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trevisan26

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About trevisan26

  • Birthday 08/26/1996

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  • Cidade/UF/País
    Porto Alegre, RS Brasil
  • Data de Nascimento
    26/08/1996

Profile Information

  • Gender
    Male
  • Location
    Porto Alegre
  1. Após o museu, decidi retornar para próximo do hotel onde tem início uma trilha conhecida entre os locais como Dike Trail. Apenas as paisagens já são lindas, somando-se ao fato de que ela cruza a cabeceira da pista e permite plane spotting, era visita obrigatória. Aproveitando o dia ensolarado e quente (17°C), vi muitas pessoas fazendo exercício, passeando com os cachorros e uma ou outra parando para admirar os movimentos aéreos. Logo após cruzar a cabeceira, tem uma parte em que a cerca fica bem abaixo e as oportunidades para fotos são boas, tanto da pista principal como das dezenas de hidro aviões. Apesar do movimento de jatos ser bem fraco, os hidro aviões e helicópteros não param um segundo, a maior parte fazendo voos panorâmicos sobre o Glaciar de Mendenhall. Havia uma escadaria sem proteção para as luzes de aproximação (essas sim por detrás de um portão chaveado), portanto resolvi subir a escadaria para ter um ângulo melhor na chegada do 737 da Alaska Airlines Cargo, a aeronave que decretou a aposentadoria dos 737-400 Combi, que operavam os Milk Runs até 2017. Só posso imaginar esta vista durante o inverno com a montanha coberta de neve. Sem palavras para descrever essa combinação de cenário e pôr do sol. Com o passar dos minutos a luz ficava cada vez melhor, uma pena o 737 da Alaska Airlines ter pousado pela pista oposta e uns 3 minutos atrasado, com o sol iluminando apenas a montanha ao fundo, mas ainda assim um efeito interessante. Alguns minutos depois já sem luz e começando a esfriar rapidamente, retornei ao hotel onde mais tarde dormi até a manhã seguinte. Minha ideia inicial era acordar próximo ao nascer do sol e ir para a trilha atrás da cabeceira novamente, mas estava bastante gripado e a cansaço falou mais alto, portanto resolvi dormir um pouco mais antes de sair para o aeroporto. O AS 61 partia às 10h15 para Anchorage (ANC) com paradas em Yakutat (YAK) e Cordova (CDV), portanto cheguei às 08h20 no aeroporto e ao realizar o check-in novamente a atendente brincou “You're taking the scenic route, enjoy the views”, evidentemente que com um lembrete de que deveria permanecer a bordo durante as paradas. Não havia me dado conta, mas neste dia fazia exatos dezessete anos do atentado de 11 de setembro. Não percebi segurança mais rígida no aeroporto (inclusive foi bastante rápida), apenas uma reportagem na TV do terminal. A área de embarque não é grande mas possui todo o necessário, incluindo calefação para os dias mais frios. Após comer um sanduíche no café, aproveitei para mais um pouco de plane spotting. Fico devendo a foto, mas logo chegou o N523AS procedente de Seattle que continuaria para Yakutat, Cordova e por fim Anchorage. Com muitos desembarques e poucos embarques, boa parte das fileiras tinham o assento do meio e corredor livre. Pelo visto a janela é preferência de quase todos neste voo, por que será? Esta aeronave foi entregue em 2009 e já possuía o modelo de cabine mais novo da Alaska, inclusive com tomadas em todos os assentos. Achei o pitch bom, mas não sou uma pessoa alta, e o fato de ter o assento do meio livre certamente ajudou bastante na minha boa impressão. Após rápido taxi, alinhamos e decolamos pela pista 26 com destino à Yakutat. Na segunda foto é possível ver parte da trilha que eu fui no dia anterior. Com o tempo estimado de voo em 52 minutos, houve serviço de bebidas e aproveitei o restante do voo para ouvir música e apreciar as vistas, mesmo com o tempo um pouco fechado nesta etapa. Logo o aeroporto de Yakutat já estava em vista e fizemos uma bela aproximação. Yakutat é um dos dezoito distritos organizados do Alasca e tem uma área de quase 25.000km2, quase dezesseis vezes maior do que o município de São Paulo, porém com uma população de apenas 605 habitantes conforme o censo de 2017 e com projeção de reduzir ainda mais nos anos seguintes. O terminal do aeroporto faz jus à população, é minúsculo porém deve atender bem aos pouco mais de 10 mil passageiros anuais. Gostaria muito de ter visitado por dentro mas realmente não é permitido o desembarque nestas paradas e o controle dos passageiros que permanecem a bordo é sempre feito por um funcionário da Alaska Airlines, que confere os sobrenomes com a lista impressa. Até tirei uma foto desta vez. Meia hora após pousarmos, já estávamos alinhando na pista para decolagem rumo à Cordova, última parada antes do destino final e paraíso para amantes da aviação de carga e clássicos, Anchorage. Logo após a decolagem, à esquerda, apenas o Oceano Pacífico, já as vistas da costa ficaram ao lado direto e é para lá que fui algumas fileiras atrás. Exatamente como nos outros voos, houve o serviço de bebidas com água e suco de laranja. Aproveitei para perguntar à comissária se poderia permanecer no assento em que eu estava no voo seguinte e ela me comentou que o voo estaria bastante cheio, mas iria verificar se havia alguma janela ao lado direito e me avisaria após o embarque ser finalizado. Cerca de 25 minutos após a decolagem, já estávamos nos aproximando do aeroporto de Cordova, que conta com os glaciares de Sherman e Sheridan como cenário de fundo. Já em solo, retornei para meu assento original e aguardei ansiosamente o retorno da comissária. Cordova não possuí ligações terrestres e tem cerca de 2.200 habitantes, número que vem diminuindo assim como em Yakutat. O terminal é similar porém o número de passageiros é bem maior, cerca de 35 mil em 2016. Após falar sobre esses números de passageiros e considerar pelo menos dois voos de 737 diários, é natural questionar a viabilidade financeira de um voo desses e a reposta, como brevemente mencionado no começo, está no Essential Air Service (EAS), programa dos Estados Unidos que subsidia rotas para 174 cidades no país inteiro, sendo 62 delas apenas no Alasca. Nos seis aeroportos em que a Alaska Airlines opera de maneira subsidiada, ela recebeu quase 11 milhões de dólares no ano passado. Com vários passageiros com muita bagagem de mão e ítens despachados como skis e varas de pescar, o embarque levou cerca de 35 minutos quando finalmente recebi resposta da comissária em relação ao assento na janela: “You can go in the last row”. Para já! Apesar de estar praticamente dentro do banheiro, os dois assentos ao lado permaneceram livres e eu teria as vistas desejadas. Completando quase uma hora de solo, alinhamos e decolamos para o destino final Anchorage. O assento na fileira 32 e a lente wide angle permitiram uma foto mostrando tanto a asa quanto o estabilizador horizontal. Já nos aproximando de Anchorage, tive uma bela vista com alguns pontos interessantes. A direita da imagem, a Base Aérea de Elmendorf, o Aeroporto de Merrill Field e o centro da cidade, que não impressiona muito em termos de prédios. Ao centro da imagem, Lake Hood, com mais de mil hidro-aviões baseados e por fim o Aeroporto Internacional de Anchorage Ted Stevens, que recebe este nome em homenagem à Theodore Stevens, senador americano de 1968 até 2009. Após curva à direita, finalmente chegava em meu destino final, onde passaria o dia atual e seguinte fotografando antes de descer para Los Angeles. Apesar dos sete voos serem um pouco cansativos e uma total "indiada" para aqueles que não gostam de aviação como nós (nem se deem o trabalho de tentar convencer alguém), devo dizer que foi uma experiência incrível, ainda mais com a sorte de ter pego tempo bom em quase todos os voos. Fiz o stop-over em Juneau, pois o site não permite voar com todas estas paradas se origem e destino forem Seattle e Anchorage, mas devo dizer que vale bastante a pena, para quebrar a sequência de voos e também para aproveitar a cidade, caso estivesse com o tempo mais folgado nestas férias acho inclusive que valeria uma segunda noite na cidade. Bom, acho que é isto, demorou mas saiu o FR! Espero que tenham gostado e sintam-se a vontade para fazer comentários, é sempre a melhor parte de postar aqui. Se quiserem acompanhar algumas fotos do plane spotting em Anchorage e outros lugares, é só clicar no seguinte link que leva a conta do Instagram dedicada a aviação que criei: https://www.instagram.com/trevisan26_aviation/ Abraços a todos!
  2. Olá pessoal! Finalmente terminei de escrever sobre alguns voos que fiz com a Alaska Airlines em setembro do ano passado. O relato está recheado de window views (e vocês entenderão o porquê), mas o que adianto é que quanto mais ao Norte, mais bonitas ficam as vistas. Sem mais delongas, vamos aos sete voos de 737 de Seattle para Anchorage, nos voos conhecidos como "Milk Runs". Com a nova geração de aeronaves de ultra longo alcance cada vez mais presentes na frota das companhias aéreas, alguns trajetos que exigiam diversas paradas antigamente hoje em dia são operados de maneira direta, como os impressionantes Cingapura - Nova York e Perth - Londres, bloqueados em 18h25 e 17h20 respectivamente. Do ponto de vista dos passageiros, esta mudança é excelente pois permite nos deslocarmos de maneira mais rápida e eficiente e dessa maneira os voos que nos referimos como “pinga pinga” no Brasil e “Milk Run” nos Estados Unidos estão cada vez mais raros para aeronaves de grande porte, porém ainda existem algumas exceções, não por conta do alcance das aeronaves, mas sim por atenderem locais remotos e sem tanta demanda. Além do mais conhecido Island Hopper operado pela United onde é possível voar de Honolulu para Guam com cinco paradas utilizando a mesma aeronave, a Alaska Airlines opera uma série de voos que atendem pequenas cidades e povoados do estado do Alasca desde os primórdios da companhia aérea no inicio dos anos 30. Estes voos são conhecidos como Milk Run, apelido que possui algumas origens diferentes. Na aviação estado-unidense, “Milk Run” refere-se a voos que realizam diversas paradas até chegar em seu destino final, como uma analogia a viagem dos antigos entregadores de leite que realizavam um percurso de ida e volta com várias paradas fazendo a entrega na ida e coleta no retorno. Se somarmos ao fato de que estes voos da Alaska são essenciais para alguns povoados que dependem inteiramente do serviço aéreo para receber correspondência e suprimentos básicos (incluíndo o leite), o nome caiu como uma luva para estas operações. Claro que nos dias atuais, os voos são programados e - um pouco - mais pontuais do que antigamente. Entre estes voos programados, dois me chamaram atenção, o AS 65 (SEA-KTN-WRG-PSG-JNU-ANC) e o AS 61 (SEA-JNU-YAK-CDV-ANC). Falarei mais adiante sobre as cidades, mas detalhe para o trecho de 31mi entre Wrangell (WRG) e Petersburg (PSG) com duração de nove minutos. Por fazerem parte do Essential Air Service (EAS) recebendo subsídios do governo e com o intuito de resguardar os assentos às pessoas que realmente voam de/para estas pequenas cidades, ao procurar no site da companhia aérea estes voos apenas aparecem se destino e origem não forem Seattle e Anchorage, resultado para o qual existem mais de dez voos diários diretos. Para aproveitar os voos seria então necessário realizar uma conexão de mesmo dia em bilhetes separados, o que seria muito arriscado se tratando de Alasca, ou então aproveitar um stop-over em uma das cidades. Juneau é uma cidade popular com os turistas por conta dos glaciares e diversos cruzeiros que por lá passam, então poderia conhecer um pouco da cidade e juntar o melhor dos dois voos mencionados acima, em um único bilhete. No final, o trajeto de Seattle para Anchorage de 1448mi (distância similar a São Paulo - Fortaleza) ficou o seguinte: Após quase três meses de espera, chegava a hora de voar o primeiro dos dois Milk Runs com a Alaska Airlines. Com partida para Ketchikan (KTN) prevista para às 07h35, acordei 2 horas antes para 10 minutos depois já estar no transfer do hotel Coast Gateway Seattle para o aeroporto. O serviço de transfer parou próximo à entrada, onde precisei comprar uma peça de bagagem e realizar o check-in em um dos totens. Entrei na fila para despacho de bagagem e logo fui chamado em um dos balcões onde o atendente viu meu destino e brincou “So you are going the long way today”. O bom humor não parou por aí e ao ver o passaporte logo soltou: “Ronaldinho, samba, futebol”. Devo dizer que ele foi pelo menos um pouco autêntico, fugindo do mais comum “samba, carnaval, futebol”. A fila do raio-x estava tranquila e em alguns minutos eu já estava na sala de embarque, onde utilizei a internet aguardando pela chamada. De maneira bastante ordenada, os grupos A, B e C entraram na aeronave e logo era minha vez. Embarquei no Boeing 737-700 de matricula N614AS, entregue em 1999 para Alaska Airlines e ao me acomodar no assento 23F, o sol já começava a sair detrás das nuvens. Speech de boas-vindas feito, explicando as três paradas que este voo realizaria e logo embarque finalizado. Acho interessante os diferentes comportamentos dos passageiros em alguns voos, principalmente quando a maior parte deles é de uma mesma região. As pessoas que estavam próximas a mim estavam de bom humor, conversando e rindo bastante, como se todos se conhecessem a muito tempo. Chegaram até a brincar com o número de paradas e fazer uma competição para ver quem estava realizando mais voos para chegar ao destino final, o ganhador foi um passageiro da fileira à frente que vinha de conexão com a American Airlines desde Miami via Dallas e estava indo até Juneau em seis voos. Nada mal! Após aguardarmos no ponto de espera, às 07h54, decolamos para Ketchikan e passamos a primeira camada de nuvens. As maiores companhias aéreas americanas hoje em dia já oferecem serviço de Wi-Fi em boa parte das aeronaves, mas o diferencial em relação ao Brasil é que elas oferecem um pacote gratuito apenas para mensagens de texto (WhatsApp, Messenger e até o chat do Instagram funcionou, mesmo sem estar mencionado no cartão que estava no bolsão). Imagens, áudios e vídeos não carregam de maneira alguma, o que é compreensível e justo, para que aqueles que compraram internet tenham uma velocidade aceitável. Espero que as cias brasileiras ofereçam algo similar em um futuro próximo. Além da internet, também há uma série de filmes e outras opções de entretenimento de voo para se aproveitar no próprio aparelho, inclusive o mapa de voo. Já à 40.000 pés, teve inicio o serviço de bordo, sendo oferecido primeiramente apenas água e depois as opções do Buy-On-Board (BOB). Aproveitei para dar uma olhada no mapa de rotas da empresa e meia hora depois, os comissários voltaram a passar no corredor oferecendo café, suco de laranja e algumas outras opções de bebidas, todas não alcoólicas, além da bolacha Biscoff. Ao meu lado estava um casal de meia idade, acredito que a mulher estivesse um pouco intrigada do por que eu estar neste voo já que estava sozinho e tirando muitas fotos e então puxou assunto. Expliquei sobre minha paixão pela aviação e contei sobre meu roteiro, ela disse estar cansada só de ouvir a quantidade de voos e ainda me ofereceu as bolachas dela e do marido. Conversamos por algum tempo até que foi dado início a descida para cidade deles, Ketchikan. Apesar do tempo fechado e ausência de neve já que estávamos no final do verão, a geografia já impressionava, mas nada comparado aos próximos voos. Na segunda imagem é possível ver parte da cidade e dois dos últimos cruzeiros a atracar nesta temporada. Neste aeroporto não existem pontes de embarque, então paramos em uma remota e após o speech de que os passageiros que seguissem viagem não poderiam desembarcar, a maior parte dos passageiros desceu. Após alguns minutos fomos informados de que Wrangell estava fechado por conta da baixa visibilidade e então aproveitei para caminhar pela cabine e até mesmo conversar com o piloto, que me comentava adorar voar os Milk Runs. Outro Boeing 737 parou ao nosso lado e até perguntei se poderia ir até a ponta da rampa tirar uma foto, mas infelizmente a comissária negou. No big deal. Mesmo em solo, uma comissária passou pela cabine oferecendo água ou suco de laranja. Aceitei uma água e continuei a observar os movimentos do aeroporto, enquanto as bagagens eram carregadas. Mais de uma hora após pousarmos, os novos passageiros começaram a embarcar e conforme o piloto havia me dito, a ocupação estaria bem alta neste voo seguinte. Meia hora depois, iniciamos taxi para decolagem à Wrangell, de aproximadamente 2.500 habitantes. Este voo teve duração de 23 minutos e nossa altitude de cruzeiro foi de 20.000 pés. Durante a descida, se escutava várias pessoas comentando sobre o quão bonito é o Alasca e até a jovem que estava ao meu lado pediu licença para tirar uma foto da janela. Quanto mais ao Norte, mais bonita ficava a paisagem, tentei maneirar nas fotos mas o cenário não me permitiu. Após pouso na pista 10 e backtrack feito, poucos passageiros desembarcaram e acreditem se quiser, a comissária passou novamente oferecendo água ou suco de laranja, o que se repetiria em todas as paradas até Juneau e no dia seguinte até Anchorage. Logo veio uma funcionária da Alaska Airlines com um check list verificando um por um dos passageiros a bordo e em seguida começou o embarque. A única operação que vi durante os 35 minutos de solo em Wrangell foi de um Beech 1900C da Ace. Logo era nossa vez de decolar rumo a PSG, que refere-se ao aeroporto de Petersburg, e não ao time de futebol francês. Este certamente é um dos voos regulares de 737 mais curtos do mundo, se não o mais curto. Em linha reta, são apenas 50km de distância entre os aeroportos e o piloto me comentou na parada em Ketchikan que quando está operando pista 28 e o teto está acima de 5.000 pés eles costumam fazer esta perna em VFR. Espetacular! Abaixo me arrisquei no Google Maps a fazer um esboço da nossa rota. Alinhados na cabeceira 28, decolamos rumo a Petersburg, que tem aproximadamente 3.500 habitantes. O acesso a ilha se da apenas por via aérea e marítima, mostrando novamente a importância que estes voos tem para alguns povoados. Como em boa parte do Alasca, a maior fonte de renda vem da pesca do salmão e outros peixes. Enquanto vocês liam este flight report, boa parte do voo já teria se passado. Pousamos em Petersburg em meros 08min30s (calculados pelo EXIF das fotos da câmera). E o cenário, bem, vou deixar as fotos falarem por si só. Nesta última foto é possível ver o terminal de passageiros de Petersburg, que leva o nome da Alaska Airlines. Durante o período em solo, novamente um funcionário da companhia veio fazer a confirmação dos nomes de todos os passageiros e bebidas foram oferecidas. Pelo meu lado foi possível observar o carregamento de algumas caixas com peixes, que conforme comentei antes, é a principal fonte de renda dos nativos. Ficamos longos 45 minutos em solo, digo longos pois o ar estava desligado e o sol batendo no meu lado da aeronave. Diversas pessoas começaram a reclamar do calor, mas a situação só melhorou instantes antes de partirmos. Às 11h05 decolamos para o destino final de hoje, Juneau, cidade com cerca de 35.000 habitantes e para surpresa de alguns, a capital do estado do Alasca. Com duração de meia hora, o voo não teve nada de especial, a não ser é claro, as paisagens. A esta latitude, as montanhas com neve e os glaciares já eram vistos com mais frequência, lembrando sempre que este é o período com menos neve na região. Após quase 6 horas entre a primeira decolagem e o último pouso, em um voo que direto teria 2h35 de duração, finalmente chegava na capital do Alasca, cidade com vários atrativos e que inclusive é ponto de partida/chegada de diversos cruzeiros. Juneau já tem um aeroporto à altura, e apesar de simples, é bastante funcional e as três pontes de embarque dão conta tranquilamente do movimento. Em questão de cinco minutos após pararmos no portão, já estava com minha bagagem despachada em mãos e fui a pé até o Best Western Country Lane Inn, enquanto o voo AS 65 seguiria até Anchorage na sua última perna. Vale lembrar que esta parte da cidade junto ao aeroporto fica à cerca de 13km do centro da cidade onde tem algumas atividades como o interessantíssimo Museu do Estado do Alasca, o porto, e o melhor de tudo, uma base de hidro aviões. Não vou entrar em muitos detalhes dessas atividades, mas deixo algumas fotos. Continua.
  3. Muito bom João! Obrigado por compartilhar o relato desse voo em uma região em que a aviação possui pouca cobertura e informação na internet. Grande abraço!
  4. Alguns meses depois e não muito presente no forum ultimamente, só agora vi os últimos comentários. O flight report interno em Israel acabei não finalizando (quem sabe um dia), mas estou terminando um da Alaska Airlines com alguns voos bem interessantes até Anchorage. Devo postar nos próximos dias. Obrigado MissedApproach! Valeu SkyLiner! Até que esse boteco não é ruim não Obrigado ZAP! Obrigado pelas palavras rbullara, os comentários são sempre a melhor parte de escrever os FR! Não tem como levar a mal ser comparado com o grande personagem da aviação que é o Panda, ainda que com exagero haha Trabalho na área do turismo, não da aviação, mas levando o hobby a sério (alô Aeroentusiasta!), espero um dia chegar aos pés do conhecimento que tem o Panda. Abraços Obrigado Ernesto! Abraços Valeu Luciano! Esse A380 da Etihad é de cair o queixo (ou como dizemos no RS, de cair os butia do bolso )
  5. Muito legal Ricardo, obrigado por compartilhar. Também sou fã de bate e volta! Só recomendo que não compartilhe o cartão de embarque do passbook sem riscar o localizador. No aguardo pelo retorno
  6. As matérias me parecem bem sensacionalistas e mostram apenas a versão da sueca. Segundo o The Sun, segue versão dos oficiais: “We dispute Dr Holman’s account of her treatment. She was not turned away because she had a one-visit visa, as she claimed, because European citizens get a 30-day visa upon arrival. UAE law is strict on people recording others on their mobile phone without permission, which will not have helped Dr Holman’s case. She became abusive towards airport staff, which is not tolerated. We cannot comment further as Dr Holman’s case is still under review but there is more to her story than she has told.” Em relação à estas partes: "Ser apanhado com álcool no sangue nos Emirados Árabes Unidos dá prisão para qualquer turista" "detida por bebido um copo de vinho a bordo de um voo da Emirates" "É proibido beber álcool em bares, hotéis ou restaurantes, quem for apanhado é preso" Simplesmente não é verdade. Depende de cada Emirado, porém em Dubai, muitas pessoas fazem imigração após ter consumido alguma quantidade de álcool e não sofrem essas consequências, portanto acredito mais na versão que o The Sun publicou. Além do mais, hotéis e alguns poucos restaurantes tem permissão para vender álcool para não muçulmanos. É proibido estar visivelmente embriagado e beber em público, inclusive vi uma detenção por conta disso.
  7. Obrigado pelo comentário alferreira. Pretendo fazer o FR do voo interno em Israel em breve e também o TLV-SYD-DOH-MEL com Royal Jordanian, Qatar e Jetstar. Abraços Muito obrigado pelo comentário Hugo. Abraços Valeu Júlio. Para chegar no instagram é só clicar na imagem de minha assinatura ou pelo link: https://www.instagram.com/trevisan26_aviation/ Abraços Valeu Gabriel. Grande abraço. Obrigado TR763. Uma boa - e gelada - cerveja, tem o seu valor. Não me importaria em utilizar esse boteco mais seguidamente Abraços
  8. Como tínhamos aproximadamente 14h de conexão e o lounge da Etihad não possuí camas, meu pai preferiu pegar alguma opção de hotel. No aeroporto de Abu Dhabi existem duas opções de hotelaria: o Premier Inn, localizado fora do terminal, ou seja, é necessário fazer imigração e tem um preço razoável ou o Aerotel (da mesma rede presente no Galeão) que fica no airside do aeroporto. Como ainda não estava vigente o acordo que permite aos brasileiros pegar o visto na chegada aos Emirados Árabes e este que vos escreve estava com o segundo passaporte vencido, ficaria mais caro e trabalhoso nos hospedarmos no hotel de fora, portanto escolhemos o Aerotel em um pacote de seis horas, a partir da uma hora da manhã. Os passageiros que chegam de Primeira Classe e conectam em Executiva em uma aeronave que não possuí F, tem acesso ao lounge que fica localizado próximo à junção do T3 e T1. Após a atendente confirmar nosso acesso, entramos no belo lounge que já se encontrava fora do horário de pico, não que em algum o momento o lounge deva ficar pequeno para quantidade de usuários. Nos acomodamos nas poltronas juntas as janelas e por lá ficamos durante algum tempo, fazendo contato com o pessoal no Brasil e dois tios meus que estavam em Bucareste, Romênia e há pouco haviam chegado em Amã no voo da TAROM. Aproveitei também para passar as mais de 900 fotos da viagem para o computador. O número parece alto, mas se considerarmos umas 150 fotos de spotting noturno em LHR e outras 150 que estavam gravadas tanto em RAW como JPEG, bem, continua alto. Meses depois, volta e meia ainda faço alguma limpa nas fotos. Ainda bem que não preciso utilizar filme. Mais tarde, aproveitei para tirar algumas fotos do lounge que oferece até sala para fumantes e academia, que acabei não visitando. Próximo de onde estávamos haviam algumas divisões de espaços com poltronas e sofás. Ao lado esquerdo há uma sala para descanso com poltronas que reclinam. A tela enorme fica passando algumas imagens “relaxantes" como a que aparece abaixo e também alguns materiais da Etihad como o mapa de rotas. O lounge conta também com dois bares, sendo um deles próximo a enorme area para refeições, que ocupa quase metade da área total. Falando em área de refeições, lá fomos nós jantar. Menu Lounge Etihad Confesso que não lembrei de tirar foto do menu das bebidas, possivelmente pelo cansaço de haver realizado cinco voos e estar no quarto fuso horário diferente nas últimas 48h. Cansaço esse, que também atribuo a culpa da situação que ocorreu ao sermos atendidos pela simpática filipina. Tenho uma dupla de palavras que repito em muitas refeições, são elas “local beer”. Segundos após terminar de falar e ver a cara da atendente me lembrei que estávamos em um país de maioria muçulmana onde o álcool é altamente regulado, é lógico que não haveria uma cerveja local. Para se ter noção do quão regulado e taxado é, em 2017 estive em Dubai, que já é bem menos conservadora do que Abu Dhabi e os únicos locais em que se encontrava bebidas alcoólicas eram alguns hotéis e pouquíssimos restaurantes em áreas especificas, a um custo bastante amigável de pelo menos 30 reais uma garrafa de 0,33L. Voltando ao assunto, trocamos boas risadas e pedi uma Corona, enquanto meu pai um vinho branco. Para comer, ambos optamos pelo Slow Cooked Beef Striploin, ou simplesmente carne com batatas. A Corona estava bastante quente e acabei trocando por uma Stella. Após o salgado, fui à mesa que tinha algumas sobremesas e peguei o tarta de chocolate. Fizemos mais algum tempo no lounge e próximo da 01h00 fomos em direção ao Aerotel, porém não sem antes mostrar ao meu pai no caminho a maravilha arquitetônica que é a parte central do Terminal 1. Este terminal foi aberto em 1982, inaugurando o novo aeroporto de Abu Dhabi, localizado à 20km do antigo aeroporto central de Al Bateen, que ficou destinado a aviação executiva e tráfegos governamentais. Ao chegarmos no Aerotel apenas preenchi um formulário e logo estávamos no quarto pelo período de seis horas. Acordei próximo das 07h, no momento em que o sol ia nascendo. A vedação acústica do quarto não é muito boa e acordei com o acionamento de um 77L, o que no final acabou sendo ótimo pois pude ver, na medida do possível entre as colunas, o nascer do sol. Como um plane spotting mais tradicional não era possível, tentei fazer uma foto mais artística. Como o fruto não cai muito longe do pé, assim como faço coleção de safety cards e cartões de embarque, meu pai coleciona cartões de hotel desde 1996, hobby fruto do pequeno hotel familiar de meus avós nos anos 60/70 em Soledade, cidade no interior gaúcho de aproximadamente 20 mil habitantes na época. Apesar do cartão deste hotel ser todo branco, ao fazermos o check-out perguntei ao recepcionista se poderia levar para coleção e ao mesmo tempo em que dava uma resposta negativa sobre o que pedimosi, nos entregava o cartão original com o logo do hotel. Achei muito legal da parte dele permitir levar e oferecer o original. Pequenas ações que as vezes tem um grande significado. Ainda mais contentes, retornamos ao lounge e eu aproveitei para tomar banho, já que ao chegarmos em Amã logo encontraríamos meus tios e faríamos um city tour. Falei com uma das atendentes no balcão próximo à academia que logo me direcionou ao banheiro, que estava em estado impecável e o chuveiro era ótimo. Restando ainda 3h para nosso horário previsto de partida, fomos tomar café da manhã. Havia um menu com diversas opções quentes, mas ficamos apenas nas comidas frias disponíveis na mesa já que vínhamos comendo e bebendo bastante desde a saída Porto Alegre. Nos acomodamos novamente nas poltronas próximas às janelas, já que o local estava bem tranquilo e oferecia boas vistas do pátio de operações. Em questão de uma hora, a imponente torre de controle de 109m de altura sumiu e reapareceu em meio à poeira que tomou conta do cenário. Apesar do clima e da luz não estarem muito a favor, ainda assim registrei alguns dos tráfegos do aeroporto, já que o plane spotting é proibido no país e este seria o local com menor chance de problemas no aeroporto. Por fim chegava nossa hora e voltamos ao Terminal 1, onde o embarque do voo EY 513 já tinha iniciado. No momento a Etihad operava apenas um voo diário para Amã de 787-9 - uma nova aeronave na minha lista - e poucas semanas depois de voarmos adicionou um segundo voo diário no período da tarde, que é operado por um A320. A Etihad possuí versões com 2 e 3 classes no 787-9. Nosso voo, como previsto, foi operado com a configuração de 28C e 271Y. A Classe Executiva é chamada de Business Studio com poltronas full flat bed, igual que no A380. Novamente dou nota 10 para o design e acabamentos da cabine, de extremo bom gosto. Já acomodados em nossos assentos 8A e 8D a comissária passou oferecendo o lenço úmido e bebida, que como de costume aceitei o suco de laranja. Em seguida recebi também o cardápio para nosso voo, que tinha previsão de 03h05 de duração. Fotos do Menu AUH-AMM A mesma comissária logo retornou anotando a preferência de cada passageiro e com próximo de meia hora de atraso o push back teve início. Durante o trajeto até a cabeceira 31L, tivemos uma boa vista do novo terminal, que tem conclusão prevista para final de 2019 e irá mais do que dobrar a capacidade de passageiros. Será interessante ver como ficará a utilização desse enorme terminal projetado com planos de que a Etihad se tornasse um hub global como a Emirates, quando no momento ocorre exatamente o oposto, com diversos cortes e mudanças estratégicas. Alinhamos e decolamos para Amã, no que seria a última decolagem pelos próximos quatro dias, quando faríamos o voo interno em Israel entre Eilat e Tel Aviv (Sde Dov). De longe ainda foi possível enxergar Abu Dhabi, inclusive a estrutura circular à direita da primeira ponte é o Museu do Louvre, inaugurado em 2017. Aproximadamente vinte minutos depois de decolarmos, recebi a refeição que foi entregue na bandeja. Optei pelo peixe (garoupa-do-malabar), porém acabei não gostando muito, só sentia o gosto do tempero cominho. No entanto, a cerveja estava bem gelada e acabei pedindo mais uma apenas para retirar o gosto do tempero. Com menos de uma hora de voo, o serviço de bordo já havia sido encerrado pelas atenciosas e eficientes comissárias. Nesse momento a tripulação reduziu a claridade da cabine forçando todas janelas para o menor nível de transparência. Apesar de não gostar das janelas do Dreamliner, já que elas não eliminam totalmente a claridade como nas outras aeronaves, entendo que reduzir a luminosidade seja necessário em voos longos, porém em um voo de 03h05 com decolagem prevista para às 10h45 e pouso às 12h05, acho muito exagero, ainda mais que a cabine é preparada para pouso mais de meia hora antes. Com a cabine totalmente azulada e consequentemente oportunidades fotográficas nulas, reclinei a poltrona e resolvi assistir um seriado em meu telefone. Ao terminar de assistir o primeiro episódio, percebi que estava ficando com sono por conta da cabine escura e resolvi dar uma volta pelo avião, afinal iríamos chegar no hotel, encontrar meus tios e de imediato sair para o city tour em Amã. Retornei ao meu assento e pedi um espresso, uma das seis opções de café que estavam disponíveis no voo. Quarenta minutos antes do pouso, já com os janelas abertas e preparativos de cabine em andamento, fiz uma última foto da Executiva e logo retornei ao assento. Entramos na Jordânia via fronteira com Arábia Saudita e terminamos o voo às 12h19 locais, -2h em relação à Abu Dhabi. Durante o taxi até nosso portão ainda passamos por duas aeronaves bastante interessantes, um 737-300 da Fly Jordan e um A320 da Yemenia, companhia aérea do Yemen. Nos despedimos da tripulação e logo fizemos a imigração, entrando oficialmente no Reino Haxemita da Jordânia mais de 65h depois de partirmos de Porto Alegre. Apesar de todo conforto a bordo de algumas das aeronaves e das poucas horas de hotel, só conseguimos mascarar o cansaço destes seis voos em sequencia até a noite, quando capotamos antes das 23h. Como sempre digo, o cansaço uma hora chega, mas podem ter certeza, se esperar uns dois dias já da para encarar novamente. Pelo menos este é o meu pensamento, meu pai, apesar de gostar de aviação e ter achado os voos espetaculares, discorda totalmente e deve ter pensado “aonde fui me meter” algumas vezes. Brincadeiras - ou não - a parte, esta primeira etapa foi uma atração por si só e também um ótimo aperitivo do que estava por vir. Ufa! Sei que ficou longo e talvez até um pouco cansativo de ler, porém não queria deixar muitos detalhes de fora. Se tiverem interesse, posso escrever sobre o período na Jordânia, mas primeiramente vou dar preferência para o trecho doméstico em Israel já que tenho uma viagem marcada em setembro. Espero que tenham gostado do flight report e quem quiser acompanhar o perfil no instagram que criei voltado para aviação, é só clicar na imagem da minha assinatura. Abraços
  9. Com certa demora, finalmente ficou pronta a sequência do FR com a Swiss. Vamos agora com a Etihad de Londres até Amã via Abu Dhabi Depois de algumas horas de sono, finalmente chegava o momento de voar no tão esperado Apartment da Etihad, produto oferecido apenas nos seis destinos em que a companhia opera com o A380. Uma frase exibida pela Etihad durante o voo retrata bem o que foi esta experiência até Abu Dhabi: “You know you’re in love when you can’t fall asleep because reality is finally better than your dreams.”. Em uma fria manhã, após nevascas haverem fechado e provocado transtornos nos aeroportos de Londres dias atrás, fizemos o check-out do hotel e por volta das 06h45 já estávamos no Terminal 4, o mais diversificado terminal de Heathrow, de onde voa a Etihad Airways e companhias como Turkmenistan Airlines, Uzbekistan Airways, Biman Bangladesh, etc. Fomos diretamente ao check-in onde a séria atendente despachou nossas malas e entregou os cartões de embarque bem como o fast track para o controle de passaportes, que surpreendentemente estava bastante tranquilo nas duas linhas neste período. A troco de curiosidade, o “UPD" na parte superior do cartão de embarque significa "Upper Decker”. É utilizado nos voos de A380 da Etihad para facilitar o trabalho dos atendentes em direcionar os passageiros para ponte de embarque correta. Nunca vi tal impressão em outras companhias aéreas. Chegamos ao lounge da Etihad que é compartilhado entre passageiros da Primeira Classe, Executiva e detentores de status. O lounge não é grande se considerarmos que os três voos diários entre Abu Dhabi e Londres são operados por A380's e os passageiros elite e das companhias parceiras como Jet Airways, Air Serbia e Air Malta também tem acesso, mas é compreensível pelo fato do espaço em Heathrow ser escasso e um dos mais concorridos do mundo. Além do mais, estamos falando de um lounge fora do hub da companhia. Com o lounge bastante cheio, tirei poucas fotos, mas havia um buffet de café da manhã com frios, frutas, iogurte, etc e mais importante, uma ótima maquina de café. Em cada mesa também estava disponível o Menu. Acabei tomando apenas um double espresso e utilizando a internet pelo tempo que nos restava. Às 08h27 fomos ao portão de embarque localizado exatamente na frente do lounge. É um luxo e uma tranquilidade estar tão próximo da porta de embarque. Levamos cerca de seis minutos (segundo o EXIF das fotos) esperando na fila de embarque e entramos no Airbus A380 de matrícula A6-PAD, com apenas três anos de serviços exclusivos à Etihad. Aeronave esta que é configurada em 2P 9F 70C 416Y. O “P" é referente a classe tarifária da The Residence, apesar dela aparecer pesquisando por F no Amadeus. Ao entrar na aeronave, a comissária se apresentou e nos acompanhou até as cabines 3K e 4K selecionadas previamente por telefone com a Etihad. As imagens não fazem justiça ao quão linda é a cabine, sem comparação com a F do A380 da Emirates, que considero impressionante porém exagerada demais. Alguns minutos após me acomodar, a comissária passou distribuindo os Menus e perguntando qual a bebida desejada em solo, retornando de imediato com a bandeja que continha o suco de laranja que pedi, lenço úmido, duas deliciosas tâmaras (tradicional fruta consumida pelos árabes há milhares de anos) e por último mas não menos importante, o código para utilização gratuita de 180mb do wi-fi, mais do que o bastante para meia dúzia de mensagens. Em seguida foram entregues as pantufas e o pijama, que lógico, trouxe para casa. Depois veio o café arábico, servido pela comissária na hora. Ao fundo da segunda foto está passando o chef a bordo, que na verdade é um comissário como os outros, porém fica mais dedicado à galley e tem um uniforme diferente, o que as companhias que os tem adoram utilizar no marketing, como se tivessem chama aberta nas galleys. Mas falando sério, as companhias que designam uma pessoa para ser chef, normalmente se preocupam e investem mais com o catering, como é o caso da Etihad e também da Turkish Airlines. Falando em catering, o chef logo veio aos nossos assentos se apresentar e dar algumas dicas, além de comentar que as opções no Menu não passavam de sugestões e que com os ingredientes mencionados nele era possível fazer um prato totalmente diferente. Como ainda não havíamos decidido, deixei apenas agendado o banho para pouco depois da decolagem. Como muitas pessoas não se interessam nas fotos dos menus e elas acabam carregando ainda mais o post, resolvi deixar o link com as fotos em pastas quando for mais de uma foto. Menus LHR-AUM Após decidirmos os pratos, aproveitei para explorar um pouco mais a espaçosa cabine. Abaixo do sofá à frente é possível guardar uma bagagem de mão, no meu caso a mochila que ainda carrega a tag do A350XWB entregue pela TAM no voo inaugural do mesmo e outros itens menores. Ao centro está a roupa de cama, que seria montada mais tarde. Também há um compartimento que contém espelhos e algumas amenidades. (A foto é de mais tarde durante o voo, por isso a porta está fechada). Controle e entradas ao lado esquerdo do assento, um pouco mais ao lado está também a tomada e logo abaixo um mini-bar refrigerado. Materiais de leitura e safety card. Neste momento já tinha início o vídeo de segurança em árabe e inglês e logo em seguida era a hora do push back. Passado-se 46 minutos de nosso horário de partida original, alinhamos e decolamos pela pista 27L. Sempre confiro na internet a posição do sol e a provável pista em utilização para decidir em qual lado marcar o assento para determinada foto e nada melhor do que Heathrow na hora do rush. A vista foi ótima, apesar do ângulo não estar tão bom quanto da outra vez que decolei em um A320 e tenho foto no instagram que criei dedicado a aviação (link no final do post). Além da janela, não existe IFE melhor do que o mapa de voo e camera externa para acompanhar os procedimentos de pouso e decolagem e nisso o A380 da Etihad é excelente, além do mapa ser bastante completo e permitir uma personalização enorme, existem duas cameras disponíveis, uma na cauda e outra próxima ao trem de pouso. Pouco menos de vinte minutos após a decolagem, o chef passou anotando nossos pedidos e logo em sequência foram servidos os aperitivos, que consistiam em nuts, nuts japoneses (também conhecidos como wasabi nuts) e azeitonas. Em relação à bebida de escolha, a foto ficaria bem mais bonita com uma champagne, mas como não gosto acabei transformando Apartment em boteco (palavras de alguns amigos ). Minha única crítica de todo o voo é em relação às azeitonas, que estavam com gosto péssimo. Que problemão! Os assentos das fileiras 3 e 4 possuem três janelas cada, que podem ser comandadas na própria janela ou juntamente com a firmeza e posição do assento através do controle sob o apoio de braço. Na verdade se eu fosse mostrar tudo que pode ser comandado, não teria tempo de aproveitar o voo. Só não é possível controlar a temperatura da cabine e para sorte dos outros passageiros, a potência dos motores, pois se dependesse de mim, voaríamos pelo menos umas doze horas. Aproveito novamente para mostrar com um ângulo mais aberto os dois Apartments. Na foto, a repartição interna está aberta, mas caso o passageiro esteja viajando sozinho é só fechar puxando a parte dourada central. Após finalizar os petiscos a comissária perguntou se eu estava pronto para tomar banho (mas é claro!) e explicar como funciona o chuveiro. Em um voo longo como um AUH-JFK a escolha mais comum seria marcar o banho para o mais próximo possível do pouso, porém com um voo curto, decidi tomar banho logo após decolarmos. Lógico que não iria desperdiçar a oportunidade de tomar banho à 39000ft. Que experiência! Os chuveiros da Etihad ficam localizados no nariz do upper deck, sendo um deles privativo dentro da The Residence. No mesmo espaço a Emirates tem dois chuveiros e a Qatar um banheiro enorme e outro comum. Comparando com o Shower Spa (como a EK chama seus chuveiros), o da Etihad é bem menor, porém o funcionamento e o box são exatamente iguais. Cada passageiro tem direito a cinco minutos de água corrente, sendo possível pausar e retomar o fluxo quantas vezes desejar. Para ativar o chuveiro a porta precisa estar fechada, o que exigiu um pouco de força já que estava emperrada e vale também ressaltar que não se perde tempo esperando a água esquentar, é quase instantâneo e em boa pressão. Quando o marcador chega em 1/4, o chuveiro para automaticamente para evitar que a água termine com alguém ainda ensaboado. Após a espetacular experiência, aproveitei para dar uma volta pela cabine antes de retornar ao assento aproveitar outra cerveja enquanto acessava a internet com o código fornecido no começo do voo. Combinamos anteriormente com o chef de almoçar às 12h30 e por estarmos viajando juntos decidimos aproveitar a oportunidade de fazer a refeição frente a frente. Pontual como um relógio suíço, o chef apareceu perguntando se estávamos prontos para ter a mesa posta e almoçar. A apresentação como de praxe estava impecável. Para tomar, continuei na Corona e meu pai optou por uma Champagne Brut Charles Heidsieck Vintage 2006. Confesso que entendo de espumante tanto quanto alguns jornalistas entendem de aviação, portanto deixo os comentários em relação as mesmas à vocês. Para começar fui com o Arabic Mezze, enquanto meu pai com o Chicken Ballotine. O Arabic Mezze consiste em pequenas entradas feitas com ingredientes típicos dos árabes. Estava excelente. Na sequencia foi trazido o sorbet, que tem como função limpar o paladar, para que o gosto do prato anterior não afete o próximo. Para o prato principal optei pelo Lamb Loin, que estava excelente e em boa quantidade, apesar da foto não fazer jus ao tamanho de verdade por conta da lente da câmera. Meu pai por sua vez, já acompanhado de um sauvignon blanc neozelandês indicado pelo chef, recebeu o peixe Black Cod e também não poupou elogios. Para adoçar o paladar, ambos optamos pelo Chocolate Millefeuille e pedi também um café espresso, que veio em dose a conta gotas. Mesmo com a porta das cabines abertas é muito difícil enxergar outro passageiro, tanto pela disposição dos assentos na cabine quanto pelo pequeno tráfego no corredor, especialmente se selecionar um assento na janela. Pelo fato de fotografar bastante durante alguns voos, seguido acontece de algum tripulante ficar curioso e acabarmos entrando no assunto da aviação e desta vez não foi diferente. O serviço de bordo já havia terminado porém a conversa com a comissária inglesa natural de Bournemouth não. Papo vai, papo vem já estávamos voando por mais de quatro horas o que significava apenas mais duas horas para aproveitar o voo. Retornei ao meu assento e logo em seguida pedi para outra comissária, deste vez escocesa, se seria possível realizar o turn down service. Ela me alertou que teria pouco tempo para dormir já que a preparação da cabine começaria próximo de quarenta minutos antes do pouso, mas ao falar que era mais pelas fotos e para experimentar a cama não deu outra, entrei novamente em uma conversa sobre a Etihad e até mesmo sobre Petra, destino que seria visitado na sequência da viagem. Comentei sobre a nacionalidade das duas comissárias pois é um ponto que acho muito interessante, em especial nas cias do Oriente Médio. É algo que já estamos habituados, mas quando paro para pensar sempre me deixa impressionado. Dezenas de nacionalidades diferentes, viajando por dezenas de países diferentes, no mesmo voo. Como não amar a globalização? Enfim, com a cama pronta comecei a tirar algumas fotos. Essa é uma das cabines mais difíceis de se fotografar que já voei, nem mesmo os 16mm da lente deram por completo. Na última foto, a frase que mencionei no primeiro parágrafo. Utilizei parte do pacote de internet que me restava e quando percebi o sol já estava se pondo. Uma pena o A380 ter estas janelas duplas que dificultam bastante para olhar e fotografar. Aproveitei o colorido céu do lado externo para fazer algumas últimas imagens da cabine. Como tudo que é bom passa voando, a cabine logo foi sendo preparada para pouso e pouco depois a comissária escocesa passou para agradecer a preferência e se despedir de cada passageiro. Recebi ainda o cartão da comissária caso fosse enviar algum feedback para Etihad, não sei se ela entregou a todos na cabine ou sentiu bastante confiança em um feedback positivo. Alguns minutos depois já estávamos na final para pouso em Abu Dhabi. Com os relógios atualizados para 19h57, +4 em relação à Londres, paramos em um dos portões do Terminal 3, nos despedimos novamente da tripulação e logo fomos para caótica fila do raio-x, bem diferente da última vez em que eu havia chegado em 2015. Continua.
  10. Muito bom João! Esse voo para Lima é uma ótima opção para conexões nas Américas. A conexão chave é MIA e mais recentemente MCO, mas normalmente eles tem boas tarifas até para LAX e SFO, porém com aquelas conexões em El Salvador ou Guatemala, que inibe um pouco as pessoas (até ver a diferença de valor para outra cia). Aliás, lindas as fotos da janela, em especial as duas durante o amanhecer. Grande abraço.
  11. Em tempo para o debate sobre as janelas do 787 (talvez seja melhor outro tópico para não ficar muito off?). Em voos longos com partes noturnas até concordo, já que o bom censo muitas vezes passa longe, mas alguns dias atrás fiz um AUH-AMM no 787 da EY e a opacidade das janelas foi configurada no mínimo pelos comissários, o que seria ótimo, não fosse o horário do voo ser 10h45 - 12h05. Qual a necessidade de escurecer por completo a cabine em um voo curto, completamente diurno e próximo ao meio dia tanto na origem como no destino?
  12. Os voos com * foram emitidos com milhas, uma mistura de Victoria, Smiles e Advantage. O Apartment e Executiva da Etihad com milhas AA, foi sem dúvida a emissão que exigiu mais persistência e foi a mais chata que já fiz. 06/12 POA-GRU A320 Y (O6) 07/12 GRU-ADD B787 (ET) 09/12 ADD-DXB A350 C (ET) 18/12 DXB-ADD A350 C (ET) 18/12 ADD-GRU B787 C (ET) 18/12 GRU-POA B737 Y (G3) 29/12 POA-SDU B737 Y (G3) 02/01 SDU-POA B737 Y (G3) 03/03 POA-GRU A320 Y (O6) * 03/03 GRU-ZRH A340 C (LX) * 04/03 ZRH-CDG CS100 C (LX) * 04/03 CDG-LHR A320 Y (BA) 05/03 LHR-AUH A380 F (EY) * 06/03 AUH-AMM B787 C (EY) * 15/03 TLV-AMM E190 Y (RJ) * 16/03 AMM-DOH A350 C (QR) * 16/03 DOH-SYD A380 F (QR) * Possível voo interno. 26/03 SYD-ICN A330 C (KE) * 29/03 ICN-LHR B747 C (KE) * 30/03 LCY-ZRH E190 C (LX, operado pela Helvetic) * 31/03 ZRH-GRU B777 C (LX) * 01/04 GRU-POA B737 Y (G3)
  13. Varios novos produtos em Julho, super ansioso 20/05 POA-PTY B737 C (CM) 20/05 PTY-LIM B737 C (CM) 21/05 LIM-PTY B737 C (CM) 21/05 PTY-POA B737 C (CM) 16/06 POA-SDU B737 Y (G3) 19/06 SDU-POA B737 Y (G3) 02/07 POA-LIS A330 C (TP) 03/07 LIS-DME A320 C (TP) 04/07 DME-SIN A350 C (SQ) 05/07 SIN-BKK B777 C (SQ) 08/07 BKK-HKG A380 F (EK) 13/07 HKG-BKK A380 C (EK) 14/07 BKK-SIN A330 C (SQ) 15/07 SIN-LHR A380 C (SQ) 15/07 LHR-AMS B737 Y (KL) 22/07 BRU-BER A319 Y (SN) 30/07 MUC-LIS A319 C (TP) 30/07 LIS-POA A330 C (TP)
  14. Julho já (quase) todo programado: 02/07 POA-LIS A330 C (TP) 03/07 LIS-DME A320 C (TP) 06/07 DME-SIN A350 C (SQ) 07/07 SIN-BKK B777 C (SQ) 08/07 BKK-HKG A380 F (EK) 13/07 HKG-BKK A380 C (EK) 14/07 BKK-SIN A330 Y (SQ) 15/07 SIN-DME A350 Y (SQ) 16/07 DME-AMS A321 Y (SU) Voos não comprados ainda entre Bélgica, Polônia e Alemanha 30/07 MUC-LIS A319 C (TP) 30/07 LIS-POA A330 C (TP) Em negrito os voos que com certeza terão flight report
  15. 27/09 POA-GRU 06 28/09 GRU-IST TK - C 29/09 IST-GYD TK - C 02/10 GYD-TBS ?? 07/10 EVN-KBP PS 08/10 KBP-GYD PS 10/10 GYD-IST TK - C 10/10 IST-GRU TK - C 10/10 GRU-POA 06 Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Ucrânia.
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