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Dani CV

Caças Gripen NG para a FAB: Notícias

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Saab upbeat over Gripen E prospects beyond Brazil
Saab’s final assembly work on its first prototype Gripen E/NG fighter is “well under way”, the company says, as officials report unprecedented market interest in the product.
The first fuselage sections of test aircraft 39-8 have already come together in Linköping, demonstrating the benefits of its all-digital design, says Jerker Ahlqvist, head of the company’s Gripen business unit.
“The first sections are being put together in the workshops,” says Ahlqvist. “We put them together and they fit immediately – this shows we’re on the right track.” The aircraft is due to be rolled out during 2016, supporting a programme to deliver the first of 60 Gripen Es to the Swedish air force in 2019.
http://www.flightglobal.com/assets/getasset.aspx?itemid=60412
Also linked to the development is a two-seat demonstrator, which has now logged 281h in 315 flights.
Speaking during a Gripen seminar in Stockholm on 12 March, Ulf Nilsson, the head of Saab’s aeronautics business unit, said the final elements of a 36-aircraft deal with Brazil are expected to be in place by mid-year.
“It’s moving forward in a good way, according to plan when it comes to approving the financial solution and export licences,” he says.
Around 100 Brazilian engineers are due to arrive in Linköping by the end of 2015 to participate in training and airframe development activities, including those linked to a two-seat version of the fighter.
Under a progressive ramp-up of Brazilian involvement in the programme, Ahlqvist says “maybe 10 to 15” of Brazil’s 36 aircraft will undergo final assembly at Embraer. “They will have a full capability to manufacture Gripens in the future, and to create a fighter capability in Brazil,” he adds.
http://www.flightglobal.com/assets/getasset.aspx?itemid=54706

“Already we have seen the ‘Brazil effect’,” Ahlqvist says, with several of the nation’s neighbours “showing an interest” in the type.
“We have never had such a strong situation,” says Nilsson. “We have a business case where we can talk about 300 aircraft, and the potential to sell up to 450. We see good opportunities to have [additional] customers in the near future.
Meanwhile, Saab says Sweden is in negotiations with Slovakia linked to a potential deal to supply Gripen C/Ds to the European nation, with a decision anticipated later this year. Additional potential users in the region could include Bulgaria.
Fonte:: CRAIG HOYLE - : Flightglobal.com

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Gripen NG

Previstos para serem recebidos a partir de 2019, os 36 caças Gripen adquiridos pelo Brasil serão de uma versão superior as atualmente utilizadas no Exercício Lion Effort, batizadas de C e D. O Gripen NG brasileiro terá, entre outras melhorias, uma turbina mais potente e um radar mais avançado.

A SAAB planeja para 2016 a apresentação do protótipo do Gripen NG. Enquanto isso, uma aeronave de ensaio já realizou mais de 300 voos para testar sistemas da nova aeronave.

A participação brasileira no projeto será reforçada ainda este ano, com a ida de aproximadamente 100 engenheiros para atuarem nas atividades de desenvolvimento realizadas na Suécia. Das 36 aeronaves compradas pelo Brasil, treze serão fabricadas por suecos e outras oito sairão do trabalho de brasileiros na Suécia.

As quinze últimas unidades serão inteiramente fabricadas no Brasil através de uma parceria com a Embraer. Até 2024, a FAB terá em seu acervo 28 unidades monoplace e oito biplace.

Com o contrato assinado em outubro de 2014, os caças Gripen NG já fazem parte de praticamente todos os planos da Força Aérea Brasileira. A Base Aérea de Anápolis, a 150 quilômetros de Brasília, já se prepara para receber todas as 36 unidades adquiridas até o momento. Enquanto isso, na Suécia, dois pilotos da FAB concluíram em abril o treinamento na versão C/D do caça Gripen, menos avançadas, porém já com conceitos semelhantes ao novo avião.

Fonte: Agência Força Aérea via CECOMSAER 14 MAI 2015

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Cockpit-do-mockup-do-Gripen-NG-presente-

Glass cockpit Gripen NG BR

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http://jornalggn.com.br/noticia/a-tecnologia-de-defesa-e-o-caso-gripen

 

A tecnologia de defesa e o caso Gripen
QUI, 28/05/2015 - 06:00
ATUALIZADO EM 28/05/2015 - 10:33

Gripen-NG-FAB.jpg

Em toda nação industrializada, os dois maiores investimentos em inovação ocorrem nas áreas de saúde e de defesa. Por razões estratégicas, a área de defesa prioriza o controle tecnológico nacional. E essas duas visões marcaram a escolha do sueco Gripen como o avião de combate a ser desenvolvido no país.

A análise da Aeronáutica foi central para a escolha do avião – superando a maior tradição dos FX dos Estados Unidos e da francesa Dassault. E o ponto central para a escolha foi a ampla transferência de tecnologia prevista no acordo.

***

Ontem, no 59o Fórum de Debates Brasiliana, o Brigadeiro Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresentou um amplo quadro dos acordos de transferência de tecnologia com a Saab-Scania, fabricante do Gripen.

Para toda compra pública no exterior acima de US$ 5 milhões, a Constituição exige acordos offset, ou seja a contrapartida a ser oferecida pelo vendedor.

Nas primeiras discussões sobre o FX (a compra de aviões pela FAB) chegava-se a falar em contrapartidas que nada tinham a ver com o objeto do contrato.

Desta vez, a Força Aérea exigiu que todas as contrapartidas fossem na forma de transferência de tecnologia, ou então de investimentos em equipamentos da Aeronáutica.

***

Ao todo, a Copac gerencia 22 projetos, sempre em parceria com o setor privado e, algumas vezes, em parceria com outros países.

No caso das armas de combate do Gripen, o desenvolvimento envolveu as empresas Opto Eletrônica, Mectron, Avibras.

O projeto H-XBR, para fabricação de helicópteros de médio porte, começou com parceria inicial com a França, até se obter o domínio da fabricação.

***

O projeto Gripen NG, a Copac definiu um conjunto de áreas relevantes, para as contrapartidas exigidas dos suecos, passando por aviônicas e sensores, integração de motor, integração de armamentos entre outras.

Por uma dessas jabuticabas brasileiras, o TCU (Tribunal de Contas da União) não aceita que a Aeronáutica indique as empresas brasileiras que receberão a transferência de tecnologia. Por isso mesmo, em uma área crítica de segurança nacional, são os fornecedores estrangeiros que indiquem os parceiros nacionais.

O acordo offset do Gripen envolve US$ 9,1 bilhões. Estão nele as empresas Embraer, Akaer, Atech, AEL, Mectron e DCTA.

Essas empresas absorverão conhecimento na área de materiais compostos, simuladores de vôo, planejamento de missão, sistemas de treinamento baseados em computador, design, desenvolvimento e suporte de sistemas relacionados com a aviônica.

***

A parceria levou à Suécia 160 engenheiros e 80 técnicos da Embraer, 26 da Atech, 12 da Mectron, 7 da Akaer, 43 da INBRA, 8 da AEL.

***

Em que pese problemas orçamentários, mudanças de governo e de prioridades, a indústria da defesa logrou criar casos de sucesso.

É o caso da Optron, uma empresa de produtos óticos de São Carlos que acabou desenvolvendo sistemas sofisticados para satélites brasileiros. Ou a AEL, empresa com 70 funcionários antes de 2001, hoje com 230, participando de projetos no Novo Centro Tecnológico de Defesa, no Polo Espacial, e nos satélites brasileiros.

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Interview: Brazil's Air Force Programme Head Discusses Gripen Acquisition, National Defence Strategy
crepaldi.png
Brigadier Jose Crepaldi* (right), Head of the Brazilian Air Force’s Programmes Office (Georg Mader)

 

With a combined inventory of 700 fixed-wing and rotary-aircraft, the Brazilian Air Force (Força Aérea Brasileira - FAB) and Naval Aviation (Aviação Naval Brasileira - AvN) flies the largest air-arm in the Southern & Latin American hemisphere and is only second in the Americas after the USAF.
As part of its current ‘National Defence Strategy’, a main objective is to support “National Independence through a superior autonomous technological capability and the strengthening of the industrial defence base”.
The route to achieving this lies in encouraging and welcoming partnerships with foreign companies and countries.
During the last International Fighter conference (London, November), Georg Mader discussed key programmes for the FAB with Brigadier Jose Crepaldi, Head of the Brazilian Air Force’s Programmes Office…
DIB: A few weeks after the October 27th contract was signed with Saab over the final decision for the FX-2 programme to be filled by 36 Gripen E/F fighters, you disclosed that this number was not ‘final’ and will potentially rise to 108! This was quite a surprise for the fast jet community…
CREPALDI: [smiling] Yes, it obviously was! But it wasn’t sensational. The final allocation is of course not yet financially covered, but we had our feasibility study regarding the numbers of our new fighter type back in 2007. Why 108? The idea behind this figure is to have standard, single-type fleets within our forces, which includes fighters. They’ll be introduced to the FAB in three batches.


But consisting of single- and two-seater versions in all of these batches, right?
That’s right. But it has not yet been decided how many additional twin-seat aircraft will be included in the future two batches. The twin-seater can do much more than conversion or training.
We’ve been talking a lot with the South African Air Force, because they also operate the two-seater Gripen and they use it in a C2 role. That’s our plan too. We’ve therefore pushed for a ‘customized’ two-seater perhaps in contrast to Sweden.
As you referred to that study – I understand it was quite a lengthy process. Can you recall the major benchmarks during these past seven years?
Oh yes, it was a long journey but that’s not too surprising given the scale and volume of the undertaking. We had to select a multirole fighter aircraft to replace the Mirage 2000Cs and, in the long-term, the F-5Ms and A-1Ms [AMX], aiming at modernisation and standardization of the FAB fighter fleet.
Here, the number of 108 you have questioned is embedded in our operational needs. For sure this number can change – we don’t know what the future holds or the budget realities we’ll face. We can plan, but, like everybody, we have to stick to whatever the funds dictate.
On the other hand, we also had to increase the capabilities of the national aerospace industry when it comes to the development of new technologies.
So the RFP went out to the manufacturers in October 2008 –and after the offer-analyses, meetings, evaluations, revised offers and best-and-final analysis in 2009 – the final report was issued to the defence ministry in early 2010.
We then has a political pause until December 2013 when the President’s decision to proceed was given. Of course by then it was necessary to undertake a requirements update which lasted about ten months and produced another 45 volumes and 15,000 man/hours, assessing six areas of different risks, and so on.
Some months after this main contract was signed with Saab, there was another agreement inked concerning Brazil’s Gripen. What was that about?
That contract was between and COMAER [Air Force Aeronautics Command] and was supplementary to the main contract in that it provided CLS [contractor logistics support] for the future Gripens.
It covers continuous maintenance and support services for the Gripen NG aircraft and associated equipment, but will only become effective once the delivery has been fulfilled [between 2021 and 2026].
A question I have to ask. Brazil really is a huge country –its dimensions are the equivalent to the whole of Europe or most of the US Isn’t the Gripen the option with the shortest ‘legs’, compared to other contenders like the Super Hornet or Rafale?
No, no, this is a misguided viewpoint. During our evaluation of the three contenders, all of them were able to fulfil our requirements.
We had two configurations taking off from a FAB base to fulfil a specific mission and return. All of them achieved this, on their own, with no tanker support.
So it’s incorrect to assert that Gripen has less reach. It’s a totally new aircraft with a new engine and it also does not burn fuel at the rate a twin-engine design does.
I visited the Swedish Air Force Gripen training establishment at Såtenas in August. The Flygchef said he expects the first Brazilian pilots to arrive soon after the contract had been signed. Should we assume some of them are now already in Sweden?
Yes, I think it was just a few days after the contract announcement that the first two future FAB instructors arrived at Såtenas. They had their first training sortie on a Gripen D by mid-November and they will stay there for six months.
You will soon also introduce the EMBRAER KC-390 tanker/transport jet, recently rolled out at Gavião Peixoto. How many of these will there be? They’re intended, as I understand, to multiply or ‘round-up’ the Gripen’s mission capabilities, right?
28 of them will be acquired for the FAB and there are export orders as well. Of course they will enhance the mission envelope of the Gripen, but that would have been the case with the other contenders as well.
We just need a tanker full-stop, independent from the fighter-type chosen. The KC-390 will be great – it’s exactly what we need. It is carefully specified to serve our nation, in total alignment with the guidelines of the National Defence Strategy and representing a great leap in the operating capacity of air transport and force multiplication.
It is the largest aircraft ever developed and manufactured in Brazil, the result of an initial agreement signed in 2009 and the series production and delivery contract of mid-2014.
It will fly for the first time soon and we expect the first delivery to the FAB in the second half of 2016.
We already learned that the Brazilian Gripen will carry indigenous weapons like the MAR-1 anti-radiation missile by Odebrecht D&T and the South African ARMSCOR ‘A-Darter’ IR/WVR-missile. But what about the BVR weapon?
We’re undecided…for the moment. We’re actually trying to set up negotiations with the South African government to jointly develop a new BVR missile, regardless of the existing ‘R-Darter’.
We are both non-aligned ‘neighbours’ in the Southern Atlantic hemisphere and have had good relations over a long period of time. South Africa is a very similar country, both socially and in terms of its budget reality, so logically, that cooperation can benefit both of our national defence interests.
General, thanks – and all the best in welcoming ‘wings that protect the country’.
[smiling] Our motto! Thanks for your interest!
Fonte: Georg Mader http://defenceiq.com 06/03/2015 12:00:00 AM EDT
* O Brigadeiro Crepaldi foi substituído pelo Brigadeiro Paulo Chã a partir de 9 de abril 2015.

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FAB seleciona 250 especialistas que irão para a Suécia conhecer a tecnologia do caça Gripen NG

Cientistas, engenheiros e técnicos trabalham em empresas e órgãos envolvidos com o acordo Brasil-Suécia, como a Embraer e o DCTA

A FAB (Força Aérea Brasileira) está em processo de seleção da comissão de 250 especialistas brasileiros, militares e civis, que irão à Suécia para conhecer e treinar a tecnologia dos caças Gripen.

Fabricados pela Saab, as aeronaves supersônicas foram compradas pelo governo brasileiro para modernizar a frota da Força Aérea.

O contrato prevê 36 aviões por cerca de R$ 13,9 bilhões (US$ 5,4 bilhões), com transferência de tecnologia para produção de aeronaves no Brasil.

Com isso, a nova versão do caça --Gripen NG (New Generation)-- será montada em parceria com empresas brasileiras, principalmente a Embraer, com sede em São José dos Campos.

Em nota, a FAB confirmou que boa parte dos cientistas, engenheiros e técnicos que irão à Suécia trabalham na região, como no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). Também serão enviados especialistas de empresas, como da Embraer e de outras 100 companhias que poderão fazer parte da cadeia produtiva dos novos caças.

Segundo fontes da Aeronáutica, estão confirmados 66 projetos de offset ligados à produção do Gripen. Tratam-se de compensações que o país exige no caso de compras de material, bens e serviços vindos do exterior.

A FAB não confirmou, porém, a data da viagem dos especialistas para a Europa, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

O Gripen NG começa a ser produzido em 2017. A previsão é de que a Força Aérea Brasileira comece a receber os caças a partir de 2019.

Sigilo
Países assinarão documento secreto
Em razão da transferência de tecnologia para a produção do Gripen, Brasil e Suécia assinarão um acordo de preservação do sigilo. Conhecido pela sigla em inglês PSI (Project Security Instructions), o documento “encontra-se em fase de elaboração”, disse a FAB (Força Aérea Brasileira). O texto vai amparar e proteger a troca de informações sigilosas.

Guerra
Conflito desperta Forças Armadas
Em visita ao Brasil na semana passada, quando se reuniu com emissários do Ministério da Defesa, o vice-ministro da Defesa da Suécia, Jan Salestrand, revelou que seu país “não estava dando atenção suficiente para as suas Forças Armadas”. Mas com a situação conflituosa com Rússia e Ucrânia, o “setor passou a ocupar papel de destaque”.

Memória
Programa levou 15 anos até escolha
O governo brasileiro demorou 15 anos para definir o caça que irá modernizar a frota de aviões de combate da Força Aérea. O programa FX-2, como ficou conhecida a modernização da frota, foi instalado em 1998 e só definiu a origem dos caças em dezembro de 2013. O supersônico Gripen, da sueca Saab, venceu a França e os EUA na concorrência.

Fonte: Xandu Alves para o jornal O VALE (SJC) via CECOMSAER 7 JUN 2015

Edited by jambock

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Questão administrativa:

 

Não seria o caso de corrigir o título deste post, retirando o "serão produzidos em São Bernardo a partir de 2015", já que não serão?

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Exposição da maquete 1:1 do Gripen NG na Explanada dos Ministérios.

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Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/06/11/ajuste-de-levy-pode-atrapalhar-compra-de-cacas-suecos.htm

 

Ajuste de Levy pode atrapalhar compra de caças suecos

 

A insistência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em tentar reduzir as taxas de juros fixadas pelo contrato de compra dos 36 caças Gripen da Suécia, pode atrapalhar o fechamento do negócio. Na semana passada, Levy se reuniu com o ministro da indústria sueco e pediu uma revisão dos termos do contrato assinado em outubro do ano passado. Mas os suecos não estão disposto a rever os juros, porque não existe esta cláusula no contrato. Além disso, eles já aceitaram um pedido do governo brasileiro de redução de R$ 1 bilhão para R$ 200 milhões do desembolso da primeira parcela, em função do forte ajuste fiscal que está em curso no País.

Segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, isso não vai atrapalhar a ratificação do contrato de financiamento, que tem de ser feito até 24 de junho.

Até agora, foi assinado um pré-contrato, em outubro de 2014, e um dos seus itens prevê que, em até oito meses, tem de ser ratificado o financiamento com o banco de fomento sueco SEK. Caso isso não ocorra, todo o processo de negociação perde efeito e todos os termos do acordo da compra dos aviões terão de ser reavaliados. Outro problema é que, no caso de adiamento, de acordo com técnicos da Força Aérea e da empresa fabricante do caça, "a transferência de tecnologia é afetada de forma irreversível".

Wagner tentou minimizar a polêmica, assegurando que "não há nenhuma ameaça à decisão". Segundo ele, "o contrato comercial está assinado e só estamos em uma última negociação, o famoso 'puxa estica' do valor dos juros que estão cobrados". O ministro disse que a decisão política já foi tomada pela presidente Dilma Rousseff, que tem conversado sobre isso com ela e todos só estão procurando "uma vantagem a mais, um custo um pouquinho menor".

 

"O contrato foi feito com seguro para as duas partes. Se subir eles bancam, se baixar a gente banca. É óbvio que quando ele foi discutido os juros estavam em um patamar e agora estão em outro. Essa é a discussão. Não tem um número mágico pra dizer eu quero xis de juros. O que se está tentando é um ganho a mais no contrato de financiamento. A decisão nossa é de manter esse contrato e iniciar a transferência de tecnologia", disse Wagner. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Gripen NG poderá realizar supercruzeiro

Futuro caça da FAB terá capacidade única no Hemisfério Sul

Quando o primeiro Gripen NG for entregue ao Brasil, em 2019, será o único modelo em todo o Hemisfério Sul a ter a capacidade de realizar o chamado "voo supercruzeiro". Isso significa poder manter a velocidade supersônica não apenas durante curtos combates aéreos, mas durante voos de longa duração.

Na prática, aviões de caça só voam acima da velocidade do som quando estão em combate. Com o Gripen NG será diferente. A partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), no interior de Goiás, as aeronaves poderão viajar para qualquer região do País a velocidades supersônicas. O alcance será de quatro mil quilômetros, podendo ainda ser reabastecido em voo (REVO).

Essa nova versão, ainda em desenvolvimento, levará 40% a mais de combustível que os Gripen atualmente em uso na Suécia. “Embora possam ser similares ao olhar, podem ser consideradas aeronaves completamente diferentes”, explica o Capitão Gustavo Pascoto, piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) que acaba de voltar de treinamento com a Força Aérea na Suécia.

A fuselagem é semelhante, mas nem ela é igual: o Gripen NG é maior, tem uma asa aprimorada, e possui um novo design de trem de pouso para suportar duas toneladas a mais de peso máximo de decolagem e ter mais dois cabides para armamentos. O motor também é novo. O F414G é mais potente, com potência de até 22 mil libras.

Para o Capitão Gustavo, o Gripen NG representa um salto em relação as aeronaves atualmente usadas na defesa aérea. “É a conjugação de uma performance elevada, de uma característica de aceleração de capacidade de voo supersônico, de voo em altas altitudes”, afirma.

Considerado leve se comparado a outras aeronaves, o Gripen foi criado também para operar a partir de estradas ou pistas de pouso pequenas: bastam 500 metros para o pouso. Com a proposta de conseguir levar seus caças para longe das suas bases, algo que o Brasil também faz na região amazônica, o projeto sueco tentou facilitar ao máximo o trabalho de manutenção. A ideia foi reduzir o chamado turnaround, que é o tempo necessário para a aeronave ser rearmada e reabastecida para voltar ao combate.

De acordo com a Saab, é possível que em menos de 10 minutos um Gripen NG pouse, faça seu turnaround, e decole para outra missão. Uma das soluções de engenharia adotadas, por exemplo, foi bastante simples: para preparar o caça para o voo não é necessária sequer uma escada.

Todos os painéis de acesso aos componentes ficam em uma altura adequada para o trabalho de uma pessoa em pé. Mesmo procedimentos mais complexos, como a troca da turbina, podem acontecer em menos de 60 minutos.

Com a dispersão das aeronaves, um esquadrão pode pousar em vários locais diferentes, mas, no céu, os pilotos estarão totalmente integrados. Desde a sua concepção inicial, o Gripen foi pensado para atuar na chamada Guerra Centrada em Redes, quando esquadrilhas inteiras voam conectadas digitalmente por datalink.

Um Gripen que voa em uma posição estratégia, por exemplo, pode compartilhar os dados dos seus sensores com todas as demais aeronaves. É possível até um avião lançar um míssil com base nas informações repassadas por outro. Não foram divulgados até agora quais armamentos devem integrar o pacote de aquisição, mas é certa a operação dos mísseis ar-ar A-Darter e antirradiação MAR-1, ambos de desenvolvimento nacional.

Estão acertadas as compras de radares AESA, capazes de monitorar alvos no ar, no solo e no mar ao mesmo tempo, e do IRST, um sistema de busca de alvos pelo espectro infravermelho.

Parte dessas tecnologias, como o radar, ainda estão em desenvolvimento. A Saab planeja para 2016 a apresentação do protótipo, enquanto uma aeronave de ensaio realizou até agora mais de 300 voos, inclusive para confirmar a capacidade de supercruzeiro.

De acordo com o cronograma, engenheiros brasileiros já participam do desenvolvimento e vão integrar as equipes de avaliação e certificação. Em 2018 e 2019, respectivamente, a Suécia e o Brasil poderão receber seus caças.

Essa será a primeira vez em que a FAB receberá uma aeronave de defesa aérea que também será novidade em seu país de origem. Por exemplo, quando os Mirage foram recebidos, em 1973, a França já operava o modelo havia nove anos. Dessa vez, nem a Suécia tem ainda algo semelhante ao que o Brasil terá.

Fonte: Agência Força Aérea via CECOMSAER 15 JUN 2015 11:45h (Brasília)

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Gripen NG - Brasil receberá 9,1 bilhões de dólares em projetos de compensação
Mais de 350 profissionais brasileiros também irão atuar na Suécia

O projeto de aquisição dos caças Gripen NG vai gerar 9,1 bilhões de dólares em compensações para o Brasil. A informação é do Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.
"É fácil simplesmente ir ao mercado e comprar novas aeronaves. Mas a Estratégia Nacional de Defesa prevê capacitar a indústria nacional, e nós temos que fazer isso", afirmou.

As compensações beneficiam as empresas brasileiras Embraer, Akaer, SBTA, Atech, AEL, Mectron e Inbra, além do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), órgão da Aeronáutica.

O valor de US$ 9,1 bilhões é alcançado com o somatório dos chamados projetos de offset, compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial negociadas em contratos da FAB com empresas estrangeiras.
No caso do Gripen NG, de acordo com o Brigadeiro Crepaldi, os engenheiros e técnicos daqui vão atuar em áreas inéditas para os profissionais brasileiros.

"Nós discutimos com a indústria tudo o que precisamos ter", explicou. A Embraer irá atuar no desenvolvimento da fuselagem, nos ensaios de fadiga e nos testes das aeronaves, além de realizar a fabricação no Brasil. A Akaer, empresa de São José dos Campos (SP), atuará no desenvolvimento de partes da estrutura, tanto em metal quanto em materiais compostos, mais leves. A Inbra vai participar da produção da estrutura.
Também em São José dos Campos (SP), a Mectron irá integrar armamentos e sistemas de comunicação de dados, enquanto a AEL, de Porto Alegre (RS), vai atuar na área dos sistemas de bordo. Por fim, o DCTA irá participar da certificação do Gripen NG, análise operacional e desenvolvimento conceitual.
O Brigadeiro ressaltou ainda que 357 profissionais brasileiros vão trabalhar na Suécia entre 2015 e 2021, atuando desde o desenvolvimento da aeronave até testes de protótipo e na construção. Das 36 aeronaves, treze serão fabricadas por suecos, oito por brasileiros na Suécia e quinze no Brasil. As entregas à FAB acontecerão entre 2019 e 2024.
https://youtu.be/zpP8RfGYybg
Fonte: Defesanet 12 de Junho, 2015 - 09:00 ( Brasília )

Nestes 9,1 bilhões de dólares bem que poderia estar incluída a venda de uns 16 Super Tucanos para a Suécia...

Edited by jambock

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“Nós vamos bater o martelo!” - MD aprova WAD e garante financiamento
Ministro da Defesa, Jaques Wagner fica satisfeito com o visor único de grande área do Gripen e está certo da aprovação do financiamento de compra dos caças da fabricante sueca SAAB

 

Em encontro com um dos dois oficiais da Força Aérea que participaram do treinamento de voo na Suécia, Jaques Wagner foi apresentado às principais funcionalidades do WAD, do inglês, wide area display, ou visor único de tela larga, que substituirá os três pequenos displays hoje em operação nos Gripen de versão C e D.

O novo caça brasileiro, já será dotado desta tecnologia que visa ampliar a consciência situacional, ou seja, a percepção do piloto de todas as ameaças que estão em sua volta numa situação de combate.

Além da vantagem operacional militar, a adoção deste novo modelo de tela permitirá a participação da indústria brasileira em um dos itens de mais valor, dentre aqueles onde o Brasil poderá avançar dentro da pretendida transferência de tecnologia: os softwares embarcados. No caso do WAD, os de interação homem-máquina, ou HMI – Human-Machine Interface.

De maneira análoga à lógica aplicada aos nossos aparelhos celulares, um telefone de “teclinha” será sempre, apenas um telefone, enquanto um telefone touch screen, com função definida por software tem a capacidade de incorporar múltiplas funções, reprogramáveis a qualquer momento, de acordo com a evolução e desenvolvimento de novas aplicabilidades. No caso do Gripen, uma área sensível para a continuidade de seu desenvolvimento.

O ministro ficou satisfeito com o que viu, e pode compreender sob a ótica do piloto que opera o caça, que vantagens a decisão brasileira pelo WAD traz para a upgradabilidade, ou capacidade de atualização do Gripen NG.

Em um país que tem mantido seus caças de primeira linha em operação por, em média, 30 anos, a contínua modernização é vital para pelo menos minimizar as gritantes defazagens tecnológicas e operacionais.

Quanto ao trâmite contratual envolvendo Brasil e Suécia, para a produção das 36 aeronaves, sendo 28 do modelo equivalente ao E (monoposto), e 8 da versão F (biposto) ainda a ser desenvolvida, espera-se até o dia 24 de junho a ratificação do contrato de financiamento. Jaques Wagner é enfático na crença de que tudo se concretize, apesar do prazo apertado.

O pré-contrato de compra foi assinado em outubro de 2014, prevendo que em até oito meses o financiamento com o banco de fomento sueco SEK fosse ratificado. Para que se feche todo o processo de compra, ainda é necessário a votação no Senado para aprovação da negociação e do orçamento.

O receio da Força Aérea e das empresas brasileiras da base industrial de defesa envolvidas com a produção do Gripen, é que caso a aprovação e o contrato de financiamento não saiam até 24 de junho, todo o processo de negociação perca efeito, demandando que todos os termos do acordo da compra dos caças sejam reavaliados.

Sob o ponto de vista da END – Estratégia Nacional de Defesa, que pautou os critérios que pesaram na decisão, o adiamento ameaça a participação do Brasil no processo de desenvolvimento do Gripen NG com grave prejuizo à transferência de tecnologia almejada.
Queda de braço

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está determinado a reduzir as taxas de juros que já haviam sido fixadas e congeladas pelo acordo comercial assinado em 24 de outubro de 2014.

O ministro da indústria, comécio e inovação sueco, Mikael Damberg, interlocutor de Levy na disputa, afirma que não tem como rever os juros, a não ser que o contrato volte ao parlamento sueco e se inicie toda uma rodada de discussões e negociação. Neste caso, haveria impreterivelmente o atraso dos cronogramas de produção em curso, com postergação da chegada do primeiro dos 36 caças, hoje prevista para 2019, bem como de todas as demais entregas, até a última aeronave, esperada para 2024 pelo calendário atual.

O ministro Jacques Wagner reduz a contenda dos juros definindo-a como um “puxa-estica” natural, entre as duas partes, e afirmando que “não há nenhuma ameaça à decisão”.

“O contrato foi feito com seguro para as duas partes. Se subir [os juros] eles bancam, se baixar a gente banca. É óbvio que quando ele [o contrato] foi discutido, os juros estavam em um patamar, e agora estão em outro. Essa é a discussão. O que se está tentando é um ganho a mais no contrato de financiamento. A decisão nossa é de manter esse contrato, fazer a compra dos Gripen e fazer essa transferência de tecnologia”, garantiu o Ministro da Defesa.

A Saab já havia aceitado um pedido do governo brasileiro para reduzir de R$ 1 bilhão para R$ 200 milhões o valor do desembolso da primeira parcela, contribuindo com a decisão da presidente Dilma em assegurar a meta de 1,2% do superavit. Os demais R$ 800 milhões seriam distendidos no decorrer dos próximos anos.

O ministro Jaques Wagner conclui sua visão sobre a compra do Gripen dizendo que “essa operação é uma operação de dois países, de duas Forças Aéreas, e ela é boa para os dois lados, então é evidente que cada lado está compreendendo a dificuldade que o outro tem, e nós vamos seguir adiante.”

Conversa com o Ministro

WAD – Wide Area Display

Ministro Jaques Wagner: “O caça que o Brasil escolheu é algo do qual nosso povo pode se orgulhar. O painel dele é um painel produzido por uma empresa brasileira, a AEL, do Rio Grande do Sul, que tem uma parceria com tecnologia israelense, e ele é o estado-da-arte, pelo menos dessa tecnologia embarcada.”

Indústria de Defesa

JW: “É preciso que as pessoas entendam que tudo que você faz na indústria de defesa acaba transbordando para a indústria comum. Tudo que a gente está aprendendo com o Gripen vai servir, por exemplo, para a Embraer desenvolver outros equipamentos, inclusive da aviação civil. Ele é fundamental. Efetivamente, a variável preponderante é a transferência de conhecimento e tecnologia.”

16 Anos de Ministério da Defesa

JW: “Nessa data que marca os 16 anos do Ministério da Defesa, temos a oportunidade de refletirmos sobre as conquistas da sociedade brasileira em matéria de defesa, consubstanciadas na atuação deste ministério e das Forças Armadas, mas construídas em conjunto. A FAB está de parabéns. Foi muito competente de no dia do aniversário do Ministério da Defesa, está mostrando um equipamento que é a jóia da coroa da Força Aérea, porque falar em FAB, tem que se falar em caça, e aqui nós vamos ter um caça de primeiríssima qualidade, com alta capacidade de combate, com muita tecnologia, e que futuramente será produzido aqui, em território nacional.

É um dos nossos projetos estratégicos, e é bom que ele esteja aqui para a população ver [referindo-se à maquete exposta em Brasília e que percorrerá outras cidades]. É também imprescindível que continuemos a valorizar o mais importante recurso da defesa nacional: os militares brasileiros, que dedicam suas vidas ao Brasil com profissionalismo, competência e patriotismo.”

Transferência de Tecnologia

JW: “Nós temos empresas nacionais como Embraer, Akaer, SBTA, Atech, AEL, Mectron e Inbra, além do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), órgão da Aeronáutica, que vão se beneficiar com a transferência de tecnologia. Eu acho que a gente tem que ter orgulho e bater no peito. Foram na verdade visionários, no caso aqui, Brigadeiros, gente que trabalhou na FAB, civis também evidentemente, que entenderam que o Brasil tinha que dominar essa tecnologia pela dimensão, pela grandeza do país.”

Orçamento

JW: “Quando você faz um projeto cujo curso é de 10, de 15, de 20 anos é difícil você imaginar que durante esses 10, 15, 20 anos você não vai ter nenhum obstáculo no caminho. O que não pode é ser descontinuado. Essa é a visão que adotamos na disputa que houve do orçamento, já que nós estamos em um ano de restrição. É eventualmente diminuir velocidade, mas não descontinuar o projeto, porque aí seria um prejuizo muito grande.”

Fonte: Vianney Junior para Defesanet 22 de Junho, 2015 - 15:40 ( Brasília )

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Governo pede à Suécia redução da taxa de juros para compra do Gripen

Brasil quer mais prazo para assinar contrato de financiamento dos caças. FAB assinou em 2014 compra de 36 jatos que só chegam a partir de 2019.

A presidente Dilma Rousseff pediu ao governo sueco a renegociação da taxa de juros previsto no contrato de financiamento da compra dos caças Gripen, que só devem começar a chegar ao país a partir de 2019.

O pedido foi feito em uma ligação realizada pela presidente na terça-feira (23) ao premiê sueco, Stefan Löfven, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também foi metalúrgico antes de chegar ao poder.

A informação foi divulgada na noite de terça-feira pela versão online do jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pelo G1.

A assessoria do Planalto confirmou que a presidente Dilma conversou com Löfven na terça-feira, mas disse que não poderia falar sobre o conteúdo da ligação, afirmando que os contatos entre os dois são frequentes devido às negociações envolvendo o intercâmbio e a transferência de tecnologia na aquisição dos caças e que, inclusive, o premiê convidou Dilma para uma visita em breve a Suécia.

O prazo para a assinatura do contrato de financiamento termina nesta quarta-feira (24) e, devido ao ajuste fiscal, caso não haja acordo neste momento, o governo brasileiro que rue haja um adiamento no prazo para assinatura do contrato até outubro de 2015.

O governo sueco ficou, segundo o G1 apurou, de dar uma resposta nesta quarta-feira, e, pela conversa, caso não houvesse um acordo, poderia ser estendido o prazo para a assinatura do contrato até outubro deste ano.

O contrato para a compra de 36 jatos de combate Gripen NG (New Generation) foi assinado em outubro de 2014, ao preço de 39,3 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 4,75 bilhões). A compra será garantida por instituições financeira suecas.

Questionada sobre o financiamento, a Força Aérea disse que as negociações estão sendo conduzidas pela área econômica do governo.

Ajuste fiscal
O pedido de revisão da taxa de juros surgiu dos ministros da Defesa, Jacques Wagner, e da Fazenda, Joaquim Levy, após analiserem os documentos e concluirem que, diante da atual situação de ajuste fiscal, seria necessário a redução da taxa de juros.

A proposta sueca, analisada anteriormente pelo Brasil no momento da assinatura do contrato de compra dos jatos, era de que a taxa de juros do contrato de financiamento ficasse em 2,54% ao ano. A solicitação agora do governo é de que a taxa seja reduzida para 1,98% ao ano, gerando economia aos cofres públicos.

A construtora sueca Saab diz que "o financiamento é uma discussão entre Brasil e autoridades suecas, desta forma, a Saab não tem nenhum papel nessa discussão”. A Aeronáutica escolheu o Gripen após dez anos de discussões, em uma disputa que envolveu também o F-18, da norte-americana Boeing, e o Rafale, da construtora francessa Dassault.

No último dia 10, o ministro Jacques Wagner conheceu um protótipo do caça em uma exposição em Brasília e afirmou, na ocasião, que a compra está garantida.

Em abril, o G1 divulgou com exclusividade que o Ministério Público da União (MPF) abriu um inquérito para apurar o preço dos caças e pedidos da Aeronáutica feitos durante a negociação do contrato, como um display panorâmico que teria encarrecido o valor final da transação.

Fonte: Tahiane Stochero para portal G -1 via CECOMSAER 25 JUN 2015

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Gripen NG - Suécia não confirma redução de taxas de juros
A ação do governo brasileiro de rediscutir juros e os termos financeiros do Contrato do Gripen NG enfrenta obstáculos

Brasília — Uma fonte sueca negou hoje (26JUN15), qualquer acordo entra o Grupo SAAB e o governo brasileiro para reduzir os juros acertados na assinatura do contrato firmado com o Comando da Aeronáutica, através da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), para a aquisição de 36 caças Gripen E/F para a Força Aérea Brasileira (FAB).

A razão é simples: não cabe ao fabricante das aeronaves negociar as condições financeiras. Este papel é da Corporação Sueca de Crédito de Exportação (SEK), agência formada por uma associação entre governo e empresas do país nórdico.

Segundo as informações obtidas pelo DefesaNet, há pouco espaço para manobras. A SEK segue parâmetros de concessão de crédito determinados pelo Banco Central Europeu, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

As regras estabelecidas congelam preços e juros acertados no momento da assinatura do contrato. Há um outro problema, 60% do PIB sueco é oriundo de exportações e a abertura de um precedente é malvista pelo Parlamento e as autoridades econômicas do país. Cabe a ambos aprovarem as condições de financiamento pela SEK.

Há outro ponto a ser renegociado. O pré-contrato, firmado em outubro de 2014, dois dias antes da realização do segundo turno das eleições presidenciais, previa a assinatura do financiamento até o dia 24 de junho. Para acertar um novo prazo, segundo matéria publicada pelo jornal Estado de S. Paulo, a presidente da República, Dilma Rousseff, empenhou-se nas negociações com o governo sueco (ver a matéria Gripen – Dilma – Levy tentam adiar "Dia D" Link).

No último dia 23, ela tratou do assunto por telefone com o primeiro ministro da Suécia, Stefan Löfven. Na ocasião, ela também manifestou o desejo brasileiro para renegociar as taxa de juros.

A ideia de renegociar os juros partiu do ministro Joaquim Levy. Ele alega que a alteração da taxa representará uma redução de gasto da ordem de R$ 1 bilhão, em 25 anos. O ministro quer usar ainda este contrato como modelo para renegociar outros acordos internacionais já assinados pelo governo brasileiro.

Uma tensa reunião-almoço onde participaram o Comandante da FAB, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Nivaldo Rossato, e pelo lado da Suécia o presidente da SAAB,Håkan Buskhe e o Comandante da Força Aérea Suéca (SwAF), Major-General Micael Bydén, foi realizada na Embaixada da Suécia, em Paris (16JUN15), durante a visita do brasileiro ao Salão Aeroespacial de Le Bourget.

O militar sueco já tinha exposto no domingo importantes questões referentes aos assuntos de interesse do Brasil e mostrado-se contrariado pela não presença do Comandante Brasileiro ao evento da SwAF pré Le Bourget.

Notas - Em artigo do jornal Valor (26JUN15), citando como fonte o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro Paulo Roberto Chã, é mencionado que o Brasil teria dez dias para aprovar o acordo.

Em uma frase fica caracterizado o "Lobby de Pressão" da COPAC para o andamento do atual acordo:

"O presidente da COPAC alertou sobre a importância de se definir a questão do financiamento do contrato antes de agosto. Caso contrário, haverá impacto no processo de transferência de tecnologia do projeto dos caças para as empresas e instituições de pesquisa brasileiras envolvidas."
Fonte: Pedro Paulo Rezende via Defesanet 26 de Junho, 2015 - 11:30 ( Brasília )

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Um pouco fora da ordem cronológica...

Piloto que aprovou Gripen para Brasil diz que alcance de visão é diferencial
Caça sueco será aeronave de combate da Aeronáutica a partir de 2018.
Coronel voou 10 horas como teste e fez relatório para decisão do governo.

"[O Gripen] É uma nova dimensão. Não é como trocar um carro velho por um novo. É mudar radicalmente, completamente. É como sair de um carro para um avião. É uma nova geração, são novos conceitos, novas táticas, novas possibilidades", diz, em entrevista exclusiva ao G1, o tenente-coronel Carlos Afonso de Araújo, piloto da Aeronáutica que testou e deu aprovação ao caça da empresa sueca Saab que será a nova aeronave de combate do Brasil.

Segundo o oficial, o alcance de visão propiciado por diversos sensores e radares é o diferencial do caça: na cabine, a mais de 30 km do alvo, o piloto consegue ver na tela a aeronave que, por exemplo, deve abater.

"[Com o Gripen] Eu não estarei mais limitado ao meu alcance de visão, mas poderei ver muito mais longe de mim, tendo uma consciência antecipada do que está acontecendo", afirma o tenente-coronel.

Anunciado em dezembro de 2013 pela presidente Dilma Rousseff como o vencedor do projeto FX-2, após 15 anos de negociações, o Gripen passará a voar nos céus do Brasil a partir de 2018. Ao todo, serão comprados 36 aviões por US$ 4,5 bilhões (R$ 10,8 bilhões).
A decisão ocorreu em virtude da aposentadoria, em 31 de dezembro de 2013, do avião mais potente que o país tinha até então: o Mirage 2000.

O Gripen concorreu com o F-18, da empresa americana Boeing, já usado pelos Estados Unidos nas guerras do Iraque e Afeganistão, e também com o Rafale, da francesa Dassault, experimentado pela França nas intervenções no Mali, na Líbia e na República Centro-Africana.
Mesmo com a novidade que trará ao Brasil, o caça sueco leva desvantagem em relação aos ex-concorrentes. Além da reduzida experiência, não tem tecnologias já testadas em combate pelo Rafale e pelo F-18, que contam com uma maior capacidade de carga de armas e combustível e alcançam alvos muito mais distantes.

Adquirido por países sem tendência bélica, como República Tcheca, Hungria e África do Sul, o Gripen pousa em pistas mais simples e foi construído pela Suécia para que conseguisse fazer ataques a um alvo a até 700 km e retornar à base.

Apesar dos fatores negativos, o modelo sueco foi escolhido pelo governo Dilma por conta de um menor custo de produção e manutenção e da transferência de tecnologia que, segundo o Ministério da Defesa, permitirá que o Brasil conheça e produza seu próprio caça e faça as modificações que quiser no Gripen, colocando nele armamento nacional e aprendendo como se faz o avião.

Foi o tenente-coronel Afonso que recebeu a missão de verificar a capacidade do modelo e fazer um relatório detalhado, que passou pelas mãos do alto comando da Aeronáutica dos governos de Lula e Dilma.
Afonso foi a Linköping, na Suécia, para testar por 10 horas o modelo D – uma versão anterior do NG (new generation), que o Brasil comprará – durante duas semanas, entre abril e maio de 2009. Antes disso, foram mais 6 horas em um simulador.
No caso do F-18 e do Rafale, o desempenho foi avaliado por outros pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Dizem que o Gripen NG é um conceito [porque o avião ainda será produzido]. Eu digo exatamente o contrário: estamos saindo na frente. Ele está na vanguarda de desenvolvimento, não estamos correndo atrás de nada.
Ele é a evolução de todas as capacidades", afirma o tenente-coronel, que atualmente comanda em Canoas (RS) o Esquadrão Pampa da FAB, equipado com caças supersônicos F-5.

"[O Gripen] É uma arma de guerra, com certeza. É uma possibilidade de dissuasão muito grande. E de projeção de poder", avalia Afonso.

Alcance de visão é diferencial

Entre os diferenciais do caça sueco que o oficial da FAB destaca, está a quantidade de informações, radares e sensores disponíveis ao piloto.
O avião tem sensores de guerra eletrônica que, além de captar a presença de outros aviões, conseguem também identificá-los.

O Gripen também pode receber, ao mesmo tempo, informações de sensores e radares que estão no chão muito distantes dele, ou até mesmo em outras aeronaves, permitindo que, ao se aproximar do alvo, o piloto já saiba de tudo.
Essas tecnologias nunca foram usadas antes no Brasil: nas atuais aeronaves de caça do país, o alcance de visão do piloto nos céus está limitado ao que o radar do avião consegue ver.

Ao decolar de Anápolis (GO) com a missão de abater uma caça de um país vizinho pela fronteira, mesmo ainda bem distante, o piloto pode receber vídeos, imagens de radares e sensores instalados no chão, de aeroportos ou até mesmo de outros aviões civis e militares que estão na área, para saber com antecedência quais armas e qual tática empregará no abate.

Outra tecnologia que chamou a atenção do tenente-coronel Afonso foi um radar com zoom que, mesmo a 10 mil metros de altitude, permite que o piloto veja, por exemplo, uma pessoa caminhando na rua ou um prédio que deva ser atacado, em caso de conflito.

"As empresas falam muito sobre a capacidade de armamento, mas o piloto de caça tem uma concepção diferente. O que deslumbra você é a eficiência e a eficácia. Não precisa ter muitas armas, mas é necessário precisão", diz o piloto da FAB.

Ao contrário do F-5, que foi comprado na década de 1970 pelo Brasil, como um caça tático, e atinge em média 1,7 vez a velocidade do som (cerca de 2 mil k/h), o Gripen chega a mais de 2.450 km/h (2,2 vezes a velocidade do som). Segundo o tenente-coronel, o modelo sueco consegue atingir até 10 mil metros de altitude mantendo a velocidade alta.

"É um avião que acelera muito rápido e consegue chegar a altas altitudes com alta performance, mantendo a velocidade alta", explica.

'Satisfação'

Segundo o oficial da FAB, o Gripen é "um avião muito fácil de pilotar e de controlar".

"Quando se está no ar, avaliar o que precisa ser feito demanda muita energia. O avião tem um software que percebe o que o piloto está fazendo e fornece as informações necessárias", revela o piloto.

"Em termos práticos, eu, que não tinha treinamento de reabastecimento em voo [uma mangueira liga dois aviões, passando combustível de um para o outro], consegui fazer isso no Gripen na Suécia. Para você ver como é fácil pilotar o avião", acrescenta Afonso.

"Pessoalmente, foi uma satisfação muito grande voar uma aeronave como essa. É uma responsabilidade grande, porque suas capacidades e o campo de visão são ampliados. Você tem plena superioridade. É supremacia aérea completa", garante.

"Você pode perguntar a todos os pilotos de caça o que eles querem: é a sensação de dever cumprido. E isso eu tive com o Gripen."

teste.jpg
Quem é o piloto que testou o Gripen
Nome: Tenente-coronel Carlos Afonso, casado e pai de dois filhos
Idade: 43 anos
Horas de voo: 4 mil
Experiência: É piloto de prova da Aeronáutica, líder de esquadrilha, piloto de caça e já voou em mais de 30 aeronaves, entre elas Xavante, F-16, F-18, A-29, A-1, F-5 e Mirage 2000

Função atual: Comanda o 1° Esquadrão do 14° Grupo de Aviação (1°/14° GAv), conhecido como Esquadrão Pampa, em Canoas (RS), e equipado com caças supersônicos F-5 (à época )

Fonte: Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

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Brasil espera uma proposta da Suécia para empréstimo de caças Gripen para uso da FAB

Suécia teria oferecido ao Brasil empréstimo ou aluguel de caças suecos enquanto os comprados não chegam; entregas só começam em 2019

O Brasil espera uma proposta por parte do Ministério da Defesa da Suécia sobre a negociação de um empréstimo de aviões Gripen, fabricados pela empresa sueca Saab, durante o período de desenvolvimento da nova versão NG.

O Brasil comprou 36 caças Gripen NG, que ainda vão ser desenvolvidos em contrato que inclui a parceria do Brasil na produção das aeronaves.

Os primeiros caças só começam a ser entregues em 2019. “Estamos na fase de negociação bilateral. A fase é de espera de uma proposta pela Suécia para definir o assunto”, afirmou na Suécia o tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, chefe do Estado Maior das Forças Armadas do Brasil. “Essa é uma questão que não está prevista em contrato”, afirmou o brigadeiro.

....

Segundo o ministro, a questão dos aviões que seriam cedidos ou alugados para o Brasil está em análise por uma agência governamental, “que está otimista com relação ao assunto”, afirmou Hultqvist.

Estoque. A chamada “solução intermediária” do contrato do Gripen - empréstimo ou aluguel de caças enquanto a produção acontece - está restrita à negociação entre os dois países. Os 10 caças oferecidos no início do ano teriam que sair da Força Aérea da Suécia, que confirmou encomenda de 70 Gripen NG da fabricante Saab.

“A Suécia e o Brasil terão juntos um trabalho de cooperação governo-governo.

...

Ainda sem nenhuma luz no fim do túnel sobre a solução intermediária, a Saab se mantém fora da negociação. “Não temos Gripen no estoque”, disse em Estocolmo Häkan Buskle, presidente e CEO da Saab. “O contrato dos caças Gripen e a parceria com o Brasil é muito importante para nós.

O envio de aviões para o Brasil é tema de uma negociação intensa entre os dois governos”, disse Buskle.

...

 

 

 

FAB desiste de alugar caças Gripen, afirma diretor do DCTA

O cenário de ajuste fiscal no Brasil colocou por terra o projeto de arrendamento de 12 caças Gripen C/D, modelo antecessor da nova geração NG, que está sendo adquirida pela Força Aérea Brasileira (FAB). A necessidade operacional da FAB continuará sendo suprida, ainda que precariamente, pelos caças F¬5 modernizados pela Embraer.

“Diante da atual conjuntura de ajuste fiscal, o Comando da Aeronáutica começou a avaliar, como alternativa, a possibilidade de antecipar o simulador de voo do Gripen NG, como forma de propiciar a familiarização dos pilotos e mecânicos com a nova plataforma”, disse o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), brigadeiro Alvani Adão da Silva.

Além do treinamento dos pilotos propriamente dito, segundo Alvani, o simulador também permitirá uma melhor avaliação das potencialidades do novo caça e até a possibilidade de serem sugeridas mudanças na plataforma, no sentido de melhorar a sua performance.

A proposta de arrendamento, segundo ele, começou a ser discutida entre o Comando da Aeronáutica e o governo sueco no ano passado. O negócio não tinha nenhuma relação com a compra dos 36 caças do programa F¬X2. O aluguel dos aviões era considerado uma solução interina, que iria preencher a lacuna operacional entre a desativação das aeronaves Mirage F2000 ,em dezembro de 2013, e a entrega dos primeiros jatos Gripen NG, prevista para ocorrer a partir de 2019.

A FAB esclareceu que o contrato de aquisição do Gripen, assinado em outubro de 2014, foi firmado em coroas suecas, correspondendo a um valor de US$ 5,4 bilhões na época. Hoje, porém, este montante equivale a cerca de US$ 4,6 bilhões, já que houve variação na taxa de câmbio entre o dólar americano e a coroa sueca. A taxa de conversão utilizada, segundo a FAB, foi a do Banco Central do Brasil.

Sobre o contrato de financiamento dos caças, o diretor do DCTA disse que qualquer redução que se consiga nas taxas de juros é um esforço que está sendo feito para melhorar a situação fiscal do país. “Este contrato é tão importante para o Brasil quanto para a Suécia. Acredito que os dois lados estão em sintonia para buscar uma solução. Para quem esperou 18 anos, um ou dois meses a mais não faz diferença”, afirmou.

O brigadeiro admitiu, porém, que se não houver um acordo antes do mês de agosto, será necessário fazer um ajuste no cronograma de envio dos técnicos e engenheiros brasileiros que irão trabalhar no desenvolvimento dos primeiros caças na Suécia.

Pelo acordo acertado entre Saab e a FAB, a empresa sueca vai receber 357 engenheiros de empresas brasileiras e do DCTA. A maior parte, 240 profissionais, será enviada pela Embraer, empresa que também coordenará as atividades de desenvolvimento, produção e montagem do avião no Brasil. Também foram selecionadas para participar do desenvolvimento do Gripen NG as empresas Inbra, Ael Sistemas, Akaer, Atech e Mectron.

Fonte: Valor Econômico via Defesanet 30 JUN 2015

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COMANDO-GERAL DE APOIO

GRUPAMENTO DE APOIO LOGÍSTICO

EXTRATO DE TERMO ADITIVO
Espécie: Termo de Aditivo; Processo Administrativo de Gestão: 67112.003890/2010-03.

Contratante: União, Ministério da Defesa, por meio do Comando da Aeronáutica representada pelo Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMAGL);

Contratada: SAAB AB (PUBL) ELECTRONIC DEFENCE SYSTEMS, nº de Identificação SE556036-0793;

Nº do Termo Aditivo e Contrato Original: 2º Termo Aditivo ao Contrato nº 002/PAMAGL/2011;

Finalidade: Prorrogação do prazo de execução para 55(cinqüenta e cinco) meses e 15 (quinze) dias, bem como prorrogação do prazo de vigência do contrato para 56 (cinquenta e seis) meses e 17 (dezessete) dias;

Amparo Legal: Inciso II do artigo 57 da Lei nº 8.666/93;

Data de Assinatura: 13 de maio de 2015; e Vigência: 13 de maio de 2015 a 31 de março de 2016.

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MD anuncia para breve assinatura de contrato dos Gripen E/F
Após visitar unidades militares da Força Aérea Brasileira (FAB), em Natal (RN), o ministro da Defesa, Jaques Wagner, concedeu entrevista à imprensa onde falou sobre o andamento do Projeto FX-2. “Estamos em via de assinar o contrato dos Gripen. Devemos mandar nossos engenheiros brasileiros para a Suécia em agosto”, disse.
Fonte: Marina Rocha para Ministério da Defesa via CECOMSAER 16 JUL 2015

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Divergência sobre taxa de juros ameaça compra de caças suecos

A pedido de Levy, Defesa tenta renegociar contrato, mas enfrenta resistência

A compra dos 36 caças suecos modelo Gripen NG para a Força Aérea Brasileira (FAB), anunciada no final de 2013, está sob ameaça. A pedido do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a presidente Dilma Rousseff solicitou ao governo da Suécia uma revisão da taxa de juros prevista no contrato. O ajuste fiscal e a redução das taxas de juros vigentes na Europa foram os principais argumentos.

A fim de evitar o cancelamento do contrato, caso não haja um acordo entre os países, chegou ao Brasil ontem uma comissão de suecos, com representantes da fabricante Saab.

O grupo se reuniu com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, que tenta negociar uma taxa intermediária, segundo a assessoria da pasta. Os juros previstos no contrato são de 2,54% ao ano, e Levy quer reduzir o percentual para 1,54%. Jaques Wagner teria proposto uma taxa de 1,98% ao ano. Quando o governo anunciou que havia escolhido o modelo Gripen NG, a empresa Saab estimou que o contrato de fornecimento dos 36 caças seria no valor de US$ 5,4 bilhões.

Medo de negociação voltar à estaca zero

A assessoria de imprensa da Aeronáutica informou apenas que o assunto está sendo conduzido pela Defesa com a equipe econômica. Nos bastidores, porém, há temor de que haja retrocesso e as negociações voltem à estaca zero.

A FAB esperou por mais de uma década pela definição da compra. A Força Aérea aposentou os caças Mirage, e atualmente dispõe dos caças F-5, que foram revitalizados, mas são aeronaves consideradas obsoletas. A entrega do primeiro Gripen, previsto para substituir o F-5, está programada para 2019 e o último, para 2024.

Ainda de acordo com a assessoria do Ministério da Defesa, a decisão final será da presidente Dilma, que está disposta a manter o contrato. Além da perda do tempo se a compra for revista, a desistência implicaria no pagamento de multas. A Defesa alega que o contrato não está ameaçado, e que o prazo para que os dois países cheguem a um acordo termina apenas em outubro. A reunião de ontem, que entrou pela noite, não chegou a um acordo.

O contrato de aquisição dos caças suecos prevê a transferência de tecnologia para a indústria nacional, além do treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros. Essa fase do processo está pendente, aguardando a definição em relação ao contrato de financiamento.

As negociações entre a FAB e a fabricante Saab para a assinatura do contrato começaram após o governo brasileiro optar pela compra dos caças suecos. Além do sueco Saab Gripen NG, participaram do processo de seleção o americano Boeing F-18/F, da Boeing; e o francês Rafale F-3, da Dessault.

Em novembro do ano passado, a FAB informou que dois capitães haviam feito os primeiros testes com os caças suecos. Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas voaram por 50 minutos em aviões Gripen D, acompanhados por pilotos da Força Aérea da Suécia. Os Gripens voaram em uma área de instrução sobre a Suécia e o Mar Báltico.

Após a decolagem, os aviões atingiram 10,6 mil de altitude em um minuto e meio, uma taxa de subida de 118 metros por segundo. O pouso ocorreu na base de Satenas, na Suécia.

Antes de escolher o Gripen, o governo brasileiro, ainda na gestão do ex-presidente Lula, havia sinalizado que compraria o francês Rafale. Na comemoração do 7 de Setembro em 2009, Lula aproveitou a presença do presidente da França, Nicolas Sarkozy, em Brasília, para anunciar a disposição do Brasil. Mas o negócio não foi fechado.

Fonte: Geralda Doca para jornal O GLOBO via CECOMSAER 28 JUL 2015

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Governo garante redução de juros e fecha compra de caças suecos
O Ministério da Defesa fechou acordo com o banco de fomento sueco SEK para a compra dos 36 caças Gripen. O governo negociou e a direção do SEK aceitou a redução das taxas de juros de 2,54% ao ano para 2,19% ao ano, assegurando o financiamento de 100% do projeto. A redução dos juros representa uma economia de até R$ 600 milhões. A compra é estimada em 39 bilhões de coroas suecas, equivalente a US$ 5 bilhões.

Renegociação garante compra de 36 caças Gripen pelo governo brasileiro
“Chegamos a um denominador comum, bom para todos. Agora, o projeto vai seguir o seu ritmo normal”, afirmou o ministro da Defesa, Jaques Wagner, que foi pessoalmente ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (29) para comunicar à presidenta Dilma Rousseff o resultado das negociações.

“A presidenta ficou satisfeita com a negociação bem-sucedida”, completou o ministro em entrevista ao Estadão. O governo brasileiro não classifica a redução das taxas como uma vitória, mas sim, um acordo possível e bom para ambas as partes.

O contrato, que deveria ter sido assinado até 24 de junho, foi negociado em outubro do ano passado quando as taxas eram de 2,54%. Em maio deste ano tinham caído para 1,54%, mas em junho já tinham subido para 1,95% ao ano. O governo brasileiro buscou a renegociação das taxas querendo que fossem de pelo menos 1,98% ao ano. Os suecos resistiram, mas acabaram cedendo após a proposta de um acréscimo de uma taxa de administração de 0,35%, a ser cobrada depois do 11º ano de vigência do contrato, que é de 25 anos. Tentaram, ainda, reduzi-la para 0,17% e por fim, concordaram em excluí-la.

Com o acordo, a expectativa é da assinatura formal do contrato para que seja possível cumprir o cronograma de embarque, ainda em agosto, dos 100 engenheiros da Embraer e oficiais da Força Aérea que se mudarão para a Suécia para trabalhar no desenvolvimento do projeto de construção do Gripen NG. Pelo contrato, o banco sueco de fomento financiará 100% do projeto, com oito anos de carência e 15 anos para pagamento. Todas as 36 aeronaves serão entregues antes de o financiamento começar a ser pago. Os primeiros aviões devem chegar em 2019.

Do Portal Vermelho, com informações do Estadão, 29 JUL 2015

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Brasil compra 70 mísseis e bombas israelenses para armar o Gripen G1 obtém informação pela Lei de Acesso; veja quais serão as armas.
Compra fará país ter melhor força aérea da América Latina, diz especialista.
Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo
A Força Aérea Brasileira pagará US$ 245.325 milhões (cerca de R$ 869 milhões) por 70 mísseis e bombas israelenses de alta tecnologia, e 14 unidades de sistemas táticos de captação de informações de reconhecimento para aeronaves, que serão empregados nos novos caças Gripen, de acordo com documentos obtidos pelo G1 através da Lei de Acesso à Informação

Ao G1, a Aeronáutica diz que não divulga os tipos e a quantidade de armas compradas para o Gripen por considerar o dado uma informação "estratégica".

Nesta quarta-feira (5), o Senado aprovou o financiamento da compra dos 36 jatos suecos pelo país: além do valor do armamento, o empréstimo engloba mais SEK (coroas suecas) 39.882.335.471 (cerca de R$ 15,9 bilhões), que serão pagos pelas aeronaves de combate, segundo a mensagem da presidente Dilma Rousseff ao Congresso.

Uma das bombas compradas pelo Brasil para o Gripen, conforme os documentos obtidos pelo G1, é a potente Spice, desenvolvida por Israel e com capacidade de atingir vários alvos simultaneamente com precisão a até 100 km de distância.

Conforme o professor de relações internacionais Marco Tulio Freitas, especialista em terrorismo e em Israel, as Spice são consideradas "o estado da arte, o que há de melhor em bombas".

Os dados obtidos pela reportagem sobre o tipo de armamento adquirido pelo Brasil (veja tabela abaixo) constam em um inquérito do Ministério Público Federal que apura o valor pago pelo Brasil pelos jatos Gripen NG, que ainda estão em desenvolvimento. A previsão é de que as aeronaves comecem a chegar ao país a partir de 2019, junto com o armamento.

Veja as armas compradas pela FAB para o Gripen NG Armamento Quantidade Diferencial

Míssil A-Darter

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10 unidades operacionais e 8, para treinamento

Desenvolvido por Brasil e África do Sul, é guiado por infravermelho e que será capaz de fazer manobras que o levam a sofrer até 100 vezes a força da gravidade

Míssil IRIS-T


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10 unidades operacionais e 20, para treinamento

Míssel ar-ar infravermelho de alto poder de manobra, que pode ser engajado contra novos alvos mesmo após lançado. Possui meios de contra-medidas (defender e escapar para atingir o alvo).

Bomba
Spice 1000

spice1000.jpg

20 kits de unidades operacionais

Bomba israelense guiada por GPS ou laser, capaz de atingir vários tipos de alvos simultaneamente e a longo alcances, até 60 km. Possui em seu espectro a identificação de mais de 100 diferentes alvos. A probabilidade de erro é de menos de 3 metros.

Spice 250

spice250.jpg

30 unidades

Bombas guiadas capazes de atingir alvos na terra e no mar a até 100 km de distância. Possibilita corrigir mudanças do alvo e transferir o percurso

Reccelite 2

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4 unidades

Sistemas de sensores de reconhecimento eletro-óptico que são acoplados no avião, usados para o dia e à noite, e que fornecem, coletam e transferem imagens e informações em tempo real.

Litening G4

litening31.jpg

10 unidades

Sistema que amplia a capacidade de combate, com sensores para busca, rastreamento e identificação do alvo. Possuem câmeras eletromagnéticas que fornecem imagens dos alvos. Equipado com laser que rastreia o caminho da munição até o destino.

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Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.

Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.

O Brasil comprou ainda mísseis alemães IRIS-T ar-ar, que possuem capacidade de aniquilar medidas eletrônicas do inimigo para impedir que a bomba acerte o alvo, explica o professor. Todas as bombas e mísseis terão a validade inicial estendida de 5 anos, conforme o documento da FAB obtido pelo G1.

Ataque por trás
A Aeronáutica encomendou ainda 10 unidades operacionais e 8 de treinamento do míssil A-Darter, que o Brasil está desenvolvendo de forma conjunta com a África do Sul e que poderá atingir até aeronaves que estejam se aproximando por trás do avião lançador.

Segundo a Aeronáutica, R$ 300 milhões já foram investidos no projeto, que teve início em 2006.

Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter será guiado pelo calor e fará manobras que o levam a sofrer até 100 vezes a força da gravidade, com alcance máximo de 12 quilômetros.

Treinamentos
Um brigadeiro da reserva da FAB, especialista em combate aéreo e que pediu para não ser identificado, diz que se justifica a compra de pequena quantidade de munição devido ao uso ser raro e a validade, pequena.

Os treinamentos atuais de lançamentos de mísseis de jatos ocorrem geralmente de forma simulada e em ambientes virtuais, em que o computador informa a possibilidade de real de acerto do alvo. São poucos, diz o brigadeiro, os oficiais que já tiveram a oportunidade de lançar uma bomba real no Brasil.

Próximo ao vencimento, a munição comprada é usada em treinamentos reais e em alto mar, em áreas controladas e com aviso antecipado, para impedir que embarcações passem pela região, informa o oficial.

Durante o período de validade, as armas passam por manutenção contínua no ambiente de estocagem, com verificação de vários fatores, como umidade, qualidade dos sensores, etc.

 

Edited by jambock
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Brasil compra bombas israelíes para sus Gripen

Brasil gastará unos US$ 245 millones en equipar de armamentos (70 bombas y misiles) israelíes a los cazas Gripen que recibirá en 2019. La noticia revela algunas tendencias dentro de la FAB, una de ellas, la continuidad en la adquisición de armamento y sistemas inteligentes de origen israelí, los mismos empleados por los aviones Embraer Defesa Seguranca A-29 Super Tucano y A-1A/M AMX, y cazas Northrop F-5EM/FM.

El primer contrato para comprar el armamento destinado a los cazas Saab Gripen NG BR ordenados por la Fuerza Aérea Brasileira a la firma Saab, incluye 70 bombas y misiles, para distintos cometidos, por un monto que supera los US$ 245 millones

Así lo reveló el pasado 8 de agosto, el portal brasileiro de noticias G1, de la organización Globo, a través de un artículo del periodista Tahiane Stochero, que detalla el contenido del primer contrato para equipar de armamento a los referidos aviones de caza de fabricación sueca. Los datos fueron obtenidos para el reportaje, constan en un cuestionario del Ministerio Público Federal que controla los pagos relacionados con los Gripen NG.

La previsión es que las aeronaves comiencen a llegar al país a partir de 2019, junto con el armamento. Según la publicación, aún tomándose en cuenta aspectos de confidencialidad que rigen ese tipo de negocio, el documento, obtenido de forma legal, revela algunas tendencias dentro de la FAB, una de ellas, la continuidad en la adquisición de armamento y sistemas inteligentes de origen israelí, los mismos empleados por los aviones Embraer Defesa Seguranca A-29 Super Tucano y A-1A/M AMX, y cazas Northrop F-5EM/FM.

De hecho, toda la aviónica de esas aeronaves, un desarrollo nacional de 4° generación dirigido por AEL Sistemas, de Porto Alegre, tienen como ADN tecnología israelí; adquirida de Elbit Systems, y también el IAI, Rafael, entre otros.

Con la colaboración de Israel, la FAB modernizó su flota, reduciendo la brecha tecnológica, y fue capaz de lanzar armamentos inteligentes, implementó una nueva cadena logística de gran agilidad, pudiendo operar con letalidad en el ambiente BVR y NCW uniendo las capacidades citadas a la moderna tecnología de radadres AESA y comunicaciones digitalesdata-link de origen suecas.

Otra tendencia que se observa es que la FAB aún no ha tomado ninguna decisión sobre lo que será el combate aéreo con misiles BVR (más allá del alcance visual) para equipar el Gripen GN BR. En LAAD 2015, el misil supersónico MBDA Meteor se mostró montado en el modelo de la maqueta, en el stand de Saab, lo que indica una clara preferencia de FAB por ese sistema de armas, ya integrado en el Gripen y capaz de maximizar el rendimiento la junta de sensores de caza para permitir una gama probada de más de 100 kilómetros utilizando la tecnología de propulsión mixta estatorreactor.

Sin embargo, se trata de un arma con valor de adquisición distinto a otras ofertas en el mercado. Y los israelíes de Rafael, anunciaron una nueva versión de alcance extendido de su misil BVR Derby durante el Salón Aeronáutico de París en 2015, colocando un nuevo vector en la mesa de negociaciones, un arma ya conocida por la FAB y responsable por introducir una fuerza en la arena combate aéreo de larga distancia, pero ahora, con más variedad y nuevas habilidades.

Según el portal G1, la FAB, a un costo de US$ 245.325.000 (cerca de 869 millones de reales), va a recibir 50 misiles y bombas israelíes de alta tecnología, y 14 unidades de sistemas tácticos de captación de información de reconocimiento, así como de misiles de combate aéreo próximo de dos procedencias. En materia de bombas inteligentes, 20 kits de Rafael Spice 1000 y otros 30 ejemplares de Rafael Spice 250 serán entregadas, esas armas serán usadas en conjunto con los nuevos pods de designación de blancos Litening G4 (10 ejemplares), y de navegación y reconocimiento Reccelite 2 (4 unidades).

Este equipo en su generación anterior, que ya se emplea con gran éxito por los A-1A/B/M AMX en misiones de ataque stand-off (de larga distancia), utilizando bombas guiadas LGB, por lo que la FAB conoce bien sus capacidades diuturnas bajo cualquier condición climática, alcanzando objetivos bien defendidos sin sobrevolar directamente, evitando exponerse a las defensa antiaéreas del enemigo.

Fonte: PORTAL URGENTE24.COM (ARGENTINA) via CECOMSAER 12 AGO 2015

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SAAB - Muito além do Gripen NG

A escolha da Saab pelo Governo brasileiro na concorrência do projeto FX-2, que visa o reequipamento da Força Aérea Brasileira (FAB), possibilita uma parceria que vai muito além do fornecimento de 36 caças Gripen E/F. Para atender ao pedido, a companhia comprometeu-se em desenvolver uma ampla cooperação industrial.

“O Brasil escolheu a Saab porque queria ter o que há de mais avançado em tecnologia, com a possibilidade de ainda impulsionar sua própria indústria”, destaca Mikael Franzén, gerente do programa Gripen no Brasil.

Além das 28 aeronaves Gripen E/F monoposto e do desenvolvimento de oito aeronaves biposto, com entrega prevista entre 2019 e 2024, o contrato envolve a compra de um sistema de armamento pronto para uso, treinamentos, peças de reposição, suporte, planejamento e manutenção.

“Assumimos um compromisso tecnológico com relação aos caças, que prevê desenvolvimento, produção e manutenção”, diz Göran Almquist, vice-gerente do programa Gripen no Brasil. “O principal objetivo é qualificar a indústria brasileira até que esta possa não só manter a frota de caças Gripen, mas também desenvolver sua própria tecnologia”.

Em breve, a Saab e seus parceiros brasileiros, liderados pela Embraer, darão início ao programa de transferência de tecnologia. Um dos primeiros passos será a chegada de mais de 350 brasileiros, entre engenheiros, mecânicos e pilotos, além de suas famílias, à Suécia, para qualificação e treinamento prático, onde estarão envolvidos simultaneamente em diversos projetos.

Esta fase terá início no segundo semestre de 2015 e seguirá durante alguns anos, até o retorno gradual da equipe ao Brasil, com seu conhecimento adquirido. Nesta fase, os funcionários da Saab irão acompanhá-los na instalação das operações no país.

“Aprendemos muito ao trabalhar com outras empresas e culturas, e incorporamos seus melhores métodos de trabalho”, explica Almquist. “Temos um bom ponto de partida. Por exemplo, nossa parceira, a Embraer, é a terceira maior companhia de aviação do mundo, com quem temos muito a aprender”.

“Temos um período muito inspirador à nossa frente”, destaca Franzén. “Gostaríamos de dar as boas-vindas aos nossos futuros colegas, que escolheram se mudar do Brasil para a Suécia.”

Brasil Olha para o Futuro

Ao escolher o caça Gripen, a Força Aérea Brasileira sinalizou que está levando seus recursos para o próximo nível.

O Brasil é a nação dominante na América do Sul. De longe o maior país do continente, só não faz fronteira com dois países. Comumente conhecido como um dos países que fazem parte dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil normalmente se classifica entre as economias com crescimento mais rápido do mundo em desenvolvimento. Com o seu crescente perfil internacional, o Brasil começou a modernizar seus recursos de defesa e a fomentar seu setor aeroespacial.

Em dezembro de 2013, após muitos anos de avaliação detalhada, o governo brasileiro selecionou a Saab para fornecer 36 caças Gripen para o projeto de caças F-X2 da força aérea.

O ministro da defesa do Brasil enfatizou que umas combinações de diversas vantagens revelaram ser decisivas para a Saab. Ele observou que a proposta oferecia o melhor equilíbrio entre o alto desempenho operacional e custos de aquisição e manutenção favoráveis do Gripen e a oferta de transferência e parceria industrial da Saab.

O Chefe de Mercado da Região da América Latina da Saab, Bo Torrestedt, vem trabalhando no Brasil e regiões vizinhas nos últimos 25 anos. “O custo de administração de nosso sistema é substancialmente menor que a dos outros concorrentes”, disse Torrestedt.

Um estudo realizado pelos analistas militares IHS Jane´s descobriu que o Gripen tem o menor custo operacional de qualquer caça ocidental atualmente no mercado, a $4.700 por hora, em comparação com $11.000 do Super Hornet F/A-18E/F da Boeing e $16.500 do Rafale da Dassault, as outras duas aeronaves em análise.

A Saab compartilhará a tecnologia com os contratados e diversas peças da aeronave serão feitas no Brasil.

“O Gripen E/F está dando um grande passo para a próxima geração de caças”, disse Torrestedt. “Junto com isso vêm também muitas melhorias que fazem dele uma nova aeronave. Determinados trabalhos de engenharia e desenvolvimento serão feitos no Brasil, enquanto outros serão realizados na Suécia e na Suíça. Esse acordo está condicionado à Suíça manter sua decisão de também comprar o Gripen”.

A empresa aeroespacial brasileira Embraer desempenhará um papel importante na fabricação dos caças. “A Saab também prometeu desenvolver um unidade de produção de aeroestruturas na cidade de São Bernardo do Campo no estado de São Paulo", disse Torrestedt.

A Saab já tem presença significativa no Brasil, pois nos últimos 13 anos, o país já coloca em voo aeronaves de vigilância equipadas com o sistema aéreo de alerta antecipado e controle ERIEYE desenvolvido pela Saab.

A empresa também forneceu equipamento de treinamento e simulação, mísseis superfície-ar, sistemas de radar para rastreamento de mísseis, além de armas eletrônicas e equipamentos marítimos.

Esta história, combinada com o longo processo de seleção para o contrato do caça, deu à Saab alta visibilidade no Brasil, podendo influenciar as decisões de países vizinhos, como o Chile, México, Peru e Colômbia.

Torrestedt disse que, por um longo tempo, o interesse da Europa na América Latina foi ofuscado pelo seu envolvimento na Ásia e em outras regiões, mas o interesse aumentou acentuadamente nos últimos anos. “Atualmente a América Latina tem uma economia muito mais estável, está mais estável em termos políticos e vem aumentando seus gastos em defesa e segurança, pois muitos dos países possuem materiais velhos e obsoletos”.

Um passo a frente

O Brasil enfrenta desafios exclusivos para manter controle sobre a atividade em suas fronteiras.

Imagine uma vasta faixa de território, aproximadamente do tamanho da Europa, coberta pela maior floresta tropical do mundo. Uma área com população esparsa e virtualmente inacessível, um lugar onde os traficantes de droga operam de forma rotineira e a mineração e o desmatamento ilegais são constantes. Bem-vindo à Bacia Amazônica do Brasil.

A área carece de infraestrutura e é impossível policiá-la por terra. Em 2002, o Brasil equipou um grupo de aeronaves com um sistema de vigilância eletrônica, a fim de monitorar as atividades.

Erik Winberg, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Saab, foi um player-chave para vencer um contrato em março de 2013 para a modernização do Sistema Aéreo de Alerta Antecipado e Controle na aeronave E-99 da Força Aérea Brasileira, fabricado pela empresa aeroespacial brasileira, Embraer.

“Os traficantes de drogas cortam árvores e fazem pistas de pouso na selva para pequenas aeronaves", disse Winberg. “Agora esse sistema é capaz de detectar essas aeronaves e ver onde eles aterrissaram. Os brasileiros explodem as pistas de pouso e um mês depois há novas pistas, portanto, existe um conflito contínuo".

Antes de o Brasil ter lançado o sistema de vigilância, disse Winberg, os traficantes podiam operar com impunidade. Mas, o lançamento do sistema em 2002 mudou essa equação e, dois anos mais tarde, o Brasil alterou a sua lei para permitir que os militares abatessem aeronaves suspeitas de tráfico de drogas. Os traficantes respondiam tentando parecer aeronaves civis, e, assim sendo, o conflito permanece.

“A Força Aérea Brasileira é muito silenciosa sobre suas operações, mas eles não estão brincando”, disse Winberg. Com o Brasil sediando os Jogos Olímpicos em 2016, o sistema de vigilância provavelmente será usado para proteger esses locais.

Fonte: site DEFESANET.COM via CECOMSAER 13 AGO 2015

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