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LipeGIG

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About LipeGIG

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    Staff Contato Radar
  • Birthday 06/30/1972

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  • Cidade/UF/País
    Rio de Janeiro
  • Data de Nascimento
    30/06/1972

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  • Gender
    Male
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    Nova York

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  1. Eu só não entendo uma coisa... por que junto com o corte dos salários não oferecem uma participação acionária aos funcionários ?
  2. E poder de seleção. No UK ainda tem muita empresa que paga F para funcionário, e a BA como sendo uma das ultimas no mercado America do Norte-Europa a manter a F (compete com AA, UA, LH e LX somente) vem capturando o mercado que as outras vão abandonando.
  3. O benefício de pedir Ch11 nos EUA vai ser limitado , Delmo. O juiz americano não pode por exemplo obrigar os funcionários no Brasil a aceitar redução salarial. Ele vai poder se manifestar sobre contratos celebrados com foro nas comarcas Americanas, mas jamais em contratos regidos pelas leis do Brasil. Penso que justamente por isso não pediram inicialmente. E penso, também, que foi a frota ligada diretamente a Latam Brasil que ligou o sinal da necessidade do pedido. Tais contratos certamente estão regidos por leis de Nova York ou Delaware. Fornecedores locais devem ter assinado contratos em português e devem ter foro em São Paulo. Funcionários são regidos pelas leis trabalhistas do Brasil - um juiz americano não tem autoridade legal pra mudar isso Governo Brasileiro - obviamente que o governo dos EUA não tem qualquer tipo de autonomia para determinar descontos ou conversão em capital de dividas com Previdência Social, FGTS e Governos locais e federal. O que sobra ? Pra mim só os contratos de pouso, estadia e seguro nos aeroportos dos EUA, leasing, compra de partes e peças nos EUA.... Pra mim o Ch11 da Latam é de parte do business somente.
  4. Os erros não são de hoje. De 2006 e até 2011 o setor passou por um período bem positivo - expansão acompanhada de aumento da rede geral da população - preços das passagens subiu , capacidade subiu mas a demanda subiu ainda mais. Foi o periodo no qual a Tam conseguiu acumular resultados bons. Nesse período a empresa acelerou a expansão da frota, e como toda cia aérea Brasileira, continuou também a distribuir dividendos. Quando o câmbio começou a sair do patamar de 1,60 e levantou voo.... a reação causou um evento que até hoje todas as cias então existentes sentem nos seus balanços - Sairam do lucro, foram para o prejuízo, viram a demanda adicional sumir, se viram com oferta demais tendo que brigar com a concorrência.... todos começaram a perder pois ninguém tentou puxar o plug da expansão. Depois vieram os outros problemas...hedge de combustível...mais desvalorização... e o pior, queda na demanda. E o setor resolveu tentar resolver seus problemas com o governo ao invés de cuidar das próprias feridas. Desoneração da folha, QAV com ICMS menor... e os prejuízos seguiam surgindo.... e o câmbio.... 2.85...3.20... Dai pros idos de Corona com estrutura de divida inadequada e capital de giro negativo.... BOMBA!
  5. O erro está ai O dono tem que dar jeito no negócio enquanto ele está "vivo", com a empresa morta ela renasce e não são os mesmos donos mas sim os credores diretos que tem que ter a oportunidade, com redução de custos de todos os lados, que afinal vai sair do crédito de cada um deles. Se você dá oportunidade ao sócio controlador pra ser o agente do processo, acontece o que vemos hoje nas RJ's Brasileiras - ninguém quer ceder - e invariavelmente 99,9% das empresas, vão a falência.
  6. O problema vem do judiciário. 1- Os bancos travam linhas de crédito - não deveriam fazer isso, deveriam manter o "oxigênio" circulando. Mas isso tem que vir do Judiciário, a manutenção das linhas de crédito existentes. 2- UPIs foram uma boa idéia mas a estruturação delas a parte , não é nada inteligente. Minha visão de como RJ deveria acontecer: 1- Para entrar em RJ a empresa tem que PATRIMONIO POSITIVO ou ... o PL NEGATIVO caso tenha sido o resultado dos últimos 2 trimestres. Impossível recuperar um negócio com R$ 2 bi de PL Negativo com R$ 2 bi de receita anual ! 2- Judiciário precisa entender de NEGÓCIOS. Senão entende tem que nomear quem entende para ser o sindico da situação 3- Diretoria deixa de ter poderes IMEDIATAMENTE. 4- Linhas de Crédito tem que ser seguradas ANTES da empresa entrar na RJ. Bancos necessitam dar apoio ao processo - em troca, bancos teriam acesso a garantias de serem os líderes na reabertura de capital da empresa (com comissão pré-ajustada) 5- SINDICO tem que ter foco em chamar os contratos de prestadores de serviço, fornecedores de mercadorias, proprietários de ativos alugados/objeto de leasing e RENEGOCIAR contratos o mais RAPIDAMENTE POSSIVEL. O Mesmo com financiamentos bancários - tem que ter poder de delinear descontos em taxa e mesmo nas situações mais criticas de PL NEGATIVO, negociar participações vs descontos na dívida. 6- SINDICO tem que ter foco também em olhar para os custos com salários e custos trabalhistas. 7- SINDICO tem que olhar para a RECEITA... o que não gera resultado tem que ser cortado, e tem que mirar como incrementar receitas 8 - PRAZO.... não pode passar de 12 meses 9- TRANSPARÊNCIA.... tem que ter auditoria externa 10- TRANSFORMAR DÉBITO EM CAPITAL ................ O SINDICO precisa focar em fazer com que a empresa saia do processo com PATRIMONIO POSITIVO, e isso se consegue via conversão de divida em investimento (capital). No fim, se os funcionários convergem para aceitar redução de 20% nos salários, os mesmos funcionários vão sair com uma participação acionária na nova empresa. Se os fornecedores dão desconto de 25%, recebem parte disso em participação acionária. No caso da FALIDA AVIANCA................. Exemplo de Dividas (NÃO TENHO OS DADOS A MÃO): Governo R$ 600 mm / Funcionários R$ 700 mm / Fornecedores R$ 600 mm / Bancos R$ 800 mm Margem : -15% Receita Anual : R$ 3,5 bi PL Negativo: R$ 2,7 bi Funcionários converteriam R$ 400 milhões em débitos não pagos em participação acionária e concordariam em reduzir salários em 15%. 20-25% da força seria cortada. Saldo de R$ 300 mm seria pago ao longo de 60 meses com juros de 6% ao ano. Impacto mensal R$ 5 mm Fornecedores converteriam mínimo de R$ 200 milhões em débitos não pagos em participação acionária e concordariam em receber o restante em 72 meses com juros de 6% ao ano. Contratos de leasing seriam reduzidos em 40% demais contratos de 3% a 30% Bancos converteriam mínimo de R$ 400 milhões em débitos não pagos em participação acionária e concordariam em receber o restante em 120 meses com juros de 6% ao ano. Bancos concederiam linha de crédito de R$ 1 bilhão em capital de giro com garantia de recebíveis. Governo converteria R$ 500 milhões em capital via BNDESPAR e receberia R$ 100 milhões relativos a Previdência Social em 36 meses com juros de 3% ao ano. Nova Avianca Transportes Aéreos S.A Capital Social - R$ 1,5 bilhão BNDESPAR 33.33% Sociedade dos Bancos 26.67% Caixa dos Funcionários da Nova Avianca - 26.67% Fornecedores - 13.33% Receita Anual esperada pós RJ: R$ 2,2 bilhões (sem rotas internacionais, sem rotas ruins) Margem Operacional Liquida: 10-14% Capital Social/PL: R$ 1,5 bi Dividas: R$ 1,2 bi Lucro Liquido esperado anual: R$ 100 milhões Dai no ano seguinte, os bancos fazem o IPO da Nova Avianca.... e o SINDICO sai da empresa com a missão concluida, 75% dos empregos iniciais salvos, certamente a chance de repor uma parte dos 25% ao longo de 1-3 anos, pagando os funcionários, pagando os fornecedores, pagando os bancos e ao próprio GOVERNO. Na verdade em grandes empresas é GRANDE a chance de que o novo IPO traga potencial benefício econômico a TODOS. Ele pode ser inclusive superior ao DESÁGIO. Nota: Claro... tudo isso é o mundo perfeito, mas precisa se pensar que uma empresa precisa ser VIÁVEL. Se a empresa conseguir transformar uma operação deficitária em LUCRO, certamente o valor de mercado que será pago pela empresa será razoavelmente maior que o valor no momento da RJ. E se um exemplo for bem sucedido..... milhares de Brasileiros poderão ter seus empregos salvos, e o governo vai ver a cor do dinheiro das suas dívidas.
  7. Eu sinceramente acho que tem que mudar a legislação sobre cias aéreas. Como uma empresa quebra devendo ainda tanto dinheiro e sem ativos operacionais ? Que diabo de plano de recuperação foi esse que abriu mão da operação ? Que justiça (e que país é esse...) é essa que é incapaz de fazer planos de recuperação judicial serem executados com sucesso ? Que mercado financeiro é esse , dito sofisticado, mas incapaz de recuperar que seja uma empresa com problemas. E quem são os "donos" desses créditos que nunca serão pagos ? Funcionários.... Governo.... Previdência Social................. Pequenos fornecedores....... Infraero..........
  8. O foco da cia vai acabar sendo hubs OneWorld para ter acesso a distribuição. E se ela perde a malha que tinha como um diferencial, vai ter que focar mais no O&D, então eu pessoalmente não vejo Brasil como mercado imediato. Quem sabe no futuro, a medida que a cia voltar a crescer.
  9. Custo de aquisição de clientes na altura Diferenciação zero Não vai ter malha e vai ter que brigar por O&D Não vai ter preferência contra Smiles e Multiplus já estabelecidos Horários ruins Custos mais altos por operar em aeroporto congestionado (em movimento normal) Exclusividade nula Em resumo, mais do mesmo (c) , vai ganhar espaço a custo alto, vai queimar caixa e liquidez para conseguir 3% do mercado e vai tentar se vender.
  10. Realmente absurdo isso. Se o dinheiro foi depositado, problema da Gestora. Acho que deveriam mirar no modelo de previdência privada, mas sem estar concentrado em 1 único banco (Caixa). E eu não creio que o aumento de 8% (ao invés de poupar) seja inteligente pois se formos fazer uma pesquisa, o Brasileiro não poupa! Nos EUA temos financiamento imobiliário com juros de 2.75% sem dinheiro carimbado e muito disso é financiado pelos planos de previdência privada (401K) que são investimentos de até 6% da empresa e outros 6% do funcionário. E eu escolho onde o dinheiro é investido (no meu caso tenho 1000+ fundos de investimento e 50 ações a livre escolha).
  11. Já começa errando e entrando em conflito com as estabelecidas. Falta de visão no planejamento estratégico.
  12. O que a AA fez, acho que a UA, a Azul e a Latam vão ter que fazer Simplesmente não tem mercado pra todas as rotas e esperar pela concorrência pode não ser o mais indicado.
  13. Em Chicago devo dizer que a UA tem nos ultimos anos definindo o jogo a seu favor. A AA desde a fusão com a antiga US Airways passou a focar mais em CLT e PHL e como ambos focam em Europa, acabaram canibalizando JFK e a certo ponto ORD. Já a UA foi mais feliz na fusão com a Continental Airlines, e reduziu sua presença em Cleveland para manter ORD e EWR fortes, e ainda ter IAD como algo relevante em sua região. A American ainda tem hubs demais ! MIA , CLT, PHL, JFK/LGA, ORD, DFW, PHX e LAX... ela pode ser bem maior que a United, mas não me parece inteligente. Eu acho que ela teria que cortar 1 hub entre MIA/CLT/PHL/JFK e ORD. Sobre LAX, é um mercado dificil demais para rentabilizar.
  14. Pela mensagem clara que foi enviada, a AA estava pagando pra ver se conseguia desenvolver mais LAX. Sempre achei isso um erro e exagero. Nessa revisão de estratégia já vi que a American vai deixar Chicago meio de lado. Cortaram muita coisa de lá e o hub ficou mais doméstico que nunca. Não tem Latam, tem pouco Caribe, operações reduzidas para a Europa e Asia.
  15. Falando de forma geral, Emissão de ações é a melhor forma de captar dinheiro sem carimbo (que pode ser usado em qualquer lugar), mas sem querer entrar muito a fundo em lições de Corporate Finance onde nem sempre é a opção mais barata. Confuso ? Sim... Estrutura Ótima de Capital de uma empresa é algo que não tem uma receita fixa, em certos momentos ter divida pode ser melhor. Mas no nosso momento Covid, Capital é algo muito importante pois ela pode deixar de pagar dividendos (lucro distribuido aos acionistas). Ainda mais que dívida para a American está bem cara, e vai exigir pagamento de juros. O que me preocupa MRN. é que a American está acessando TODOS os bolsos que pode. Bond com garantia de rotas e slots, bond conversível em ações, emissão de ações, saque de RCF, empréstimo com garantia de motores, com garantia de aeronaves...
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