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ChicoZé

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  1. Duvida simples: a Azul não vai receber mais nenhum E2 até 2024, é isso? Ou a cia tinha mais de 59 E2 para receber (ex 79 E2) e agora só vai receber 20 E2 até 2024?
  2. putz...que pensamento lamentável se fosse assim, nao teria Embraer, nao teria CTA, nao teria nada...penso que pensamentos medíocres como esse fazem com que o Brasil nao avance. Gente incapaz de olhar para frente e pensar no longo prazo...
  3. Prezado Bonz0, Pensa que podia ter sido pior. Poderia ser eu com prejuízo de 60% nas ações da EMBR3 no seu lugar. Agora o mesmo captalista que pensou em vender a Embraer para ganhar dinheiro vai ter que quebrar a cabeça para reerguer a empresa e recuperar o dinheiro investido.
  4. Essa entrevista só reforça o que eu já pensava sobre o interesse da Boeing na compra de parte da Embraer. Ao contrário do que aconteceu com Airbus/CSeries, o maior interesse da norte americana não é a família de jatos comerciais da Embraer. A Airbus fez uma jogada genial comprando o programa CSeries. Agora ela esta desenvolvendo uma versao espichada, o A220-500, para até 170 Pax, quase um A320, de modo que o A220 pegue o mercado de 120 - 170 pax. Provalmente o proximo narrowbody da europeia, será uma família de avioes entre 180-260 pax. Uma espécia de A319/320/321 só que aumentada em alguns pax. Hoje o centro da família é o A320, provável que nessa nova família o avião do centro seja um do mesmo tamanho do A321, vindo surgir um "A322". Assim, cabe aos A220, serem os novos A319 e A320. A Boeing, ao contrário, não ve os E2 como principal alvo da compra. Ela quer capacidade fabril e engenharia qualificada para a sua cadeia produtiva. Não a toa compraram a ELEB (que deve passar a produzir os trens de pouso dos 7X7, se expandindo em Taubaté) e tambem as plantas de material composto da Embraer em Évora, Portugal. Essa história de parceria estratégica é papo para ingles ver. Tambem discordo profundamente que sem a Boeing a Embraer iria a falencia, e que os E2 nao teriam competitividade frente ao A220. Primeiro que a faixa de mercado do E2 (76-130 pax) não é a mesma do A220 (120 - 160pax). Apesar das vendas abaixo do esperado, o que se ve é o E2 aos poucos ganhando mercado como substituto do E1 (KLM, Azul, Helvetic, Astana) e tambem com novos operadores (Binter, Wideroe, Air Peace (Nigeria)). Sem contar nas scope clauses americanas, mercado que a Embraer domina desde que lancou o 175 com a nova ponta de asa. Esse é um mercado que a Boeing nunca teve interesse. Se a americana tivesse lancado um aviao para as scope clauses, provavelmente a Embraer nem teria o tamanho que tem hoje, pois toda a scope clause seria dominada pela Boeing obviamente. Por que a Boeing teria interesse agora em avioes de até 76pax? Por fim, foi estrategia da Embraer nos últimos anos diversificar nas tres aviacoes (comercial, executiva e militar) como forma de mitigar risco. Assim, fica claro para mim que a maior motivacao da venda de parte da Embraer para a Boeing foi uma escolha dos principais acionistas em colocar dinheiro no bolso. Parte consideravel do que a Boeing vai pagar, vai se transformar em dividendo extraordinário. Me desculpem os neo-liberais, mas o fato da Embraer ser uma empresa privada não pode ser usado como justificativa para que sua diretoria faca o que ela bem entenda. A Embraer só chegou aonde chegou com muito dinheiro público (dinheiro meu, seu, nosso). Foi uma estrategia de estado que considero exemplar. Se investiu na pesquisa e no ensino atraves da criacao do CTA; e alguns anos mais tarde, o governo incentivou a industria. O que esta acontecendo com essa venda é usar um projeto de estado para o beneficio de uma empresa estrangeira. Os EUA podem (ainda bem!) ser uma nacao amiga, mas sao estrangeiros. Vender nossa capacidade produtiva e de desenvolvimento nao era o proposito do projeto idealizado pelo grupo liderado pelo Marechal Casemiro Montenegro e turbinado pelo Engenheiro Ozires. E acho totalmente correto empresas como a Embraer terem uma golden share, dando ao governo o poder de veto em algumas decisoes. Por fim, o que mais me entristece em toda essa historia, é que a venda de parte da Embraer para a Boeing é legítima. Podem falar o que quiserem, mas tudo ocorreu seguindo os protocolos. O presidente democraticamente eleito, sempre defendeu a venda, e coerentemente o governo nao usou o poder de veto que tinha. Apesar de eu pensar que se trata de uma burrice sem tamanho, de uma falta de visao absurda e até de um risco contra a soberania nacional, sou minoria. A maioria deve achar vantajosa a venda. Entao so me resta a compreensao...ainda bem que é carnaval!!!
  5. União Europeia estabelece novo prazo para decidir sobre acordo Boeing-Embraer Uma decisão sobre a fusão das duas empresas pode ser tomada até 30 de abril. Além da aprovação dos reguladores europeus, acordo também depende do aval do Cade. Os reguladores de mercado da União Europeia estabeleceram novo prazo para decidir sobre acordo entre as fabricantes de aviões Boeing e Embraer. A análise estava suspensa até a última segunda-feira e, agora, uma decisão sobre fusão pode ser tomada até 30 de abril. No fim de dezembro, os reguladores europeus teriam solicitado mais de 1,5 milhão de páginas de informações e dados em mais de 20 anos de campanhas de vendas das companhias. As preocupações da Comissão Europeia se devem à redução do número de participantes importantes no mercado global de jatos. A fabricante brasileira de aeronaves Embraer concluiu nos primeiros dias deste ano a cisão do negócio de aviação comercial, conforme previsto no cronograma do acordo com Boeing. A negociação entre as fabricantes de aeronaves prevê a criação de uma joint venture que englobará o braço de aviação comercial da Embraer. Assim, a Boeing deterá 80% da nova empresa, enquanto a Embraer terá 20%. Além da aprovação dos reguladores europeus, o acordo depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O novo prazo estabelecido pela União Europeia pode ser interpretado negativamente pelo mercado, uma vez que a transação está sob análise dos europeus desde 30 de agosto de 2019. fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2020/01/09/ue-estabelece-novo-prazo-para-decidir-sobre-acordo-boeing-embraer.ghtml
  6. Pelo que eu pude ler sobre o fato, não se trata de uma parceria estratégica com a Boeing na aviação comercial. Na verdade a Boeing comprou algumas partes da Embraer, entre elas o negócio da aviação comercial, para usar na sua cadeia produtiva. Se trata de uma AQUISIÇÃO parcial da Embraer. Também foi adquirida pela norte americana a ELEB, parte da engenharia da Embraer, planta especializada em material composto em Portugal (Évora), patentes que pertenciam a Embraer entre outros. Por fim, a Embraer não terá quase nenhuma influencia na Boeing Brasil. Muito estranho a Embraer divulgar informações na B3 incompletas e erradas. Realmente esse negócio com a Boeing, cheira coisa estranha, parece que tem coisa estranha, no final é .... Francisco
  7. Entendo seu ponto de vista, mas discordo. O CSeries foi um projeto muito mal executado pela Bombardier. Ao longo dos anos, houve atrasos e estouros de orçamento, de modo que a BBD não aguentou mais levar o programa. A venda (por US$1) de 50% do programa para Airbus foi uma saída honrosa para os canadenses. Mas isso aconteceu em 2018. Até quase nao tinha venda de E2. Concordo que o mercado quer um avião maior. A parte da Embraer responsável por prever o mercado errou feio nessa, ou não soube vender o E2 para o mercado. Por isso, que penso que o grande interesse da Boeing é a engenharia e principalmente a capacidade de gestão da Embraer em um projeto multi disciplinar que envolve vários fornecedores. Gerenciar o desenvolvimento de uma aeronave é uma grande arte e a Embraer mostrou que sabe fazer como ninguém. Fui leviano mesmo. Diria que o departamento de vendas da Embraer não é tão reconhecido como a engenharia. FIca mais elegante assim. Muito pelo contrário. Os EUA não são o que são a toa. A Boeing por mais grande que seja não ia jogar fora alguns bilhoes de dolares para matar um player. Eles tem interesse na engenharia da Embraer. Não trabalho na área de aviação, sou comerciante, mas como brasileiro lamento muito que a Embraer fruto de uma política de Estado da década de 50 muito bem sucedida, seja usada agora para suprir uma necessidade de engenheiros qualificados de uma empresa americana. Me descupem os liberais, mas a Embraer só é o que é hoje pois o Estado brasileiro investiu pesado em educação e pesquisa (CTA e ITA) para depois criar a Embraer na década de 60. E por muito tempo colocou dinheiro (dinheiro nosso, dos nossos pais, dos nossos filhos,...) para manter a empresa. Pode ser que daqui um tempo não faça sentido para a Boeing manter uma engenharia qualificada aqui no Brasil. É um risco que o país corre, ao meu ver desnecessário. E nao penso que a Embraer ia falir se não fosse a Boeing. A empresa não vive apenas da aviaçõ comercial. A recente venda de KC para portugal mostra isso: 600mi euros por cinco aviões. De qualquer forma, vai ser interessante o que o governo americano vai fazer para ajudar na recuperação da Boeing, política que acho certa. Os atuais executivos provavelmente serão punidos em breve, mas a empresa, orgulho norte americano, continua. Por fim, alguem imagina uma empresa chinesa comprando a Boeing? Os governo americano ia deixar? O povo americano ia aceitar? Talvez esse tipo de mentalidade explica um pouco a diferenca entre os EUA e o Brasil.
  8. Como assim? A parte comercial da Embraer já foi vendida para a Boeing. Agora a Boeing Brasil vai ser usada para maximar os ganhos da Boeing "USA", a matriz. Até posso concordar que a gestão de desenvolvimento de aeronaves da Embraer seja reconhecida como a melhor que existe. Náo me lembro de um projeto que saiu no prazo e sem estouros de orcamento como o que aconteceu com o E2. Por outro lado, a parte da empresa que vende os aviões deve ser reconhecida mundialmente como uma chacota. Hoje as vendas de E2 beiram o rídiculo. Mais de uma ano que o E2 foi certificado e não deve ter 10 avioes entregues! Lamentável ... por isso que a Empresa foi vendida. Back to topic: Alguma chance da engenharia brasileira ajudar a resolver os problemas do MAX? Se é que já não estao sendo usados...
  9. Agora ao invés de pagar US$9/hora para os indianos, vão pagar para os brasileiros da Embraer.
  10. Os E-Jets já são uma marca forte ... não duvido que a Boeing mantenha o nome da família (170/175/190/195 e 175E2/190E2/195E2).
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