Jump to content

Carlos Augusto

Usuários
  • Content Count

    1,836
  • Joined

  • Last visited

About Carlos Augusto

  • Birthday 12/06/1958

Previous Fields

  • Cidade/UF/País
    Rio de Janeiro - RJ
  • Data de Nascimento
    06/12/1958

Profile Information

  • Gender
    Male
  • Location
    Rio de Janeiro - RJ

Recent Profile Visitors

980 profile views
  1. Com a portaria, a Infraero deixa de administrar o terminal. Transferência deve acontecer até o dia 31 de dezembro. Por G1 Minas — Belo Horizonte O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou nesta quarta-feira (17) uma portaria que transfere a administração do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, da Infraero para o governo de Minas Gerais. O processo deve ser concluído até o dia 31 de dezembro, de acordo com um convênio entre estado e União, também assinado nesta quarta-feira. De acordo com o ministro, a medida é uma antiga demanda do governo de Minas Gerais. O período de outorga é de 35 anos. Procurado pelo G1, a Secretaria de Estado de Governo não tinha se manifestado sobre o assunto até a conclusão desta reportagem. Fonte: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/06/17/governo-federal-repassa-responsabilidade-do-aeroporto-da-pampulha-em-bh-para-o-governo-de-minas-gerais.ghtml
  2. À beira da Rodovia Raposo Tavares, em Regente Feijó, no interior de São Paulo, repousam sobre o terreno dois clássicos Boeing 727-200. O que eles estão fazendo ali? As belas tomadas aéreas dos clássicos aviões foram feitas pelo grupo RPY Drone e publicadas nesse domingo (7) em seu canal do YouTube. Em seis minutos de filmagem, todos os ângulos das aeronaves são registrados para deleite de quem aprecia a aviação. Nota-se que as aeronaves encontram-se num grande terreno, ao lado de um posto de gasolina e um centro de serviços. Também é possível identificar outras aeronaves no complexo, sendo um deles um Embraer E110 Bandeirante. Obviamente, as aeronaves não foram para ali por acaso. Elas fazem parte dos planos do empresário Moacir Adelino Barbosa, dono do Posto Rodomaster, que tem o desejo de transformar os Boeings em quartos de hotel, embora não tenha um prazo para isso. E enquanto isso não acontece, eles são grandes atrativos para quem viaja pela rodovia, que está na região de Presidente Prudente, e muitos param para tirar uma foto ou uma selfie. Antes de chegarem ali, esses Boeing 727-200 voaram na RIO Linhas Aéreas, uma empresa de curta história, baseada em Curitiba e que fazia voos por todo o Brasil, sobretudo para os Correios na Rede Postal Noturna. Fonte: https://www.aeroin.net/drone-boeing-727-rodovia-interior/?fbclid=IwAR09-tZhU0dOEy-Rc7Zkto3T5To8nBNybAe7SnUEwror4jFcdZ9l70SyyaA
  3. Recentemente saiu um artigo no jornal Focus, segundo o qual as empresas aéreas deverão proibir bagagens de mão a bordo. Mas será que isso irá realmente acontecer? O jornal diz que isso é uma instrução emitida pela OACI (Organização de Aviação Civil Internacional) ou ICAO em inglês. E é justamente por isso que eu digo acima que por hora estamos salvos. A ICAO é uma agência especializada das Nações Unidas que tem como função apenas fazer recomendações sobre diferentes assuntos às agências de aviação civil dos países e à própria ONU. Portanto, para que isso venha a se tornar realidade a ANAC, no caso do Brasil, teria que acatar essa recomendação. Além disso, para que essa recomendação fique mais próxima de se tornar realidade, seria necessário que a mesma fosse incorporada pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), pois esta sim tem maiores chances de ser ouvida pelas empresas aéreas participantes. Porém, até o momento e isso pode mudar, a IATA não faz nenhuma referência a esse assunto. Inclusive, no dia 5 de junho de 2020 eles publicaram novas instruções para os serviços dentro das cabines de passageiros durante e após a pandemia da covid-19 e o tópico ficou de fora. O documento (em inglês) está disponível neste link e trata das diferentes fases do voo e como as empresas teriam que proceder para garantir que o risco de infecção seja minimizado. Quem se dispor a ler o texto, que aliás é bem interessante para os geeks como nós, notará que apenas na seção 5.12 há uma referência sobre bagagens de mão. E o documento se limita a dizer que devido ao distanciamento em todas as fazes da viagem, as empresas aéreas devem recomendar aos seus clientes que eles limitem ao máximo a número de itens levados a bordo. Por exemplo, como eu publiquei aqui, a British Airways já alterou a sua política de bagagens de mão e inicialmente os clientes poderão levar apenas 1 mala a bordo. Algumas Palavras Como eu disse no início do post, eu acredito que por hora não haverá nenhuma proibição de se levar bagagens de mão a bordo. Mas seguramente teremos uma limitação quanto ao número de itens permitidos. Fonte: https://pontoseviagens.com/oaci-recomenda-proibicao-de-bagagens-mao-a-bordo/
  4. "Para que fique claro o que estou afirmando, vou repetir: se não for salva pelos contribuintes americanos, a Boeing vai quebrar." (Ivan Sant'Anna, trader no mercado financeiro) Vale a leitura: https://www.seudinheiro.com/apertem-os-cintos-a-boeing-esta-falindo/
  5. Vinícius Casagrande Colaboração para o UOL, em São Paulo 17/08/2019 04h00 Viajar de avião já foi bem mais agradável do que hoje em dia. Os aviões eram mais espaçosos, e as companhias aéreas costumavam oferecer um serviço de bordo bastante farto, até mesmo aos passageiros da classe econômica. Por outro lado, era uma época na qual as passagens aéreas eram bem mais caras, e pouca gente tinha oportunidade de voar. As companhias aéreas investiam em novos aviões que pudessem proporcionar uma nova experiência aos passageiros. Propagandas antigas de jornais e revistas mostram bem esse cenário. O foco da maioria das empresas era exatamente na sofisticação e no conforto. Fotos e ilustrações mostram como as poltronas eram mais largas, e os passageiros tinham bem mais espaço para esticar as pernas e reclinar o assento. Na primeira classe de algumas companhias aéreas, os passageiros contavam até mesmo com salas de reunião, como mostra uma propaganda da United Airlines sobre o jato Douglas DC-8. As fartas refeições eram sempre mostradas como um diferencial das companhias aéreas para atrair a atenção dos futuros passageiros. Uma das propagandas da American Airlines afirmava que a empresa tinha 85 menus diferentes para seus voos. Já a propaganda da Delta ressaltava o serviço da primeira classe, como champanhe e opções de carne, frango ou frutos do mar. Veja mais em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/08/17/companhias-aereas-propagandas-antigas.htm
  6. A Latam anunciou que vai oferecer para seus passageiros um serviço de transfer gratuito entre os aeroportos Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro, de 24 de agosto a 21 de setembro. O deslocamento se faz necessário pois a companhia teve de transferir seus voos para o Galeão no período citado em razão da reforma na pista principal do aeroporto santos Dumont. Os lugares serão liberados por ordem de chegada, com viagens realizadas de hora em hora. No trajeto partindo do Santos Dumont com destino ao Galeão, o primeiro ônibus sai às 4h, com o último partindo às 20h do terminal único do aeroporto. No trajeto oposto, o primeiro ônibus parte às 6h, com o último saindo às 22h, sempre do terminal 1. Para acessar o transporte, os clientes deverão apresentar documento com foto, além de seu localizador de voo, sua reserva ou cartão de embarque. Fonte: https://www.melhoresdestinos.com.br/obras-aeroporto-rio-2.html
  7. Exatamente. Até parece que a antiga e "finada" Pantanal nunca operou em CGH com seus ATR-42.
  8. E por que esse parecer não foi pedido a mais tempo, sabendo-se das frotas das empresas interessadas?
  9. Uma mudança nas regras de distribuição de slots no aeroporto de Congonhas, requerida pelo governo, pode beneficiar a Azul e levar a aérea a fazer uma oferta de aquisição pela rival Passaredo, para aumentar a presença nesse aeroporto, segundo relatório do Bradesco BBI publicado na segunda-feira. Após o pedido de recuperação judicial da Avianca Brasil e leilão das vagas que a companhia tinha em vários aeroportos brasileiros, tanto o Ministério da Infraestrutura, quanto a Advocacia geral da União e o Cade exigiram à Anac, agência reguladora do setor aéreo, uma alteração nas regras para a distribuição dos slots em Congonhas – 90% dos quais estão atualmente nas mãos das concorrentes Gol e LATAM. Em um cenário de distribuição dos slots, como são chamadas as autorizações de decolagem e pouso, a Anac poderia classificar novas companhias como empresas que possuem de 5 até 39 vagas e distribuiriam os 41 slots da Avianca entre essas companhias. De acordo com a equipe de análise do Bradesco, a Azul seria a maior beneficiária dessa redistribuição, podendo elevar a sua fatia nos slots de 5% para 10%. Os analistas do Bradesco também estimaram uma posição aquisição para a Azul, a companhia Passaredo hoje possui uma frota de cinco jatos e poderia receber até 10 slots com a nova regra de distribuição, atingindo 1,9% de fatia mercado. Estimando um valor de mercado de 2,3 vezes o custo de reposição da frota – métrica utilizada para precificar ativos aéreos – a passaredo valeria US$93 milhões. A Avianca Brasil pediu recuperação judicial em abril deste ano, deixando disponível 41 vagas no aeroporto de Congonhas. O movimento de redução de concentração de mercado em Congonhas, aliado a ganhos cambiais – oriundos da valorização do real – fizeram a equipe de analistas do Bradesco elevarem o preço-alvo da ação da Azul de R$47 para R$65,00 no final de 2020. Hoje, às 11h50, as ações preferenciais da Azul sobem 1,69% a R$49,92. As ações preferenciais da Gol caíam 0,56%. Fonte: https://tradersclub.com.br/empresas/bradesco-ve-azul-interessada-na-passaredo-por-acesso-a-congonhas-eleva-preco-alvo/
  10. No Galeão e em Viracopos, sistema de 'gatilho' pode desobrigar atuais concessionárias de fazer parte das obras previstas em contrato. Governo e Anac dizem que não haverá prejuízo. A crise econômica que atinge o país deve provocar o adiamento de uma parte dos investimentos previstos para aeroportos que estão sob concessão. Em dois casos, Galeão (RJ) e Viracopos (SP), há risco de que obras listadas em contrato não sejam executadas pelas atuais concessionárias. Isso acontece porque os contratos preveem, em alguns casos, o chamado "gatilho", dispositivo que obriga as empresas a fazerem determinados investimentos se os aeroportos atingirem um patamar de movimentação de passageiros ou aeronaves. Entretanto, se o gatilho não é disparado, a concessionária não precisa fazer a obra. Os estudos do governo para o leilão dos aeroportos foram feitos no começo da década, período de crescimento econômico.. Por isso, havia, naquela época, a expectativa de que todos os gatilhos fossem disparados durante as concessões. Previsões mais recentes, que já levam em conta os efeitos da crise, apontam, porém, movimentação de passageiros e aeronaves bem abaixo da estimada na época dos leilões. Procurados, o Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontaram que não haverá prejuízos para os passageiros ou para o governo caso investimentos atrelados a gatilhos não sejam feitos nesses aeroportos (leia mais abaixo). A Aeroportos Brasil, concessionária de Viracopos, informou que já pediu à Anac o reequilíbrio econômico-financeiro do seu contrato, devido à frustração na demanda de passageiros, que reduziu suas receitas. A concessionária Riogaleão, do aeroporto carioca,, informou que não descarta fazer o mesmo. Viracopos Dos cinco aeroportos leiloados durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, três têm algum investimento atrelado apenas a gatilhos: Confins (MG), Viracopos e Galeão. O caso de Viracopos é o mais emblemático. O contrato de concessão prevê a construção de uma nova pista de pouso e decolagem, a quarta, quando o aeroporto atingir 456 mil movimentos de aeronaves por ano. Nos estudos da época do leilão, que aconteceu em 2012, a expectativa era que isso ocorresse antes de 2030, quando a previsão era de que o aeroporto já estivesse com 485 mil movimentos anuais. As mais recentes estimativas do governo vão até 2038 e apontam que, até lá, Viracopos registrará 274,6 mil movimentos anuais, bem abaixo do necessário para disparar o gatilho da obra. Como a concessão vence em 2042, há risco de que a concessionária não seja obrigada a fazer o investimento. Galeão No caso do Galeão, o contrato prevê a construção de uma nova pista de pouso e decolagem que deve estar pronta e operando antes de o aeroporto atingir 262,9 mil movimentos de aeronaves por ano. Pelos estudos da época do leilão, que aconteceu em 2013, esse gatilho seria disparado antes de 2023. As mais novas previsões apontam, porém, que isso deve ocorrer entre 2037 e 2038. A concessão do aeroporto vence em 2038. Questionada se acredita na possibilidade de que o gatilho para a construção da pista não seja disparado dentro do período da concessão, a Riogaleão informou que "seguirá o que preconiza o contrato de concessão, estudando, oportunamente, a necessidade e a viabilidade de todos os ajustes imprescindíveis à operação do aeroporto." Em relação ao aeroporto de Confins, os números não indicam risco de que o investimento atrelado a gatilho, também uma pista de pouso e decolagem, não seja feito dentro da concessão. Ministério e Anac negam prejuízo O secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Saggioro Glanzmann, apontou que o contexto político e econômico da época do leilão era muito diferente do atual. Ele disse que não há preocupação em relação a eventuais gatilhos de obras nos aeroportos que não sejam disparados durante as atuais concessões. "O fato de não disparar é sinal de que a modelagem até acertou, porque fazer uma pista de milhões sem justificativa econômica não faz sentido", disse o secretário. De acordo com ele, o ideal é que as concessionárias façam os investimentos de acordo com a demanda. Sobre eventuais pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos por parte das concessionárias, devido à frustração das expectativas de movimento de passageiros e aeronaves por conta da crise, Glanzmann afirmou que o governo não vai atender aos pedidos. "Em hipótese alguma", disse ele. "O risco de demanda é do concessionário. O governo não vai assumir responsabilidade pela demanda", completou o secretário. Em nota, a Anac informou que observa "o estrito cumprimento dos requisitos de investimentos" expostos nos contratos, "como o nível de serviço estabelecido (que garante o conforto ao passageiro) e o balanceamento da capacidade da infraestrutura". Portanto, para a agência, quando uma obra atrelada a gatilho de movimento não é realizada significa apenas que "as premissas que embasaram a licitação refletiam a realidade da época, já distinta da realidade atual". "Não significa, em nenhuma hipótese, descumprimento de cláusula contratual, ou prejuízo ao passageiro", informa a nota. "Essa possibilidade de ajuste do investimento conforme a movimentação de passageiro garante maior adequação das obras à realidade das operações do aeroporto e, com isso, leva a investimentos mais eficientes", aponta a agência. Mais em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/07/01/crise-reduz-movimento-e-deve-adiar-parte-dos-investimentos-em-aeroportos-concedidos.ghtml
  11. Voos diretos para o aeroporto do Faro (FAO), principal cidade do Algarve, seriam extremamente bem-vindos.
  12. A falêndia da Wow Air está prejudicando a Islândia, país de 330 mil habitantes que tem o turismo como principal setor da economia e que já havia sido extremamente prejudicado pela crise econômica de 2008. A falência da companhia aérea islandesa de baixo custo Wow Air em março de 2019 foi um duro golpe para a Islândia. Três meses depois de a empresa quebrar, o país ainda teme pela saúde de sua economia que, até 2018, somava oito anos de crescimento. "Estamos preparados para a possibilidade de uma recessão mais profunda e os números de turistas chegando parecem indicar que isso pode acontecer", disse, na semana passada, o presidente do Banco Central da Islândia, Mar Gudmundsson, à agência de notícias Bloomberg. Ele acredita que a queda do turismo a níveis similares ao registrado em 2016 pode ter um efeito significativo em muitas cidades do país. "Com sorte, sairemos disso no princípio do próximo ano", declarou Gudmundsson. De acordo com um relatório do Comitê de Política Monetária do Banco Central islandês publicado no final de maio, a falência da Wow Air representa o desaparecimento de um em cada três assentos nos voos para a ilha neste ano. A companhia oferecia voos para a capital Reykjavik a partir da Europa, Ásia e América do Norte. Com a falência da empresa, o Banco Central islandês foi forçado a refazer suas previsões de crescimento da economia. Ao invés do crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto estimados em fevereiro, a previsão agora é de contração do PIB em 0,4%. Mas por que uma única empresa é capaz de derrubar a economia de um país? A Islândia é uma ilha onde vivem 330 mil pessoas e foi quem mais sofreu com a crise financeira de 2008. Na década passada, o setor bancário islandês havia crescido acima de sua capacidade e foi um dos primeiros a quebrar depois da queda do Lehman Brothers - banco de investimentos dos EUA que, diante da inadimplência de créditos imobiliários, entrou em concordata em 2008 e inaugurou a crise financeira que se espalhou sobre a economia em todo o mundo. A Islândia conseguiu se recuperar, em especial, graças ao turismo. Com a coroa islandesa desvalorizada em quase 70% e com o surgimento de empresas aéreas que ofereciam voos econômicos, a ilha começou a atrair cada vez mais visitantes. A Wow Air começou a operar em 2012 e, seis anos depois, transportava 3,5 milhões de passageiros por ano. Além dos voos de baixo custo, a possibilidade de ver a aurora boreal bem como locações da série Game of Thrones fizeram a Islândia o destino turístico da moda - a ponto de o turismo se transformar num dos principais setores do país, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Relatório publicado pela OCDE em 2018 indica que o turismo representou 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e 14% da força de trabalho da Islândia 2016, superando em muito a combinação de duas das indústrias mais fortes do país: a pesca e o alumínio. Uma expansão muito rápida Em um ano, a Islândia chegou a receber 2,5 milhões de visitantes, número sete vezes maior que a população do país. Ao menos até o ano passado, quando a indústria começou a sofrer pela delicada situação da Wow Air. A companha não conseguiu sustentar o próprio crescimento meteórico nem as contas equilibradas. Em 2018, teve que combinar a busca por compradores com a redução de destinos e aeronaves e, no início deste ano, já havia cortado sua frota pela metade. Diante da relevância da indústria turística para a Islândia, a crise da Wow Air começou a gerar desconfiança na economia do país. Em novembro de 2018, a coroa islandesa valia 13% menos que três meses antes, uma queda que o Banco Central do país atribuiu às "crescentes dificuldades operacionais da Wow Air". No mesmo mês, o Banco Central previu que as exportações do setor de serviços aumentariam em 4% em 2019. No entanto, as estimativas neste ano indicam uma retração de 9% no setor de serviços e uma queda de 10,5% no número de turistas, ainda que empresas aéreas como a Icelandair tenha tentado absorver a parcela do mercado que a Wow Air deixou de atender. No final de março, depois que as últimas negociações na busca por novos acionistas fracassaram, milhares de passageiros receberam a notícia que a Wow Air encerraria as atividades e os voos da empresa seriam cancelados. Desde então, 1,5 mil funcionários da Wow Air perderam o emprego, o que a imprensa islandesa chamou de "maior demissão em massa" da história do país. Soma-se a isso o fim de empregos indiretos, como as 315 demissões realizadas no Aeroporto Internacional de Reykjavík. Otimismo No entanto, o chefe do Banco Central da Islândia se diz otimista em relação ao futuro do país. "Nunca como agora estivemos tão bem preparados na nossa história para lidar com uma situação adversa", disse Mar Gudmundsson. Ele espera que o número de visitantes aumente outra vez em 2020, ainda que mais lentamente. Mas, no relatório do banco de maio de 2019, não se chegou a descartar "a possibilidade de uma contração mais profunda e de uma recuperação mais lenta". Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/06/24/como-a-quebra-de-uma-companhia-aerea-ameaca-a-economia-da-islandia.ghtml
×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade