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ricardo_br_aerofan

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About ricardo_br_aerofan

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  • Cidade/UF/País
    são paulo/SP/Brasil
  • Data de Nascimento
    14/03/1989
  1. Gosto quando a vida (e algumas pessoas também) nos dá uma ajudinha para expandir nossos horizontes e ir além. Eu, como todos aqui, sou apaixonado pela aviação, porém não tenho lá essas condições para ficar viajando o quanto queria, sendo que basicamente fico restrito às minhas férias ou feriados prolongados, estes pelo natural aumento de preços comuns em tais períodos já sendo um inibidor de viagens mais longas. Porém desde 2017 venho conseguindo fazer uma viagem internacional por ano, o que me deixava um pouco satisfeito (queria muito mais). Só que neste ano a coisa parecia que não seria da mesma forma, primeiro porque gastei uma quantia considerável no cartão pagando 3 passagens para ir com meus pais a Lisboa no começo do ano que vem. Segundo porque tive algumas turbulências na rotina familiar que me impediram de planejar direito minhas férias... Mesmo assim, consegui garantir um breve retorno à Curitiba no trajeto CGH-CWB-GRU (tinha ido em Fevereiro e me apaixonado pela cidade) de 12 a 14/04, voando GOL, mas pela falta da sensação de tanto "ineditismo" para mim ainda estava ansioso por algo a mais, ainda que fosse a primeira vez que eu iria voar partindo de Congonhas. Essa era minha situação no dia 07/04 (já entrando em férias) quando estava em casa de bobeira no computador, e me veio de repente a cabeça uma indagação de um colega de trabalho que me disse após eu falar que estava indeciso sobre se iria viajar nas férias: "vai sair de férias pra ficar em casa???" Não mesmo! Comecei a pesquisar igual um louco para ver onde meu bolso me deixaria ir, e já anoitecendo me deparo com uma grata surpresa, um voo GRU-MAD-GRU (14 a 21/04) pela Air China por "módicos" USD 509. Detalhe, o embarque seria dali a apenas uma semana e conseguiria retornar 2 dias antes de voltar ao trabalho. O único porém é que no dia do embarque estaria voltando de CWB num voo no horário do almoço (chegada em GRU prevista para 13:15), e se houvesse algum problema, por se tratar de tickets separados poderia perder o embarque para Madri, que ocorreria as 18:05. Mas era tentador demais para deixar passar apenas por esse detalhe, pois todos sabemos o quão caro costuma ser uma passagem dessas com uma antecedência tão irrisória como 1 semana. Depois de fazer umas (muitas) contas, comprei a passagem já quase próximo da meia noite, quando os preços costumam mudar. Corri ao longo dos próximos 4 dias para acertar todo o resto e saí na sexta de manhã rumo a Congonhas, utilizando a linha 175T de BRT que deixa na porta do aeroporto, muito bem localizado diga-se de passagem. Já na Av. Washington Luís, tirei a primeira de muitas fotos, esta da cabeceira da pista 17R: Desci no ponto em frente a passarela que construíram recentemente, tomei um café da manhã numa padaria perto dali (Fidelíssima Gourmet) para fugir dos preços abusivos de aeroporto e pouco depois entrei já procurando o embarque da Gol, para avaliar se valeria a pena imprimir o cartão de embarque, porém desisti depois, já tinha feito o web check-in e não iria despachar malas, estava somente com minha mochila: O movimento estava até que baixo, para uma sexta-feira de manhã: Quando era cerca de 9:00 fui para o Air Side e esperei até o embarque do voo G3 1134 ser iniciado: Pelo que lembro o PR-GGH (Boeing 737-8EH) fechou as portas às 10:09, e teve o pushback iniciado as 10:18, pouco tempo depois seguiu rasgando a 35L, a selva de concreto e tudo o mais a que tinha direito, me permitindo tirar a oportuna foto com a poderosa Vila Olímpia onde trabalho abaixo de mim: Voo curto sem novidades, deixo-os com algumas fotos do pitch (tenho 1,84m) do Menu Gol bem como a capa da revista de bordo: Pouco depois de voarmos no FL260, já nos aproximávamos de São José dos Pinhais, com tempo muito bom, onde pousamos às 11:14: --- Dois dias depois, chega o grande dia, e por acaso pude ter um gostinho de como pessoas de outros estados fazem viagens longas, com conexão ainda no Brasil. Já na fila de embarque percebi muita gente que estava indo para GRU para de lá pegar outro voo mundo afora. Como o trecho CWB-GRU é mais do mesmo não dei muita atenção, a minha grande apreensão era por algum atraso no voo (pois me falaram que havia chovido muito de madrugada em SP), que na verdade não houve. O G3-1125 (não anotei a matrícula) deixou Curitiba às 12:21 e pousou com apenas 1 minuto de atraso, às 13:06 horário local, numa tarde querendo ameaçar chuva: Encontrei meus pais no desembarque do T2 (eles me trouxeram a mala e documentos que iria usar na perna longa da viagem) e fomos almoçar no Viena para aproveitar a visão da pista: Quando era cerca de 15h00 pegamos o Shuttle gratuito para nos levar até o T3 para começar a parte que realmente me importava. --- GRU-MAD Voo: CA 908 Aeronave: Boeing 787-9 (Dreamliner) Matrícula: B-1468 Distância: 8.471 km Chegando no T3 aquele ar de viagem internacional já começou a tomar conta de mim...rapidamente fui ao Check-in da Air China, pois não tinha conseguido fazer on-line (reclamação que ouvi de outras pessoas), dava sempre número de passaporte incorreto, por mais que não estivesse. A atendente que fica no início da fila ainda tentou me obrigar a fazer pelos totens, novamente sem sucesso. Creio ser culpa do sistema que usam. Retornei à fila e aguardei, levou bastante tempo, mais que o normal, e fui percebendo aos poucos algumas peculiaridades dessa cia, sendo uma delas a demora para se fazer o check-in: Quando foi minha vez ainda perguntei se era comum não conseguir fazer via on-line e para meu espanto a atendente disse que havia mais de 70 web check-ins feitos para aquele voo. E como consequência do insucesso no check-in on-line, não consegui pegar uma janela livre. Me mandaram pro fundão da aeronave, assento 60C (corredor), triste mas o importante é viajar. Enfim, etapa cumprida (com direito a questionamentos fora do normal como o motivo da viagem e o comprovante de estadia...suspeito que o sistema me selecionou como perfil suspeito por estar viajando sozinho e ter comprado a passagem com muito pouca antecedência, já estava preparado para isso) e antes de partir para o Air Side me despedi de meus pais, isso já por volta de 16h30. Procedimentos de segurança vencidos rapidamente (havia uma pequena fila no Raio - X, nada demais) e caí na Trap store da Dufry, com preços que me fazem ter vergonha de morar nesse país: Será que alguém tem coragem de gastar isso nesse chocolate? Fui avisado de que o embarque teria início às 17h, então não tinha tanto tempo assim para spottear muita coisa, ainda assim consegui pegar alguns voos saindo nesse meio de tarde: Logo depois de fotografar nosso pássaro, começaram o embarque, que foi leeeento e um pouco confuso, segunda característica dessa empresa. Fizeram uma divisão entre filas que não consegui entender até agora. O bom é que deu pra ir conversando com um pessoal que iria a uma feira industrial em Macau salvo engano, para estes seriam ao todo mais de 20h de voo!!! Por fim, acesso liberado ao finger, e deu para bater mais umas fotos: Comissários bem receptivos, porém falando apenas Mandarim (não sei qual versão) e Inglês, o interior dessa aeronave é muito grande, nunca havia voado no Dreamliner antes, e estava ansioso para ver o efeito de window shade, porém só teria janela no voo de volta. O pitch parecia satisfatorio, porém nada que aliviasse a sensação de ficar 9h30 em posição não confortável. Há tomada padrão universal e também entrada USB: Fileira imediatamente à frente da minha (que não tirei foto pq tinha uma pessoa do lado) Pitch até que ok para quem tem 1,84m. Detalhe que há apoio para os pés abaixo da poltrona da frente Haviam muitos brasileiros e chineses no voo, poucos espanhóis pelo que pude perceber, e estava lotado, creio que ocupação acima de 90%. Assim que me acomodei já fiquei insatisfeito com a musica de fundo que deixam rolando no avião...é muito deprimente (embora tenha a bela instrumentalidade chinesa), tenta ser relaxante mas falha miseravelmente. Ainda bem que nunca deixo meus fones de ouvido longe de mim. Outra coisa curiosa, agora a respeito do povo chinês em si aparenta ser muito "sacoleiro", porque vi várias pessoas com volumes nada tradicionais, do tipo de embalagens que pareciam ser lâmpadas compridas ou algo do tipo, os quais eram entregues aos comissários que gentilmente guardavam para eles. Fui dando uma folheada na revista de bordo (Wings of China) e no cartão de instruções de emergência que claro, estava tudo em mandarim. A malha aérea deles parece ser bem ampla, inclui destinos inesperados na América Latina e um mundo sem fim de opções na China: Pouco depois, teve início o pushback,saindo do portão 328 as 18:03, seguido pelo taxiamento as 18:09 e a longa rota até aproar com a cabeceira da 09L. Precisamente às 18:18 o comandante despejou potência nos motores RR Trent 1000 e nos levou aos ares. Em algum momento durante o pushback Aquele silêncio que sempre ocorre antes da decolagem... As 18:28 já atingíamos 19.200 pés, na certamente mais turbulenta subida que já presenciei, durou até a altura de Belo Horizonte praticamente, percebe-se pelo flight path que haviam CB's que deram um trabalho aos pilotos. Quando diminuiu a turbulência (que iria voltar diversas vezes até atravessarmos a zona intertropical) o comandante se apresentou e informou algumas coisas num inglês quase impossível de entender. única informação que consegui captar foi o nosso nível de voo de cruzeiro, FL370, e que em breve seria servido o jantar, que me lembro bem, começou quando estávamos sobrevoando Feira de Santana. Aproveitei esse ínterim para fuçar no IFE, que é bom, tem uma boa gama de filmes (muitos deles chineses aliás), músicas, séries, porém sem grandes novidades (e nada em português), nem nada muito recente (nessa sessão para ter uma ideia tinha coisas como Avatar e Final Hour), deixei no mapa interativo, que infelizmente é 2D, embora seja bem responsivo ao toque. Apesar de se tratar de uma aeronave nova, entregue à Air China em Dez/17, já tinha problemas nos conectores do fone de ouvido num assento do outro lado do corredor, ao lado do meu. Até emprestei o fone que estava na minha cestinha para o senhor que estava com problemas no dele mas eram de fato os conectores que estavam off. Fiquei com dó dele, pois só restou ver a tela com legenda em mandarim. O serviço de bordo se iniciou com as bebidas, escolhi suco de laranja, depois vieram as opções de pratos, salvo engano era frango ou peixe, eu quis frango mas como estava na última fileira (outro ponto ruim de se sentar muito no fundo) só sobrou peixe, que estava sem espinhos e era comestível até. De sobremesa tinha um delicioso pudim de brigadeiro: Refeição acabada, hora de ver como é o banheiro (esqueci de tirar foto, mas a galley traseira é gigante, dá pra deitar no chão dela sem encostar em nada). Depois de uma noite em que dormi quase nada devido as recorrentes turbulências equatoriais, já passavamos ao largo do Marrocos quando o café da manhã foi servido, tinha omelete e essa outra opção aí da foto, que nem lembro o que era e não comi, fiquei apenas com o que estava em volta: Pouco depois, já adentramos território real, e fui espiando pela janela da vizinha a secura da paisagem espanhola, enquanto entrávamos nos procedimentos para pouso no IMENSO aeroporto de Barajas: Tristeza não poder voar na janela... Com carinho o Comandante pousou o Boeing às 08:18 hora local (5h a frente de GRU), e logo fomos para o T1 (bem antigo se comparado ao T4), onde ficam todas as low cost de lá. Pude ver cias diferentes como Wamos Air, Plus Ultra, Ryanair, entre outras...Após ancorar no finger desembarcamos e fizemos uma mini-maratona até chegar na imigração, vencida sem problemas e num raro golpe de sorte assim que cheguei na esteira minha mala apareceu. Peguei ela e fui para o metrô aproveitar a vida e a cidade... Vou ver se consigo postar um FR decente da volta, mas já adianto que no saldo geral, a Air China vale muito a pena, certamente voarei de novo quando me arriscar a visitar o outro lado do mundo.
  2. Belo relato Silva. Uma pena a aviação regional ser tão reduzida em nosso país, essas dificuldades de conexões para locais como RBR e PVH são impensáveis no mundo de hoje. AEP aparenta ser muito superior no acabamento arquitetônico pelo menos que CGH.
  3. Continuando... Depois de passar uma tarde e noite muito boas na cidade, e um sono de apenas 3h acordei às 6h30 no Domingo 24/02 para retornar à São Paulo. Nem vou falar muito da cidade pois obviamente não vi quase nada, deixei o gostinho de quero mais para um retorno em breve. CWB - GRU (496km) Vôo: AD 4164 Embraer ERJ-195AR Prefixo: PR-AUK (Ozires Silva) Portão de embarque: 12 Fechamento do Portão: 10h10 (programado) / 09h59 (realizado) Decolagem: 10h20 (programado) / 10h10 (realizado) Pouso: 11h16 (programado) / 10h52 (real) Enfim, eram 7h25 quando tomei o confortável Microônibus da linha E64 em frente ao Shoping Nova Estação. Essa linha roda em circular desde o Afonso Pena até os principais pontos de Curitiba, (por módicos R$ 10,00 no débito) sendo uma mão na roda. Cerca de 15 minutos depois já estava desembarcando no aeroporto... Chegada no Afonso Pena Minha primeira impressão ao entrar foi a de que limpeza do Afonso Pena é algo fora da realidade brasileira. Simplesmente não havia um só papel jogado no chão, inclusive no banheiro, tudo um brinco. Talvez fosse pela data e horário (8h da manhã de um Domingo), mas me surpreendeu de forma muito positiva, ainda mais por ser administrado pela Infrazero. Vejam por vocês mesmos: Etiquetei a mochila novamente (pois de novo o check-in já tinha sido feito pelo app, aliás muito melhor que o da concorrência) e como faltava tempo até o embarque fui tomar um capuccino num quiosque em frente a entrada para sala de embarque nacional. Após passar pelo controle de entrada, me deparei com uma loja Dufry no estilo Duty-Free, só que ainda mais caro por não ter desconto de imposto nenhum. Após a saída dessa loja chega-se à sala de embarque, que aparenta ser do tamanho certo para as necessidades desse aeroporto. A primeira curiosidade é a existência de uma revista do aeroporto (??) (Now Boarding), mostrando na capa o exótico Sri Lanka: Sentei próximo ao meu portão e aguardei a chegada do Embraer, que vinha cumprindo o trecho desde Campinas (AD4284), não sem antes notar a presença de tomadas a cada dois assentos: Chegada do guerreiro no finger Nessa hora bateu uma emoção de testar um produto nacional de tamanha qualidade. A chamada para embarque iniciou às 9h36 pelas prioridades, e as portas foram fechadas exatamente às 9h59. A minha primeira impressão uma vez dentro do avião é a aparente largura menor em relação aos A32X e B73X compensada com melhor espaçamento de poltronas e uma acolhedora configuração 2-2. O pitch achei também muito bom para voos regionais e a tela estava funcionando: Voo cheio e bins com espaço sobrando, qual é a mágica? Foi tudo tranquilo e no horário em relação ao embarque, a única coisa que me lembro foi que, por questões de balanceamento da aeronave o pessoal de solo solicitou que 4 passageiros se voluntariassem para passar até a fileira 13, que estava toda vazia, mas eu não poderia jamais perder essa vista aqui: De todo modo, rapidamente esses bons samaritanos apareceram e as portas foram fechadas na sequência, antecipado. Decolamos logo em seguida, já que o tráfego na região é mínimo, o retorno, diferente da ida, foi sobrevoando a costa atlântica, como mostra no FR24: Azul em cima, embaixo, dentro e fora O serviço de bordo dessa vez teve início logo assim que a aeronave estabilizou, e transcorreu sem problemas: Gostei desses snacks Como num piscar de olhos (que nessa hora já estavam vermelhos e me cobrando as horas que deixei de dormir) adentramos a imensa mancha urbana da capital paulista, na altura do município de Mogi das Cruzes, alcançando logo em seguida Guarulhos e a Serra da Cantareira: Bacana que na aproximação para a curta final, por ter sido feita numa curva de uns 270º deu para ver ao longe (longe demais para a câmera do meu celular) um outro avião pousando antes do nosso, que tocou suavemente a pista às 10:52 e assim que a livrou encostou no pátio do T1. Esperei a maioria dos pax desesperados descer (saí quando a equipe de solo já estava pegando lixo da aeronave) e enxerguei o 1º oficial (salvo engano de nome de guerra Ferrani), ainda sem a coragem devida para pedir uma foto da cabine, apenas perguntei qual era o nível de voo no qual tínhamos vindo, o qual gentilmente respondeu 29.000 pés, o que me espantou por ser relativamente alto para um voo tão curto. Na descida, mais registros dessa belezinha e de um 767 da DL: Na minha humilde opinião, muito mais bonito que o CRJ Resumindo em poucas palavras: quero voar de novo de Azul, e de Embraer...
  4. Valeu galera, tenho sede por manter esse fórum o mais ativo possível. Opa, muito obrigado mesmo, tinha olhado só na versão mobile do FR (gratuita), e não tinha achado. É que estava com preguiça hahaha...mas vou seguir a dica nos próximos. Hum, imaginei que pudesse ser isso tbm, embora eu preferisse que tivesse um sistema on-demand igual a voos internacionais. Essa mudança de interior vai deixar a aeronave mais apertada pelo visto, estava bem confortável até então. Quanto ao aviso dos cintos não me lembro com certeza, mas creio não ter sido o caso pois teve gente levantando pouco tempo após a decolagem...e creio que tenha atingido o nível de cruzeiro lá pela altura da Serra do Café (Miracatu). Provavelmente minha próxima viagem será um bate-e-volta para conhecer a Passaredo, tenho muita vontade de voar no ATR. Uma pena essa mudança de planos que você comentou depois. Obrigado pela correção. Vou escrever agora o voo de volta...
  5. Fala galera, bora colocar FR novo aqui, embora o trajeto já seja batido... Como diz a velha máxima, para tudo na vida há uma primeira vez. E hoje trago a vocês minha primeira experiência com a já icônica Azul. --- Fiz uma promessa a mim mesmo de que esse ano viajaria o máximo que pudesse, pelo menos uma vez por mês, priorizando destinos nacionais que ainda não conheço...Em Janeiro fui a Santos visitar o centro histórico, mas infelizmente não cabe um FR. Outra coisa que não saía da minha cabeça era viajar em um Embraer, enquanto ainda 100% brasileira, antes que a joint venture com a Boeing descaracterize a cia. (embora entenda os motivos desse acordo e concorde em grande parte), verdadeira joia nacional. Então ainda em Janeiro comecei a busca por uma viagem que pudesse ser feita em um final de semana, para um local perto de SP e que proporcionasse um trecho pelo menos voado em um EMB. Eis que surge Curitiba encaixando como uma luva, com uma tarifa acessível em se tratando de Azul (R$ 251,49) saindo Sábado de manhã (ontem) e voltando no domingo também pela manhã (hoje). Sempre tive uma imagem boa dessa cia na minha cabeça, cumpre com competência o papel de Flag Carrier (103 destinos aqui no país se duvidar nem LA, ONE e GLO juntas alcançam), mas tinha que ver com meus próprios olhos. Era também a oportunidade de começar a conhecer a cidade (nem me iludi achando que em uma tarde/noite iria conseguir ver sequer metade do que há por lá). Por fim, aos que criticam o estilo bate-e-volta, entendo ser uma ótima oportunidade de escapar da rotina, pelo menos para quem trabalha de segunda a sexta dentro de um escritório (embora eu saia algumas vezes para ver terrenos pelo estado, rs). Pois bem, nesse post falo do trecho GRU-CWB. GRU - CWB (422 km) Vôo: AD 4988 Airbus A320 neo (A320-251 N) Prefixo: Não consegui enxergar (vou fazer upgrade do Flight Radar e atualizo depois) Terminal: 1 Portão de embarque: 106 Fechamento do Portão: 11h35 (programado) / 11h45 (realizado) Decolagem: 11h45 (programado) / 12h06 (realizado) Pouso: 12h45 (programado) / 12h46 (real) Sai de casa pontualmente as 7h10, fiz todo o tortuoso trajeto da zona norte de SP até GRU de transporte público, o que nesse caso incluiu ônibus > metrô > trem > trem. Desci da estação Aeroporto era já 9h00. Infelizmente o shuttle para o T1 opera a cada 30 minutos em média, então esperei, embora pudesse ter caminhado por uns 5 minutos até o terminal, conforme sugerido pelo motorista de um dos ônibus, porém o FR tinha que ser completo, então recusei e esperei a saída do próximo, chegando no T1 às 9h42. Dando um até logo pra SP Excelente vista do pátio do T1 a partir da Linha 13 da CPTM Chegando no ponto do Shuttle para T1, T2 e T3. Spotting ocasional do ponto de partida do Shuttle Marcopolo que nos levará ao T1 em 3 minutos Chegando no T1, localizei sem dificuldades os guichês da Azul, somente para etiquetar a bagagem de mão, uma vez que já tinha gerado os cartões de embarque pelo App da Azul. A aparência do terminal realmente não fas jus à importância de GRU para a aviação nacional, como não sou de frequentá-lo com regularidade não sei dizer se a concessionária promoveu mudanças em relação à época da Infrazero. Como estava cedo, resolvi comer algo antes de embarcar para não ficar só com os snacks no estômago. Então me deparei com um curioso lanche de queijo com banana do Bob's (R$ 7,00) e resolvi arriscar...bem, vamos dizer apenas que nem tão cedo como outro rsrs. Entrada do T1 Guichês da Azul "Diferente..." Depois de um tempo, resolvi ir para o airside, venci o raio-X sem nenhuma espera e acessei a reclamada sala de embarque, de fato subdimensionada, e já lotada nesse começo de sábado. Trocas de portão, atrasos, tudo que é clássico de aeroportos brasileiros se fez presente... O nosso voo porém não padeceu de nenhum problema (até esse momento), e às 10h50 foi iniciado o embarque pelas prioridades, programas de milhagem e posteriormente seções 2 e 3. E então chega o melhor momento para mim, que é a caminhada pelo pátio até a aeronave. Sinceramente espero que nunca tenha finger no T1, indescritível a emoção de estar ali tão pertinho dessas aeronaves, algo impossível em qualquer outra ocasião. S2 Dreamliner da Air Europa aguardando para mais um voo até MAD Após me instalar reparei que o voo estava cheio, não percebi assentos vazios. Depois de finalizado os ajustes das bagagens nos bins (fico ##### com quem leva 2, 3 malas de mão) tudo parecia se encaminhar para mais um voo saindo no horário. Até que vejo que a porta ainda está aberta. Momentos depois o Comandante faz um speech para informar que o voo sofrerá atraso por conta de uma das comissárias não poder estender a jornada dela, então tiveram que chamar outra de Campinas e a mesma ainda estava na Marginal Tietê (!!!). Felizmente ninguém reclamou, mas eu acho essa legislação muito bizarra em alguns pontos. 10 minutos depois as portas são finalmente fechadas e o Airbus é tratorado até a Taxiway A para alinhar com a cabeceira da 27 R. No caminho, visões dos WB esperando para cumprir a jornada vespertina, obras do novo pier do T3, galpões da AA e LA, e até os spotteadores do "morrinho" de GRU: Foto que foi pro insta "Turma" reunida Um dia ainda vou aí também... Tristeza ver esse Beta Cargo sujando cada vez mais Pouco após alinhar o comandante despejou potência nos motores Pratt & Whitney e decolamos antes mesmo de alcançar a intersecção com o acesso à cabeceira da 27L (O), usamos nem metade da pista. Após decolarmos, tomamos a proa primeiro de Santos e na altura das represas Billings e Guarapiranga aproamos CWB, todo o tempo margeando a Rodovia Régis Bittencourt. ---- Falando agora do interior da aeronave e do serviço de bordo, achei o Airbus confortável, tenho 1,84m e o joelho encostava somente um pouco no assento da frente. Me surpreendeu também ter tela individual, e mais ainda terem deixado desligada o voo todo. Creio ser economia de energia mesmo, ou não ter disponível a SKY como tem no EMB. O serviço de bordo foi ter início somente quando estávamos sobrevoando ao lado de Peruíbe, quase no meio do caminho ou seja, muito tarde para um vôo que durou exatos 40 minutos. Com isso a retirada do lixo foi prejudicada, pois teve que ser interrompida pois já estavamos em procedimento de pouso. Os snacks são ok, e as opções eram batata frita, goiabinha, maça e banana. Como o voo é muito rápido, nem sequer deu tempo de reclinar a poltrona, quando dei por mim já estávamos tocando o solo paranaense: Bora fazer um museu com esses aviões, melhor que deixar abandonado à própria sorte Chegando ao destino Título meio estranho para se colocar na porta de desembarque do aeroporto Bônus - lugar fantástico Me despeço por enquanto, no próximo post falarei do aeroporto de São José dos Pinhais e do trecho de volta, enfim no Embraer, bem como opinião final sobre a cia...aguardem.
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