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Chipre

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Chipre

Uma ilha, um invasor e dois países

A preparação da viagem:
O único objetivo que estabeleci como viajante foi conhecer todas as capitais da UE. Nicósia, a dividida capital de Chipre, era a única que faltava-me conhecer. Com férias em agosto e milhas disponíveis comecei então a planejar a viagem ...
Depressa constatei que não era barato viajar para Chipre. Vi os preços em companhias de baixo custo, mas nenhuma apresentava voos de ligação com bons horários e preços reduzidos. Estudei também os voos nas poucas companhias (BA, LH, Cyprus Airways, etc) que voam para Chipre, mas também aqui não encontrei a solução para a minha viagem.
Com preços altos, estava na altura de utilizar as que tinha disponíveis no cartão BarclayCard. Durante muito tempo pensei em viajar na Lufthansa, sendo que começaria a voar para Istambul/Turquia e regressaria a partir de Larnaca/Chipre. Depois de umas contas feitas e praticamente à "última da hora" decidi fazer algo diferente: ia aproveitar os voos diretos da Turkish Airlines entre Lisboa e Istambul e daqui voaria para Chipre.
Como não queria fazer dias de praia e o Chipre não parecia destino suficientemente atrativo para aqui permanecer nove noites, decidi fazer um "misto de Turquia + Chipre". Visitaria a capital e a costa sul de Chipre, a região da Capadócia na Turquia e ainda passaria uns dias na grande cidade de Istambul.
A viagem:

--- 1º dia ---

O primeiro dia foi ocupado com o voo direto da Turkish Airlines entre Lisboa (14H50) e Istambul (21H25). Uma vez chegado à cidade turca apanhei um metro para um hotel situado próximo ao aeroporto, já que no dia seguinte tinha voo para Chipre logo às 9h00 da manhã.
Para chegar a Chipre a partir da Turquia escolhi a Onur Air, tendo comprado o bilhete (43,70€) facilmente na internet. Esta companhia voa de Istambul para Ercan, o aeroporto que serve a Republica Turca do Norte de Chipre (KKTC). Dos três aeroportos da ilha, Ercan acaba por ser o que está mais perto de Nicósia (ver aqui o relatório de voo: http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/105378-istambul-ist-lefkosa-ecn-na-onur-air/ ).
Este é um "país pirata", já que a exceção da Turquia ninguém mais reconhece oficialmente este território. No fundo é uma zona ocupada pelo exército turco desde 1974. Depois de alguns conflitos entre as populações, o poderoso exército turco invadiu esta zona de Chipre e passados quase 40 anos ainda não se conseguiu chegar a um acordo de modo a resolver este problema.
Uma das consequências da República Turca do Norte de Chipre ser um país pirata é que este aeroporto de Ercan (ECN) não é reconhecido pela IATA, pelo que só pode receber voos provenientes da Turquia. Um voo charter de um qualquer país e com destino à R.T.N. Chipre tem de aterrar primeiro em território turco e só depois pode prosseguir viagem para aqui.
Uma vez aterrado em Ercan, também conhecido como Lefkosa Airport, o nome em turco para Nicósia, fui de ónibus para o centro de Lefkosa. Esta parte norte de Nicósia é a capital da R.T.N. Chipre.

A chegada à R.T.N. Chipre, paisagem marcada pela bandeira nacional na montanha:

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Chegado ao terminal rodoviário fui a pé até ao centro da cidade, a distância não é muita, mas o calor fazia-se sentir. Nesta ilha temos de ter atenção ao planear percursos a pé, pois não é só distância que conta, conta também o facto de ser difícil caminhar debaixo de um sol abrasador. Chipre é quente e as suas capitais (Lefkosa / Nicósia), situadas no interior da ilha, ainda o são mais.
O passeio por Lefkosa serviu para chegar à fronteira da Rua Ledra e para ver algumas das atrações da parte norte de Nicósia, a parte ocupada pelos turcos. Aqui destaque para a Porta Girne que faz parte das muralhas de Nicósia e que tem uma estátua do líder turco Ataturk, para o Museu Tekke e para a praça Ataturk, tudo separado por apenas centenas de metros.

A Porta de Kyrenia (ou Girne) nas muralhas de Lefkosa

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Praça Ataturk:
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A zona proibida da cidade, a fronteira guardada pelos militares turcos:
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Depois entramos na parte mais antiga e cidade. Vale a pena visitar o Buyuk Han, um interessante edifício otomano em cujo interior podemos ver uma pequena construção religiosa. Chegou a ser uma prisão durante a administração britânica, mas hoje conta com restaurantes e pequenas lojas de artesanato.

A Buyuk Han:

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Talvez a maior atração de Lefkosa seja a Mesquita de Selimiye. A antiga catedral gótica de Santa Sofia, um dos mais importantes edifícios católicos do Médio Oriente, foi transformada em mesquita pelos turcos em 1570. Em 1954 foi batizada de Selima (Cami Selimiye). As imagens foram retiradas, o seu interior pintado e foram acrescentados dois minaretes. Com as bandeiras turcas e da R.P.N. Chipre penduradas entre os dois minaretes, marca bem o domínio turco e islâmico nesta parte da cidade.

A mesquita de Selima:

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Uma praça junto à mesquita:
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Loja de artesanato no lado turco de Nicósia:
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Passei por uma rua pedonal dedicada ao comércio e fui até à fronteira da Rua Ledra, aberta apenas em 2008. Foi fácil passar o controlo fronteiriço. Umas horas antes no aeroporto de Ercan tinham-me carimbado o passaporte com o registo da entrada, agora carimbaram com a saída. Passados uns metros mostrei o Cartão do Cidadão no posto de controlo cipriota e obviamente deixaram-me entrar. São muitos os turistas que aproveitam estar em Nicósia (Chipre) para visitar Lefkosa (R.T.N. Chipre) e não há um interesse das autoridades em complicar a vida dos visitantes, apesar de ainda haver restrições oficiais no uso do aeroporto de Ercan.

O posto fronteiriço da Rep.Turca do Norte de Chipre:

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A parte cipriota/grega da fronteira:
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Fiz o resto da Rua Ledra, a pedonal e principal rua de Nicósia, até ao terminal de autocarros. Muitas lojas, algumas marcas conhecidas mas não é uma rua particularmente interessante. Apanhei o ónibus para Larnaca. O bilhete custou 4€ e a viagem demorou cerca de 50m.
Fui a pé até ao hotel, um pouco afastado do centro, e aproveitei para descansar um pouco. Saí à noite para ir jantar, uma deliciosa refeição de comida cipriota, uma mistura de grega e turca, num restaurante junto à Igreja de São Lázaro.

--- 2º dia ---

Fui para o centro de Larnaca a pensar fazer uma excursão a Famagusta, ou Gazimagusa em turco, situada na R.T.N. Chipre. Depois reparei que as excursões eram apenas à quarta-feira e sábado. Tive de optar por um outro plano, ia para Nicósia, via a capital durante aquela tarde e regressaria a Larnaca no dia seguinte para fazer o tal passeio. Se soubesse disto aquando da marcação de hotéis, tinha feito de modo diferente.
Antes de apanhar o autocarro para Nicósia fiz um pequeno passeio por Larnaca. Não achei a cidade nada de especial. Uns 3 ou 4 hotéis de boa apresentação na primeira linha da praia, os restantes nem por isso. A praia apresentava uma areia escura, diria mais que era terra do que areia. Agora a temperatura da água do mar era bastante agradável (quente).
Em termos de património destaque para a Igreja de São Lázaro, para uns locais arqueológicos e para o forte que é igualmente um museu medieval.

Larnaca, uma cidade sem beleza em muitas zonas:

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Larnaca, alguns edifícios do centro:
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Muitos hotéis e restaurantes na primeira linha de praia:
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A praia em Larnaca:
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Uma mesquita e forte:
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Igreja de Agios Lazaros:
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Contrariando os meus planos iniciais, que passariam por um dia inteiro de visita a Nicósia, iria ter apenas uma tarde para ver a cidade. Depressa percebi que uma só tarde "chegava e sobrava".
Antes de começar a visita à cidade fui colocar a bagagem ao hotel Asty (ver: http://astyhotel.com/astypages/index.html ). Um hotel muito acolhedor, muito prestáveis, com sala de pequeno almoço colocada 24h por dia e barato. Claro que com tantas qualidades e tão barato, algum problema deveria ter ... é que fica afastado uns km's do centro da cidade. Para lá chegar tive de apanhar o ónibus n.º 259. Sabendo deste contra o hotel tem um serviço de transferências para a cidade e disponibiliza bicicletas para uso dos clientes.
Estando em forma, escolhi uma bicicleta para ir até ao centro. Mais do que a distância, incomodava mais a alta temperatura que se fazia sentir. Nicósia é uma cidade quente e se a visitarem no verão podem contar com uns gastos adicionais em garrafas de água.

Depósitos de água marcam a imagem dos telhados da quente Nicósia:

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A visita começou pela Porta de Paphos. Logo aqui vi uns turistas passeando a poucos metros de mim, mas estando num outro país. Eles estavam por detrás de uma cortina de arame farpado, uma das imagens de Chipre, na R.T.N. Chipre. Vi também as barreiras de separação, eficazes mas um pouco arcaicas. O meu conhecido Muro de Berlim tinha um aspeto bem mais sofisticado e eficiente.

A zona da Porta de Paphos:

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Andei pela zona da fronteira, tirei umas fotos "praticamente" proibidas e reparei em como a separação da cidade estagnou toda esta zona. Pouco comércio, habitações modestas e pouca vida nesta parte da cidade.

A zona militar junto à "Terra de Ninguém":

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Nicósia é uma cidade com uma muralha, que data do tempo do domínio veneziano, e aqui podemos encontrar os bastiões. Seis ficam no lado invadido pelos turcos e cinco no lado cipriota da cidade. No bastião d'Avila encontra-se o edifício em estilo clássico grego da Câmara Municipal. Fui sempre pela muralha veneziana até ao bastião seguinte (Constança) onde pude ver a Mesquita Bayraktar.

Edifício da Câmara Municipal:

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No bastião seguinte, chamado Podocataro, iniciei o percurso "rua a rua" do guia DK (a mesma editora que edita os guias American Express na versão portuguesa). Comecei por ver o monumento à independência/liberdade do país. Passei por ruas sem grande interesse arquitetónico, uma pequena igreja até chegar aos edifícios do Centro Cultural Arcebispo Makarios. A parte mais interessante deste passeio proposto pelo guia.

Monumento da independência:

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Igreja:
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Ruas sem beleza e edifícios em ruína:
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Museu:
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Centro Cultural Makarios:
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Além do centro cultural, podemos ver a Catedral de São João, datada de 1662, e o museu da luta pela libertação. Neste museu ao invés daquilo que seria de supor, em vez da bandeira cipriota é a bandeira grega que podemos ver hasteada.

Catedral de S. João:

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O museu da libertação ... com a bandeira grega hasteada:
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Confesso que fiquei a pensar sobre a existência de Chipre como país. Cerca de um terço do país está ocupado pelos turcos desde 1974 e na parte da ilha pertencente à República de Chipre são notórias as proximidades à Grécia. Uma questão para a qual a diplomacia ainda não encontrou solução. Para isto tudo ser ainda mais absurdo, de referir que tanto a Grécia como a Turquia fazem parte da mesma aliança militar, a NATO.
Bem, mas a minha visita a Nicósia continuou. Uma ou outra casa digna de interesse e a mesquita Omar, a maior da parte sul (cipriota/grega) da cidade. Depois fui até a zona "proibida" da cidade, a fronteira. É incrível como o aqui o "tempo parou" desde o fatídico, para os cipriotas, ano de 1974. Pequenas oficinas, atividades sem grande valor e muita coisa degradada e abandonada. Pensei: «é isto uma capital de um país da UE ?!»

A Mesquita Omar:

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É isto uma capital de uma país pertencente à UE ?
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A fronteira, sempre com as cores da Grécia:
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A zona junto à fronteira "parou no tempo" desde 1974:
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Um pouco de humor e a lembrança da Berlim dividida:
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Uma foto "proibida" da "terra de ninguém", a linha de fronteira:
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Estava junto à Linha Verde, nome pelo qual é conhecida internacionalmente a fronteira entre a comunidade cipriota e turca, quando comecei a ouvir o sonoro chamamento para as orações vindo da mesquita de Selimiye, a poucos metros de distância mas do lado turco da cidade. Estranho como dois mundos tão distintos estão separados desta forma.

A única capital dividida no mundo:

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Monumento que evoca a divisão da cidade:
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Vi a igreja de Tripiotis, mais umas ruas, a Fundação Cultural Banco de Chipre e tinha a cidade vista. Nem uma tarde inteira passei a descobrir a parte sul de Nicósia. Por volta das dezoito horas sentei-me numa esplanada, numa zona com muitos jovens e bebi um Frapé, a recordar a Grécia ...

Igreja de Panagia Faneromeni:

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Um dos poucos edifícios dignos de relevo em Nicósia:
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Fundação Cultural Banco de Chipre:
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Nem sempre bonitas as ruas de Nicósia:
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Fui para o hotel descansar um pouco e à noite fui jantar num restaurante aconselhado pelo TripAdvisor, o Scarabeo. Este espaço, mais um bar que um restaurante, apresentava apenas dois pratos no menu, mas o peito de frango que escolhi estava muito bem confecionado.

--- 3º dia ---

Este dia foi dedicado ao passeio a Famagusta. Acordei cedo e fui de autocarro para Larnaca, chegando a esta localidade paguei 35,00€ pela excursão que iniciou-se por volta das 11h30.
Passei por uma "aldeia fantasma", pela base militar britânica de Dhekelia, por Ayios Nikolaos e pelo posto de controlo fronteiriço das forças turcas na fronteira da R.T.N. Chipre. Aqui, pela primeira vez, evitaram carimbar o meu passaporte tendo colocado os dados da entrada neste país num pedaço de papel. Na fronteira estava também um guia, um habitante cipriota turco, à espera do "mini-bus" da minha excursão.

Uma "aldeia fantasma" (abandonada) junto à fronteira:

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Um posto de vigia das tropas turcas na zona de divisão da ilha:
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A fronteira a caminho de Famagusta:
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A primeira paragem foi junto a Varosha, a "cidade fantasma" de Chipre e um dos lugares que mais queria visitar na ilha. Varosha em 1974 era uma das principais estâncias turísticas do Mediterrâneo e a zona de Chipre que concentrava mais turistas. Em julho desse mesmo ano as tropas turcas invadem o norte da ilha e nessa operação militar chegam a bombardear Varosha. Nada mais restou aos seus ocupantes que fugir com a "roupa que traziam no corpo" deixando a cidade ao mais completo abandono (ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Varosha,_Famagusta ).

Os hotéis abandonados da "cidade fantasma" de Varosha:

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É proibido tirar fotos nesta área controlada por militares turcos:
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As Nações Unidas criaram uma resolução em que os prédios vazios de Varosha apenas podiam ser ocupados pelos seus proprietários originais, impedindo os turcos de repovoar a cidade. Acontece que as forças turcas nunca retiraram o arame farpado que cerca Varosha e a ordem de disparar a matar sobre quem entrar nesta área militar. O resultado deste braço de ferro é que ninguém vive em Varosha deixando centenas de edifícios ao mais completo abandono há praticamente 40 anos. A excepção são apenas dois hotéis, um ocupado pelos militares turcos e o outro pelas forças da ONU.
Da bela praia vizinha podemos ver uma linha de costa, com cerca de 5km, com edifícios abandonados e que faz de Varosha uma das maiores cidades abandonadas a nível mundial. Lamentavelmente é proibido fotografar esta zona onde o "relógio parou em 1974". Mas a excursão não se limitava à "Cidade Fantasma", o próximo destino foi o Castelo de Otelo.
A parte mais famosa das muralhas que rodeiam a cidade de Famagusta tem que ser a Citadel, frequentemente referida como Castelo de Otelo e que serviu de inspiração a William Shakespeare para a sua obra mais conhecida. Depois fomos até ao centro da cidade e pude ver mais uma catedral gótica transformada em mesquita além de outras construções antigas. Famagusta é uma cidade interessante.

Castelo de Otelo:

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A muralha veneziana:
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Ruínas da igreja de S. João:
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Mesquita de Lala Mustafa Pasha, mais uma catedral transformada em mesquita:
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Interessante a localidade de Famagusta, ou Gazimagusa em turco:
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Praça Namik Kemal:
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A excursão seguiu para o túmulo do apostolo Barnabé, um dos criadores da igreja ortodoxa o que faz deste lugar um dos mais visitados de toda a ilha. Junto podemos ver o convento de S. Barnabé, que serve igualmente de museu contendo obras religiosas e exemplos de cerâmica com vários séculos.

Túmulo de Barnabás:

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Convento de S. Barnabás erigido em 1756:
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O interior:
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O museu:
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Por fim, visitamos Salamis, um complexo arqueológico composto por um anfiteatro, um antigo ginásio e banhos romanos. É o maior e mais interessante conjunto arqueológico da ilha cipriota. Aqui ficava o restaurante onde almocei, um almoço incluído no preço da excursão. Para acabar a visita ao lugar, tomei banho numa praia de areia branca e com a quente água do Mediterrâneo.

Teatro Romano:

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Gymnasium, onde treinavam os atletas:
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Um ótimo lugar para os apreciadores de arqueologia:
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A excelente praia junto a Salamis:
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No regresso a Chipre a militar cipriota responsável pelo controlo de fronteiras ficou admirada quando viu o meu cartão do cidadão: «Não há por aqui muitos portugueses».
Foi um dia produtivo em termos de visita. Famagusta tem património, boas praias e Varosha é um lugar marcante.

--- 4º dia ---

Este foi o meu último dia na ilha cipriota. Aproveitei o serviço de transfere do hotel até ao centro de Nicósia, a rua Ledra. O simpático motorista revelou-se um profundo conhecedor de futebol. Conversa cá, conversa lá, acabei por confessar que ia apanhar o avião ao aeroporto de Ercan, na parte ocupada pelos turcos. É sempre constrangedor falar disto com os cipriotas de origem grega que continuam com parte do país ocupado por um exército estrangeiro ...
Fiz a rua Ledra, que apesar de ser a principal rua de Nicósia, uma rua comercial e onde estão representadas alguma conhecidas marcas internacionais, mas nem por isso é uma rua elegante. Atravessei a fronteira ao fim desta rua e passei para o lado turco da cidade.

Rua Ledra:

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Aqui fiz um curto passeio pelas ruas junto à fronteira. É uma zona feia, algo abandonada e onde o tempo parece ter parado na década de 70. Visitei o pequeno parque junto às muralhas, mas do lado da R.T.N. Chipre, a zona antiga de Lefkosa (Bairro Arménio) e aproveitei para conhecer mais uma ruas deste lado da cidade.

Já no lado da Rep. Turca do Norte de Chipre:

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A zona junto à fronteira, tal como em 1974:
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Um parque e uma torre de vigia dos militares da ONU:
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Os cartazes militares, iguais aos existentes na Turquia:
A bandeira turca e da Rep. Turca Norte Chipre:
Recinto desportivo na zona de fronteira:
Ledra Palace Hotel, edifício da UNFICYP e zona de passagem entre os dois territórios:
Edifício do governo da Rep. Turca do Norte de Chipre:
Fui até ao terminal rodoviário e apanhei o ónibus das 12h00 para o aeroporto de Ercan. Aqui almocei e apanhei um voo da Pegasus Airlines às 15h05. Deixava assim a ilha de Chipre ...
Links:
Turismo (R.T.N. Chipre): http://welcometonorthcyprus.co.uk/
Em resumo: Não tendo visitado a totalidade da ilha, daquilo que vi posso dizer que Chipre desiludiu-me um pouco. Não apreciei as cidades e achei as praias sem grande beleza. A exceção acabou por ser o dia de passeio a Famagusta. Aqui gostei das praias e existe património digno de destaque.
O principal motivo de interesse da minha visita a Chipre acabou por ser a sua história recente e a divisão forçada do território, em especial da sua capital Nicósia/Lefkosa. Saí do país com a sensação que a divisão será duradoura e que a própria existência de um Chipre independente acaba por não fazer sentido.
Com a visita a Nicósia consegui finalizar o meu objetivo de conhecer todas as capitais da UE.
Gostaria de agradecer ao membro ClearedForTakeOff pelo seu relatório sobre Chipre que acabou por ser a minha "fonte de inspiração e conhecimento" para esta viagem.
Cumprimentos,
Jopeg

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Muito bom, confesso que depois desse tópico fiquei com curiosidade de conhecer essa ilha

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Excelente report.Uma aula de historia e uma lamentavel recordaçao :um pais pobre ocupado por duas naçoes que prejudicam o desenvolvimento da populaçao local

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