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Rondonópolis/MT: falta de estrutura impede atuação das aéreas


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AEROPORTO MUNICIPAL de RONDONÓPOLIS - Falta de condições impede atuação de empresas aéreas
A sociedade rondonopolitana vem tomando conhecimento da real situação em relação à limitação e à falta de condições do aeroporto de Rondonópolis, com ausência de equipamentos de segurança essenciais. No começo do ano, segmentos locais criticaram a postura da Azul Linhas Aéreas em suspender os voos para fora de Mato Grosso em Rondonópolis. Contudo, torna-se patente que o aeroporto, na verdade, não dispõe da estrutura necessária para atuar sequer para os voos que a empresa continua fazendo entre Rondonópolis e Cuiabá.

 

A falta de condições do aeroporto de Rondonópolis para atender as companhias aéreas carece de ações urgentes por parte das autoridades públicas. Nesse cenário que tem prejudicado a classe empresarial, a Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (ACIR) discutirá, na noite de hoje, providências para o aeroporto local.

A suspensão dos voos da Azul para fora do Estado no aeroporto de Rondonópolis foi levantada pelo Jornal A TRIBUNA, provocado pelos próprios leitores que usam os serviços da companhia. Contudo, havia registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) da solicitação da suspensão desses voos desde o dia 11 de dezembro de 2013, não tendo qualquer manifestação ou providência da Prefeitura para contornar a situação.

 

Inicialmente, o Município justificou a diminuição dos voos em Rondonópolis ao período da Copa do Mundo, que demandaria maior número de voos para as capitais. A argumentação caiu por terra com as informações do A TRIBUNA dando conta da abertura de novos voos pela companhia nesse período de Copa em cidades menores, como Três Lagoas (MS).

Depois da repercussão dos fatos, o poder público municipal reconheceu que a redução da quantidade de voos e do tamanho das aeronaves no aeroporto se devia às deficiências do espaço, mas que as obras de ampliação/reforma e aquisição dos equipamentos necessários estavam em andamento. O problema, agora, é que as obras de ampliação e reforma somente devem terminar no primeiro semestre de 2015. Mas, até o ano passado, as autoridades públicas garantiam que o aeroporto de Rondonópolis estaria em condições de ser uma alternativa para o aeroporto de Cuiabá antes da Copa, o que não será possível devido a continuidade das limitações.

 

Diante da situação, os usuários têm constatado que não é a Azul – ou qualquer outra companhia – que tem preterido Rondonópolis, mas o aeroporto local que não oferece condições de tráfego aéreo com segurança.

Nos últimos dias, por exemplo, com o tempo chuvoso, os usuários têm evidenciado os antigos problemas do aeroporto local, que não tem conseguido sequer dar condições de operação para os voos entre Rondonópolis/Cuiabá e vice-versa. Nesta sexta-feira (21/02), o aeroporto ficou sem condições de pouso e decolagens devido ao tempo chuvoso. Na verdade, o avião da Azul não conseguiu atuar no aeroporto pela inexistência de equipamentos de aproximação que auxiliem nos pousos e decolagens quando as condições climáticas não são favoráveis.

 

Essa situação é frequente em épocas chuvosas, como agora, e também em épocas de frio, com muita serração. Na manhã de ontem, o presidente da ACIR, Luiz Fernando Homem de Carvalho, o Luizão, testemunhou, mais uma vez, a limitação da estrutura do aeroporto. Por causa da falta desses equipamentos de aproximação, atesta que o avião que vinha de Cuiabá teve de ficar sobrevoando Rondonópolis por cerca de 45 minutos até haver condições de pouso. O problema gerou muitas reclamações em uma das redes sociais na internet.

Diante da falta dos equipamentos necessários, acaba sendo um risco até mesmo comprar as passagens aéreas para a linha Rondonópolis – Cuiabá, uma vez que, por causa da instabilidade climática, os clientes podem perder os compromissos agendados ou mesmo serem vítimas de um grave acidente.

 

Luizão atestou ao Jornal A TRIBUNA que a realidade do transporte aéreo em Rondonópolis é extremamente preocupante, causando prejuízo para as companhias aéreas, com gastos extras por causa da impossibilidade constante de pousos e decolagens, assim como para taxistas, empresários e a sociedade em geral. Para complicar, observa que a situação por terra, através da BR-364, ligando as duas cidades, também está inviável, com lentidão, acidentes e transtornos. Para a reunião de hoje, informa que foi convidado o secretário municipal de Transportes e Trânsito, Argemiro Ferreira. Também foi solicitada ao deputado estadual Nininho uma cópia do projeto de ampliação e melhorias do aeroporto para ser analisado pela categoria.

 

Nesse momento, Luizão informa que a intenção da ACIR é exigir das autoridades públicas que sejam instalados com urgência os equipamentos de segurança essenciais para a operação de voos na cidade, como o de indicação de trajetória das aeronaves nos pousos e decolagens (Papi) e da Estação Permissionária de Telecomunicações Aeronáuticas (EPTA). O presidente da ACIR alerta que não se pode esperar o fim das obras no aeroporto, previsto apenas para maio de 2015, para ver instalado esses equipamentos.

 

Com a instalação desses instrumentos, argumenta que, mesmo com as obras, seria possível a realização de voos na cidade, ainda que no período noturno. Inclusive, atesta que outras companhias aéreas já demonstraram interesse de operar em Rondonópolis, desde que haja os equipamentos necessários para atuação.

Caso providências não sejam tomadas urgentemente em relação às deficiências do espaço, fica patente que até o único voo restante – entre Rondonópolis e Cuiabá – corre o risco de ser suspenso, aumentando ainda mais os prejuízos e transtornos à população local.

Fonte: Jornal A TRIBUNA (MT) via CECOMSAER 26 fev 2014

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