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Perto de Seattle, turistas conhecem produção de aviões da Boeing


PP-CJC

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Boa noite amigos Forenses.

 

Perto de Seattle, turistas conhecem produção de aviões da Boeing

Fonte - Marcel Vincenti - Do UOL, em Everett (EUA)*

 

Em 1966, ao anunciar a criação da aeronave 747 (o maior avião comercial do mundo até então), a empresa Boeing embarcou em um projeto colateral igualmente ambicioso: erguer um edifício grande o suficiente para abrigar o processo de montagem do jumbo. O prédio levantado na cidade de Everett, a cerca de 50 km de Seattle, nos Estados Unidos, iria entrar para o livro dos recordes: com 13,3 milhões de metros cúbicos, é hoje o maior edifício do mundo em volume, e não está restrito apenas a engenheiros formados em Stanford.

 

Turistas de todo o planeta podem entrar no local (que ocupa uma área de 400 mil m²) para conhecer a produção de todas as variantes das aeronaves 747, 767, 777 e 787 Dreamliner. O passeio é um deleite para os amantes da aviação: conduzidos por um guia, os visitantes caminham por passarelas sobre as linhas de montagem dos aviões e observam, lá embaixo, quase 40 mil funcionários trabalhando sobre fuselagens, turbinas, caudas, asas, winglets, sistemas elétricos e hidráulicos, trens de pouso e o que mais puder ser encontrado entre as milhões de partes que compõem uma aeronave (um 777, por exemplo, é feito com mais de três milhões de peças e, em Everett, trabalha-se com materiais fornecidos por empresas de 70 países).

 

O processo produtivo que os visitantes presenciam é lento e meticuloso: um 747 chega a demorar quatro meses para ser montado. E apesar do preço salgado de tanta tecnologia (cada 747 pode custar mais de US$ 300 milhões), a Boeing não para de trabalhar: atualmente, a companhia tem, por exemplo, 380 modelos do 777 encomendados.

 

Mesmo com os problemas apresentados por suas baterias de íon-lítio desde o começo de 2013, o recém-inaugurado 787 Dreamliner tampouco para de sair: há mais de 900 encomendas para o modelo, cuja linha de produção também pode ser observada pelos turistas.

 

No local, sob bandeiras dos Estados Unidos, milhares de funcionários montam a aeronave cujo projeto consumiu investimentos de mais de US$ 20 bilhões (e, por conta de seus problemas, já gerou milhões em prejuízos à Boeing). O setor acessível aos visitantes abrange a parte final da produção do Dreamliner: as aeronaves já estão pintadas com a identidade visual de seus compradores (LAN, AeroMexico, Air France e Ethiopian entre eles) e praticamente prontas para decolar do aeroporto privado que a Boeing mantém ao lado da fábrica.

 

No tour, o guia faz questão de ressaltar as qualidades do avião: consumo de combustível 20% menor que o de outras aeronaves de tamanho similar, compartimentos de bagagens maiores, interior com luzes de LED que mudam de cor de acordo com o momento do voo, janelas 30% maiores que a média e a presença do sistema "Smoother Ride Technology" (algo como "Tecnologia de Percurso Mais Suave"), que aumenta a estabilidade do Dreamliner em momentos de turbulência.

 

As outras aeronaves também ganham explicações elucidativas (e curiosas). Fica-se sabendo, por exemplo, que a cauda do modelo 747-8 ergue-se a uma altura equivalente à de um prédio de seis andares: 19,5 metros. O avião 777-200LR, com capacidade para voar por até 17.395 km, por sua vez, consegue conectar quaisquer pares de cidades do mundo em um único voo.

 

No percurso, o público ainda vê miniaturas de aeronaves cargueiras da Boeing (como o supermoderno 747-700 Dreamlifter, usado para transportar partes gigantescas do Dreamliner) e detalhes de outras aeronaves, como uma fatia da fuselagem do 747.

 

A visita à planta de Everett dura cerca de 90 minutos e mostra ao turista brasileiro modelos de aviões nos quais ele terá grande chances de embarcar no futuro. De acordo com relatório divulgado pela Boeing no final de 2012, a empresa e suas concorrentes (como Airbus e Bombardier) devem vender cerca de 2.500 aviões para companhias aéreas latino-americanas nos próximos 20 anos – e 40% deles serão comprados por operadoras brasileiras.

 

A Boeing entregou seu primeiro avião comercial para o Brasil em 7 de junho de 1960 – um 707 comprado pela Varig. Desde então, a empresa vendeu aviões para 13 companhias do país.

 

Da fábrica de Everett saem, todos os meses, uma média de 19 novas aeronaves, e o local é visitado anualmente por mais de 100 mil forasteiros. Entre os personagens ilustres que já passearam pela linha de montagem estão o ex-presidente americano Bill Clinton, o ex-presidente russo Boris Yeltsin, o falecido rei Hussein, da Jordânia, e o ex-presidente chinês Jiang Zemin.

 

CURIOSIDADES

 

O modelo 747-8 carrega cerca de 238 mil litros de combustível e até 467 passageiros. Percorre rotas com até 14.430 km

O 747-8 tem capacidade para percorrer a distância de uma maratona (mais de 42 km) em 2,5 minutos

O 777-200LR é o jato comercial de maior alcance do mundo: consegue fazer 17.395 km em um único voo

Nuvens de chuva se formaram dentro da fábrica de Everett quando o local ainda não tinha um sistema de circulação de ar instalado

 

Museus

Ao visitar a fábrica de Everett o turista ganha o direito de passear pelo centro de aviação "Future of Flight", que mostra como os aviões são desenhados, ensina como funcionam as técnicas da aviação e abriga simuladores que levam o visitante até momentos dramáticos da história, como a batalha por Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial.

 

E após visitar a linha de montagem, vale muito a pena fazer um passeio pelo "The Museum of Flight" (O Museu do Voo), localizado na cidade de Seattle. O lugar exibe mais de 150 aviões e naves espaciais, além de dispositivos de treinamento da NASA e projetos originais dos irmãos Wright. Entre os destaques do tour estão o primeiro avião de guerra do mundo, o primeiro avião presidencial Air Force One e a aeronave mais rápida do mundo -- o jato espião Blackbird. Produtos do "inimigo", como o soviético MiG-15, também podem ser admirados no Museum of Flight.

 

Mais informações: www.museumofflight.org e www.futureofflight.org

 

ORIENTAÇÕES PARA A VISITA À FÁBRICA DE EVERETT

  • A fábrica de Everett recebe visitas turísticas sete dias por semana, das 8h30 às 17h (horário local). Para saber como fazer reservas e comprar ingressos (que chegam a custar 18 dólares), acesse: www.boeing.com/boeing/commercial/tours/
  • Todos os tours são conduzidos em inglês e duram cerca de 90 minutos.
  • Câmeras não são permitidas durante o percurso, que tem cerca de meio quilômetro de extensão.
  • Crianças com menos de 1.20 metros de altura não podem entrar na fábrica.
  • Cadeirantes podem fazer o passeio, mas precisam avisar a Boeing sobre suas condições com antecedência.

 

http://viagem.uol.com.br/guia/estados-unidos/seattle/roteiros/perto-de-seattle-turistas-conhecem-producao-de-avioes-da-boeing/index.htm

 

Abraços

 

PP-CJC

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´Já fui, para quem curte aviação é um must. É pena que seja rigorosamente proibido fotografar. Como já dito é longe de Seattle, algo como 1 hora de carro, e não há transporte publico, então e necessario alugar um carro. Dica : Programe para passer a noite na Cidadezinha de Evertt, que tem acomodações bem mais baratas do que Seattle.

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Ernesto... monte um grupo, e entre em contato com o setor de relações públicas da empresa. Mostre que são entusiastas, que são pessoas que admiram a empresa e que formam opiniões em favor desta. O ideal é que o grupo esteja associado a alguma entidade (Olá moderadores, fica uma dica para um tour do Contato Radar).

 

Existe a real possibilidade de você conseguir arrumar uma visita.

 

Eu já acompanhei inúmeras visitas a fábrica, principalmente de universidades do Brasil e do exterior.

 

Bem, quanto a visita a Boeing, também já fiz este tour... é muito bacana mesmo. De quebra fica a dica para a visita ao museu de aviação que fica em Seattle, no Boeing Field... é maravilhoso.

 

Sds,

Ozires

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Ozires,

 

Obrigado pela dica. Por acaso voce tem o telefone, ou o mail deles, se possivel com uma indicação do responsável?

 

Se houver, mais interessados, por favor se manifestem.

 

Seria bacana organizarmos isto, que tal uma visita e depois um jantar?

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Minha namorada já passou uma temporada em Seattle e conheceu bem a cidade e os arredores, como uma estação de esqui nas montanhas de WA (Snoqualmie Pass). Disse que é uma cidade bem agradável. Acho que vale a pena a visita, também é perto de Vancouver e de Whistler. Dá pra ir de Seattle pra Vancouver por um belo trenzinho que vai pela costa do Pacífico, parece ser interessante.

Dá pra fazer um roteiro de viagem interessante por aquela região, incluindo o passeio pelas fábricas da Boeing (Renton, Everett e King County). No King County, a menor fábrica, eu acho, não dá pra ver nada sendo produzido, mas tem o "Museum of Flight", onde tem um Concorde com as cores da British Airways e muito mais.

Bom, eu penso em fazer essa viagem um dia, e de lá seguir pro Hawaii ou Alaska. Fica uma boa dica.

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Boa noite amigo Forenses.

 

Eu fiz parte da extinta A.E.T.A. – (Associação de Escuta do Trafego Aéreo) - da qual fui participante durante oito anos, desde sua fundação em 1988 até a sua extinção em 1996. Tive a oportunidade de uma vez visitar as instalações da Embraer, em São José dos Campos, junto com um grupo de associados, na ocasião eu era o 2º-vice presidente da referida associação, essa visita ocorreu quando a Embraer desenvolvia o projeto do Embraer 145 sendo que um dos projetos o avião tinha asa alta com os reatores sobre as mesmas, tive a oportunidade de ver o Mock-up do mesmo, o grupo visitou também, a linha de montagem dos Embraer 120 onde se viu vários aviões de empresas americanas alguns já praticamente prontos, outro a fase final de acabamento, vi também o setor onde são confeccionados os chicotes elétricos com vários kms de fios de diversas espessuras e cores. Enfim visitamos todas as instalações possíveis de serem visitadas.

O grupo fez mais duas visitas das quais não pude estar presente. Naquele dia me senti realizado. Dentro do que era proposto aos associados á Associação faziam a visitas pontuais nas empresas aéreas da época, Varig, VASP, TAM, Rio Sul, nas torres de controle de GRU, GIG, VCP, CGH no Controle de São Paulo onde estão os Radares da terminal São Paulo, todas devidamente autorizadas pelas autoridades competentes.

 

Foi excelente em quanto durou, quanto á visita a Embraer eu Adorei

 

Visita a extinta VASP - http://i.imgur.com/U8kSL4l.png

Visita a TAM - http://i.imgur.com/QIZQ0Cx.jpg

 

Só estou nessa foto.

Despedida do Electra - http://i.imgur.com/MSV8j8D.jpg

 

Abs. Cursio

 

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Bom, eu visitei a Embraer quando tinha uns 10 ou 11 anos. Lembro que existia a visita aberta um final por semana a cada mês e no FDS que fui não era, mas como quem me guiava trabalhava lá acabaram liberando a entrada. Deu para ver muita coisa, inclusive o Mock-Up do CBA-123, que ficava numa área super fechada e ainda não estava finalizado. E eles tinham uma lojinha que vendiam miniaturas em fibra lá - coisa impossível de se encontrar naquela época.

 

Para um garoto foi realmente um SHOW! Ainda tenho nítida a lembrança da linha do EMB-120 e a cara de espanto do engenheiro que nos acompanhava qdo eu falava das aeronaves. Risos.

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