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Caças Gripen NG para a FAB: Notícias


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#241 jambock

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Posted 26 de June de 2019 - 19:35

Meus prezados
Futuros pilotos da aeronave F-39 Gripen passam por preparação física
treinamento.jpg
Aviadores do 1º Grupo de Defesa Aérea, na Ala 2, passam por avaliações da Comissão de Desportos da Aeronáutica
“O ser humano não pode ser o fator limitante na utilização do vetor aéreo de combate em sua máxima performance”. A partir dessa premissa os militares da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) trabalham para desenvolver treinamentos físicos específicos para os futuros pilotos da aeronave F-39 Gripen, caça da Força Aérea Brasileira (FAB) que será entregue em breve.
Um grupo de seis militares da CDA, todos com doutorado na área de saúde, realiza estudos para confeccionar Cadernos de Instrução com programas de treinamento físico específico para cada demanda de atividade operacional desenvolvida não só para os pilotos de Caça, mas também para os demais grupos operacionais da FAB: pilotos de Transporte, Patrulha e Reconhecimento; pilotos de Asas Rotativas; e militares dos Grupamentos de Artilharia Antiaérea.
Em abril de 2018, o Grupo de Trabalho Fox, responsável pela Gerência Operacional da Aeronave F-39 Gripen no Comando de Preparo (COMPREP), solicitou à CDA uma avaliação preliminar dos pilotos e um cronograma de atividades com a finalidade de atender os requisitos físicos necessários solicitados pela Força Aérea Sueca para o curso do novo vetor de combate da FAB.
A Tenente Educadora Física Alini Schultz Moreira ressalta que, inicialmente, foi realizada uma revisão de literatura para contextualização científica da demanda fisiológica exigida do piloto de Caça em voos com aeronaves de alta performance. Em seguida, foi feita uma visita técnica durante o Exercício Operacional BVR (do inglês, Beyond Visual Range) 2018, na Ala 2, em Anápolis (GO), para observação in loco da atividade aérea em questão.
“Ficou evidenciado que, em voos de combate, o piloto é submetido a altos estresses fisiológicos repetitivos, com curtos intervalos de tempo, que envolvem predominantemente a força muscular para um emprego eficiente da manobra anti-G (do inglês Anti-G Straining Maneuver), completa o Tenente Educador Físico Renato de Oliveira Massaferri.
Segundo a Tenente Educadora Física Daniele Gabriel, após definidas as principais valências físicas, foi montado um plano para avaliação precisa e individual e, que ao mesmo tempo, pudesse ser aplicada com a máxima otimização da infraestrutura disponível e facilmente reprodutível em todos os Esquadrões de Caça da FAB.
Os pilotos do 1º Grupo de Defesa Aérea, na Ala 2, passaram pela bateria de avaliação entre os dias 6 e 11 de junho de 2019. No dia 12, os resultados foram apresentados e os treinos específicos começaram a ser desenvolvidos para um programa de treinamento individualizado de 16 semanas. O planejamento inicial abrange um mínimo de três avaliações por ciclo, sendo uma inicial para prescrição, uma intermediária para ajustes e uma final para verificar o efeito da intervenção e proposição de um novo ciclo de treinamento.
Gripen-E-39-10.jpg
Voar caças de última geração como o Saab Gripen não é para qualquer pessoa. É preciso possuir o preparo e as condições físicas para voar com segurança e suportar as elevadas cargas G que esses aviões produzem, quando realizam manobras de combate aéreo
Fonte: Força Aérea Brasileira via site Poder Aéreo 26 jun 2019



#242 jambock

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Posted 10 de July de 2019 - 22:24

Meus prezados

Ex-presidente francês Hollande depõe em inquérito sobre compra de caças da FAB, diz fonte
O ex-presidente da França François Hollande foi interrogado pela polícia francesa no início deste mês na condição de testemunha de uma investigação brasileira sobre corrupção a respeito de um acordo para a compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), disse uma fonte próxima do político.
O antecessor de Hollande, Nicolas Sarkozy, se recusou a ser interrogado no mesmo inquérito, segundo o jornal francês Canard Enchaîné, o primeiro a noticiar nesta terça-feira que se solicitou o depoimento dos ex-presidentes no caso.
“O encontro de fato ocorreu”, disse a fonte próxima de Hollande a respeito da conversa do ex-líder socialista com a polícia no dia 4 de julho. Assessores de Sarkozy não responderam a um pedido de comentário.
O caso gira em torno da compra de caças Gripen, da sueca SAAB, em 2013, para a FAB quando Dilma Rousseff estava no poder. O avião sueco derrotou o F-18 Super Hornet, da Boeing, e o francês Rafale, produzido pela Dassault Aviation.
Procuradores brasileiros estão investigando se o antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, usou sua influência sobre a sucessora para ajudar a proposta da SAAB a ser a vencedora da concorrência.
Os elementos franceses derivam das negociações, no final das contas mal-sucedidas, entre o governo brasileiro e os ex-líderes da França para comprar os caças da Dassault nos anos que antecederam o acordo com a SAAB.
Hollande e Sarkozy foram instados a depor como parte da defesa de Lula, acrescentou o Canard Enchaîné. Os advogados de Lula disseram que ele não teve participação na compra dos Gripen.
No ano passado, Lula começou a cumprir pena de prisão resultante de uma condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato.
Dilma não está sendo acusada de nenhuma irregularidade no caso da compra dos caças.
Ex-presidente francês foi ouvido pela Justiça brasileira por caso Rafale¹
O ex-presidente francês François Hollande foi ouvido como testemunha no contexto da assistência jurídica mútua solicitada pelo Brasil referente a uma investigação sobre a venda - que não foi concluída - de aeronaves Rafale, informou nesta quarta-feira um membro de sua equipe.
A audiência aconteceu no dia 4 de julho em Paris no escritório de Holland, disse esta fonte, confirmando informações do semanário Canard enchaîné.
De acordo com o veículo, o antecessor de François Hollande no Eliseu, Nicolas Sarkozy, recebeu uma intimação da polícia para ser interrogado neste caso no mesmo dia, mas se recusou a comparecer.
Questionado pela AFP, o Ministério Público Nacional (PNF) não quis comentar.
A Justiça brasileira investiga as condições em que o país encerrou, em dezembro de 2013, mais de dez anos de negociações e adiamentos, escolhendo o Gripen sueco às custas do Rafale francês e do F/A-18 Super Hornet da americana Boeing, por um contrato de 4,5 bilhões de dólares.
Neste caso, o ex-presidente brasileiro Lula, que está preso desde abril de 2018 por outro caso de corrupção, é acusado de lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
Segundo os procuradores, ele teria recebido 2,25 milhões de reais através de uma empresa de seu filho Luis Claudio "para influenciar" Dilma Rousseff, que o sucedeu como chefe de Estado em 2010, para escolher o Gripen.
Em junho de 2018, o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven foi ouvido como testemunha em Estocolmo, também a pedido da Justiça brasileira, como parte da investigação.

Fonte: AFP via site Defesanet 10 jul 2019



#243 riclima

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Posted 11 de July de 2019 - 09:16

Primeiro vôo em formação dos Gripen.

https://www.aeroflap...tece-na-suecia/

#244 jambock

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Posted 03 de August de 2019 - 00:09

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Futuros pilotos da aeronave F-39 Gripen passam por preparação física
treinamento.jpg
Aviadores do 1º Grupo de Defesa Aérea, na Ala 2, passam por avaliações da Comissão de Desportos da Aeronáutica
...
Voar caças de última geração como o Saab Gripen não é para qualquer pessoa. É preciso possuir o preparo e as condições físicas para voar com segurança e suportar as elevadas cargas G que esses aviões produzem, quando realizam manobras de combate aéreo
Fonte: Força Aérea Brasileira via site Poder Aéreo 26 jun 2019

É. Para pilotar um caça de 4,5/5ª geração, tem que ter um preparo físico de atleta. Voando regularmente, creio que dá para aguentar até uns 46 anos....

https://youtube.com/watch?v=pyB1s716kZQ 



#245 jambock

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Posted 05 de August de 2019 - 22:29

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VÍDEO: Websérie ‘Gripen sempre à frente’
Gripen-E-EW-1024x576.jpg
O sistema Arexis com DRFM do Gripen E/F gera alvos falsos nos radares do inimigo

 

A Saab entende que o futuro do combate aéreo será definido pela tecnologia. Sabe como o Gripen lida com as transformações para estar sempre à frente? A websérie de cinco capítulos “Gripen – Sempre à frente” apresenta como o caça se mantém tecnologicamente avançado e algumas das características que fazem dele o caça inteligente.
No campo de batalha moderno, os caças têm que atuar em ambientes de alta ameaça, como o espaço aéreo disputado, e lidar com sistemas de defesa aérea integrados (caças e sistemas de mísseis antiaéreos inimigos).
O Gripen E/F carrega uma variedade de medidas ativas e passivas para interromper os esforços inimigos e proteger a si mesmo e outras unidades amigas. Seu avançado sistema de guerra eletrônica, semelhante a um escudo eletrônico, permite interromper a capacidade do inimigo de funcionar de forma eficaz.
Isso pode ser usado para ajudar na destruição de alvos inimigos ou simplesmente para reduzir o entendimento e a capacidade de reação do inimigo. Tudo isso garantindo o sucesso da missão, usando as mais recentes armas e contramedidas.
Gripen-EW.jpg
Sistema Arexis de guerra eletrônica do Gripen E/F

A suíte de guerra eletrônica Arexis
O Gripen E/F reduz sua probabilidade de ser detectado confiando em seus sensores passivos ou através de interferência ativa.
O novo Gripen possui uma nova arquitetura eletrônica (Net Centric Warfare – NCW) considerada dez vezes mais rápida que seus concorrentes.
O novo sistema central PPLI (Participant Precise Location and Identification) conecta todos os sensores internos e externos (Radar AESA Raven, IRST, EW e pod ATFLIR) e oferece as melhores respostas às ameaças.
Seu sistema de Guerra Eletrônica (EW) aprimorado, conhecido como MFS-EW (Multi Functional System), é baseado na família de produtos EW chamada Arexis. A Arexis emprega tecnologia digital de banda larga desenvolvida especificamente para robustez no complexo ambiente de sinais da atualidade.
As principais tecnologias da Arexis são receptores digitais de banda ultralarga e dispositivos de memória de frequência de rádio digital (DRFM – Digital Radio Frequency Memory), transmissores de jammer de varredura eletrônica ativa (AESA) de estado sólido de nitreto de gálio (GaN) e sistemas de detecção de direção interferométrica.
A DRFM funciona capturando digitalmente a assinatura da ameaça guiada por radar e, em seguida, emitindo um sinal de interferência para confundir o míssil atacante, geralmente dando-lhe um “alvo falso”.
A proteção eletrônica é fornecida na faixa de frequência que varia de 0,5 GHz até 40 GHz.
O MFS-EW é feito para lidar com o ambiente de sinais de hoje e no futuro usando receptores digitais de banda ultralarga, processamento de sinal avançado e capacidade de processamento extensiva que pode distinguir os sinais de ameaças reais de outras.
O MFS EW é totalmente integrado a outros sistemas táticos de missão a bordo da aeronave, e também há fusão de sensores em várias camadas da aeronave, combinando todos os sensores táticos no Gripen E, como o radar AESA, sensores eletro ópticos, IRST e também link de dados.
Essas fontes e sensores são integrados em um sistema de alto nível de fusão de sensores e consciência situacional para que o piloto realize a missão com eficácia.
O Gripen E/F é o único caça que rapidamente se adapta aos desdobramentos e permanece relevante ao longo do tempo. Equipado com uma arquitetura aviônica inteligente, os algoritmos antigos podem ser substituídos por novos sem reduzir a alta disponibilidade da aeronave.
A arquitetura também é a base para fazer atualizações rápidas de hardware e armas, com um alto grau de alteração para cada nação cliente.
https://youtube.com/watch?v=gPu8mXE0iiE
Fonte: site Poder Aéreo 5 ago 2019



#246 jambock

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Posted 07 de August de 2019 - 10:09

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Pesquisa FAPESP - O novo caça da FAB
Primeiro jato sueco Gripen E comprado pelo Brasil iniciará em breve testes em voo; a aquisição de 36 aviões envolveu pacote de transferência de tecnologia
Depois de quase cinco anos da assinatura do contrato que selou a compra da nova geração de caças suecos Gripen que farão parte da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), o primeiro jato está pronto para voar. A partir de agosto ele deverá decolar da pista da Saab AB em Linköping, cidade de 150 mil habitantes situada a 220 quilômetros da capital Estocolmo, na Suécia, dando início à campanha de ensaios em voo. Essa é a última etapa antes da entrega dos aviões, com início previsto para 2021. Até lá, os caças serão submetidos a uma exaustiva bateria de testes, quando todos os seus sistemas e componentes serão postos à prova.
A compra dos jatos militares, denominados Gripen E (versão monoposto, com um só lugar) e F (modelo biposto), foi oficializada em 24 de outubro de 2014, após um processo iniciado mais de uma década antes. A aeronave venceu a concorrência do Programa FX-2, destinado a modernizar a aviação de caça brasileira, superando o F/A-18 E/F Super Hornet, da norte-americana Boeing, e o Rafale F3, da francesa Dassault. Os aviões supersônicos suecos substituirão de imediato os ultrapassados Mirage F-2000 da FAB, já desativados, e no médio e longo prazos os caças F-5M e A-1M. O pacote de 36 jatos (28 monopostos e 8 bipostos) custou 39,3 bilhões de coroas suecas – equivalente hoje a US$ 4,1 bilhões (R$ 15,5 bilhões). O último será entregue à FAB em 2024.
“O Gripen E/F é um excelente caça de quarta geração, tem ótimo desempenho e foi projetado para ser relativamente barato, fácil de manter e ágil para combater qualquer agressor”, diz o engenheiro especialista em projeto de aeronaves Álvaro Martins Abdalla, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP). A vitória do avião da Saab, com desempenho similar ao dos concorrentes, se deu por dois motivos principais. O primeiro foi o valor do negócio.
“Em termos de custo operacional e valor global da transação, o Gripen E/F foi uma escolha sábia. Ele é um dos caças mais baratos do mercado, com um bom radar e velocidade supersônica”, destaca Richard Aboulafia, analista da indústria aeronáutica e vice-presidente do Teal Group, consultoria norte-americana especializada nos setores aeroespacial e de defesa. “Creio, entretanto, que teria feito mais sentido a escolha pelo F/A-18E/F se o Brasil estivesse buscando jatos que operassem também a partir de porta-aviões da Marinha, e não apenas para servir a Aeronáutica.”
gripen_2.jpg
O segundo aspecto que fez com que a balança pesasse para o lado dos suecos foi o acordo de compensação comercial oferecido pela Saab, avaliado em US$ 9 bilhões – valor que inclui investimentos da empresa em instalações fabris no Brasil e o treinamento de engenheiros e pilotos brasileiros na Suécia. Também conhecido como offset, esse acordo, uma imposição legal quando compras militares superam US$ 5 milhões, também previu um programa de transferência de tecnologia (ToT), em prol da FAB e de companhias do país, e a participação da indústria nacional, liderada pela Embraer, no desenvolvimento do avião. Ao contrário dos finalistas Super Hornet e Rafale, a nova geração do caça sueco, cuja primeira versão fora lançada nos anos 1980, não era um projeto pronto, mas em andamento.
“O ponto-chave da escolha do Gripen é que ele ainda estava em desenvolvimento. Com isso, os engenheiros da FAB e de companhias brasileiras poderiam participar do projeto e da construção do avião com os suecos, tornando a transferência de tecnologia mais efetiva”, afirma o economista Marcos José Barbieri Ferreira, coordenador do Laboratório de Estudo das Indústrias Aeroespaciais e de Defesa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O Brasil não apenas absorveria uma tecnologia já consolidada – como a que Boeing e Dassault ofereciam –, mas participaria da construção desse novo conhecimento.”
Primeiro gerente do Programa FX-2, em 2008, e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o coronel aviador Fernando Abrahão concorda com Barbieri, embora aponte que a demora do Brasil em assinar o contrato com a Saab limitou a participação da indústria nacional em parte do desenvolvimento do Gripen E/F. Em 2010, relatório final de avaliação da FAB já indicava o caça sueco à frente dos outros dois candidatos. A decisão, no entanto, só foi anunciada em dezembro de 2013. Foram necessários outros 10 meses para o acerto de detalhes e a assinatura do contrato.
“O aproveitamento dos pontos fortes do Gripen – ou seja, a possibilidade de desenvolvê-lo conjuntamente e operar em seguida suas capacidades – teria um potencial maior de sucesso se o contrato de aquisição tivesse sido assinado em 2010, e não em 2014. Em quatro anos, várias tecnologias podem mudar”, ressalta Abrahão. Ele afirma, ainda, discordar da obrigatoriedade dos programas de offset. “Dependendo de quem for o ofertante, é possível que se tenha bons ou maus projetos de compensação. Nem sempre ocorre uma transferência de tecnologia em bom nível, interessante para o país. Alguns projetos podem ser insignificantes, não atingindo os objetivos desejados. Sem falar que o preço com offset é um e sem ele é outro. Isso também precisa ser considerado.”
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Limites do programa
O programa de offset atrelado à compra dos Gripen definiu a transferência de tecnologias em áreas identificadas pelo Comando da Aeronáutica e indicadas pela indústria nacional, em especial a do setor aeroespacial. “É o maior acordo de compensação comercial vinculado a um contrato de aquisição de produtos de defesa da FAB”, afirma o coronel aviador Paulo Roberto de Carvalho Júnior, atual gerente do Programa FX-2 e membro da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), órgão da FAB responsável pelo negócio.
O oficial da FAB explica que a Saab é a detentora do projeto do Gripen, mas o Brasil, ao entrar como parceiro no programa de desenvolvimento do jato, irá beneficiar sua indústria. “Muitos requisitos do novo Gripen serão de propriedade intelectual exclusiva brasileira, já que são particularidades de concepção que partiram unicamente da proposta concebida aqui”, afirma Carvalho.
Uma crítica que se faz ao programa de ToT do Gripen é que mais da metade dos componentes do jato é fabricado em outros países, notadamente nos Estados Unidos. Esse fator poderia configurar um impedimento para uma transferência tecnológica mais efetiva, já que tais itens teriam restrições de licença ou patente. FAB e Saab, entretanto, negam que isso ocorrerá.
Quinze aeronaves serão produzidas no interior paulista em um trabalho liderado pela Embraer
De acordo com a empresa sueca, o projeto de um caça como o Gripen envolve um conjunto de tecnologias críticas e sensíveis que são específicas do fabricante da aeronave, como projeto de célula (a estrutura do avião), integração aeronáutica e de sistemas (aviônicos, radares, armamentos). “Todas elas estão no escopo de transferência de tecnologia para o Brasil. Essas são as capacidades que, uma vez transferidas, permitirão que indústrias brasileiras mantenham e atualizem os caças, assim como projetem aeronaves de futuras gerações”, explica Mikael Franzén, head da unidade de negócios Gripen Brasil e vice-presidente da área de negócios Saab Aeronautics.
gripen_4.jpg
Para o consultor Richard Aboulafia, restrições quanto à transferência de tecnologias ocorrem em qualquer programa aeroespacial. “A tecnologia realmente valiosa fica com o fabricante. E, mesmo se for repassada, que diferença isso faria? A General Electric poderia dar ao Brasil muitas informações relativas ao motor F414 que equipa o Gripen, mas o que o país faria com isso? Por outro lado, o programa de ToT pode envolver o conhecimento associado aos processos de fabricação – e isso pode ser muito útil”, comenta o especialista.
Participação nacional
Além da Embraer e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, cinco empresas são beneficiárias do programa de transferência de tecnologia: as paulistas Akaer, de São José dos Campos, Saab Aeronáutica Montagens (SAM), de São Bernardo do Campo, Atech e Atmos Sistemas, ambas sediadas na capital paulista, e a gaúcha AEL Sistemas, de Porto Alegre. “A Saab selecionou as empresas que receberiam as tecnologias pretendidas. Cada uma participa do acordo de compensação em projetos que as capacitem para contribuir para a construção de um caça de última geração”, diz Carvalho, da FAB.
O processo de ToT do Programa Gripen contempla 62 projetos divididos em quatro grandes áreas: treinamento teórico das equipes nacionais envolvidas, programas de pesquisa e tecnologia, treinamento prático (on-the-job) de profissionais brasileiros na fábrica da Saab na Suécia e desenvolvimento e produção de sistemas e dos aviões. Mais de 350 integrantes das companhias nacionais e da FAB, entre engenheiros, operadores, técnicos e pilotos, participarão na Suécia de cursos e treinamentos. Até agosto deste ano, 170 engenheiros já haviam sido capacitados em Linköping. A maior parte trabalha no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), localizado junto a uma unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP).
Inaugurado em 2016, o GDDN é o hub de desenvolvimento tecnológico do jato no Brasil. Sua instalação foi prevista no acordo de offset, como uma das compensações na esfera industrial. “O GDDN aloja todas as ferramentas e dados de engenharia, com nível de segurança cibernética e comunicação apropriado, e está integrado com o ambiente de desenvolvimento do Gripen em Linköping. Hoje, 123 engenheiros – 105 brasileiros e 18 suecos – atuam no local, que tem simuladores e tudo o mais necessário para o desenvolvimento dos jatos”, informou a Embraer por meio de sua assessoria de imprensa. Em Gavião Peixoto ainda serão construídos o Centro de Ensaios do Gripen e as instalações para montagem de parte dos caças.
Do total de 36 caças, 23 serão montados parcial ou totalmente no interior paulista, em um trabalho liderado pela Embraer. “A Saab é responsável pela montagem de 13 unidades do Gripen inteiramente na Suécia. Outras oito aeronaves começarão a ser fabricadas em Linköping e depois serão finalizadas no Brasil com a participação de técnicos e engenheiros brasileiros”, destaca Mikael Franzén. A partir de 2021, 15 aeronaves serão produzidas inteiramente na Embraer em Gavião Peixoto, sendo que a primeira será entregue à FAB três anos depois.
“Essa integração faz parte da transferência de tecnologia prevista no contrato e visa fornecer conhecimentos práticos necessários para a execução dessas mesmas atividades no Brasil”, explica Franzén. No último lote de aviões constam os modelos de dois lugares, cujo projeto tem forte participação da fabricante brasileira. O escopo da cooperação entre a Embraer e a Saab inclui também 900 voos de teste no Brasil.
Uma das principais contribuições brasileiras para o novo Gripen são as telas de última geração que equiparão a cabine dos jatos. Trata-se de displays, desenvolvidos e produzidos pela AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit Systems, em que o piloto acessará todas as informações relativas ao voo. Inicialmente, a ideia era que fossem incorporados apenas aos aviões da FAB, mas a Saab confirmou no ano passado que também serão integrados aos 60 Gripen E/F encomendados pela Força Aérea Sueca, cuja primeira unidade será entregue no ano que vem.
“Com a harmonização dos programas brasileiro e sueco, a AEL tornou-se parte da cadeia de produção global do Gripen. Todos os pedidos futuros do avião terão os displays WAD, HUD e HMD, desenvolvidos por nós e que incorporam tecnologias nacional, israelense e sueca”, diz o coronel aviador da reserva da FAB João Alexandro Braga Maciel Vilela, gerente de Desenvolvimento de Negócios da empresa.
O Wide Area Display (WAD) é uma tela panorâmica de alta definição sensível ao toque com os principais dados do voo. Ela substituirá um conjunto de telas menores, projetadas inicialmente para  o avião, enquanto o Head-Up Display (HUD) apresentará dados essenciais da missão diretamente na parte frontal do cockpit, na linha de visão do piloto. O Helmet Mounted Display (HMD), por sua vez, é um visor integrado ao capacete que permite ao piloto ver os dados e as imagens dos alvos, elevando sua capacidade para tomada de decisão. O fornecimento dessas tecnologias para a Saab promove uma transferência de tecnologia inversa e é um exemplo de transbordamento na parceria industrial entre a companhia sueca e suas parceiras brasileiras.
Projeto das fuselagens
Outra cooperação relevante no âmbito do Programa Gripen foi estabelecida com a Akaer. Em 2009, antes mesmo da definição da compra dos Gripen, a empresa de São José dos Campos foi escolhida pela Saab para ser uma das parceiras internacionais do programa de desenvolvimento do Gripen. “Na fase de estudos preliminares trabalhamos nas fuselagens traseira e central, nas asas e nas portas do motor e do trem de pouso principal. Desde 2011, somos responsáveis pelo dimensionamento completo da fuselagem traseira, bem como pelo detalhamento e documentação de engenharia da fuselagem central e do segmento conhecido como gun unit, onde fica o canhão do caça”, informa o engenheiro de materiais Fernando Coelho Ferraz, vice-presidente de Operações da Akaer.
“O desenvolvimento de uma aeronave de caça é uma oportunidade única tanto para os profissionais envolvidos como para a Akaer e o Brasil. As tecnologias dessa aeronave não existem hoje no país e tornam o programa de transferência muito importante”, declara Ferraz. O sucesso da parceria fez com que a Saab adquirisse 15% do capital da Akaer em 2012 e elevasse depois sua participação para 25%. No ano passado, fez novo aumento, para 28%, em uma operação de troca de ações, quando a Akaer ficou com 10% da Saab Aeronáutica Montagens (SAM).
A implantação no país de uma fábrica de aeroestruturas, como a SAM, também foi uma das compensações de offset no âmbito do Programa FX-2. De acordo com a Saab, sócia majoritária da SAM, serão produzidos em São Bernardo seis segmentos para o Gripen brasileiro: a fuselagem traseira, o cone de cauda, o caixão das asas, os freios aerodinâmicos e a fuselagem dianteira das versões monoposto e biposto. O projeto da unidade, cujo início de operação está previsto para 2020, foi apresentado em maio do ano passado. A fábrica é dirigida pelo engenheiro brasileiro Marcelo Lima, oriundo do setor automobilístico, e contará inicialmente com 55 profissionais. Os primeiros engenheiros contratados receberam treinamento na Suécia este ano. A expectativa da Saab é de que a unidade torne-se uma fornecedora global de aero-estruturas do Gripen.
Simuladores de voo
Especializada em soluções para controle de tráfego aéreo, a Atech está absorvendo tecnologias da Saab em áreas relacionadas a simuladores e sistemas de apoio terrestre. “Estamos trabalhando em um simulador que valida as novas funcionalidades incorporadas ao caça brasileiro, como aviônicos, armamentos e o segundo assento para os modelos biposto. Antes de ser integrado ao avião, isso tudo deve ser avaliado e validado em ambiente virtual”, conta o engenheiro Giacomo Staniscia, diretor da área de Defesa da Atech, pertencente ao Grupo Embraer.
A empresa também atua no projeto de um simulador para treinamento dos pilotos – mais complexo e com mais funcionalidades do que os usados para treinar pilotos civis – e um sistema de suporte à missão. “Antes de um jato militar voar, é preciso programar sua missão, o que inclui definir o local da decolagem, estabelecer os parâmetros do voo de reconhecimento, determinar os radares e armamentos que vai utilizar. Isso é planejado previamente em terra no sistema que estamos fazendo com os suecos”, conta Staniscia.
“O conhecimento absorvido com o projeto é importante porque nos capacita a manter e evoluir os sistemas de um caça produzido com tecnologia de ponta”, acrescenta o engenheiro eletrônico André Di Luca Júnior, gerente da área de Defesa da Atech. “Ao mesmo tempo, abre oportunidades para aperfeiçoarmos nossos produtos e oferecer soluções de ponta para o mercado mundial.”
Di Luca informa que a primeira fase do ToT na Suécia com funcionários da Atech teve início em maio de 2016, quando 13 de seus profissionais ficaram em imersão na sede da Saab para conhecer os detalhes tecnológicos. Em uma nova etapa, prevista para o próximo ano, quatro outras pessoas serão enviadas a Linköping. Os 17 profissionais que participam do projeto são engenheiros – metade deles com mestrado ou doutorado.
Bancada de testes
Um corpo técnico qualificado também participa na Atmos Sistemas do Programa Gripen. Voltada ao desenvolvimento de soluções eletrônicas, como radares, aviônicos e antenas, a empresa atuará na manutenção de componentes para o sistema de sensores do avião, como equipamentos de radar e de defesa. “A manutenção de partes eletrônicas das aeronaves é um serviço altamente especializado, que exige padrões elevados de qualidade”, comenta o engenheiro Fábio Fukuda, diretor da Atmos. “Ao apreender a tecnologia da Saab, iremos integrar a lista de empresas da cadeia de suporte da FAB aptas a prestar esse serviço.”
A empresa receberá e será treinada na operação de uma bancada automática de teste, que permitirá a realização de ensaios longos e complexos de aviônicos, radares e aparelhos de defesa automaticamente, de forma repetitiva, com pouca intervenção do operador. “O conhecimento prévio em radares e sistemas de micro-ondas, bem como o adquirido no projeto do anel de luz síncrotron Sirius, realizado com apoio da FAPESP, foi fundamental para desenvolvermos a bancada de testes e sermos selecionados pela Saab”, conta Fukuda.
Outro projeto indiretamente beneficiado pela compra dos Gripen é coordenado pelo coronel aviador Fernando Abrahão, do ITA. Ele lidera o Laboratório de Engenharia Logística (AeroLog-Lab-ITA) da instituição, que está sendo capacitado para prover apoio logístico aos jatos suecos. “O suporte logístico é tudo aquilo que precisa ser feito em uma aeronave para que ela continue operando com segurança depois de determinado intervalo de tempo”, explica Abrahão. “E o suporte logístico do Gripen é repleto de inovações.”
O professor do ITA explica que, quando os Gripen E/F forem integrados à frota da FAB, não será possível gerenciá-los da forma que se faz com os atuais caças F-5. “O Gripen demanda tecnologias  e conhecimentos diferentes dos utilizados no F-5. Nosso laboratório vem se capacitando nessa área”, diz. O AeroLogLab tem três alunos que fazem um mestrado focado nas tecnologias logísticas do Gripen, orientados conjuntamente por Abrahão, Guilherme Rocha e Henrique Martins, todos professores do ITA, e pela Saab. Eles ficaram 60 dias na Suécia e passarão dois anos trabalhando no desenvolvimento da logística no AeroLogLab-ITA.
Fonte: Yuri Vasconcelos para FAPESP via CECOMSAER 7 ago 2019



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Posted 19 de August de 2019 - 15:25

Video-reportagem sobre o Gripen brasileiro.

 

https://www.aeroflap...-ng-brasileiro/


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