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Infraero ameaça paralisar obras em Congonhas


-GustavoK-

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Fonte: Terra Notícias

 

Jeferson Ribeiro

Direto de Brasília

 

O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse na tarde desta quinta-feira que as obras de reforma da pista auxiliar de Congonhas (SP) podem ser suspensas caso o aeroporto seja restringido por ordem judicial a partir de segunda. Isso porque, na sexta, a desembargadora Cecília Marcondes, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), cassou a liminar que permitia o funcionamento da pista principal do maior aeroporto do País para todos os tipos de aeronaves.

 

A nova decisão determina que, a partir do dia 26, Congonhas não opere mais pousos e decolagens de Fokker-100 e Boeings 737-800 e 737-700. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve recorrer entre hoje e amanhã contra a decisão, mas se não tiver êxito o País pode passar por novo problemas de tráfego aéreo, já que cerca de 45% do movimento de Congonhas é baseado nesses modelos de aeronaves.

 

"Já prestamos todas as informações pedidas pela juíza, mas para garantir o funcionamento normal da pista principal de Congonhas vamos recorrer da decisão. Ainda não posso dizer onde ingressaremos com o recurso, mas estamos tomando essas providências" disse o presidente da Anac, Milton Zuanazzi.

 

"Se Congonhas for fechado como quer o Ministério Público vai ser um caos. Aí será necessário cancelar as obras da pista auxiliar. Se for mantida a restrição de operações daquelas aeronaves (Fokkers-100 e Boeings 737-800 e 737-700), teremos que rever o desenho da malha aérea brasileira. Já teríamos que fazer uma revisão por causa da reforma, mas se tiver impedimento de aeronaves é mais um complicador", comenta Pereira.

 

Briga na Justiça

 

A disputa judicial entre Anac e Infraero contra o Ministério Público de São Paulo começou no final de janeiro, quando os procuradores exigiram o fechamento da pista principal de Congonhas por não oferecer segurança aos passageiros. O juiz da 22ª Vara Civel Federal de São Paulo, Ronald de Carvalho Filho, concedeu liminar ao MP impedindo a operação dos Fokker-100 e dos Boeings 737-800 e 737-700 no aeroporto. A decisão foi tomada duas semanas antes do Carnaval - época do ano com maior movimento aéreo no País.

 

A Anac e a Infraero recorreram da decisão e conseguiram uma liminar junto ao TRF3 que garantiu o funcionamento de Congonhas normalmente durante o feriado. Porém, na sexta, a desembargadora cassou a liminar e recolocou as restrições de operações em Congonhas.

 

Se Congonhas for fechado ou limitado como quer a Justiça, o movimento de passageiros não terá como ser absorvido pelos aeroportos vizinhos. O terminal de Cumbica, em Guarulhos, pode absorver apenas 20% das operações. Viracopos, em Campinas, poderia atender a apenas 2% dos passageiros de Congonhas.

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Porque suspender as obras? Represália contra a Justiça?? Isso é desrespeitar a instituição.

Agora a Infraero quer paralisar as obras pra colocar a culpa do caos no Poder Judiciário. A culpa é da Infraero e Anac que deixaram CGH inchar até níveis intoleráveis.

Ameaçar a Justiça, essa é boa...

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