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EUA: pilotos recomendam cautela em vôos no Brasil


Renan - SAO

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Bruno Garcez

Direto de Washington

 

A Airline Pilots Association (Alpa), um sindicato que reúne mais de 60 mil pilotos de 40 companhias aéreas americanas e canadenses, divulgou um comunicado no qual pede cautela aos profissionais que forem sobrevoar o espaço aéreo brasileiro.

 

A associação, que é o maior sindicato de pilotos comerciais em todo o mundo, afirma que o alerta se deve à detenção dos pilotos americanos Joseph Lapore e Jan Paladino após a colisão entre o avião que pilotavam, um jato executivo Legacy, e um jumbo 737 da Gol, em setembro do ano passado. O acidente causou a morte de 154 passageiros e tripulantes do vôo da Gol.

 

A Alpa afirma que "a colisão aérea de setembro de 2006 sobre o Brasil destacou diversos temas ligados a operações naquele espaço aéreo que podem ter sérias implicações para a segurança de vôos".

 

Segundo a entidade, "todos os pilotos devem manter um alto nível de alerta" ao operar no Brasil. De acordo com o sindicato, causam "especial preocupação os procedimentos e os métodos do Controle de Tráfego Aéreo usado no espaço aéreo brasileiro", se comparados com os métodos que "pilotos podem estar acostumados a seguir em outras partes do mundo". O sindicato afirma que "apesar de sistemas de controle de tráfego aéreo operados por radar estarem espalhados pelo Brasil, a experiência para operá-los ainda vem sendo desenvolvida".

 

O comunicado acrescenta também que "a experiência nem sempre é levada em conta" na hora de estabelecer turnos de trabalho para controladores de tráfego aéreo. "Essa situação pode fazer com que controladres com pouca experiência operem em um ambiente desafiador, com pouca ou nenhuma supervisão."

 

Segundo a entidade, mudanças de planos de vôo nem sempre são comunicadas para todo os controladores de tráfego aéreo, o que pode fazer com que diferentes controladores tenham dois planos distintos para o mesmo vôo.

 

Inglês escasso

Outro motivo para a cautela seria o fato de que "controladores podem ter um conhecimento limitado de inglês" e que "pilotos devem estar cientes de que alguns controladores podem soar como tendo um inglês fluente ou por terem um sotaque familiar ou por pronuciarem bem determinadas palavras, mas esta situação pode mascarar o verdadeiro conhecimento de inglês deles e exacerbar confusões geradas por mudanças de plano de vôo".

 

Por isso, afirma a entidade, é vital seguir "estritamente a fraseologia determinada por padrões da International Civil Aviation Organization (Icao) para todo o tipo de comunicação".

 

A Alpa recomenda que "todos os pilotos que operarem dentro do espaço aéreo brasileiro e em suas imediações se certifiquem de que estão cientes de todas as diretrizes oferecidas por suas companhias e de materiais de revisão de treinamento, se estes tiverem sido fornecidos".

 

A entidade solicita que pilotos utilizem toda a iluminação externa de suas aeronaves, quando mudarem a altitude em que estiverem voando e que sigam atentamente as normas de segurança de suas companhias para assegurar que suas tripulações contem com o máximo possível de informações "sobre os potenciais riscos de operar nesta área".

 

O comunicado diz ainda que "pilotos devem estar cientes de deficiências causadas por falta de controle governamental do sistema de Controle de Tráfego Aéreo" e acrescenta que "a Alpa, juntamente com outras agências e entidades internacionais, está trabalhando para corrigir isto".

 

BBC Brasil

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São ótimas recomendações que visam informar o tripulante sobre as questões mais importantes que podem afetar a navegação segura no espaço aéreo brasileiro haja visto os recentes incidentes de apagões e problemas no sistema de tráfego aéreo.

 

Eis as recomendações do Departamento de Engenharia e Segurança de vôo da ALPA, da qual faço parte. É um departamento totalmente voltado à Segurança de Vôo e sem vínculo ou atuação politica.

 

ALPA Cautions Pilots on ATC Operations in Brazilian Airspace

On January 29, the Association issued ALPA Safety Alert 2007-01 to caution pilots about certain aspects of operating in Brazilian airspace. The September 2006 midair collision that occurred over Brazil has highlighted several issues associated with operations in that airspace that may have significant implications for the safety of flight.

 

ALPA believes that all pilots should maintain a high level of situational awareness while operating into or within the Brazilian Flight Identification Regions (FIRs). Of particular concern are both the procedural and technical ATC methods used in Brazilian airspace and its FIR boundary areas, compared to what pilots may be used to in other parts of the world.

 

ALPA therefore recommends that pilots

 

operating in and around Brazilian airspace ensure they are aware of all operational guidance published by their company and review company training materials if any have been provided.

 

always strictly adhere to ICAO standard phraseology for all communications and do not assume that the controller is fully aware of any changes that have been made to the flight plan.

 

consider using all available exterior aircraft lighting whenever changing altitudes.

 

who are familiar with operations in and around Brazil share that knowledge with their MEC Central Air Safety Committee and with ALPA’s Engineering and Air Safety Department so that subsequent follow-up bulletins can be provided to ALPA members.

 

operating in this airspace, as is the case in all operations, work closely with their company safety and operations departments to ensure that all flight crews have the most comprehensive information available regarding the potential hazards of operating in this area.

 

While the ALPA bulletin focuses on issues related to the pilot/controller interface, pilots should note that the underlying deficiencies are caused by lack of proper governmental oversight and control of the ATC system. This is a separate issue that ALPA, in conjunction with IFALPA and other international agencies and entities, is working to correct.

 

Without commenting on the ongoing accident investigation regarding the recent midair collision, and based solely on reports from pilots who are experienced in operating in this environment, ALPA wishes to ensure that flight crews are aware of the following issues that may present operational challenges in Brazilian airspace:

 

Although use of ATC surveillance radar is now widespread in Brazilian airspace, controllers’ experience operating in a full radar environment is still developing. This may lead to subtle changes in procedures that reflect many years of using nonradar procedures.

 

Controller experience is not always taken into account in scheduling ATC facility assignments for controllers. This situation could result in inexperienced controllers operating in a challenging environment with little or no supervision.

 

Flight plan changes, including inflight changes from original preflight flight plan, are not always properly transmitted through the entire ATC system. This can result in different ATC sectors having parts of two flight plans (original and revised). Therefore, if a change has been made to the original flight plan, the flight crew should make sure that a clearance for “flight planned route” has been clarified and specific routing details confirmed with each sector.

 

As in many areas where English is not the controllers’ primary language, controllers may speak limited English. Pilots must also be aware that some controllers may sound proficient in the use of English as a result of these controllers either speaking with a familiar accent or because of their excellent pronunciation of certain words. In this situation, the actual proficiency of the controller’s English skills could be masked, and this could exacerbate confusion generated by any flight plan changes. Therefore, strict adherence to ICAO standard phraseology is highly recommended.

 

Pilots accustomed to more-efficient ATC systems in other operating areas may not realize the need to clarify instructions, avoid assumptions, or rely on the communications and situational awareness between pilots and controllers that may otherwise prevent errors. Similarly, a controller may not challenge pilots who inadvertently request an incorrect or inappropriate altitude, routing, etc.

 

Brazil has no national or airport standards for engine-out departure procedures in terminal areas; thus each operator may have different procedures. Therefore, controllers may not know what procedure pilots are following in the event of an engine failure. Under these circumstances, high cockpit workload and language proficiency issues can add to the difficulty in effectively communicating the intended flight path to ATC.

 

One of the consequences of today’s highly accurate navigation systems is that their precision can result in aircraft being on the same route with little or no lateral deviation. While the strategic lateral offset procedure (SLOP) that is in use in other areas of the world does not yet exist in South America, some member associations are actively debating the benefits of this concept and may soon put forth positions encouraging the use of this procedure. In the meantime, if individual flight crews choose to fly any deviations from a published airway, they should advise each ATC sector of their intentions.

 

 

Abraços!

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Pois é, não podemos mais fazer uma reclamação sequer de qualquer comentário feito por estrangeiros, sobretudo quando se trata de recomendações de segurança. Nosso país virou terra sem lei e ponto final.

 

Abraço

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