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O Somme - França (I Guerra Mundial)

Somme França I Guerra Mundial

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#1 Jopeg

Jopeg
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Posted 23 de October de 2012 - 06:24

Caros Amigos,

Depois de concluir o “Desembarque na Normandia” (com tópico aqui no CR) estava na hora de ir “combater no Somme” - I Guerra Mundial. Ainda pensei ir mais para norte, para a Flandres, tentar ver a zona de La Lys onde combateram os portugueses, mas o fato de ser mais longe da Normandia e de ter visto na Internet alguma valiosa informação sobre a Batalha do Somme … me fez optar por este destino.

Somme é um nome de um rio na região francesa da Picardia. Região plana, com uma enorme extensão de campos agrícolas, tem em Amiens a sua cidade mais importante.
Site do turismo da Picardia:
http://www.picardie-...g/en/index.aspx
Site de turismo do Somme:
http://www.somme-tourisme.com/

Foi precisamente Amiens, a cerca de 250km de Caen na Normandia, a cidade que escolhemos para servir de “quartel-general” para esta operação. A partir daqui avançamos para a descoberta de um percurso marcado com o nome de:
The Circuit of Remembrance
http://www.somme-bat...ce/circuit.aspx

A Batalha do Somme

Site: http://www.somme-bat...m/en/index.aspx

A Batalha do Somme, uma ofensiva conjunta dos soldados ingleses e franceses contra o exército alemão, é considerada a mais sangrenta batalha da Primeira Guerra Mundial. Entre Julho e Novembro de 1916, em apenas 142 dias, morreram mais de 1 milhão de soldados - 420 000 britânicos, 205 000 franceses e 430 000 alemães.

Às 7h30 do fatídico dia 1 de Julho de 1916, 120.000 soldados aliados, maioritariamente britânicos, atacaram avançando ombro a ombro, em ondas de 90m metros de distância entre si, carregados com um equipamento que pesava cerca de 30kg. Os alemães, protegidos nas suas trincheiras, puxaram das metralhadoras e varreram literalmente a infantaria britânica. Foi o pior dia da história do poderoso exército britânico com 19.240 mortos, 35.493 feridos, 2.152 desaparecidos e 585 prisioneiros num total de 57.470 baixas homens.

As forças Aliadas enfrentaram um inferno de metralhadoras, granadas, lama, arame farpado, etc., para conquistarem uns míseros 8km de terreno. Esta foi a imagem da I Guerra Mundial: soldados corajosos e desamparados; generais obstinados; nada conseguido.

Outro facto que torna este lugar histórico é a quantidade de elementos da agora Commonwealth que aqui combateram, desde Sul-africanos, a Canadianos passando pelos ANZAC (Australian and New Zealand Army Corps). Ainda hoje é frequente ver visitantes destes países a visitar e homenagear este lugar.

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Site:
http://www.anzac2008-france.com/

A visita:

Depois de um almoço em Amiens, seguimos em direção a Albert. Ao longo desta estrada podemos ver uns quantos cemitérios britânicos, sempre extremamente cuidados pela Commonwealth War Graves Commission (Site: http://www.cwgc.org/ ).

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Fomos ver o memorial de Thiepval e o Centro de Interpretação (site: http://www.thiepval.org.uk/default.htm). O memorial é algo de esmagador com apenas 600 campas (300 ingleses e 300 franceses) mas construído sobre o túmulo de 72000 soldados.

Memorial
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Cemitério Francês
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Cemitério Inglês
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O centro de interpretação, um moderno edifício, conta com uma exposição muito bem montada, com cerca de 60 fotografias gigantes, uma sala de vídeo e um atendimento bastante simpático.

O centro de interpretação
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De Thiepval seguimos para o Beaumont-Hamel Newfoundland Memorial (site: http://www.vac-acc.g...m/beaumonthamel), o memorial canadiano com mais uma exposição para ver. Um espaço (também) muito bem cuidado para evocar a memória dos 24029 canadianos mortos na batalha (site: http://www.vac-acc.g.../canada/Canada8).

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O resto da tarde foi passada a fazer parte do “The Circuit of Remembrance” até à localidade de Péronne. Como o Hotel Formule 1 ( http://www.hotelformule1.com ) desta localidade ficava numa aérea de serviço da auto-estrada, afastada de tudo, decidimos ir dormir a Amiens.

No dia seguinte fomos novamente até Albert, uma localidade praticamente destruída pela guerra, e começamos o dia a ver a cratera de Lochnagar.

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Esta cratera, com 30m de profundidade e 100m de diâmetro, foi causada por explosivos que os sapadores aliados colocaram, abrindo túneis por baixo das linhas alemãs. Imaginem o impacto da explosão …

Para o final desta “visita de estudo” à zona da Batalha do Somme, escolhemos Péronne e o seu museu. Péronne (site: http://www.ot-peronne.fr) é uma pequena vila com menos de 10000 habitantes e onde almoçamos quando saímos do museu da I Guerra Mundial. Este museu (site: http://www.historial.org/) ocupa uma parte do antigo castelo onde foi harmoniosamente acrescentada uma moderna construção de cimento e vidro.

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No seu interior podemos ver, para alem de fotos, uniformes, armas e outros objectos relacionados com a Grande Guerra.

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Para alem da exposição em si, o museu tem uma sala para debates e visualização de filmes, bem como uma livraria e café. Um espaço que vale a pena a visita. E assim conclui a visita à sangrenta Batalha do Somme, reconhecendo que muito aprendi sobre o tema.

Depois de ter “desembarcado na Normandia” e “combatido no Somme” aqui o “vosso soldado” rumou a Paris para uma última noite em terras de França.

Para quem se interessa sobre o tema:







Um abraço português,

Jopeg
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