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Tempo de voo da ponte aérea SP-Rio pode cair 8 minutos


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RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

 

Um projeto anunciado ontem pelo governo federal em parceria com empresas privadas prevê baixar em até oito minutos e meio a duração do voo entre os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio) --rota mais movimentada do Brasil.

Simulações da Aeronáutica indicam que, a partir de dezembro, a ponte aérea SP-Rio poderá ter um tempo médio inferior a 36 minutos --ante os atuais 44 minutos.

Na prática, os passageiros ficarão menos tempo no voo do que para percorrer de carro, no rush da tarde, os 6,6 km do corredor da av. Rebouças e rua da Consolação.

A duração das viagens de avião também deverá baixar gradativamente em outros aeroportos, entre os quais Brasília, Curitiba e Confins (MG).

Inicialmente, os aviões da Gol participarão. A TAM deve se juntar depois.

A redução de tempo será possível porque as rotas utilizados pelos aviões serão mais diretas, encurtando a distância entre as cidades.

Isso se dará por meio de uma tecnologia que permite aos aviões se guiar nos céus 100% por satélite --na etapa de cruzeiro e na aproximação para pousar num aeroporto.

Hoje a navegação conta com auxílio de equipamentos na terra, que transmitem dados via rádio para a aeronave e orientam sua localização. Esse modelo é considerado menos preciso.

 

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TÚNEL

Adotada em aeroportos dos Estados Unidos e incentivada pela Organização Internacional de Aviação Civil, a navegação por satélite na aproximação dos aeroportos cria uma espécie de "túnel virtual" por onde a aeronave passa de modo mais preciso.

A medida no Brasil vai envolver, ao todo, dez aeroportos --que terão seus caminhos aéreos redesenhados para os procedimentos via satélite: Cumbica, Congonhas, Campinas, Santos Dumont, Galeão, Brasília, Vitória, Curitiba, Pampulha e Confins (os dois últimos, em Minas).

A rota entre Congonhas e Brasília, por exemplo, tem potencial de redução de 11 minutos e 30 segundos. O voo dura cerca de uma hora e meia atualmente. De Brasília ao Galeão (Rio), a diminuição prevista é de 7 minutos.

Os ganhos serão, primeiro, em economia de combustível, que representa 43% do custo das companhias aéreas; a Gol projeta poupar R$ 178 milhões em cinco anos.

Outro impacto é a redução de emissões de gás carbônico na atmosfera, de acordo com o Decea (Departamento de Controle de Espaço Aéreo), órgão da Aeronáutica que coordena o projeto, batizado de "Céus Verdes do Brasil".

RUÍDO

Também haverá, diz o órgão, redução do ruído no entorno dos aeroportos.

Esse será um ganho indireto decorrente de uma mudança na maneira como os aviões reduzem altitude quando estão prestes a aterrissar.

Hoje, a maioria dos aviões desce em degraus --de 10.000 metros de altitude para 7.500 metros, depois para 5.000 metros, por exemplo.

O novo modelo prevê descida direta contínua, sem mudar a aceleração do avião.

"A descida contínua impacta na redução de ruído, porque toda vez que tem um nivelamento de altitude antes do aeroporto, toda vez que o motor aumenta a potência, aumenta o nível de ruído", diz o coronel aviador Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira, do subdepartamento de operações do Decea.

PREÇOS DAS PASSAGENS

Para os passageiros, mais do que a viagem rápida, a expectativa é que haja queda de preço das passagens aéreas, uma vez que os custos das empresas diminuirão.

Isso também é o que espera o governo, segundo Juliano Noman, secretário nacional de Navegação Aérea da Secretaria de Aviação Civil.

Por enquanto, a Gol é a única companhia aérea que já participa do projeto --a empresa abriu dados dos seus voos para o Decea. A Azul deve entrar em breve. A TAM informou que acha os avanços feitos "excepcionais" e elevam o país "à vanguarda" do tema na aviação.

Associação das companhias aéreas, a Abear disse que as empresas adotarão o projeto gradativamente.

A entrada das companhias ao modelo de satélite depende de autorização da Anac (agência de aviação civil).

As empresas estão em fase de autorização --a TAM, por exemplo, diz que está "empenhada na obtenção das homologações necessárias".

A iniciativa é do Decea em parceria com Gol, GE Aviation e apoio da Secretaria de Aviação Civil.

 

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/09/1337118-tempo-de-voo-da-ponte-aerea-sp-rio-pode-cair-8-minutos.shtml

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Espero que acabe com a famigerada rota Nordeste-GRU que tem que passar em cima do GIG. A rota faz um "J". Ali economizaria quanto tempo? 30 mins?

 

Concordo. Muitas vezes passamos pelo RIO, sobrevoamos Santos, subindo para GRU é um verdadeiro "J".

Isso eleva em até 30min o tempo de voo, dá uma canseira...

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Espero que acabe com a famigerada rota Nordeste-GRU que tem que passar em cima do GIG. A rota faz um "J". Ali economizaria quanto tempo? 30 mins?

 

Essa sua fala me exclareceu um grande dúvida. Em agosto, fiz um voo IOS-GRU pela Azul e acompanhando o mapa da rota percebi esse "J" inclusive consegui ver o Rio nitidamente quando o avião entrou na proa de São Paulo. A minha pergunta é, a TAM também segue essa rota em "J" ? pq já fiz Nordeste-SP infinitas vezes e naquele mapa eletronico das aeronaves as rotas sempre são um reta

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Bem, a tecnologia pode melhorar muita coisa, desde que bem aplicada. Há anos se discute soluções e melhorias nesse sentido, mas a aplicação prática não vem acompanhando. Sem contar que para "reprogramar" as principais rotas do país é fundamental a colaboração de uma pecinha chamada Infraero. E falta um pouco de padronização eu acho. Em SP o controle atua com determinados critérios, no Rio com outros, em BH diferente, etc. Parece que nem existe órgão central.

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Espero que acabe com a famigerada rota Nordeste-GRU que tem que passar em cima do GIG. A rota faz um "J". Ali economizaria quanto tempo? 30 mins?

 

Muito pior são as rotas atuais de CWB para os 3 aeroportos de SP: A situação dos voos da Azul que vão para VCP são trágicas, para não dizer cômicas: E olhe que agora as aeronaves que decolam pela 33 podem virar a direita, mas antes, inacreditavelmente, elas viravam à esquerda (na direção de POA), e depois em direção ao mar. Os passageiros sentados à esquerda, conseguem ver a ilha de Queimada Grande, que fica 60km do litoral sul de SP, depois curva a esquerda para cima da cidade de SP, e os pax sentados a direita podem ver o aeroporto de CGH.

Se VCP estiver operando pela 15, inicia-se uma perna do vento que pode ser muito, muito longa devido ao trafico já alinhado na 15.

 

Em resumo: Quase o dobro da distancia em linha reta entre CWB e VCP.

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Que bom!!!

 

Durante uma recente discussão sobre tv entre Rio e São Paulo, um amigo meu da antiga falou que o melhor tempo dele foi de PM (ele era o master do voo) de um Comandante da Cruzerio de CGH-GIG feito em 22min num 727. Difícil de bater com o ATC de hoje...

 

Se cair pra 36 já está bom demais!

 

Abcs,

 

Sydy

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Tenho minhas dúvidas se vai conseguir diminuir o tempo de voo no tubulão Rio-SP.

As rotas atuais já não têm desvios. Decolando da 09 de GRU em direção ao GIG, só se faz curva para alinhar com a 15 do GIG.

Na rota CGH-SDU, também não há desvio significativo, exceto após a decolagem da 17/35 e para alinhar com a 02/20 do SDU.

 

Espero que acabe com a famigerada rota Nordeste-GRU que tem que passar em cima do GIG. A rota faz um "J". Ali economizaria quanto tempo? 30 mins?

 

A economia seria de cerca de 10 minutos. Já calculamos isso em um tópico alguns anos atrás.

Vendo no mapa, parece um baita desvio, mas não é tanto assim quando se mede a distância das duas rotas.

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A economia seria de cerca de 10 minutos. Já calculamos isso em um tópico alguns anos atrás.

Vendo no mapa, parece um baita desvio, mas não é tanto assim quando se mede a distância das duas rotas.

 

Pras companhias que estão atrás de toda e qualquer economia, diminuir o tempo de voo no final das contas dá um resultado considerável.

Já passei por algumas coisas estranhas, por ex.:

IGU-GRU, que primeiro sobrevoa rumo a CWB, pra depois entrar em SP via Santos, interceptando GRU, pra depois entrar na final.

BSB-CGB desce pra interceptar GYN, pra depois ir direto a CGB.

GRU-SLZ, passando por BSB.

VIX-CGH, via MAE e RIO.

Mas pouco entendo, só acho estranho tanto desvio.

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Fazendo uma simulação SSA-GRU:

 

1) Rota por Minas Gerais (UZ10 BRIDE UZ16 BHZ DCT TRIVI DCT PCL) = total 898,8 NM

2) Rota pelo Rio de Janeiro (via UW50) = total 939,2 NM

 

A rota 2 acrescenta 4,5% de distância.

 

Se o voo durar 2h, a rota 2 durará cerca de 5 min a mais.

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Que bom!!!

 

Durante uma recente discussão sobre tv entre Rio e São Paulo, um amigo meu da antiga falou que o melhor tempo dele foi de PM (ele era o master do voo) de um Comandante da Cruzerio de CGH-GIG feito em 22min num 727. Difícil de bater com o ATC de hoje...

 

Se cair pra 36 já está bom demais!

 

Abcs,

 

Sydy

:omg:

 

Pra que correr voar tanto assim? Mal vê a paisagem :P

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Isso não sai antes de 2015...

Início em 12 de dezembro de 2013 eu duvido.

 

E esses 10 min ganhos, como já disseram, vão ser perdidos em solo por causa da INFRAERO (afinal SDU e CGH não vão sair do controle da estatal tão cedo, if ever) ou com limitações do DECEA.

 

Pergunta: Vão treinar onde?? Em voo com pax? (Ah tah esqueci que a GOL já faz isso)

Pq simulador homologado para RNAV em terras tupiniquins nunca tivemos...

 

 

Bem coisa de Brasil, testar tecnologia nova que pode ter risco a segurança (afinal estamos dentro da Zona de Anomalia magnética do Atlântico Sul e não temos estações em terra para corrigir os sinais de satélite quando necessário) justamente nos 2 aeroportos mais críticos do país, que por sinal é a rota mais movimentada do hemisfério sul do planeta...

 

ambos com pistas curtíssimas, com área de escape quase inexistente... um deles tem um morro gigante na frente, outro tá no meio de uma selva de prédios de muitos andares, autorizados via lobby de construtoras na prefeitura de sp em gestões anteriores...

 

 

RNAV ponte aérea é lobby puro das empresas aéreas com o governo.

Quando der #####, não venham botar a culpa na ANAC.

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:omg:

 

Pra que correr voar tanto assim? Mal vê a paisagem :P

 

 

foi a isso que me referi sobre a perda da poesia na aviação...mas não to na pele de quem é piloto e trabalho é trabalho no fim das contas...

 

Sydy..como o amigo do seu colega conseguiu esse feito de 22 minutos entre Rio e SP? proa direta, vento à favor, tráfego livre além de umas turbinas adicionais? rs

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foi a isso que me referi sobre a perda da poesia na aviação...mas não to na pele de quem é piloto e trabalho é trabalho no fim das contas...

Sydy..como o amigo do seu colega conseguiu esse feito de 22 minutos entre Rio e SP? proa direta, vento à favor, tráfego livre além de umas turbinas adicionais? rs

Philo,

 

Esse meu amigo é antigaço da antiga e me contou a expertise desse cara específico da cruzeiro. Pousava e decolava 727 sem as mãos... Voou o avião uns 30 anos... Tem certas coisas que se contar hoje em dia, parece lorota. Passar o externo no 27 a 300kt, por exemplo. Isso nunca me atrevi no 27. O máximo que passei foi 250kt...

 

Outros tempos... Tempos onde aviador era Aviador e FOQA era um mamífero somente...

 

Abcs,

 

Sydy

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Bem, a tecnologia pode melhorar muita coisa, desde que bem aplicada. Há anos se discute soluções e melhorias nesse sentido, mas a aplicação prática não vem acompanhando. Sem contar que para "reprogramar" as principais rotas do país é fundamental a colaboração de uma pecinha chamada Infraero. E falta um pouco de padronização eu acho. Em SP o controle atua com determinados critérios, no Rio com outros, em BH diferente, etc. Parece que nem existe órgão central.

 

Nada a ver. Aerovias, procedimentos, STAR, SID, IAC, etc etc etc são definidas pelo DECEA, as administradoras aeroportuárias só entram nesse jogo quando há algum problema, por exemplo, com ruído como é no SDU. Apesar dos procedimentos serem todos feitos pelo DECEA, como é a administradora que responde pela licença ambiental e conversa com os órgãos de meio ambiente, nesse caso ela precisa fazer o meio de campo.

 

 

 

Essa sua fala me exclareceu um grande dúvida. Em agosto, fiz um voo IOS-GRU pela Azul e acompanhando o mapa da rota percebi esse "J" inclusive consegui ver o Rio nitidamente quando o avião entrou na proa de São Paulo. A minha pergunta é, a TAM também segue essa rota em "J" ? pq já fiz Nordeste-SP infinitas vezes e naquele mapa eletronico das aeronaves as rotas sempre são um reta

 

A rota já existe, tem uma aerovia que acaba a noroeste do Rio, só que ainda não existem STAR para SP pra ela, eis o problema. A região é complicada pois tem a Mantiqueira justo onde os aviões precisariam descer, sem contar que tem espaços aéreos restritos também. Há casos em que as aeronaves vêm por dentro sim, por BH, se não me engano. A única vez que fiz Recife-VCP, em Abril/2012, foi assim, por dentro. Em Junho/2011, num Recife-GRU, passamos pelo Rio.

 

 

Aí chegagamos na TMA Rio, vulgo "octógono" e reduz aqui, vetora ali, chama 6 vezes sem te responderem acolá...e tudo vai pro vinagre, mais 10 minutos de vôo...

De que adianta?

 

HAHAHAHAHAHAHAHA SENSACIONAL!!! Melhor definição pra TMA Rio que eu já vi!

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Philo,

 

Esse meu amigo é antigaço da antiga e me contou a expertise desse cara específico da cruzeiro. Pousava e decolava 727 sem as mãos... Voou o avião uns 30 anos... Tem certas coisas que se contar hoje em dia, parece lorota. Passar o externo no 27 a 300kt, por exemplo. Isso nunca me atrevi no 27. O máximo que passei foi 250kt...

 

Outros tempos... Tempos onde aviador era Aviador e FOQA era um mamífero somente...

 

Abcs,

 

Sydy

 

 

Sydy,

 

o que significa o termo passar o externo? não tenho a menor dimensão disso..valeu pela explicação...é muito bom aprender com vcs.

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Se eu me lembro bem, quando os 733 começaram a operar na Ponte, em substituição aos Electra, o tempo previsto de voo era 35 minutos. e o tempo real, na maioria das vezes ficava na faixa de 35 a 40 minutos. Em alguns voos cheguei a cronometrar 32 minutos. Era uma enorme redução em relação aos Electras, cujo tempo previsto (e era normal fazer o percurso nesse tempo) era de 55 minutos.

 

Na epoca do estudo da aeronave que iria substituir os Electra, quando foram testados os BAe 146, o tempo previsto daquela aeronave era de 40 minutos. Apesar da velocidade de cruzeiro dele ser bem menor do que a do 733, ele só perdia 5 minutos em rota.

 

Por isso, quando voo CGH-SDU (ou vice versa) no atual tempo de 50-55 minutos costumo comentar que voltamos ao tempo dos Electras...

 

O menor tempo que eu presenciei como pax, no trecho SP-Rio foi num 727 da Cruzeiro, voando GRU-GIG. O voo tinha atrasado muito, acabou saindo depois das 11:30h da noite. O Cmte, antes de decolar, desculpou-se pelo atraso e explicou que, como não havia mais nenhum trafego em rota naquele horário, ele obteve autorização para voar em linha reta para o GIG. Me lembro de ter marcado no relógio (não foi cronometragem) um tempo ligeiramente menor do que 29 minutos, de inicio da corrida de decolagem ao calço, com pouso pela atual 15 ! Então suponho que o tempo de voo (inicio de corrida a final de desaceleração) tenha ficado na casa de 25 minutos, o que seria razoavelmente próximo do tempo citado pelo Sydy.

 

Outra coisa curiosa era o trecho GIG-VIX, quando os 727 da TR faziam esse voo habitualmente em 35 minutos, e no maximo em 40 minutos, nos 2 sentidos. Hoje quando eu consigo fazer esse trecho em 40 minutos - em geral no sentido SDU-VIX - eu solto rojão de alegria !!! Na volta de VIX para SDU então, não tem nem graça, dificilmente dá menos de 55, sendo quase comum pousar com 60 minutos. Também, pudera, a rota passa pelo Rio ainda em altitude, para começar a descer perto de Santa Cruz e então curvar a direita, para pegar o sentido do GIG, curvar de novo perto do Porto do Rio, e ai seguir por sobre Santa Teresa-Botafogo para pousar na 02 ou, o que é ainda pior, passar por cima do SDU, seguir até Niteroi, fazer uma enorme curva de 270 graus a esquerda (as vezes 3 curvas de 90 graus) para atingir a final da 20. Que volta !!!

 

Outra coisa que me chama a atenção nesse trecho, é quando existe datashow para o pax: dificilmente a velocidade de cruzeiro ultrapassa os 720km/h indicados na tela, especialmente no voos da Azul. Como isso ocorre habitualmente nos 2 sentidos, só posso supor que trata-se de determinação da empresa, por economia de combustivel, ou então que seja por conta dos horários previstos (slot) para pouso. O mesmo vi acontecer no VCP-SDU, a aeronave decolou e acelerou até os 830 km/h e, quando nivelou, reduziu para 720, vindo assim o resto do voo.

 

No passado, não era raro fazer POA-GIG em 1:20h, de 27 da Varig ou da Cruzeiro (na ida sempre demorava mais). E, acho que os tempos de Brasil-Europa eram cerca de 1 hora menores do que os atuais, no tempo dos 707, DC8 e Convair 990. Mesmo de DC-10 eu voei GRU-AMS e de 767 LIS-GRU em tempos de voo que nunca mais repeti.

 

Bom, isso são as minhas observações de passageiro, mas, posso estar errado em algum fato/lugar.

 

Antonio

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Sydy,

o que significa o termo passar o externo? não tenho a menor dimensão disso..valeu pela explicação...é muito bom aprender com vcs.

Oi Philo,

 

O "externo" é um dos marcadores utilizados nos procedimentos de pouso por instrumentos, ILS. O marcador externo fica a cerca de 5 milhas náuticas (≈8km), em média, da cabeceira da pista e o padrão é passar estabilizado na velocidade de aproximação ou na velocidade de referência (depende do avião) e a uma altura de 1.500ft acima da altitude da pista.

 

Hoje em dia, há sistemas de monitoramento que garantem a qualidade das operações de voo monitorando N coisas, inclusive o quão estabilizado o avião está na final. Tem empresa que quer o cara todo configurado, com flap de pouso e tudo, mas podem ser mais flexíveis. Em suma, o normal hoje em dia é estar no externo com 1.500ft e velocidade entre 150kt e 110kt (chutando uns números pra vc ter idéia).

 

Ou seja, passar a 300kt num 727 é rápido pra caramba. No 27 no máximo que passei o externo foi 250kt, mas já passei a 315kt (e pousei) num teste operacional com outro tipo de aeronave. Pode acreditar que é HOT e tem que saber o que está fazendo... (ou o tamanho da M que se meteu) kkkkk :coolface:

 

Abraços,

 

Sydy

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.....

Ou seja, passar a 300kt num 727 é rápido pra caramba. No 27 no máximo que passei o externo foi 250kt, mas já passei a 315kt (e pousei) num teste operacional com outro tipo de aeronave. Pode acreditar que é HOT e tem que saber o que está fazendo... (ou o tamanho da M que se meteu) kkkkk :coolface:

 

Abraços,

 

Nesta desacelerada, você não bateu com a cabeça no "para brisa" não? kkkk :coolface:

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