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Venezuela announces debt deal with airlines


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http://www.newsobserver.com/2014/05/26/3889786/venezuela-announces-debt-deal.html?sp=/99/104/

 

CARACAS, VENEZUELA — Venezuela's cash-strapped government has agreed to pay part of $4 billion owed to foreign airlines and may soon allow them to aggressively raise airfares as it works to head off more carriers from leaving the country.

Finance Minister Rodolfo Marco Torres announced a deal Monday to allow six Latin American airlines including Colombia's Avianca and AeroMexico to repatriate revenue from local sales in 2012 and 2013. The debt deal was reached in a closed-door meeting with representatives of the airline industry.

Alitalia of Italy and Panama's Copa this month became the latest airlines to cut flights to Venezuela, citing the debt impasse.

The deal announced Monday came just a few days after President Nicolas Maduro denied that airlines are leaving over debts, arguing that some are temporarily rerouting planes to meet surging demand to travel to Brazil for next month's World Cup.

Airline representatives reported that Venezuela's government also said airfares starting in July will be based on the country's weaker Sicad II exchange rate of about 50 bolivars per dollar compared with the official rate of 6.3 to the dollar.

The government did not comment on that possible change. But economists said such a move would be tantamount to a stealth devaluation that would effectively sanction a multifold-increase in airfares prices in bolivars.

The government earlier this year unveiled the Sicad II exchange mechanism to meet pent-up demand for dollars after more than a decade of rigid exchange controls that force companies to turn to the illegal black market, where the bolivar is even weaker, to obtain hard currency.

Air Canada and TAP of Portugal are among other airlines that have reduced flights to Venezuela in recent months, citing the repatriation problems spurred by a shortage of U.S. dollars. Several U.S. carriers have restricted ticket sales, making it difficult to find seats on remaining flights out of the country.

 

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Para ver como está o legado do Chavez-Maduro, 1 U$$ = 6,3 bolivares na taxa oficial; mas o governo criou duas taxas paralelas: 1U$$ = 10 e 1U$$ = 50, só que no mercado ninguém vende dólares por menos de 70 bolivares.

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Para ver como está o legado do Chavez-Maduro, 1 U$$ = 6,3 bolivares na taxa oficial; mas o governo criou duas taxas paralelas: 1U$$ = 10 e 1U$$ = 50, só que no mercado ninguém vende dólares por menos de 70 bolivares.

 

Maduro, seu safadinho :dente:

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Bonotto, na pressa esqueci de colar o texto que falava dos valores, que saiu hoje no Wall Street Journal:
May 27, 2014, 11:33 a.m. ET
Câmbio da Venezuela atropela multinacionais
Por Maxwell Murphy e KEJAL VYAS
Fazer negócios em qualquer país pode ser arriscado. Mas a Venezuela é um caso à parte.
Com a maior taxa de inflação das Américas e pelo menos cinco desvalorizações cambiais nos últimos dez anos, o país é um jogo de azar corporativo.
Em pouco mais de um ano, a Venezuela inventou um sistema de três taxas de câmbio, incentivando o mercado negro.
Embora muitas multinacionais ainda se prendam às taxas de câmbio mais favoráveis por motivos contábeis, essa tática pode estar com os dias contados.
"Estamos vendo perdas enormesvindo das empresas [...] e isso é apenas o começo", alertou Ángel García Banchs, diretor da Econométrica, consultoria de Caracas. "A única coisa que pode resolver este problema é uma completa reforma do modelo econômico."
Os preços de tudo, da manteiga às TVs de tela plana, são fixados sem aviso do governo, que também recolhe 30% dos lucros das empresas. E qualquer lucro evapora rapidamente porque a inflação está perto de 60%.
A expansão do controle de preços imposto pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que sucedeu o esquerdista Hugo Chávez em abril de 2013, acabou agravando a escassez de itens básicos como farinha de milho, baterias de carros e papel higiênico, provocando violentos protestos de rua desde fevereiro.
O sistema cambial do país deixa as empresas em condições desiguais, dependendo do setor. Pelo câmbio oficial do governo para itens básicos importados, como alimentos e remédios, um dólar custa 6,3 bolívares. Outras empresas podem comprar um dólar por 10 bolívares, mas só com autorização do governo. No terceiro sistema cambial criado recentemente, a taxa é de 50 bolívares para cada dólar, o que deixa as companhias sem saber qual o valor real de suas fábricas e estoques na Venezuela.
Para quem não consegue comprar dólares através dos meios oficiais, o câmbio no mercado negro é de cerca de 70 bolívares. A moeda americana é vital para a Venezuela, que importa cerca de 80% do que consome; 96% das suas exportações são produtos derivados do petróleo.
Ricardo Sanguino, presidente da comissão de finanças do legislativo venezuelano, disse recentemente que as autoridades estão trabalhando para unificar as taxas cambiais e impulsionar a economia estagnada do país.
Até que isso ocorra, as empresas enfrentam o dilema de qual câmbio usar quando precisam calcular seus resultados trimestrais. Os investidores devem, então, se preparar para mais baixas contábeis.
A Avon Products Inc. migrou para a mais nova taxa do governo no primeiro trimestre e registrou uma baixa de US$ 42 milhões, enquanto na Estée Lauder Cos. a baixa foi de US$ 38 milhões. A maioria das empresas ainda calcula seus ativos com base na taxa de câmbio mais favorável.
Desde o início de abril, as taxas de câmbio da Venezuela foram mencionadas por mais de 100 empresas como causadoras de impacto negativo nos lucros, seja nos resultados atuais ou representando risco para os resultados futuros, segundo a firma de dados Morningstar. No mesmo período de 2013, foram apenas oito empresas.
A Goodyear Tire & Rubber Co., Herbalife Ltd. e Energizer Holdings Inc. afirmaram que terão baixas contábeis de US$ 235 milhões, US$103 milhões e US$ 62 milhões, respectivamente, se refizerem os cálculos pelo novo câmbio.
Alguns negócios não estão sendo feitos porque não há dólares suficientes para pagar os fornecedores. A principal câmera industrial da Venezuela, a Conindustria, estima que o governo deve US$ 10 bilhões ao setor privado.
As montadoras foram seriamente atingidas pela falta de dólares para pagar seus fornecedores. A Fuel Systems Solutions Inc., FSYS +2.31% fabricante americana de sistemas de combustível a gás natural para carros, não vendeu uma só peça na Venezuela entre outubro e abril devido à falta de dólares, diz Pietro Bersani, o diretor-financeiro da empresa.
A Ford Motor Co., que temporariamente interrompeu a produção do Fiesta e outros veículos no país, migrou para a banda cambial média no primeiro trimestre e registrou perdas de US$ 310 milhões. A Ford informou ter concluído que precisaria dessa taxa cambial para ter acesso a dólares no futuro. A empresa não informou se irá adotar o novo câmbio. "O governo da Venezuela se comprometeu a nos ajudar a resolver a questão para que retomemos a produção até o início do próximo mês", informou a Ford.
A General Motors Co. registrou baixa contábil de US$ 400 milhões no primeiro trimestre e informou que cada 10% de desvalorização do bolívar em relação à taxa do nível médio provocará outra baixa de US$ 100 milhões. A Chrysler Group LLC registrou baixas de US$ 129 milhões no período e alertou que "deve haver mudanças significativas no câmbio nos próximos trimestres".

 

Ao mesmo tempo, as empresas que têm muitos bolívares precisam ser criativas. O MercadoLibre Inc. site de vendas on-line com base em Buenos Aires, está investindo seus lucros locais em imóveis comerciais para se proteger da inflação, segundo Pedro Arnt, diretor financeiro da empresa.
Bersani, da Fuel Systems, não espera "clareza" com relação ao destino do bolívar no curto prazo, mas afirma que não está "tão pessimista" para que uma solução no fim seja encontrada.
Outras empresas não estão tão certas. Algumas companhias aéreas estão saindo do país. A Air Canada informou em março que iria parar de voar para a Venezuela e a italiana Alitalia planeja fazer o mesmo no mês que vem.
(Colaborou Vipal Monga.)
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