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Para cortar custos em voos, TAM desliga ar-condicionado e serve comida fria


Mastercaptain

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Crise das companhias aéreas afeta conforto de passageiros

Para economizar, TAM passou a desligar ar condicionado com avião no chão

Empresa tirou fornos dos aviões e passou a servir refeição fria; na Gol, serviço de bordo já havia se tornado pago

RICARDO GALLO DE SÃO PAULO

O cenário de prejuízos milionários e corte das despesas por que passam as companhias aéreas atingiu agora o conforto dos passageiros.

Para poupar combustível, a TAM --líder de mercado no Brasil-- passou a desligar o ar condicionado que refresca a cabine de passageiros quando o avião está no chão.
O equipamento para de funcionar quando o avião deixa o gate (ponte de embarque) e volta a ser ligado após a decolagem, o que pode demorar 15 minutos.

Quando o avião pousa, o ar é desligado de novo.
A Folha esteve em um voo da TAM há nove dias, entre Congonhas (SP) e Santos Dumont (Rio): quando o ar para, a temperatura sobe e os passageiros passam a mexer nos dutos do teto --pensando ter havido algo errado.

Ninguém da tripulação informa sobre o desligamento.

Em vigor há nove meses, a medida prevê que o avião fique refrigerado por apenas um dos dois sistema de ar do avião. Mas só 25% do ar que sai desse sistema refresca os passageiros, diz um piloto; o resto vai para a cabine do piloto e do copiloto.
A economia parece pequena, mas é expressiva ao se ter em conta os 800 voos diários da TAM. A empresa teve prejuízo de R$ 1,2 bilhão em 2012.

TEMPERATURA

Com o ar ligado, um avião se mantém com 23ºC. Ciente do desconforto, a TAM manda a tripulação religar o ar se a temperatura chegar a 26ºC.

O conforto não é prejudicado, diz a companhia.

A Azul faz algo parecido, mas em menor proporção: desliga um dos sistemas de ar, mas só com o avião parado no gate e com a porta aberta.

O ar não foi o único afetado. Em abril, a TAM retirou os fornos dos aviões que atendem aos voos domésticos e nos internacionais de curta duração. A comida é servida fria --o serviço de bordo mais enxuto é tendência no setor.
Segundo a empresa, a opção por refeições "frias, leves e saudáveis" foi tomada após pesquisas com clientes.

Vice-líder de mercado e também no vermelho (R$ 1,5 bi em 2012), a Gol, com 900 voos diários, não mexeu no ar, mas cortou serviços.

Em junho, a empresa reduziu a água embarcada no banheiro em voos curtos, como a ponte aérea. Em maio, extinguira o serviço de bordo gratuito na maior parte dos voos --a água é de graça e o restante, vendido.

A empresa pagou neste ano bônus aos tripulantes por economia de combustível.
As medidas ocorrem em um cenário em que o combustível, atrelado ao dólar, representa 40% dos gastos.

Cortar custo é 'lição de casa', diz associação das empresas

Para presidente da Abear, dólar alto elevou as despesas das companhias
Entidade pediu redução de impostos ao governo; TAM afirma que ar desligado a bordo não afeta o conforto

As empresas estão "fazendo a lição de casa" ao cortar custos enquanto são pressionadas pelo aumento das despesas, diz Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, associação que reúne TAM, Gol, Azul e Avianca --que, juntas, têm 94% do mercado doméstico.

Entre as dificuldades que o setor enfrenta, afirma, estão a alta do dólar, que está "de 15% a 18% mais caro e que impacta em 65% nos custos".

Outro problema, afirma, é a incidência de impostos. Para atingir meta de transportar 200 milhões de passageiros por ano em 2020, a associação quer a unificação do ICMS cobrado pelos Estados e a revisão da política de preços da Petrobras.

Embora 75% do combustível que abastece os aviões seja produzido no Brasil, a estatal define o preço com base na cotação do barril no golfo do México e cobra 100% pelo frete de importação.

A Abear pediu ao governo alteração nesses dois itens, mas a revisão é vista como improvável de ocorrer.

A alíquota que o setor paga é a mesma de quando levava 25 milhões de passageiros por ano, diz Sanovicz. Mas a aviação virou transporte de massa, afirma, sem redução de impostos à altura.

Para o dirigente, a discrepância afeta em cheio o turismo interno: ir para Buenos Aires é mais barato do que ir para o Nordeste. Isso porque não há cobrança de alguns impostos em voos para fora.

EMPRESAS
Sobre ter desligado o ar condicionado, a TAM informou tratar-se de um "ajuste comum, em linha com as recomendações do fabricante da aeronave e de acordo com as práticas do setor". O objetivo é "melhorar a eficiência", "sem prejuízo à segurança e ao conforto dos clientes".

O avião tem dois sistemas de ar condicionado. Quando um é desligado, como ocorre com o avião no chão, o que resta "distribui uniformemente o ar pela aeronave".
Retirar os fornos é "parte de uma readequação das aeronaves à nova proposta do serviço de bordo", que mudou para atender os clientes.

A empresa diz que, assim como outras companhias aéreas no mundo, tem se esforçado "para tornar suas operações mais eficientes e ecologicamente responsáveis".
A Gol afirma que a redução de quantidade de água nos banheiros é dimensionada para não afetar passageiros.

Diz ainda que toma 19 medidas para diminuir o consumo de combustível, entre elas o bônus para os pilotos. Afirma ainda que, para reduzir o peso do avião (que resulta em economia de combustível), os aviões mais novos virão com poltronas mais leves.
A Azul diz que sua política de desligar um dos comandos do ar condicionado enquanto o avião está parado no gate e com as portas abertas não impacta no conforto.

FOLHA

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O jeito é pegar um onibus da CVC para viajar internamente. Do jeito que a coisa anda, esse onibus será melhor que a primeira classe de muitos aviões..

 

Demora pra chegar ao destino? Sim. Mas e dai? Estou de ferias, tenho tempo e quero conforto.

 

Ainda bem que só viajo pra fora pq os valores do turismo interno é absurdo. E nunca vou de TAM.

 

 

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Na Azul já vi utilizando em um ATR aqueles ar condicionado de solo, em que vai um duto ligado ao avião. Pelo menos em VCP vejo os veículos de pushback levando os aviões até quase na taxiway e a partir dali o avião vai com apenas 1 motor ligado até quase no ponto de espera.

 

Será que essa economia realmente é significativa, perante por exemplo a imagem que os clientes passam a ter da companhia. A Avianca tá indo na contramão dessas tendências.

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O que mais me irrita é a falta de transparência. Por que a Tam, por exemplo, não afirma expressamente que retirou os fornos de muitas de suas aeronaves em busca de economia, em vez de afirmar que o fez "para atender os clientes"?! Ninguém é idiota! Tal sinismo somado ao desconforto causado por essas medidas faz com que os passageiros detestem as "grandes" cias. brasileiras.

 

A falta de concorrência em muitas rotas, além de órgãos públicos de fiscalização de seriedade duvidosa, dentre outros fatores, contribuem, infelizmente, para que as empresas se sintam a vontade para cada vez mais maltratar os passageiros.

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Náo viajo Tam, mas AUMENTA PREÇO. Qualquer negocio do mundo tem preço, na aviação não é diferente....AJUSTA O PREÇO.

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Náo viajo Tam, mas AUMENTA PREÇO. Qualquer negocio do mundo tem preço, na aviação não é diferente....AJUSTA O PREÇO.

Falou tudo!

Diminuam a oferta e aumentem os preços!

Regra básica de mercado!

 

Essas medidas porcas de redução de custo só servem para desgastar a imagem da empresa.

 

Interessante notar que a Avianca não segue o caminho da Tam e da Gol.

 

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Falou tudo!

Diminuam a oferta e aumentem os preços!

Regra básica de mercado!

 

Essas medidas porcas de redução de custo só servem para desgastar a imagem da empresa.

 

Interessante notar que a Avianca não segue o caminho da Tam e da Gol.

 

Será que a conta esta fechando na Avianca? Não sabemos.

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Regra básica sim!!!! O MERCADO É QUEM ESCOLHE!!!!! Quer viajar de bastantão sem comida ou comida paga e com com leque/abanador, porem com preço baixo ??? Ou quer espaço, carinho, comida, ar condicionado, coquetel, salmão licor.....tem preço!!!!! NÓS , exercemos o direito de escolha. O resto é balela. E ponto final.

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E brasileiro não aprende. Avião não é restaurante!

Restaurante não é, mas melhora o serviço pra vc ver se as contas não melhoram. É incrível, anos e anos de tanto custo cortado e elas ainda conseguem ter prejuízo!

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Restaurante não é, mas melhora o serviço pra vc ver se as contas não melhoram. É incrível, anos e anos de tanto custo cortado e elas ainda conseguem ter prejuízo!

 

Não esqueçamos dos Rising Costs na ordem exponencial...

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Não esqueçamos dos Rising Costs na ordem exponencial...

Mas isso é praticamente uma tradição no Brasil, 500 anos de custo subindo várias cias aéreas sobreviveram por muito mais tempo que estás que estão aí.

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A culpa é sempre do serviço de bordo, do ar condicionado, do salário dos tripulantes que é muito alto...a culpa é dos fornos, é da quantidade de água que levam nos lavatórios, da quantidade de gelo levado a bordo. Enfim, a culpa nunca é da falta de planejamento e da oferta em excesso...

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A culpa é sempre do serviço de bordo, do ar condicionado, do salário dos tripulantes que é muito alto...a culpa é dos fornos, é da quantidade de água que levam nos lavatórios, da quantidade de gelo levado a bordo. Enfim, a culpa nunca é da falta de planejamento e da oferta em excesso...

Exato! Claro que tudo influência na conta no final, mas não da pra colocar a culpa em um só fator.

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A reduçao de custo é compreensivel ,mas nao pode ser as custas de um conforto minimo

26o num ambiente fechado é abafado e desagradavel,o minimo aecitavel seria 23o em solo e a temperatura em voo deveria ser mantida em 21o

Ja vi e reclamei de comissaria sentir frio e tornar a cabine insuportavelmente quente

Da mesma forma a alimentaçao so pode ser eliminada oferecendo opçoes pagas

E a outra questao sao os pitchs que foram reduzidos para apertos generalizados nos avioes da Tam

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Servir comida fria para atender os clientes é $$$%%%&*

Pra você ver. E vocês vão voar, em media, 2 horinhas. Imagina passar 10hs la na BOLÉIA, e comendo comida gelada.

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O fato de botarem o aviao na twy nao tem nada a ver com economia e sim com uma restricao do aerporto, faz anos q em vcp nao se pode dar partida nos motores no pátio, so apos uma determinada faixa de seguranca, isso desde 2004

 

 

 

 

 

Na Azul já vi utilizando em um ATR aqueles ar condicionado de solo, em que vai um duto ligado ao avião. Pelo menos em VCP vejo os veículos de pushback levando os aviões até quase na taxiway e a partir dali o avião vai com apenas 1 motor ligado até quase no ponto de espera.

 

Será que essa economia realmente é significativa, perante por exemplo a imagem que os clientes passam a ter da companhia. A Avianca tá indo na contramão dessas tendências.

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Ninguém da tripulação informa sobre o desligamento.

 

Ah, não diga!!!

 

"Senhores passageiros, informamos que por medidas de economia desligaremos o ar-condicionado. Se sentir calor, se abane com um cartão de segurança."

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Ah, não diga!!!

 

"Senhores passageiros, informamos que por medidas de economia desligaremos o ar-condicionado. Se sentir calor, se abane com um cartão de segurança."

Mas deveriam alphasix, tem muita gente que passa muito mal em ambientes fechados, avião é diferente de um ônibus em que vc pode abrir a janela pra ter ventilação caso vc fique mal e o ar condicionado não possa ser ligado.

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