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CACTUS 25

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  1. https://blogs.oglobo.globo.com/capital/post/justica-bloqueia-recursos-do-grupo-itapemirim-usados-para-financiar-nova-companhia-aerea.html?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

     

    Justiça bloqueia recursos do Grupo Itapemirim usados para financiar nova companhia aérea

    MARIANA BARBOSA AUGUST 06, 2021

    Uma das principais fontes de financiamento da nova companhia ITA Transportes Aéreos, a venda de ativos do grupo Itapemirim, secou. A empresa, que levantou voo no início de julho e já consumiu mais de R$ 30 milhões que saíram do caixa do Grupo Itapemirim, está impedida por uma decisão judicial de acessar esses recursos até que a empresa cumpra com o pagamento de credores.

    Em uma decisão de segunda instância proferida em 16 de julho, o juiz da recuperação judicial do grupo Itapemirim, João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1a Vara de Recuperações Judiciais de São Paulo, determinou o bloqueio de todo os recursos provenientes dos próximos leilões de ativos do grupo rodoviário até que haja a recomposição de pagamentos em atraso para os credores.

    Os recursos arrecadados nos próximos leilões sejam depositados em uma conta judicial.

    A ITA opera hoje quatro aviões e o quinto deve entrar em operação até o fim do mês. Atrasos na chegada dos aviões levram a companhia a ter que mudar a malha antes mesmo de entrar em operação.

    O Grupo Itapemirim, que já foi o maior grupo rodoviário do Brasil, possui inúmeros terrenos espalhados pelo país. Pelo plano de recuperação, 80% dos recursos da venda de ativos deveriam ser destinados ao pagamento de credores, o que não vem ocorrendo.

    Segundo o administrador judicial da recuperação judicial do grupo, a EXM Partners, o grupo já arrecadou R$ 99 milhões com a venda desses ativos. A empresa já pagou cerca de R$ 30 milhões a credores e a conta dos pagamentos atrasados soma R$ 78 milhões.

    A holding dona de ativos imobiliários é o principal motivo da disputa entre o atual controlador e a família Cola, do fundador da empresa. Além de garagens e imóveis de beira de estrada, a holding abriga imóveis de uso particular da família, como a casa do fundador Camilo Cola em Cachoeiro do Itapemirim (ES), um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, e uma fazenda. A família briga na Justiça para tentar manter os ativos imobiliários fora da RJ.

    Em nota, o Grupo Itapemirim afirmou ter apresentado embargo de declaração da decisão, mas embargos não têm poder para modificar a decisão.

    A empresa também contesta os valores atribuídos como inadimplentes e diz que está em dia com o plano. "O valor informado no processo é contrário ao próprio entendimento do Administrador Judicial durante o processo de recuperação judicial. Inicialmente, os valores dos leilões deveriam ser destinados na proporção de 80% para quitação dos débitos e 20% para a operação. Para mitigar os efeitos da crise gerada pela pandemia, em maio de 2020, houve um entendimento comum para que essa proporção fosse invertida, ficando 80% para a operação e 20% para quitação de débitos, sendo que, na oportunidade, o Administrador Judicial apresentou valor totalmente distinto, em torno de R$ 5 milhões, que deveriam ser direcionados aos credores aptos à época da inversão. O Grupo Itapemirim ponderou que tal valor já foi direcionado aos credores aptos à época, como os pagamentos realizados em setembro de 2020."

     

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