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Singapore Airlines torna a primeira classe ainda mais especial


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October 8, 2013, 12:02 a.m. ET


Por SCOTT MCCARTNEY - WALL STREET JOURNAL


Um novo acessório que está causando sensação nos céus do mundo apresenta bolsos elegantes cuidadosamente posicionados e adornos de metal polido que brilham sutilmente, realçados por feixes de luz de alta tecnologia. Trata-se dos novos assentos de avião que a Singapore Airlines C6L.SG -0.29% acaba de lançar.


A Singapore Airlines, cujas inovações muitas vezes são copiadas pela concorrência, redesenhou todos os assentos das três classes — primeira, executiva e econômica — e as apresentou recentemente a bordo de um novo Boeing BA +0.22% 777.


"O estilo é muito mais curvilíneo, muito mais metálico", disse Charmain Kwok, vice-diretora da Singapore para inovação de produtos.


Em cada cabine, os novos assentos refletem o crescente pragmatismo de todo o setor aéreo. Conveniências já padronizadas no solo estão migrando para os céus. As telas de entretenimento são de toque, do tipo iPad; espelhos individuais permitem refrescar a aparência antes de aterrissar, sem ter de fazer fila para o banheiro. E assim como os carros vêm aumentando os suportes para copos e o espaço para guardar objetos, os novos assentos do avião contam com vários tipos de bolsos e escaninhos para todos os apetrechos de viagem, de óculos a iPads e de carregadores de celular a fones de ouvido com cancelamento de ruído.


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O novo assento da primeira classe dos aviões da Singapore Airlines.


A reforma geral, que custou à Singapore US$ 150 milhões, mostra até onde chegou o conforto nas aeronaves, especialmente na primeira classe das companhias aéreas mais sofisticadas. Nos últimos dez anos, elas correram para instalar camas totalmente reclináveis na classe executiva, servir refeições com qualidade de restaurante para a primeira classe e a executiva, e oferecer a bordo acesso à internet e vídeo de alta definição. Agora estão se concentrando na ergonomia e em pequenas conveniências, não em mudanças radicais.


"As expectativas dos clientes estão ficando cada vez mais altas", diz Chai Woo Foo, vice-presidente regional da Singapore para as Américas.


O assento da primeira classe, com 89 centímetros, um dos mais largos do setor, foi projetado com uma cavidade no coxim inferior que acomoda melhor o passageiro sentado com o respaldo na vertical. Os passageiros podem precisar passar duas ou três horas nessa posição para taxiar, decolar e pousar, observa a Singapore.


Os oito assentos da primeira classe, que foram desenvolvidos em conjunto com a divisão americana de design da montadora alemã BMW, BMW.XE -0.34% se assemelham a um quarto para duas pessoas. Cada um tem uma televisão de 24 polegadas — um tamanho gigante, segundo os padrões das companhias aéreas — e controle remoto para a tela de toque. Quando o assento se transforma em cama, uma cabeceira acolchoada permite ver a TV confortavelmente. Para preservar a privacidade, há divisórias que podem ser erguidas. Não há bagageiros na cabine, pois a bagagem de mão vai num armário ou em amplas áreas de armazenamento debaixo da TV. (Isso também deixa mais espaço acima da cabeça.) O compartimento para óculos e telefones tem um forro de borracha, para evitar que os objetos se desloquem durante o voo.


Segundo a Singapore, além da sua clientela fiel de executivos, os novos assentos visam atrair turistas de lazer de maior poder aquisitivo, ou dispostos a fazer uma extravagância, como casais em lua-de-mel.


Além das entradas para USB e iPad, os assentos dessa cabine mais cara têm entradas HDMI que podem mostrar conteúdo digital de alta definição vindo de laptops e tablets. O sistema de entretenimento avisa se você tentar iniciar um filme que não vai conseguir acabar de ver porque já está perto de pousar. Os passageiros podem dar nota para os filmes e buscar o que os outros estão assistindo ou aqueles filmes e programas que receberam as notas mais altas.


Os novos assentos da classe executiva da Singapore ganharam duas novas posições para reclinar, uma que imita uma boa poltrona para ver televisão e outra inspirada numa espreguiçadeira de beira de piscina. Um interruptor geral para luzes e entretenimento foi colocado na parede lateral externa, de modo que os comissários de voo podem desligar tudo facilmente sem se debruçar sobre os passageiros adormecidos.


A mais recente grande reformulação da classe executiva na Singapore foi feita em 2007, quando ela lançou o maior assento do setor – 89 cm entre os dois braços —, quase o dobro do assento da classe econômica. Como clientes pesquisados pela indústria disseram que ele era largo demais, o novo assento usa o mesmo espaço total, incorporando mais estofamento e espaço para armazenamento.


"As pessoas queriam se sentir um pouco mais confortáveis, um pouco mais aconchegadas", disse James Boyd, porta-voz da Singapore. Tanto o assento antigo como o novo da classe executiva foram projetados pela James Park Associates Ltd., de Londres e Cingapura.


O primeiro avião com o interior reformulado vai voar entre Cingapura e Londres, mas futuros Boeing 777 provavelmente farão o trajeto para San Francisco, na Califórnia, e para Houston, no Texas, informou a Singapore.

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Alguém saberia dizer qual o segredo do sucesso da Singapore?

Os resultados financeiros dela são sempre positivos?

Parece que ela sempre está na vanguarda, ao oferecer aos clientes o que há de melhor na aviação. E não ouço palavras como "prejuízo" ou "perdas", ou "ano ruim", como se fala no Brasil e Europa, por exemplo.

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Alguém saberia dizer qual o segredo do sucesso da Singapore?

Os resultados financeiros dela são sempre positivos?

Parece que ela sempre está na vanguarda, ao oferecer aos clientes o que há de melhor na aviação. E não ouço palavras como "prejuízo" ou "perdas", ou "ano ruim", como se fala no Brasil e Europa, por exemplo.

O sucesso da Singapore? Planejamento de longo prazo, governo com visão liberal e sabe a importância da aviação para a cidade-estado, localização estratégica que favorece o conceito de hub, apostar em produto de alto valor agregado, comparar seus serviços com a concorrência e até mesmo fora como restaurantes e hotéis, qualidade dos serviços e visão empresarial.

 

A aposta dos serviços é fundamental, veja o que a Singapore Girl representa para a empresa. Ela é junto com a Cathay Pacific "a melhor dos dois mundos", a delicadeza e o espírito de servir do orientais e a capacidade técnica dos ocidentais, fruto da colonização inglesa.

 

Detalhe, o Estado de Cingapura tem 53% da empresa através da Temasek Holdings. Mesmo com este vínculo estatal, o governo de lá não favorece a empresa - ao contrário faz ela a se adaptar a realidade - exemplo disso foi a abertura do mercado local para as LCLF´s, pois isso beneficia a economia de Cingapura, ao contrário de certas republiquetas que querem expulsar a concorrência. O resultado foi a aposta da empresa na Tigerair e agora na Scoot.

 

Claro que não é o paraíso, a entrada da Emirates, Qatar e Etihad como empresas que seguem o mesmo modelo da Singapore, o avanço das LCLF´s e por ter a maior parte do tráfego voltado ao público executivo e cargo (lucros gordos na alta, mas o primeiro item a ser cortado em crises), vem pressionando a empresa a se diversificar. Houveram erros e infortúnios como a compra da Virgin Atlantic, aposta em uma subsidiária chinesa de carga e os A340-500.

 

Por outro lado vem apostando em mercados mais próximos de Cingapura, vide a aposta na Virgin Australia, o interesse no mercado indiano e criar um grupo que atenda públicos e mercados distintos: SIA (medium/long haul full service), Silk Air (short haul full service), Scoot (medium/long haul LCLF) e Tigerair (short haul LCLF).

 

O que impressiona a Singapore é que desde que ela foi separada da MSA - Malaysia Singapore Airlines - nunca teve prejuízo anual. São 40 anos contínuo de balancete azul (apesar de ter se intensificado os prejuízos trimestrais recentemente). Não há história na aviação de um período tão longo de lucro, nem a Southwest se aproxima.

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