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Jopeg

Malta - O pequeno país do Mediterrâneo

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Malta

O pequeno país do Mediterrâneo

 

 

Planeamento:

 

Malta é um pequeno país, com apenas 316 km2, constituído por três ilhas em pleno Mediterrâneo. Como tenho o objetivo de visitar todas as capitais da UE e faltava-me apenas La Valleta e Nicósia, decidi partir à descoberta de Malta e da sua capital. Mais a mais, tenho adorado as viagens que fiz às ilhas situadas no Mar Mediterrâneo.

 

Comecei então a planear a viagem e escolhi o mês de junho para fazer esta viagem. Bom tempo, dias grandes, bons preços e sem a quantidade de pessoas de julho e agosto. Com as datas escolhidas, parti para a marcação dos voos.

 

Como não há voos regulares diretos entre Portugal e Malta, tinha de fazer escala num outro país. Por uma questão de rota/geografia Espanha parecia-me a melhor opção. Consultados vários sites de companhias aéreas encontrei aquela que era para mim a conjugação de voos ideal:

Ida = Lisboa–Madrid na easyJet + Madrid-Malta na Ryanair

Regresso = Malta–Valência na Ryanair + Valência–Lisboa, uma nova rota da easyJet.

 

Marquei primeiro os voos da easyJet, pois esta companhia "exige" maior antecipação para obter bons preços e mais tarde os voos da Ryanair. Os preços foram os seguintes:

easyJet = 51,23€ (LIS-MAD e VLC-LIS)

Ryanair = 35,69€ (MAD-MLA)

Ryanair = 45,89€ (MLA-VLC).

 

Ao todo gastei 132,81€ nos voos.

 

Para o alojamento escolhi o YMCA no centro de La Valleta, uma zona calma, no "coração da cidade", central e a menos de 15 minutos a pé do terminal de autocarros. O preço, apenas 75€ para cinco noites de alojamento.

 

A viagem:

--- 1º dia (quinta-feira) ---

 

 

A escala no aeroporto de Madrid ainda foi longa, passei pelo sono, fiz a barba, comi, utilizei o portátil e li um guia sobre Malta. Os dois voos entre Lisboa e Malta correram muito bem e sem atrasos.

 

Uma vez chegado ao aeroporto de Malta dirigi-me ao balcão dos autocarros locais, a Arriva, e comprei por 12,00€ um bilhete válido por 7 dias. Com este bilhete tinha acesso a todos os autocarros da ilha principal e podia consultar os percursos num pequeno mapa que foi-me oferecido aquando da compra do bilhete.

 

A rede de transportes públicos é muito vasta e cobre praticamente toda a ilha de apenas 246 km2. É certo que não tinha a flexibilidade do carro (alugado), mas tinha muitos autocarros à disposição, não tinha que me preocupar com a condução, com o estacionamento e foi de longe a opção mais económica para quem viaja sozinho.

 

O primeiro percurso foi o X4 que liga o aeroporto ao centro de La Valeta. Quando aqui cheguei depressa compreendi o esquema de transportes da ilha, mas foi com alguma decepção que reparei que os míticos autocarros antigos de Malta foram substituídos por autocarros modernos. Ganhou-se em conforto e velocidade, mas perdeu-se parte do "carisma" que era viajar pela ilha em autocarros do antigamente.

Os modernos autocarros de Malta:

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Fui a pé para o alojamento e à noite fui jantar a uma boa pizzaria na rua principal, a Triq Ir-Repubblika. O custo da refeição, para terem uma ideia do custo de vida, foi 11,20€. Uma pizza de 7,30€ e uma caneca de cerveja por 3,90€. A noite estava ótima com uma temperatura muito agradável e a zona é bastante calma, ou não fosse esta uma área praticamente pedonal.

A vista da zona das Três Cidades a partir de Valletta:

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Homenagem aos mortos da Segunda Guerra Mundial:

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--- 2º dia (sexta-feira) ---

 

 

Não acordei muito cedo, tinha dormido pouco nas duas noites anteriores e decidi "dar um descanso ao corpo", afinal férias são férias.

 

Comecei por ver o Museu Nacional da Guerra, situado num forte na ponta de La Valletta. Malta sofreu bastantes bombardeamentos na II Guerra Mundial e a cruz que hoje ostenta na sua bandeira foi uma condecoração do monarca britânico Jorge VI.

Museu Nacional da Guerra:

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Homenagem às vitimas da guerra em Floriana:

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De seguida caminhei pela costa esquerda da cidade, passei pela catedral de São Paulo e pelo Teatro Manoel e fui visitar a Co-Catedral de S. João (custo de 6,00€). Discreta no exterior, o seu interior é de uma beleza fascinante com um chão de mármore coberto com belas pedras tumulares, teto com frescos e as paredes esculpidas com flores e grinaldas. Conta ainda com uma importante pintura de Caravaggio. Um ponto absolutamente imperdível para os amantes das artes numa visita a Malta.

A margem esquerda de Valletta:

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As varandas e uma imagem de santo, muito frequente num país muito religioso:

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Catedral de S. Paulo:

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Teatro Manoel, edificio que conta com um belo interior (ver: http://www.teatrumanoel.com.mt/ ):

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Palácio de Grão-Mestre. Também sede do parlamento de Malta:

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A rua principal, Triq Ir-Repubblika:

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As cabines telefónicas vermelhas, uma herança da presença britânica:

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O modesto exterior da Co-Catedral de S. João:

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O seu rico interior:

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Os frescos no teto:

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Os mármores trabalhados no chão:

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Espetacular para quem gosta de Barroco:

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Uma igreja em Floriana, a localidade às portas de Valletta:

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O contato com mar é uma constante na vida de Valletta:

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Passeei pelo centro da cidade e já ao final da tarde apanhei um autocarro para Sliema e St. Julians, pontos turísticos a oeste da capital. Além da vista para Valletta, aqui podemos encontrar uma selva densa de betão cheia de hotéis, lojas, restaurantes e bares.

Igreja Nossa Sra. Das Vitórias, em Senglea:

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A ilha tem uma luz espetacular e o mar está sempre presente:

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Um dos antigos (e característicos) autocarros malteses, agora com funções de loja:

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Valletta vista a partir de Sliema:

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A baía de St. Julian´s:

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O jantar foi no Art Bakery, um restaurante que fez um belo aproveitamento daquilo que foi em tempos uma padaria. Comi um Bragioli, bife enrolado e recheado com queijo, presunto e ervas aromáticas. Os seus ingredientes poderiam sugerir que o sabor era melhor do que achei na realidade. O seu custo foi 16,50€ e bebi uma cerveja local, a Cisk, por 1,70€. Um outro prato típico é o Fenek, mas como não sou apreciador de coelho decidi não experimentar.

 

Já que falo em preços para terem uma ideia do custo de vida em Malta, posso dizer que um gelado de um sabor custa 1,50€ e um pequeno almoço (baguete com pasta de Atum e refrigerante de 0,5l) custa 3,30€. Fiquei com a ideia que nos lugares mais voltados para o turismo o custo de vida é ligeiramente superior ao verificado em Portugal.

--- 3º dia (sábado) ---

 

 

Comecei por visitar Vittoriosa, uma das Três Cidades. É por este nome que são conhecidas as localidades que avançam sobre a baía situadas a este de Valletta. Aqui além de igrejas, algo normal naquele que é um dos países mais católicos do mundo, podemos ver palácios, ruas históricas, uma luxuosa marina e temos uma bela visão da capital.

Restaurante/esplanada em Vittoriosa:

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Uma esplanada situada num belo recanto:

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A marina conta com belos barcos:

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Valletta vista de Vittoriosa:

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Mais uma viagem de autocarro e parei em Paola para ver a sua imponente igreja. O ponto seguinte foi Marsaxlokk, uma aprazível localidade piscatória situada numa baía azul. Os coloridos barcos de pesca tradicionais dão uma imagem pitoresca à localidade. Aqui realiza-se um mercado ao domingo e é uma localidade com bons restaurantes dedicados aos sabores do mar.

Igreja em Paola:

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Marsaxlokk:

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O colorido do seu porto de pesca:

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Os barcos em Malta usam na pintura a imagem de um olho para dar sorte:

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Restaurantes junto às aguas do porto de pesca:

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Foi nesta localidade que almocei, tendo optado por um polvo grelhado e a habitual cerveja Cisk (ver: http://www.cisklager.com/ ). Custo da refeição foi de 15,00€. Foi uma boa refeição com o polvo a ter um sabor "bem português".

 

O destino seguinte acabou por ser uma das boas surpresas desta viagem por Malta, estou a falar de Mdina e Rabat. Mdina é a cidade de Malta com mais sentimento. Esta e a vizinha Rabat fizeram parte da mesma povoação mas Mdina foi murada pelos Árabes que assim aqui construíram uma cidade-fortaleza beneficiando de situar-se num ponto elevado.

As vistas da ilha a partir de Mdina:

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A entrada na cidade murada de Mdina:

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O belo interior da cidade, com muitos edifícios históricos:

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Museu da Catedral:

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Não são só as vistas obtidas daqui que justificam a visita. Em todo o interior da cidade "respira-se história" e podemos ver elegantes palácios que ainda abrigam as mais nobres famílias maltesas, museus e a lindíssima Catedral de S. Paulo. Mais uma obra de arte barroca, com um chão dedicado a prelados notáveis, uma elegante cúpula e paredes superiormente decoradas. Eu que sou fã de barroco estava nos "meus sete céus".

A Catedral de S. Paulo:

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O belo interior desta igreja:

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Frescos no teto:

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Palacetes:

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Cavaleiros, a Ordem de Malta é parte importante na história do país:

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Na vizinha Rabat podemos encontrar as Catacumbas de S. Paulo, onde se diz que o santo viveu após o seu naufrágio, as Catacumbas de Sta. Ágata, a Domus Romana entre outros motivos de interesse. Já ao final da tarde apanhei um autocarro para Valletta.

As Catacumbas de S. Paulo:

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--- 4º dia (domingo) ---

 

 

Este dia foi dedicado à vizinha ilha de Gozo, a segunda maior ilha do arquipélago com 67 km2. Fui de autocarro até ao porto de Cirkewwa, um percurso algo demorado a um domingo onde as famílias locais aproveitam para deslocar-se para as praias. O destaque do caminho é a localidade de Mosta, onde parei no dia seguinte, a praia da Baía de S. Paulo e a praia de Baía de Mellieha, a maior praia de areia da ilha.

 

Uma vez chegado ao porto apanhei o ferry para Gozo. Um detalhe curioso é que a viagem não é paga, apenas no sentido contrário é que temos de pagar 4,65€ pelo transporte. Quem ficar em Gozo para sempre, não paga nada ...

A viagem de ferry e a chegada a Gozo:

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Chegado a Gozo e depois de uma oferta de metade do preço, apenas 7,50€, optei pelo percurso do autocarro turístico. Este levar-me-ia aos pontos de maior destaque de Gozo, nomeadamente pontos de grande beleza paisagística. Depois de ver muito património nos dias anteriores, não que Gozo não tenha também património, queira algo mais de natureza. Aproveitei para fazer praia e ter o primeiro banho de mar do ano e ver Dwejra.

Praia de areia em Gozo:

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A ilha, com mais terrenos agrícolas e mais verde que a ilha de Malta:

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Igrejas, uma presença constante nas ilhas maltesas:

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A bela extremidade oeste de Gozo, uma ilha mais verde e mais rural que Malta, tem penhascos selvagens em contato direto com as ondas. Em Dwejra podemos também ver a Rocha de Fungo e a espetacular Janela Azul, talvez a atração mais fotografada desta ilha.

Penhascos em Dwejra:

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A Janela Azul é um arco de rocha com quase 100m de altura sobre o nível do mar. É o fenómeno natural mais espetacular do arquipélago. Quem gosta de mergulho esta é uma das melhores zonas de todo o Mediterrâneo. Neste aspeto destaque para a Cova Azul, uma chaminé com cerca de 10m x 25m que liga o mar aberto ao interior através de um arco subaquático.

A Janela Azul:

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De seguida o autocarro «Gozo Sightseeing» levou-me até ao centro da ilha, à localidade de Victoria e daqui até ao porto. Daqui embarquei no ferry e em cerca de 30 minutos estava de volta à ilha de Malta. Fui de autocarro até Valletta.

Praia em Mellieha, a única praia de areia situada na ilha de Malta:

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Tomar banho e sai para jantar. Como distrai-me com as horas ia ficando sem jantar, pois os restaurantes do centro de Valletta fecham as suas cozinhas às 22h00. Fica o aviso para futuros visitantes ...

 

Continua:

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--- 5º dia (segunda-feira) ---

 

Para o ultimo dia escolhi para "prato principal" passar parte do dia nas águas azuis turquesa de Comino. Há excursões para aqui a partir de Sliema, em frente a Valletta, com preços de vão dos 20,00€ aos 50,00€. Como já sabia que o preço do barco a partir de Cirkewwa era de apenas 10,00€, decidi vir de autocarro até esta ponta de ilha e daqui chegar à ilha de Comino. Pelo meio visitaria a igreja de Mosta, no coração da ilha.

 

Autocarro linha 41 entre Valletta e Mosta e aqui parei para ver e fotografar a igreja de Mosta, caracterizada pela sua enorme cúpula. A Catedral data de 1871 e a sua cúpula é ainda uma das maiores do mundo. Aqui caiu uma bomba em 1942 que não rebentou, poupando a vida às trezentas pessoas que estavam no interior da igreja. O episódio ficou conhecido como o Milagre de Mosta.

 

A Catedral de Mosta:

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O seu interior é marcado pela enorme cúpula:

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De Mosta esperava-me cerca de 17km de autocarro até ao Porto de Cirkewwa e daqui cerca de 10m de barco até à Lagoa Azul, situada na ilha de Comino. Depois de contornar a ilhota de Comminoto, temos a magnifica visão das águas turquesas desta praia.

 

O tom da água é realmente deslumbrante, mas a praia seria bem mais agradável se tivesse mais espaço, ou então … menos gente. A solução que encontrei foi alugar uma cadeira por 4€. Experimentei as águas quentes desta praia em dois banhos e fiz uma pequena caminhada pela ilha. Umas pequenas "roulottes" vendem "comida ligeira" a preços não muito exagerados. Aqui comi um granizado que ao primeiro contato com a boca pensei: já não comia nada com gosto tão artificial desde os anos 80.

 

As águas em tons turquesa:

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Os barcos que todos os dias trazem os turistas:

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Este “pequeno paraíso” acaba por ser pequeno para a quantidade de visitantes:

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O granizado a fazer lembrar os sabores artificiais dos anos 80s:

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A linda ilha de Comino:

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A meio da tarde voltei a apanhar a lancha até à ilha principal. O percurso no regresso não é direto, pois o barco leva-nos a ver umas grutas na ilha de Comino. De Cirkewwa até Valletta fiz o percurso do autocarro 222 pela costa norte da ilha. Aproveitei para conhecer mais uns recantos de Malta.

 

O passeio de barco pelas grutas da ilha:

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Um hotel e praia na ilha de Malta:

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A costa norte da ilha:

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Um monumento à independência do país em 1964. Um jovem país com menos de 50 anos.

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Nesta minha visita ficaram por ver duas atrações de Malta que são património da humanidade pela UNESCO, os Templos Megalíticos e o Hipogeu de Hal-Saflieni. Como não sou fã de arqueologia decidi não os visitar, apesar da sua grande importância para o conhecimento de períodos longínquos. Também não fui à Aldeia do Popeye.

Os Templos Megalíticos, ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Templos_megal%C3%ADticos_de_Malta

Hipogeu de Hal-Saflieni, ver: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipogeu_de_Hal_Saflieni

 

--- 6º dia (terça-feira) ---

 

Acordar cedo, pois o voo da Ryanair era às 9h50, e fui de autocarro (X4) para o aeroporto.

 

Os procedimentos de embarque foram rápidos e o voo com destino a Valência foi bastante pontual. Da janela do avião pude ver o pequeno arquipélago de Malta, sempre rodeado pelo belo azul do Mediterrâneo, ficar para trás.

 

Para trás fica também este meu relatório. Pretendi deixar aqui um exemplo muito prático daquilo que é possível ver/fazer em Malta durante quatro dias completos e dos custos que isso envolve. Alguém aceita o desafio de fazer uma viagem semelhante ? Eu aconselho !

 

 

Links:

Saber mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Malta

Mais imagens: https://www.google.com/search?q=malta&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=5uPWUeDiKs-R7AbPm4GADQ&ved=0CAkQ_AUoAQ&biw=1024&bih=616

Turismo: http://www.visitmalta.com/

Transportes (autocarros): http://www.arriva.com.mt/home?l=1

Ferry Malta-Gozo: http://www.gozochannel.com/

Barcos para Comino: http://www.cominoferryservice.com/

Aeroporto: http://www.maltairport.com/en/home.htm

 

 

Em resumo:

O pequeno arquipélago maltês, cobiçado e invadido por vários povos durante toda a sua existência, é um sitio carregado de história, com muito património, com uma bela natureza e que vive em perfeita harmonia com o mar que o cerca.

Para quem gosta de história, mar e carácter mediterrânico não deve perder uma viagem a Malta ! Eu adorei e digo: Malta é fixe !

 

 

Cumps,

 

Jopeg

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Exelente trip report, mas uma pergunga o que é fixe?

 

e autocarros=ônibus?

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Excelente Trip report, continue nos brindando por suas andanças na UE.

 

Vai para o Chipre? Tenho muita curiosidade sobre o país e seus problemas com a Turquia. Passará por Nicósia?

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Exelente trip report, mas uma pergunta o que é fixe?

 

e autocarros=ônibus?

 

Olá caro danton,

 

"Fixe" em Portugal, significa "legal" no Brasil.

 

E sim, nós usamos a palavra autocarro para ônibus.

 

Já agora, trem é comboio e bonde é elétrico.

 

Abraço,

 

Jopeg

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Excelente Trip report, continue nos brindando por suas andanças na UE.

 

Vai para o Chipre? Tenho muita curiosidade sobre o país e seus problemas com a Turquia. Passará por Nicósia?

 

Olá Thales,

 

Ando planejando uma viagem a Chipre já no próximo mês. Tenho uma milhas no cartão de crédito e devo acionar as mesmas para emitir um bilhete Lisboa-Istambul e Larnaca-Lisboa.

 

Não são bilhetes baratos, praticamente só a LH e a BA é que voam Portugal-MUC/LON-Chipre. Como o bilhete é caro, é uma boa hipótese usar as milhas.

 

Da Turquia estou a pensar voar para o aeroporto de Ercan na Republica Turca do Norte do Chipre. Este aeroporto só recebe voos provenientes da Turquia, pois não é reconhecido.

 

Depois passo a fronteira para Nicósia e visito esta cidade, antes de ir para Larnaca.

 

Mesmo sendo UE, é meio complicada uma viagem ao Chipre.

 

Depois darei notícias,

 

Abraço,

 

Jopeg

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Malta é muito legal, um dia vou visitar! gostei das fotos.

 

Sobre Chipre, Nicosia ou Lefkosia (em grego) vale a pena visitar a zona verde e atravessar do lado ocupado. Não vou falar sobre minha opinião sobre como ta a ilha pq sou suspeito nisso (uma coisa eu sei, meu pai estava na convocação militar de 74 para ir na guerra só que foi "feliz" e mandaram ficar na base naval de Souda em Creta tomar conta dos geradores do porto-minha vó chorava pensando q ele iria morrer!hahaha).

de praia, conheço Lemessos e a badalada Pafos que juntando com a ilha de Ibiza e Mykonos no mediterraneo é o trio mais baladeiro no verão europeu.

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Jopeg, seus relatos são tradicionalmente excelentes, eles nos fazem sentir o passeio e este relato de Malta não ficou para trás! Excelente!

É um destino pouco explorado pelos sul americanos e seu relato trouxe-me uma boa impressão do local.

Gostei bastante das suas observações acerca dos custos para passeios e alimentação, por tratar-se de destino turístico, não são muito baratos. Mas espero fazer um relato nos próximos anos desse local.

 

Obrigado!

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