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Infraero corta em 57% gasto com manutenção no Galeão


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INFRAERO CORTA EM 57% GASTO COM MANUTENÇÃO NO GALEÃO

14 Outubro, 2013

Mariana Durão

Agência Estado


Rio, 14/10/2013 - Às vésperas do leilão que concederá sua gestão à iniciativa privada, em 22 de novembro, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro sofreu cortes de 57% em mais de nove contratos de prestação de serviços de manutenção preventiva. O Galeão é um dos aeroportos afetados pela determinação da Infraero de apertar o cinto para reduzir despesas de custeio.


O Broadcast apurou que o custeio médio mensal dos contratos de manutenção do aeroporto cairá dos atuais R$ 4,274 milhões para R$ 1,823 milhões mensais - excluídos os gastos com água e esgoto. As medidas incluem redução no número de funcionários terceirizados.


A Infraero reduziu em 75,5% o valor mensal pago no contrato de manutenção e operação do sistema elétrico do aeroporto, para R$ 267,4 mil, e de 206 para 44 o pessoal alocado nos serviços, prestados pelo consórcio MPE/Consbem. Segundo relatório assinado pelo superintendente do Galeão, Emmanoeth Jesus Vieira de Sá, os sistemas de Auxílios Visuais e Navegação Aérea ficarão expostos a interrupções não programadas, assim como as pistas.


O relatório afirma que a manutenção preventiva nas pontes de embarque do Galeão será interrompida. Isso porque a Superintendência Regional da Infraero no Rio de Janeiro também reduziu de 50 para 20 o efetivo encarregado, bem como o valor do contrato.


A falta de manutenção nas pontes, com mais de 30 anos, resultará em "situação fora de controle" e "de gestão totalmente vulnerável frente aos órgãos de fiscalização". Além de reduzir a capacidade operacional do aeroporto, a mudança pode "gerar acidentes com aeronaves, causando prejuízos financeiros incalculáveis".


A economia atingiu até mesmo a operação dos Sistemas Eletrônicos do Galeão: o valor do contrato minguou 72,8% e a equipe, de 70 para 15 pessoas. "O perfeito funcionamento dos sistemas eletrônicos é de fundamental importância na segurança aeroportuária", diz Vieira de Sá. Entre outras coisas o sistema controla o acesso às áreas restritas, monitora os pátios de aeronaves, trânsito de passageiros para embarque, informações de chegadas e partidas de voos e controle de energia elétrica.


Outro contrato cortado pela metade foi o de assistência técnica dos serviços de ar condicionado do aeroporto internacional do Rio, a cargo das empresas IC Supply e CVF. Os gestores diretos do Galeão alertam que, nesse caso, pode haver também consequências para a saúde dos usuários do aeroporto pelo descumprimento da legislação sanitária. A lista inclui ainda os serviços de manutenção de escadas rolantes, elevadores, plataformas para portadores de necessidades especiais e sistema de transporte de bagagens.


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Ou seja, pretendem entregar ao operador privado um aeroporto ainda mais sucateado do que já é. Aí nos primeiros meses será um caos e alguns vão dizer, nossa mas o privado está pior que antes, não vi vantagens na privatização, etc, etc.

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O Governo achou que foi esperto ao obrigar a Infraero a participar com 49% nos consórcios dos aeroportos concedidos. Agora taí, não tem dinheiro pra bancar os investimentos, nem o pagamentos das outorgas, pq o BNDES não está financiando 100% e se tiver atraso em alguma liberação de empréstimo como aconteceu em BSB, o consórcio tem que se virar em dinheiro.

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O Governo decretou um corte geral de despesas. Não é só a Infraero que sofre com isso. Na autarquia que trabalho, não há um único telefone que faça ligação interurbana ou DDD (E a necessidade existe, eu por exemplo, estou fiscalizando um contrato que a empresa é de outro estado). Internet? 30 minutos por dia. Impressora? 1 por andar.

E por aí vai...

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Esse governo é tão estúpido... Nem para preservar aparências eles servem. O normal seria se todos os aeroportos da rede Infraero nas cidades-sede mantivessem o orçamento até a Copa...

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Atitudes que quando vem de alguém que não sabe controlar nada, denotam bem o rumo do (des)governo

100 pessoas em executiva indo para Roma ou NOva York, com hotel caro e diária paga pode....

 

Bastava controlar as despesas com cartão corporativo....

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Esse governo é tão estúpido... Nem para preservar aparências eles servem. O normal seria se todos os aeroportos da rede Infraero nas cidades-sede mantivessem o orçamento até a Copa...

 

E principalmente quando alguém quer vender algo, embeleza, limpa, reforma, faz o máximo para elevar a atratividade.

Mas o governo é caso raro, avis rara.... ele deprecia o que quer vender....

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A escada rolante do TPS-2 foi retirada antes da semana passada e até agora não foi recolocada .

 

 

Gostaria de entender qual a idiotice em ficar mendigando as ligações DDD hoje em dia. Qualquer pessoa ou empresa pode fazer um plano de ligações para telefones fixos a preços baixíssimos ou até sem pagar nada por ligação, desde que sejam da mesma operadora.

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Na verdade quem conhece bem o Galeão sabe que esses contratos de manutenção, feitos com as mesmas empresas há mais de 25 anos (MPE por exemplo) são bem estranhos...A MPE por exemplo, faz a manutenção e entra sempre em licitações para obras novas e de reformas,,,Não acho ético uma empresa que cuida da manutenção fazer as obras de reparos, pois se a manutenção não for bem feita, vai gerar uma nova obra de reforma e um novo contarto polpudo...

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Complementando post anterior,acho correto a Diretoria de Infraero rever esses contratos, pois com a perdas havidas, a empresa terá que se reinventra para sobreviver. Conseguirá isso somente com uma nova postura, buscando eficiência nos novos contratos e mudança de postura na gestão coorporativa.

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Mesma notícia, na Época: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2013/10/infraero-corta-gastos-de-manutencao-em-aeroportos.html

 

Aí eu pergunto:

 

O objetivo das privatizações não era de a Infraero absorver know-how dos operadores estrangeiros e melhorar o seu desempenho, até de competir em futuras concorrências internacionais?

 

Pelo visto eles não estão prestando atenção em nada do que está sendo feito em GRU, VCP e BSB, e nem procurado melhorar o seu quintal.... :nao:

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Pra ver como está a situação de precariedade de nossos aeroportos, se não tem bombeiro de plantão não tem vôos! :cry:

 

15/10/2013 14h58 - Atualizado em 15/10/2013 15h06

Passageiros de voo com destino a Aracaju não conseguem embarcar Funcionários informaram que embarque não ocorreria devido segurança.
Alguns passageiros só conseguiram embarcar no dia seguinte.

Do G1 SE

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Passageiros de um voo com destino a Aracaju foram surpreendidos, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (14), ao ficarem sabendo que não embarcariam por medida de segurança. Só depois de uma hora, alguns passageiros conseguiram vagas na aeronave.

Entre os passageiros estava Dona Djanira Madeira, com a neta de 10 anos. “Depois de muito protesto eles nos disseram que seria um problema do aeroporto de Aracaju e que se insistíssemos em fazer o voo, nossa segurança estaria comprometida”.

Uma parte dos passageiros desembarcou no aeroporto Santa Maria ainda na noite de segunda-feira, outros foram redistribuídos em outros voos e só chegaram nesta terça-feira (15).

De acordo com a Superintendência da Infraero no Estado, o problema foi provocado pela falta de um dos 11 brigadistas que fazem o combate a incêndios dentro do aeroporto. Segundo a infraero com essa falta o numero de brigadistas era insuficiente para combater incêndio numa aeronave de grande porte.

A Companhia Gol Linhas Aéreas informou aos passageiros que a troca de avião ocorreu por medida de segurança. Disse também que o trajeto é feito normalmente por uma aeronave que comporta 182 passageiros, mas foi preciso fazer a substituição por outra, com capacidade para cento e quarenta pessoas.

Já segundo a assessora de comunicação do Corpo de Bombeiros, Major Maria Souza, um militar faltou porque um parente morreu. Outros dois estavam afastados momentaneamente porque prestavam socorro a um funcionário que fazia uma obra no aeroporto e caiu do andaime. Em um dia de expediente normal, 11 bombeiros atuam no aeroporto. Na tarde da segunda-feira (14) tinha oito.

 

http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2013/10/passageiros-de-voo-com-destino-aracaju-nao-conseguem-embarcar.html

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É vergonhoso. Segunda maior cidade do Brasil e cartão de visitas nacional com um aeroporto internacional pior que rodoviária.

 

Um visitante desavisado que chega aqui e se depara com isso, questiona: "se o segundo maior aeroporto internacional de uma cidade importante é assim, não quero saber como deve ser o lá do interior do país".

 

Até países atrasados sabem da importância de ter o aeroporto da cidade principal com o melhor que tem para recepcionar algum estrangeiro.

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E a coisa vai "fedendo"...

 

5/10/2013 às 14h20 (Atualizado em 15/10/2013 às 14h36)

PPS quer explicações da Infraero sobre corte de gastos

Estatal poderá ter que dar explicações sobre corte de gastos na Câmara

  • Do R7

O deputado federal e líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), pediu, nesta terça-feira (15), a realização de audiência pública na Comissão de Turismo para debater os riscos com o recente corte de gastos promovido pela Infraero em contratos de manutenção dos aeroportos que administra.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada hoje, o corte não considerou os alertas feitos pelos técnicos que atingem áreas críticas e que podem colocar em risco a segurança de milhões de pssageiros. As medidas devem reduzir gastos diante da previsão de prejuízo operacional de R$ 391,1 milhões.

A concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Viracopos (SP) e Guarulhos (SP) à iniciativa privada representou queda de 31,5% na receita da estatal. O prejuízo chega a R$ 201,2 milhões de janeiro a agosto e não existe expectativa de mudança de cenário. A situação deve se agravar com os leilões de Confins (MG) e Galeão (RJ).

Corte de contratos no Galeão pode afetar operações

Leia mais notícias de Brasil e Política

Em julho, o governo autorizou aporte de R$ 1,35 bilhão na empresa. Para 2014, estão previstos outros R$ 2 bilhões.

Ainda de acordo com a publicação, as medidas aprovadas pela Infraero valem para todos os aeroportos sob sua gestão (exceto os privatizados). A estatal afirma que o objetivo da medida visa "garantir os recursos necessários para a prestação dos serviços dentro dos melhores padrões de qualidade e segurança".

Para o líder do PPS, a estatal não pode tentar amenizar os prejuízos que vêm sofrendo nos últimos anos cortando gastos em áreas vitais para a segurança dos aeroportos e quer ouvir, além de representantes da Infraero, técnicos que fizeram os alertas e os sindicatos das categorias envolvidas.

http://noticias.r7.com/brasil/pps-quer-explicacoes-da-infraero-sobre-corte-de-gastos-15102013

 

 

5/10/2013 às 09h29

Corte de contratos no Galeão pode afetar operações

O aeroporto sofreu cortes de 57% em pelo menos nove contratos de prestação de serviços

  • Às vésperas do leilão que concederá sua gestão à iniciativa privada, em 22 de novembro, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro sofreu cortes de 57% em pelo menos nove contratos de prestação de serviços de manutenção preventiva. O Galeão é um dos aeroportos afetados pela determinação da Infraero de apertar o cinto para reduzir despesas.

O Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, apurou que o custeio médio mensal dos contratos de manutenção do aeroporto cairá dos atuais R$ 4,274 milhões para R$ 1,823 milhões mensais - excluídos os gastos com água e esgoto.

A Infraero reduziu em 75,5% o valor mensal pago no contrato de manutenção e operação do sistema elétrico do aeroporto, para R$ 267,4 mil, e de 206 para 44 o pessoal alocado nos serviços, prestados pelo consórcio MPE/Consbem. Segundo relatório do superintendente do Galeão, Emmanoeth Jesus Vieira de Sá, os sistemas de Auxílios Visuais e Navegação Aérea ficarão expostos a interrupções não programadas, assim como as pistas.

O relatório afirma que a manutenção preventiva nas pontes de embarque do Galeão será interrompida. Isso porque a Superintendência Regional da Infraero no Rio também reduziu de 50 para 20 o efetivo encarregado, bem como o valor pago.

A falta de manutenção nas pontes, com mais de 30 anos, resultará em "situação fora de controle" e "de gestão totalmente vulnerável frente aos órgãos de fiscalização". Além de reduzir a capacidade operacional do aeroporto, a mudança pode "gerar acidentes com aeronaves, causando prejuízos financeiros incalculáveis".

A economia atingiu até mesmo a operação dos Sistemas Eletrônicos do Galeão: o valor do contrato minguou 72,8% e a equipe, de 70 para 15 pessoas. "O perfeito funcionamento dos sistemas eletrônicos é de fundamental importância na segurança aeroportuária", diz Vieira de Sá.

Entre outras coisas, o sistema controla o acesso às áreas restritas, monitora os pátios de aeronaves, trânsito de passageiros para embarque, informações de chegadas e partidas de voos e controle de energia elétrica.

Outro contrato cortado pela metade foi o de assistência técnica dos serviços de ar-condicionado do aeroporto internacional do Rio, a cargo das empresas IC Supply e CVF. Os gestores diretos do Galeão alertam que, nesse caso, pode haver também consequências para a saúde dos usuários do aeroporto pelo descumprimento da legislação sanitária. A lista inclui ainda os serviços de manutenção de escadas rolantes, elevadores e sistema de transporte de bagagens.

Saída

Os cinco superintendentes operacionais que encaminharam este mês o documento de reconsideração da proposta das medidas de contenção nos aeroportos à direção da Infraero acreditam que a solução para a situação econômico-financeira da empresa é mais complexa que a restrição orçamentária.

Eles sugerem medidas como busca de financiamento no BNDES, plano de demissão incentivada, renegociação de contratos comerciais, plano agressivo de exploração comercial dos aeroportos, fechamento de terminais de carga não rentáveis e revisão tarifária.

Recentemente, a estatal anunciou o início de um plano de reestruturação para abertura de capital, possibilitando a negociação de suas ações em bolsa de valores até 2016. A meta era concluir o enxugamento até fevereiro de 2014, com medidas como o fim das superintendências regionais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

http://noticias.r7.com/economia/corte-de-contratos-no-galeao-pode-afetar-operacoes-15102013

 

 

 

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Que gasto? Então vão cortar o alpiste dos urubus que vivem no forro do teto? Que má essa Infraero, deixar o pobre dos bichinhos com fome.

 

Alex, eu entendi o seu ponto ao postar isso, mas a coisa é seria.

 

Que os aeroportos da rede Infraero são/estão sucateados, nós sabemos. Mas temos que convir que até o momento, eles estão (Com aspas gigantes) "Operacionais".

 

Imagina que, se com a verba que existe a coisa só funciona por que Deus quer, o que será que pode acontecer sem verba? A primeira coisa que veio a minha cabeca foi um daqueles fingers pre-historicos do GIG despencando da mesma forma que aquela ponte que caiu essa semana na China.

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Alex, eu entendi o seu ponto ao postar isso, mas a coisa é seria.

 

Que os aeroportos da rede Infraero são/estão sucateados, nós sabemos. Mas temos que convir que até o momento, eles estão (Com aspas gigantes) "Operacionais".

 

Imagina que, se com a verba que existe a coisa só funciona por que Deus quer, o que será que pode acontecer sem verba? A primeira coisa que veio a minha cabeca foi um daqueles fingers pre-historicos do GIG despencando da mesma forma que aquela ponte que caiu essa semana na China.

se um finger do tps1 do gig cair em cima de alguém, o cara morre de hemorragia ou tetano?

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  • 2 weeks later...

Meus prezados:

Infraero terá de explicar cortes no orçamento

Estatal terá de justificar, na Câmara, redução nos gastos com manutenção dos aeroportos

A Infraero terá de explicar em audiência pública na Câmara dos Deputados os cortes nos contratos de manutenção preventiva dos aeroportos sob sua gestão. As medidas foram aprovadas pela diretoria executiva para reduzir gastos de custeio frente à piora da situação financeira da estatal, como revelou reportagem publicada pelo Estado na semana passada (14).

A empresa projeta um prejuízo operacional de R$ 391,1 milhões em 2013, ante lucro operacional de R$ 594,2 milhões no ano passado. A audiência pública foi aprovada na terça-feira pela Comissão de Turismo e Desporto, a pedido do líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno. O objetivo será detalhar as medidas e debater suas consequências para a operação.

"É inaceitável que, para compensar os prejuízos causados por incompetência na gestão financeira da empresa, sua direção tome medidas de contenção de despesas nas áreas que afetam a segurança das pessoas e das operações aeroportuárias, principalmente com a proximidade da realização da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016", afirma o parlamentar na justificativa do requerimento.

Aprovadas em agosto, as medidas de contenção foram contestadas internamente por superintendentes da área operacional da Infraero. Em memorando interno, eles criticaram a eficácia das propostas e alertaram para riscos à segurança. "Sobretudo, (as medidas) criam situação de alto risco para os gestores dos processos operacionais que envolvem vidas humanas", diz o memorando.

Serão convocados, entre outros, o presidente da Infraero, Gustavo Vale, o diretor-financeiro da estatal, José Irenaldo de Ataíde, e o diretor de operações, João Márcio Jordão. Também serão ouvidos os quatro superintendentes que enviaram à diretoria operacional uma carta pedindo a reconsideração das medidas: Álvaro Luiz Miranda Costa, superintendente de Segurança Aeroportuária; Marçal Goulart, de Gestão Operacional; Will Furtado, de Navegação Aérea; e Anderson Goddard, de Manutenção.

"Estamos convocando a diretoria e aqueles que fizeram os alertas. São denúncias graves que precisam ser esclarecidas", disse Bueno. A data da audiência será definida na próxima semana. O presidente da Infraero propôs uma discussão fechada, mas a Comissão optou por realizar o debate em plenário.

De acordo com a Infraero, o desequilíbrio em suas contas é reflexo da concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Viracopos (SP) e Guarulhos (SP) à iniciativa privada, em 2012. Os três aeroportos respondiam por 38% da receita da estatal. Agora, a empresa recebe apenas o proporcional à sua participação de 49% e deve arcar proporcionalmente com os altos investimentos nas unidades concedidas.

Em resposta ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a Infraero havia informado que as medidas são definitivas. Segundo a estatal, os dados financeiros indicam que enfrenta um crescimento desproporcional de despesas versus receitas. De dezembro de 2012 a agosto deste ano, o custo por unidade operada (Unidade Carga Trabalho, medida por passageiro ou 100 quilos de carga) saltou 24%. Já a receita por UCT cresceu apenas 0,5% no período, para R$ 22,30.

Fonte: Mariana Durão - Rio para Agência Estado via CECOMSAER 25 out 2013

 

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  • 3 weeks later...

Meus prezados:

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Cortes na Infraero

Aos sucessivos erros cometidos pelo governo no processo de concessão da administração de aeroportos à iniciativa privada, soma-se agora a pura e simples irresponsabilidade. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) decidiu cortar seus gastos com manutenção preventiva dos aeroportos, situação que pode colocar em risco a vida dos passageiros, conforme alertaram superintendentes da própria estatal.

O enxugamento orçamentário da Infraero, noticiado pelo Estado, é consequência da previsão de prejuízo operacional de R$ 391,1 milhões e de insuficiência de recursos para honrar compromissos a partir de janeiro do ano que vem.

Tal rombo - que gerou uma "situação financeira crítica", segundo qualificou um memorando interno - resulta da perda de receita causada pela concessão dos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos. Até 2012, ano em que a Infraero teve lucro operacional de R$ 594,2 milhões e lucro líquido de R$ 396,7 milhões, esses aeroportos respondiam por 38% da receita.

Com a concessão, a Infraero tornou-se sócia minoritária e, como em qualquer sociedade, passou a auferir ganhos conforme sua participação, de 49%. Assim, a receita caiu 31,5% de janeiro a agosto deste ano, com prejuízo de R$ 201,2 milhões.

Os cortes profundos determinados pela Infraero, que afetarão os aeroportos em ano de Copa do Mundo, provam que a empresa não estava preparada para a situação gerada pelas concessões, embora a perda de receita fosse uma consequência tão óbvia nesse caso que é difícil de acreditar que ninguém no governo a tivesse previsto.

Como resultado dessa falta de planejamento, a Infraero cortará, por exemplo, 57% de nove contratos de prestação de serviços de manutenção preventiva no Aeroporto do Galeão. O custeio médio mensal do Galeão, sem considerar os gastos com água e esgoto, cairá de R$ 4,272 milhões para R$ 1,823 milhão. O contrato para a manutenção do sistema elétrico será reduzido em 75,5%, o que inclui demitir 162 dos 206 funcionários que trabalham naquele setor.

Em relatório, o superintendente do Galeão, Emmanoeth e Jesus Vieira de Sá, alertou que os cortes no setor elétrico poderão causar interrupções não programadas nos sistemas de auxílios visuais e de navegação aérea do aeroporto.

Os sistemas eletrônicos do Galeão também entraram na contenção de despesas - que, nesse caso, chegou a 72,8%, incluindo a dispensa de 55 dos 70 encarregados da operação. Serão afetados, por exemplo, o trânsito de passageiros para o embarque, o controle de energia elétrica e as informações sobre os voos. "O perfeito funcionamento dos sistemas eletrônicos é de fundamental importância na segurança aeroportuária", salientou Vieira de Sá. Espanta que o superintendente do Galeão tenha de chamar a atenção para um risco tão evidente quanto este.

Mas há ainda mais. Vieira de Sá advertiu que a manutenção das pontes de embarque no aeroporto carioca, que já têm mais de 30 anos, terá de ser interrompida, o que causará "situação fora de controle" e "de gestão totalmente vulnerável frente aos órgãos de fiscalização".

Ante tal perspectiva, a eventual falta de ar-condicionado no Galeão, cuja manutenção também sofrerá cortes, apesar do calor do Rio de Janeiro, será um problema menor.

Em carta enviada à Direção de Operações da Infraero, cinco superintendentes da empresa pediram a revisão da contenção, sob o argumento de que haverá "impacto direto na área de manutenção", tornando impossível "realizar ações preventivas" e, "em algumas situações críticas, nem a corretiva para restabelecer a operação dos equipamentos em pane". Ou seja: se algum equipamento quebrar, não será consertado, o que gerará perdas adicionais em razão dos custos de reposição.

O problema principal, conforme alertam esses técnicos, não é o "prejuízo à imagem da empresa", de resto já bastante afetada, e sim a "situação de alto risco para os gestores dos processos operacionais que envolvem vidas humanas".

Fonte: O Estado de São Paulo via CECOMSAER 13 nov 2013

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