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Nos EUA, proliferação de drone torna novas regras mais urgentes


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Nos EUA, proliferação de drone torna novas regras mais urgentes
Após a quase colisão: http://forum.contatoradar.com.br/index.php/topic/109347-drone-quase-se-choca-com-aviao-de-passageiros-nos-eua/
A quase colisão entre um drone e um avião comercial no espaço aéreo da Flórida tornou ainda mais urgentes os esforços do governo americano para estabelecer novas regras sobre a proliferação dessas aeronaves não tripuladas.

Por todo os Estados Unidos, drones monitoram safras, tiram fotografias de bens imobiliários, inspecionam telhados, gravam comerciais e desempenham outras tarefas, de acordo com pessoas do setor. Os pilotos desses drones estão desafiando restrições estabelecidas para aeronaves comerciais não tripuladas impostas há sete anos pela Administração Federal da Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês), que afirma que limites são necessários para a segurança pública.

Mas recursos restritos e complicações legais levaram a uma dispersão do poder da FAA para a aplicação dessas restrições, o que encorajou ainda mais os operadores de drones.

Os riscos provocados pelo aumento de voos não tripulados ganharam destaque com a revelação feita pela agência, na semana passada, de que um piloto de um voo regional da American Airlines contou às autoridades em março que ele quase colidiu com um drone a cerca de 700 metros do chão enquanto se aproximava do aeroporto de Tallahassee, na Flórida.

O drone estava em uma altitude elevada incomum. A FAA requer que as aeronaves não tripuladas pequenas permaneçam abaixo de 122 metros. Com base na descrição, o drone parecia ser um modelo pequeno, mas uma autoridade sênior da FAA advertiu que ele poderia ter causado sérios danos se fosse sugado pelo motor do avião.

Alguns defensores dos drones temem que a quase colisão possa provocar uma reação pública negativa, o que talvez estimulasse reguladores federais e estaduais a impor restrições mais duras que aquelas que os usuários dessas aeronaves não tripuladas consideram ser necessário.

A FAA espera propor em novembro, muitos anos depois do inicialmente planejado, novas regras sobre como pequenos drones podem ser usados legalmente para fins comerciais. Pode levar vários anos para que as regras sejam concluídas.

Jim Williams, chefe do departamento de aeronaves não tripuladas da FAA, disse na semana passada que aquelas regras vão "assegurar que os riscos sejam administrados apropriadamente". A questão "não pode ter mais importância para a FAA do que tem hoje", disse ele. "Mas, infelizmente, o processo regulatório é muito lento e deliberativo."

Uma porta-voz da FAA disse que, para proteger "as pessoas no ar e na terra", a introdução de drones no espaço aéreo americano "deve ser realizada gradualmente e com o interesse em segurança em primeiro lugar".

Matt Waite, um professor da Universidade de Nebraska-Lincoln que oferece um programa de jornalismo por drone, recebeu uma carta da FAA para que suspendesse suas atividades. Ele disse que está preocupado que quanto mais tempo leve para que as regras sejam definidas, mais a tecnologia avance e mais barata se torne, elevando a possibilidade de que "algum idiota faça alguma coisa estúpida e machuque alguém".

A FAA requer que todo usuário de drone que não seja para fins recreativos nos Estados Unidos tenha a sua aprovação. Até o momento, a FAA autorizou apenas o uso de dois drones comerciais, ambos no Alasca.

Separadamente, a agência já multou dois pilotos de drones, ambos supostamente por voos imprudentes. Em março, um juiz de direito administrativo anulou a primeira multa, de US$ 10 mil, alegando que as regras para os drones eram diretrizes de segurança e a agência não tinha autoridade legal para aplicá-las. A FAA entrou com recurso.

"Cada vez menos pessoas parecem intimidadas com as ameaças", disse uma autoridade federal. "Ninguém está perguntado para a FAA como proceder e isso está se tornando uma versão moderna do Velho Oeste, onde algumas pessoas pensam que tudo está ok."

A agência estima que pode haver até 7,5 mil drones nos EUA cinco anos depois que as novas regras forem aplicadas. Pessoas da indústria de aeronaves não tripuladas afirmam que a estimativa é muito baixa.

Por exemplo, Chris Anderson, diretor-presidente da fabricante de drones 3D Robotics, da Califórnia, e ex-editor da revista Wired, vende cerca de 2 mil sistemas de piloto automático por mês para clientes do mundo todo que querem construir seus próprios drones.

A DJI Innovations, fabricante chinesa de drones recreativos e comerciais, vende pelo menos dez vezes mais, estima Anderson. A DJI não quis divulgar números, mas disse que suas vendas estão triplicando a cada ano desde 2009.

O departamento de aeronaves não tripuladas da FAA é operado por várias dezenas de pessoas, cujas tarefas incluem esboçar regras e analisar habilitações para entidades públicas, como departamentos de polícia, operarem drones em um espaço aéreo definido. Inspetores verificam relatos de voos imprudentes ou de uso comercial.

Alguns operadores de drones não se intimidam em ignorar as atuais regras. Mike Fortin, presidente de uma companhia de drones localizada em Orlando, Flórida, que filma concertos e comerciais de televisão, recebeu um e-mail da FAA em janeiro dizendo que sua empresa estava violando a política da FAA.

"Minha resposta ao FAA foi para se ferrarem", disse ele. A FAA não deu seguimento ao caso. Se a agência enviar uma carta formal para que suspenda o uso dos drones, "eu provavelmente vou emoldurar, pendurar na parede e continuar o meu dia a dia de negócios", disse Fortin. A FAA não comentou o incidente.

Em alguns casos, a FAA parece estar olhando para o outro lado. Williams, o chefe do departamento de aeronaves não tripuladas da FAA, disse que as autoridades geralmente consideram os fazendeiros que usam drones para monitorar as plantações como praticantes do hobby, que tradicionalmente têm permissão para usar drones.

As empresas podem em breve ser autorizadas a solicitar uma certificação para a FAA para que drones sejam utilizados em produções agrícolas, filmagens e inspeção de linhas de energia e usinas de petróleo e gás, disse Williams. Esses usos ainda não são autorizados sob as restrições atuais.

A Drone Dunes, de Los Angeles, usou drones por meses para filmar comerciais para empresas como Wal-Mart Stores e Kia Motor. "Nós não ouvimos um pio" da FAA, disse Eric Maloney, chefe de produção da Drone Dudes.

Brian Emfinger, um repórter cinematográfico da rede de televisão KATV, em Little Rock, no Arkansas, obteve uma resposta dúbia da FAA após usar no mês passado um drone que pesa cerca de um quilo para filmar as consequências dos tornados. O vídeo já acumula cerca de 2,4 milhões de visualizações no YouTube.

O diretor de jornalismo da KATV, Nick Genty, disse que um porta-voz da FAA o notificou, observando que o uso do drone por parte da emissora representava uma violação das regras da agência. Ainda assim, "eles definitivamente não nos disseram para parar", disse Genty, acrescentando que a KATV vai continuar a usar drones em reportagens.

A FAA informou que regula o uso de drones, não a maneira como as organizações jornalísticas usam filmagens.
Fonte: Jack Nicas e Andy Pasztor para Valor on line via Defesanet 13 maio 2014

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  • 1 month later...

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Drone

A Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos autorizou pela primeira vez um voo comercial do equipamento. Ele decolou do Alasca para inspecionar instalações da petrolífera BP.

Fonte: Marilia Leoni para VEJA via CECOMSAER 16 jun 2014

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  • 1 year later...

Meus prezados
EUA anunciam um plano em 4 etapas para regular o uso de drones
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Nasa promove conferência sobre tema nos EUA; no Brasil, Anac finaliza proposta com regras para o uso comercial
Na semana passada, a Nasa reuniu os maiores nomes da tecnologia numa convenção na Califórnia (EUA) para discutir o futuro da aviação. Um futuro bem próximo, diga-se.

Afinal, drones, principal foco do encontro, já são uma realidade em todo o mundo, trazendo inúmeras oportunidades e alguns problemas graves.
Basta ver algumas das notícias recentes sobre o assunto para ter uma noção de seu impacto. Na Suíça, começaram em julho os testes para um serviço de correio com drones. Na Polônia, uma ONG usou o equipamento para distribuir medicamentos abortivos – como a prática é proibida no país, os ativistas fizeram o carregamento na Alemanha e cruzaram a fronteira pelos ares. Nos Estados Unidos, o governo autorizou pela primeira vez o uso desse equipamento para delivery – a estreia veio com a entrega de medicamentos numa clínica na zona rural.

A mídia americana também destacou a ação do artista de rua Katsu, que usou um drone para pichar um imenso outdoor da Calvin Klein.
No Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego anunciou que pretende usar drones nas operações de fiscalização de trabalho escravo, enquanto em Belo Horizonte (MG) se discute o uso desses aparelhos para o combate à criminalidade.
Some-se a essas as notícias sobre drones e segurança. No mesmo dia em que a convenção da Nasa começava, por exemplo, um avião fez um pouso forçado no aeroporto perto das Cataratas do Niágara para evitar a colisão com um drone.

Poucos dias depois, na Califórnia, foi oferecida uma recompensa de US$ 75 mil a quem entregar os responsáveis pelos drones que atrapalharam o combate a incêndios nos últimos meses – no caso mais recente, os bombeiros tiveram de pousar para evitar o choque com drones.

Isso levou a um atraso de 20 minutos, suficiente para que o fogo se espalhasse e atingisse carros em uma rodovia. Vale lembrar ainda que, em janeiro deste ano, a Casa Branca foi interditada após a queda de um pequeno drone dentro do complexo.
“Daqui a dez anos teremos um cenário muito interessante, com diversas aplicações de drones para o uso doméstico e comunitário”, disse Parimal Kopardekar, que está à frente do NextGen Airspace Project, da NASA.

“A questão é: como construir um sistema que nos conduza a esse futuro e que não fique defasado em poucos anos? Ou seja, que possa dar conta de uma demanda em larga escala?”
A proposta apresentada por Kopardekar conta com quatro etapas. A primeira, prevista para daqui a um mês, tem como meta a criação de um sistema de gerenciamento para drones que circulam em áreas mais seguras (não habitadas, longe da rota de aviões) – isso englobaria, por exemplo, o uso desses aparelhos no setor agrícola e no combate a incêndios. Essa fase inclui ainda a elaboração de geofences – demarcações digitais que indicam quando você chega ou sai de determinada área (como o entorno de um aeroporto).
A segunda, prevista para outubro do ano que vem, prevê situações em que o drone pode voar para além da vista de seus operadores. Isso deve envolver sistemas de rastreamento e voos sobre áreas moderadamente povoadas.
O passo seguinte, que deve ser dado em janeiro de 2018, tem como foco a elaboração de um sistema que permita a troca de informação tanto entre um drone e outro como com o serviço de controle aéreo e com a internet. Espera-se que esse suporte permita a implementação segura de delivery por drones – desejo de muitas empresas, incluindo Amazon e Google.
Para a quarta etapa, prevista para março de 2019, a expectativa é a de que drones sobrevoem intensamente áreas urbanas e sirvam também para uso doméstico. Por isso, a demanda será pela elaboração de estratégias que possam ser adotadas, por exemplo, em casos de falha de comunicação ou emergências.
É um processo que envolve questões complexas, e a conferência da NASA também serve como um momento de brainstorm com outros agentes, como fabricantes de drones e empresas interessadas em usar o equipamento.
A Amazon foi uma das primeiras a já detalhar uma proposta: uma “avenida” para drones no céu, com diferentes faixas. Na expressa, voltada a viagens mais longas, os drones voariam a cerca de 120m de altura. Logo abaixo, a cerca de 60 m do solo, passariam os drones mais lentos. A ideia prevê um sistema de comunicação entre os drones, para que cada um saiba a localização dos demais. Equipamentos que não pudessem se conectar com outros teriam de voar a menos de 60 metros.
O tema também já está na mira das autoridades brasileiras. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está preparando uma proposta de regulamentação de drones, ou melhor, vants (veículos aéreos não tripulados), como define a agência. O documento, que deve ser submetido a uma audiência pública ainda neste mês, vai propor regras para operações não experimentais – ou seja, filmagens de eventos, serviços fotográficos e uso comercial em geral. Até lá, a utilização de vants para qualquer uma dessas atividades está proibida.
A agência não possui uma estimativa sobre o número de drones do país. Mas informa que apenas seis contam atualmente com certificado de autorização de voo experimental (com foco em pesquisa e desenvolvimento): dois da Polícia Ambiental de São Paulo, dois da Polícia Federal, um do Departamento Nacional de Produção Mineral e um do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. Além disso, algumas prefeituras obtiveram autorizações especiais para usar drones no combate à dengue.
Fonte: revista Galileu via CECOMSAER 20 AGO 2015

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