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Neve atrasa voo e brasileiros dormem em aeroporto nos EUA


Pedro Cercato

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Cerca de 100 brasileiros que voltavam de Orlando para São Paulo passaram a noite no aeroporto internacional de Charlotte, no estado de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, após a neve e o mau tempo provocar atrasos nos voos, segundo o contador Caio Orenga, de 27 anos, que está junto com o grupo e enviou o relato via VC no G1. Conforme o jovem, há também passageiros com destino ao Rio de Janeiro.

Caio Orenga , que está acompanhado de um amigo e conheceu os outros brasileiros “em meio à confusão”, diz que o grupo voltava de Orlando na tarde de quarta-feira (12) e que o voo 1979 da US Airways, que estava previsto para o início da tarde para Charlotte, atrasou devido à neve, conforme a companhia o informou. Mas que a companhia os mandou embarcar porque deveriam pegar a conexão no voo 802 para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Segundo a agência de notícias EFE, uma tempestade de inverno obrigou o cancelamento de mais de 200 voos nos aeroportos internacionais de Fort Lauderdale, Miami e Orlando desde quarta-feira, afetando também o aeroporto de Charlotte.

 

“Chegamos aqui (em Charlotte) com quatro horas de atraso, sem nenhum atendimento ou suporte, funcionários mal educados, não sabiam onde estava nossas malas e não tinha avião nenhum. Ficamos vagando pelo aeroporto, sem comida e sem assistência. Disseram que não deveríamos sair do aeroporto, porque não encontraríamos taxi e vagas em hotel e se isso acontecesse não poderíamos retornar”, explica Caio.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da US Airways para saber a posição da companhia aérea em relação à situação dos brasileiros em Charlotte e também deixou recado junto à sede da companhia no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), mas, até a publicação desta reportagem, não recebeu retorno. Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto de Cumbica, o voo da US Airways, que tinha previsão de chegar às 5h45, pousou às 5h54 desta quinta-feira.

Frio no aeroporto
Segundo o contador, como perderam a conexão para o Brasil, as pessoas dormiram pelo chão e passou frio, pois não estava com agasalhos. Eles receberam uma espécie de maca para dormir no saguão do aeroporto.

 

“Crianças e senhoras chorando na sala de embarque era uma imagem normal”, explica o contador. Os brasileiros, segundo ele, estão preocupados com o “paradeiro” das malas e que, só depois de “muita briga”, conseguiram um voucher de US$ 20 por pessoa.

 

“Enfim, nunca vi coisa parecida, estamos largados e não temos alternativa que não seja torcer para que tudo isso acabe é que nossos pertences sejam devolvidos.

 

A informação que o jovem recebeu é que o grupo embarcará às 17h (20h, horário de Brasília) para Guarulhos. Ele, que tinha uma passagem em classe econômica, recebeu um bilhete para primeira classe.

 

Fonte:

 

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/02/neve-atrasa-voo-e-brasileiros-dormem-em-aeroporto-nos-eua-diz-contador.html

 

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Esta é a legislação Americana. A Brasileira determina a assistencia aos passageiros, mesmo não sendo uma culpa da empresa aerea. Cabe uma reparação pelo ocorrido, se verdadeiros os fatos.

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Essa legislação americana é ridícula. Se eu pegar um engarrafamento (o que um fator alheio a minha vontade) e perder o voo, eu sou punido por isso. Contudo, se tiver uma snowstorm e o avião não decolar, a aérea simplesmente não tem responsabilidade do passageiro, por que ela "não tem culpa sobre o mau tempo".

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Mas ela tem culpa do mau tempo? Por algum acaso divino foi ela que causou a neve, a chuva, o nevoeiro, o vento? Ela fez isso para perder dinheiro? Eu já acho a legislação do Brasil muito severa com as empresas.

Se por acaso o voo atrase por culpa da empresa.... manutenção ou condição operacional da empresa como falta de tripulante ou avião aí sim acho justo pagar comida e se chegar a muito atraso, o hotel. Agora por ineficiência desses aeroportos lixos desse país onde uma chuvinha já fecha o aeroporto e dezenas de vôos são alternados por falta de equipamentos para auxílio de pouso, nevoeiro e principalmente falta de pátio onde um avião para CGH não pode alternar GRU por saturação, eu acho injusto empresa ter que arcar com isso.

Ahhhh muitos vão falar de risco de negócio e isso aquilo mas o passageiro compra um direito de transporte, seja ele de qualquer maneira e ele também "assume" o risco do negócio em pegar mau tempo, garanto que o busao não para por chuva ou nevoeiro. Aí o governo cria uma resolução para passar a mão na cabecinha do passageiro inflamado porque o avião dele não pousou ou não vai decolar pq o aeroporto é uma ##### e passageiro vira um leão da mata atlântica engrossando a voz e batendo no peito pedindo os seus direitos. Bata no peito e exiga melhores aeroportos e garanto que você não ficará preso em avião por horas quando ele alterna pq falta estacionamento para a empresa te desembarcar.

 

Vejamos que o EUA estão a alguns anos na nossa frente e lá a legislação não culpa as empresas por mau tempo e as empresas são até mais saudáveis por isso. Se lá geralmente só para por causa de neve e frio intenso, imagina se no Brasil tivéssemos o luxo de não nevar nem tão pouco frio intenso. Opa, nos temos esse luxo mas aqui só precisa chover e aeroporto fecha.

 

Queria ver brasileiro batendo no peito lá nos EUA e pedindo direitos por atraso e causando, 5 minutos chega alguns carrinhos black and white com sirenes ligadas e leva os baderneiros...

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Será que os brasileiros lá derem "Piti" quiseram beter em alguem da Cia, ou ficaram pianinhos no canto deles????

 

Uma coisa é você tá dentro do seu país, outra é você tá fora. Fazem baderna aqui dentro porque tá em casa, lá eles fazem uma denúncia formal.

 

 

Mas ela tem culpa do mau tempo? Por algum acaso divino foi ela que causou a neve, a chuva, o nevoeiro, o vento? Ela fez isso para perder dinheiro? Eu já acho a legislação do Brasil muito severa com as empresas.

Se por acaso o voo atrase por culpa da empresa.... manutenção ou condição operacional da empresa como falta de tripulante ou avião aí sim acho justo pagar comida e se chegar a muito atraso, o hotel. Agora por ineficiência desses aeroportos lixos desse país onde uma chuvinha já fecha o aeroporto e dezenas de vôos são alternados por falta de equipamentos para auxílio de pouso, nevoeiro e principalmente falta de pátio onde um avião para CGH não pode alternar GRU por saturação, eu acho injusto empresa ter que arcar com isso.

Ahhhh muitos vão falar de risco de negócio e isso aquilo mas o passageiro compra um direito de transporte, seja ele de qualquer maneira e ele também "assume" o risco do negócio em pegar mau tempo, garanto que o busao não para por chuva ou nevoeiro. Aí o governo cria uma resolução para passar a mão na cabecinha do passageiro inflamado porque o avião dele não pousou ou não vai decolar pq o aeroporto é uma ###### e passageiro vira um leão da mata atlântica engrossando a voz e batendo no peito pedindo os seus direitos. Bata no peito e exiga melhores aeroportos e garanto que você não ficará preso em avião por horas quando ele alterna pq falta estacionamento para a empresa te desembarcar.

 

Vejamos que o EUA estão a alguns anos na nossa frente e lá a legislação não culpa as empresas por mau tempo e as empresas são até mais saudáveis por isso. Se lá geralmente só para por causa de neve e frio intenso, imagina se no Brasil tivéssemos o luxo de não nevar nem tão pouco frio intenso. Opa, nos temos esse luxo mas aqui só precisa chover e aeroporto fecha.

 

Queria ver brasileiro batendo no peito lá nos EUA e pedindo direitos por atraso e causando, 5 minutos chega alguns carrinhos black and white com sirenes ligadas e leva os baderneiros...

 

“Chegamos aqui (em Charlotte) com quatro horas de atraso, sem nenhum atendimento ou suporte, funcionários mal educados, não sabiam onde estava nossas malas e não tinha avião nenhum. Ficamos vagando pelo aeroporto, sem comida e sem assistência. Disseram que não deveríamos sair do aeroporto, porque não encontraríamos taxi e vagas em hotel e se isso acontecesse não poderíamos retornar”, explica Caio.

 

Pra você isso é justo?

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Super, a legislação e a cultura americana são individualistas.

 

Por exemplo, o sistema de saúde público é inexistente, porque o americano médio não quer

pagar pelo atendimento médico dos outros. "Cada um que se vire".

 

Da mesma maneira, o passageiro experiente e safo, não quer que as passagens aéreas fiquem

mais caras porque as cias precisam repassar o custo para dar assistência àqueles que são

ingênuos, inexperientes ou simplesmente irresponsáveis e vão pro aeroporto em meio a uma

tempestade de neve.

 

Assume-se que é responsabilidade do passageiro estar atento às notícias sobre eventos

climáticos extremos e ter bom senso de remarcar sua viagem antes de ir ao aeroporto, ou então,

correr o risco por conta própria.

 

É importante frisar que a legislação americana obriga as cias a re-marcarem os vôos sem taxa

em caso de problemas de clima.

 

Exemplo real, retirado dos sites das cias, nesse momento.

 

American:

Due to winter weather in the Northeast U.S., American Airlines offers customers the convenience to change their plans.

http://www.aa.com/i18n/travelInformation/travelAlerts.jsp#!travelPolicy

 

US Airways:

We’ve relaxed our change-fee policies. If your trip is affected, you can change your trip online (in most cases) -- we’ll waive your change fees!

http://www.usairways.com/TravelCenter/Advisories.aspx

 

United:

In some cases where severe weather and other uncontrollable events are impacting United’s operations, we may, at our sole discretion issue an exception policy designed to accommodate customers with restricted tickets who wish to change their travel in advance of any potential disruption

http://www.united.com/CMS/en-US/travel/news/Pages/travelnotices.aspx#ExceptionPolicies

 

 

Não vou dizer se eu concordo ou não concordo com essa política, mas faz parte da cultura desse país e quem vem

pra cá visitar (ou pra qquer outro país) deve ter em mente como são as regras do jogo em cada lugar.

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“Chegamos aqui (em Charlotte) com quatro horas de atraso, sem nenhum atendimento ou suporte, funcionários mal educados, não sabiam onde estava nossas malas e não tinha avião nenhum. Ficamos vagando pelo aeroporto, sem comida e sem assistência. Disseram que não deveríamos sair do aeroporto, porque não encontraríamos taxi e vagas em hotel e se isso acontecesse não poderíamos retornar”, explica Caio.

 

Pra você isso é justo?

 

Na última vez que fui ao Brasil iria fazer SFO-DFW-GRU, e uma tempestade de neve estava afetando DFW.

 

Quando cheguei no Check-in a moça falou, "prefere ir por Nova Iorque?" e eu estando com upgrade pra C confirmado

no vôo de DFW-GRU disse que preferia "arriscar" pois até aquele momento o vôo estava OK.

 

Bom, 50 minutos antes de embarcar o TripIt me avisou que DFW-GRU fora cancelado. Fui até o balcão da American

e perguntei se era verdade. Pois caso fosse eu não gostaria de fazer a perna SFO-DFW e ficar preso em Dallas...

 

A atendente foi super solícita e finalmente consegui mudar e fazer SFO-LAX-MIA-GRU. Sem taxa nenhuma.

 

Ou seja, aqui espera-se mais independência do indivíduo. No Brasil e na Europa existe uma cultura mais

paternalista de passar a mão e cuidar do coletivo. Melhor ou pior? Não sei...

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Olha Pedro Cercato, nenhuma história só existe um lado. Não adianta me dizer que os funcionários foram mal educados pq por ser brasileiro e viver em aeroporto, será que os hermanos foram educadinhos com os funcionários "pedindo educadamente" sua mala? O que o fleury explicou é a verdade. Morei 10 anos nos EUA e lá todo mundo sabe que a vida para quando neva, quando tem furacão e tempestade, a única coisa que você vê na rua são os caminhões que por vezes passa na sua rua limpando a neve ou os destroços. As notícias onde você estiver, hotel, casa, pensão, estão passando na TV e em várias línguas para você se programar e se cuidar e avisam com uma antecedência que você ainda não viu no Brasil, te garanto isso. Os sites das empresas informam tudo o que você precisa fazer para não "ter dor de cabeça".

Acontece que nós brasileiros estamos mal acostumados por resoluções já citadas e as vezes caímos na ingenuidade de achar que vai dar certo mesmo com o mundo caindo lá fora. O negócio é chegar no aeroporto e depois que estiver lá a empresa que se vire.

Se o cara tem dinheiro para ir gastar em uma país que não é o seu pq "acha lá melhor", ele que pague para comer, para dormir e para vestir e ainda para se hospedar mais dias se der algum problema. É o "risco de negócio" que ele assumiu ao ir para os EUA passar suas ferias e fazer suas comprinhas.

Se ele estivesse aqui no Brasil estaria amparado pelas nossas excelentes leis Pedro, foi para la pq quis.

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Olha Pedro Cercato, nenhuma história só existe um lado. Não adianta me dizer que os funcionários foram mal educados pq por ser brasileiro e viver em aeroporto, será que os hermanos foram educadinhos com os funcionários "pedindo educadamente" sua mala? O que o fleury explicou é a verdade. Morei 10 anos nos EUA e lá todo mundo sabe que a vida para quando neva, quando tem furacão e tempestade, a única coisa que você vê na rua são os caminhões que por vezes passa na sua rua limpando a neve ou os destroços. As notícias onde você estiver, hotel, casa, pensão, estão passando na TV e em várias línguas para você se programar e se cuidar e avisam com uma antecedência que você ainda não viu no Brasil, te garanto isso. Os sites das empresas informam tudo o que você precisa fazer para não "ter dor de cabeça".

Acontece que nós brasileiros estamos mal acostumados por resoluções já citadas e as vezes caímos na ingenuidade de achar que vai dar certo mesmo com o mundo caindo lá fora. O negócio é chegar no aeroporto e depois que estiver lá a empresa que se vire.

Se o cara tem dinheiro para ir gastar em uma país que não é o seu pq "acha lá melhor", ele que pague para comer, para dormir e para vestir e ainda para se hospedar mais dias se der algum problema. É o "risco de negócio" que ele assumiu ao ir para os EUA passar suas ferias e fazer suas comprinhas.

Se ele estivesse aqui no Brasil estaria amparado pelas nossas excelentes leis Pedro, foi para la pq quis.

 

Certo, existem duas versões. Entretanto como já foi citado aqui, a legislação americana(tirando a falta de educação) foi basicamente resumida no comentário do passageiro:

 

“Chegamos aqui (em Charlotte) com quatro horas de atraso, sem nenhum atendimento ou suporte, funcionários mal educados, não sabiam onde estava nossas malas e não tinha avião nenhum. Ficamos vagando pelo aeroporto, sem comida e sem assistência. Disseram que não deveríamos sair do aeroporto, porque não encontraríamos taxi e vagas em hotel e se isso acontecesse não poderíamos retornar”, explica Caio.

 

Concordo, de uma maneira mais sutil, quando você diz: "Se ele estivesse aqui no Brasil estaria amparado pelas nossas excelentes leis Pedro, foi para la pq quis."

 

Mas o quesito chave não é a legislação x ou legislação y, é que você ser abandonado dentro de um aeroporto é no mínimo absurdo, ao menos no meu ponto de vista.

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Essa legislação americana é ridícula. Se eu pegar um engarrafamento (o que um fator alheio a minha vontade) e perder o voo, eu sou punido por isso. Contudo, se tiver uma snowstorm e o avião não decolar, a aérea simplesmente não tem responsabilidade do passageiro, por que ela "não tem culpa sobre o mau tempo".

 

Eu acho justo.

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Ou seja, aqui espera-se mais independência do indivíduo. No Brasil e na Europa existe uma cultura mais

paternalista de passar a mão e cuidar do coletivo.

 

Acho que aqui você tocou no ponto fundamental. São duas culturas diferentes.

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Você ser abandonado dentro de um aeroporto é no mínimo absurdo, ao menos no meu ponto de vista.

 

Esse é o ponto Pedro. O que eu vou dizer pode soar egoísta, arrogante, ou algo assim, mas

é uma questão cultural.

 

Na visão daqui quem pode ser "abandonado" é o incapaz, é a criança, não um passageiro

de um vôo comercial.

 

Um adulto deve estar ciente das suas responsabilidades e saber cuidar de si próprio diante

da vida. Aqui nos EUA Isso inclui, saber poupar dinheiro pra emergências médicas, saber poupar

pra sua aposentadoria, saber carregar água, mantimentos e cobertores quando dirigindo por uma

estrada com risco de nevasca, e por fim, ter dinheiro para pagar uma noite extra de hotel quando

viajar a um lugar com risco de clima inclemente.

 

Na visão daqui não cabe ao governo nem às cias aéreas "dar colo pra adultos", por mais

egoísta ou rude que soe.

 

Nesse estudo a nota dos EUA em individualismo é 92 (0 a 100) e a do Brasil é 38.

http://www.clearlycultural.com/geert-hofstede-cultural-dimensions/individualism/

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Eu estava com um voo marcado de MCO para GRU via ATL na terça. Um dia antes da Delta me enviou um e-mail avisando do cancelamento do voo devido a neve! Mesmo assim, fui ao aeroporto ver quais opções teria...sabendo que correria o risco de esperar muito, pois sabia da legislação americana e inclusive concordo com ela. Felizmente, fui alocado no voo da GOL que sairia na mesma tarde com escala em Santo Domingo e cheguei em casa no mesmo horário que chegaria com a Delta, pois a conexão de GRU para SSA foi a mesma. Em resumo, se eu não embarcasse naquele dia só haveriam voos disponíveis na sexta...um grupo de brasileiros estava la e foram realocados em um voo direto da TAM para GRU no dia seguinte, quarta...o voo da GOL não foi bom como seria no 767, mas diante dos fatos...foi melhor do que eu esperava!

 

Abrs

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fleury, duvido que a ideologia de alguns se sustentem diante de um fato desses ocorrido aqui no Brasil.

 

Vale salientar que as pessoas ali dentro daquele saguão sem nenhum tipo de assistência são pessoas, não são animais não. Atitudes como essas soam punitivas e desrespeitosas mesmo diante da legislação individualista americana.

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fleury, duvido que a ideologia de alguns se sustentem diante de um fato desses ocorrido aqui no Brasil.

 

Vale salientar que as pessoas ali dentro daquele saguão sem nenhum tipo de assistência são pessoas, não são animais não. Atitudes como essas soam punitivas e desrespeitosas mesmo diante da legislação individualista americana.

 

Pedro, os transtornos de uma nevasca atingem à todos. Não foi a companhia aérea que os tratou mal, ou como "animais",

mas sim "a natureza".

 

Essas pessoas simplesmente estavam (se colocaram) no local errado na hora errada e por isso vão ter que sofrer e/ou

lidar com os efeitos do "desastre natural", digamos assim...

 

Não é questão de punir, mas simplesmente de saber lidar com as conseqüências dos próprios atos, ao invés de

esperar que a cia aérea dê a eles uma bolha individual que os livre dos perrengues que todo o resto da cidade está

sofrendo.

 

Nesses momentos a ordem da prefeitura é "não saia de casa". Falte ao trabalho, falte à escola. Está todo mundo correndo

atrás de abrigo, aquecimento, água e comida. Não é a hora de estar no aeroporto.

 

Mas muitos de nós brasileiros por não estarmos acostumados com isso não sabemos como lidar com essa situação e

achamos que a coisa é "brincadeira". Não, não é.

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Essas pessoas simplesmente estavam (se colocaram) no local errado na hora errada e por isso vão ter que sofrer e/ou

lidar com os efeitos do "desastre natural", digamos assim...

 

Não é questão de punir, mas simplesmente de saber lidar com as conseqüências dos próprios atos, ao invés de

esperar que a cia aérea dê a eles uma bolha individual que os livre dos perrengues que todo o resto da cidade está

sofrendo.

 

Não exatamente. Eles estavam em Orlando. Quem colocou eles em Charlotte foi a companhia aérea. Os passageiros não têm acesso aos sistemas e procedimento internos da companhia aérea, então tomaram a decisão de embarcar para Charlotte acreditando que a companhia aérea sabia o que estava fazendo (isso inclui saber se vai conseguir cumprir o voo de conexão prometido). E mesmo se a companhia descobriu que não conseguiria cumprir o resto do que ela prometeu (em contrato) só depois dos passageiros tiverem saído de Orlando , o mínimo seria dar algum tipo de assistência.

 

 

 

Nesses momentos a ordem da prefeitura é "não saia de casa". Falte ao trabalho, falte à escola. Está todo mundo correndo

atrás de abrigo, aquecimento, água e comida. Não é a hora de estar no aeroporto.

 

As pessoas estavam tentando é voltar para casa. Não estavam no aeroporto porque não tinham nada melhor para fazer...

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Essa questão de funcionário ser mal educado ou bem educado acho tão relativa. Eu ja fui de linha de frente e no meio da confusão, 100 e poucas pessoas querendo um resolução imediata para um problema que não fui eu que criei e você não tem informações precisas do depto de operações sobre quais alternativas serão autorizadas ou viabilizadas para a contingência as pessoas ainda querem que você resolva o problema na hora e que o faça sorrindo, pedindo desculpas e explicando detalhadamente e com calma. Quanto mais a pessoa esta alterada menos você consegue raciocinar e agir frente ao caos. Quando os passageiros me tratavam de forma educada, calma, e sem arrogância eu tinha prazer em fazer tudo o que podia para ajudar.

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Muito boa a discussão Fleury, porém o que o lmpinto colocou é relevante.

 

o pessoal estava em Orlando e foram pra charlotte por opção da companhia, ora as previsões do tempo pra essas tempestades no sudeste americano não erram, se disse que é neve, prepara. A US poderia ter barrado o grupo em orlando ainda.

 

Se eles estivessem passando uma temporada em Charlotte e fossem pro aeroporoto mesmo com a nevesca, tudo bem. Agora cnx, falta de infomação, malas e etc... Complicado realmente.

 

Uma obs:

 

O que o amigo Romulo nos mostrou é importante, o tratamento da Delta em MCO pra ele foi totalmente diferente e fora, digamos, dos padrões legais dos EUA. A Delta sabia que ia dar zebra em Atl e tratou de resolver o problema ainda na origem.

 

2 companhias, mesmas leis, mesmo pais, mesmo problema clímatico, porém comportamentos diferentes.

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Não exatamente. Eles estavam em Orlando. Quem colocou eles em Charlotte foi a companhia aérea. Os passageiros não têm acesso aos sistemas e procedimento internos da companhia aérea, então tomaram a decisão de embarcar para Charlotte acreditando que a companhia aérea sabia o que estava fazendo (isso inclui saber se vai conseguir cumprir o voo de conexão prometido). E mesmo se a companhia descobriu que não conseguiria cumprir o resto do que ela prometeu (em contrato) só depois dos passageiros tiverem saído de Orlando , o mínimo seria dar algum tipo de assistência.

 

 

 

As pessoas estavam tentando é voltar para casa. Não estavam no aeroporto porque não tinham nada melhor para fazer...

 

Impinto, eu entendo o seu ponto, e eu já me ferrei outras duas vezes por causa de neve:

 

1) A três anos atrás quando me mudei para os EUA eu vim para San Francisco por Nova Iorque (GRU-JFK-SFO)

 

O vôo pra JFK obviamente atrasou por causa da neve, mas eventualmente foi... Só que quando cheguei lá vi o caos...

O AirTrain que liga os diferentes terminais estava parado por causa da neve e fora substituído por um ônibus

que passava a cada meia hora.

Para chegar nesse ônibus e conseguir ir pro outro terminal de onde minha conexão sairia tive que arrastar

duas malas de 32 kg (estava de mudança) pela neve, tentar entrar nesse ônibus lotado, enfim.

Quando finalmente cheguei no terminal doméstico obviamente eu havia perdido minha conexão.

 

Passei o dia inteiro fazendo o ciclo "check in em lista de espera", "passar pela segurança", "não conseguir embarcar", "voltar pro check-in pra tentar outro vôo".

 

Depois de várias horas eu já estava falando pra United "cara, me mandem pra qualquer lugar da costa oeste que chegando lá eu alugo um carro e dirijo pra SF"

Não adiantou.... Começaram a anunciar nos auto-falantes, "não existem mais vôos para a costa oeste hoje, procurem hotel".

 

Nesse ponto eu já estava a 10-12h no aeroporto, já tinha feito um amigo. Por sorte tinha um "netbook" comigo que ainda tinha um restinho de bateria.

Consegui usá-lo pra reservar um hotel perto do aeroporto, peguei um taxi e fui. Do hotel, por telefone, consegui finalmente ter assento confirmado em

um vôo da Continental saindo de New Jersey na manhã seguinte.

 

Acordei de madrugada, paguei 100 dólares de taxi pra cruzar Manhattan e finalmente fiz EWR-SFO.

 

 

2) Pouco tempo depois, já morando em San Francisco, resolvi ir passar o final de semana em Lake Tahoe, esquiando com alguns amigos.

Fomos em quatro carros, aquela animação, neve, uma coisa nova pra nós brasileiros, tudo ótimo, até o último dia...

 

O tempo virou, chegou uma nevasca. Sem saber julgar exatamente a gravidade da situação tentamos ir esquiar ao invés de ficarmos

em casa. Resultado, dos 4 carros, três de nós batemos em três (pequenos) acidentes diferentes!!

 

No meu caso nem culpa minha foi. Estava parado em um semáforo quando vi em câmera lenta uma caminhonete tentando

fazer uma curva e saindo pela tangente escorregando até bater de frente no meu carro...

 

Resultado, depois de 2 horas na rua, tentando sem sucesso chegar à estação de esqui, conseguimos voltar à casa alugada

onde decidimos que de lá não sairíamos mais.

 

Nesse momento tudo o que eu mais queria era voltar pra casa. Mas não pude. Ligamos para o dono da casa alugada e

dissemos que ficaríamos uma noite a mais. Liguei para meu chefe e expliquei que estava preso em Tahoe e que faltaria

ao trabalho no dia seguinte.

 

 

Resultado: Hoje, depois de três anos nos EUA eu sou muito mais esperto em relação à isso. Todas as vezes que compro

passagens no inverno escolho fazer conexão por Miami, Los Angeles, Dallas (dessa vez descobri que até DFW é bom evitar).

 

Da mesma maneira, equipei meu carro com pneus próprios para neve que utilizo quando subo pras montanhas. E sempre

que vou levo uma bateria auxiliar no porta malas, água, comida, cobertores e um notebook para poder pelo menos trabalhar

um pouco de longe, caso fique preso lá...

 

 

Moral da história. Essas pessoas que aceitaram entrar num vôo com destino a Charlotte sem questionar essa decisão

estão passando agora por algo que todo Americano passa quando criança vendo seus pais lidarem com nevascas...

E que nós imigrantes passamos quando nos mudamos pra cá.

 

Esse perrengue eles vão ter que colocar na conta da experiência e de "histórias pra contar" de cada um...

 

PS: Quanto à ter dinheiro contado. Ninguém planeja gastar além do que queria... Mas falar que saiu do Brasil pros

EUA e não possui um dinheiro de emergência para pagar algumas noites a mais de hotel é simplesmente irresponsável.

Isso não se faz, muito menos com família, criança pequena, etc.

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Muito boa a discussão Fleury, porém o que o lmpinto colocou é relevante.

 

o pessoal estava em Orlando e foram pra charlotte por opção da companhia, ora as previsões do tempo pra essas tempestades no sudeste americano não erram, se disse que é neve, prepara. A US poderia ter barrado o grupo em orlando ainda.

 

Se eles estivessem passando uma temporada em Charlotte e fossem pro aeroporoto mesmo com a nevesca, tudo bem. Agora cnx, falta de infomação, malas e etc... Complicado realmente.

 

Uma obs:

 

O que o amigo Romulo nos mostrou é importante, o tratamento da Delta em MCO pra ele foi totalmente diferente e fora, digamos, dos padrões legais dos EUA. A Delta sabia que ia dar zebra em Atl e tratou de resolver o problema ainda na origem.

 

2 companhias, mesmas leis, mesmo pais, mesmo problema clímatico, porém comportamentos diferentes.

 

Concordo, acho que uma situação como essa abre muito espaço pra uma cia aérea "ir além" em seu atendimento ao cliente e

dar um show de pró-atividade, de respeito ao cliente, etc. E aquela que conseguir fazer isso merece os parabéns e a fidelidade

do cliente!

 

Por exemplo, no caso do vôo SFO-DFW-GRU que comentei num post anterior, foi o TripIt que me avisou do cancelamento do

DFW-GRU. Não foi a American... Se fosse confiar neles eu teria embarcado pra DFW e me ferrado! E confesso que fiquei com

raiva dos caras, pensei "po, custava me avisar?".

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Concordo, acho que uma situação como essa abre muito espaço pra uma cia aérea "ir além" em seu atendimento ao cliente e

dar um show de pró-atividade, de respeito ao cliente, etc. E aquela que conseguir fazer isso merece os parabéns e a fidelidade

do cliente!

 

Por exemplo, no caso do vôo SFO-DFW-GRU que comentei num post anterior, foi o TripIt que me avisou do cancelamento do

DFW-GRU. Não foi a American... Se fosse confiar neles eu teria embarcado pra DFW e me ferrado! E confesso que fiquei com

raiva dos caras, pensei "po, custava me avisar?".

 

É exatamente isso que eu citei anteriormente:

 

fleury, duvido que a ideologia de alguns se sustentem diante de um fato desses ocorrido aqui no Brasil.

 

Vale salientar que as pessoas ali dentro daquele saguão sem nenhum tipo de assistência são pessoas, não são animais não. Atitudes como essas soam punitivas e desrespeitosas mesmo diante da legislação individualista americana.

 

Não custa a empresa prestar o mínimo de assistência possível, é um ato de boa fé como qualquer uma ou outra pessoa aqui do fórum faria por alguém que solicitasse ajuda. Basta apenas se colocar na posição dos brasileiros que foram deslocados pra o aeroporto de Charlotte.

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Pedro, aí que mora a cultura. Para a empresa vai custar sim e nos EUA ninguém faz favor a ninguém. Nem o cara do hotel leva sua bagagem sem esperar uma gorjeta. Para a companhia custaria sim, e se ela ajudasse um teria que ajudar todos ai se a lei não manda eu fazer, não me atrapalhe nem me encha o saco. Esse é o pensamento da empresa. Se sentiu lesado entra com um processo que o juiz vai analisar e lá eu garanto que é rapidinho a favor ou contra, agora aqui no Brasil.....

É o que eu já falei e o fleury disse, ir para os EUA sem ter dinheiro para emergência é uma burrice e irresponsabilidade, e se a saúde apertar, e se a conta do restaurante ficou mais cara do que o previsto? Lugar para ficar tem, MOTEL nos EUA não tem nada a ver com os motéis brasileiros, e são quartos baratos com cama, frigobar, chuveiro quente e um telefone para ele pedir uma pizza "GG" para ser entregue na porta do quarto por U$19,99 mas a gorjeta do entregador.

Enfim, quem fica sofrendo no aeroporto, ta lá porque quer e pq ta acostumado com lei brasileira que acha que lhe da o direito de gritar e espernear, (o negócio é chamar a imprensa e a polícia e sair no jornal das 19:00) e fica naquela velha vontade de alguém ficar com dó. 99% dos americanos passa do lado e nem se importa.

 

Eu já fiquei preso na florida por vários dias por causa de um furacão "IVAN" e não teve papo, previsão de mais 4 dias para sair de lá. Aluguei um carro e diriji por 20horas ate Boston, entreguei o carro e estava em casa solicitando a devolução do meu dinheiro da passagem e cheguei em casa por conta própria em um dia ao invés de ficar lá 96hrs esperando.

 

Esse é o que os americanos esperam, que cada cuide de si pq foi avisado do mau tempo e não que a empresa cuide de todos e torre milhões por ano.

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