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Leilão da Alitalia, Mattin Patterson na parada


Mauricio Cavalcanti

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O leilão pela Alitalia arrancou ontem com uma lista de 11 potenciais interessados. No entanto, as grandes companhias aéreas, com destaque para a Air France/KLM, ainda não manifestaram interesse em fazer uma oferta pela transportadora italiana que enfrenta a falência. A companhia italiana faz parte da Sky Team, aliança liderada pela companhia francesa.

 

Apesar de as acções da Alitalia terem subido cerca de 4% ontem, após o fim do prazo para a manifestação de interesse, analistas citados pela Reuters acreditam que muitos vão ficar pelo caminho, num processo que se advinha longo pelo controlo da transportadora que perde cerca de um milhão de euros por dia, não obstante os vários processos de reestruturação de que foi alvo.

 

O primeiro lance do leilão para a venda de pelo menos 30% do capital da Alitalia atraiu grupos diversificados, desde o fundo de private equity americano Texas Pacific Group, passando pelo segundo banco italiano, o Unicredito. Na corrida estão ainda a Wonders & Dreams, dirigida pelo financeiro italiano Paolo Alazraki, a sociedade Management & Capitali de Carlo de Benedetti, a empresa americana Matlin Pattterson e a britânica Terra Firme Investimentos, para além de um grupo apoiado pelos pilotos, um consórcio italiano do sector da cerâmica, Porcellana Castello, e até um professor que reconhece não ter capacidade financeira para uma oferta. A compra desta tranche, mais as obrigações, obriga, à partida, a lançar uma oferta sobre todo o grupo, onde o Estado ainda detém 49,9%.

 

A grande ausência desta lista foi o grupo Air France/KLM, que há já vários anos é dado como potencial interessado na aquisição da Alitalia. Aliás, a única companhia área a marcar presença, de forma indirecta, foi a Air One, através de uma empresa veículo constituída pelo seu presidente, Carlo Toto.

 

Por enquanto, os candidatos limitaram-se a mostrar interesse no dossier, mas até agora não avançaram com propostas.

 

Apesar de a Air France ter comunicado que as condições do leilão não eram as mais adequadas para fazer uma oferta, o ministro dos Transportes italiano mantém a expectativa de que a companhia francesa vai avançar. "Nesta fase, penso que o mais sensato é ficar à margem. A Air France está a avaliar o que vai acontecer, mas vai avançar", disse Alessandro Bianchi aos jornalistas

 

Diario de Negócios , Portugal

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