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Diálogos revelam erros cometidos no maior acidente aéreo do país


Kleber

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Diálogos revelam erros cometidos no maior acidente aéreo do país

 

A edição deste domingo da Folha de S.Paulo traz uma reportagem exclusiva da colunista da Eliane Cantanhêde que revela os erros cometidos pelos envolvidos na queda do Boeing da Gol ocorrida em 29 de setembro do ano passado. O acidente, que matou 154 pessoas, é considerado o maior da história aeronáutica brasileira.

 

Cantanhêde teve acesso às 290 páginas de transcrições das conversas dos pilotos do Legacy e dos controladores de tráfego aéreo brasileiros e concluiu que "uma sucessão de erros, mal-entendidos e uma certa inexperiência ou incompetência" causaram o acidente.

 

Para ela, as transcrições "deixam claro" que a dificuldade de comunicação entre os pilotos do Legacy e o controlador responsável pelo vôo impediu a dupla --por três vezes-- de esclarecer se deveria seguir a 37 mil pés de altitude. O plano de vôo previa uma mudança para 36 mil pés, exatamente na região onde o acidente ocorreu.

 

Os diálogos divulgados pela Folha --que chega às bancas na tarde deste sábado-- ainda contradizem os pilotos do Legacy.

 

Eles disseram que só souberam do desaparecimento do Boeing depois do pouso de emergência na serra do Cachimbo.

 

No entanto, de acordo com as transcrições, no momento do acidente, um dos pilotos pergunta ao outro: "Que diabos foi isso?" e, 26 minutos depois, um deles admite: "Nós batemos em outro avião. Eu não sei de onde essa ##### veio."

 

Transponder

 

Uma questão-chave do caso que as caixas-pretas não respondem é porque o transponder do Legacy, aparelho que aciona o TCAS (o sistema anticolisão), estava inoperante quando as duas aeronaves bateram.

 

Conforme a Folha apurou, os investigadores aeronáuticos trabalham com a hipótese de que um dos dois, Joseph Lepore e Jan Paladino, estava com um laptop aberto no colo, com a tampa escondendo a parte do painel onde se encaixa o transponder.

 

Nas fitas, não há referência direta a laptop, mas há a DVD. E, mais uma vez, os dois pilotos se atrapalham na manipulação desse aparelho.

 

Fonte: Folha online/Uol

 

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Leia a conversa dos pilotos do Legacy no momento da colisão

 

Leia parte da a transcrição do diálogo que os pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino travaram no momento em que, no comando de um Legacy, bateram em um Boeing da Gol, em setembro passado. O segundo trecho ocorreu depois que o Legacy realizou um pouso de emergência, na serra do Cachimbo.

 

A conversa será divulgada com exclusividade em reportagem da colunista da Folha de S.Paulo Eliane Cantanhêde, na edição deste domingo.

 

Não há definição de nomes. Eles são chamados de Hot 1 e Hot 2 (os pilotos). Há ainda Hot 3, Hot 4 e CAM.

 

As conversas foram feitas em inglês, degravadas pelo NTSB (National Transportation Safety Board), de Washington, e constam das investigações.

 

Momento da colisão

 

19:56:54.0

(Som de impacto). Uh. Oh.

19:56:56.1

CAM - Piloto automático.

Hot 1 - Que diabos foi isso?

Hot 2 - Tudo bem, somente pilote o avião, cara.

CAM - Som metálico três vezes.

Hot 2 - Somente pilote o avião.

19:57:34.7

CAM - Nós perdemos o winglet.

Hot 1 - Perdemos? De onde veio a #####?

Hot 2 - Tudo bem, nós estamos descendo. Declarando emergência. Senta.

 

Após o pouso

 

Hot 1 - Eu não sei que inferno. Se nós batemos num avião, há outro avião com problemas lá em cima.

Hot 1 - É com isso que eu estava preocupado. Eu não queria. Nós estávamos a 37 mil pés e eu estava no processo de tentar comunicação. Lá não tem ##### nenhuma, nada.

Hot 2 - E daí se nós batemos em alguém? Eu quero dizer, nós estávamos na altitude apropriada.

 

Folha online/Uol

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Estava demorando parece que enfim saberemos pelo menoso que foi dito, pena q tenha demorado tantos e que alguns dos possíveis causadores da tragédia estejam bem longe.

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Caixas-pretas revelam série de erros em queda de avião da Gol

Domingo 18 de Fevereiro, 2007 9:47 GMT

 

SÃO PAULO (Reuters) - Transcrições dos diálogos entre controladores de vôo e os pilotos do jato Legacy que colidiu com um Boeing da Gol mostram uma sequência de erros e confusões que culminou com a morte de 154 pessoas em setembro do ano passado, afirma neste domingo o jornal Folha de S.Paulo.

 

Com base em um relatório de quase 300 páginas que contêm as conversas dos pilotos do Legacy, os norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, e de integrantes das torres de controle de São José dos Campos (interior de São Paulo), Brasília e Manaus, o jornal afirma que houve dificuldades de comunicação. O Legacy voava a 37 mil pés, a mesma altitude do vôo 1907 da Gol, que seguia no sentido contrário.

 

Recorrendo a trechos das conversas traduzidas do inglês para o português, a Folha afirma que, somente depois do choque das aeronaves, os pilotos do jato particular se perguntam se o equipamento do Legacy que aciona o sistema anticolisão estava ligado. "Cara, você está com o TCAS ligado?", pergunta um piloto. "É. O TCAS está desligado", responde o outro.

 

No meio do vôo, um dos norte-americanos que pilotava o Legacy diz para o outro: "Eu só quero ter certeza de que estamos indo na direção certa."

 

O documento, segundo a Folha, faz parte da investigação da Polícia Federal e é resultado de transcrições realizadas pela National Transportation Safety Board (NTSB), de Washington, sob supervisão do especialista em segurança de transporte Albert G. Reitan.

 

O jornal afirma que os controladores de vôo de Manaus e Brasília não sabiam que os dois aviões estavam na mesma altitude, voando em sentidos opostos, e que demoraram pelo menos 50 minutos para ter certeza de que os jatos haviam colidido.

 

Pela transcrição, quando o centro controlador de vôo de Brasília (Cindacta-1) chama o de Manaus para saber por que o vôo da Gol não estava em seus radares, a resposta foi: "Ué?! Que Gol 1907 é esse?".

 

Procurada pela Reuters, a assessoria de imprensa do Comando da Aeronáutica não confirmou nem negou as informações divulgadas pela Folha.

 

Um porta-voz, que preferiu não ser identificado, afirmou que "com certeza eles (os documentos) não saíram do processo de investigação da Aeronáutica". Ele afirmou ainda que "a publicação é prejudicial para o andamento da investigação, pois gera uma série de especulações e conclusões precipitadas que, por vezes, colocam pressão sobre as investigações".

 

A estimativa das autoridades brasileiras é que as investigações estejam concluídas em setembro.

 

O choque dos aviões foi o pior acidente aéreo do Brasil. O vôo da Gol fazia a rota Manaus-Rio de Janeiro, com escala em Brasília, e caiu em Mato Grosso após colidir com o Legacy.

 

(Por Alberto Alerigi Jr.)

 

 

 

OBS: "A estimativa das autoridades brasileiras é que as investigações estejam concluídas em setembro."

Isso porque é só uma estimativa!!! :thumbsdown_still:

 

 

Abraços

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O fator cultural que muitas vezes distorce a traduções nunca é levado em consideração... uma vergonha... Enfim, saberemos da verdade distorcida... Essa estória vai ficar bem diferente do real, como já está... apenas pela enorme distorção na tradução... Tradução por si só, já é distorção... o que deveria haver é versão...

 

Abraços,

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Ouvi de gente que ouviu a transcrição do Gol, que os pilotos não receberam qualquer indicação do TCAS e que reagiram quando o B738 entrou em atitude anormal. Eles reagiram como se tivessem tido uma pane grave de flight controls e tentaram recuperar o controle do avião até o fim.

 

Esses pagaram com a vida por toda esta incompetência que estamos vendo agora, eles foram abalroados no ar, sem qualquer chance de defesa...

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Essa Eliane Cantanhêde merece o troféu idiota do ano, por fazer uma pergunta a um dos pilotos, indagando-o se o mesmo estivesse fazendo piruetas ( sic) com o Legacy.

 

Melhor ela ir cobrir Brasília, e os bastidores da política ( no qual ela se sai melhor, porque m...... com m........ se atrai), do que querer já cair de paraquedas num assunto extremamente técnico, e ela , de bate-pronto, quer ser mais real que o rei.

 

Zero credibilidade pra jornalista, zero credibilidade para as perguntas, zero credibilidade nessa porcaria. Não esclareceu nada. A folha de domingo simplesmente se serviu ao fim que se destina: o viveiro dos passarinhos.

 

Abraço.

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