QUOTE(Flytronix @ Jun 17 2009, 05:26 PM)

Os tais "cientistas" econômicos, através de seus "rigorosos" métodos empíricos, acreditam que podem manipular a economia como se estivessem jogando Banco Imobiliário. Mal percebem o grau de complexidade que envolve o jogo econômico, que impossibilita qualquer tentativa de medição rigorosa de seu comportamento... São como pessoas tentando contar quantos pingos caem de uma cachoeira, baseados apenas na observação.
A Economia não é uma ciência exata, embora alguns parecem acreditar no contrário e formulam comentários como o postado abaixo:
QUOTE(Flytronix @ Jun 16 2009, 11:37 AM)

Se a cia. não é mais lucrativa, é sinal de que há desperdício em sua operação. Não há nada mais saudável do que a sua falência. O mesmo para qualquer iniciativa privada, incluindo os bancos.
Você acredita mesmo que a falência é a melhor saída para
qualquer companhia que esteja passando por dificuldades, de qualquer setor da economia? Acredita que não existe nenhum efeito macroeconômico derivado da extinsão de uma companhia? Cada caso é único, meu caro. Não se pode fazer esse tipo de generalização. Eu já tinha visto pessoas que, na maioria dos casos são contra as chamadas "soluções de mercado". Também já li vários textos dos mais árduos defensores do livre mercado, mas nenhum caía no erro de fazer generalizações; sempre havia uma ressalva. E agora, eu vi o seu comentário, formulado sem nenhuma base empírica.
Eu acho engraçado o fato de que certas companhias, atuantes em um mesmo setor e em um mesmo mercado, muitas vezes fiquem em uma situação tão diferente. Eu pergunto: será que o problema é da companhia ou de seus administradores? Nenhuma companhia está estruturalmente fadada ao fracasso. O que vai determinar seu sucesso ou insucesso é a forma de conduta de seus administradores. Toda grande companhia, querendo ou não, afeta a vida de uma sociedade; de uma forma ou de outra, sempre há um interesse público em torno dessas companhias. Agora, parece ser muito mais fácil sacrificar uma companhia mal-administrada (companhias não são ruins; são mal-administradas) do que forçar mudanças na gestão, o que é um enorme erro. Nós temos bons exemplos aqui mesmo, no Brasil. Será que valeria a pena, para o Reino Unido, deixar a British Airways ir à falència? Existe alguma companhia, naquele país, capaz de substituí-la à altura. E os bilhões de dólares em divisas que ela traz para dentro do país todos os anos: será que compensa, para a sociedade, descartá-los? E o que falar de ativos intangíveis, como a força da marca, que levou enorme tempo para se formar e possui um imenso valor, vale a pena perde-la, para sempre? Pegando um exemplo nosso, quantos bilhões de dólares o país perdeu nesses anos todos com a falência da Varig? Será que não teria sido melhor o Estado, na condição de concedente público das linhas e serviços de transporte aéreo, forçar uma mudança no controle e na gestão (isso não significa estatizar!)? Quanto será que valia aquela marca, agora perdida para sempre?
Portanto, não é uma questão tão simples deixar uma grande empresa morrer. Existem casos em que ela é vantajosa; mas em outros não é. As "soluções de mercado" não são eficientes em todos os casos, embora devam sempre ser consideradas. Não é correto fazer comentários do tipo: "Se a companhia não é mais lucrativa, é sinal de que há desperdício em sua operação. Não há nada mais saudável do que a sua falência. O mesmo para qualquer iniciativa privada, incluindo os bancos."
QUOTE(FlyerOne @ Jun 17 2009, 05:58 PM)

Será que os altos executivos da BAW que ganham em torno de 61 mil libras por mês se importariam em cortar seu salário em 50% para salvar a empresa, e, principalmente, seus empregos? Será que com 30 mil não dá pra sobreviver? Que piada... Todo mundo tem que se fu### por causa do erro de alguns.
Até parece! O mais engraçado é a hipocrisia: "vamos todos sacrificar um mês de salário para que a companhia possa minimizar suas perdas; eu já descartei as 61 mil libras da minha cota". Por que o nobre executivo da empresa não propõe uma redução de seu salário de 61 mil libras? Esse valor pode ser condizente com um bom momento econômico, mas é totalmente imoral em um cenario de crise. O mesmo vale para os demais altos executivos.
QUOTE(sao_wl @ Jun 17 2009, 07:50 PM)

Thiago, mandou mal nessa!!
Voce sempre fala como se tivesse um grande conhecimento em gerenciamento estrategico e financeiro no ramo aereo, e caso voce realmente tenha este conhecimento, acredito que tambem tem consciencia de que nenhuma empresa aerea com renome internacional faria isso apenas para querer ganhar mais, isso 'e jogar o nome na lama e falar para os investidores nao botarem dinheiro nela................o que 'e absurdamente inaceitavel..........sua opiniao nao teve nenhum embasamento, apenas para comparacao, a Gol que realmente enfrentou um grande desespero recente sendo uma empresa regionalizada (America do Sul) nao fez este tipo de proposta.........para a BA fazer a situacao esta realmente desesperadora............todas as empresas que fizeram isso quebraram ( se alguem souber de alguma que nao...por favor me informe), apesar de nao acreditar que isso acontecer'a com a BA( a realeza nao deixaria).
Olha, tudo o que eu escrevo é baseado no que eu sei ou no que eu penso saber. Afinal, eu posso estar errado e, por isso, estou sempre aberto a correções, ao aprendizado e ao diálogo. Agora, eu não preciso concordar com você em tudo e nem por isso estarei errado. Para muitas questões existem pontos de vista diferentes e, na minha opinião, não existem "mocinhos" nesse mundo. Empresários, patrões e investidores também não escapam disso. Será que quando o momento econômico estiver bom eles devolverão esse um mês de salários aos trabalhadores que aderirem à proposta? Duvido.
Abraços.