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alferreira

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  1. Tive bons mestres aqui no contatoradar, os da "velha guarda". Mas ainda preciso melhorar mais: usar um checklist dos detalhes e informações a serem captados antes, durante e após o voo (sou muito esquecido).
  2. O RETORNO Tendo já marcado o sempre triste retorno para 30 de julho, cheguei no dia anterior a Lisboa para aproveitar o último dia na cidade, andar um pouco e fazer compras (leia-se vinhos). Após um almoço na região do Chiado, fui até um bureau de impressão (não é lanhouse, eles apenas imprimem) onde fiz o checkin em um microcomputador com acesso livre a Internet e imprimi (2 vias, seguro morreu de velho) por poucos cêntimos. Dia seguinte, sem muita pressa e antecedência, seguimos para o aeroporto com meu filho (minha filha tinha partido para passear mais no dia anterior) de Uber: trânsito bem carregado e apesar de muito distante do bairro Santos até o Aeroporto da Portela, chegamos tranquilos, desembarcando bem na frente do portão que dá acesso aos guichês de despacho de bagagem. Apesar de ter muita gente em um espaço meio bagunçado e acanhado, me dirigi a um balcão apenas de despacho, onde uma senhora portuguesa (sim, de idade mais avançada – acho isso lindo) nos atendeu muito cordialmente, conversando muito, imprimindo novos boarding pass (não sei por que), despachando 3 pesadas malas (mas dentro do limite) e desejando boa viagem. Processo muito rápido. Como não tínhamos muito tempo (meu filho cortou o barato de chegarmos muito cedo ao aeroporto), nos despedimos rapidamente (menos choro pelo menos) e adentramos a zona de embarque: passei em um portão “self-service” (poucas unidades destes): coloca-se o passaporte para ser escaneado, efetua-se a leitura facial e a “portinhola” é liberada. Para várias pessoas não estava funcionando o processo, mas para mim e para minha esposa funcionou. Não lembro se o controle de saída foi antes ou depois, mas foi muito rápido. Passamos rapidamente pelas lojas, tendo tempo só de tomar mais uma Sagres (cerveja) “tirada na pressão” (o chope deles). Excelente e foi a última recordação das terras portuguesas. Chegando ao portão de embarque lá pelas 11hs. (um dos primeiros, não lembro o número) se encontrava em um dos fingers um surrado 767 da United. Mas, na fila enorme, só brasileiros, muito falantes e ansiosos para embarcar. As prioridades estavam terminando de embarcar e a senhora que me atendeu lá nos guichês apareceu e pôs ordem na casa, organizando a fila, orientando os demais funcionários da Azul e a fila começou, devagarzinho, a andar. E toca a descer escada e esperar o ônibus (mais uma vez, remota). Só que aí, o ônibus deu volta e mais volta: achei que iríamos até Campinas de ônibus! Depois de passar diante de uma meia dúzia de reluzentes A330neo da TAP, estacionamos ao lado do novíssimo A330neo da Azul, o PR-ANZ “O mundo é Azul”: lindo, enorme, todo reluzente, brilhando ao lindo sol de meio-dia do verão português. Meio que empurrado pelos fiscais de pista, ainda consegui bater duas fotos da aeronave antes de subir. O "O mundo é Azul" PR-ANZ, acompanhado do céu azul de Lisboa O Rolls-Royce Trent 7000 Por dentro, tudo cheirando a novo: a aeronave tinha pouco mais de um mês de uso, tive muita sorte pois só outra vez na vida, em 1980, viajei em um A300B4 da Cruzeiro do Sul, aeronave com menos de 3 meses de uso – meu primeiro voo na vida, de Congonhas (sim, Congonhas, e de A330) até Porto Alegre (sim, Widebody fazendo uma perna em voo nacional). Na entrada, a simpática recepção por parte da tripulação, o cordial encaminhamento ao local dos assentos, me acomodei rapidamente nos assentos da fileira 32 (não reparei na configuração interna se era a mesma do A330ceo) e fiquei admirando o interior – novíssimo – da aeronave. Ocupação, como na ida, de 100% da econômica. O interior do A330neo da Azul Depois de um rápido embarque (o povo parecia estar com pressa de voltar), portas fechadas, rápido speech, a aeronave se dirige a cabeceira em um curto taxi (estava próxima). Esperamos alguma aeronave pousar (creio que um ATR, que vi de relance) e logo alinhamos a pista, decolando quase que imediatamente, em uma decolagem muito suave e silenciosa – detalhe muito notado em relação ao A330ceo, a redução de barulho a bordo. Vìdeo da decolagem no Aeroporto da Portela. Infelizmente, esqueci de trazer meu bloquinho de anotações e caneta, registrando os detalhes somente em minha falha memória. Rapidamente tomou-se uma proa sul-sudeste, passando por Setúbal e região e ganhando altura. Setúbal, a esquerda da aeronave. Cabo Espichel, farol e convento/igreja: lugar muito bonito para se visitar. Após um curto tempo, o almoço é servido: massa com molho branco ou lombo com fritas: desta vez minha esposa optou pela carne, e eu pela massa, para depois trocarmos e experimentarmos ambas as opções. Ambos estavam bons e acompanhados dos tradicionais pastéis de Belém. De acompanhamento de bebidas fui de suco de laranja – acho que mata mais a sede do que o vinho – mas minha esposa foi de vinho tinto (não lembro o nome, mas igualmente bom como na vinda). Mesmo cansado das férias (viagens longas, trilhas, escadarias, etc), não consegui pegar no sono, assistindo uns 3 filmes, um atrás do outro. Volta tranquila, sem turbulência alguma, mas as horas não passavam... Espaço para as pernas, com os meus 1,77 metros (de altura, não de pernas rsrsrs....) Central de entretenimento: não percebi diferença alguma em comparação com as do A330ceo. Almoço: opção de massa. Almoço: opção carne. Fui ao banheiro e examinei-o-o minuciosamente: dobradiças, trincos ainda com a graxa original, alguns plásticos de proteção não tinham sido completamente tirados e tudo muito, muito novo, sem nenhum arranhão. Dentro da cabine uma sensação de frescor, de ar renovado: nada daquelas histórias de cheiros ruins como aconteceram com as aeronaves da TAP e agora da Air Calim. Acho que reprojetaram no neo todo o sistema de ar condicionado, tal como os 787 e A350, pois a sensação é muito melhor. E o baixo nível de ruído a bordo é bem notado. Creio que tenha sido o melhor voo que já fiz na vida. Não lembro – e infelizmente não anotei – se houve lanche antes de chegarmos. Ao começar a descer para Campinas, a coisa estava bem feia: enormes nuvens, CBs, cor de chumbo infestavam o céu para onde quer que se olhasse. O comandante avisou da situação e que iríamos orbitar Viracopos esperando melhores condições: lá embaixo a coisa deveria estar feia. Eu torcia para alternar para Guarulhos, pois lá poderia pegar um ônibus direto para casa (Santos), sem baldeação em Congonhas/Terminal Jabaquara). Demos 3 longas órbitas no sentido horário, bem demoradas. Acho que voamos cerca de 30 minutos a mais: a chegada era prevista para 18h10 mas parecia que estávamos bem adiantado, pois ainda estava claro lá fora (era julho, inverno, portanto as 18h já está tudo escuro). Mas ainda estava aquele lusco-fusco ao pousar, com o sol saindo entre nuvens. As ruas nos bairros próximos a pista estava todas alagadas e ao pousar, os pneus levantaram uma cortina enorme de água (a fileira 32 fica atrás das asas). Mas o pouso foi suave. Ai, como é costume quando se chega no Brasil, todo mundo levantando, correndo, achando que assim que pousa já pode descer. Longo taxiway até o finger, e o povo se movimentando beeemmm devagar. Triste é ver na saída, até na executiva, por onde passamos, muita sujeira e bagunça após o voo. Passagem na Polícia Federal bem demorada, com o povo reclamando muito e eu, esperto, calado, pois sei que isso pode dar uma dor-de-cabeça tremenda (ofender servidor público no exercício da função ou em razão desta... bla bla bla). Quase uma hora de fila: poucos guichês e os servidores sem muita pressa para atender. Peguei as malas, que também demoraram mais uns 15 minutos para aparecerem e pulei o Dutty Free (se na Europa já é caríssimo em comparação com o lado de fora, no Brasil é um absurdo). Do lado de fora, com um vento bem frio – em contraste com o forte calor europeu – esperei pouco pelo ônibus da Azul que faz Viracopos-Congonhas. Embarcamos, sem nenhuma conferência de passagem, até porque poucos embarcaram. Aí, com chuva, Rodovia dos Bandeirantes, tudo escuro, o sono veio. Chegamos em Congonhas sempre abarrotado e movimentado, nos refizemos com um lanche à la McDonalds e pegamos um táxi para o terminal Jabaquara. Ônibus para Santos, chegada na insossa rodoviária de Santos e a última perna: o táxi para, enfim, exausto mas contente, chegar em casa e descansar das férias. Agora, juntar mais dinheiro e programar a próxima viagem. Abraços a todos e obrigado pela leitura. Podem enviar dúvidas e sugestões que será um prazer respondê-los.
  3. Bônus Pelas andanças na Espanha, alguns registros ligados à Aviação: Após trilhar todo o promontório de Gibraltar (até o topo mesmo) a pé, com meus filhos, na extenuante volta tive o prazer de ver esse A400. Logo depois encontrei vários membros da tripulação, fazendo compras em um mercadinho em Gibraltar, em trajes de voo completo (e enchendo o carrinho). Cruzando a pista de Gibraltar Parte (nariz, cabine, como chamar?) de um 747 ex-Iberia, exposto no Museo Nacional de Ciência y Tecnologia de Corunã. Este 747 trouxe, em 1981 a obra Guernica, de Picasso, de NY para Madrid. Posto do Engenheiro de Voo: outros tempos... Trem de pouso dianteiro: legal é que você pode tocar, ficar bem embaixo do porão, examinar minuciosamente. UM P&W JT9D: se este já é enorme, imaginem um Ge9X do 777x?
  4. (Continuação) Perto das 17h00 começam a anunciar como se daria o embarque, que seria feito nos portões A06 e A08. As 17h30 começam o embarque de forma bem organizada: prioridades, bussines, diamante, 1ª seção, 2ª seção (a minha, estava na fileira 32, lado direito). Ao adentrar na aeronave, não me recordo se entramos pela 2ª porta, já que não me lembro de ter visto o pessoal na bussines class. A limpeza interna estava muita a desejar, visto que vi alguns copos no chão e guardanapos. Já acomodado, na “janelinha”, já que para minha esposa tanto faz pois ela costuma dormir quase o voo inteiro, tinha a visão do sharklet estilizado da azul. O embarque continuou de forma bem lenta, com os passageiros se atrapalhando bastante para acomodar as bagagens nos bins. A ocupação estava em 100% da econômica. As 18h05 foi feito o speech de boas-vindas pelo comandante Rodrigo Xavier, que estava acompanhado do capitão Passareli. Na sequência veio o speech da chefe de cabine Carolina. Speech bem simpático, como toda a tripulação a bordo, com sorrisos e simpatia no rosto. Vale aqui ressaltar a educação no falar com os passageiros, que achei excelente e sempre cordial. As 18h17 é feito o push-back, com um “atraso” de 7 minutos. Passeando pelas taxiways vi 747 da Atlas, uns 737 da Gol e um 767 da Aero, além de alguns ATRs da Azul. E duas aeronaves parecendo abandonadas da Modern (não anoitei quais eram). Após um longíssimo taxi, ficamos esperando uns 5 minutos para adentrar a pista. Alinhamos na pista 33, com tudo já bem escuro e as 18h46 soltam-se os freios. Corrida bem mais rápida do que os A340-300 da TAP e alçamos vôo. EM VOO Passando por BH e ainda subindo, começam os serviços de jantar: tripulação bem ocupada, ágil e eficiente. Duas opções: Fusini com molho rosé ou picadinho com cenoura, arroz e farofa. Escolhi o picadinho e não me arrependi. Dificilmente não gosto de comida de avião, mas definitivamente, nunca comi uma massa boa em qualquer voo. Minha esposa pediu o Fusini e eu, com pena, propus dividirmos metade de cada prato entre nós, fato que ela constatou o arrependimento de não ter pedido a carne. Para bebidas, um excelente vinho tinto português de nome Pedro Carvalho, o qual foi repetido. Acompanhava o prato o pãozinho, a manteiga endurecida – que quebra as faquinhas de plástico – e uma deliciosa mousse de chocolate (temos que valorizar os pratos da econômica, já que bussiness fica muito fora do meu poder aquisitivo, então, vale a “glamourizada”). No começo do jantar estávamos a 37.500 pés (acompanhando na tela LCD, opção voo) e ao terminar chegávamos em 39.000, passando por Montes Claros: ou almocei muito rápido ou Montes Claros fica muito longe de BH. No momento de recolher as bandejas, veio uma turbulência moderada, fazendo com que a equipe acelerasse bem os trabalhos (sufoco que esse pessoal passa de vez em quando, não é serviço mole não, estão de parabéns). As 20h10, hora de ir ao banheiro: sem filas, 2 em cada corredor, e ainda bem limpos. Mais tarde, já com as luzes da cabine apagadas, janelas fechadas, começo a navegar pelo sistema de entretenimento, escolhendo um filme (Aquaman) para assistir. A central de entretenimento Não me recordo o horário, mas já estávamos sobre o oceano, tínhamos deixado o Ceará para trás, quando minha esposa começou a se queixar de uma leve dor no peito e dificuldade de respirar. Para mim, que gosto de ar bem gelado, a temperatura da cabine estava um pouco incômoda. Como ela foi agravando a reclamação, comecei a ficar preocupado: olhei o mapa de navegação e fiquei especulando o quanto seria possível retornar ao Brasil ou seguir em frente (Canárias?) em caso de emergência. Aconselhei-a a andar um pouco pela cabine, se acalmar – não estávamos passando por nenhuma turbulência: ela foi até a galley, pedindo um copo de água, andou um pouco, voltou para o assento e adormeceu, só acordando na hora do café da manhã. Como já li vários relatos de fortes turbulência por estas zonas, sempre viajo com o cinto atado. Mas desta vez, não balançou nada. Extraordinariamente, dormi e até que bem, acordando sei lá que horas mas constatando que, estando na costa marroquina, o sol nem tinha surgido no horizonte, mas já estava clareando: por baixo, um tapete de nuvens bem espessas. Vou ao banheiro e a única coisa ruim que constato é o excesso de papeis no cesto, que mal fechava. Mas o banheiro ainda estava em condições de uso. Um tempo depois, começa a ser servido o café: apesar de ainda ser início de madrugada no Brasil, é uma ótima ideia para já se ir acostumando com o fuso horário. O café da manhã foi bem fraquinho, tipo “de rodoviária de interior”: um misto quente, um bolinho bem artificial, maçã, queijinho tipo “polenguinho” e bolacha cream cracker. Pedi café com leite e até me surpreendi: mesmo com aquele leite em cápsula, estava muito saboroso. Bandejas e lixos rapidamente recolhidos, logo começamos a descer. POUSO E CHEGADA Lá fora, um mar bem encapelado e um céu muito nublado. Vieram os speeches finais e com uma grande distância para o toque os trens de aterrisagem são baixados (fácil perceber pelo barulho e depois pelo arrasto aerodinâmico. E ainda deu tempo, neste momento, de folhear a revista de bordo. Pouco antes de chegar Chegando... A aeronave já veio “certinha”, tremendo bastante quando os speed brakes eram aplicados. Tocou suavemente a pista as 08h05 em ponto (horário marcado), sem o característico aplauso dos passageiros. Livrou a pista rapidamente, se dirigindo demoradamente para uma área remota (como se faz para usar os fingers em Lisboa, pois creio que só desembarquei lá por remota?). A espera é longa par desembarcar: os passageiros se atrapalham muito em retirar as bagagens, pegar as crianças, ver se não esqueceram nada e a fila não anda. Despeço-me cordialmente da tripulação, todos sempre com o sorriso no rosto e a certeza de um serviço bem prestado, o que realmente foi. Lá fora, vários ônibus foram utilizados para levar os passageiros para o terminal, este, bem sujo e com um cheiro muito ruim de óleo e pneu, tipo uma oficina. Subimos as escadas e nos encaminhamos para a imigração que não tinha grande fila, pois apenas nosso voo tinha chegado naquele momento. Como a quase totalidade era de brasileiros, foram poucos o que utilizaram a entrada de cidadãos europeus (acho que os portugueses quando viajam do Brasil para Portugal preferem a TAP). Passaporte carimbado rapidamente com somente a pergunta se iria para outro país (sim, Espanha, mas no meio das férias e de carro), seguimos para pegar as malas (3, visto que a Azul ainda não cobrava pelas bagagens neste voo e pudemos levar muitas guloseimas para nossos filhos). E nada melhor do que chegar bem descansado e ser recepcionado alegremente pelos filhos. O pouso no Aeroporto da Portela (vídeo) Logo mais escrevo o retorno. Abraços a todos.
  5. Quando comecei a escrever este Flight Report, após o retorno da viagem o Contato Radar saiu do ar. Parei de escrever. Agora há poucas semanas, quando do seu retorno, voltei a escrever o texto com grande alegria. E é com esta mesma alegria que compartilho-o com vocês, agradecendo às respostas de muitas perguntas que aqui tão gentilmente diversos colaboradores me auxiliaram. Espero que disfrutem do prazer da leitura e de curtir um pouco uma viagem aérea. O PLANEJAMENTO Bem, desde o final de 2018 já comecei a planejar a viagem das férias de julho, aproveitando para, ao mesmo tempo, visitar meus filhos, que moram e estudam na Europa (mais precisamente Lisboa e Porto). Desde janeiro acompanhando quase que diariamente os preços de passagens, a escolha recaia sempre, ao procurar o menor preço, na Air Europe, em um GRU-MAD-LIS (ida e volta). Em alguns dias a TAAG estava mais barata, mas a duração de todo o trajeto ficava superior a 24 horas, em virtude de uma longa escala em Luanda. BA, LH e outras, com os preços estratosféricos. Foi aí que minha filha sugeriu o 123milhas. Comecei a buscar todos os dias neste site e os preços tinham subido um pouco: chegavam até a 4000 reais por pessoa (iria eu e minha esposa). Estabeleci um marco de comprar – e só comprar então, senão nada de viagem – ao chegar na casa dos R$ 3.000, ou menor. Mas eis que, ao conferir os passaportes, meu e de minha esposa, verifiquei que os mesmos venceriam em maio, portanto, antes da viagem (e sem os 6 meses ainda de validade ao adentrar na Europa). Fui ao site da Polícia Federal, cadastrei tudo, paguei a GRU e tentei marcar e... só daqui há um mês. Fiquei verificando o sistema e achei um “buraco” para o dia seguinte, na minha própria cidade (Santos, SP). Marquei, fui lá, tudo certo. Em cerca de uma semana os passaportes estavam prontos e agora, com 10 anos de validade. Mais um golpe de sorte: na semana seguinte ao pegar o passaporte, as passagens chegaram à pouco menos de R$ 3.000, no 123Milhas. Pela Azul, para Lisboa, via Viracopos. Meio desconfiado – porque nunca tinha comprado por este processo de “usar milhas dos outros” – fiz a compra pelo site, pagando em 6 vezes (o máximo). No dia seguinte, vem a confirmação de que tudo OK, já com o localizador: o voo seria VCP-LIS-VCP, com saída de VCP as 18h10 e chegada as 08h05 em Lisboa. Entrei no site da Azul e confirmei tudo. Sou super desconfiado com tudo que faço pela internet no Brasil: em minha opinião, de cada 10 pessoas, umas 9 são “pilantras” ou querem aplicar a lei de Gérson – coitado do Gérson, só por causa de um comercial virou sinônimo de aproveitamento. Por sair de VCP não seria um problema: meus filhos, em ocasiões diferentes já tinham chegado ou partido de lá e, portanto, eu conhecia o caminho. Só o processo de chegar lá é que seria diferente: ônibus da Azul, antes, porém, chegando em São Paulo e em Congonhas, pois não pretendia deixar o carro na garagem lá por 1 mês. No aguardo do dia da viagem, fiquei pensando e pesquisando se conseguiria voar no A330neo da Azul, com chegada prevista para junho. Ao marcar os assentos no início de abril, a ida constava como A330 e muitos assentos estavam já marcados (essa ida seria apenas em 2 de julho e uns 80% já estavam marcados, principalmente janela e corredor). Aproveitei e já marquei a volta e, para minha surpresa, a aeronave seria o A330neo. Este, mais vazio, cerca de 20% de assentos já marcados. Não reparei no mapa de assentos, a quantidade de fileiras, mas me pareceu maior (rearranjo interno?). Marcação e navegação no site VoeAzul muito tranquila e fácil. Agora, era só cuidar do itinerário da viagem e acomodações/aluguel de carro e aguardar. E durante os meses seguintes fui dando sequência a estes processos. IDA AO AEROPORTO E CHECK-IN Tentei fazer o check-in 48 horas antes do voo, pois no site da Azul indicava que por um aplicativo, o check-in poderia ser realizado com uma antecedência maior. Mas não instalei o aplicativo, tentando pelo site. Não funcionou: check-in ainda não liberado. Esperei então as 24 horas, que é o prazo para o check-in via internet. Na primeira tentativa tive problemas com o computador do serviço - travando - e tentei mais tarde, onde facilmente confirmei os dados, inseri os dados dos passaportes, confirmei os assentos e imprimi os board pass. E tudo pronto. Sair de Santos para outras cidades quase sempre é uma loteria (depende de sorte): para um lado são balsas quebradas e filas demoradas; para outro é o sistema Anchieta-Imigrantes muito sensível a qualquer acidente ou quebra de veículos (caminhões); para Praia Grande é tranquilo mas não me leva onde quero: São Paulo. Não há ônibus direto para Viracopos, mas sim para o centro de Campinas. Há ônibus direto para Congonhas e Guarulhos. Optaria por Congonhas para pegar o ônibus da Azul (gratuito) para Viracopos. Mas preferi fazer um trajeto diferente, mas mais cômodo em termos de horário: peguei um Uber de casa até a rodoviária de Santos (5 minutos), ônibus de Santos partindo as 08h15 até o terminal rodoviário do Jabaquara (1 hora, com estrada tranquila), de lá táxi (mais cômodo) até o aeroporto de Congonhas (15 minutos). Pretendia pegar o ônibus da Azul das 10hs. Como não sabia onde o ônibus parava, tive que atravessar Congonhas inteirinho (o táxi tinha me deixado no embarque). Além do que o local do ônibus da Azul era o último. Chegando lá, ônibus lotado, sendo informado que um outro – extra – já estava a caminho. Ninguém olhou passagem, comprovante, voucher: um funcionário ia dando umas senhas impressas. O ônibus chegou as 10h40 e logo encheu: era chegar, colocar as malas no bagageiro e entrar, entregando a senha ao motorista. Ônibus mal cuidado, sujo, com um banheiro em péssimas condições de higiene: assisti um casal muito aflito em ter que levar a filha pequena ao banheiro, no que parecia ser um desafio enorme tanto em respirar como “onde sentar sem se sujar”. O trajeto foi feito tranquilamente pela Rodovia dos Bandeirantes, chegando em Viracopos as 12h20. Sei que chegamos bem cedo – partida só as 18h10 – mas estranhei muito o fato que, ao acompanhar os dias anteriores pelo Flight Radar, os horários de partida variavam em torno das 17h20 por aí. Só os do dia 02 de julho – o meu – o horário mudava para 18h10. Mas no final foi esse horário mesmo, de 18h10. Me pareceu que para alguns dias da semana, o horário muda. Antes de almoçar, despachar a bagagem. Como Viracopos não é enorme em termos de balcões de check-in, foi fácil encontrar os da Azul, que predominam por lá. Só que estou ficando velho e devagar para pensar: a primeira fila que vi, com umas 20 pessoas na frente, entrei. Pessoal cheio de malas, só poderia ser para o exterior (Fort Lauderdale, Lisboa, Porto...). Estranhei o fato de todo mundo se conhecer na fila, além do sotaque catarinense e pensei que todos eram colegas de trabalho (o que era verdade) e estavam indo para algum congresso. Ao chegar ao balcão, todo feliz e sorridente o atendente me informa que aqueles balcões foram abertos exclusivamente para uma conexão vinda de Chapecó, que teve problemas. Sem graça, agradeci e fui para outros balcões, atrás. Fila menor, mas sem balcão exclusivo para só despachar bagagem: tinha um específico para prioridades e outro exclusivo para programa Safira, Topázio, sei lá qual pedra... A fila andou rápida e despachei facilmente todas as três malas (são permitidos dois volumes de 23 kg para cada passageiro), tendo a mais pesada uns 18 kg (muitas encomendas dos filhos, tais como paçoca, havaianas, etc). Neste momento foi me oferecido um upgrade para Economic Xtra, de R$ 500 por R$ 300 cada um. Gentilmente declinei da oferta pois além de estar com economia controlada, não me sinto apertado nestas classes econômicas internacionais, muito menos a minha esposa, que é “baixinha”. O atendente colou as etiquetas no verso do boarding pass que imprimi, informou que já poderíamos entrar na seção de embarque internacional e desejou boa viagem: tudo muito rápido, cordial e correto. Agora sim, 13h10, só com minha mochila as costas, fomos almoçar e aguardar o embarque. Almoçamos bem no Café Romano, que me apareceu mais barato e rápido para servir. Caro, mas é aeroporto: R$ 23, o prato feito mais absurdos R$ 7,50 por uma lata de refrigerante... Passando pela farmácia para minha esposa comprar algum remédio, os preços eram os mesmos que as demais farmácias de minha cidade. EMBARQUE E DECOLAGEM Lá pelas 14h30 resolvemos adentrar à área de embarque. Ao passar pelo raio X, a moça que estava ali disse que uma caixinha de Todynho – 200 ml - não poderia passar e foi muito gentil em permitir que minha esposa passasse o raio x e tomasse ali perto mesmo. Passagem pela Polícia Federal tudo certo. Não havia sequer uma viva alma passando naquele momento tanto no raio x quanto na Polícia Federal. Bem diferente de GRU, onde a qualquer hora é movimentado. Sala de espera muito ampla, com umas “espreguiçadeiras” muito confortáveis, várias, de frente para as vidraças, dando uma ótima visão das pontes de embarque. Tudo muito limpo e bem cuidado. Estava batendo um sol muito agradável no ambiente. Sala de embarque ainda totalmente vazia As confortáveis espreguiçadeiras As 15h30 chegam os caminhões: tanque, bomba, catering e os vagões de contêineres. E eis que as 15h50 um A330 aponta e faz a curva, parando a alguma distância da ponte de embarque. Erar o PR-AIY, um A330-200 batizado com o nome “Don’t Worry Be Azul” (acho que em alusão à canção “Don’t Worry Be Happy”. Aeronave já com seus 19 anos, entregue em 2000 para a Emirates e após passar por várias empresas, chegou em 2014 na Azul, vinda da Virgin Australia (dados do Airfleet), retornando novamente em 2017 após uma temporada na TAP. As 15h50 foi tratorado até o gate A06 e as 16h15 começaram o reabastecimento e todo o processo de limpeza e abastecimentos. Interessante o processo que quando alguém se aproximava da aeronave, um funcionário de colete e prancheta na mão passava um rastreador portátil por todo o corpo da pessoa, anotando algo na prancheta e liberando. Foi assim – pelo menos naquele voo – para todos que se aproximavam, mesmo que não adentrassem a aeronave. Não reparei se houve desembarque, porque o sol refletia muito nos vidros da ponte de desembarque. Com os motores rodando em “marcha lenta”, um mecânico foi por baixo e limpou algo que se parecia com uma poça de óleo no chão: achei muito estranho isso e claro, não falei para minha esposa. Fiquei perturbado quando vi que alguns sacos plásticos – deveriam ser dos cobertores – escaparam da mão de um funcionário que descarregava a sujeira de voo anterior e saiu pela pista: vários passavam e não ligavam. Vi algo semelhante em Miami uma vez (e ainda lá, em um cantinho, vi uma montanha de lixo, peças, restos, entulho, bem perto das aeronaves). Dando as caras Serviços de solo Don't Worry Be Azul (continuação a seguir...)
  6. Sem novos prazos. Ou seja, nunca! Reportagem do jornal A Tribuna - Santos, de Eduardo Brandão, de 06/11/2019: Guarujá: edital do aeroporto não tem prazo Após suspensão da concorrência internacional à concessão, ainda não há previsão de quando o processo será reaberto Dois meses após a Prefeitura de Guarujá suspender a concorrência internacional de concessão do Aeroporto Civil Metropolitano, ainda não há previsão de quando o processo será reaberto. Uma pendência burocrática faz com que a Administração Municipal admita atraso no cronograma de implantação do empreendimento na Base Aérea de Santos, que fica em Vicente de Carvalho. A paralisação ocorreu em 6 de setembro, a menos de quatro dias para a abertura dos envelopes com as propostas das 112 empresas que consultaram a documentação. A decisão se deu após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) determinar a interrupção no processo para analisar o pedido de uma das interessadas em operar o complexo. A Tribuna apurou que o material já foi analisado pela Assessoria Técnico-Jurídica (áreas de Economia, Engenharia e Jurídica) e Ministério Público de Contas. O edital encontra-se, atualmente, na Secretaria-Diretoria Geral, que deve ser a última a se manifestar. Vencida essa etapa, o processo será julgado – ainda sem previsão de quando vai entrar na pauta do TCE-SP. “Somente após o posicionamento do órgão será possível realizar a nova publicação do edital, reabrindo-se os prazos legais”, informa a Prefeitura. A indefinição adiou a estimativa de dar início às operações no primeiro semestre de 2020. Novos prazos não foram dados. Apesar do impasse, a companhia aérea Azul reafirma o interesse em voos regulares no equipamento regional. Em nota, a empresa destaca estar “acompanhando o andamento do processo licitatório” a fim de utilizar o terminal para a expansão de malha aeroviária. Os planos são de linhas regulares para Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG).
  7. Olá Stelios, tudo bem? Minha filha morou um tempo em Chiang Mai e conhece todos esses lugares que você citou (esteve em vários ou todos). Caso necessite ou queira alguma sugestão, pode me contactar via mensagem privada. Assim ela retribui o favor de anos atrás (2012 ou 2011) onde vc não só vendeu as passagens como deu dicas preciosas para uma viagem dela à África do Sul. Abraço.
  8. Overwht: já negociei com várias lojas no exterior e só com a EZToys que tive problema (não chegou e não devolveram a grana). EBay tem funcionado muito bem - nunca tive problemas. Aviation Center Berlin (Alemanha) tem algumas coisas interessantes, principalmente Herpa e atendimento excelente. Tem uns bem caro por ai. Tem um camarada na Flórida - Adam Jets - que está fechando e tem preços bons (alguns caras tem preço bom mas o frete caríssimo). E boa sorte com sua mulher: padeço com o mesmo problema e minha "cota mensal" é em reais: aí, fica mais difícil... Tenho uma lista - desatualizada: DiecastAirplane http://www.diecastairplane.com/ EZToys http://www.eztoys.com/ Airline Museum http://www.airlinemuseum.com/catalog/ JustPlaneFun http://www.justplanefun.com/ SKY's the limit http://skysthelimitaviation.com JetCollector http://www.jetcollector.com Waffle https://www.airparadigm.com// Blue Silver Aviation http://www.aviationmodelsbsa.com Airplane Collection http://www.theairplanecollection.com/ Air Spotters http://www.airspotters.com ARD http://www.aviationretaildirect.co.uk AdamJets Canadá http://www.aviationworld.net West Main Toys http://www.westmaintoys.com/ Buch Air http://www.buchair.com/models200.htm Aircraft Model Store Aviation Center Berlin www.aviation-center-berlin.de
  9. Normalmente quando vem de UPS ou DHL (Europa) caem tanto na inspeção da receita quanto na cobrança daquela taxa de entrega. E essas lojas grandes não colocam preço fictício. Já os chineses do EBay, fazem qualquer negócio e os últimos que andei comprando passaram tanto sem a taxa (estranho) como inspeção OK e em tempo recorde na Receita. Para passar "limpo" na receita o preço FOB deve ser abaixo de US$ 50, vir descrito como presente (gift) e ser de pessoa física para pessoa física. Tem uma história que abaixo de US$ 100, não deveria ser taxado mas não sei dizer se isso "colou" .
  10. Semana passada estive em Gibraltar, possessão inglesa na Espanha. Uma fila enorme e lenta para entrar de carro, resolvi entrar a pé (eu, esposa e 2 filhos adultos). Não tinha ninguém olhando, portinha aberta em uma sala pequena, e ninguém usando scanner de passaporte. Passei feito boi pela porteira. Eu queria ter carimbado o passaporte. Na volta, um camarada fez questão que eu tirasse o passaporte da mochila e mal olhou...
  11. diasfly: existem 2 opções (que bom - sendo irônico). Uma, pelo serviço de ferry-boats da infame DERSA (Departamento de Estradas de Rodagem S. A.), a qual o governador Doria quer se livrar até o final do ano (da empresa, não dos ferry-boats). Descontando que nenhuma balsa quebrará, não passará nenhum navio pelo canal, e que não haja filas de 1 hora em média, você levaria no máximo 30 minutos do centro de Santos até o aeroporto. A outra opção seria pela estrada Anchieta-Piaçaguera-Guarujá: excluindo-se a saída/entrada de Santos em obra e o altíssimo fluxo de caminhões em ambas as estradas, eu diria uns 40 minutos. Agora, da estrada Piaçaguera-Guarujá até o aeroporto parece um campo minado de tantos buracos que há. Uma ponte - ligando a entrada de Santos ao município de Guarujá - perto do aeroporto - está para sair: as primeiras propostas datam da década de 1920 e a última delas ainda vai entrar em estudo de impacto ambiental. Creio que lá por 2120 ela já esteja pronta... Os pieres prontos em 6 meses? Check-in no embarque do serviço de lanchas? Ah, não estamos no Japão não! Só o estudo de impacto ambiental destes píeres demorará 1 ano...
  12. Semana que vem vou fazer Santos-Viracopos (depois colocarei o FR completinho de toda a viagem). Olhem a odisséia: De casa até a rodoviária (Ubber); da rodoviária até Congonhas (em um horário até que cômodo); de Congonhas até Viracopos (ônibus da Azul). Meu voo parte as 18h10. Sabem que hora vou sair de casa? 08h00 da manhã! Absurdo? Para quem não conhece a entrada de Santos em obras, o sistema Anchieta-Imigrantes, Marginal Pinheiros e Anhanguera-Bandeirantes, tem que se precaver destes riscos. Outro dia a Imigrantes ficou parada por mais de 5 horas em virtude de um caminhão tanque que vazou... Se tiver Santos-VCP (nem que seja de DC-3) para muitos da baixada, clientes da Azul, será uma benção! A única dúvida é: como eu chego no Aeroporto do Guarujá??? À nado? Estão falando de lanchas saindo de um terminal de cruzeiros no porto de Santos, para o aeroporto... Mas só acredito vendo e esse terminal fica em uma zona bem ruinzinha no porto. Se lanchas partissem de trás do antigo prédio da alfândega de Santos seria ótimo.
  13. Ou seja: não vai ter aeroporto. "Ai sim, fomos surpreendidos novamente!" (ironicamente falando, pois estava evidente que iriam enrolar mais) Segue o baile...
  14. Tai: as vezes o cara segura um preço alto no Ebay (no exterior) e ai vem a Inflight ou outra, relança, e o cara fica sem vender o modelo... Eu perdi o 727 (pax) da JC Wings. Vou aguardar estes. Não conheço o molde 727 da Inflight (os 3 que tenho são da JC Wings). Tenho alguns polidos da Inflight (Convair, etc) bem como de outros (Herpa, JC Wings) e creio que polido bom é questão de sorte, pois tenho uns que estão ótimos (como o breguinha da Varig) e outros muito ruins (como um 720 Northwest da Inflight).
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