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Galeão tem seis interessados, e empresas querem mudanças em Confins


LipeGIG

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Galeão tem seis interessados, e empresas querem mudanças em Confins

Ronaldo D’Ercole (Email)

Geralda Doca (Email)

Danilo Fariello (Email)

Publicado: 4/11/13 - 22h45
Atualizado:

4/11/13 - 23h44

 

SÃO PAULO E BRASÍLIA - Mesmo com as modificações feitas pelo governo nos editais de privatização de Galeão e Confins (Minas Gerais), no próximo dia 22, as empresas interessadas nos terminais enfrentam dificuldades para equacionar financeiramente os consórcios para entrar na disputa. Executivos que estudaram os editais avaliam que as condições são muito mais restritivas que as dos leilões de Guarulhos, Viracopos (em Campinas) e Brasília, privatizados em 2012.

Apesar da exigência de operadores com experiência em terminais de mais de 35 milhões de passageiros para a privatização do Galeão - o que restringe as opções de sociedade das construtoras - um especialista de projetos ouvido pelo GLOBO diz que Confins é o caso mais difícil:

- Para dar o retorno previsto, tudo tem que dar certo para o investidor. Não pode ter atraso ou imprevisto. É negócio para entrar com a faca entre os dentes.

Nas condições atuais, se houver interessados em Confins, dizem os especialistas, o ágio oferecido sobre o valor mínimo da outorga fixada pelo governo, de R$ 1,09 bilhão, será mínimo. Além de retornos mais apertados e do aumento das exigências, o BNDES também anunciou que financiará no máximo 70% dos projetos, menos que os 90% oferecidos no leilões passado.

Para fugir dos custos, alguns grupos estão conversando com fundos estrangeiros de private equity. Para um especialista, no entanto, é pouco provável que entrem como sócios nos consórcios, pois, segundo ele, “buscam retorno que o setor não tem”.

- A questão financeira está pegando. O BNDES vai financiar até 70% e o empréstimo-ponte é mais caro - diz um advogado, que trabalha na estruturação de um consórcio. - Mas a análise dos projetos é complexa, porque são muito longos e tem muito riscos envolvidos.

No TCU, apoio a restrições

Na corrida pelo Galeão, seis consórcios são esperados, tendo à frente grandes grupos como Odebrecht, Queiroz Galvão, Ecorodovias, Carioca Engenharia, CCR e Galvão Engenharia, que já participaram dos leilões de 2012 e saíram derrotados.

Temendo a ausência de interessados por Confins, o governo avalia flexibilizações, mas apenas no edital de Confins, abrindo caminho para que os operadores de Guarulhos, Viracopos e Brasília entrem na disputa. De acordo com as regras atuais do edital, a participação desses grupos tem que ser inferior a 15%, o que contraria a Invepar - controlada pelos fundos Previ, Petros, e Funcef, além da OAS - e que já tem a concessão de Guarulhos.

- Com apenas 15% da participação privada, não é situação que atrai - resumiu o dirigente de um dos grupos.

Nesta segunda-feira, no entanto, a equipe técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) considerou improcedente e propôs o arquivamento da representação da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, em que os parlamentares pedem a retirada das restrição destes concessionários no leilão de privatização de Galeão e Confins.

Mudança não afetaria data

Mesmo assim, o processo não está encerrado e será julgado quarta-feira pelo plenário, o que significa que a decisão pode ser política. Os ministros costumam seguir pareceres da área técnica, mas diante da delicadeza da questão, podem surpreender, na avaliação de uma fonte envolvida com a discussão. Na votação anterior, que deu aval ao leilão e aos estudos técnicos do governo, dois ministros (Raimundo Carreiro e José Múcio) votaram contra a restrição. Mas o voto do relator, ministro Augusto Shermann, foi acompanhado pela maioria.

Pela forma como a Comissão de Viação enviou o requerimento ao TCU, o edital poderia ser alterado sem a necessidade de adiar a data do leilão, previsto para o próximo dia 22. Embora tenham defendido inicialmente o limite aos atores do setor, setores do governo passaram a aceitar nas últimas semanas a retirada da restrição para o leilão de Confins.

Quem vai relatar o processo e apresentar o voto é o ministro Weder de Oliveira. Nos bastidores, a Invepar defende que o TCU abra exceção para Confins, que não é concorrente direto de Guarulhos, em voos internacionais. O governo não quer criar conflito com o Tribunal e vai acolher sem reagir, caso os ministros decidam alterar as regras.

O parecer técnico do TCU não considera que exista violação do princípio da livre concorrência ou à competitividade do leilão, indicando que podem haver limites à participação de interessados em casos excepcionais.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/galeao-tem-seis-interessados-empresas-querem-mudancas-em-confins-10686887#ixzz2jlHbLODj

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Privatizaçao urgente no GIG ,para tentar conquistar o interesse de algumas areas estrangeiras em operar voos no GIG em

2014.

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Eu ainda não entendi por que VCP e BSB foram na frente do GIG. É fato que todos precisavam de uma iniciativa privada, mas o Rio é a segunda porta de entrada do país...

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BSB já estava quase entrando em colapso, com muito passageiro para pouco terminal. Nesse quesito o GIG ainda está em uma situação "confortável" se comparado com BSB. Deve ser por isto que entrou na frente.

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Eu ainda não entendi por que VCP e BSB foram na frente do GIG. É fato que todos precisavam de uma iniciativa privada, mas o Rio é a segunda porta de entrada do país...

 

BSB e GRU saturados e VCP querem de toda forma que seja o terceiro aeroporto da capital paulista. O GIG tem gordura, não funciona porque sempre foi um samba de criolo doido.

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Além disso eu imagino que separaram para que tenhamos pontos interessantes em cada rodada dos leilões. Se de uma vez eles leiloassem todos os aeroportos mais interessantes do país (do ponto de vista do investidor), os leilões futuros seriam esvaziados.

 

Numa proxima rodada deve vir o que? SSA?

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Além disso eu imagino que separaram para que tenhamos pontos interessantes em cada rodada dos leilões. Se de uma vez eles leiloassem todos os aeroportos mais interessantes do país (do ponto de vista do investidor), os leilões futuros seriam esvaziados.

 

Numa proxima rodada deve vir o que? SSA?

 

Do jeito que a Infraero anda em pânico financeiro, perigoso não leiloar mais nada.

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Além disso eu imagino que separaram para que tenhamos pontos interessantes em cada rodada dos leilões. Se de uma vez eles leiloassem todos os aeroportos mais interessantes do país (do ponto de vista do investidor), os leilões futuros seriam esvaziados.

 

Numa proxima rodada deve vir o que? SSA?

 

Ano que vem não vai ter concessões, ano político e se o PT vencer as eleições ano que vem.... esquece, talvez em 2020 vamos ver novas concessões, até por esse motivo não acredito num certame vazio pra CNF. Confins pelo que se desenha vai ser a última oportunidade pro setor privado entrar no jogo.

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Ano que vem não vai ter concessões, ano político e se o PT vencer as eleições ano que vem.... esquece, talvez em 2020 vamos ver novas concessões, até por esse motivo não acredito num certame vazio pra CNF. Confins pelo que se desenha vai ser a última oportunidade pro setor privado entrar no jogo.

 

Não faz sentido nenhum o que você tá dizendo. O governo vai fazer concessão dos aeroportos que precisarem de capital privado (coisa que o governo neoliberal do FHC não fez), como já havia sinalizado o Lula e como já executa a Dilma. Não entendi a relação entre a continuidade do PT no governo e o fim das concessões.

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Não faz sentido nenhum o que você tá dizendo. O governo vai fazer concessão dos aeroportos que precisarem de capital privado (coisa que o governo neoliberal do FHC não fez), como já havia sinalizado o Lula e como já executa a Dilma. Não entendi a relação entre a continuidade do PT no governo e o fim das concessões.

 

Que em ano de eleição não vão anunciar privatização de nada isso me parece óbvio. Mas em relação a continuidade se deve ao fato que o próprio governo federal sinaliza que não vai seguir com a concessão de outros aeroportos, até por conta do problema de caixa da Infraero. Se vão mudar de ideia mais pra frente são outros 500. Estão privatizando onde a situação é mais crítica e principalmente onde a União teria que gastar mais e num prazo menor pra resolver o problema.

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Eu ainda não entendi por que VCP e BSB foram na frente do GIG. É fato que todos precisavam de uma iniciativa privada, mas o Rio é a segunda porta de entrada do país...

Pior que isso é privatizar os lucrativos e o Estado assumir o prejuízo dos outros aeroportos que não estão na lista.

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Essas materias plantadas com segundas intencoes, ja estao enchendo o saco. Se o aeroporto nao e atrativo e nao tem nenhum interessado, por que a boazinha da Invepar fica pressionando pra derrubar a limitacao? Se um aeroporto com movimento de 10MM de pax nao for interessante, realmente nao sei mais o que e. Tomara que essa restricao nao caia. O Brasil precisa sim de competicao entre todos os seus principais aeroportos.

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Errou por um! rs

 

Foi falado que devem ser POA, SSA, REC e FOR.

 

MAO é um dos poucos, ou o único, onde as obras estão indo razoavelmente bem e onde o investimento a curto e médio prazo não será tão grande. Por conta disso não creio que haja interesse em incluí-lo nas concessões. Os demais citados logo vão precisar de terminal novo e/ou de pista nova.

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  • 2 weeks later...

Meus prezados:

TCU rejeita pedido para alterar edital de Galeão e Confins


O Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou pedido do Congresso para alterar os editais de concessão de Galeão e Confins ; e permitir que os grupos privados que controlam aeroportos brasileiros participassem do leilão sem restrições. Sem alterações, a entrega e abertura dos envelopes de investidores interessados continua marcada para a próxima semana.

Na mesma sessão, o TCU também aprovou os estudos de viabilidade econômica referentes ao trecho da BR-163 no Mato Grosso do Sul. A rodovia, com extensão de 847,2 km, faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Com a liberação, o governo pode publicar o edital de licitação do lote. O objetivo é leiloá-lo no mês que vem.

Requerimento da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, de autoria do deputado | Rodrigo Maia (DEM-RJ), pedia que o TCU retirasse o limite à participação dos atuais concessionários dos aeroportos leiloados em fevereiro do ano passado - Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF).

Os grupos que já controlam esses aeroportos poderão deter até 15% na composição dos 51% do consórcio que cabem ao setor privado - os 49% restantes serão da Infraero. Com essa fatia, eles não terão direito a assento no conselho de administração dos concessionários.

Ao criar esse limite, o governo queria elevar a competição entre operadores no setor e impedir que um mesmo grupo controlasse os maiores aeroportos do País. Na representação ao TCU, o deputado alegou que o mercado tem um número reduzido de potenciais investidores e as restrições impunham dificuldades a uma maior disputa.

Em seu voto, o ministro Weder de Oliveira manteve a avaliação que o TCU já havia feito em 2 de outubro, quando aprovou os estudos para a concessão dos aeroportos. Segundo ele, a restrição não ofende os princípios da livre concorrência e da competitividade.

(...)

Fonte: Estadão, via CECOMSAER 14 nov 2013

 

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Invepar planeja disputar Galeão

14 November, 2013

Fábio Pupo

Valor Econômico

 

Os grupos interessados no leilão dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) estão definindo os últimos detalhes para a participação na disputa. A Invepar, que pelas regras do edital tem a participação limitada a 15% em consórcio - por já ter sido vencedora no leilão passado - voltou ao jogo e está negociando sua participação nos bastidores. A entrega de propostas acontece nesta segunda-feira, dia 18, na sede da BM&FBovespa, em São Paulo. O leilão acontece na sexta-feira, dia 22.

No mercado, conforme apurou o Valor PRO, serviços de informações em tempo real do Valor, sabe-se que a empresa negocia para entrar na sociedade formada entre a EcoRodovias e o grupo alemão Fraport. Mas as empresas não comentam o assunto.

A EcoRodovias é vista por parte do mercado como a favorita na disputa pelo aeroporto do Galeão. No leilão passado, realizado em 2012, o consórcio entre EcoRodovias e Fraport (50% de cada um) chegou ao segundo lugar na disputa pelo terminal de Guarulhos (SP), oferecendo R$ 12 bilhões.

O grupo perdeu justamente para a Invepar - sua possível nova sócia -, que ofereceu surpreendentes R$ 16 bilhões. Para a nova disputa, a Invepar vem fazendo mistério sobre sua real participação, mas no mercado a conversa de que ela negociava a entrada em um novo consórcio cresceu nas últimas semanas.

A disputa por Galeão vem atraindo interesse, mas os grupos estão com dúvidas sobre os trabalhos encomendados pelo governo sobre as estimativas de investimento para o aeroporto carioca.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pelo certame, espera que o leilão seja bem sucedido, mas evita comentar a quantidade de consórcios esperada e nem estimativas de ágio. Vence quem oferecer o maior pagamento de outorga.

No caso de Confins, alguns grupos encontraram grandes chances de inviabilidade devido a investimentos em pista de pousos e decolagens. O consórcio entre Fidens e Galvão Engenharia, por exemplo, já desistiu do projeto. A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) já declarou que não vai estar no leilão. No entanto, na semana passada reportagem do Valor mostrou que a Odebrecht tem interesse no aeroporto mineiro. "Há uma intenção de colocar ofertas tanto para o Galeão quanto para Confins", disse o presidente da Odebrecht TransPort, Paulo Cesena. A empresa está em parceria com a Changi, operadora de Cingapura.

Pelo menos outros cinco consórcios estudam detalhadamente os aeroportos. É considerado forte, dentre os concorrentes, a sociedade formada entre Carioca Engenharia, ADP, Schiphol e GP Investimentos. Também está na disputa a Queiroz Galvão com a espanhola Ferrovial. Outro consórcio é o de CCR em parceria com a suíça Zurich e com a alemã München. Nos últimos dias, o Valor mostrou também a parceria formada entre a espanhola Aena e a brasileira Engevix - concessionária de Brasília.

Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que está mantido o limite de 15% de participação, dos atuais acionistas de aeroportos já privatizados, na disputa da semana que vem. As empresas que estão à frente dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos haviam apresentado suspensão cautelar de eficácia de cláusulas que limitavam a participação nos novos leilões. No pedido, alegaram que a restrição reduziria o número de interessados e que não há paralelo em experiências internacionais, além de restrições não terem sido aplicadas na primeira rodada de concessões de aeroportos feita pelo governo.

http://www.valor.com.br/empresas/3338274/invepar-planeja-disputar-galeao

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Já estamos no dia 14 e os procedimentos do leilão começam na segunda-feira, dia 18. Quem vai participar certamente já resolveu isso nas várias audiências e no tempo que tiveram para estudar o edital e o material da consultoria econômica. Inclusive a Odebrecht disse semana passada que a proposta dela para os dois terminais já estava formatada.

 

No caso de Confins, alguns grupos encontraram grandes chances de inviabilidade devido a investimentos em pista de pousos e decolagens. O consórcio entre Fidens e Galvão Engenharia, por exemplo, já desistiu do projeto.

 

Esse era o consórcio menos "badalado", associado a americana ADC&HAS. Deixou dúvida se pretende disputar o GIG ou se desistiu de participar do leilão.

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17/11/2013 09h29 - Atualizado em 17/11/2013 10h10

 

MPF-RJ pede suspensão do leilão de concessão do Galeão Procuradores alegam que edital tem falhas em cláusulas de segurança.
Leilão está marcado para sexta-feira (22), em São Paulo.

Kathia Mello Do G1 Rio

2 comentários

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) entrou com ação civil na Justiça Federal, na quinta-feira (14), para que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspenda a licitação de concessão para ampliação, manutenção e exploração do Aeroporto Internacional do Galeão, marcada para ocorrer sexta-feira (22), em São Paulo. Segundo o MPF, o motivo é uma falha no edital, com relação a cláusulas sobre segurança na área do aeroporto. A ação também pede a instalação de uma maior quantidade de câmeras de segurança em vários setores do aeroporto.

A Anac informou que já forneceu todos os subisídios à Advocacia Geral da União para que esta responda à ação.

galeao.jpgMPF-RJ pede suspensão da licitação de concessão do Galeão (Foto: Divulgação/Infraero)

Entre os problemas apontados pelo MPF no edital de concessão está o fato de só constar uma medida de segurança: a instalação de câmeras de monitoramento apenas na área do estacionamento.

Segundo a ação, o edital não prevê nenhuma intervenção da concessionária para evitar a ocorrência de delitos e garantir a segurança aos usuários do aeroporto. Os procuradores querem que a Anac especifique todas as intervenções, obras e serviços necessários à garantia da segurança da aviação civil e infraestrutura aeroportuária que serão realizadas pela concessionária, bem como o prazo para sua finalização.

De acordo com o MPF, caso a Anac não acrescente as intervenções solicitadas será pedida a anulação do edital de concessão do Galeão. "No edital não havia previsão de determinação para que a futura concessionária sanasse essas deficiências", disse o procurador Sérgio Pinel, um dos autores da ação.

O procurador alerta que o edital também não prevê solução para outro grave problema de segurança no Galeão que é a circulação de passageiros e funcionários em uma única área destinada para inspeção de raio X. Segundo ele, o MPF realizou em outubro uma audiência pública para discutir a questão com presença da Anac, Polícia Federal, Receita Federal e outros órgãos que atuam no terminal.

No texto da ação, o MPF relaciona que o aeroporto possui apenas 149 câmeras para monitorar uma área de 19 quilômetros quadrados e que não há câmeras nas áreas externas e nas pistas. A alegação é que essa deficiência no circuito interno de imagens facilita o aumento de crimes como arrombamento de malas e furtos de cabos de energia elétrica.
Insegurança
Um levantamento do MPF mostra que em 2012 ocorreram 217 furtos de bagagens, 82 furtos de celulares e 17 furtos no interior dos veículos entre outros crimes na área do aeroporto.
Até o dia 25 de setembro de 2013, foram registrados 38 furtos a turistas, 184 furtos de bagagens e 55 furtos de celulares.

Segundo o procurador, já foram instalados dois inquéritos civis públicos sobre a insegurança no Galeão. Após investigação do órgão sobre problemas no setor de imigração, a Infraero, segundo o MP, assumiu o compromisso de instalar novos equipamentos na área onde só existe uma câmera de controle.

"Existem deficiências de segurança e o edital não se preocupou em acabar com essas deficiências, se preocupou com a reforma de banheiros e outras áreas", completou Sérgio Pinel.

Leilão de concessão
O governo federal espera arrecadar pelo menos R$ 5,924 bilhões com o leilão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte, que está marcado para o dia 22 de novembro. O valor corresponde à soma dos lances mínimos definidos pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND) para os aeroportos.

Na semana passada, o presidente da Comissão de Licitações da Anac, Adriano Miranda, informou que a agência recebeu 560 pedidos de esclarecimentos sobre o edital do leilão.

A única alteração em relação ao leilão anterior (dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília) é no caso de um mesmo consórcio ser listado como o primeiro colocado para os dois aeroportos antes da abertura para os lances. Neste leilão, há a possibilidade desse consórcio voltar a concorrer em um dos aeroportos caso saia da liderança do outro - no leilão anterior, isso não era possível - ou seja, um consórcio não pode liderar os dois leilões ao mesmos tempo, mas deixando o primeiro lugar de um leilão pode voltar a ocupar o primeiro do outro.

O motivo da alteração foi justamente promover a maior concorrência entre os interessados, explicou Miranda. Segundo a Anac, as concessionárias deverão realizar uma série de obras obrigatórias para atender às necessidades atuais de cada aeroporto

Para o Galeão, o valor mínimo da outorga – valor que uma empresa deve pagar ao governo pelo direito de exploração de um bem público ou serviço – é de R$ 4,828 bilhões. Para Confins, ele é de R$ 1,096 bilhão. Os valores da outorga vão para o Fundo Nacional de Aviação Civil.

O leilão será na sede da BM&F, no Centro de São Paulo. Vencerá o leilão o grupo que oferecer, para cada aeroporto, o maior lance em relação a esse valor mínimo fixado pelo governo. O prazo de concessão será de 25 anos para o Galeão e de 30 anos para Confins.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/11/mpf-rj-pede-suspensao-do-leilao-de-concessao-do-galeao.html

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Se a Infraero se comprometeu a fazer e, mesmo depois do leilão, vai continuar com certa participação na administração, por que atrasar o que já está tão atrasado? O MPF faz ótimos trabalhos apontando irregularidades em diversas situações, mas essa aí parece exagerada demais. Ou inclui os itens citados no edital ou, já que o problema da segurança já é conhecido, estudado e com "solução" conhecida e prometida, cobra execução das ações assim que o vencedor do leilão for conhecido.

 

Em tempo, falando em segurança... os engraxates voltaram a fazer a festa dentro dos terminais do GIG. E trouxeram com eles com eles uma variada gama de pedintes. O efetivo de segurança está ridiculamente baixo e os poucos seguranças não movem uma palha pra impedir a entrada deles. E mais... essa o Ancelmo Góis podia divulgar (pra todo mundo aqui dizer que é mentira): dia desses, crianças maltrapilhas, descalças, sujas que nem sarjeta, circulando pelo check-in do EK248 GIG/DXB no início da madrugada pedindo dinheiro pros passageiros. Ninguém da segurança à vista, acionados por telefone também não vieram. Quando a Polícia Militar chegou pra intervir, ouviu da molecada o jargão copyrighted: "A gente samo de menor".

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Galeão e Confins já receberam 5 propostas para leilão

18 Novembro, 2013

Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - Até o momento, pelo menos cinco consórcios já demonstraram interesse em administrar os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais. Interessados tinham até as 16 horas desta segunda-feira, 18, para entregar seus envelopes, na sede da BM&FBovespa.


A Invepar é uma das empresas que vai participar do leilão. O presidente da empresa, Gustavo Rocha, esteve na manhã desta segunda-feira, 18, na sede da bolsa. Disse que a companhia participará da disputa, mas não revelou com quais parceiras forma o consórcio.


Como a Invepar já tem uma concessão - a do Aeroporto de Guarulhos -, sua participação no consórcio que disputará Galeão e Confins fica limitada a 15%.


Outro consórcio que entregou proposta foi o da OdebrechtTransport e a operadora Changi (Cingapura). Representantes das empresas informaram que o consórcio fez proposta por ambos aeroportos. Os interessados na concessão devem entregar suas propostas pelos ativos na bolsa de valores até as 16 horas.


O consórcio AeroBrasil também apresentou nesta segunda sua proposta na BM&FBovespa. Representantes do grupo não revelaram a composição do consórcio.


São ainda esperados envelopes de EcoRodovias e Fraport (operadora do aeroporto de Frankfurt), CCR e as operadoras suíça Flughafen Zurich (Zurique) e alemã Flughafen München (Munique); Queiroz Galvão e Ferrovial (Heathrow, Londres); Carioca Engenharia e GP Investimentos com as operadoras ADP (Paris) e Schipol (Amsterdã); as construtoras Fidens e Galvão, com Grupo Libra e a ADC/HAS (Houston).


Leilão. As propostas econômicas serão abertas nesta sexta-feira em sessão pública de leilão, marcada para às 10h, também na sede da BM&FBovespa. Caso as propostas apresentadas tenham valores próximos uma das outras, poderá ter disputa em viva-voz.


Pelas regras do atual certame, que são semelhantes ao processo de concessão de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que ocorreu em fevereiro de 2012, a disputa pelos dois aeroportos é simultânea e um mesmo consórcio não poderá arrematar mais que um aeroporto.



A única alteração nos procedimentos do leilão em relação ao processo anterior está na possibilidade de um consórcio que apresentar propostas para os dois aeroportos e, se vier a ser o único ofertante em um deles, poder continuar a disputa pelo outro na fase de lances a viva-voz. Na concessão de 2012, o grupo que, tendo apresentado propostas para mais de um dos três aeroportos, fosse único ofertante em um deles, seria automaticamente declarado vencedor naquele em que sua proposta foi a única, ficando eliminado da disputa pelos outros aeroportos.


A Anac salienta que a previsão desse novo cenário de disputa tem como objetivo estimular a concorrência.


"Com isso, incentiva-se que os consórcios apresentem propostas para os dois aeroportos e não somente para aquele de sua maior preferência, podendo, dessa forma, continuar a disputar o outro caso não vença o leilão do aeroporto de seu maior interesse", afirma a agência, em comunicado.


A Anac não deverá divulgar antecipadamente o número e a formação dos consórcios que estarão aptos a participar do leilão, diferente do que faz outras agências reguladoras, como a de energia elétrica (Aneel) e de transportes terrestres (ANTT) em seus leilões. Segundo a agência da aviação, o objetivo é evitar conluio entre os participantes, garantindo a máxima concorrência entre eles.


"A incerteza sobre a identidade dos participantes é fundamental para garantir o sucesso da concorrência no certame", disse o diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, por meio de nota.


A composição de todos os consórcios que tiverem participado do leilão, vencedores e perdedores, só será conhecida após o resultado do leilão.


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Pelo menos cinco consórcios participarão de leilões de Galeão e Confins

18 Novembro, 2013

Roberta Scrivano

O Globo


Prazo para a entrega de documentação termina nesta segunda-feira às 16h


SÃO PAULO - Pelo menos cinco consórcios apresentaram nesta segunda-feira a documentação para participar dos leilões dos aeroportos de Galeão, no Rio, e de Confins, em Minas Gerais. Na portaria na BM&F Bovespa, onde estão sendo entregues os documentos, a Odebrecht Transports em parceria com a cingapuriana Changi confirmaram que concorrerão nas licitações dos dois aeroportos.


O presidente da Invepar, Gustavo Rocha, também disse que “entregou a proposta, mas sobre os detalhes do consórcio só no dia do leilão”. A empresa, que já é controladora do aeroporto de Guarulhos só pode participar deste novo leilão como minoritária. Outro grupo, batizado de Aero Brasil, também deixou seus documentos na Bovespa e garantiu participará das duas licitações, mas não detalhou quais empresas integram o grupo.


O certame está marcado para ocorrer nesta sexta-feira, dia 22. O prazo para a entrega de documentação terminou nesta segunda-feira às 16h.
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