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comandantejpc

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  1. Alguns pontos a serem comentados... - Acho estranho um pax ter iniciado a evacuação e demais terem seguido. Salvo engano, overwing exit não abre com motor girando. Voo Boeing 737 e garanto que nestes aviões, mesmo que o pax tente, a overwing exit nao abre com motores girando, existe trava de segurança. Até mesmo pelo fato de o 37 nao dispor de slide nas asas, dessa forma, para se abrir as overwings os flaps devem estar baixados em posição full e motores cortados. Acredito que algo parecido deva ser replicado nos A320. - Em caso de RTO existe todo um procedimento a ser seguido tanto pelos comissarios como pelo flight deck. O primeiro deles é um PA feito pelo flight deck pedindo à tripulação para ficar em Stand-by. Como o colega citou acima a evacuação só pode ser iniciada pelos comissários em caso de algumas poucas situações específicas. - Enfim, aguardemos relatório final para explicar o que de fato aconteceu. - Como curiosidade, este incidente é muito parecido com um da Lauda em STN. Na decolagem houve uma ruptura de blades dos compressores do motor 1, o flight deck abortou a decolagem e parou a aeronave na pista. Como houve som de explosão e sucessiva perda de energia na cabine, a chefe de equipe assustou e comandou uma evacuação com os motores ainda girando. O flight deck não foi informado da evacuação tanto que os mesmos começaram a taxiar a aeronave e só pararam quando o sistema indicou a abertura de portas. Nesse momento já haviam pax evacuando pelas 4 portas. Houve não só exposição aos gases quentes como também risco de ingestão pelo motor no2. Quem tiver interesse de ler mais sobre, segue o link do relatório final. https://www.gov.uk/aaib-reports/aaib-investigation-to-airbus-a320-214-oe-loa https://airwaysmag.com/airlines/laudamotion-stansted-incident-report-released/
  2. Não sou muito de comentar por aqui, mas para este tópico venho com minhas contribuições. Vou fazer um comparativo caso a situação tivesse sido no sentido inverso, se tal confusão tivesse sido armada aqui na Europa em um voo embarcando para o Brasil. - Pelas condições gerais de transporte da KLM disponíveis nos links abaixo, o coelho não poderia se transportado. As condições são claras e quaisquer desvios são passíveis de recusa de embarque mesmo com ordem judicial. https://www.klm.com/travel/br_br/images/General_Conditions_of_Carriage_Global_Brasilian_tcm581-430603.pdf https://www.klm.pt/information/pets/reservation#pets-we-cannot-transport - Considerando toda a falta de comunicação sobre a ordem judicial, o comandante ainda assim poderia recusar o embarque do coelho uma vez que segundo as regras da companhia tal animal não pode ser transportado. - Pelo vídeo não fica claro, mas segundo o que informou um conhecido meu que trabalha em GRU, antes do início da gravação do vídeo aparentemente o casal tentou embarcar a força tentando abrir as portas do portão. No Brasil não sei como anda essa tratativa, mas aqui na Europa, qualquer tentativa de acesso forçado à uma aeronave ou pátio de manobra é considerado crime e/ou tentativa de atentado. O casal aqui seria imediatamente preso com pena de inicial de 2 anos. - O mesmo ocorre com a gritaria. Por aqui, um aumento no tom voz ou confusão causada pelo passageiro já é motivo de recusa de embarque. Numa situação onde se escala para gritaria e depredação do patrimônio do aeroporto a empresa tem total respaldo para recusar o embarque, acionar a polícia e inclusive cancelar o bilhete e não permitir mais compras na companhia (a famosa Black List). - Houve sim falta de preparo dos funcionários na tratativa da situação mostrada no vídeo. Porém, não devemos esquecer que para a situação ter chegado a este ponto houveram vários outros acontecimentos predecessores dos quais não tomamos conhecimento. Desta forma, nós espectadores externos, ficamos quase impossibilitados de julgar o acontecido com apenas este excerto. Ambos os lados devem ser analisados e não podemos nos esquecer que todos ali são humanos e passíveis de erro. - Vejo uma grande diferença entre Brasil e Europa na tratativa destes processos de embarque. Só para ilustrar, semana passada operei um voo entre Oslo e Londres, já nos finalmente do embarque notamos que uma pequena confusão se formou no portão por causa da recusa de embarque de um pax pela não apresentaçao da documentação necessária. A acompanhante do pax recusado desceu o finger correndo e veio suplicando a nós (Comissarios) para que ela pudesse falar como comandante. Pela atitude da mesma e euforia, não só negamos o pedido como também não havia motivo justificável para que ela fosse ter com o comandante. Segundo a passageira, se o comandante autorizasse, o seu acompanhante poderia seguir a viagem mesmo sem a documentação necessária. No caso, não cabe ao comandante autorizar ou não a viagem do mesmo, o processo é simples, sem os formulários preenchidos e teste covid feito não embarca e ponto. Os agentes no gate checam os documentos e liberam ou não o embarque. Por fim, o pax sem os documentos, mesmo armando confusão, gritando e afins, não embarcou e muito menos teve a passagem remarcada. A política da companhia é simples, está mais que desenhada nas condições de transporte. Na falta de apresentação de quaisquer documentos, a viagem não acontece. - Para encerrar, todos ali erraram e feio. Desde a falta de comunicação por parte da companhia até a agressão física entre pax e funcionário. Cabe lembrar que o cliente sempre tem razão, porém, até determinado ponto.
  3. Depende do trem que vc pega. De 15 em 15 min tem trem, sendo que um deles é o expresso e o outro o parador. O expresso leva 47min ate London Liverpool Street e para só em Bishop's Stortford, Harlow e Tottenham Hale. De Tottenham Hale ou Liverpool Street ja há conexão com o Tube assim qualquer ponto da cidade pode ser acessível com um ticket só. Se comparar por exemplo o metro, do centro de Londres até o T3 de LHR são 1h de viagem e esse sim vai parando até falar chega. Ja o LHR Express é mais rápido, são 37min, porém o preço da passagem muitas vezes é mais caro do que o bilhete aéreo. STN também tem uma pegada business grande, ele parece ser longe mas o acesso pela M11 é muito rápido, dependendo do horário é possível fazer o trajeto centro - STN em 30 min. Fora que o vetor norte da capital londrina é também reduto dos ricos. Existem muitas pessoas que moram nas cidades vizinhas e trabalham no centro de Londres. Vejo muito, principalmente nos voos matinais, muitos executivos usando regularmente STN. O aeroporto tem pegada sim Low-Cost, mas o Satélite 1 do terminal foi reformado à fim de atrair mais empresas. Antes da pandemia tínhamos dois diários da Emirates para DXB, Air India para Amritsar e Delhi, SAS pra CPH dentre outras. Seria ótimo pra Jetblue entrar em STN pq ela vai conseguir capturar um mercado low-cost enorme.
  4. Aqui para a Ryanair a situação não foi das melhores. Várias bases foram encerradas, planos de crescimento revistos, etc. O plano era finalizar 2020 com 200,000,000 de pax transportados, porém, por causa do grounding, essa meta foi revista. Mesmo assim ainda fechamos 2019 como a maior empresa da Europa e um lucro na casa de 1bi.
  5. Walking through shopping e longas caminhadas são coisas padrão nos aeroportos hoje em dia. Aqui na Europa praticamente todos os aeroportos são desta forma. STN em Londres mais parece um shopping que um aeroporto, sem contar com as caminhadas enormes e ainda a necessidade de se pegar o comboio para alguns dos concourses. Fora o facto de que os portões somente são alocados cerca de 20min antes do embarque, desta forma os passageiros são obrigados a aguardar no concourse central (onde ficam todas as lojas) até que seja disponibilizada tal informação. LIS idem, fazemos uma verdadeira via sacra por meio de lojas até chegarmos aos portões, seja no TPS 1 quanto no TPS 2. MXP o tempo de caminhada é absurdamente longo, se for fazer conexão lá é necessário no mínimo 2h30 para se localizar com calma, isto sem sair do airside. CDG é simplesmente gigantesco, se pousar no TPS 1 e precisar ir ao TPS 2F vais gastar ao menos 2h para chegar até o teu portão de embarque. FCO idem, qualquer voo INTL non-shengen normalmente estaciona no satélite, já as conexões domésticas/schengen são feitas no extremo oposto do aeroporto. É necessário atravessar todo o aeroporto e inclusive pegar um transporte via trilhos. FRA, por exemplo, é simplesmente gigantesco e em algumas partes se assemelha demais ao novo concourse do GIG, longos caminhos com absolutamente nada, apenas people mover e corredores. VCE que não é um aeroporto grande mais parece um shopping que um aeroporto de facto. Isto é tendência mundo afora, aeroportos grandes, com muitas lojas e longas caminhadas, desta forma o TPS acomoda confortavelmente o crescimento ao longo dos anos, chama-se planejamento estratégico. Coisa que nao existia no Brasil, ainda se fazem aeroportos com TPS muito pequenos e que logo mais estarão saturados, novamente.
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