente, acho que esse tópico bate em qualquer guia turístico.

A Mongólia sempre foi um país que me interessou, muito por causa de Gengis Khan e seu império. Sempre gostei de ler e estudar sobre eles, e tenho muita vontade de conhecer esse país que é literalmente um outro mundo.
O problema realmente é chegar lá, mas vendo essas fotos.....vale a pena eim.
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#6 E195-SDU

E195-SDU
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Posted 24 de September de 2012 - 01:56

Incrível. Como tem coisa bonita no mundo.
Deve ser uma daquelas viagens que você lembra até o último dia de vida.

Valeu pelo impressionante relato!

Abraços!
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#7 TAP151

TAP151
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Posted 24 de September de 2012 - 08:02

Bom dia,

Muito obrigado pelos comentários.

Parabéns pelas fotos, TAP151!

Além de captar as lindíssimas paisagens, você também revelou um olhar sobre o povo do lugar. Este é um dom incrível que Deus dá a poucos!
Você é fotografo da National Geographic? Pois se não, estão tão boas ou melhores que as deles... Se puder passe detalhes do equipamento e técnicas.
Obrigado.


Alferreira,

Infelizmente não sou fotografo da NG... que me dera! A máquina é uma Cannon 50, habituamente uso duas lentes 18-200 e uma 10-22 (grande angular).

Faço fotografia em RAW em mámixa qualidade que depois edito em 2 programas - Ligthzone ou Lightroom.

Abraço

Luis

#8 PR-JJV

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Posted 09 de October de 2012 - 02:00

Cara, de babar tuas fotos ein!?

Agora tu tem exatamente o mesmo gosto que eu... Não gosto de lugares manjados que todo mundo vai... Ir aos confins do mundo...

O Safári foi fantástico! Pra falar a verdade... tá faltando só uma viagem sua ao Egito pra eu curtir muito!
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#9 TAP151

TAP151
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Posted 09 de October de 2012 - 07:48

PR JJV,

A do Egito sairá com toda a certeza nas próximas semanas.... assim como outras!

Forte abraço

Luis

#10 BlackAce

BlackAce
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Posted 09 de October de 2012 - 11:08

Meu prezado, fiquei enebriado com as imagens e seu relato.

Parabéns é muito pouco pra você.
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#11 Pedro de Souza

Pedro de Souza
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Posted 18 de October de 2012 - 17:32

Muito bonito ver a natureza do outro lado do mundo/continente! Gostaria muito ver as paisagens de Dubai e do deserto, será que você ainda pode fazer uma viagem até lá?

Edited by Pedro de Souza, 18 de October de 2012 - 17:36 .