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Emirates e Etihad estão enfrentando fogo pesado das autoridades da Europa.


Dilson Rig

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O rápido e eficiente crescimento das companhias aéreas do Golfo tem lhes causado muitos problemas (e ciúmes) em várias partes do mundo, mas nos últimos dias têm se concentrado na Europa. Companhias como a Emirates e a Etihad estão sob forte pressão e fogo pesado de congêneres e de autoridades da União Europeia. Parte dessa pressão vem até de fora do “velho continente”, insuflado por companhias aéreas norte-americanas, que não querem mais perder market share e receitas para essas comercialmente agressivas companhias do Golfo.

Na última quinta-feira, um tribunal administrativo de Lázio, na Itália, ordenou que a Emirates suspenda a rota lançada em outubro de 2013, que liga Milão/Malpensa a Nova York/JFK sem escalas. A ação foi interposta pela Assaereo, a associação italiana de companhias aéreas, que abraçou uma queixa apresentada pela Delta Air Lines junto a Autoridade Italiana de Aviação Civil, por ter autorizado a operação daquela rota pela Emirates. A Corte alegou que voos com direitos de 5ª liberdade - aqueles entre dois países, em que a companhia aérea não tem sede nem no país de origem nem no de destino do voo -, não são permitidos na Itália.

A Emirates disse que está considerando como apelar, mas a Delta, que também voa entre Milão e NY/JFK (aasim como a American Airlines e a Alitalia) comemorou a decisão judicial. “A rota da Emirates não proporciona benefícios adicionais aos viajantes, que já estão bem servidos por companhias aéreas norte-americanas e italianas entre Milão e Nova York, e pode prejudicar significativamente os empregados das companhias aéreas dos EUA e da Itália, ao acrescentar desnecessária capacidade em um mercado já competitivo”, diz um comunicado da Delta.

Entretanto, a posição da Delta e da justiça italiana parece contrária aos interesses dos passageiros. As tarifas médias na rota Milão-Nova York caíram pela metade desde que a Emirates lançou seu serviço e a companhia aérea com sede em Dubai já lidera em market share na rota, de acordo com o Centro de Aviação da Ásia Pacífico. Baseado no sucesso da rota, a Emirates teria dito que estava considerando o lançamento de novos voos com direitos de 5ª liberdade através do Atlântico. A decisão contra a Emirates acontece em um momento em que sua rival Etihad Airways está em avançadas negociações para adquirir uma participação de até 49% na Alitalia.

Mas a Comissão Europeia iniciou uma rigorosa investigação nas holdings de diversas companhias aéreas da União Europeia, para apurar a participação de companhias de for a do bloco, inclusive a participação da Etihad na airberlin (de 29,21%) e na Darwin Airline (de 33,3%), agora operando como Etihad Regional. Também está averiguando como se deu a participação de 49% da Delta na Virgin Atlantic, a participação de 44% da Korean Air na Czech Airlines e investimentos chineses em companhias de carga aérea.

Pela lei vigente na União Europeia (UE), cidadãos ou governos da UE não só precisam possuir mais de 50% de uma companhia aérea da UE, mas precisam também “controlar efetivamente” essa companhia - apesar de não ter sido fixada uma definição para “controlar efetivamente”. Separadamente, a Comissão Europeia indicou que está monitorando a potencial aquisição de uma participação na Alitalia pela Etihad.

 

http://www.businesstravel.com.br/hotnews_desc.php?cod=30606

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Sera a Emirates não tem interesse entrar na Ponte Aérea RIO - SP?  :suicide_anim:

infelizmente não, a Emirates já disse que até o A330 é um avião pequeno para sua malha... Ponte aérea só com NB! Hahaha

 

 

Enviado do meu iPad usando o Tapatalk

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Hoje eu sei que cias internacionais não podem vender assentos em trechos internos nacionais. Mas isso já foi diferente algum dia? Sempre ouço relatos de pessoas dizendo que em algum lugar do passado fizeram Rio-Sp em aviões WB de diferentes cias internacionais. Air France. JAL, American, entre outras. Isso realmente aconteceu ou a pessoa sonhou e acredita que fez isso?

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[...]

A Emirates disse que está considerando como apelar, mas a Delta, que também voa entre Milão e NY/JFK (aasim como a American Airlines e a Alitalia) comemorou a decisão judicial. “A rota da Emirates não proporciona benefícios adicionais aos viajantes, que já estão bem servidos por companhias aéreas norte-americanas e italianas entre Milão e Nova York, e pode prejudicar significativamente os empregados das companhias aéreas dos EUA e da Itália, ao acrescentar desnecessária capacidade em um mercado já competitivo”, diz um comunicado da Delta.

.....

http://www.businesstravel.com.br/hotnews_desc.php?cod=30606

 

 

Rindo muito com essa afirmação da Delta, pelo que conheço do serviço da Alitalia, Delta e American não consigo imaginar como os passageiros estão bem servidos na rota MXP-JFK apenas com a operação dessas três. Sei das vantagens que as cias do golfo possuem devido ao aporte de seus governos e da economia baseada no petróleo, porém acredito que se alguma dessas cias que já operavam a rota por longos anos antes da entrada da EK, tivesse um produto razoável ou bom a Emirates não teria crescido tão rápido nesse trecho.

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Existe algum artigo na rede que fala os segredos de sucesso dessas companhias do oriente médio?

 

gostaria de entender mais sobre isso... Pq é indiscutível a superioridade do serviço, e como o amigo disse ai em cima se vc tem emirates, alitalia, delta e AA em uma rota é de rir algum tipo de comparação.

 

O uso das 3 tradicionais (delta, aa, alitalia) só se justifica por dois motivos:

1° preço e/ou

2° patriotismo

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Enquanto as americanas e, sobretudo, as européias eram as global players, tudo era lindo e colorido. Agora que as ME3 dominam as ligações e tirando mercados cativos das empresas (Europa-África/Ásia e EUA-Índia/África), elas ficam reclamando de concorrência desleal.

 

Ok, isso é um argumento, mas não justifica. Por não possuírem sindicatos, benesses trabalhistas comum ao europeu, ambiente regulatório recente (o que era a aviação desse lugar há 40 anos?) elas possuem CASK menores que as americanas, que já enxugaram bastante sua gordura, enquanto que as européias possuem estruturas tão arcaicas quanto as brasileiras, sei que estou pegando pesado, mas em diferentes situações é isso que ocorre.

 

Então elas jogam para as árabes os custos de sua ineficiência, mas esquecem de quando a American invadiu a América Latina via MIA e as autoridades americanas disseram que a "livre concorrência" é importante para a região. E quando a TAP começou usar LIS como hub para o Brasil? A Iberia comprando e desmantelando empresas da América do Sul para beneficiar ela mesma?

 

Mas o mundo dá voltas, se houver mais uma crise na Europa, só as árabes e chinesas que têm capital para investir nelas. O movimento já existe, é tímido, vide as associações entre Etihad, Air Berlin, JAT, Darwin e AerLingus; Emirates-Qantas, Qatar com a Oneworld e Hainan-Aigle Azur. Se a Etihad pular fora das negociações, não sei se a Alitalia conseguirá se sustentar.

 

A longo prazo, LATAM e Avianca podem entrar no mercado europeu. Quem foi a única que se interessou pela TAP?

 

 

Existe algum artigo na rede que fala os segredos de sucesso dessas companhias do oriente médio?

 

gostaria de entender mais sobre isso... Pq é indiscutível a superioridade do serviço, e como o amigo disse ai em cima se vc tem emirates, alitalia, delta e AA em uma rota é de rir algum tipo de comparação.

 

O uso das 3 tradicionais (delta, aa, alitalia) só se justifica por dois motivos:

1° preço e/ou

2° patriotismo

 

Há uma publicação da Emirates sobre a concorrência desleal por parte de suas concorrentes. Apesar de tudo, ela recebeu apenas 2 injeções de capital (1985 e 1993), enquanto que a JAL custou bilhões para os japoneses antes de pedir concordata, Lufthansa, Air France e BOAC a mesma coisa e hoje os italianos pagam pela ineficiência da AZA.

 

Claro que há intervenção estatal na EK, QR e EY, mas de como é feita? Legislação, impostos baixos que beneficiam as empresas e até mesmo as quem operam lá, políticas de desenvolvimento em que a aviação é pilar. Neste último item a pioneira foi a Singapore Airlines que, na pobre Cingapura do início dos anos 70, não tinha nada a perder se liberassem seu mercado e tivessem impostos baixos. Lá o impacto da Singapore foi local e mitigado pela expansão da economia asiática nos últimos 40 anos. Hoje qual é a empresa mais conhecida internacionalmente da Cingapura, aquela que você vê e sabe que é de lá? SingTel? DBS Bank? Leadership ou a Singapore Airlines? Nas propagandas da cidade de Dubai, lá no fundo mostrava um avião da EK e qual é a empresa mais conhecida de lá?

 

Até quando os contribuintes vão querer pagar para manter sua empresa de bandeira mesmo sem eles voarem com ela? A decisão da corte italiana foi contra a decisão dos passageiros, que se beneficiaram da queda de passagens e da melhora do serviço. E tenho minhas dúvidas se realmente elas praticam dumping, basta ver que a EK e QR são as mais caras entre Brasil e Argentina e recentemente achei as melhores passagens para Ásia via EUA que Oriente Médio.

 

Há muitas coisas que não concordo com a política da ME3, principalmente na parte dos recursos humanos, mas sua estratégia de crescimento é para ser aplicada em diversos lugares, principalmente em países onde não há mercado interno que justifique proteção, como Panamá, Portugal, Uruguai e Malta, p. ex. A Copa é um exemplo disso.

 

Hoje eu sei que cias internacionais não podem vender assentos em trechos internos nacionais. Mas isso já foi diferente algum dia? Sempre ouço relatos de pessoas dizendo que em algum lugar do passado fizeram Rio-Sp em aviões WB de diferentes cias internacionais. Air France. JAL, American, entre outras. Isso realmente aconteceu ou a pessoa sonhou e acredita que fez isso?

Em alguns momentos houveram casos de estrangeiras venderem trecho doméstico, a Pan Am com o Intra German Services e algumas européias que operavam na Alemanha no pós-guerra.

 

O Chile permite estrangeiras venderem trechos de cabotagem, mas quem vai desafiar o mercado da LAN? A UE permite entre seus signatários.

 

Talvez essas pessoas que você mencionou Juan não vieram de trechos internacionais, como o da United que fazia ORD-GRU-GIG? Mas vender doméstico nenhuma.

 

E, com a LAN dona da TAM, a British com a Iberia? Pois essas empresas líderes em seus países são controladas por estrangeiros, na prática ocorre uma prática de cabotagem, claro que a diferença não é constituição de empresa no país, logo não recolhe impostos.

 

 

Engraçado isso, os italianos autorizaram a EK a operar na rota pra aumentar a competitividade com as americanas. Aí vem os defensores do "open skies", e reclamam.

Liberalismo com a mulher dos outros é fácil :lol:

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Concordo com voce......foram os europeus e americanos que propagavam as grandes vantagens de "liberar o mercado".

 

Agora que estão vendo que também existem desvantagens querem mudar as regras do jogo!

 

Muito se fala nas ME3....creio que o certo seria ME-4......a TK está crescendo de uma maneira incrível......!

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Concordo com voce......foram os europeus e americanos que propagavam as grandes vantagens de "liberar o mercado".

 

Agora que estão vendo que também existem desvantagens querem mudar as regras do jogo!

 

Muito se fala nas ME3....creio que o certo seria ME-4......a TK está crescendo de uma maneira incrível......!

Verdade Carlo, esqueci de mencionar a TK. Os governos da Alemanha e Turquia e suas flagcarriers cogitavam unir as operações, criando uma resposta alemã à concorrência. Parece que perceberam que os turcos teriam muito poder de decisão na nova companhia e resolveram recuar.

 

Até o code-share foi cancelado, mesmo sendo da Star Alliance. Mesmo assim continuam unidos na sociedade 50/50 SunExpress.

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  • 4 months later...

Saiu uma reportagem no CAPA e tem um gráfico interessante sobre o impacto das ME3 + TK: a oferta de vôos por tipo de serviço (O&D, conexão e LCLF) do Grupo Air France.

 

Há uns 10-15 anos 70% dos passageiros da Air France que passavam em CDG era de conexões, AMS a mesma coisa.

 

2012 caiu para 55% e estimam 46% daqui 3 anos.

 

Para comparação, 70% dos passageiros da BA em Londres são O&D.

 

AFK8.PNG

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Caso as do oriente-médio retirem de suas bases, não vejo problemas, mas retirando dos outros paises sendo que não empregam nestes paises, não concordo.

Ou seja, fazer Dubai-São Paulo-Buenos Aires-São Paulo-Dubai (sem embarcar nada e ninguém nos trechos São Paulo-Buenos Aires-São Paulo, não vejo problemas. Agora pousar em Madri, Roma, Londres, Frankfurt..... onde quer que seja, e embarcar nestes também, não concordo.

Já não administram de maneira condizente (injeções de dinheiro do estado), e ainda ficam minando os mercados onde não devem, não dá.

 

Abs,

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É de lamentar, uma vez que quem sofre com isso, novamente, é o consumidor. Não querem dar espaço para a concorrência, porque são desleais. É de lamentar, realmente.

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A tese de que livre concorrência é melhor para o consumidor é muito bonita na teoria. Na pratica nem tanto.

 

Eu não tenho dúvida que a concorrência é melhor para o consumidor.

 

Mas no velho continente não é bem assim que funciona.

 

Primeiro por que eles tem renda per capita e IDH de nos dar inveja. Eles não estão muito dispostos a abrir mão de benefícios conquistados em 2000 anos de história.

 

As barreiras vão demorar muito para cair. Assim como os produtos agrícolas brasileiros sofrem para entrar no MCE. Tudo envolve dinheiro e votos.

 

Vantagem para a TK se a Turquia entrar na UE daqui a uns 10 anos.

 

sds

 

PaxPOA

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A Europa é vitima hoje do modelo de Hub que consolidou as grandes cias Européias no passado justamente por seu modelo que agora não funciona contra o que podemos chamar de Hub de Hubs.

 

AF, BA, KL, LH e outras cresceram com o modelo que levou por exemplo os Estados Unidos e suas aéreas a terem voos limitados a locais secundários, processo rompido pela Delta ha alguns anos.

 

Agora elas assistem o avanço das cias do Golfo, justamente nos mercados secundários, roubando clientes que conectariam em LHR, CDG, FRA, MUC e outros...

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Mimimi de quem ta perdendo e não quer largar o osso!! Basta uma ligação do sheik para o primeiro ministro falando: ou você flexibiliza o mercado ou eu deixo quebrar!!! O mundo é assim: manda quem tem dinheiro, obedece quem precisa dele!!

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Mimimi de quem ta perdendo e não quer largar o osso!! Basta uma ligação do sheik para o primeiro ministro falando: ou você flexibiliza o mercado ou eu deixo quebrar!!! O mundo é assim: manda quem tem dinheiro, obedece quem precisa dele!!

Concordo. Bastou os EUA dar uma pequena "brecada" no consumo que o barril parou de subir.

Não se esqueça, que no e do Oriente Médio, oque se faz bem feito é o petróleo que por sinal só sai do chão graças a tecnologia que não é de lá, pois de lá mesmo só duas coisas: caminho para o turismo em outros locais, ou areia.

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Agora elas assistem o avanço das cias do Golfo, justamente nos mercados secundários, roubando clientes que conectariam em LHR, CDG, FRA, MUC e outros...

Tambem crescem e muito nos mercados primarios (hubs das Europeias), basta ver os 5 388 diarios em LHR da EK, 2 388 em CdG, etc.....sempre privilegiando com suas maiores e melhores aeronaves aeroportos como LHR, CDG, FRA, FCO roubando passageiros das cias Europeias em seus "fortress hubs".
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É apenas o começo do freio as cias do Golfo, o Canadá também já deu sinais de que não concorda com as isenções tributarias dos Emirados.

Mais coisas virão ao longo do tempo.

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É apenas o começo do freio as cias do Golfo, o Canadá também já deu sinais de que não concorda com as isenções tributarias dos Emirados.

Mais coisas virão ao longo do tempo.

Mas será que China,Japão e EUA poderão impor limites?

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