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[MALHA GOL] Novo BSB-BUE


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#41 leelatim

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Posted 13 de September de 2018 - 04:25

Desde abril opera com menos frequências, e alterna 320/1.
 
jan18  11.811  pax     62 voos ida+volta
fev      10.517            56
mar     10.962            57
abr       6.975             41
mai      5.993             42
jun       5.201             41
jul        6.127             35
 
ANAC


Não tem como saber a ocupação destes voo, em números totais de pax. nota se um drástica redução do número de passageiros, mas seria interessante saber o que isso representou em ocupação, uma vez que o voo deixou de ser diário e deixou de operar o A321

#42 TheJoker

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Posted 13 de September de 2018 - 12:30

Desde abril opera com menos frequências, e alterna 320/1.
 
jan18  11.811  pax     62 voos ida+volta  LF 84,2%
fev      10.517            56                                95,4%
mar     10.962            57                                94,3%          
abr       6.975             41                                91,1%
mai      5.993             42                                78,9%
jun       5.201             41                                68,2%
jul        6.127             35                                89,8%


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#43 leelatim

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Posted 13 de September de 2018 - 15:04

Desde abril opera com menos frequências, e alterna 320/1.
 
jan18  11.811  pax     62 voos ida+volta  LF 84,2%
fev      10.517            56                                95,4%
mar     10.962            57                                94,3%          
abr       6.975             41                                91,1%
mai      5.993             42                                78,9%
jun       5.201             41                                68,2%
jul        6.127             35                                89,8%


As ocupações estão ótimas , apesar de tudo

#44 Delmo

Delmo
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Posted 13 de September de 2018 - 16:05

BSB para o Cone Sul enfrenta a dificuldade de que pra grande parte do Brasil é um desvio. BSB é bom pra Brasilia, Belem, Manaus, Campo Grande e Cuiaba. Não funciona nem para o Sul, nem para o Sudeste e nem para o Nordeste.

 

E pra complicar, não é destino turistico então vive de conexões e origem Brasil (de uma area restrita)

 

BSB é emissor, não receptor.

 

E com o dólar nas alturas ao mesmo passo do peso lá embaixo, faz todo sentido colocar EZE, sobretudo pra ajudar MIA/MCO.

 

A frase que "BSB vive de conexões", prefiro nem comentar.



#45 A345_Leadership

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Posted 13 de September de 2018 - 19:01

Brasília é um mercado rico, com a maior renda per capita do país, mas está atrelado muito ao setor governamental.

 

Então, um espirro que o Planalto faz (aperto dos gastos) respinga na aviação.

 

Uma coisa que acho estranho é a ausência de voos entre EZE e MCO. Via BSB é maior que via BOG e PTY (LIM desconsidera, pois LA vai cancelar LIM-MCO), mas é menor que via GRU ou CNF.


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#46 TheJoker

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Posted 13 de September de 2018 - 19:27

 

A frase que "BSB vive de conexões", prefiro nem comentar.

BSB 42% e VCP 47% são os aeroporto com maior percentual de conexões domésticas.

 

BSB 7M18             

dom  O&D  5.738.000

conexão     4.343.000   41,9%

inter               279.000

total          10.360.000

 

http://investors.cor...707&iid=9167688


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#47 Delmo

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Posted 13 de September de 2018 - 22:28

BSB 42% e VCP 47% são os aeroporto com maior percentual de conexões domésticas.
 
BSB 7M18             
dom  O&D  5.738.000
conexão     4.343.000   41,9%
inter               279.000
total          10.360.000
 
http://investors.cor...707&iid=9167688

40% não é viver de conexão. Ou 40% é maior que 60% de mercado local?
Sistemas mistos são mais sustentáveis.
Se o Rio, por ex., tivesse esse equilíbrio misto, não estaria sofrendo esse baque de perda de voos, ao ver o turismo ladeira abaixo.

Edited by Delmo, 13 de September de 2018 - 22:29 .


#48 TheJoker

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Posted 13 de September de 2018 - 23:04

Quem vive de conexão é PTY, 74% de transito. No Brasil, em termos de volume talvez BSB tenha mais pax domésticos em conexão até que GRU, faltam dados recentes pra afirmar. 

 

 

http://tocumenpanama...cas_jul2018.pdf



#49 LipeGIG

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Posted 18 de September de 2018 - 21:58

40% não é viver de conexão. Ou 40% é maior que 60% de mercado local?
Sistemas mistos são mais sustentáveis.
Se o Rio, por ex., tivesse esse equilíbrio misto, não estaria sofrendo esse baque de perda de voos, ao ver o turismo ladeira abaixo.

 

Desculpa se a frase foi forte, mas ela é real. 60% de ocupação não banca voo, então a conexão é muito relevante pela operação de Brasilia, e sem ela, o volume de voos seria substancialmente menor.

 

Não critico o mercado e seu tamanho, minha colocação foi apenas para demonstrar a falta de força de BSB no tocante a voos internacionais.

 

Você mesmo enfatizou bem o problema - o Rio exemplifica o que ocorre quando um componente faz falta.

 

Abraços!

Off topic - obs: O problema do Rio é politico - falta de visão de governantes na força do turismo.

  Falam que a cidade perdeu uns 100 a 300 mil empregos - pois todos poderiam ter migrado para o turismo (direta ou indiretamente) se a visão dos governantes fosse inteligente -  isto é - foco em criar de fato uma area turistica segura que hoje poderia representar para o Rio a demanda que falta tambem no transporte aereo.

E o buraco nas finanças seria muito menor



#50 Abel_BSB

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Posted 18 de September de 2018 - 22:36

 

Desculpa se a frase foi forte, mas ela é real. 60% de ocupação não banca voo, então a conexão é muito relevante pela operação de Brasilia, e sem ela, o volume de voos seria substancialmente menor.

 

Não critico o mercado e seu tamanho, minha colocação foi apenas para demonstrar a falta de força de BSB no tocante a voos internacionais.

 

Você mesmo enfatizou bem o problema - o Rio exemplifica o que ocorre quando um componente faz falta.

 

Abraços!

Off topic - obs: O problema do Rio é politico - falta de visão de governantes na força do turismo.

  Falam que a cidade perdeu uns 100 a 300 mil empregos - pois todos poderiam ter migrado para o turismo (direta ou indiretamente) se a visão dos governantes fosse inteligente -  isto é - foco em criar de fato uma area turistica segura que hoje poderia representar para o Rio a demanda que falta tambem no transporte aereo.

E o buraco nas finanças seria muito menor

 

Lipe,

 

Tenho que discordar de você pois existem modelos mega consagrados de HUBs internacionais que dependem muito de conexões. PTY, ATL e DXB estão aí para provar que funcionam muito bem. Cabe a Cia aérea precificar de forma adequada o produto e ele se tornará rentável. A Gol está testando um modelo inédito (para a GOL) em BSB que é conectar pax de outros país em BSB. Se não funcionar, ela cortará bem rápido.

 

Quanto a falta de força de BSB no internacional, você poderia desenvolver um pouco mais a sua tese ? Você mesmo já falou diversas vezes nesse fórum que a GOL, a TAM, etc deveriam sair do arroz com feijão e testar hubs alternativos. BSB já foi citada diversas vezes por você como opção para o Caribe, conectando inclusive voos do Cone Sul.

 

Brasília tem crescido bastante em turismo, inclusive internacional. O problema aqui é justamente a falta de voos para trazer esses turistas, que muitas vezes chegam pelo GIG ou GRU. É claro que o perfil do turista que vem a Brasília é muito diferente do perfil que procura praia. Além do turismo arquitetônico, existe também o turismo religioso (enorme), de eventos e natural (o Cerrado é ##### !!). Vá a Chapada dos Veadeiros e você verá gringos de vários países. Aqui é bem comum cruzar com turistas na Esplanada, restaurantes ( https://www.panrotas...ira_157497.html ) e nos monumentos.

 

No final, para uma cidade que foi construída outro dia (o que é 58 anos para uma cidade ??), Brasília vai bem até demais. Eu particularmente acredito que o cenário mudará muito nos próximos dez anos em BSB e para melhor. E tudo isso não depende de Esquerda ou Direita na política mas sim na consolidação de uma metrópole que hoje já possui 3 milhões de habitantes, estrategicamente localizada em uma região lindíssima e com diversos atrativos. Quem conhece bem Brasília e a sua redondeza sabe do que estou falando.

 

Quanto ao Rio, torço por dias melhores pois se o Rio vai bem, o Brasil inteiro se beneficia disso. O mesmo vale para Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte ... etc, etc, etc.


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#51 TheJoker

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Posted 19 de September de 2018 - 16:05

Tinha salvo dados operacionais da Invepar. Infelizmente não estão mais publicando.

 

2mpgyvr.jpg

 

Em 2015 BSB teve 19.110.040 pax domésticos x 40% (deve ser mais) = 7.644 mil pax conexão / 2 = embarques 3.822mil. Como disse em algum outro tópico, BSB tem mais pax em conexão do que GRU (3.301 mil).

 

GRU conexões internacionais (cone sul) = 11,5%


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#52 LipeGIG

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Posted 19 de September de 2018 - 22:37

 

Lipe,

 

Tenho que discordar de você pois existem modelos mega consagrados de HUBs internacionais que dependem muito de conexões. PTY, ATL e DXB estão aí para provar que funcionam muito bem. Cabe a Cia aérea precificar de forma adequada o produto e ele se tornará rentável. A Gol está testando um modelo inédito (para a GOL) em BSB que é conectar pax de outros país em BSB. Se não funcionar, ela cortará bem rápido.

 

 

Abel,

 

Cada Hub tem caracteristicas unicas. Concordo contigo e com o TheJoker sobre PTY - mas ao mesmo tempo eu pondero que PTY e DXB são hubs estratégicos - cresceram aproveitando nichos do mercado que ninguém nunca mirou.

PTY tem uma posição geográfica excelente para usar os 737 e virou o ponto mais fácil de conexão para se chegar ao Caribe e a vários mercados secundários. DXB de certa forma usa do mesmo modelo em escala global e com foco maior na Asia - nasceu de uma demanda muito mais forte que as cias conseguiam atender e invadiu mercados primários e secundários com um mix de produto,

 

Nem de longe DXB e PTY seriam o que são só com seus mercados locais.

 

Não adicionaria ATL na mesma foto pois proporcionalmente é muito mais um hub doméstico que intermacional.

 

Vendo a cronologia do lançamento das rotas eu diria a você que pode ser que as reservas antecipadas estejam abaixo do esperado (o que eu imaginava ao se lançar não 2 voos diários como a Gol fez no passado no Rio e São Paulo, mas 4 em Brasilia e Fortaleza) e a Gol tenha então pensado em alternativas para fomentar esses mercados.

Você provavelmente concorda comigo que se o plano inicial fosse esse mini-hub, eu se fosse executivo da Gol pensaria em fazer SCL-BSB-MCO e EZE-BSB-MIA, e faria uma adequação também nos voos de FOR, permitindo que os voos começassem não em São Paulo, mas sim em Porto Alegre e Curitiba.

 

Eu posso agregar outros hubs que precisam de conexões como Doha e Abu Dhabi. No Brasil sem duvida VCP. Os Estados Unidos tem um historico diferente com os seus hubs - Chicago, Dallas, Houston, Mineapolis, Phily, Washington... todos dependem das conexões (uns mais ou menos), mas fica dificil ponderarmos se o modelo é mais ou menos parecido.


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#53 LipeGIG

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Posted 19 de September de 2018 - 23:21

 

Quanto a falta de força de BSB no internacional, você poderia desenvolver um pouco mais a sua tese ? Você mesmo já falou diversas vezes nesse fórum que a GOL, a TAM, etc deveriam sair do arroz com feijão e testar hubs alternativos. BSB já foi citada diversas vezes por você como opção para o Caribe, conectando inclusive voos do Cone Sul.

 

Abel, vejo Brasilia como um mercado muito , muito doméstico por suas caracteristicas unicas - Capital do País, excessiva dependência do governo, falta de uma demanda de multinacionais e falta de um mercado turistico. 

 

As duas visões principais que constroem a demanda de uma cidade são:

 

1) seu mercado de origem

 * Capacidade de viajar ao exterior - Renda/PIB/Empresas com operação forte na cidade e tendência a ter ou manter operações no exterior e/ou demandam interação com o exterior - Aqui entram os componentes Business e Leisure de origem (eu diria que esse é o grande plus de Brasilia!!!!!!!)

 * Imigrantes residindo na região - tendem a oferecer um forte incremento quando falamos no componente VFR (Visitas a Amigos e Parentes em ingles) pois seus amigos e parentes os visitam (foco mais nisso como destino do que como origem). Aqui entram os diplomatas de representações estrangeiras em suas viagens ou de suas familias ao exterior, em geral pelo menos 1 vez por ano. 

 * Candangos que passaram a residir no exterior - Estudantes ou funcionários governamentais (no caso do governo o mais usual são os membros do Itamarati mas o problema central é que as pessoas entram para o Itamarati mas mantem seus vinculos estaduais anteriores, em sua maioria) e de empresas trabalhando no exterior. Familias que deixaram o DF e de tempos em tempos retornam. Habitantes do DF que visitam amigos e familiares no exterior.

 

2) seu mercado como destino

 * Turismo

 * Turismo de Negócios

 * VFR (vide acima)

 

 Nesse aspecto BSB é fraco por não ter esses componentes (Turismo e Turismo de Negócios) tão difundido. O Governo demanda, mas em geral por exemplo quem visita o Banco Central normalmente visita bancos em São Paulo. Não temos uma demanda de eventos forte, e acaba que o VFR seria o diferencial.

 

 Quanto a Caribe, continuo achando que seria a idéia ideal para a Gol com os Boeing 737 MAX , Abel.

 

 Mas vamos só construir o caso.

 

 Hoje a Gol tem ocupação de 75 a 80% em Brasilia. Dai a empresa quer lançar 340 assentos diários para os Estados Unidos de BSB e outros 340 de FOR.

 

 Estados Unidos é igual a

 = Mercado já saturado

 = Mercado hiper competitivo com 4 cias aéreas oferecendo voos sem escala e outras 2 atuando via conexões

 = Mercado super atendido por GRU e de forma mais limitada por GIG

 = Competição forte com VCP e CNF, ou seja, o centro-sul tem outras 4 opções.

 

 " Hub certo, produto errado "

 

 (Poderia ser melhorado buscando o by-pass dos 4 hubs do centro-sul focando como citei em POA, FLN, CWB e IGU com melhores tempos de conexão)

 

 Caribe faria muito mais sentido.....

 = Mercado Aberto

 = Poucas operações pontuais (Gol de GRU e fretamentos)

 = Vários mercados inexplorados (Curaçao, Aruba, St Mateen, Grand Cayman, Havana, Punta Cana, St. Barth....)

 = Yields potencialmente altos

 = Baixa Competição (Copa)

 = Produto mais competitivo com escala rapida

 = Facilitar acesso ao Sul 

 

Não retiro minha visão que POA-SCL, MAO-BOG e outras funcionam muito bem, mas precisam ser operadas pelo player certo (MAO-BOG só funcionaria nas mãos da Avianca pois poderia fazer alimentação para o Caribe e todo rumo Norte)

 

Isso tudo dito... eu diria que BSB precisa, tal qual PTY, ser desenvolvida do ponto de vista internacional, e para isso você precisa elencar o que é mais critico - os primeiros passos. Claro que os mercados para onde mais se viaja é um diferencial mas vejo que as cias aéreas que operam em BSB ao contrário de GRU e GIG operam lá "nos horários que a aeronave permite" e não nos horários que o mercado demanda.

 

Se eu tivesse que montar um plano de desenvolvimento internacional, faria assim:

 

1a etapa - entender o horário da demanda do mercado local - que tende a ser a noite depois das 21h e no sabado...

 

2a etapa - Rodar voos para Buenos Aires e Punta Cana

 

3a etapa - Se bem sucedidos, rodar voos para Santiago e Aruba/Grand Cayman (aqui focando a demanda de Latinos e Brasileiros por voos a América do Sul, 2 vezes por semana no máximo)

 

4a etapa - Quando consolidados, agregaria mais 2 destinos no Caribe e agregaria Lima como alternativa de acesso rapido ao Nordeste Brasileiro

 

5a etapa - Rodar teste com voos semanais a Cordoba e Rosario para identificar demanda consistente ao Caribe e Norte do Brasil; faria um code-share de fato com a Copa e rodaria um voo da Gol para PTY; Adicionaria Curaçao, St Marteen e Havana.

 

A partir dai, incrementar o que dá certo, agregar novos mercados e testar sempre esse modelo ...  Montevideo... va ao Caribe com a Gol via Brasilia....  bla bla bla...  os mercados mais bem sucedidos serem testados para um 2o voo em outros horários, e pouco a pouco explorar isso. Nem que represente tirar voos de GRU e GIG (sim... mas não me joguem pedras!)


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#54 LipeGIG

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Posted 19 de September de 2018 - 23:29

 

Brasília tem crescido bastante em turismo, inclusive internacional. O problema aqui é justamente a falta de voos para trazer esses turistas, que muitas vezes chegam pelo GIG ou GRU. É claro que o perfil do turista que vem a Brasília é muito diferente do perfil que procura praia. Além do turismo arquitetônico, existe também o turismo religioso (enorme), de eventos e natural (o Cerrado é foda !!). Vá a Chapada dos Veadeiros e você verá gringos de vários países. Aqui é bem comum cruzar com turistas na Esplanada, restaurantes ( https://www.panrotas...ira_157497.html ) e nos monumentos.

 

No final, para uma cidade que foi construída outro dia (o que é 58 anos para uma cidade ??), Brasília vai bem até demais. Eu particularmente acredito que o cenário mudará muito nos próximos dez anos em BSB e para melhor. E tudo isso não depende de Esquerda ou Direita na política mas sim na consolidação de uma metrópole que hoje já possui 3 milhões de habitantes, estrategicamente localizada em uma região lindíssima e com diversos atrativos. Quem conhece bem Brasília e a sua redondeza sabe do que estou falando.

 

Já fui na Chapada e desci em Brasilia, aluguei um carro e dirigi até São Jorge !

Que lugar incrivel... dirigi 1000km em quatro dias curti muito e fui a todas as grandes quedas de agua, fiz trilhas e sem duvidas vale demais a visita - mas é o que você citou .... tem gente (pouca na verdade) mas poderia ter muito mais e ser algo bem mais profissional (hotéis maiores, atrações com estrutura mais desenvolvida, restaurantes melhor equipados e com pessoal mais preparado)

 

Turismo eu digo o mesmo que citei em outro tópico sobre o Rio... o Brasil devia receber 20 milhões de turistas estrangeiros por ano !!!!!!!!!!!!!!!! Mas infelizmente não temos politica de turismo, não pensamos em atender o turista, e não focamos em fazer turismo. 

 

Eu digo que só falamos infelizmente em tutrismo a cada 4 anos, por menos de 2 meses.


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#55 Abel_BSB

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Posted 20 de September de 2018 - 18:19

Tinha salvo dados operacionais da Invepar. Infelizmente não estão mais publicando.

 

2mpgyvr.jpg

 

Em 2015 BSB teve 19.110.040 pax domésticos x 40% (deve ser mais) = 7.644 mil pax conexão / 2 = embarques 3.822mil. Como disse em algum outro tópico, BSB tem mais pax em conexão do que GRU (3.301 mil).

 

GRU conexões internacionais (cone sul) = 11,5%

 

Joker,

 

Uma dúvida ... como funciona a contabilização de um pax que faz um trecho nacional até GRU e depois conecta um voo internacional ? .... onde ele entra nessa conta ? ... conexão internacional ? ou simplesmente aparece como embarque internacional GRU e desembarque nacional GRU ?

 

abs



#56 Abel_BSB

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Posted 20 de September de 2018 - 18:30

 

Abel, vejo Brasilia como um mercado muito , muito doméstico por suas caracteristicas unicas - Capital do País, excessiva dependência do governo, falta de uma demanda de multinacionais e falta de um mercado turistico. 

 

As duas visões principais que constroem a demanda de uma cidade são:

 

1) seu mercado de origem

 * Capacidade de viajar ao exterior - Renda/PIB/Empresas com operação forte na cidade e tendência a ter ou manter operações no exterior e/ou demandam interação com o exterior - Aqui entram os componentes Business e Leisure de origem (eu diria que esse é o grande plus de Brasilia!!!!!!!)

 * Imigrantes residindo na região - tendem a oferecer um forte incremento quando falamos no componente VFR (Visitas a Amigos e Parentes em ingles) pois seus amigos e parentes os visitam (foco mais nisso como destino do que como origem). Aqui entram os diplomatas de representações estrangeiras em suas viagens ou de suas familias ao exterior, em geral pelo menos 1 vez por ano. 

 * Candangos que passaram a residir no exterior - Estudantes ou funcionários governamentais (no caso do governo o mais usual são os membros do Itamarati mas o problema central é que as pessoas entram para o Itamarati mas mantem seus vinculos estaduais anteriores, em sua maioria) e de empresas trabalhando no exterior. Familias que deixaram o DF e de tempos em tempos retornam. Habitantes do DF que visitam amigos e familiares no exterior.

 

2) seu mercado como destino

 * Turismo

 * Turismo de Negócios

 * VFR (vide acima)

 

 Nesse aspecto BSB é fraco por não ter esses componentes (Turismo e Turismo de Negócios) tão difundido. O Governo demanda, mas em geral por exemplo quem visita o Banco Central normalmente visita bancos em São Paulo. Não temos uma demanda de eventos forte, e acaba que o VFR seria o diferencial.

 

 Quanto a Caribe, continuo achando que seria a idéia ideal para a Gol com os Boeing 737 MAX , Abel.

 

 Mas vamos só construir o caso.

 

 Hoje a Gol tem ocupação de 75 a 80% em Brasilia. Dai a empresa quer lançar 340 assentos diários para os Estados Unidos de BSB e outros 340 de FOR.

 

 Estados Unidos é igual a

 = Mercado já saturado

 = Mercado hiper competitivo com 4 cias aéreas oferecendo voos sem escala e outras 2 atuando via conexões

 = Mercado super atendido por GRU e de forma mais limitada por GIG

 = Competição forte com VCP e CNF, ou seja, o centro-sul tem outras 4 opções.

 

 " Hub certo, produto errado "

 

 (Poderia ser melhorado buscando o by-pass dos 4 hubs do centro-sul focando como citei em POA, FLN, CWB e IGU com melhores tempos de conexão)

 

 Caribe faria muito mais sentido.....

 = Mercado Aberto

 = Poucas operações pontuais (Gol de GRU e fretamentos)

 = Vários mercados inexplorados (Curaçao, Aruba, St Mateen, Grand Cayman, Havana, Punta Cana, St. Barth....)

 = Yields potencialmente altos

 = Baixa Competição (Copa)

 = Produto mais competitivo com escala rapida

 = Facilitar acesso ao Sul 

 

Não retiro minha visão que POA-SCL, MAO-BOG e outras funcionam muito bem, mas precisam ser operadas pelo player certo (MAO-BOG só funcionaria nas mãos da Avianca pois poderia fazer alimentação para o Caribe e todo rumo Norte)

 

Isso tudo dito... eu diria que BSB precisa, tal qual PTY, ser desenvolvida do ponto de vista internacional, e para isso você precisa elencar o que é mais critico - os primeiros passos. Claro que os mercados para onde mais se viaja é um diferencial mas vejo que as cias aéreas que operam em BSB ao contrário de GRU e GIG operam lá "nos horários que a aeronave permite" e não nos horários que o mercado demanda.

 

Se eu tivesse que montar um plano de desenvolvimento internacional, faria assim:

 

1a etapa - entender o horário da demanda do mercado local - que tende a ser a noite depois das 21h e no sabado...

 

2a etapa - Rodar voos para Buenos Aires e Punta Cana

 

3a etapa - Se bem sucedidos, rodar voos para Santiago e Aruba/Grand Cayman (aqui focando a demanda de Latinos e Brasileiros por voos a América do Sul, 2 vezes por semana no máximo)

 

4a etapa - Quando consolidados, agregaria mais 2 destinos no Caribe e agregaria Lima como alternativa de acesso rapido ao Nordeste Brasileiro

 

5a etapa - Rodar teste com voos semanais a Cordoba e Rosario para identificar demanda consistente ao Caribe e Norte do Brasil; faria um code-share de fato com a Copa e rodaria um voo da Gol para PTY; Adicionaria Curaçao, St Marteen e Havana.

 

A partir dai, incrementar o que dá certo, agregar novos mercados e testar sempre esse modelo ...  Montevideo... va ao Caribe com a Gol via Brasilia....  bla bla bla...  os mercados mais bem sucedidos serem testados para um 2o voo em outros horários, e pouco a pouco explorar isso. Nem que represente tirar voos de GRU e GIG (sim... mas não me joguem pedras!)

 

Lipe,

 

Boa explicação. De qualquer forma, acredito que o mercado de BSB (aeroporto) vá bem além do DF, inclui sem sombra de dúvidas o trecho BSB-ANAP-GYN, além de alguns municípios limítrofes do DF, onde existe um big agribusiness acontecendo. Em adicional, existem grandes colônias estrangeiras (imigrantes e descendentes) na região, claro não tão grandes quanto a existente em SP ou RJ, que são regiões muito mais antigas que receberam muitos imigrantes no passado. Quanto a industrias, temos diversas empresas instaladas na região, muitas delas filiais de multinacionais. Esse tráfego é todo canalizado por GRU hoje. Não estou afirmando que BSB sustentaria muitos voos para Europa como acontece com GRU ou GIG, mas certamente sustentaria outra cia além da TAP. O mesmo vale para os EUA, onde existem diversos exilados da região, principalmente de GO. O componente VFR já existe hoje em quantidade não desprezível, seja no DF ou nos arredores.

 

Eu acredito que a aposta em BSB pela GOL levou em consideração esses aspectos. Vamos aguardar os resultados nos primeiros seis meses de operação. Vale lembrar que não só de demanda vive a aviação, pois se o dólar disparar, não haverá demanda que sustentará qualquer operação. Vivemos momentos bem tensos no Brasil e pode ficar muito pior que imaginamos.

 

abs,


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#57 332

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Posted 20 de September de 2018 - 19:39

BSB ja teve o voo da AF e nao sustentou.
Alem disso, creio que a demanda de GYN e canalizada muito mais por GRU do que por BSB.

#58 TheJoker

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Posted 20 de September de 2018 - 19:56

 

Joker,

 

Uma dúvida ... como funciona a contabilização de um pax que faz um trecho nacional até GRU e depois conecta um voo internacional ? .... onde ele entra nessa conta ? ... conexão internacional ? ou simplesmente aparece como embarque internacional GRU e desembarque nacional GRU ?

 

abs

 

Conexão doméstico-inter ou vice-versa não entra em conexões, são dois embarques diferentes para as adm. de aeroportos. Conexão tanto doméstica quanto inter, as empresas é que pagam tarifa de R$10,00 por pax, em GRU.

 

https://www.gru.com....airport/tarifas

 

Percentual de conexão dom-inter, só as empresas divulgando.


Edited by TheJoker, 20 de September de 2018 - 19:58 .

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#59 boulosandre

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Posted 20 de September de 2018 - 20:18

BSB ja teve o voo da AF e nao sustentou.
Alem disso, creio que a demanda de GYN e canalizada muito mais por GRU do que por BSB.


Concordo. Tanto GYN quanto CGR e acredito que mesmo CGB sao canalizados via GRU.

Sobre a AF, era aeronave errada, em momento de recessão brava e a localização de BSB não incentivava que PAX vindos da Europa fizessem cnx lá, situação completamente distinta da de FOR, por exemplo.

A situação do país tem que melhorar com uma maior previsibilidade político-econômica para que novos voos se viabilizem e então vejo espaço para um BSB-MAD pela JJ ou IB. Não mais do que isto, a médio prazo.

#60 maureli

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Posted 21 de September de 2018 - 10:45

Concordo. Tanto GYN quanto CGR e acredito que mesmo CGB sao canalizados via GRU.

Sobre a AF, era aeronave errada, em momento de recessão brava e a localização de BSB não incentivava que PAX vindos da Europa fizessem cnx lá, situação completamente distinta da de FOR, por exemplo.

A situação do país tem que melhorar com uma maior previsibilidade político-econômica para que novos voos se viabilizem e então vejo espaço para um BSB-MAD pela JJ ou IB. Não mais do que isto, a médio prazo.

 

Prezados

 

Vou discordar em parte com vocês, moro em GYN  e viajo com alguma frequência tanto nacional(principalmente norte e nordeste) , como para America latina, e digo 98% das minhas  conectam por BSB,ja fiz por exemplo  o BSB-EZE pela Latam e notei que tanto na ida quanto na volta o grosso era de argentinos em transito entre Argentina-Nordeste.  Inclusive algumas vezes para o sul do Brasil  o caminho passa por BSB.